Pressão dos EUA força moralização do mercado para evitar que Brasil vire um narcoestado

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode ampliar a fiscalização sobre empresas, transações financeiras e mecanismos de compliance no Brasil. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, que entra em vigor nesta sexta-feira (5), forçará o mercado brasileiro a tomar medidas efetivas contra a lavagem de dinheiro. Embora o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tente retratar a medida como um risco para as empresas, ela tem grande potencial para moralizar o mercado e evitar que o Brasil se torne um narcoestado, segundo analistas ouvidos pela reportagem.

A medida, anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA e que entra em vigor em 5 de junho, amplia o alcance de sanções financeiras e permite que autoridades americanas adotem medidas contra pessoas e empresas que mantenham vínculos com as facções.

“A medida dos Estados Unidos é positiva no geral. Se você não tiver alguma força externa pressionando as instituições do Estado, nada vai andar. Tem tráfico do lado de delegacias de polícia e relaxamento de pena de criminoso. Está comprovado que as instituições que deveriam estar fazendo alguma coisa, por um motivo ou outro, não estão fazendo”, afirmou o analista de riscos Nelson Ricardo Fernandes Silva, da consultoria ARP Risk.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público apontam que grupos criminosos têm utilizado empresas de fachada e negócios legítimos para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas, contrabando, venda de “proteção” e serviços, além de outras atividades ilegais. Entre os setores mais frequentemente citados em operações policiais estão transporte de passageiros, combustíveis, logística, construção civil e serviços financeiros.

Segundo Silva, grandes bancos e empresas mantêm em seus quadros profissinais de compliance — conjunto de regras, procedimentos e mecanismos de controle criados que visam garantir que a empresa atue dentro da lei, previna fraudes, identifique operações suspeitas e reduza riscos jurídicos e financeiros.

Mas na prática quase ninguém procura autoridades policiais para denunciar operações comerciais ou financeiras suspeitas, porque dificilmente isso tráz consequências. “Por exemplo, você é um grande banco e não vai querer correr o risco de operar com uma facção. Mas chega uma empresa investindo milhões e milhões. Você pode até achar esquisito mas não vai checar, não vai denunciar”, afirmou.

Um estudo de 2025 do think tank Fórum Brasileiro de Segurança Pública estimou que o crime organizado injetou cerca de R$ 348 bilhões na economia formal, por meio de lavagem de dinheiro, entre os anos de 2022 e 2024.

O cenário brasileiro ainda não permite classificar o país como um narcoestado. Por isso, medidas de moralização não derrubariam a economia, diferente, por exemplo, de países produtores de cocaína na região andina.

Porém, o combate à lavagem de dinheiro terá sim impactos na economia. “Se você tem uma empresa de transporte que não precisa dar lucro porque ela lava dinheiro: quando fechar a torneira ela vai ter que parar de pé, vai ter que dar lucro”, afirmou Silva.

Medida visa minar capacidade financeira de organizações narcoterroristas

“O foco dos EUA é justamente o sufocamento financeiro dessas organizações. A partir do reconhecimento das facções como terroristas, a gama de informações investigativas compartilhadas tende a ser muito maior, facilitando o bloqueio de ativos e dificultando a operação das estruturas criminosas”, afirma o jurista e pesquisador em segurança pública Fabrício Rebelo.

O advogado Adriano Soares, ex-juiz, avalia que, diferente do que autoridades brasileiras têm afirmado, a cooperação entre órgãos policiais do Brasil e agências dos EUA pode se tornar mais intensa. “A designação como terrorista ativa obrigações de compartilhamento mais amplo de informações, que não se aplicam ao crime organizado comum. Os órgãos americanos passam a ter poderes mais amplos para solicitar informações sobre fluxos suspeitos vinculados a essas facções”, afirma.

Segundo Soares, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que investiga fluxos suspeitos de dinheiro no sistema bancário, poderá ser pressionado a responder solicitações com maior agilidade e profundidade.

De acordo com Rebelo, a consequência imediata para as empresas brasileiras não deve ser a submissão indiscriminada a sanções, mas uma maior pressão para que aumentem o cuidado na seleção de parceiros comerciais.

“É impensável que se busque sancionar diretamente empresas que, pontual e inadvertidamente, efetuam alguma transação ligada a atividades ilícitas. O principal efeito será o aumento do cuidado para evitar vínculos indiretos com organizações criminosas”, diz.

Sanções aceleram cultura de compliance

A medida deve levar empresas e instituições financeiras a reforçarem seus programas de compliance. Para o advogado Fernando Pinheiro, o problema é que muitas empresas ainda tratam esses mecanismos apenas como uma exigência regulatória, quando deveriam encará-los como ferramenta permanente de proteção dos negócios.

“A medida aumenta significativamente a pressão para que o Brasil endureça sua legislação e eleve os padrões de compliance empresarial. Há risco jurídico real para empresas brasileiras, inclusive em situações de vínculos indiretos”, afirma.

Pinheiro ressalta que setores com cadeias produtivas complexas podem estar mais expostos, especialmente quando há dificuldade para identificar os verdadeiros beneficiários de determinadas operações.

Segundo Pinheiro, a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos possui alcance extraterritorial e prevê responsabilização por apoio material a organizações classificadas como terroristas. “Mesmo relações comerciais indiretas podem gerar risco jurídico significativo, especialmente em setores como logística, transporte, agronegócio, construção civil e fintechs”, afirma.

Na mesma linha, o advogado e presidente do think tank Lexum, Leonardo Corrêa, afirma que o impacto mais imediato tende a vir do mercado.

“A empresa pode ser punida pelo mercado mesmo sem ter feito nada de errado. Para não perder acesso ao dólar, na dúvida, bancos e parceiros tendem a cortar relações. Saber com quem se faz negócio passou a ser essencial”, observa.

Haverá pressão por mudanças na legislação brasileira

Outro efeito esperado é o aumento da pressão para que o Brasil endureça sua legislação sobre terrorismo e lavagem de dinheiro.

Atualmente, tramita no Congresso Nacional uma proposta que altera a Lei Antiterrorismo para incluir facções criminosas como o PCC e o CV entre as organizações passíveis dessa classificação.

Para Adriano Soares, a diferença entre a legislação brasileira e a americana pode se tornar insustentável no médio prazo.

“A designação americana cria uma assimetria que será difícil de sustentar, sobretudo com a ampliação da integração das empresas brasileiras ao sistema internacional de compliance. O próprio setor privado tenderá a pressionar por mudanças na legislação”, afirma.

Fabrício Rebelo também vê possibilidade de pressão internacional crescente se o Brasil não demonstrar esforço para combater financeiramente as facções.

“Caso isso não ocorra, o Brasil pode vir a ser enquadrado como uma nação que coopera com o terrorismo. Isso muda significativamente a perspectiva das relações internacionais e pode alcançar sanções comerciais e diplomáticas em maior escala”, alerta.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/pressao-dos-eua-forca-moralizacao-do-mercado-para-evitar-que-brasil-vire-um-narcoestado/

Relatório dos EUA revela que culpado por sanções é STF

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs, na última segunda-feira (1º), a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre uma lista estratégica de produtos importados do Brasil. A decisão final está marcada para 15 de julho. Mas, desde já, o documento deixa claro quem são os responsáveis.

Por sete vezes, os EUA acusam o Supremo Tribunal Federal (STF) como causa direta da sanção. O Judiciário é alvo de críticas no caso de decisões judiciais envolvendo plataformas digitais no Brasil e na análise sobre o enfraquecimento de processos anticorrupção ligados à Operação Lava Jato.

Ainda, em trecho sobre comércio digital, o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis, inclusive de residentes nos Estados Unidos.

Marco civil da Internet

Em seguida, o relatório cita a decisão do STF do ano passado que declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Esse dispositivo previa que plataformas digitais só poderiam ser responsabilizadas civilmente por publicações de terceiros depois de ordem judicial específica para a remoção do conteúdo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/relatorio-dos-eua-revela-que-culpado-por-sancoes-e-stf/

Por que a economia do Paraguai atrai tantas empresas do Brasil?

Palácio presidencial do Paraguai: políticas econômicas do país têm atraído empresas brasileiras. (Foto: EFE/ Bienvenido Velasco)

Empresas brasileiras estão migrando para o Paraguai em busca de menores impostos e custos de produção. O movimento ganha força com a possível extinção da escala de trabalho 6×1 no Brasil, levando gigantes do varejo e da indústria a buscarem refúgio no país vizinho em 2026.

O que é o modelo 10-10-10 do Paraguai?

É um sistema de impostos muito simples que atrai investidores. No Paraguai, a alíquota máxima do imposto de renda para empresas é de 10%, a mesma cobrada para pessoas físicas. O imposto sobre o consumo (IVA) também tem o mesmo teto. Essa simplicidade permite que o empresário entenda suas obrigações sem precisar de uma equipe gigante de advogados, ao contrário do sistema brasileiro, que é conhecido por ser caro e complicado.

Como funciona a Lei de Maquila?

Esta lei permite que empresas tragam máquinas e matérias-primas para o Paraguai sem pagar impostos de importação, desde que o produto final seja exportado. Na hora de enviar a mercadoria para fora, cobra-se apenas um tributo único de 1% sobre o valor da nota. É um mecanismo desenhado para favorecer o comércio com vizinhos: atualmente, 65% de tudo o que as fábricas produzem nesse regime tem como destino o mercado brasileiro.

Quais são as vantagens trabalhistas no país vizinho?

As regras no Paraguai são consideradas mais leves. Enquanto no Brasil discute-se a redução da jornada para 40 horas semanais, a lei paraguaia prevê até 48 horas de trabalho por semana. Além disso, os encargos e a burocracia para contratar são menores. Somando impostos baixos e energia barata, produzir no Paraguai pode ser até 40% mais barato do que manter uma fábrica em território brasileiro.

O Paraguai cobra impostos sobre ganhos vindos do exterior?

Não, e este é um grande diferencial para nômades digitais e exportadores de serviços. O Paraguai não tributa a renda de origem estrangeira. Isso significa que, se você mora lá mas recebe pagamentos de clientes de outros países, o governo paraguaio não mexe no seu dinheiro. Essa regra atrai não apenas grandes indústrias, mas também empreendedores individuais e trabalhadores remotos brasileiros.

A economia do país oferece segurança para o futuro?

Sim, porque o modelo é tratado como uma política de Estado, e não apenas de um governo passageiro. O desenho tributário permanece estável há anos, o que dá previsibilidade para quem deseja investir a longo prazo. Recentemente, o Paraguai obteve a melhor nota da América Latina em liberdade econômica no quesito carga tributária, com impostos que representam apenas 14% do PIB, contra cerca de 30% no Brasil.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/por-que-a-economia-do-paraguai-atrai-tantas-empresas-do-brasil/

Alexandre Garcia

Lula diz que vai a Washington negociar, mas precisa das tarifas para sua propaganda

Lula diz que vai negociar com Trump, mas briga com Rubio e usa tarifas para sua propaganda (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Eu não sei qual é a intenção do Lula, mas ele disse que vai a Washington para conversar com o presidente Donald Trump para tirar a tarifa.

A tarifa ainda não foi confirmada, mas Lula briga com o secretário de Estado dos EUA, que é o braço direito do Trump. E fez isso dentro do Palácio do Planalto. Isto é, oficialmente, o chefe de Estado do Brasil chama o secretário de Estado americano, Marco Rubio, de latino-americano frustrado.

O que Lula quer é que a tarifa seja decidida, para ter um pretexto de fazer propaganda, de que está defendendo o Brasil e que os Estados Unidos estão atacando. Deve ser isso.

Maioria dos brasileiros é favorável à classificação de CV e PCC como terroristas

Bom, agora a questão do terrorismo. A Atlas Intel foi a única agência que acertou o resultado da eleição colombiana agora no domingo. Disse que a diferença era de três pontos percentuais para o candidato que apareceu surpreendendo todo mundo, todas as outras agências de pesquisa, e vai para o segundo turno contra o candidato do Petro.

Bom, 53% dos brasileiros aprovam a classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas, e 45% são contra, isto é, a favor de não agir, de não fazer nada contra o PCC e o Comando Vermelho.

Segundo a pesquisa, 56% acham que o governo brasileiro também deveria fazer isso, classificá-los como terroristas. Já 47,6% dizem que o Estado brasileiro não está conseguindo combater o crime organizado, enquanto outros 36% acham que sim. E 48% veem infiltração das facções na política, no Estado e na corrupção.

Colégios militares dominam olimpíadas de matemática

Gente, quando se fala em colégio militar, tem aquela coisa: a esquerda detesta. Vamos ver os resultados?

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, com todas as escolas públicas do Brasil. Pega do sexto ano do fundamental ao terceiro ano do ensino médio, segundo o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, que realizou a competição.

O resultado:

  • Colégio Militar de Brasília, primeiro lugar, 60 medalhas;
  • Colégio Militar de Porto Alegre, segundo lugar, 36 medalhas;
  • Colégio Militar Tiradentes de Brasília, 35 medalhas;
  • Colégio Militar do Rio de Janeiro, 33 medalhas.

Aí vem a primeira escola que não é militar, o Centro Federal de Educação Tecnológica, de Belo Horizonte, com 32 medalhas. Depois vêm:

  • Colégio Militar de Curitiba;
  • Colégio Militar de Recife;
  • Colégio Militar de Santa Maria;
  • Colégio Militar de Manaus;
  • Colégio Militar de Fortaleza;
  • Colégio Militar de Salvador.

Aí vem o Centro Educacional Professora Alzira Alves Carneiro, de Tanque Novo, no interior da Bahia, lá na Chapada Diamantina, no sertão, com 22 medalhas. É uma escola municipal.

Depois volta o Colégio Militar de Juiz de Fora, o Colégio Militar de Campo Grande, na matemática.

Matemática é a rainha das ciências exatas. Quem não sabe matemática também não vai saber física, e tudo mais.

Lutador de MMA encara urso e sai perdendo

Bom, gente, deixa eu contar uma história.

Tem uma historinha rápida de um mineiro de urânio no Canadá, grande lutador de MMA. O sujeito era um indiano e acabou morto por um urso. O urso apareceu lá na mina, e ele foi atacado.

Eu imagino, porque ele dizia que aceitava toda e qualquer briga com gente mais pesada do que ele e era muito corajoso. Acabou morto pelo urso.

Família cocaína é presa no Triângulo Mineiro

Bom, mas tem uma família cocaína que fornecia cocaína para Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Pai, mãe, uma filha advogada, que queria ser juíza, uma filha psicóloga infantil e um ex-genro chamado Rhanniery. Incrível o nome dessa pessoa: Rhanniery.

Deveriam ser presos também os pais que dão um nome desse para uma pessoa. Esse ex-genro era um laranja. A filha advogada usava, a filha psicóloga usava também. As duas faziam relações públicas, a mãe fazia as finanças, e o pai era conhecido como Serjão do PCC.

Foi todo mundo preso ontem pela Polícia Federal.

E a Polícia Federal postou as fotos: cada casa, carro, motorhome — aqueles carros, caminhões que levam a casa junto — e um rancho na beira de uma represa.

Eles recebiam cocaína do Paraguai. Quer dizer, de certo era cocaína da Bolívia, que passava pelo Paraguai e vinha para eles. A família inteira envolvida.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-vai-washington-negociar-mas-precisa-tarifas-para-propaganda/

Coluna Esplanada

Gilmarpalooza é ofuscado pelas novas revelações de Vorcaro

Com impacto do caso Master, “Gilmarpalooza” reúne menos ministros do STF, integrantes do governo Lula e governadores do que em 2025. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Com um Fórum de Lisboa menor que o pomposo do ano passado, diante do cenário delicado para o Judiciário, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, arriscou e saiu-se menor. Muitos ilustres não foram, e como notório, centenas de servidores federais e estaduais foram cedidos sob ônus de seus governos.

O famigerado “Gilmarpalooza” chegou à sua edição de 2026 sob a síndrome do passeio: um evento em Portugal para debater muito sobre o Brasil – algo que poderia ser feito em qualquer faculdade do país. Para piorar, os três dias de passeio, ops!, evento de Gilmar em Lisboa foram coroados no encerramento, com a bomba lançada por Malu Gaspar, do O Globo, sobre o ilustre palestrante Alexandre de Moraes: a delação de Daniel Vorcaro, rejeitada pela PF, continha um anexo sobre mais um contrato de R$ 50 milhões do “banqueiro” com a esposa-advogada do ministro do STF.

Foi um ti-ti-ti no plenário e nos corredores de deixar corados os togados do palco. Com tudo isso latente, Gilmar Mendes perdeu uma ótima oportunidade de manter o nível do evento sem dinheiro público: o servidor público que para lá foi, do menor nível até ministro do Judiciário, poderia ter pagado suas passagens, hospedagem e alimentação. Não o dinheiro público, como tem sido.

Gênios do Brasil

Essa é da série o Brasil tem jeito. Os doutorandos IMPA Leonardo Voltarelli, Antônio Catão e Melvin Poveda conquistaram o prêmio Best Student Paper da International Conference on Learning Representations. A pesquisa apresenta plataforma de IA para previsão de chuvas intensas a curto prazo com utilização de satélite, em escala mundial. O estudo foi desenvolvido no Centro Pi do IMPA, coordenado por Paulo Orenstein.

Um up na nuclear

O presidente da Associação Brasileira de Atividades Nucleares, Celso Cunha, apresentou estudo para modernização do marco legal do setor em reunião com representantes da Autoridade de Segurança Nuclear. O estudo aponta para a necessidade de se ampliar a segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a preparação para novas tecnologias nucleares, além de interface maior com a agência internacional.

Firjan em alerta

A Firjan está preocupada com a decisão do governo dos Estados Unidos em impor tarifa de 25% às exportações brasileiras. Representante do 2º maior Estado exportador, a entidade destaca que é preciso que negociações sejam objetivas em defesa da indústria, dos investimentos e da parceria estratégica. “Esta decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza”, diz o presidente Luiz Césio Caetano.

Economia e clima

Para acelerar investimentos na ação climática, e apoiado pela presidência da Cop 30, o III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza se encerrou ontem no Rio de Janeiro. Com o tema “Dos acordos globais à implementação”, o evento reuniu lideranças de governos, entidades, sociedade civil e academia e discutiu o papel do sistema financeiro mundial na construção de uma economia alinhada à agenda climática.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/gilmar-mendes-gilmarpalooza-e-ofuscado-pelas-novas-revelacoes-de-vorcaro/

Agora é oficial: EUA efetivam designação do PCC e CV como organizações terroristas

Cerco ao Comando Vermelho transformou Complexo da Penha em cenário de guerra no Rio (Foto: Reprodução/X/@MarcelinhoCaa)

As facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foram oficialmente classificadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), bem como designadas como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). A oficialização da determinação anunciada em maio pelo presidente Donald Trump foi publicada na edição desta sexta-feira (5) do Federal Register, diário oficial do governo federal estadunidense.

Para o enquadramento como FTO, o secretário de Estado, Marco Rubio, considerou haver “base factual suficiente” para aplicar a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e enquadrar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras. A designação passa a tornar crime federal dar “apoio material” a grupos terroristas, com base na Lei de Imigração e Nacionalidade, e depende de aval do Congresso dos EUA.

Já a formalização como SDTG, vigente desde maio, tem base em decreto do ex-presidente George W. Bush, como reação aos atentados do 11 de Setembro de 2001, sem necessidade de aval do Congresso dos EUA.

Cerco ao terrorismo

As medidas equiparam as facções brasileiras a mais de 90 grupos extremistas, como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda e Estado Islâmico. E garantem o congelamento patrimonial de bens ligados às facções, controlados de pessoas ou entidades dos EUA.

As designações impõem penalidades cíveis e criminais contra quem efetivar transações com o PCC e o CV, vetando e até deportando imigrantes faccionados nos EUA. E ainda obrigam instituições financeiras americanas a identificar e reportar ao Departamento do Tesouro a existência de fundos ligados às facções brasileiras.

“As pessoas conhecidas como Primeiro Comando da Capital (também conhecido como PCC, First Capital Command) e Comando Vermelho (também conhecido como Red Command) são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”, diz o texto publicado no Federal Register.

Além do PCC e CV, ligados ao tráfico de drogas e diversos crimes brutais, já foram designados como terroristas pelo presidente Donald Trump os cartéis latino-americanos como Sinaloa, do México, e Tren de Aragua, da Venezuela.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/csa-internacional/agora-e-oficial-eua-efetivam-designacao-do-pcc-e-cv-como-organizacoes-terroristas

Moraes será defendido pela AGU em processo nos EUA

Ministro do STF Alexandre de Moraes – (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

“O que está em questão, para além da figura individual de Ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, escreveu Fachin.

O presidente do Supremo respondeu a uma consulta feita pela própria AGU, que se prontificou a atuar no caso representando a República Federativa do Brasil e o próprio Supremo.

A base jurídica para a atuação encontra-se na lei brasileira, que não autoriza que magistrados sejam processados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções.

“Eis que fica cabalmente caracterizada” a hipótese de atuação na AGU de modo institucional no caso, escreveu Fachin.

Nesta semana, Fachin esteve com a relatora especial das Nações Unidas para a Independência de Magistrados e Advogados, Margaret Satterthwaite, a quem reclamou de pressões externas com objetivo de constranger juízes brasileiros por causa de decisões judiciais tomadas no exercício regular de suas atividades.

A rede social Rumble segue com o funcionamento suspenso no Brasil desde fevereiro de 2025, por decisão de Moraes confirmada pelo plenário, por descumprimento de ordens judiciais brasileiras. (Com ABr)

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/moraes-sera-defendido-pela-agu-em-processo-nos-eua

Por que a exposição dos ministros do STF gera crise de confiança?

Juristas alertam que a superexposição de ministros do STF afeta a credibilidade da Justiça e influencia o ambiente político e eleitoral. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Juristas e autoridades alertam que o excesso de protagonismo político e a alta exposição midiática de ministros do STF têm desgastado a imagem do Judiciário brasileiro. O debate ganhou força nesta semana em Lisboa, evidenciando o impacto da falta de discrição na credibilidade da Justiça.

Como a superexposição afeta a imagem do Supremo?

A visibilidade excessiva e as opiniões constantes sobre temas políticos fora dos tribunais prejudicam a percepção de imparcialidade. Para especialistas, a autoridade de um juiz deve vir da qualidade de suas decisões técnicas, e não de sua frequência na mídia. Quando ministros assumem papéis de protagonistas políticos, a sociedade passa a desconfiar da neutralidade da Corte, o que reflete em pesquisas que mostram queda na confiança institucional.

O que diz a lei sobre a conduta dos magistrados?

A Lei Orgânica da Magistratura estabelece que os juízes devem manter uma conduta irrepreensível em sua vida pública e privada. Além disso, a legislação proíbe que magistrados deem opiniões sobre processos que ainda estão em andamento. Essas regras garantem que o juiz se mantenha distante de polêmicas que possam colocar em dúvida sua ética e equilíbrio ao julgar casos importantes para o país.

Qual foi a crítica feita pelo presidente do STF, Edson Fachin?

Durante um evento recente sobre ética judicial, o ministro Edson Fachin defendeu a importância da discrição. Ele afirmou que o silêncio institucional muitas vezes é mais valioso do que o protagonismo individual. Segundo Fachin, virtudes como prudência e comedimento são essenciais para construir a confiança da população, sugerindo que nem toda visibilidade é positiva para o fortalecimento das instituições.

Existem riscos para o processo eleitoral?

Sim. Como três ministros do STF também atuam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarações políticas contundentes podem gerar desconfiança sobre as eleições. Quando um ministro critica publicamente candidatos ou figuras políticas, cria-se um ambiente de polarização e insegurança jurídica. Isso alimenta questionamentos sobre a legitimidade da Justiça Eleitoral em momentos decisivos para a democracia.

O que especialistas projetam para o futuro da Corte?

Alguns juristas acreditam que o Judiciário atingiu um ‘ponto de não retorno’ devido ao acúmulo de episódios de exposição e participação em eventos com grandes empresas ou políticos. A margem para uma mudança de postura no curto prazo é vista como pequena, já que a prática de opinar sobre tudo e participar da vida social intensa tornou-se comum entre alguns integrantes da atual composição do tribunal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/por-que-a-exposicao-dos-ministros-do-stf-gera-crise-de-confianca/

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