STF tira autoridade das famílias em nome da ideologia de gênero

Cármen Lúcia afirmou que dar a pais o direito de vetar a participação dos filhos em atividades escolares sobre gênero era “censura”. (Foto: ChatGPT sobre foto de Antonio Augusto/STF)

Os ideólogos de gênero, aqueles interessados em empurrar goela abaixo da sociedade um conjunto de crenças que negam o básico da biologia sobre a espécie humana, sabem que podem contar com o Supremo Tribunal Federal na hora de impor suas ideias também nas redes de ensino brasileiras. Eles acabam de conseguir mais uma vitória na corte, que declarou inconstitucional uma lei do Espírito Santo que autorizava pais e responsáveis a vetar a presença das crianças em “atividades pedagógicas de gênero”, definidas como “aquelas que abordam temas relacionados à identidade de gênero, à orientação sexual, à diversidade sexual, à igualdade de gênero e a outros assuntos similares”. A lei ainda obrigava as instituições de ensino, públicas e particulares, a avisar antecipadamente sobre a realização de tais atividades.

“Figura-me inviável e completamente atentatório ao princípio da dignidade da pessoa humana proibir que o Estado fale, aborde, debata e, acima de tudo, pluralize as múltiplas formas de expressão do gênero e da sexualidade”, afirmou a relatora Cármen Lúcia. Convenhamos, de censura a ministra entende, mesmo quando a disfarça de “situação excepcionalíssima”. Mas, se há algo que a lei capixaba não faz, é censurar. Ela não impede que as escolas ofereçam conteúdos sobre gênero – nisso os legisladores do Espírito Santo foram inteligentes, e talvez tenham considerado ocasiões anteriores em que o STF derrubou leis municipais que proibiam a ideologia de gênero nas escolas. A lei estadual deixava os colégios totalmente livres para realizar as “atividades pedagógicas de gênero”, para ensinar que o gênero é algo diferente do sexo biológico, uma mera “construção social”, e que pode ser alterado conforme a vontade do indivíduo; o que a legislação fazia era apenas dar aos pais o direito de decidir que seus filhos não participariam dessas atividades e não seriam submetidos a esse tipo de doutrinação.

A lei deve proteger a autoridade familiar, não diminuí-la. O STF, no entanto, foi na direção contrária, transferindo para o Estado responsabilidades que cabem à família, retirando seu poder de decisão

Essa consideração inclusive enfraquece o outro argumento central dos autores da ação de inconstitucionalidade – entidades como a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) –, aceito pelos ministros: o de que apenas a União pode legislar sobre conteúdo pedagógico. Afinal, como acabamos de afirmar, não há restrição estatal à oferta de conteúdos sobre gênero nas escolas – o que foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República, que defendeu a constitucionalidade da lei capixaba. E, mesmo que se alargasse demais o argumento para considerar que a lei do Espírito Santo de fato estaria legislando sobre currículo escolar, é preciso lembrar que a própria Lei de Diretrizes e Bases afirma, em seu artigo 9.º, IV, que estados e municípios colaboram com a União no estabelecimento de “competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum”.

Mas o questionamento central à tese das entidades LGBT e ao voto de Cármen Lúcia veio do ministro André Mendonça, que formou a minoria ao lado de Nunes Marques. A Constituição reconhece a família como base da sociedade, e “os pais e os responsáveis têm não só o direito, como também o dever constitucional de participar ativamente das escolhas morais, culturais e educacionais que recaiam sobre seus filhos”. Impor convicções morais e ideológicas sobre as crianças, à revelia dos pais, viola não apenas a Constituição, mas também tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção Interamericana de Direitos Humanos (conhecida também como Pacto de San José da Costa Rica), que afirma, no seu artigo 12.4: “os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções”. Este é um direito que independe de qualquer lei, pois deriva da própria natureza da família, que antecede o Estado e que deve ser auxiliada por ele (e não o contrário) na tarefa de educar as crianças.

A lei, portanto, deve proteger a autoridade familiar, não diminuí-la. Foi justamente isso que o legislador capixaba fez, sem prejudicar a oferta dos conteúdos sobre gênero aos estudantes cujos pais ou responsáveis não veem problema algum neles. O Supremo, no entanto, foi na direção contrária, hipercentralizadora e autoritária, à medida que transfere para o Estado as responsabilidades que cabem à família, retirando seu poder de decisão. Ressaltamos: o que está em jogo aqui não é o conteúdo clássico dos currículos escolares, mas o ensino de uma ideologia altamente controversa, com implicações morais e sociais, que inclusive nega pressupostos básicos da biologia. E, especialmente em temas controversos, é ainda mais importante preservar a autoridade da família e evitar qualquer tipo de imposição estatal – o que torna a decisão do Supremo ainda mais equivocada e contrária ao espírito da Constituição, que protege o papel de pais e responsáveis.

A escola pode e deve contribuir para o combate ao preconceito de qualquer tipo – inclusive contra a população LGBT. Não existe um “direito à discriminação”. Mas tampouco existe um dever que obrigue pais e responsáveis a aceitar sem questionamento enquanto seus filhos são doutrinados com teses morais das quais discordam. Cabe às famílias decidir sobre a educação moral das crianças; impedir que elas tenham voz a esse respeito é uma inversão que, sob a alegação de proteger crianças e adolescentes, faz o exato oposto, deixando-as à mercê dos ideólogos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-ideologia-de-genero-lei-espirito-santo/

Lula recebeu Vorcaro fora da agenda e o aconselhou a não vender banco Master ao BTG

Lula e Vorcaro: encontro fora da agenda, do tipo sigiloso, em dezembro de 2024.

Além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alvo de ataques petistas após vazamento de seus áudios cobrando patrocínio de um filme sobre seu pai, também Lula (PT) tem muito a explicar sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem recebeu sigilosamente, fora da agenda, para uma longa reunião em 4 de dezembro de 2024, na qual aconselhou o banqueiro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, de André Esteves.

Depois do conselho que Vorcaro considerou animador, após haver exposto as dificuldades do seu banco, Lula ainda o tranquilizou sobre o futuro, garantindo que tudo mudaria para melhor com a posse de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, dali a algumas semanas. Galípolo também participou ao menos de parte dessa reunião, que foi agendada pelo petista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) contratado pelo banqueiro “a pedido do Palácio do Planalto”, como já se divulgou.

Esses detalhes da reunião secreta de Lula com Vorcaro foram mencionados neste domingo (17) em reportagem do Poder360. De acordo com o site, Lula aconselhou Vorcaro “a não vender o Banco Master por um valor simbólico para o BTG Pactual, de André Esteves”. E confirmou que o conselho foi dado pessoalmente por Lula a Vorcaro na reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.

Também os jornalistas Fabio Serapião e Natália Portinari, do UOL, divulgaram neste domingo informações sobre o plano inicial cogitado por Vorcaro, com base em documento obtido pela Polícia Federal. De acordo com a publicação, o banqueiro pediu um conselho a Lula desta maneira:

“O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente”.

Segundo o relato, Lula ouviu e respondeu “usando alguns palavrões para se referir ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato terminaria alguns dias depois”. E que “houve críticas também direcionadas a André Esteves, chairman, sócio sênior e acionista controlador do BTG Pactual.” Esteves sempre foi próximo a Lula, o que custou caro ao banqueiro, que até chegou a ser preso na Operação Lava Jato. Na sequência, Lula aconselhou a Vorcaro para que seguir com seu banco, sem aceitar a proposta do BTG.

Vorcaro fez “gentilezas” ao governo Lula

Além da contratação de Guido Mantega como “consultor” (como em Brasília denminam os lobistas) por R$1 milhão mensais, Daniel Vorcaro fez outras gentilezas a Lula e a seus amigos e aliados, como contratar o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Outra “gentileza” de Vorcaro foi comprar participação majoritária da Biomm, fabricante de insulina de propriedade da família de Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. As dívidas milionárias do laboratório atormentavam Mares Guia e familiares até Vorcaro entrar no negócio.

Na nova composição acionária da Biomm, também já objeto de reportagem do Poder360, o fundo Cartago, de Vorcaro, é o maior acionista do laboratório, com 25,86%, enquanto a empresa Samos, de Mares Guia, tem apenas 8,24%. Todos os demais sócios são minoritários com participações de até 9,71% (Lab Fia). Ou seja, Vorcaro controla a empresa.

A reinauguracão da Biomm ocorreu em abril de 2024, quase oito meses antes da reunião secreta de Lula com Vorcaro, com a presença de Lula e comitiva de peso, como a então ministra da Saúde, Nîsia Trindade, e Alexandre Padrilha, que a substituiria no cargo. Na época, Padilha era ministro de Relações Institucionais. Na sequência, o laboratório ganharia um contrato lotérico com o Ministério da Saúde de mais de R$300 milhões.

A presença da comitiva presidencial deu peso significativo à inauguração, mas, curiosamente, Vorcaro não apareceu: ele preferiu estar em Londres para outro evento patrocinado pelo Banco Master. Naqueles dias, ocorreria também a degustação de uísque Macallan e charutos em um exclusivo clube londrino, com a presença de três ministros do Supremo Tribunal Federal, três ministros do Superior Tribunal de Justiça, ministros de Lula como Ricardo Lewandowsky, o procurador Geral da República e o diretor da Polícia Federal. Vorcaro também pagou a conta da degustação, equivalente a R$6,3 milhões.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/justica/ttc-justica/lula-recebeu-vorcaro-fora-da-agenda-e-o-aconselhou-a-nao-vender-banco-master-ao-btg

Petista lidera ranking da gastança na Câmara

Deputado Carlos Veras (PT-PE) e o irmão Aristides, presidente da Contag: R$3,6 bilhões tirados dos aposentados – Foto: reprodução

É do deputado Carlos Veras (PT-PE) o título de gabinete que mais torrou dinheiro do pagador de impostos este ano, até agora. Levantamento feito pela coluna, considerando dados da Câmara dos Deputados com registro de gastos com a cota parlamentar, aponta que o petista já queimou R$260.130,54. Em ano eleitoral, a maior despesa do parlamentar foi com “Divulgação da atividade parlamentar”, lá se foram R$78.912,80. Com aluguel de carrões, outra pequena fortuna, R$$60 mil por nossa conta.

A banca do distinto

O irmão de Veras controla a Contag, entidade acusada na CPMI do INSS de haver subtraído R$3,4 bilhões de aposentados sem autorização.

Bico desregulado

A “manutenção do escritório” do deputado, que custou R$42.753,40, beirou o que foi gasto com combustíveis por Veras, R$40.454,87.

Segue a lista

Uns trocados atrás, o ranking segue com Zé Adriano (PP-AC), que gastou R$260.119,08. Só com propaganda do mandato, R$126,7 mil.

Gastam sem dó

Entre as lideranças partidárias, o PT também aparece esbanjando. É a que mais gastou, mais de R$112 mil entre janeiro e meados de maio.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/petista-lidera-ranking-da-gastanca-na-camara

Ciro confunde gesto de facção e manda prender apoiador

Ciro Gomes confundiu gesto de apoio com apologia à facção criminosa Comando Vermelho (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O contexto da criminalidade e de domínio de facções criminosas no Ceará resultou em uma gafe que marcou o lançamento da pré-candidatura a governador do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), neste sábado (17), em Fortaleza. Durante seu discurso, o rival do projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) mandou prender um homem, ao confundir um gesto de apoio com uma alusão ao à facção Comando Vermelho.

“Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disse Ciro, que tem acusado o governo petista de ser uma “ditadura corrupta que entregou o povo cearense ao controle das facções criminosas”.

O pré-candidato recuou assim que foi alertado pela esposa Giselle Bezerra e por outros líderes políticos que explicaram se tratar de um “C” em alusão ao seu nome, e não um “CV” usado por criminosos faccionados.

“Desculpa aí, é porque sou vigilante. Comando Vermelho […] vai pra cadeia! Vai pra cadeia! Desculpa aí irmão, eu entendi errado”, contornou o pré-candidato.

Ciro Gomes ameaça a reeleição do petista Elmano de Freitas, após desistiu de concorrer à Presidência da República contra Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O Ceará foi destaque na edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em julho de 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A cidade cearense de Maranguape ocupou o topo do ranking de redutos de criminosos, como a cidade mais perigosa do Brasil, com taxa de 79,9 mortes violentas intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes. O que contribuiu com a ampliação da violência letal em 10,9%, em 2024. Em 2025, o Estado reduziu em 7,7% os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), com 3.021 ocorrências, após os 3.272 casos registrados em 2024.

Assista:

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/ciro-confunde-gesto-de-faccao-e-manda-prender-apoiador

Mendonça mantém primo de Vorcaro preso, agora preventivamente

Ministro do STF André Mendonça – Foto: Sophia Santos/STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a manutenção da prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de temporária para preventiva.

Felipe foi preso pela Polícia Federal (PF), na primeira semana de maio, durante a quinta fase da operação Compliance Zero, que apura as fraudes financeiras do Banco Master.

Segundo a PF, o primo do ex-banqueiro atuava como o responsável pela ponte entre decisões estratégicas e execução material das movimentações financeiras e societárias.

No âmbito das fraudes bilionárias envolvendo o ex-banqueiro mineiro, Felipe teria atuado na venda de ações estimadas em R$ 13 pelo valor de R$ 1 milhão a uma empresa ligada ao irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo também das investigações.

Ele também seria responsável pelo pagamento de uma espécie de “mensalão” ao senador no valor de R$ 300 mil, posteriormente reajustados para R$ 500 mil.

O senador nega o envolvimento de pagamentos de propina e de ter uma relação com Vorcaro.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/mendonca-mantem-primo-de-vorcaro-preso-agora-preventivamente

Falemos, então, sobre escândalos

Na semana passada, um surto moralista acometeu parcela significativa da sociedade brasileira. Emergências lotadas reportavam casos graves de hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono e por aí vai. A imaculada esquerda brasileira sente-se mal perante a simples menção à palavra escândalo, seja de quem for. Todo fiel da seita criada pelo monge de Garanhuns tem esse compromisso com a santidade e horror a toda forma de pecado.

Se o Brasil tem uma dívida com Lula e seu partido é a régua moral proporcionada por uma vida franciscana, partilhada no convívio seleto com os bons entre os melhores, no Brasil e pelo mundo afora.

Agora, bem…, agora falemos sério. Só há um motivo para a esquerda brasileira se dedicar com tal intensidade à infamante tarefa de destruir a reputação de seus adversários sempre que há uma campanha eleitoral. E eu já acompanhei muitas e posso assegurar, sem medo de errar, que o motivo é este: eles sabem que o eleitor conservador, de direita, diferentemente do eleitor de esquerda, é intransigente com a corrupção. Como regra geral, abalada a confiança, arranhado o cristal, vão-se o vinho, a taça e os votos. Com Lula, passa-se o oposto. Ele só é presidente pela terceira vez e postula a quarta eleição por ser de esquerda. Fosse de direita teria encerrado atividades em 2006.

Flávio Bolsonaro não disse que não está falando com jornalistas e não procurou se blindar. Antes, cobra investigação. Tenho certeza de que, neste caso, não haverá pacotes lacrados nem investigações proibidas, mas muita transparência e muito barulho. Perceberam? Viveríamos numa democracia se fosse sempre assim!

Então, de escândalos em escândalos, chegamos ao que considero o maior da história republicana brasileira. Refiro-me ao que a esquerda fez com nossas instituições! Isso, realmente, causa hipertensão arterial, dispneia, taquicardia, sudorese, distúrbio de sono, indignação, emigração ou êxodo, e por aí vai. O Brasil esquerdista está fazendo, em 24 anos, o que Cuba levou 67 anos para produzir, tornando-se um país em pandarecos. Nada escapa às consequências do aparelhamento pela esquerda! Veja a OAB, a ABI, a ABL, a CNBB. Olhe a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o governo da União, o STF, o TSE.  Por fim, observe para quem a corrupção bilionária distribui suas merrecas em forma de milionárias mesadas.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/opiniao/falemos-entao-sobre-escandalos

Alexandre Garcia

Por que não fazem uma CPI para mostrar tudo?

CPI pode dar transparência a todas as ligações de Vorcaro (Foto: Reprodução/Youtube/Esfera Brasil)

Jair Bolsonaro, quando presidente, não pôde nomear o seu escolhido para chefe da Polícia Federal, Alexandre Ramagem. Foi proibido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e não nomeou. Fizeram um inquérito para apurar se o presidente interferia nas investigações do órgão. O inquérito achou zero. Tiraram o delegado, puseram outro para fazer outro inquérito. O segundo inquérito chegou ao mesmo resultado: Bolsonaro não interferiu em nada. Ponto.

E hoje, o que está acontecendo? Um delegado que prendeu o careca do INSS, que está investigando um roubo cruel e gigantesco de R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas idosos da Previdência, foi transferido para Minas Gerais sob a alegação de que ele estava com saudade das alterosas. O delegado se chama Guilherme Figueiredo Silva e estava também investigando o filho do presidente da República, o Fábio Luís, o Lulinha, e a suspeita de ser mediadora de tudo, Roberta Luchsinger.

O delegado perde o inquérito com um ano de investigação. Imagine tudo que já está armado na cabeça dele, avançando e sabendo de tudo? O deputado Carlos Gilberto (PL-PB) está pedindo à Procuradoria-Geral da República para saber o por quê. É preciso saber se não há interferência do presidente da República ou de alguém que quer agradá-lo e tira esse delegado que está investigando demais.

Não é um casinho qualquer. É um roubo cruel, crudelíssimo. Merecia, se tivesse pena de morte no Brasil, a pena máxima. Mas não tem.

Caso Master avançando

Aí a gente pensa em outra coisa também: no Toffoli, quando era relator do Master, não andava. Passou para o André Mendonça e está essa correria. Até o pai do Vorcaro já está preso, que era o sujeito que administrava as turmas daquele bando mafioso, que tinha a turma que quebrava os dentes de um jornalista, se precisasse, e tinha os meninos que mexiam na internet para atacar o Banco Central e defender o Master.

Bom, falei disso sem falar no Flávio ainda, porque os assuntos vão amadurecendo. O Datafolha mostrou que ainda não afetou nada porque o áudio saiu na quarta-feira e a pesquisa recolheu informações na terça e na quarta. Está o Flávio empatado com o Lula em 45% no segundo turno. E é bom a gente lembrar que o eleitor brasileiro parece que não acompanha muito os fatos, engole sapos. Até um sapo barbudo já engoliu. Depois do Mensalão, ainda reelegeu o Lula. E depois ainda reelegeu Dilma, depois da maior catástrofe no PIB brasileiro.

Agora a mídia anti-Bolsonaro, que estava quieta porque Bolsonaro estava fora do baralho e o filho parecia que ia ser presidente, viu a oportunidade de enfraquecer a candidatura e ao mesmo tempo aquecer a bilheteria do filme.

O Flávio escorregou nessa fraterna amizade com Vorcaro. Na hora em que todo mundo já sabia, ele devia se afastar, mas não se afastou. Ele tem que ser “mulher de César”: não basta ser honesto, tem que parecer ser honesto. De todos os erros que ele cometeu, nenhum foi mais grave do que esses erros que a gente já conhece aí: de R$ 129 milhões, de mesada, de receber Vorcaro… Está tudo aí. Por que não fazem uma CPI para mostrar tudo transparentemente? Aí trata todo mundo por igual.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/por-que-nao-fazem-uma-cpi-para-mostrar-tudo/

Lúcio Vaz

Você pagou: os voos dos ministros de Lula para casa em 2025

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), somou R$ 636 mil em passagens ao longo do ano. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Ministros e outras autoridades do governo federal gastaram R$ 13 milhões com viagens aéreas em 2025. Desse total, R$ 1,2 milhão foi destinado a deslocamentos entre Brasília e os estados de origem das autoridades.

Os dados incluem despesas com passagens para compromissos oficiais e também viagens para as cidades onde os ministros mantêm residência.

O então ministro do Turismo, Celso Sabino (PDT-PA), deixou o cargo em 18 de dezembro após acumular gastos de R$ 904 mil com viagens. O ministro do Esporte até março, André Fufuca (PP-MA), registrou despesas de R$ 733 mil. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), somou R$ 636 mil em passagens ao longo do ano. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT-PI), teve gastos de R$ 527 mil.

A concessão de diárias e passagens está prevista na Lei 14.791, de dezembro de 2023. A norma autoriza o pagamento de deslocamentos no interesse do serviço público, incluindo viagens entre Brasília e o local de residência de ministros e parlamentares. A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional.

Viagens nacionais e internacionais

Entre os integrantes do governo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), realizou 20 viagens a Cuiabá, onde reside, além de dois deslocamentos de retorno a Brasília a partir de municípios de Mato Grosso e da Bahia. As viagens somaram R$ 214 mil. Considerando outros destinos e viagens internacionais, o total chegou a R$ 377 mil.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, gastou R$ 161 mil com voos entre Brasília e Salvador. Ao todo, foram 23 viagens de ida e volta e três trechos adicionais de retorno à capital federal. Incluindo outros destinos, como Rio de Janeiro e Angra dos Reis, o valor chega a R$ 185 mil.

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, registrou despesas de R$ 341 mil. Desse total, R$ 99,8 mil foram gastos em viagens para Belém, R$ 90,7 mil para Brasília, R$ 172 mil para outros destinos nacionais e R$ 60 mil em viagem a Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, realizou 22 viagens a Recife, ao custo de R$ 79 mil. Considerando todos os deslocamentos, o total chegou a R$ 211 mil.

Deslocamentos aos estados de origem

O ministro Wellington Dias realizou 52 viagens ao longo do ano, com gasto total de R$ 528 mil. Desse total, R$ 153 mil correspondem a 32 voos para Teresina, cidade onde reside.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), teve despesas de R$ 260 mil com viagens, sendo R$ 102 mil em deslocamentos para Campo Grande. Ela também realizou seis viagens internacionais. A ida a Xangai, na China, custou R$ 98 mil. A ministra participou de agendas com empresas, visitas técnicas e compromissos institucionais. Também esteve em países como Chile, Argentina, México e Suriname. Em maio, integrou a comitiva presidencial em viagem à China para o Fórum China-Celac.

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), registrou gastos de R$ 352 mil, sendo R$ 112 mil em viagens para Salvador. Segundo a agenda oficial, uma das atividades no estado foi a entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Pojuca.

O ex-ministro do Turismo Celso Sabino realizou 56 viagens, com custo total de R$ 904 mil. Desse valor, R$ 308 mil foram gastos em deslocamentos dentro do Pará. As viagens internacionais somaram R$ 477 mil, incluindo participações em eventos do setor em Portugal, França, Espanha e Japão.

O ex-ministro do Esporte André Fufuca acumulou R$ 732 mil em despesas com 92 viagens. Desse total, R$ 334 mil correspondem a deslocamentos para São Luís e outras cidades do Maranhão.

Alexandre Padilha assumiu o Ministério da Saúde em março de 2025 e, desde então, realizou 84 viagens, com custo de R$ 636 mil.

A Presidência da República foi questionada sobre os critérios para custeio de viagens entre Brasília e os estados de origem dos ministros, mas não respondeu até a conclusão deste texto.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/voce-pagou-os-voos-dos-ministros-de-lula-para-casa-em-2025/

Bancos veem risco de mais endividamento com novo Desenrola

Presidente da Febraban defende enfrentamento de causas estruturais do endividamento e confiança no conhecimento que os bancos têm do perfil de cada cliente. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, teceu críticas à nova edição do programa Desenrola, projetado pelo governo federal para lidar com o fracasso da primeira versão da iniciativa para renegociação de dívidas. De acordo com Sidney, o setor bancário tem demonstrado resistência por considerar o programa genérico e potencialmente estimulador de novas dívidas.

“Há uma resistência da indústria bancária como um todo. Repactuar de forma genérica dívidas que não têm atraso é estimular a inadimplência e fazer com que haja impactos relevantes na racionalidade econômica daquela operação”, afirmou, em entrevista ao portal UOL nesta segunda-feira (18).

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Em sua primeira versão, o Desenrola centralizou as negociações em um portal próprio, mediando a repactuação das dívidas. O resultado atingiu 15 milhões de pessoas, em renegociações que somaram R$ 53,5 bilhões. Os números chegaram a ser utilizados positivamente pelo governo, mas os estudos subsequentes fizeram o tiro sair pela culatra.

Mesmo após a iniciativa, o endividamento das famílias brasileiras com o setor bancário atingiu seu maior nível na série histórica, 49,9%, de acordo com o Banco Central (BC). Ampliando a análise para dívidas em geral, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta um patamar de 80,4%, também recorde em sua metodologia. Para o presidente da Febraban, o problema do Desenrola é não buscar as causas estruturais do endividamento, focando apenas na solução final de parcelamento.

Sidney ainda apontou criticamente para a tentativa do governo de homogeneizar o tratamento do endividamento. Para ele, “deveria caber a cada instituição financeira analisar a situação concreta do cliente”, uma vez que “é o banco que conhece a jornada de relacionamento e a capacidade de pagamento”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/bancos-veem-risco-de-mais-endividamento-com-novo-desenrola/

Rodrigo Constantino

A herança maldita de Lula

Lula, na cerimônia de assinatura da Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Em seu editorial de hoje, o Estadão fala das medidas populistas do governo Lula nesse ano eleitoral e como isso vai deixar uma herança maldita para o próximo governo. Os estímulos econômicos já ultrapassam R$ 140 bilhões, o que se configura demagogia da pior espécie. “Tudo isso, é óbvio, resultará em mais inflação e pressionará ainda mais a já estratosférica taxa de juros, aumentando o custo do dinheiro e o custo de vida justamente para aqueles eleitores cujo voto Lula pretende conquistar”, diz o jornal.

Mas assim age o PT desde sempre. Para vencer, estão sempre dispostos a “fazer o diabo”. O populista só pensa nas próximas eleições, enquanto o estadista pensa nas próximas gerações, como ensinou Churchill. Lula nunca passou de um populista da pior espécie, disposto a sacrificar o futuro do povo em troca de poder.

Estadão conclui: “A conta dessas iniciativas, cedo ou tarde, chega ao Orçamento, mas o governo Lula prefere fingir que nada disso terá custo nem prejudicará as contas públicas. Se Lula efetivamente conseguir se reeleger, terá de arcar com a herança maldita gerada por si mesmo. Dessa vez, não poderá jogar a responsabilidade no antecessor”. O jornal está certo, claro, mas peca por ingenuidade. Se Lula se reeleger, jamais vai lidar com sua própria herança maldita: vai dobrar a aposta e quebrar de vez o país, como acontece em todo país socialista.

Nos últimos 23 anos, o PT comandou o país em quase 18 deles! E Lula ainda culpa a direita, as elites e os americanos por nossos males! Lulismo é sinônimo de cara de pau

O que muito tucano se recusa a enxergar é essa dura realidade: para seus primos petistas, a miséria é um projeto deliberado de poder! Lula e José Dirceu já chegaram a confessar que os pobres e ignorantes são seus eleitores. Ora, por que então o petismo teria interesse em melhorar a vida do povo e garantir boa educação a todos? Perderiam seus eleitores!

O que Lula visa, portanto, é criar dependência, para oferecer sempre migalhas em troca de poder. Quem acredita que economia e política andam de mãos dadas, que sempre haverá alternância de poder se a economia for mal, precisa explicar o Nordeste brasileiro. São os estados mais pobres, e os mais petistas! A Bahia é um fenômeno claro que ilustra com perfeição esse problema: boa parcela da população depende do assistencialismo estatal, vota na esquerda e se perpetua na pobreza.

Lula simplesmente não liga para a realidade, por isso não se importa com a incoerência de “ter de se explicar”. Cria a herança maldita e ponto: sempre colocará a culpa em algum bode expiatório qualquer, na direita de preferência. Faz isso até hoje com a alta taxa de juros que seu governo perdulário e irresponsável ajuda a criar: é culpa do mercado, dos bancos, da Faria Lima, menos do PT!

Nos últimos 23 anos, o PT comandou o país em quase 18 deles! E Lula ainda culpa a direita, as elites e os americanos por nossos males! Lulismo é sinônimo de cara de pau. Por isso é temerário o pensamento de que talvez seja melhor Lula ser reeleito para lidar com sua própria herança maldita. O regime cubano destruiu a economia na ilha caribenha, mas a ditadura permanece intacta. O mesmo na Venezuela chavista, apesar da captura de Nicolás Maduro pelo governo Trump. A destruição econômica ocorre pari passu à consolidação do poder político. E depois é tarde demais.

Jornais alegam que Lula quer insistir na indicação de seu “despachante” Jorge Messias para o STF. A Polícia Federal, sob pressão de Lula, trocou o delegado responsável pelo caso de Lulinha no INSS. Assim vai agindo o PT: aparelhando tudo para que não faça a menor diferença depois o estrago econômico causado por sua irresponsabilidade populista. Por isso é tão imperativo se livrar dessa praga chamada petismo!

FONTE; GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/a-heranca-maldita-de-lula-petismo/

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