As pessoas têm o direito de não trabalhar e serem sustentados pelo Estado?  

Alexandre Garcia

As pessoas têm o direito de não trabalhar e serem sustentados pelo Estado?  

Nove estados brasileiro têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. (Foto: Roberta Aline/MDS)

Uma ex-ministra, ex-deputada federal, Flávia Perez, antes Flávia Arruda, que era a primeira-dama de Brasília, casada com o governador José Roberto Arruda: vejam o drama dessa mulher. Flávia se casou com o CEO do Master, Augusto Lima, que depois foi preso lá na Bahia. Nesse meio tempo, o pai dela foi diagnosticado com leucemia e morreu imediatamente. E agora o irmão dela, o Fábio Perez, está envolvido no caso do BRB, e também foi preso. Imagino o que ela deva estar passando.

Encontro entre presidentes

Teve gente que não gostou da avaliação que eu fiz do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump. Eu pergunto se o Trump desmentiu alguma coisa que o Lula falou na entrevista, no relatório que ele prestou lá na embaixada? Não estou falando dos ministros, que fizeram uma louvação sabugenta – ministro é um mero auxiliar do presidente da República.

Aliás, acho horroroso que alguém abandone milhares de eleitores para ser ministro. Eu não entendo isso. Um deputado é muito mais que ministro; um senador, muito mais ainda. E o sujeito quer ser empregadinho do presidente da República. Incrível. Ele simplesmente abandona os seus eleitores.

Ele recebe uma procuração para fazer uma coisa em favor de seus eleitores. Prometeu: “Olha, vou representar vocês”. E não representa mais. Vai trabalhar para o presidente da República e fazer discursinho para elogiar o presidente. Mas o Trump não reclamou de nada.

Reembolso na AGU

Mudando de assunto, queria saber como se sentem os advogados da União. Advogados da União são pessoas que estavam furiosas comigo porque eu elogiei o que o prefeito Diogo Siqueira, lá de Bento Gonçalves, estava fazendo para resolver a questão do Bolsa Família. Reduziu 40% do Bolsa Família lá.

A Advocacia-Geral da União agora aparece nos jornais, inclusive nos editoriais e nos artigos, com uma vergonhosa inclusão de parentes afins para receber reembolso de tudo: inclusive academia, médico, dentista. Pode ser o sogro, o cunhado. Meu Deus do céu! O que estão pensando que é o imposto de quem paga imposto? Estão pensando o quê? Que são donos do mundo? Não, são empregados do povo! Porque, se são empregados do governo, são empregados do povo. Porque o governo está a serviço do povo. O Estado é uma instituição feita para servir à origem do poder, que é o povo. É de envergonhar.

“Direito de não trabalhar”

Eu comentei essa questão do Diogo Siqueira, o prefeito de Bento Gonçalves, que mandou seu pessoal da área social visitar cada família que recebia Bolsa Família e saber se está todo mundo apto ao trabalho, se tem higidez física para trabalhar e se quer trabalhar. Querendo trabalhar, tem aqui um emprego.

A Advocacia veio me falar: “Não, mas as pessoas têm o direito de não trabalhar”. E eu respondi: têm, sim, desde que não seja com direitos sustentados pelo trabalho alheio, porque o Bolsa Família é pago pelo trabalho dos que trabalham e pagam imposto.

Gazeta do Povo publicou uma reportagem sobre as consequências da obra do prefeito Diogo Siqueira. Mil cento e quatro pessoas que ganhavam Bolsa Família decidiram trabalhar e não ganhar mais o Bolsa Família. Lá no município de Bento Gonçalves tinha 2.115 famílias; agora tem 1.266 dependentes do Bolsa Família. O mais justo programa social se chama trabalho – trabalho e sua consequência, renda.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/bolsa-familia-direito-de-nao-trabalhar-e-serem-sustentados-pelo-estado/

Ciro Nogueira é mais um na enorme teia de Vorcaro

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, é investigado por ligações com Daniel Vorcaro. (Foto: ChatGPT sobre foto de Carlos Moura/Agência Senado)

Um dos principais líderes do Centrão no Congresso Nacional foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira, por ordem do ministro do STF André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master na corte. Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional de seu partido, é acusado de receber pagamentos mensais que variavam de R$ 300 mil a R$ 500 mil, além de várias outras vantagens – como o uso de imóveis, a aquisição de uma empresa por valor muito inferior ao de mercado, e o custeio de viagens de luxo –, bancadas por Daniel Vorcaro. Em troca, Nogueira atuaria no Legislativo em favor de medidas que beneficiassem o Banco Master.

Uma peça central nas investigações é uma emenda a uma PEC que pretendia aumentar a autonomia do Banco Central. A emenda apresentada por Nogueira previa que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pudesse cobrir até R$ 1 milhão em prejuízos de pessoas físicas ou jurídicas que tivessem dinheiro depositado em bancos liquidados – o limite atual é de R$ 250 mil. O Master tinha interesse direto nessa mudança, pois usava o FGC como chamariz para convencer potenciais clientes a investir no banco, que prometia retornos muito acima da média do mercado com estratégias agressivas que se mostraram insustentáveis. Com o limite atual, o FGC já terá de desembolsar mais de R$ 50 bilhões para compensar os clientes do Master; com o limite ampliado, as consequências seriam catastróficas. As investigações da PF apontaram que a emenda apresentada por Nogueira foi redigida pela equipe do Master.

Vorcaro não tinha preferência político-ideológica, estreitando laços com qualquer um que pudesse ajudá-lo: no Executivo, no Legislativo e no Judiciário; na esquerda, no centro e na direita

O PT resolveu aproveitar o fato de Nogueira ter sido ministro de Jair Bolsonaro para colar o escândalo no antecessor de Lula (e pai do principal adversário do petista nas próximas eleições). A malandragem eleitoreira ignora que Vorcaro não tinha preferência político-ideológica, estreitando laços com qualquer um que pudesse ajudá-lo: no Executivo, no Legislativo e no Judiciário; na esquerda, no centro e na direita. O governo petista da Bahia, por exemplo, é um dos que mais privilegiaram o Master em suas decisões; no Brasil inteiro, previdências estaduais e municipais aplicaram dinheiro no banco de Vorcaro – um dos casos envolve um aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

As investigações sobre a extensão da teia montada por Vorcaro não podem poupar ninguém, esteja onde estiver – aliás, informações de bastidores apontam que Mendonça estaria inclinado a rejeitar a proposta de delação premiada do banqueiro se ela deixasse de lado personagens importantes, sobre os quais já haveria informação suficiente nos celulares apreendidos. Nogueira está longe de ser o único figurão em uma rede de relacionamentos que também inclui ministros do STF, autoridades do Poder Executivo, da Procuradoria-Geral da República e até da Polícia Federal. Os valores que teriam sido pagos a título de mesada a Nogueira, recorde-se, empalidecem diante do contrato do Master com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes.

Além disso, os mesmos petistas que se refestelam com os mandados contra Nogueira são os que se empenharam em jogar para debaixo do tapete os mesmos métodos quando aplicados a outro escândalo, o roubo bilionário do INSS. A Contag, uma das principais beneficiadas pelo esquema, e presidida pelo irmão de um deputado petista, redigiu emendas a uma medida provisória, com o objetivo de enfraquecer a fiscalização e o combate a fraudes na Previdência. E uma outra mesada, também de R$ 300 mil mensais, ligaria Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República, ao “careca do INSS”. Nada disso foi apurado como deveria, graças a manobras de governistas no Congresso e à ajuda do STF, que derrubou quebras de sigilo. A corte também tem sido pródiga em decisões que blindam seus próprios membros em meio ao escândalo do Master.

Já existem pedidos de instalação de CPIs do Banco Master, mistas ou em apenas uma das casas do Congresso, e uma tentativa de fazer o Supremo forçar Hugo Motta a instalar a comissão na Câmara já fracassou. Governistas dizem aceitar uma investigação, desde que nos seus próprios termos, o que já aponta para a possibilidade de blindagem. Outros parlamentares afirmam que, quanto mais as eleições se aproximam, mais difícil será instalar as CPIs, que atrapalhariam as campanhas dos congressistas. Se de fato essa previsão se confirmar, que ao menos Mendonça e a PF mantenham o ímpeto, sem omissões ou acobertamentos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/ciro-nogueira-mandado-daniel-vorcaro-banco-master/

Advogado deixa defesa de Ciro Nogueira após operação da PF

Antônio Castro, conhecido como Kakay, diz que saída da banca de defesa de Ciro Nogueira foi em comum acordo. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O escritório do advogado Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, anunciou nesta segunda-feira (11) que deixou a defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) após o político ser alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. O parlamentar é apontado pela investigação como operador político do banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master.

De acordo com um comunicado emitido mais cedo, Kakay afirmou que seu escritório deixou o caso em comum acordo com o senador.

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, afirmou em nota.

Na semana passada, após a deflagração da operação, Kakay chegou a afirmar que Nogueira estava disposto a colaborar com as investigações e repudiou qualquer “ilação de ilicitude”.

Em nota, também pontuou que o senador não teve qualquer participação nos fatos investigados e criticou “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”, chamando-as de precipitadas e comparando-as ao “uso indiscriminado de delações premiadas”.

A quinta fase da Operação Compliance Zero apontou que Ciro Nogueira seria o beneficiário de uma mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil para atuar a favor de Vorcaro no Congresso Nacional, operando inclusive para aprovar uma emenda que permitiria ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ampliar a cobertura de investidores de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que poderia multiplicar a captação de recursos e lucros do Banco Master.

“Em juízo de cognição sumária, os elementos descritos na representação são suficientes para indicar, em tese, o estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o Senador Ciro e Daniel Vorcaro”, escreveu o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que permitiu a operação.

Fontes a par da investigação relataram que a emenda apresentada por Ciro Nogueira poderia sextuplicaria os lucros do Banco Master, provocando uma “hecatombe” no mercado financeiro. Atualmente, o Congresso discute proibir a utilização do FGC em peças de marketing.

A investigação descobriu que a emenda foi redigida pela própria assessoria do banco e repassada ao parlamentar por meio de um envelope endereçado à sua casa. Há também a menção a outras minutas de projetos de lei.

Mais informações em instantes.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/advogado-deixa-defesa-ciro-nogueira-apos-operacao-pf/

Coluna Esplanada

Banco do Brasil não sabe como explicar mau desempenho

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, durante entrevista para a Agência Brasil. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Enquanto os bancos privados anunciam o tradicional lucro líquido trimestral em bilhões de reais, e a cada ano maiores, o desempenho do Banco do Brasil que será divulgado nos próximos dias será “horrível” – assim cravam analistas de mercado que já tiveram acesso ao balanço da instituição de capital misto.

O Banco do Brasil não alcançou os números dos anos anteriores para o período. E a direção procura uma resposta plausível para não citar incompetência. Porém, não tem opção no vocabulário, só vai disfarçar.

Falta pouco

O ano já acabou no Congresso Nacional. Boa parte dos deputados, em especial, e alguns senadores já ficam mais nos escritórios da base eleitoral. Muitos servidores pediram dispensa no Congresso para bater ponto nos redutos. Hugo Motta e Davi Alcolumbre estão combinados de dar celeridade (e enterrar) a PEC do fim da jornada 6 x 1. Depois é tchau, Brasília, até as urnas!

Em home-office

O que se sabe em Salvador, a capital do mar, do axé e da alegria, é que o procurador e advogado Eugênio Kruschewsky não curte nada nem tem saído de casa. É para evitar olhares atravessados, vaias em restaurante e até cobranças de populares sobre a sua relação com o Daniel Vorcaro. Kruschewsky é o homem que recebeu R$ 54 milhões em honorários do “banqueiro”, algo bem incompatível para uma banca na praça por lá.

Maternidade e carreira

Pesquisa Serasa Experian em suas redes sociais, com 327 participantes, revela que 58% das pessoas consideram a flexibilidade no trabalho, com jornada adaptável e home office, o principal fator para o crescimento profissional de mães. Seguido por apoio da liderança (19%), cultura organizacional (14%), e benefícios como creche e auxílios (9%). Os dados fazem pressão para que empresas invistam nesses modelos flexíveis.

Hantavírus

O hantavírus – doença transmitida por contato de humanos com secreções de roedores silvestres – preocupa turistas brasileiros que adoram um transatlântico. Um navio retém 150 pessoas após quatro mortes. Rosana Richtmann, médica do Lab. Exame, destaca que a contaminação acontece pela inalação de partículas das secreções e que a transmissão entre humanos é possível, mas em situações específicas.

Alô, turma do TI

Voltado a startups SaaS, a 2ª edição do Programa Ideias Imply® foi lançada com investimentos que podem chegar a R$ 500 mil por projeto. Além de suporte técnico e acesso ao mercado, os participantes terão conexão com a infraestrutura e ecossistema de inovação da empresa. As inscrições ficam abertas até 29 de maio. O programa busca soluções em estágio de MVP, em áreas como fintech, healthtech e IA.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/banco-do-brasil-nao-sabe-como-explicar-mau-desempenho/

Polzonoff

Como vocês ousam manchar a honra de Ciro Nogueira?

Ciro Nogueira: vítima de perseguição política, tadinho. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasi)

Mais um escândalo. Deve ser o 2398º do ano. Não sei, perdi as contas. Desta vez, o envolvido é o senador Ciro Nogueira, figurinha carimbada do Centrão e frequentador assíduo das sombras do poder em Brasília. Um escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master, emendas parlamentares e luxo. Outro escândalo. Seguramente não o último. E eu aqui perguntando: tá, e daí? Uma pergunta para a qual não espero resposta porque amanhã já tem escândalo novo.

Assim, tentando conter o enfado e ao mesmo tempo tirar algo de útil dessa mistura quase sempre improdutiva de escândalo e indignação, eis que fico sabendo que o senador Ciro Nogueira divulgou uma nota reveladora em que, obviamente, se diz inocente, diz que tudo é mentira e perseguição política (tadinho) e que, mais uma vez, estão querendo macular sua imaculada honra. Que dó, gente! Como vocês ousam manchar a honra do probíssimo senador Ciro Nogueira assim?

Povo

Ao ler a nota indignadíssima do idoneíssimo senador, que diz coisas como “nunca vou abandonar o povo [do Piauí, um dos estados mais miseráveis do Brasil]” e que pergunta cinicamente “quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, só conseguia ouvir a voz marcante do saudoso Paulo Gracindo conclamando o “povo de Sucupira” na antológica O Bem Amado – novela do tempo em que a teledramaturgia ainda se dedicava a satirizar, e não bajular, o poder.

Mais do que uma divertida peça nesse realismo para lá de fantástico (e deprimente) em que vivemos, porém, a nota é reveladora. Assim como são as denúncias contra o senador. Estas porque mostram um homem rendido ao mundo e escravo de prazeres mesquinhos, que não aprendeu nada com a “perseguição” de que teria sido vítima em 2018. E aquelas porque deixam claro que Ciro Nogueira e os da sua laia não fazem a menor ideia do que significa honra. E até por isso agem como agem. Como podem. Como ousam.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/honra-ciro-nogueira/

Advogado de Tagliaferro explica recurso à OEA; assista

A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recorreu a órgãos internacionais contra a ação movida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Internacionais (OEA) e à Alliance Defending Freedom, entidade internacional de defesa de advogados.

O advogado de Tagliaferro, Paulo Faria, explicou o procedimento em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo. De acordo com ele, a medida visa denunciar violações à Constituição por parte de Moraes. “Parece que o objetivo é lacrar, e essa intenção é muito clara para poder condenar o Eduardo Tagliaferro. É surreal, é uma ilegalidade atrás da outra”, afirma. Assista à entrevista completa clicando no link acima.

Na última quinta-feira (7), Moraes abriu prazo para as alegações finais de Tagliaferro no processo em que o ex-assessor é acusado de violação de sigilo funcional. A ação foi motivada pela divulgação de mensagens que demonstram atuação ativa de Moraes na busca por pessoas que, mais tarde, seriam alvo de seu próprio julgamento. O ministro nega qualquer irregularidade.

DPU aponta violação da Constituição

A visão de que houve violação do direito de defesa motivou os advogados de Tagliaferro a, como forma de protesto, não participarem da audiência de instrução. Diante disso, o defensor público Claudionor Barros Leitão foi chamado às pressas. Por não ter estudado o caso, ele optou por não fazer perguntas. A audiência, com isso, foi anulada.

A Defensoria Pública da União (DPU) afirmou que Moraes violou a Constituição ao nomear um defensor público para defender Tagliaferro. “A DPU apenas reforçou e demonstrou claramente, como órgão público, que o Moraes está extrapolando completamente todos os limites”, ressaltou Faria.

No entanto, Moraes negou ter havido violação de direito de defesa, conforme sustenta o advogado. Com isso, ele decidiu recorrer aos órgãos internacionais. “Apresentamos uma petição na Organização dos Estados Americanos denunciando essas atitudes e pedindo medidas enérgicas contra esses abusos”, frisou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/advogado-tagliaferro-explica-recurso-oea-assista/

Governo sob ameaça de nova derrota: ‘taxa das blusinhas’ divide Lula, Alckmin e Câmara

Presidente Lula e Vice-pesidente Geraldo Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo)

O comando da Câmara dos Deputados prevê que tem mais uma derrota acachapante de Lula se avizinhando. Para estancar a sangria na popularidade, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência vê no fim da chamada “taxa das blusinhas” a boia de salvação para as eleições deste ano. O problema é que o assunto já começou a andar no Executivo, inclusive com estudos no Ministério da Fazenda, mas, até agora, ninguém procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB).

Filme queimado

A avaliação de membros da Secom é de que a taxação piorou a relação de Lula com dois grupos que adoram comprar online: jovens e mulheres.

Lobby

Ex-ministro da Indústria e Comércio, posto que pode voltar a assumir, o vice-presidente Geraldo Alckmin se posiciona contra o fim da taxação.

Serviço cartorial

A escanteada na Câmara não caiu bem entre deputados, que não querem funcionar como chanceladores da manobra eleitoral de Lula.

Munição eleitoral

Há, inclusive, planos para relembrar que quem trabalhou pela taxação foi a dobradinha Lula/Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.

FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/governo-sob-ameaca-de-nova-derrota-taxa-das-blusinhas-divide-lula-alckmin-e-camara

Be the first to comment on "As pessoas têm o direito de não trabalhar e serem sustentados pelo Estado?  "

Leave a comment

Your email address will not be published.


*