“Professor do mês” anticristão, segurança e bunker de gala: o que você [ainda] não sabe sobre o atentado contra Trump

Evacuação e tumulto após tiros durante jantar dos correspondentes da Casa Branca neste sábado (25). (Foto: EFE/EPA/Yuri Gripas)

Durante as 24 horas que se seguiram ao atentado contra Donald Trump e o alto escalão do governo, uma infinidade de novas informações “caíram de paraquedas”.

O fato ocorreu durante jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton, na capital norte-americana. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou neste domingo (26): os alvos eram Trump e funcionários do alto escalão do governo.

Algumas revelações de um manifesto escrito pelo próprio agressor mostram a expansão da cristofobia e possíveis vulnerabilidades que cercam a segurança do presidente mais poderoso do planeta. Confira abaixo alguns pontos centrais que surgiram junto com a repercussão do atentado.

Família alertou polícia sobre o “professor do mês” anticristão

Imagem de homenagem a Cole Allen como “Professor do Mês”

As investigações trazem à tona o perfil contraditório de Cole Tomas Allen. O suspeito de 31 anos, preso em flagrante, era engenheiro mecânico, desenvolvedor de jogos e chegou a ser premiado como “professor do mês” em dezembro de 2024 pela rede C2 Education. Uma de suas criações é um simulador de tiros chamado “First Law” (“Primeira Lei”).

militante extremista escreveu um manifesto de 1.052 palavras e o enviou à família minutos antes do ataque. No documento, ele se autodenomina um “Assassino Federal Amigável” e faz uma lista de alvos prioritários.

O texto traz viés anticristão atacando diretamente um dos pilares da fé. O suspeito afirma no conteúdo que “oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”.  

Neste domingo, a imprensa norte-americana divulgou que a família de Allen tentou alertar as autoridades. O irmão do suspeito notificou a polícia de New London, em Connecticut, assim que recebeu o manifesto. Já a irmã de Allen também confirmou aos investigadores que ele vinha demonstrando retórica política radical e que tinha armas escondidas.

Mesmo após deboche e brechas de segurança em atentado, Trump elogia o Serviço Secreto

Em seu manifesto, Allen debochou da segurança do hotel por ter conseguido se hospedar no Washington Hilton um dia antes portando uma espingarda, uma pistola e facas. Ele chegou a afirmar que terroristas iranianos teriam facilidade em causar um massacre no local devido ao que chamou de “incompetência insana”.

Por outro lado, o procurador-geral Todd Blanche defendeu que o sistema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou. Isto porque Allen foi detido a poucos metros do posto de segurança, antes mesmo de entrar no salão onde centenas de pessoas estavam reunidas. Esta seria uma prova que o perímetro foi eficaz.

Já o Washington Hilton é conhecido como um local de difícil monitoramento por ser um espaço público amplo. Há múltiplos acessos e quartos situados acima das áreas de conferência. Inclusive, o Ronald Reagan sofreu um atentado neste mesmo hotel em 1981.

Durante coletiva após o incidente, Trump confirmou prisão de atirador e elogiou resposta do Serviço Secreto. (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER)

Foi justamente essa complexidade que Allen tentou usar a seu favor, acreditando que sua inteligência “acima da média” e seu histórico de “cidadão comum” o tornariam invisível aos olhos dos agentes.

Trump, contudo, manteve a postura e agradeceu ao Serviço Secreto, descrevendo a reação como “excepcional”. “Esses rapazes fizeram um ótimo trabalho”, afirmou o presidente à CBS, chamando o agressor de “lobo solitário lunático”.

“Bunker de Gala”: Pressão por salão de festas milionário na Casa Branca

O episódio serviu para impulsionar ainda uma bandeira de Trump: a construção de um salão de festas nos terrenos da Casa Branca.

Para o presidente e seus aliados, eventos de grande magnitude com toda a linha de sucessão presidencial não deveriam ocorrer em hotéis públicos. O argumento é que, em uma instalação militarmente segura dentro dos portões da residência oficial, eliminariam ameaças assim muito antes de chegarem perto de qualquer posto de verificação.

O projeto está orçado em US$ 400 milhões e prevê uma estrutura de 8.300 metros quadrados. Trump defende que o espaço será um “Bunker de Gala”.

Enquanto opositores chamam a obra de “projeto de vaidade”, senadores como Lindsey Graham e até o democrata John Fetterman seriam a favor da obra justamente devido à vulnerabilidade à linha de sucessão presidencial em eventos.

O argumento, inclusive, foi utilizado pelo Departamento de Justiça (DOJ) através de Todd Blanche: “É hora de construir o salão”. O governo deu um ultimato à organização de preservação histórica (National Trust for Historic Preservation) para que retire o processo judicial que bloqueia as obras acima do solo no momento.

Coincidência ou não, apenas dois dias antes do atentado, uma reportagem do The New York Times revelou detalhes sobre a Clark Construction. A empresa foi escolhida por Trump para a obra. A publicação aponta que essa empreiteira recebeu um contrato “secreto” e sem licitação de US$ 17,4 milhões para reformar fontes no Lafayette Park, em frente à Casa Branca. O valor é mais de cinco vezes superior à estimativa inicial de 2022 (US$ 3,3 milhões).  

“Atentado fake” contra Trump: Teorias da conspiração e desinformação como arma política

Minutos após os disparos, surgiram várias teorias conspiratórias. Segundo a consultoria TweetBinder, o termo “encenado” (staged) superou 300 mil publicações no X até o meio-dia de domingo. Ativistas sugeriram que o ataque seria um “teatro” para elevar a popularidade de Trump ou desviar o foco da guerra no Irã.

Um dos relatos da “conspiração” chega ao ponto de alegar que uma ligação da correspondente da Fox News, Aishah Hasnie, caiu porque autoridades estariam “censurando a verdade”. Na verdade, era apenas uma instabilidade do sinal no porão do hotel.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, o presidente Trump não apenas rejeitou teorias da conspiração como afirmou que as pessoas que as propagam são “mais doentes do que são vigaristas”, reforçando a gravidade do atentado que o mundo testemunhou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/atentado-contra-trump-o-que-precisa-saber-anticristao-professor-do-mes/

Trump não irá declarar apoio a Flávio Bolsonaro, avalia Paulo Figueiredo

Aliado diz que senador não espera declaração pública, mas pressão diplomática por eleições livres. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Aliado e próximo das articulações de pré-campanha, o empresário Paulo Figueiredo disse ao portal Metrópoles que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não receberá apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua busca pelo Planalto.

A conversa foi divulgada nesta segunda-feira (27). Nela, Figueiredo diz que Flávio não busca a declaração de apoio, mas apenas “pressão diplomática” no sentido de garantir que haja, nas eleições brasileiras, liberdade de expressão e transparência.

No lado oposto do espectro, a eventual declaração de Trump não é vista como exatamente negativa. O PT investirá no discurso de soberania nacional, inaugurado após as tarifas de Trump e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e outras autoridades envolvidas na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A aderência da direita brasileira a Trump sofreu um primeiro abalo quando o governo americano retirou as sanções contra Moraes. No capítulo mais recente das controvérsias, o republicano vem protagonizando uma troca de farpas com o papa Leão XIV. Em meio a isso, o presidente publicou uma imagem em que aparecia com uma espécie de túnica, impondo as mãos em uma pessoa. A imagem foi considerada uma comparação a Jesus, mas Trump alegou que seria uma forma de se comparar a um médico.

Flávio começou a pré-campanha de olho no cenário internacional. Sua agenda começou com uma viagem oficial do Senado à Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Israel. A agenda ainda incluiu viagens aos Estados Unidos, Bahrein e França.

No cenário nacional, a pré-campanha começou na região Nordeste, com citações ao feminicídio. O senador trabalha para reduzir sua resistência no eleitorado feminino e pode, por isso, escolher uma mulher como sua pré-candidata a vice-presidente.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/trump-nao-ira-declarar-apoio-a-flavio-bolsonaro-avalia-paulo-figueiredo/#cxrecs_s

O que a oposição prepara para expor Messias durante a sabatina no Senado

Jorge Messias deve enfrentar pressão da oposição durante sabatina no Senado para vaga no STF (Foto: EFE/Andre Borges)

A sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para o próximo dia 29, deve servir de palco para uma ofensiva coordenada da oposição no Senado. Liderada pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, a estratégia dos senadores deve se concentrar em expor temas como aborto, os atos de 8 de janeiro e episódios da trajetória do indicado, mesmo diante de um cenário de provável aprovação.

A estratégia foi desenhada mesmo com o reconhecimento, entre parlamentares contrários à indicação, de que não há votos suficientes para barrar o nome do atual advogado-geral da União (AGU) para a vaga no Supremo. A avaliação é de que a sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode ser usada como vitrine política, tanto para marcar posição quanto para dialogar com a base eleitoral.

Senadores têm dividido entre si os temas que devem ser explorados durante a sabatina, em uma tentativa de dar coesão à ofensiva. A pauta deve incluir questionamentos sobre o posicionamento de Messias em relação ao aborto, sua atuação institucional após os atos de 8 de janeiro e episódios de sua trajetória no governo federal, como o caso que lhe rendeu o apelido de “Bessias”.

A bancada evangélica e parlamentares mais alinhados à oposição devem concentrar críticas ao parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre assistolia fetal, enquanto outros senadores pretendem pressionar o indicado sobre garantias de independência em relação ao Executivo e respeito à separação entre os Poderes.

“A oposição vai ter de 25 a 30 votos contra, são insuficientes para barrar Jorge Messias. Nós precisamos de 41 votos negativos para barrar a indicação”, disse o senador Jorge Seif (PL-SC).

Na mesma linha, o senador Marcos do Val (Avante-ES) afirmou ser contrário ao nome de Messias para o STF, mas disse que “não adianta ter esperança agora”. “Eu duvido que ele [Jorge Messias] seja reprovado, infelizmente, porque o sistema está aí”, afirmou em entrevista ao programa Café com a Gazeta.

Apesar do tom crítico esperado, aliados do governo trabalham para esvaziar o potencial de confronto, articulando uma sessão com quórum elevado e intervenções favoráveis ao indicado. A expectativa no Planalto é evitar surpresas e garantir que a sabatina transcorra sob controle, consolidando a maioria já mapeada para a aprovação no plenário.

Foco da oposição será o de impor desgaste político ao indicado de Lula

Líderes da oposição ouvidos pela reportagem admitem que o foco na sabatina de Jorge Messias será menos a tentativa de barrar sua indicação e mais o de impor desgaste político ao indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a contagem de votos indicando um cenário favorável ao governo, senadores contrários ao nome do atual chefe da AGU têm concentrado esforços em estruturar uma atuação que maximize a exposição pública de divergências.

A avaliação entre esses parlamentares é que a sessão na CCJ do Senado oferece uma oportunidade estratégica para questionar posições do indicado em temas sensíveis e, ao mesmo tempo, reforçar críticas à atuação do governo e do STF. Entre os principais eixos definidos está o debate sobre o aborto, que deve mobilizar especialmente a bancada evangélica.

Senadores pretendem cobrar explicações sobre o parecer da AGU a respeito da assistolia fetal, explorando o tema como uma contradição entre posicionamentos pessoais e a atuação institucional de Messias. A assistolia fetal consiste na injeção de cloreto de potássio no coração do feto, o que provoca morte por parada cardíaca.

A expectativa dentro do PL é de que esse seja um dos momentos de maior tensão da sabatina, com questionamentos diretos e apelo junto ao eleitorado conservador.

“Nada pessoal contra o AGU, Jorge Messias, mas como alguém que se diz contra o aborto pode ser a favor de sua realização […]?”, disse o senador Sergio Moro (PL-PR).

Outro foco será a atuação institucional após os atos de 8 de janeiro. Parlamentares da oposição devem pressionar o indicado a se posicionar sobre a legalidade das prisões, o alcance das decisões do Supremo e possíveis excessos do Judiciário. Nesse ponto, a estratégia é associar Messias a uma linha de atuação mais alinhada ao governo e ao próprio STF, levantando dúvidas sobre sua independência caso venha a integrar a Corte.

A oposição também pretende resgatar episódios da trajetória de Messias no governo, como o caso que lhe rendeu o apelido de “Bessias”, explorando o episódio como símbolo de proximidade com o presidente Lula. O AGU recebeu a alcunha após o episódio ocorrido durante o governo de Dilma Rousseff (PT), em 2016, no contexto da crise que antecedeu o impeachment da então presidente.

À época, Jorge Messias era subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência e foi mencionado em uma conversa telefônica entre Dilma e Lula, posteriormente tornada pública no âmbito da Operação Lava Jato. Na gravação, Dilma diz que enviaria a Lula o termo de posse como ministro da Casa Civil “em caso de necessidade” e afirma que o documento seria entregue por “Bessias”, que, na realidade, era uma referência a Jorge Messias.

O episódio ganhou grande repercussão política e jurídica, sendo interpretado por opositores como uma tentativa de garantir foro privilegiado a Lula e barrar as investigações contra o petista na Lava Jato.

“Nós precisamos dar um não ao sr. Jorge Messias, a quem eu respeito como cidadão, mas não posso acreditar que ele, dentro do Supremo Tribunal Federal, vá contribuir de alguma forma para melhorar as condições de credibilidade daquela instituição e a necessidade que a democracia tem de viger de forma soberana, pelo bem de toda a nação brasileira”, defendeu o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

Messias vai evitar confronto com oposição e mira voto dos indecisos

Diante de uma sabatina que deve ser marcada por forte pressão da oposição, Jorge Messias tem adotado uma estratégia de reduzir o tom político e evitar embates diretos durante a sessão na CCJ. A orientação, segundo aliados do governo, é responder aos questionamentos com foco técnico e institucional, buscando não ampliar tensões nem alimentar confrontos que possam gerar desgaste adicional.

A avaliação entre os petistas é a de que o indicado deve concentrar esforços em conquistar votos de senadores ainda indecisos ou menos engajados no embate político. Para isso, Messias tem reforçado acenos de respeito à separação entre os Poderes e à autonomia do STF, além de sinalizar compromisso com critérios de transparência e ética na atuação da Corte.

A estratégia também passa por manter diálogo aberto com parlamentares de diferentes partidos, inclusive da oposição, em reuniões reservadas realizadas nas últimas semanas.

Apesar de reconhecer a resistência de parte das bancadas, aliados do governo avaliam que o tom moderado pode ajudar a reduzir rejeições e consolidar a maioria necessária para a aprovação.

Para o professor Álvaro Palma de Jorge, especialista em Direito Constitucional da FGV do Rio, o comportamento esperado de indicados ao Supremo em sabatinas costuma seguir a linha mais cautelosa. Segundo ele, o processo de escolha é, por natureza, político, mas exige do indicado uma postura que sinalize equilíbrio institucional.

“Trata-se de um processo constitucionalmente desenhado como político, já que depende da aprovação de um órgão político”, afirma.

Na avaliação do especialista, evitar confrontos diretos pode ser decisivo em um ambiente em que a correlação de forças já aponta para a aprovação. Ainda assim, a sabatina tende a refletir disputas mais amplas entre governo e oposição, o que impõe ao indicado o desafio de sustentar posições técnicas sem se afastar completamente do contexto político que envolve sua indicação.

“Mesmo quando há questionamentos duros, o resultado costuma refletir a correlação de forças políticas do momento. A sabatina é menos um exame técnico e mais um processo político institucional”, diz o professor da FGV.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/o-que-a-oposicao-prepara-para-expor-messias-durante-a-sabatina-no-senado/

‘Rabos presos’: Lula distribui meio bilhão em emendas parlamentares em 14 dias

Lula (PT) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula (PT) distribuiu mais de R$500 milhões em emendas parlamentares nas últimas duas semanas. No total, já são mais de R$2,5 bilhões em emendas pagas pela administração petista, este ano. Há 14 dias, o total era de pouco mais de R$2 bilhões. As emendas individuais dos parlamentares custaram R$1,35 bilhão aos pagadores de impostos, enquanto R$1,17 bilhão custearam as emendas de bancadas. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Os números estão na transparência do Tesouro Nacional. O Portal da Transparência do governo Lula contabiliza apenas R$269 milhões.

A previsão do governo é pagar R$13 bilhões (já empenhados), este ano, diz o Portal da Transparência. O Orçamento prevê de R$50 bilhões.

Em 2025, foram pagos R$28,9 bilhões em emendas parlamentares, segundo o Tesouro Nacional.

FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/rabos-presos-lula-distribui-meio-bilhao-em-emendas-parlamentares-em-14-dias

Planalto tenta emplacar relator da PEC da escala 6×1

Presidente Lula ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta. (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

O governo já entendeu que comeu mosca na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1 e, para mitigar o dano, tenta escolher o relator do texto na Câmara para tentar colar a imagem do governo na PEC e fazer Lula (PT) faturar algum dividendo eleitoral. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quem relatou o projeto foi o deputado Paulo Azi (União-BA), que para inquietação de Lula foi vice-líder de Jair Bolsonaro na Câmara.

Ele não

Desde o fim da semana, o governo mina as chances de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) relatar a PEC na comissão especial.

Ex-aliado

Paulinho, que já foi aliado de Lula, agora descarta apoiar o petista este ano. De quebra, se queimou no governo ao relatar a “dosimetria”.

Faca e queijo

A PEC inicial é de 2019 e assinada por um petista, mas o governo nunca deu bola para o texto, que só saiu da gaveta em fevereiro deste ano.

Na rabeira

Sem faturar com o imposto de renda, Lula quer se escorar na escala 6×1, que só andou após Erika Hilton puxar movimento na internet.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/planalto-tenta-emplacar-relator-da-pec-da-escala-6×1

Autor de disparos nos EUA é filiado ao partido Democrata

O suspeito detido e algemado pelos agentes do Serviço Secreto dos EUA – Foto: Truth Social.

Após serem ouvidos disparos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seu vice e o secretário de Estado foram retirados de um jantar anual de jornalistas que são correspondentes da Casa Branca. O evento foi realizado no hotel Washington Hilton, na noite deste sábado (25).

Trump se pronunciou sobre o caso em suas redes sociais, elogiando o trabalho dos agentes de segurança. “Uma noite memorável em Washington D.C.”, escreveu. “O Serviço Secreto e as forças de ordem fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura.” Depois, em coletiva, ele chamou o episódio de “momento traumático” e definiu o atirador Cole Tomas Allen, de 31 anos, como “um lobo solitário e doente”. Allen foi identificado como engenheiro, professor de escola secundária na Califórnia, e filiado ao partido Democrata, a “esquerda” americana.

O presidente informou ainda que o atirador foi detido, “e eu recomendei que ‘o espetáculo continue’, mas nos guiaremos completamente pelas autoridades. Elas tomarão uma decisão em breve. Independentemente dessa decisão, a noite será muito diferente do planejado, e simplesmente teremos que repeti-la”. A mensagem de Trump sugere que ele gostaria de retornar o Washinton Hilton a fim de retomar o evento, mas ele se curvaria à avaliação das autoridades de segurança.

A retirada das autoridades foi realizada com impressionantes rapidez e eficiência pelos agentes do Serviço Secreto, responsável pela segurança do presidente, enquanto centenas de convidados se se protegiam sob as mesas.

Entre as autoridades que participavam do evento, que é tradicional em Washington, estavam o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, além da primeira-dama Melania Trump.

Há 45 anos, em 30 março de 1981, o então presidente republicano Ronald Reagan foi ferido a tiros quando deixava o mesmo hotel, após discursar para representantes do setor da construção civil nos Estados Unidos.

Um pouco antes dos disparos, o evento se iniciara com um discurso da correspondente sênior da CBS News na Casa Branca, Waijia Jiang, mas a fala mais aguardada da noite, era a de Trump. Nessas ocasiões, o presidente americano em geral faz piadas sobre o próprio comportamento e sobre a imprensa.

Momento em que agentes do serviço secreto assumem o controle do palco e retiram as autoridades – Foto: reprodução redes sociais.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/ttc-internacional/autor-de-disparos-nos-eua-e-filiado-ao-partido-democrata

Cidadania Digital

Não vão calar os defensores da liberdade de expressão

A deputada Erika Hilton e a AGU sob comando de Jorge Messias avançaram contra críticos de projetos sobre misoginia. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados / Renato Araújo/Câmara dos Deputados / Renato Menezes/AGU)

O país descobriu por acaso que o governo Lula inventou uma nova modalidade de censura. Conhecemos a censura promovida pelo Poder Judiciário, que começa com a reportagem “O amigo do amigo do meu pai”, da revista Crusoé e acaba se estendendo de forma avassaladora e violenta sobre a direita brasileira.

O método de banalizar a censura se repete agora e, infelizmente, é eficiente. Na censura judicial, a mira foi sobre alguém de centro: a revista Crusoé. Não foi sobre a direita. Por quê? Porque parte da direita não vai defender e ainda haverá quem ataque o censurado. Quando isso acontece, o método se normaliza e será utilizado sobre toda a direita. Agora, na nova modalidade de censura, é a mesma coisa. Espero que não funcione de novo.

A nova censura não é mais do Judiciário, não passa por um juiz, não tem processo, nada disso. Agora ela vem direto do Poder Executivo, por meio da Advocacia-Geral da União.

O assustador é que já estava ocorrendo sem que imaginássemos. A AGU notifica diretamente plataformas para que removam conteúdos. Não tem processo, não tem possibilidade de defesa, não tem decisão judicial. Nada disso. O governo cisma e faz.

São muitos os que trabalham para normalizar a censura. São muitos os manipulados a trabalhar nesse sentido também. Por isso é tão importante valorizar quem tem a coragem de se colocar contra a censura

No caso, o governo também mentiu deliberadamente sobre as postagens e sobre os cidadãos, nos acusando falsamente de fazer parte de uma “rede de desinformação”. A AGU voltou atrás na censura a mim mas não voltou atrás no caso das demais pessoas e mantém as mentiras que levaram à medida.

O mais curioso é que tudo foi provocado por Erika Hilton, descontente com críticas ao projeto que criminaliza a misoginia. O que previ na minha coluna aqui na Gazeta do Povo se efetivou: o projeto serve para calar mulheres dissonantes. No caso, por quem preside a comissão da mulher e em nome do combate à misoginia.

Em momentos como esse, é importante dar apoio a quem tem coragem de expor os fatos e falar claramente sobre eles. Somente combatendo os censores e seus mecanismos evitaremos que uma era sombria se abata sobre o país.

É irretocável o pronunciamento do presidente da Gazeta do Povo, Guilherme da Cunha Pereira, que de forma corajosa defende que Jorge Messias não tem condições de assumir uma cadeira no STF. Ele será sabatinado pelo Senado no próximo dia 29. Se você não viu ainda esse vídeo, recomendo vivamente que veja.

Trago aqui também a manifestação profunda, minuciosa e corajosa da Lexum, associação de cidadãos e advogados que defendem os seguintes princípios:

1. O Estado existe para preservar a liberdade;

2. A separação de poderes é essencial para a nossa Constituição Federal; e,

3. A atribuição e dever do Judiciário é dizer o que a lei é, não o que ela deveria ser.

Decidi não comentar a nota, trazer na íntegra. É uma leitura obrigatória para os defensores da liberdade.

NOTA PÚBLICA

A AGU e um ataque à Liberdade de Expressão

A Lexum vem a público manifestar preocupação com a utilização  de expedientes extrajudiciais pela Advocacia-Geral da União para solicitar a  remoção de conteúdos publicados por cidadãos em redes sociais.

Antes do exame do caso concreto, cumpre assentar uma  observação preliminar de ordem institucional. A Advocacia-Geral da União tem  suas competências delimitadas pelo art. 131 da Constituição, que a incumbe da  representação judicial e extrajudicial da União e das atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. Não lhe cabe, em nenhuma  hipótese, oficiar plataformas privadas para promover a curadoria do discurso de  cidadãos sobre matéria legislativa em tramitação. A atuação aqui descrita extrapola o desenho constitucional das atribuições da AGU e converte  instrumento de defesa da União em mecanismo de pressão administrativa sobre  a esfera pública de deliberação, o que, por si só, já configura abuso funcional  independentemente do mérito do conteúdo visado.

Chegou ao nosso conhecimento a notificação encaminhada pela  plataforma X à jornalista Madeleine Lacsko, informando que sua conta foi objeto  de pedido de remoção de conteúdo formulado pela AGU, em razão de postagem  relacionada à discussão sobre projetos legislativos envolvendo a tipificação de  condutas como misoginia. O episódio ultrapassa o plano do debate teórico e  materializa um caso concreto de intervenção estatal no espaço público de  circulação de ideias, a exigir cautela redobrada e fundamento jurídico adequado.

Na publicação em questão, Madeleine Lacsko comentava, em tom  crítico, o conteúdo de propostas legislativas que buscavam definir e sancionar  práticas enquadradas como misoginia, mencionando dispositivos amplos e  potencialmente problemáticos sob a ótica da liberdade de expressão. A  manifestação se insere no campo típico do debate público sobre conteúdo  normativo, ainda que sujeita a divergências, interpretações ou eventuais  imprecisões, elementos inerentes ao discurso político em uma sociedade livre.

O exame do material disponível revela que a narrativa  apresentada pela Advocacia-Geral da União apoia-se em duas premissas factuais  equivocadas. A primeira consiste em sugerir que a publicação atribuiria ao  projeto aprovado pelo Senado um conteúdo que dele não consta, quando a  própria usuária, em resposta pública registrada no mesmo thread e no mesmo  dia, esclareceu expressamente que o texto exibido pertence a outra proposição e  que tramitavam paralelamente diversas iniciativas de idêntica matriz.

A segunda  está em afirmar que o projeto discutido já se encontrava arquivado ao tempo da  postagem, embora o arquivamento tenha sido requerido apenas posteriormente,  em movimento que guarda relação direta com a repercussão pública gerada pelo  próprio debate. O “contexto” invocado como correção informacional colide,  portanto, com o registro documental disponível. A atuação estatal adquire, nessa  medida, o contorno mais grave da imposição de versão factual equivocada sob roupagem de verificação.

A liberdade de expressão constitui garantia constitucional  expressa, prevista no art. 5º, IV e IX, da Constituição Federal, e reforçada pelo  art. 220, caput e § 2º, que veda qualquer forma de censura prévia. Independe,  portanto, de concessão estatal. Restrições a seu exercício exigem ancoragem na  demonstração clara de violação de direitos, com base em critérios objetivos e  juridicamente controláveis, e jamais podem se apoiar em categorias vagas ou em  avaliações abertas sobre a qualidade do discurso.

No caso em análise, não se identifica, de plano, a configuração de  ilícitos penais como calúnia, difamação ou injúria (arts. 138 a 140 do Código  Penal), tampouco outras hipóteses legalmente tipificadas de restrição à  expressão. O conteúdo objeto da notificação consiste em discurso sobre lei,  precisamente o tipo de manifestação que a ordem constitucional protege com  maior intensidade.

Em uma democracia republicana, a discussão pública sobre  projetos em tramitação no Poder Legislativo não é concessão tolerada pelo poder  instituído, mas expressão direta da soberania popular afirmada no parágrafo  único do art. 1º da Constituição, segundo o qual todo o poder emana do povo. A  deliberação parlamentar extrai sua legitimidade justamente da circulação livre e  desembaraçada de opiniões sobre o conteúdo das leis em formação, inclusive  opiniões críticas, incômodas ou eventualmente imprecisas. Restringir o debate  sobre o que o legislador está prestes a aprovar é subtrair ao verdadeiro soberano  a condição mesma do autogoverno, e sujeitar o processo legislativo a uma  curadoria estatal que inverte a ordem constitucional da representação.

Pedidos de remoção ou rotulagem baseados em noções amplas  como “desinformação” ou “descontextualização” deslocam o problema do campo  jurídico para o campo da opinião e, ao fazê-lo, transformam o exercício da  liberdade em algo dependente de validação institucional. O que se apresenta  como correção informacional pode, na prática, converter-se em imposição de  narrativa oficial sobre fatos ainda controvertidos.

Essa preocupação se intensifica diante da atuação estatal por vias  indiretas, que substitui o recurso ao Judiciário, onde há contraditório, motivação e controle institucional, nos termos do art. 5º, LIV e LV, da Constituição, por  comunicações extrajudiciais dirigidas a plataformas privadas que operam sob o  risco permanente de responsabilização. O arranjo é desdobramento direto do  próprio julgamento do Marco Civil da Internet, que ao reconfigurar os incentivos  e a dinâmica de responsabilização abriu espaço para que o controle do discurso  se exerça de forma difusa, por meio de pressões que dispensam a ordem judicial  e transferem, na prática, o juízo de remoção às plataformas, tensionando o  modelo previsto no art. 19 da Lei 12.965/2014.

Nesse contexto, ganha relevo o fato de que a Advocacia-Geral da  União, órgão vinculado ao Poder Executivo e atualmente chefiado pelo Ministro  Jorge Messias, tem protagonizado esse tipo de atuação ao mesmo tempo em que  seu titular se encontra em processo de sabatina para o Supremo Tribunal Federal.  A observação tem caráter estritamente institucional: a definição dos limites da  liberdade de expressão não pode ser tensionada por práticas administrativas que  escapam ao controle jurisdicional justamente no momento em que se discute a  composição da Corte responsável por fixar esses limites em última instância.

Nesse ambiente, a decisão sobre o que pode ou não permanecer  no espaço público deixa de ser submetida a critérios jurídicos controláveis e passa  a depender de avaliações privadas realizadas sob incentivo à remoção preventiva,  o que tende a ampliar o campo da exclusão de conteúdos e a reduzir, na mesma  medida, o espaço do dissenso.

A defesa da liberdade de expressão é plenamente compatível com  o combate a ilícitos, desde que este se dê dentro das balizas constitucionais que  legitimam o exercício do poder estatal. Fora dessas balizas, o que se apresenta  como proteção de direitos converte-se em substituição da autonomia individual  por juízo centralizado sobre o que pode ou não ser dito e, no limite, sobre o que  deve ser considerado verdadeiro.

A Lexum registra, por fim, que as garantias institucionais operam  como condição de possibilidade da democracia. Seu abandono em nome de  finalidades abertas faz com que o pluralismo assegurado pela Constituição ceda  lugar a mecanismos informais de controle do discurso, e o caminho assim aberto  raramente se encerra onde começou.

São Paulo, 17 de abril de 2026

ASSOCIAÇÃO LEXUM

São muitos os que trabalham para normalizar a censura. São muitos os manipulados a trabalhar nesse sentido também. Por isso é tão importante valorizar quem tem a coragem de se colocar contra a censura e a favor da liberdade de expressão num momento como o que vivemos agora.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital/censura-nao-vao-calar-os-defensores-da-liberdade-de-expressao/

Coluna Esplanada

Governo Lula expulsa americanos e cria mais um vexame internacional

Lula disse esperar que os Estados Unidos estejam “dispostos a voltar a conversar”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Lula da Silva e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, falaram, falaram… protestaram, e expulsaram dois americanos do Brasil. Mas não explicaram até agora o que fazia nos Estados Unidos, como adido policial e morando bem com aluguel de R$ 48 mil pago pela União, um delegado federal ficha-suja, que dirigiu bêbado aqui, atropelou e matou inocente com carro de placa fria. E cuja irmã, segundo investigação e noticiado, é suspeita de ligação com a facção PCC.

Lula e Andrei usaram a melhor estratégia de quem não pode se defender do indefensável: atacar. Aliás, o governo de Donald Trump publicou nota afirmando que o delegado teria manipulado seu sistema de imigração para forçar a prisão de Alexandre Ramagem, que pediu asilo político e cujo caso está sob análise. O que os adidos americanos fizeram aqui em Brasília para merecer a “reciprocidade” da expulsão?

Pedágio free flow  

Amanhã, a Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran) deve soltar uma portaria que suspenderá por 200 dias os prazos para pagamentos das multas de pedágio free flow do país (aquele sistema automático de pedágio sem cabines, de leitores em torres nas rodovias. Ou seja, como o ano “acaba” em novembro, é provável que esse pepino no meio da pista fique para o próximo governo resolver.

Rodovia Rio-Santos é campeã

Após audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, presidida pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), o governo foi mais cobrado pelos congressistas sobre o free flow. Já são mais de três milhões de multas no Brasil em apenas três anos, a maioria delas sob contestação dos motoristas – muitos perderam as carteiras de habilitação. Só a Rodovia Rio-Santos acumula 1,4 milhão de multas.

UNE contra venda de mineradora

A União Nacional dos Estudantes (UNE), que anda sumida em todo governo de esquerda, reapareceu: lançou abaixo-assinado contra a venda da mineradora Serra Verde (GO) para empresa dos EUA. A entidade alerta que o Brasil pode virar apenas exportador de matéria-prima e pede a suspensão do negócio. Mas ninguém foi para a porta da mineradora ou da embaixada americana protestar.

PEC da Reparação

Organizações como Iniciativa Negra, Unegro e Uneafro realizaram sábado em São Paulo audiência pública para discutir a PEC da Reparação, que institui o Fundo Nacional de Reparação Econômica, além de mecanismos permanentes de reparação e promoção da igualdade racial no país. O evento é aberto e terá participação da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), e do deputado federal Orlando Silva (PcdoB-SP).

Latinha$

O setor de latas fechou 2025 com 34,1 bilhões de unidades comercializadas. Categorias como água em lata (+24%), drinks prontos e energéticos ganharam espaço, enquanto cerveja e refrigerantes mantiveram seus índices. A indústria segue investindo forte, já apostando em retomada neste ano, com Copa e outras festas nos calendários locais. Os dados são da Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas).

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/governo-lula-expulsa-americanos-e-cria-mais-um-vexame-internacional/

Alexandre Garcia

Moraes, Master e os sinais que não fecham

Polícia Federal investiga novos desdobramentos entre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master (Foto: LUIZ SILVEIRA/STF)

Está sendo muito falado mais um possível vínculo entre Moraes e Master, ou Moraes e Vorcaro. A partir daquela conversa entre Vorcaro e sua então namorada, em que ele diz que está recebendo, no apartamento em Campos — no caso, Campos do Jordão —, o ministro Alexandre de Moraes.

A conversa que levanta suspeitas

E ela pergunta: “e aí? Ele gostou do apartamento?” É uma pergunta que só cabe se alguém está vendendo o apartamento, alugando o apartamento ou, enfim, apresentando o imóvel para alguém.

Se eu fosse dar uma gravata para alguém, e depois essa pessoa comentasse com algum amigo meu, perguntaria: “e aí, ele gostou da gravata?” A menos que Moraes seja um admirador de decoração de interiores. Ficou estranho.

Contratos milionários sugerem possíveis contrapartidas 

E o que está se noticiando é que a Polícia Federal está investigando para saber se Moraes, além do contrato de R$ 129 milhões, ainda recebeu imóvel ou imóveis. Lula recebeu um triplex no Guarujá, um sítio em Atibaia.

Enfim, indiretamente, sim, porque, com o dinheiro da mulher de Moraes, com aquele contrato, já recebeu no escritório da família. Foram R$ 80 milhões, e ele comprou uma mansão em Brasília de R$ 12 milhões.

Então, indiretamente, já foi um presente. Isso tudo está sendo investigado. Moraes e Toffoli estão em um beco sem saída, porque todo mundo viu Toffoli blindando, congelando. 

O papel de Toffoli para travar o inquérito

Quando ele era relator do inquérito do Master, o inquérito não andava, estava tudo parado. A Polícia Federal não podia fazer nada.

Ele assumiu aquilo e disse: “é meu, esconde, esconde tudo, não mostra para ninguém; se fizer busca e apreensão, não mostra para ninguém, fica às sete chaves.”

Só depois, pelo ruído da opinião pública invadindo o Supremo, o tribunal colocou Toffoli em uma situação em que ele teve que abrir mão disso.

Se declarar, obviamente, impedido, já que a empresa dele e o Tayayá receberam aportes de R$ 25 milhões, R$ 30 milhões, R$ 35 milhões. Entre esses grandes aportes, constam os do próprio Master, do Vorcaro.

Delegado em missão nos EUA cometeu dolo eventual

Bom, e uma outra coisa: esse delegado que estava lá, arapongando, dedurando o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.

Foram investigar quem é o delegado Marcelo Ivo e descobriram que ele estava usando um carro importado que tinha sido apreendido pela Polícia Federal. Estava usando o carro, estava embriagado e atropelou uma pessoa — um vigilante —, que morreu.

Isso se chama dolo eventual, porque, ao beber, a pessoa assume o risco de causar dano a alguém ou a algum patrimônio. O nome disso é dolo eventual.

E, ainda assim, ele foi premiado com essa missão na Flórida, que dá direito a diárias, pagamento em dólar. Morava em um apartamento excelente, dava festas.

Parece que a arapongagem dele acabou por chamar a atenção para tudo isso — senão, passaria despercebido.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/moraes-master-e-sinais-que-nao-fecham/

O que diz Lula sobre o atentado contra Trump

Encontro entre Trump e Lula em registro formal (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o episódio com disparos registrado durante um jantar com correspondentes em Washington na noite do último sábado (25).

Em publicação nas redes sociais, Lula também estendeu a mensagem à primeira-dama Melania Trump e aos demais presentes no evento. Lula afirmou que o país repudia o ocorrido e classificou a violência política como uma ameaça aos princípios democráticos.

O caso aconteceu durante um jantar que reunia jornalistas, autoridades e convidados em um hotel da capital americana. Um homem foi detido após efetuar disparos nas proximidades do local. Apesar do susto e da interrupção do evento, não houve registro de feridos.

Autoridades dos Estados Unidos investigam as circunstâncias do ataque, incluindo possíveis falhas no esquema de segurança. O próprio Trump declarou que o suspeito teria agido sozinho, sendo tratado como um “lobo solitário”. A manifestação de Lula se soma a posicionamentos de outros líderes internacionais, que também condenaram o ocorrido e destacaram a importância da defesa da democracia.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/o-que-diz-lula-sobre-o-atentado-contra-trump/

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