
Mesmo sem a participação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) na ação que o acusa de articular sanções contra autoridades brasileiras, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu prazo de 15 dias para apresentação das alegações finais. O despacho é desta quinta-feira (23).
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) responde por coação no curso do processo, definido como “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”. A pena varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Eduardo está nos Estados Unidos, mas Moraes decidiu não enviar uma carta rogatória ao governo americano e intimou o ex-deputado por meio de edital, mesmo mecanismo utilizado no caso do perito Eduardo Tagliaferro. A possibilidade é uma exceção nos processos criminais e, por isso, tem gerado críticas. Foi por conta disso que os advogados de Tagliaferro, em protesto, decidiram não participar da audiência de instrução.
Tanto Tagliaferro quanto Eduardo são representados, por ordem de Moraes, pela Defensoria Pública da União. No caso do ex-deputado, o ministro decidiu decretar a revelia, que é quando se admite como verdadeiros os fatos denunciados.
Após o prazo para as alegações finais, o caso fica pronto para julgamento pela Primeira Turma, formada, além de Moraes, pelos ministros Flávio Dino – que preside o colegiado – Cristiano Zanin e pela decana Cármen Lúcia.
Os ministros já julgam Eduardo, em plenário, por suposta difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). Todos os ministros da Primeira Turma já votaram para condenar o ex-deputado, mas o processo foi suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça. Além dele, faltam votar Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e o presidente, Edson Fachin.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-avanca-acao-contra-eduardo-bolsonaro-mesmo-sem-participacao-do-ex-deputado/

Governador interino quer colocar ordem no Rio de Janeiro

O xerife do Judiciário tomou gostinho pela poltrona do Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, um dos estados mais ricos do país, brincam congressistas em Brasília – os aliados e até adversários do ex-governador Cláudio Castro (PL).
O que não se pode negar é que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e governador interino, se esforça para manter a ordem no estado, embora esteja longe de representar o cenário ideal do Executivo: interface com secretários, acompanhamento de programas e obras, diálogo com prefeitos etc.
A Coluna provocou para saber se ele tem projeto eleitoral quando pendurar a toga: Zero! Nulo, nada! Fato é que Couto está apenas cumprindo a missão constitucional no vácuo do Poder enquanto a Alerj não se resolve, e enquanto o STF ainda não norteia quem vai mandar até dezembro.
Saúde de Vorcaro
Além da palpitação (coração acelerado), mal-estar e crise respiratória, o dono do finado Banco Master Daniel Vorcaro – preso na sede da PF – teve infecção urinária, com sangramento. É inimaginável um envenenamento dentro da corporação, a instituição mais séria e de maior credibilidade do Brasil. Mas que ele aguce o paladar com o que anda comendo e bebendo por lá.
Café com vidro
Quando secretário de Segurança do estado do Rio, o ex-delegado de PF José Mariano Beltrame confidenciou a amigos que passou a levar seu café de casa para a secretaria. Nas primeiras semanas de trabalho, descobriu que estava bebendo café coado com vidro moído, servido quentinho no gabinete.
Voa, Ibaneis, voa!
Ex-presidente do BRB, preso na penitenciária federal da Papuda, Paulo Henrique Costa deu um chute no advogado que o ex-chefe Ibaneis Rocha (MDB) pagava para ele. Agora é tudo ou nada nada na eventual delação que pode vir aí. Ibaneis está sem o acesso. Como já publicamos, o ex-governador do DF vazou de Brasília na véspera da última operação da PF, e tem avião à disposição para decolar a qualquer hora.
Panelaço nas redes
Donos de restaurantes reclamam nas redes sociais que a plataforma 99Food está ativando descontos (de até 50%) em produtos por conta própria, incluindo promoções antigas desabilitadas. Empresários dizem que as promoções acontecem sem aviso prévio e ameaçam judicializar. “A 99Food lamenta e reforça que a política de promoções e os acordos firmados com restaurantes parceiros são claros, transparentes”, retruca a empresa.
Contra o câncer
A nova resolução 3/2025 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos antecipa a chegada (muito mais em conta) da 3ª onda de biossimilares, prevista para 2027, para imuno-oncologia, com medicamentos contra mais de 30 tipos de câncer que custam cerca de R$ 400 mil/mês. Para se ter uma ideia do alcance da medida, o câncer de mama atinge hoje mais de 73,6 mil mulheres por ano, com 18 mil mortes.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/governador-interino-quer-colocar-ordem-no-rio-de-janeiro/
Gilmar se desculpa por associar homossexualidade a ofensa contra Zema

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu desculpas, na noite desta quinta-feira (23), por ter comparado críticas à Corte a retratar o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) como “homossexual”.
“Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, disse o decano no X.
Apesar disso, Gilmar ressaltou que manterá o enfrentamento ao que chama de “indústria de difamação” contra o STF. “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la”, destacou.
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Em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro reagiu a um vídeo satírico publicado por Zema, no qual ele e Dias Toffoli eram retratados como bonecos em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado.
Gilmar questionou se retratar o ex-governador de Minas Gerais como “homossexual” ou sugerir que ele estaria “roubando dinheiro no estado” não seria igualmente ofensivo.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado”, disse o magistrado nesta tarde.
Zema classificou a declaração como “inacreditável” e acusou o ministro de demonstrar “todo o seu mais puro preconceito”. O ex-governador apontou que o ministro extrapola limites e se comportava como um “intocável”.
Após a publicação do vídeo com críticas ao STF, o decano solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Nos últimos dias, Gilmar defendeu a Corte e reiterou as críticas ao ex-governador e ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que foi relator da CPI do Crime Organizado, em uma série de entrevistas.
Zema fala um “dialeto próximo ao português”, ironizou Gilmar
Nesta quarta (22), Gilmar ironizou a forma como Zema fala e disse esperar que as declarações do ex-agovernador sejam investigadas no inquérito das fake news “naquilo que for inteligível”.
“Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes, a gente não o entende. Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. De qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a PF e o próprio ministro Alexandre apreciem”, disse o ministro, em entrevista ao programa JR Entrevista, da TV Record.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/gilmar-se-desculpa-por-associar-homossexualidade-a-ofensa-contra-zema/
Com contas no vermelho, governo desembolsa R$ 50 milhões para criar escola nacional de hip-hop

O governo federal vai gastar R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para implementar a Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa do Ministério da Educação (MEC) lançado em março. O anúncio ocorre em meio a um cenário de déficit nas contas públicas, com resultado primário negativo e crescimento da dívida do governo.
De acordo com o MEC, o programa levará elementos da cultura hip-hop, como rap, grafite e breaking, para dentro das escolas públicas como ferramenta pedagógica a fim de promover “inovação curricular, engajamento dos estudantes e redução de desigualdades educacionais”.
Segundo a pasta, o programa está alinhado às leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica.
Na proposta, artistas e agentes culturais atuarão como educadores, “integrando saberes populares e acadêmicos”. A adesão das redes de ensino será voluntária, mediante assinatura de termo específico. O governo estima alcançar até 45 milhões de estudantes, com formação de professores e gestores para incorporar a metodologia ao currículo.
Especialistas questionam prioridade do gasto e impacto educacional do programa
Embora o valor destinado seja reduzido em relação ao orçamento do MEC – de R$ 268,2 bilhões previstos para 2026 –, o anúncio tem sido criticado por especialistas pelo potencial limitado de retorno aos estudantes, em um momento em que o governo enfrenta dificuldades para fechar as contas.
Apesar do aumento da arrecadação, as contas públicas seguem pressionadas, com a resistência do governo em reduzir gastos e o avanço de despesas obrigatórias que comprimem o espaço para investimentos.
O resultado primário permanece negativo, com déficit em torno de 0,4% a 0,5% do PIB no acumulado recente, segundo dados do Tesouro e do Banco Central, e a dívida bruta do governo geral soma 79,2% do PIB, com projeções de atingir cerca de 84% do PIB ainda este ano.
“Mesmo que o valor investido seja pequeno, ele poderia ser usado de forma melhor. Isso é gastar dinheiro para deseducar”, afirma a diretora executiva do Instituto Livre para Escolher, Anamaria Camargo.
A especialista avalia que a iniciativa está “desconectada da realidade do que as escolas precisam, sobretudo no ensino médio e nas escolas públicas, de onde cerca de 95% saem praticamente analfabetos funcionais”.
Além disso, explica ela, a ausência de métricas claras de desempenho e de uma base curricular sólida dificulta a mensuração de resultados práticos.
Na mesma linha, o advogado e presidente do Instituto Liberdade e Justiça (IJL), Giuliano Miotto, vê na iniciativa uma inversão de prioridades. “Temos déficits alarmantes em alfabetização e infraestrutura escolar, em que sempre figuramos nos últimos lugares de testes internacionais como o PISA”, afirma.
“Cada fatia do orçamento público que é investida nesse tipo de programa representa um recurso que deixa de ser aplicado na recuperação das competências fundamentais de Matemática e Português. Sem falar que deixamos de priorizar a formação de engenheiros, cientistas, médicos e outras profissões que são fundamentais para o crescimento sustentável de qualquer país em desenvolvimento.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/com-contas-no-vermelho-governo-cria-escola-nacional-hip-hop/
MCs Poze e Ryan SP receberam auxílio emergencial durante a pandemia

Alvos de operação da Polícia Federal que apura lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e apostas ilegais, que teria “lavado” mais de R$1,6 bilhão, os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP aparecem como beneficiários do auxílio emergencial. MC Ryan, que a PF suspeita ser o líder da organização, tem o início dos auxílios registrado em abril de 2020. O último foi em outubro de 2021, totalizando R$5.250. No período, o funkeiro já tinha músicas de sucesso. Não devolveu nada.
Faturou
No caso de Poze do Rodo, foram ao todo dez pagamentos do auxílio emergencial, entre julho de 2020 e setembro de 2020.
Tá devendo
Poze recebeu pagamentos entre R$150 e R$600. Houve devolução de R$3,3 mil, mas quatro parcelas de R$150 não constam o registro.
Bolso cheio
No período, Poze também já ganhava uma boa grana como MC, teve, em 2019, hit por semanas nas paradas musicais do Brasil.
Queridinho petista
Além da dupla, o criador do “Choquei” foi preso na operação. O perfil é aquele com o qual Janja interagiu para negar a taxa das blusinhas
Governo Lula torra R$7 milhões no Facebook em 1 mês

Apenas nos últimos 30 dias, o governo Lula (PT) elevou para quase R$7 milhões os gastos com propaganda no Facebook e Instagram. Entre 22 de março e 20 de abril a administração federal petista torrou R$6,86 milhões com 97 anúncios que ainda estão ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg. O Governo do Brasil é, de longe, o maior anunciante do Facebook no País, à frente do Partido dos Trabalhadores (PT), que é atualmente o segundo maior anunciante da Meta no Brasil: R$936 mil. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Em cinco dias, apenas um anúncio do governo Lula sobre a carteira de motorista (CNH) custou US$125 (R$628) mil aos pagadores de impostos.
O PT torrou R$936 mil em oito anúncios no Facebook, apenas desde 22 de março. Quase todos tratam do fim da escala 6×1.
O levantamento foi feito na plataforma da própria Meta, que divulga todos os pagamentos feitos por anunciantes de cunho político, social etc.
Sarney celebra 96 anos exaltando o amor e a memória

O ex-presidente José Sarney completa 96 anos de idade nesta sexta-feira (24) e escreveu sobre o assunto, em sua crônica semanal para o Diário do Poder, buscando homenagear as “memórias velhas”, desde a infância na cidade onde nasceu, Pinheiros, no Maranhão, e dando vivas ao amor.
Em seu artigo de hoje, Sarney faz um registro curioso: “Ao longo da vida, com mais de 50 anos de crônicas de imprensa, publicadas semanalmente em jornais e sites, que eu me recorde, com boa memória, jamais meu aniversário coincidiu com a data e o dia da publicação do meu artigo: sexta-feira, 24.”
“Por isso compartilho tanta saudade”, já agradecendo ao leitor os parabéns “que eu sei que está me enviando.”
“Eu sou só gratidão no dia de hoje”, escreve. “Todas as manhãs e noites agradeço a Deus pela vida que me deu, através do meu pai e da minha mãe, e pela minha família: filhos, genro, noras, netos, bisnetos, parentes e amigos. Deus guiou os meus passos. Viva a vida. Viva o amor. E as saudades que nunca morrem.
Clique aqui para ler mais uma crônica de José Sarney.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/sarney-celebra-96-anos-exaltando-o-amor-e-a-memoria
Correios acumulam 14 trimestres de prejuízo

Os Correios divulgou nesta quinta-feira (23) um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, ampliando a sequência negativa para 14 trimestres consecutivos no vermelho desde o fim de 2022.
Do total, R$ 6,4 bilhões estão ligados ao pagamento de precatórios — dívidas judiciais já definitivas — apontados como o principal fator do rombo. A empresa também registrou queda de 11,35% na receita, que somou R$ 17,3 bilhões, impactada sobretudo pela redução de mais de 60% nas encomendas após mudanças na tributação de importações.
Parte das despesas, segundo a estatal, decorre de passivos herdados de gestões anteriores, incluindo R$ 2,63 bilhões reservados para ações trabalhistas.
Os números contrastam com o período do governo Jair Bolsonaro, quando os Correios chegaram a registrar resultados superavitários. Desde então, a estatal voltou a apresentar déficits recorrentes. Para tentar equilibrar as contas, a empresa lançou programas de demissão voluntária e contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.
A operação conta com garantia da União, o que transfere ao governo o risco em caso de inadimplência. Além disso, existe a ampliação do limite para novos empréstimos, podendo chegar a mais R$ 8 bilhões. Mesmo com as medidas, o cenário segue com aumento de despesas, queda de receitas e dependência de crédito para manter as operações.
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