

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enterrar a CPMI do INSS. A investigação que revelou um rombo bilionário nos contracheques de aposentados, idosos e deficientes físicos foi forçosamente encerrada por ministros que, pessoalmente, têm muito a temer com o avanço das apurações. São ao menos três os ministros cujos familiares aparecem em negócios ligados ao Banco Master, um dos operadores do esquema.
A esposa de Alexandre de Moraes mantinha um contrato de R$ 129 milhões com a instituição fraudulenta e o próprio ministro trocava mensagens frequentes com o banqueiro corrupto – inclusive no dia de sua primeira prisão. O ministro Dias Toffoli pegou carona no jatinho do advogado do Master e vendeu cotas suas e de seu irmão de um resort de luxo – o famoso Tayayá – para um fundo ligado ao banco Master. Já o filho do ministro Kassio Nunes, Kevin, de apenas 25 anos, foi associado a uma consultoria que recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS entre agosto de 2024 e julho de 2025.
O que o Supremo fez não foi um exercício jurídico. Foi uma operação de autoproteção. A toga emprestou verniz de legalidade ao que, no fundo, é a proteção dos próprios ministros de uma investigação que já estava chegando em gente muito próxima
Apesar de todos esses fatos já serem públicos e, resultantes de investigações da Polícia Federal e divulgados pela imprensa, nenhum desses três ministros se declarou impedido de votar no mandado de segurança que pedia a prorrogação da CPMI, que foi apresentado pelo presidente da Comissão, Carlos Viana, pelo relator Alfredo Gaspar e por mim. Muito pelo contrário. Votaram para enterrar as investigações.
A CPMI do INSS ambicionava apenas 120 dias a mais de investigações. Tão somente isso, para que pudesse concluir investigações sobre o esquema que desviou bilhões dos mais vulneráveis do Brasil. O Supremo disse não. Dino e Gilmar disseram que não se poderia prorrogar por apenas 120 dias uma investigação sobre roubo de aposentados, pois poderia se igualar à prática de regimes “autoritários”. É o mesmo Supremo que mantém aberto, há mais de sete anos, o inquérito das fake news. Um inquérito sem prazo, sem base legal e voltado exclusivamente à perseguição da oposição ao governo Lula, ao PT e a quem é crítico aos desmandos do próprio STF. Ou seja, a prorrogação da CPMI do INSS é autoritarismo, já o inquérito das fake news de 7 anos, uma “defesa da democracia”. A hipocrisia é de gelar.
O que o Supremo fez não foi um exercício jurídico. Foi uma operação de autoproteção. A toga emprestou verniz de legalidade ao que, no fundo, é a proteção dos próprios ministros de uma investigação que já estava chegando em gente muito próxima – por que não, neles mesmos?
A decisão do STF, porém, não apaga o que já foi descoberto: o esquema bilionário, as empresas de fachada criadas logo após a eleição de Lula, os mecanismos de fiscalização propositalmente desmontados, a mesada de R$ 300 mil recebida por Lulinha do Careca do INSS; o sindicato do irmão de Lula, Frei Chico, que saltou de R$ 23 milhões para R$ 154 milhões em descontos no período mais crítico do esquema. Nada disso desaparece com uma canetada do Supremo.
A Comissão encerrou suas atividades na sexta (27). Mas a investigação do roubo dos aposentados continua sob a relatoria de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. E a verdade, mesmo a mais inconveniente, sempre acaba aparecendo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/marcel-van-hattem/um-supremo-suspeito-e-que-nao-se-olha-no-espelho/

O supremo show de hipocrisia

O STF derrubou a prorrogação da CPMI do INSS, para alívio da turma do Lula, do PT, da gangue do PDT, do Lulinha, envolvido diretamente com o maior operador do roubo contra aposentados e pensionistas, o “careca do INSS”. Apenas o ministro Luiz Fux acompanhou o relator André Mendonça e reconheceu o óbvio: o Congresso tinha o direito de dar continuidade às investigações. Os outros magistrados não dão mesmo nenhuma importância àqueles que dependem dos benefícios do INSS, aos brasileiros mais vulneráveis, mais frágeis. Eles foram vítimas de descontos ilegais no dinheirinho que recebem, vítimas de fraudes, de abusos, mas, para a grande maioria do Supremo, não merecem justiça. Portanto, interrompam-se as investigações, protejam-se os bandidos, e que se danem as instituições, e que se dane o Brasil.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, mais uma vez, se juntou à imundice que toma conta do país. Inerte, acabou empurrando para o STF a oposição verdadeiramente preocupada em continuar investigando a roubalheira contra aposentados e pensionistas. E, na sessão da última quinta-feira no Supremo, os magistrados trabalharam por um objetivo escancarado: limitar, barrar a apuração sobre escândalos que insistem em atingir gente como Lulinha, no caso do INSS, e Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no caso Master. Além disso, prepararam o terreno para a declaração de nulidade de todos os atos investigativos envolvendo esses esquemas, liberando mais uma vez os bandidos de verdade. O que se ouviu no plenário do STF cumpriu à risca a seguinte máxima comunista: “acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”.
Para que permitir que o Congresso continue seu trabalho, se está chegando a uma gente que Dino vai defender até a morte?
Flávio Dino disse que “exige-se contenção em prazo, sob pena de se transformar a comissão num inquérito geral de investigação de regimes autoritários, em que se faz autêntica pescaria probatória de modo indefinido”. E de que forma age Alexandre de Moraes há sete anos com o Inquérito do Fim do Mundo, usado contra tudo e contra todos que criticam os magistrados da mais alta corte deste país? Dino jura que bastam as investigações da Polícia Federal e, pasmem, do próprio STF… Ele tira do parlamento o seu direito de também fazer uma apuração. Para que permitir que o Congresso continue seu trabalho, se está chegando a uma gente que Dino vai defender até a morte?
Gilmar Mendes manteve a “coerência”, não escondeu a raiva contra o avanço das investigações do caso Master e do roubo no INSS, exatamente como fez com a Lava Jato. Investigação para Gilmar só se for de mentirinha, quando estão em jogo seus interesses abjetos, politiqueiros, quando o alvo são velhinhas com a Bíblia na mão, tias do zap, a Débora do Batom, o Filipe Martins… Ele reclamou da quebra de sigilos e do vazamento de dados… Isso só vale quando interessa a ele e seus comparsas. E atacou os parlamentares da CPMI que decidiu enterrar, dizendo que eles são como “juízes” e que “a função de juiz exige decência, exige recato, autocontenção”, evitando, claro, olhar-se no espelho e encarar ministros ao seu lado, como Moraes e Toffoli.
Gilmar acha-se mesmo em posição de dar lição de moral. Disse que “autoridade judicial decide com fundamento”, referindo-se apenas a congressistas que fazem parte de comissões parlamentares… Deu a entender que eles estão produzindo um “nada jurídico” e que “poder envolve responsabilidade”, sempre livrando a si mesmo e seus colegas espúrios. Falou da importância do “objeto determinado” numa investigação, o que o Inquérito do Fim do Mundo e os outros derivados dele nunca tiveram. Falou do que “não condiz com a jurisprudência, não condiz com a Constituição”, omitindo, mais uma vez, as artimanhas de ministros do Supremo…
Alexandre de Moraes disse que a CPMI foi “desvirtuada” e que o que se estava pedindo era uma “prorrogação do desvirtuamento”. Moraes decidiu apontar na comissão uma série de inconstitucionalidades e ilegalidades que ele não enxerga, desavergonhadamente, nas suas próprias ações. Cobrou dos parlamentares “prazo certo e fato determinado”, o que ele sempre ignora em seus atos. Citou “abusos” e acusou a comissão de vazar informações sigilosas, assim como fez a ministra Cármen Lúcia, que salientou “a necessidade de contenção e respeito integral à legislação”… Pelo jeito, apenas o Supremo não precisa de contenção e de respeitar as leis, mesmo a Constituição, da qual deveria ser o guardião.
O ímpeto de investigação no STF se restringe a André Mendonça e Luiz Fux. Investigação séria, não sobre o que não existe, o que não se sustenta. O que está claro é que não há espaço para a lei, para que se estabeleça justiça dentro do Supremo Tribunal Federal. A mais alta corte do país está tomada por ministros fora-da-lei. A verdade sempre incomoda os poderosos. E esses “reis” estão nus, mais expostos do que nunca. Passar o país a limpo só será possível sem esses magistrados. Eles não fazem justiça, fazem politicagem. Não é o país que precisa ser recivilizado, como disse o ex-presidente do Supremo Luís Roberto Barroso, é o próprio STF… Ou o Brasil não terá a menor chance de dar certo. Ou, como disse Lula, “seremos um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luis-ernesto-lacombe/stf-cpmi-inss-hipocrisia/#cxrecs_s

Usaram até Ray-Ban com câmera para burlar sigilo de documentos da PF sobre Vorcaro

“Isso é errado, isso não se faz”. Essas foram as palavras mais leves do ministro do STF André Mendonça sobre parlamentares e assessores da CPMI do INSS que tiveram acesso à sala-cofre da comissão, em seu discurso na sessão plenária da corte do último dia 26, ao defender seu voto vencido pela prorrogação da CPMI.
Conforme revelou a Coluna em 1ª mão, Mendonça lacrou a sala e proibiu acesso de qualquer um – de senadores a asseclas – porque descobriu que alguns deles usaram os óculos Ray-Ban Meta Wayfarer 2ª geração (que custa R$ 4 mil na praça), com microcâmera, para filmar e fotografar imagens e vídeos dos documentos sigilosos do inquérito da Polícia Federal, em especial as do “banqueiro” Daniel Vorcaro.
O STF enterrou a CPMI dando direito ao silêncio em HC para mais de uma dezena de suspeitos investigados. Ficaram para trás, na gaveta, o relatório com mais de 200 pedidos de indiciamento e as vistas-cegas dos seus membros sobre os espiões tecnológicos: a polícia legislativa não recebeu uma solicitação sequer para investigar essa denúncia, vinda de um ministro da mais alta corte judiciária.
Mais dois políticos na mira da Justiça
A aproximação das eleições tem feito a Justiça acelerar julgamentos capazes de abater candidaturas de governadores. Outros dois correm risco: Gladson Cameli, do Acre, e Antonio Denarium, de Roraima – ambos do Progressistas. O STJ marcou para 15 de abril a retomada de julgamento de Cameli. Já Denarium está na mira do TSE, que poderá julgá-lo no próximo mês.
O barão das emendas
O já chamado entre portas de Barão de Emendas Pix na Câmara está na mira da Polícia Federal. O deputado Yury do Paredão (MDB-CE) recebeu R$ 18,5 milhões em recursos públicos via transferências especiais. O parlamentar foi citado em potenciais desvios de recursos que extrapolam a relação política formal com prefeituras cearenses.
Respeito à mulher no canteiro de obras
A personagem Engenheira Eugênia, do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, passou a integrar a apostila “Práticas de Alfabetização e de Matemática” para Educação de Jovens e Adultos (EJA), publicada em 2026. É utilizada uma história em quadrinhos que aborda assédio moral e machismo no trabalho, estimulando a reflexão e alerta sobre os crimes.
Novo diretor da Fenaclubes
A Federação Nacional de Clubes, a Fenaclubes, terá um novo diretor de Relações Institucionais em Brasília. Com trânsito suprapartidário entre o Congresso e ministérios, há mais de dois governos, o baiano Marcelo Sacramento, que já é diretor da entidade, assume a função em abril. Ex-comodoro do Yacht Club da Bahia, Sacramento vai bater ponto semanalmente em Brasília tratando pautas do setor.
Reciclagem
Pesquisa nacional com 2000 Nexus/Sindiplast, com 2.009 entrevistados, aponta que 75% dos brasileiros separam materiais recicláveis ou moram com alguém que separa. Na Geração Z (16 a 24 anos), 67% dizem separar o lixo. Para 46% deles, porém, o maior obstáculo é a falta de costume ou esquecimento. Na faixa dos 60 anos ou mais, 80% dizem reciclar o lixo em casa. Apenas 20% citam falta de costume como obstáculo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/mendonca-camera-sigilo-documentos-sobre-vorcaro/
Ex-noiva de Vorcaro rompe silêncio e manda recado direto: “EU NÃO SABIA”

A modelo, empresária e influenciadora Martha Graeff enviou nesta sexta-feira (27) sua primeira manifestação direta à imprensa desde que vazaram conversas íntimas dela com o ex-noivo, o banqueiro Daniel Vorcaro (veja íntegra abaixo). Martha afirmou inocência e desconhecimento dos negócios supostamente ilícitos de Vorcaro.
Esta é a segunda manifestação da modelo, que, em nota enviada à imprensa no dia 10 de março, negou, por meio de seu advogado, envolvimento nas atividades profissionais ou financeiras de Vorcaro. Ela ainda disse que processará quem participou do vazamento de mensagens relacionadas a ela, mas até o momento não há notícia de processo concretizado.
Na nota desta sexta, ela volta a se queixar do vazamento de suas conversas íntimas após a quebra de sigilo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o escândalo do INSS. O decano do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou o vazamento, chamando o caso de “barbárie” e dizendo que as notícias dos detalhes da intimidade do casal foram conhecidos “para festejo geral”.
Martha Graeff mora oficialmente nos EUA, mas foi convocada para comparecer ao Congresso Nacional em duas comissões. Não se sabe onde ela está neste momento e sua mensagem não dá nenhuma pista sobre sua localização.
Confira na íntegra a nota:
“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país — e não apenas em julgar e punir injustamente — esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida — e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa — e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi a distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.
Martha Graeff, em 27 de março de 2026”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/ex-noiva-de-vorcaro-rompe-silencio-e-manda-recado-direto-eu-nao-sabia/
Reitor do IFRN é vaiado após elogiar Lula em formatura

O reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), José Arnóbio de Araújo Filho, foi vaiado na noite deste sábado (28) durante uma cerimônia de formatura no campus da Zona Norte de Natal, após citar e elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso.
A reação partiu de parte do público presente na cerimônia – formado principalmente por pais e familiares dos formandos – que respondeu com vaias quando Lula foi mencionado. Alguns convidados também deixaram o local.
Durante a fala, o reitor fez referências diretas aos governos petistas e destacou políticas públicas associadas à gestão de Lula. Ao mencionar a expansão dos institutos federais sob Lula, afirmou que ela representou “uma inflexão histórica” e que “não foi caridade. Foi justiça social”.
O discurso também incluiu afirmações de caráter político. “Não existe educação neutra. Como nos ensinou Paulo Freire, a educação é um ato político”, declarou. Em outro momento, disse que cada estudante formado é “um ato de resistência” e que defender a educação pública é enfrentar “o sucateamento e a privatização”. A fala trouxe ainda referências a autores como Paulo Freire, Bertolt Brecht e Rubem Alves, além da citação bíblica “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
Após o episódio, o reitor se manifestou nas redes sociais. Em publicação, afirmou ter sido “atacado por quem não consegue ouvir as verdades e vive no mundo das mentiras”. Segundo ele, a interrupção da energia no local ocorreu de forma intencional para impedir sua fala. Ele também afirmou que uma pessoa apontou o dedo em sua direção e agradeceu manifestações de apoio.
O posicionamento político do reitor em favor da esquerda e de Lula já havia sido exposto anteriormente. Em publicação feita no início do mês de março, ele próprio se declarou “de esquerda” e defensor do governo Lula. “Sou de esquerda, sou progressista”, escreveu, ao justificar apoio às políticas do atual presidente e criticar gestões anteriores. Na mesma postagem, o reitor chamou de “zumbis” os beneficiários de políticas que não apoiam a esquerda.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/reitor-do-ifrn-e-vaiado-apos-elogiar-lula-em-formatura/
Morre na Argentina José Éder Lisboa, oitavo condenado pelo 8/1 a perder a vida

A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) informou, na noite de sexta-feira (27), a morte de José Éder Lisboa, de 64 anos, apontado pela entidade como o oitavo condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023 a falecer desde os episódios que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo a associação, Lisboa morreu após complicações decorrentes da Síndrome de Guillain-Barré, diagnosticada no fim do ano passado. Ele estava internado em um hospital municipal na Argentina, país para onde se mudou em 2024.
Antes de exilar-se na Argentina, Lisboa vivia em São Carlos (SP), com a esposa e uma filha, e trabalhava como adestrador de animais.
Ele foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de cometer cinco crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Lisboa era considerado foragido da Justiça brasileira.
À Gazeta do Povo, a advogada da Asfav, Carol Siebra, contestou a condenação. Segundo ela, Lisboa não participou de atos de depredação. “A ANTT apresentou um relatório indicando que ele era passageiro de um ônibus para Brasília, mas ele nunca esteve nesse ônibus. Tentamos perícia na lista e a correção da informação, mas isso foi ignorado”, afirmou.
Com a morte de Lisboa, a entidade inclui seu nome em uma lista que já reúne outros sete condenados falecidos: Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão; Éder Parecido Jacinto; Kleber de Freitas; Antônio Marques da Silva; Giovani Carlos dos Santos; Jony Figueiredo da Silva; e José Fernando Honorato de Azevedo.
A Asfav critica as penas aplicadas pelo STF, que considera excessivas e em desacordo com o devido processo legal. Para a advogada Carol Siebra, o número de mortes entre os condenados “mostra a urgência de devolver a essas famílias a dignidade”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/morre-jose-eder-lisboa-condenado-8-de-janeiro-argentina/#cxrecs_s
Partidos usam ‘janela da infidelidade’ para aumentar fatia nos R$5 bilhões do fundão eleitoral

A janela de infidelidade partidária, aberta até 3 de abril, é fundamental na divisão dos R$5 bilhões do fundão eleitoral, este ano. Todos os partidos lutam para filiar membros, especialmente deputados federais, já que a partilha leva em conta o tamanho das bancadas e quantidade de votos de 2022, mas inclui “retotalizações até 1º de junho de 2026”, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O destino de 83% (R$4,15 bilhões) do fundão depende do tamanho (e votos obtidos) das bancadas na Câmara.
O resto
Só 2% (R$100 milhões) do fundão é dividido igualitariamente entre os 30 partidos cadastrados no TSE; e 15% dependem da bancada no Senado.
Um ajuda
Recém-criado, o Missão levaria R$3,3 milhões (1/30 de 2%), assim como outros nanicos, mas filiou o deputado Kim Kataguiri (SP). Ganhará mais.
Médio é gigante
PP, MDB, PSD, partidos que mais lutam para filiar deputados, devem ganhar entre 8% e 9% do fundão cada; mais de R$400 milhões.
Cresceu
O PL iniciou a legislatura, em 2023, com 99 deputados. Deve encerrar esta janela com 105 (ou mais) deputados. A parcela do fundão crescerá.
Paraná Pesquisas: Flávio (45,2%) ultrapassa Lula (44,1%) em 2º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em vantagem numérica contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (30), o parlamentar registra 45,2% das intenções de voto, enquanto o atual mandatário soma 44,1%.
A diferença de 1,1 ponto percentual entre os dois candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos para mais ou para menos. No levantamento, os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos representam 6,4% do total. Outros 4,3% não souberam responder ou não opinaram.
O estudo também avaliou cenários de primeiro turno. Em uma das simulações, Lula lidera numericamente com 41,3%, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 37,8%. Em um cenário alternativo, que inclui outros nomes como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o atual presidente mantém a dianteira numérica.
Além das intenções de voto, o instituto consultou a opinião dos eleitores sobre a possibilidade de reeleição. De acordo com os dados, 53,3% dos entrevistados acreditam que o presidente Lula não merece ser reeleito, enquanto 42,9% defendem um novo mandato para o petista. A aprovação da gestão federal também foi medida: 45,6% aprovam o governo, enquanto 50,7% desaprovam.
A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 162 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de março de 2026. O levantamento possui um nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07974/2026.
Lula é reprovado por 52% dos eleitores brasileiros

O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira (30) um levantamento onde mostra que 52,0% dos eleitores brasileiros reprovam o presidente Lula (PT). Outros 44,6% aprovam o trabalho do petista.
Apenas 3,4% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
Aprovação de Lula
- Reprovam: 52,0%
- Aprovam: 44,6%
- Não sabem/não responderam: 3,4%
Em outro questionamento, a avaliação da administração de Lula (PT) foi consultada. 45,2% consideram a gestão ruim ou péssima; outros 31,7% consideram ótima ou boa.
Avaliação do governo Lula
- Péssima: 37,0%
- Ruim: 8,2%
- Regular: 21,6%
- Ótima: 14,8%
- Boa: 16,9%
A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores, entre os dias 25 e 28 de março, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00873/2026.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lula-e-reprovado-por-520-dos-eleitores-brasileiros
Tarcísio supera Haddad com 10,3 pontos de vantagem em 2º turno

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), registra 10,3 pontos percentuais de vantagem sobre o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), no cenário de 2º turno da pesquisa AtlasIntel/Estadão, divulgada nesta segunda-feira (30). O pré-candidato à reeleição pontuou 53,5% das intenções de votos, enquanto Haddad recebeu 43,2% da preferência do eleitor paulista.
No cenário 1 estimulado de 1º turno, Tarcísio recebeu 49,1% das indicações de votos, seguido pelos 42,6% de Haddad, que tem o apoio do presidente Lula (PT). Em terceiro vem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), com 5%, e o quarto colocado é Paulo Serra (PSDB), com 1,2%.
Nas simulações de 1º e de 2º turno, a pesquisa AtlasIntel/Estadão ainda registrou duelos do governador contra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), além de Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Diante destes adversários, a vantagem de Tarcísio é menor contra Alckmin (8,6 pontos) e Tebet (8,5), e se amplia contra França (18,3).
A pesquisa AtlasIntel/Estadão foi feita com 2.254 eleitores de São Paulo, entre os dias 24 e 27 de março, pelo método de recrutamento digital aleatório. A margem de erro e de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob protocolos SP-00899/2026 e BR-01079/2026.
Veja os números:





Be the first to comment on "Um Supremo suspeito e que não se olha no espelho"