TSE terá de julgar desfile do carnaval que pode deixar Lula inelegível

O presidente Lula no Sambódromo, durante o desfile da Acadêmicos de Niterói (Foto: Antonio Lacerda / EFE)

A homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói a Lula no último dia 15, levada à avenida Marquês de Sapucaí em pleno ano eleitoral, colocou o TSE diante de um teste de coerência que pode impactar o cenário político de 2026. O desfile de quase 80 minutos transformou a avenida em grande palco de exaltação à trajetória do presidente e despertou questionamentos.

Embora o Palácio do Planalto, o PT e a escola sustentem que se tratou apenas de celebração cultural, críticos veem no episódio elementos que caracterizam propaganda eleitoral antecipada. A discussão que se abre remete inevitavelmente aos precedentes recentes da própria Corte, como as ações que levaram à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O TSE consolidou entendimento de que não é necessário pedido explícito de voto para configurar abuso de poder político ou uso indevido dos meios de comunicação. Basta que haja desequilíbrio na disputa ou uso da máquina pública capaz de influenciar o eleitorado. Esse parâmetro elevou o grau de rigor da Justiça Eleitoral nos últimos anos e ampliou o alcance das punições.

A interpretação predominante passou a considerar o contexto e o potencial de impacto político das ações, mesmo quando disfarçadas de eventos institucionais ou manifestações culturais. É essa jurisprudência que agora coloca o TSE sob pressão. Se ignorá-la, a Corte corre risco, segundo críticos, de adotar pesos e medidas diferentes conforme o personagem envolvido.

Acadêmicos de Niterói acabou rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no carnaval do Rio. A agremiação terminou a apuração na última colocação, somando 264,6 pontos. Depois da confirmação da queda, a escola publicou nas redes sociais uma imagem do desfile acompanhada de uma mensagem direcionada à comunidade. “A arte não é para covardes. Comunidade, vocês foram gigantes. Quanto vale entrar para a história?”, afirmou a agremiação na postagem.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/juristas-questionam-direito-de-lula-de-concorrer-a-uma-segunda-reeleicao/

Os que se omitem diante dos abusos do STF serão as figuras minúsculas da República

O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, analisa os últimos desdobramentos do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. No carnaval, foi deflagrada uma operação policial contra quatro auditores da Receita Federal, em um processo que investiga o acesso e o vazamento de dados fiscais de ministros do STF e seus familiares. E, na última sexta-feira, o presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, teve de prestar depoimento à PF – na condição de investigado, e não como testemunha – após ter dito que é “menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”. São abusos evidentes, que pedem resposta firme de toda a sociedade, mas especialmente do Congresso, que tem a atribuição constitucional de ser o contrapeso do Supremo. Os omissos entrarão para a história como as figuras minúsculas de nossos tempos. Assista ao vídeo com a Opinião da Gazeta.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/figuras-minusculas-da-republica-omissao-abusos-stf/

Alexandre Garcia

Política externa de Lula erra de novo após ataque ao Irã

Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Cada vez que ocorre um grande evento internacional, a política externa brasileira, comandada por Lula, escolhe o lado errado. É impressionante. Dá saudade dos tempos em que a política externa era uma política de Estado, e não de governo — um verdadeiro pragmatismo responsável.

Agora, Lula prestou um péssimo serviço de informação. Perdão, mas dois dias antes do ataque ele não tinha sequer um indício do que estava por acontecer. Tanto que declarou, em Minas Gerais — se não me engano —: “É, agora o Trump está ameaçando o Irã. É preciso dar um paradeiro nisso”. Só que o Trump já vinha se movimentando, e a mobilização logística indicava claramente o que estava por vir. No entanto, Lula parecia não ter informação alguma.

Então ocorre o ataque: morre o aiatolá, é morto o ex-presidente amigo de Lula, Ahmadinejad, e o Itamaraty divulga uma nota condenando a ação, afirmando que a situação deveria ser resolvida por meio de negociações. Negociar com terroristas? Creio que nem uma criança de jardim de infância teria essa percepção. Com terrorista, primeiro se combate; só depois, se ele quiser, é que se negocia. Caso contrário, não há negociação possível.

Novo comando na Guarda Revolucionária

Vejam quem assumiu após a morte do chefe da Guarda Revolucionária: o número dois, Vahidi. Eu o conheço, pois cobri Buenos Aires por muito tempo. Em 1994, ele chefiou o grupo responsável por colocar 300 quilos de explosivos na AMIA — a Associação Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires. O atentado matou 80 pessoas e feriu cerca de 300. Ele foi condenado e é atualmente procurado pela Justiça argentina. Agora é o chefe da Guarda Revolucionária. O governo americano eliminou 48 lideranças, mas ainda há outras.

Navios iranianos no Brasil

E há ainda a amizade do governo brasileiro com o regime iraniano. Dois navios — não sei se fragatas — que o governo americano classifica como embarcações ligadas ao terrorismo aportaram no Rio de Janeiro. Quando soube da visita, o governo americano pediu que o Brasil não autorizasse a atracação. Ainda assim, o governo brasileiro permitiu: “Fiquem à vontade. Carreguem ou descarreguem”. Ninguém sabe o que foi carregado ou descarregado. Eis a natureza dessa amizade.

Regime iraniano e comparação histórica


Trata-se de um ataque que vem sendo apresentado como cirúrgico, com o objetivo de livrar o povo iraniano da opressão e permitir que a própria população decida se deseja, por exemplo, um retorno ao regime monárquico. Há, inclusive, um herdeiro na linha sucessória, filho de Reza Pahlavi. Ele é filho de Farah Diba, que foi esposa do xá. Soraya — que acabou dando nome a muitas brasileiras — foi extremamente popular no mundo e, se não me engano, depois viveu no Egito.


Na época do xá da Pérsia, o Irã era considerado um país alinhado ao Ocidente. Com a ascensão dos aiatolás, a situação mudou radicalmente. As mulheres passaram a ser tratadas como inferiores, reduzidas a uma condição de submissão extrema. A lógica do regime teocrático é a de que a mulher existe apenas para servir ao homem. Não podia sequer mostrar o rosto. Diante disso, chama atenção o silêncio de setores feministas no Brasil, em vez de celebrarem a eventual queda de um regime teocrático como esse — caso, de fato, venha a cair.


Hoje eu comentava com um amigo beneditino: as únicas teocracias existentes são a Santa Sé — que é uma teocracia com características próprias e organização institucional singular — e o Irã, que enfrenta agora um momento de profunda instabilidade.

Bolsonaro, bilhetes e articulações políticas


Quero mencionar também que vi Flávio Bolsonaro usando colete à prova de balas — numa clara tentativa de evitar um novo caso como o de Adélio Bispo. O episódio envolvendo seu pai até hoje não foi totalmente esclarecido.
No palanque estava também Bia Kicis, que é candidata ao Senado por Brasília, ao lado de Michelle Bolsonaro.


Mas o que me chamou atenção foram os bilhetes enviados por Jair Bolsonaro da prisão. Em um deles, recomenda apoio a Marcos Pollon para o Senado em Mato Grosso do Sul. Em outro, lamenta fofocas entre bolsonaristas e integrantes da direita, além de defender Michelle. Ela estaria dedicada aos cuidados com a filha do casal, Laura, hoje com 15 anos, que já passou por duas cirurgias no nariz — a última com duração de cinco horas. É compreensível, portanto, que esteja bastante envolvida com essa situação familiar.

Críticas ao Supremo: a decisão de Gilmar Mendes


Por fim, é preciso lembrar a controvérsia envolvendo Gilmar Mendes. Ele interveio em um processo que estava sob relatoria de André Mendonça, considerado o juiz natural do caso Master. A decisão resultou na suspensão de medida aprovada pelo Poder Legislativo — representante direto da soberania popular — que determinava a abertura do sigilo dos irmãos de Dias Toffoli e de empresa a eles vinculada.


O processo já estava praticamente encerrado desde o período da pandemia. No entanto, foi retomado e, a partir dele, concedeu-se um habeas corpus em mandado de segurança para impedir a quebra de sigilo. Em síntese, decidiu-se que não poderia haver abertura do sigilo bancário de Mari Dias Toffoli — também referida como Mari DT ou Marília Dias.


Trata-se de uma decisão que gerou fortes críticas, sob o argumento de que representaria uma intervenção atípica no trâmite regular do processo e uma tensão entre Poderes.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/politica-externa-de-lula-erra-de-novo-apos-ataque-ao-ira/

Guilherme Macalossi

Quieto, Flávio Bolsonaro ganha força

Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). (Foto: Fotomontagem Gazeta do Povo (Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado))

Muito antes de ser tomado como um nome competitivo para disputar as eleições presidenciais com Lula, Flávio Bolsonaro era uma escolha pragmática em nome da hegemonia no campo da direita e do chamado “conservadorismo”. Ganhar de Lula era objetivo secundário. O inicial era enfraquecer ou mesmo acabar de vez com a pretensão de alternativas que buscavam absorver ou tomar parte do espólio político do ex-presidente.

E nesse contexto, além dos governadores oposicionistas, que ainda buscam se articular (cada vez com menos espaço), surgiu até mesmo Michelle Bolsonaro. Preso e inelegível, Jair fez o movimento derradeiro para estancar tudo e marcar tais fotos com o emblema da própria família.

Enquanto Lula se enfraquece, Flávio ganha força. Joga parado, fazendo declarações muito pontuais e, acima de tudo, evitando polêmicas que possam tirar o foco do governo, que enfrenta esses e outros problemas de ordem política

A unção de Flávio, com direito a humilhação pública de Tarcísio de Freitas, foi um movimento eleitoral reivindicatório, engolido com lágrimas e engasgos pelos integrantes do “bolsonarismo sem Bolsonaro” (um quadrado redondo ideológico), e de certo financismo liberalóide da Avenida Faria Lima. Flávio, afinal, nunca fora percebido (e talvez nunca venha a ser), como o candidato ideal para estes. Mas tem os votos do pai. E, na política, manda quem tem capital eleitoral.

Como se poderia supor, Flávio rapidamente absorveu todos os votos do bolsonarismo, ainda que nem de longe seja o Bolsonaro favorito desses eleitores. Foi, entretanto, o que sobrou. E, por essa percepção, melhor ele que os demais. Além do nome com capilaridade social, é, na família, como escrevi anteriormente, o “mais arejado, aquele com trânsito congressual e o que se vacinou contra a Covid-19”. É o Bolsonaro com sabor de moderado. E assim pode ser percebido por aqueles que ainda se encontram indecisos numa disputa cada vez mais condicionada ao plebiscito.

Lula ainda conserva favoritismo. Até por deter a máquina administrativa. Mas vem se enfraquecendo. Colecionou uma série de dificuldades nas últimas semanas. A começar com o caso Master. Mesmo o banco de Daniel Vorcaro ter conexões políticas e institucionais para além de bolhas políticas, fato é que se tornou um escândalo vinculado a imagem do STF. E na cabeça de muitos, o STF e o governo são uma coisa só. O desgaste indireto também é desgaste. Some-se a isso o desastre publicitário e legal do desfile rebaixado da Acadêmicos de Niterói e a recente quebra de sigilo fiscal e telefônico de Lulinha na investigação no caso dos descontos ilegais do INSS, e teremos as condições perfeitas para uma crise de popularidade.

Enquanto Lula se enfraquece, Flávio ganha força. Joga parado, fazendo declarações muito pontuais e, acima de tudo, evitando polêmicas que possam tirar o foco do governo, que enfrenta esses e outros problemas de ordem política. O candidato que nasceu forçado e azarão vai ganhando corpo e musculatura suficientes para reclamar a cadeira que outrora foi ocupada pelo pai.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/guilherme-macalossi/quieto-flavio-bolsonaro-ganha-forca/

“Acorda Brasil” leva multidões às ruas, amplia pressão contra STF e une direita em torno de Flávio Bolsonaro

Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista durante ato do “Acorda Brasil”, com críticas ao STF e defesa da anistia aos condenados de 8 de janeiro (Foto: EFE/ Isaac Fontana)

Manifestações do movimento “Acorda Brasil” reuniram milhares de pessoas neste domingo (1º), em ao menos oito capitais, com pautas que incluíram a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria e críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, principal palco do ato, lideranças da direita transformaram a mobilização em demonstração de força política e reforçaram o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal referência do campo conservador para 2026.

Na Avenida Paulista, a concentração começou pouco antes do meio-dia e se consolidou, ao longo da tarde, como o centro simbólico e político das manifestações pelo país. O caminhão de som “Avassalador” reuniu governadores, parlamentares e dirigentes partidários, em um palco que evidenciou a tentativa de unificação da direita em torno de uma agenda comum — anistia, críticas ao STF e oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de Flávio, discursaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador do ato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) também participaram do evento, reforçando o caráter político da mobilização.

A presença simultânea de pré-candidatos ao Palácio do Planalto no mesmo palanque foi tratada como sinal de convergência estratégica. Caiado afirmou que, caso eleito, seu “primeiro ato” será conceder anistia plena aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Zema, sem citar nomes, declarou que “ninguém no Brasil é intocável”, em referência indireta a ministros do STF. Já Flávio adotou tom eleitoral ao projetar o retorno de Jair Bolsonaro ao Planalto em 2027.

“O silêncio não é mais uma opção. Nós estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil”, afirmou Flávio Bolsonaro. Em outro momento, dirigindo-se ao pai, acrescentou: “Em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”.

Impeachment e críticas aos ministros do STF dominaram os discursos

As críticas ao Supremo e a defesa do impeachment de ministros da Corte foram temas recorrentes nos discursos na Avenida Paulista. Do alto do trio elétrico, lideranças da direita concentraram críticas especialmente em decisões envolvendo os atos de 8 de janeiro e investigações contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Nikolas Ferreira, por exemplo, afirmou que o “destino” de Alexandre de Moraes não seria apenas o impeachment. “O destino final de Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino é cadeia”, declarou, sob gritos de “Fora, Moraes” puxados pela multidão. Em outro momento, reforçou: “O Brasil não tem medo de você”.

O parlamentar também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli e defendeu seu impedimento. “Nós estamos aqui também por ‘Fora, Toffoli’”, afirmou, questionando a atuação do magistrado na abertura do inquérito das fake news e mencionando suspeitas envolvendo o Banco Master.

Segundo ele, “se cair um, cai outro”, em referência à possibilidade de avanço simultâneo de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte. “Eu sei que há também uma vontade da esquerda de derrubar o Toffoli, porque eles podem estar brigados, mas eles podem estar achando que a gente vai derrubar um e vai parar. Se a gente derrubar um, cai Moraes, cai todo mundo”, completou.

O senador Flávio Bolsonaro também mencionou a possibilidade de impedimento de magistrados que, segundo ele, tenham extrapolado suas funções. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal”, afirmou.

Já o pastor Silas Malafaia classificou o inquérito das fake news como “imoral e ilegal” e chamou Moraes de “ditador da toga”. Ele ainda citou o ministro Dias Toffoli ao criticar supostos conflitos envolvendo contratos privados e defendeu que ambos “tinham que estar afastados do STF”.

“A mulher de Alexandre de Moraes tem um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master para fazer o quê? Nada. Sabe o que significa isso? Corrupção deslavada. Compra do poder de Alexandre de Moraes”, disse Malafaia.

O pastor afirmou ainda que Moraes, até agora, “não veio a público para dar satisfação dessa imoralidade” e disse que o STF está “desmoralizado” com o escândalo do Banco Master. “Ele [Moraes] foi comprado. Seu poder foi comprado. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tinham de estar afastados do STF. Não têm moral para julgar ninguém”, completou.

Manifestação busca união da direita em torno do nome de Flávio Bolsonaro

A mobilização na Avenida Paulista também serviu como vitrine para consolidar o senador Flávio Bolsonaro como principal nome da direita para a disputa presidencial de 2026. Este foi o primeiro ato desde que o parlamentar foi indicado por seu pai como nome do PL para a disputa presidencial.

Além de Flávio, outros dois presidenciáveis, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), participaram do encontro. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), exaltou o senador e o ex-presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que “o time está sendo montado” e que a direita entrará em campo “para ganhar de lavada”.

“O Flávio [Bolsonaro] está escalado, o time está sendo montado e agora a gente entra em jogo, para quê? Para ganhar de lavada e poder fazer uma grande vitória da verdadeira democracia, da liberdade, do avanço do Brasil e do combate à corrupção”, disse.

Em seu discurso, Flávio aproveitou para fazer um aceno a Malafaia. Ainda no ano passado, após a escolha do nome do senador por Jair Bolsonaro, o pastor chegou a declarar que a pré-candidatura era tudo o que Lula gostaria.

“Muitas vezes, as coisas não acontecem do jeito que a gente espera, mas eu acredito tanto que o que está acontecendo no Brasil é um projeto de Deus que eu quero mais uma vez pedir a sua ajuda e os seus conselhos. Você é um professor para todos nós. A sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil”, disse, antes de abraçá-lo.

O pré-candidato do PL ainda elogiou Caiado, potencial adversário caso o governador de Goiás viabilize a pré-candidatura dentro do PSD. “Caiado, é muita honra estar no mesmo palanque e defender os mesmos ideais que uma pessoa com a sua história. Isso prova que isso aqui não é ato eleitoral. Há aqui dois pré-candidatos juntos que não estão disputando o voto. Estamos pensando no que é melhor para o nosso país”, pontuou.

O governador de Goiás já havia feito um afago em Flávio quando discursou. Caiado disse que seus objetivos são os mesmos daqueles do senador, a quem se referiu como “amigo”. “Aquele que chegar lá (na Presidência), eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no dia 1º de janeiro de 2027”, reafirmou.

A anistia é uma prerrogativa do Congresso Nacional, enquanto ao presidente da República cabe a concessão de indulto individual ou coletivo, conforme previsto na Constituição.

Anistia vira eixo central dos atos, e mobilização se espalha por capitais

A defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro consolidou-se como a principal bandeira do movimento “Acorda Brasil” em todo o país. Além de Caiado, o tema foi repetido por praticamente todos os oradores, que apresentaram a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria como “primeiro passo” para a libertação de presos.

“Nós vamos derrubar o veto da dosimetria”, declarou Nikolas Ferreira, em meio a gritos de “Anistia já”. Para ele, a mobilização nas ruas é instrumento de pressão sobre o Congresso Nacional. “Nós não estamos aqui somente por eleições, estamos aqui por gerações”, completou.

Em Brasília, manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República ainda pela manhã. Parlamentares como os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Rogério Marinho (PL-RN), além da deputada Bia Kicis (PL-DF), discursaram em defesa do “perdão aos condenados” e contra o que classificaram como “arbitrariedades”. “Não vamos desistir até que haja justiça”, disse Marinho.

No Rio de Janeiro, o ato reuniu apoiadores em Copacabana. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) chamou a cidade de “berço do bolsonarismo” e puxou palavras de ordem como “Fora Lula, Moraes e Toffoli! Anistia já!”.

Em Belo Horizonte, Nikolas voltou a discursar ao lado do governador Romeu Zema, reforçando que “essa geração não vai se curvar”. Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre também registraram mobilizações, todas com a anistia como eixo comum das manifestações.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/acorda-brasil-leva-multidoes-as-ruas-amplia-pressao-contra-stf-e-une-direita-em-torno-de-flavio-bolsonaro/

STF já admite em conversas reservadas que haverá impeachment em 2027

Fachada do Supremo Tribunal Federal | Foto: Andressa Anholete / SCO / STF

Com o desgaste reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF), a conclusão dos seus ministros é que a situação “virou”, a Corte perdeu apoio da mídia tradicional e a indignação superou o medo, após o escândalo de envolvimento de dois dos ministros com o Banco Master. A maioria avalia, em conversas reservadas, que em 2027 processos de impeachment de ministros do STF serão “inevitáveis”, seja qual for o vencedor nas presidenciais e ainda que a direita não controle o Senado.

Pá-de-cal

Sentenças raivosas contra opositores de Lula desgastaram o STF, mas o Master, em avaliação interna, pode ter o significado de “pá-de-cal”.

Contenção

Para ministros, o impeachment será usado para contenção do STF, com apoio explícito de partidos de centro, de direita e de setores da esquerda.

Fim da letargia

A maioria via a imprensa “sob controle”, mas a letargia cessou após “autoritarismo estarrecedor” apontado pela Transparência Internacional.

Libertação

O caso Unafisco e ameaças de retaliação, avaliou um ministro à coluna, “deu o motivo que jornalistas esperavam para se libertar desse vínculo”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/stf-ja-admite-em-conversas-reservadas-que-havera-impeachment-em-2027

Trump promete visitar Teerã, Caracas e Havana livres até o fim do mandato

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – Foto: reprodução das redes sociais.

Grande personagem dos últimos dias no noticiário internacional, o presidente Donald Trump prometeu neste domingo (1º) que antes do término do seu mandato visitará “Teerã livre, uma Caracas Livre e uma Havana livre, referindo-se à capitais de três países cujas tiranias estão na mira do governo dos Estados Unidos. Em discurso transmitido em suas redes sociais, ele avisou que as ações militares contra a ditadura iraniana irão continuar até que todos os objetivos militares sejam atingidos.

Em transmissão pelas redes sociais, Trump discursou durante cerca de seis minutos, quando prometeu que os três militares norte-americanos serão vingados e recomendou que os militares do Irã, principalmente da Guarda Revolucionária, deponham as armas.

Trump fez um apelo: “Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa.”

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/ttc-internacional/trump-pede-que-militares-do-ira-deponham-armas-ou-podem-morrer

Flávio usou colete à prova de balas em ato na Paulista

Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, usando colete à prova de balas em ato na Paulista. (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Acervo Pessoal).

O senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou na tarde deste domingo (1) do ato “Acorda Brasil!”, na Avenida Paulista, em São Paulo, utilizando colete à prova de balas.

A decisão de usar o equipamento de proteção seguiu orientação de sua equipe de segurança, atualmente comandada pela Polícia Legislativa do Senado.

Flávio Bolsonaro permaneceu em cima do trio elétrico durante quase toda a manifestação, acompanhado de apoiadores e mantendo contato com o público presente.

O uso de colete à prova de balas por políticos em eventos públicos não é comum, mas tem sido adotado em situações em que a integridade física do parlamentar pode estar em risco.

Em 2018, então candidato ao Planalto, Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, foi alvo de uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/flavio-usou-colete-a-prova-de-balas-em-ato-na-paulista

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