Paulo Figueiredo: “Flávio consegue votos que não eram simpáticos ao Jair Bolsonaro”

Entrelinhas
(Foto: YouTube Gazeta do Povo)

O comentarista político Paulo Figueiredo afirmou, em primeira mão, ao programa Sem Rodeios e à coluna Entrelinhas, que análises internas indicam que Flávio Bolsonaro pode atingir outros públicos, além do eleitorado bolsonarista. “O que eu quero dizer com isso? Que o Flávio está conseguindo votos de eleitores que não eram simpáticos ao Jair. E isso é absolutamente avassalador”, completou. Segundo ele, essa ampliação de base é essencial para uma possível vitória presidencial.

O plano de governo de Flávio


Sobre o projeto de governo de Flávio, Figueiredo afirmou que discussões já estão em andamento e que a área econômica conta com nomes “de topo de linha”. “O mercado vai ficar muito feliz com as escolhas do Flávio nessa direção”, garantiu.
Ele prevê “dois grandes choques, talvez três” em um eventual governo Flávio:
“O primeiro é um choque de liberdade: liberdade de expressão, liberdade de manifestação política e liberdade econômica”, declarou.
A segunda área seria a segurança pública. “Nós teremos um governo que vai tratar a segurança pública de uma forma que eu acho que ainda não aconteceu no Brasil”, disse. Ele citou como referência experiências internacionais, mencionando visita a El Salvador, mas ponderou que não seria possível replicar integralmente o modelo.
O terceiro eixo seria o ajuste fiscal. “As contas públicas precisam ser organizadas. Não é só o valor gasto, é a postura em relação ao dinheiro público que precisa mudar”, apontou.

Questionado sobre sua atuação como conselheiro informal, Figueiredo afirmou não integrar oficialmente a campanha. “Eu não tenho nenhum papel e não pretendo ter nenhum papel dentro da campanha do Flávio Bolsonaro. Sou amigo da família há muitos anos. Isso me dá tranquilidade para opinar de forma desinteressada”, explicou. Figueiredo afirmou que seu “único interesse” é que o país recupere níveis de liberdade que, segundo ele, foram perdidos em 2019.


Postura moderada e risco jurídico


Figueiredo também comentou a estratégia de Flávio em relação ao Supremo Tribunal Federal. Embora tenha assinado pedidos de impeachment de ministros e participado de articulações, o senador precisa estar atento a tentativas de o tirarem do jogo, de acordo com o jornalista. “O maior risco hoje é o sistema partir para cima do Flávio com força total. A gente sabe que não vive num regime democrático normal”, lembrou. Segundo ele, há receio de que qualquer movimento seja interpretado como campanha antecipada ou sirva de base para ações de inelegibilidade.
Ainda assim, defendeu que o senador não pode se omitir. “Hoje o Flávio é oficialmente o nome da direita. E o principal assunto para o povo brasileiro é o impeachment de ministros do STF”, reforçou.

Agenda internacional e articulação conservadora

O comentarista defendeu as viagens internacionais de Flávio Bolsonaro, que participou recentemente de eventos promovidos pela organização americana PragerU. Figueiredo argumentou que a direita brasileira precisa fortalecer alianças internacionais, a exemplo do que, segundo ele, já faria a esquerda global. Ele citou ainda o papel da USAID e de redes como a International Fact-Checking Network no debate político internacional.

Na avaliação de Paulo Figueiredo, a construção de uma rede externa de apoio é estratégica para o campo conservador brasileiro, sobretudo diante das disputas eleitorais futuras. “As pessoas precisam entender que hoje não se disputa a Presidência do Brasil apenas dentro do território nacional”, declarou.

Sistema em colapso

Durante a entrevista, o comentarista político ainda afirmou que o Brasil vive um momento de “autofagia do sistema”, com conflitos internos que, segundo ele, colocam ministros do STF e lideranças políticas no centro de uma crise institucional. Segundo Figueiredo, Lula mantém uma antiga insatisfação com Dias Toffoli, indicado ao STF em 2009. O jornalista sustenta que o presidente esperava lealdade política do ministro, o que, em sua avaliação, não teria se concretizado ao longo dos anos. Ele relembrou episódios envolvendo decisões judiciais que afetaram o petista durante o período em que esteve preso, afirmando que isso teria acirrado tensões pessoais e políticas. “É muito relevante isso que está acontecendo. O que a gente está vendo é uma espécie de autofagia do sistema”, observou.

Figueiredo também apontou que Lula buscaria hoje consolidar apoio na Corte por meio de aliados, citando o advogado-geral da União, Jorge Messias, como possível indicação futura ao STF. Na avaliação do comentarista, a eventual saída de Toffoli poderia ter impactos políticos mais amplos, inclusive no Senado, envolvendo nomes como Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre, em meio a negociações por indicações à Corte.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/flavio-ja-supera-jair-bolsonaro-em-varias-regioes-diz-paulo-figueiredo/

Com ajuda dos EUA, Colômbia prende um dos “chefões” do Tren de Aragua

A Polícia Nacional da Colômbia prendeu Jorge Luis Páez Cordero, vulgo “Cucaracho”, identificado como o líder internacional da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua (Foto: Divulgação/Polícia Nacional da Colômbia (Gaulla))

As autoridades da Colômbia anunciaram a prisão de um dos líderes da gangue transnacional Tren de Aragua, associado próximo de Niño Guerrero, líder internacional dessa organização criminosa originária da Venezuela e com atuação em outros países.

A captura de Jorge Luis Páez Cordero, conhecido como “Cucaracho”, ocorreu após uma operação com envolvimento da Administração de Repressão às Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês).

“Em Santa Marta, a polícia prendeu o vulgo ‘Cucaracho’, um chefão do narcotráfico e associado de confiança de Niño Guerrero”, disse o diretor da Polícia Nacional colombiana, o general William Rincón, em entrevista à televisão colombiana, onde confirmou que o detido era alvo de um alerta vermelho da Interpol.

Segundo o general, Cucaracho é acusado de “coordenar o envio de toneladas de cocaína da Colômbia e da Venezuela para a América Central, os EUA e a Europa, além de financiar organizações criminosas ligadas ao terrorismo e ao tráfico ilegal de armas”.

As autoridades possuem informações confiáveis que ligam o criminoso à extorsão e ao sequestro de comerciantes no Caribe e o acusam de facilitar operações de lavagem de dinheiro para fortalecer as finanças ilícitas da gangue transnacional.

“Sua captura impacta diretamente as finanças, a logística e a capacidade criminosa do Tren de Aragua. Reafirmamos que a Colômbia não será um refúgio para aqueles que cometem crimes além de nossas fronteiras”, acrescentou Rincón.

Segundo as investigações, Cucaracho foi designado por Niño Guerrero como o principal líder do narcotráfico na América do Sul, com epicentro na Colômbia.

Prisão de narcotraficante ocorre após pressão dos EUA

Em janeiro do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, designou o Tren de Aragua, juntamente com os cartéis mexicanos e a gangue salvadorenha MS-13, como organizações terroristas.

Na Colômbia, os líderes do Tren de Aragua solicitaram no ano passado que o governo do presidente Gustavo Petro os incluísse na chamada “paz total”, uma das principais políticas de sua administração focada na negociação com vários grupos criminosos e gangues no país.

No entanto, o então Ministro da Justiça, Eduardo Montealegre, rejeitou o pedido, afirmando que não permitiria que organizações criminosas “desafiassem a justiça internacional para buscar impunidade por seus crimes”.

O presidente colombiano se encontrou no início do mês com o homólogo americano, Donald Trump, na Casa Branca, após meses de atrito entre os dois, principalmente devido à percepção do líder republicano de que a Colômbia faz pouco para combater o narcotráfico.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/em-meio-pressao-eua-um-dos-lideres-tren-de-aragua-preso-colombia/

Desaprovação a Lula alcança 51,5% e aprovação sofre queda acentuada, aponta AtlasIntel

Pesquisa AtlasIntel aponta queda de 2 pontos percentuais na aprovação de Lula, superando a margem de erro. (Foto: André Borges/EFE)

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 51,5% neste mês de acordo com uma nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta (25). O levantamento aponta um aumento dentro da margem de erro na comparação com o apurado no mês passado.

No entanto, a aprovação ao petista registrou uma queda acentuada de pouco mais de 2 pontos percentuais em apenas um mês:

  • Desaprovação: 51,5%, ante 50,7% em janeiro;
  • Aprovação: 46,6%, ante 48,7%;
  • Não sabe: 1,8%, ante 0,6%.

A AtlasIntel ouviu 4.986 pessoas nas cinco regiões do país entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07600/2026.

A desaprovação a Lula ainda é maior entre os homens, dos 16 aos 44 anos, com renda de até R$ 5 mil e moradores do Centro-Oeste e Sudeste do país.

No detalhamento dos quesitos, a classificação como ruim/péssimo também supera as demais:

  • Ruim/péssimo: 48,4%, ante 48,5% em janeiro;
  • Ótimo/bom: 42,7%, ante 47,1%;
  • Regular: 8.9%, ante 4,4%.

Nesta rodada da pesquisa, no entanto, a AtlasIntel não avaliou os motivos do aumento da desaprovação e queda da aprovação. Em levantamentos anteriores, o instituto mostrou aumento da preocupação da população principalmente com a segurança pública e a corrupção no governo.

O desempenho da economia também chegou a constar entre as atenções, mas com uma melhora no avanço ao longo do ano passado.

FONTE: DP https://www.gazetadopovo.com.br/republica/desaprovacao-lula-alcanca-51-aprovacao-sofre-queda-acentuada/

Com destino incerto, Toffoli vira peça de manobra na disputa de poder entre STF e Lula

Uma eventual saída do ministro Dias Toffoli abriria espaço para que Lula nomeasse à Corte um nome mais alinhado, no entanto, o movimento fragilizaria o Supremo. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se o centro de uma disputa de poder que envolve diretamente a Corte e o Palácio do Planalto. Uma eventual saída de Toffoli abriria espaço para que Lula nomeasse um substituto potencialmente mais alinhado aos interesses do governo, ao mesmo tempo que fragilizaria o Supremo e estimularia novas investidas contra a Corte.

O Senado desponta como um terceiro ator importante nesse tabuleiro de interesses políticos. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), vem retardando a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, em meio ao interesse de emplacar seu aliado e amigo pessoal, Rodrigo Pacheco (PSD‑MG), no STF. A abertura de uma nova cadeira, caso Toffoli deixasse o tribunal, permitiria que Lula acomodasse simultaneamente Messias e Pacheco, atendendo a todos os interessados.

A pressão sobre Toffoli intensificou-se após a Polícia Federal produzir um relatório de cerca de 200 páginas mencionando possíveis conexões entre o ministro e o empresário Daniel Vorcaro, principal figura do Banco Master. O documento foi entregue pessoalmente ao presidente do STF Edson Fachin pelo diretor‑geral da PF, Andrei Rodrigues, nome escolhido por Lula, o que ampliou a dimensão política do episódio dentro e fora da Corte.

A hipótese de que o Planalto poderia se beneficiar de uma possível saída de Toffoli ganhou ainda mais força após reportagem do Poder360 revelar bastidores da reunião que resultou no afastamento do ministro da relatoria no processo que investiga o Banco Master. Segundo o jornal, o ministro Cristiano Zanin teria afirmado que votaria a favor de Toffoli e estaria “contra os interesses do Palácio do Planalto”, reforçando leituras políticas sobre eventuais tensões entre governo e Corte.

Bastidores do STF revelam “interesse do Planalto” pela saída de relatoria de Toffoli

Se por um lado Lula poderia garantir aliados mais fiéis na composição do STF, por outro a ciência política mostra que a proximidade entre presidentes e seus indicados costuma diminuir com o tempo. Os ministros, uma vez no STF, tendem a desenvolver trajetória própria, independentemente de afinidades políticas iniciais. Tanto o suposto desconforto de Zanin com pressões do Planalto quanto o histórico de Toffoli ilustram esse padrão.

Embora tenha sido indicado por Lula em 2009, Toffoli tomou decisões que contrariaram interesses do governo e do próprio ex-presidente anos depois. Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 2019, quando Toffoli demorou para autorizar a saída de Lula, então preso em Curitiba, para comparecer ao velório de seu irmão Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá.

Para Ricardo de João Braga, doutor em Ciência Política pela UnB, o cálculo político em torno de uma eventual saída de Toffoli é complexo. “Não me parece que Lula tenha carinho por Toffoli. O ministro não está alinhado aos interesses do PT hoje e se posiciona muito mais de acordo com as forças internas do próprio Supremo. Olhando o valor de face, Lula aparentemente ganharia ao poder indicar mais um membro ao Supremo, caso Toffoli saísse”, afirma.

Katia Magalhães, advogada especialista em responsabilidade civil, acrescenta que a movimentação demonstraria um possível trabalho de Lula em prol da transparência na Corte e render alguns dividendos eleitorais. “A remoção de Toffoli e a retirada de apoio de Lula e da esquerda ao ministro poderia favorecê-los na corrida eleitoral de 2026. Lembrando que tivemos deputados psolistas e do partido Rede, há pouco tempo, pedindo suspensão de Toffoli no caso Master”, esclarece.

Especialistas apontam erosão institucional e disputa sem freios

Braga avalia que um possível impeachment de Toffoli quebraria o cenário de blindagem estabelecido pelo Judiciário. “Até hoje, ministros do STF são intocáveis. Não se investiga, não se pune, não se toca. Quem pode fazer isso é o Senado Federal através de um impeachment de ministro. Teoricamente, seria o sistema funcionando [caso o Senado agisse]”, aponta. Ele pondera, porém, que o comportamento político atual não oferece garantias de racionalidade institucional.

Sobre uma possível barganha envolvendo Alcolumbre, Braga é cético. “Não acredito que uma possível indicação de Rodrigo Pacheco acalmaria o Alcolumbre. Isso por uma razão simples: políticos têm apetite insaciável. Se o Alcolumbre não engoliu a indicação do Messias, eu não sei se outra vaga seria suficiente para apaziguar os ânimos”, complementa.

Ambos os especialistas concordam que o Brasil vive um processo contínuo de degradação institucional, no qual atores públicos — dos Três Poderes — priorizam disputas de poder em detrimento da autocontenção e do interesse coletivo. Nessa dinâmica, regimentos internos, normas fiscais e limites constitucionais tornam-se frequentemente objetos de flexibilização estratégica.

“Um possível impeachment abriria a porta para uma rotatividade de ministros que pode se transformar em algo perigoso, independente da qualidade que eles tenham ou não”, acrescenta Braga. Para Magalhães, apesar do risco, haveria um lado positivo no exercício do controle institucional pelo Senado. “Depois de tantos anos, começa-se a abrir, eu diria, uma janela de oportunidade para retomar a nossa liberdade, a democracia e o verdadeiro Estado de Direito”, conclui.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/toffoli-vira-peca-manobra-disputa-de-poder-stf-lula/

Alexandre Garcia

Depois de sete anos de silêncio, a mídia desperta para os exageros de Moraes

Alexandre de Moraes foi atrás de informações potencialmente sensíveis de outros ministros da Corte. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Estadão e a CNN divulgaram uma descoberta: Moraes não ficou apenas naqueles auditores fiscais com tornozeleira, sem passaporte, com sigilo quebrado e impedidos de entrar na repartição. Ele atingiu também mais um auditor e três funcionários da Receita, entre eles um vigilante, supostamente ligado a um dos auditores daquela primeira ofensiva. A Polícia Federal colocou tornozeleira eletrônica também no vigilante. Não sei se ele tem passaporte, mas tem direito de ter. Se tiver, não vai poder ir para a Disney agora. É, continua, continua.

Foi o estímulo após sete anos de hibernação da mídia, que tem entre seus deveres informar os fatos e denunciar os erros, não é?

Dionísio Cerqueira


A propósito, a Polícia Federal realizou ontem uma operação de busca e apreensão em Dionísio Cerqueira, no Paraná — nome, aliás, do autor do melhor livro sobre a Guerra do Paraguai, da qual ele participou. Lá em Dionísio Cerqueira, um sujeito teria desviado R$ 1 milhão da Caixa Econômica Federal. A notícia, segundo a agência oficial, diz que foi apreendido um carro de luxo dele. Ora, com R$ 1 milhão não dá para comprar um carro de luxo. Um modelo da Mercedes, por exemplo, o Maybach, custa no mínimo R$ 5 milhões. Um Rolls-Royce também — mesmo o mais básico — passa de R$ 5 milhões. Talvez um Bentley custe um pouco menos. Ou será que já não sabemos mais o que é carro de luxo? Um esportivo também é caríssimo: uma Ferrari, uma Maserati — esses carros italianos são absurdamente caros.


Mas, enfim, o sujeito desviou R$ 1 milhão. E sabe por que estou dizendo isso? Porque vivemos num país onde há quem desvie bilhões. Roubaram R$ 6 bilhões dos aposentados e pensionistas. Você tem ideia do que são R$ 6 bilhões? Eu explico: é quase quatro vezes o total do fundo partidário do ano passado — dinheiro que vocês pagaram, que nós pagamos. O PL foi o partido que mais recebeu, graças a Bolsonaro: R$ 192 milhões dos nossos impostos. O segundo foi o PT, com R$ 140 milhões, como publicou a Gazeta do Povo. O que menos recebeu, o Partido Verde, ainda assim levou quase R$ 12 milhões — o que dá cerca de R$ 1 milhão por mês para as despesas do partido.
Sempre achei, e continuo achando, que quem deve sustentar um partido político é o seu filiado. Quem gosta do partido é quem deve sustentá-lo. É uma associação de ideias. Quem compartilha dessas ideias e quer ver o partido no poder que o financie — não os impostos de todo mundo. O meu imposto está indo para um partido que eu não queria ver no governo. Isso é um desrespeito à vontade do cidadão, do pagador de impostos.

Maioridade penal


Tenho falado aqui sobre a redução da idade mínima, que está prevista na PEC da Segurança. Mendonça Filho, também conhecido como Mendoncinha, lá de Pernambuco, é o relator — um excelente parlamentar. O PT está reconhecendo, segundo o próprio líder do partido, que o melhor é empurrar com a barriga, porque, se votar agora, vai perder e, segundo eles, “vai prejudicar os meninos e meninas”. Mas que meninos e meninas? Assaltantes, homicidas, agressores? A partir dos 16 anos ainda são meninos e meninas?
Eu, com 16 ou 17 anos, chamava-os de rapazes e moças. Não vou usar o termo “rapariga”, como em Portugal, porque no Nordeste isso tem outra conotação. Mas, convenhamos: com 16 anos já se pode votar, escolher presidente e governador — qual é o problema, então? O PT reconhece que a maioria do povo brasileiro quer reduzir a idade penal para 16 anos. A Argentina está reduzindo para 14; a Suécia, para 13 (antes era 16). E aqui no Brasil, durante o Império e depois dele, já foi 14 por muito tempo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/depois-de-sete-anos-silencio-a-midia-desperta-para-os-exageros-de-moraes/

Rodrigo Constantino

Chantagem escancarada

Davi Alcolumbre e Hugo Motta resistem à instalação da CPMI do Banco Master enquanto articulam a análise do veto à dosimetria no Congresso (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Diz a manchete na Folha de SP: “Cúpula do Congresso sinaliza votar pena menor a Bolsonaro se pressão por CPI do Master esfriar”. O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, parece reconhecer a situação. Disse que não tem dúvidas de que Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira apoiarão a candidatura de Flávio Bolsonaro com empenho, pois se Flávio perder, Bolsonaro ficará preso por anos.

Ou seja, todos admitem que a prisão de Jair Bolsonaro foi um ato político, e que sua soltura depende de condições políticas. O recado da cúpula do Congresso é claro: lute contra a CPI do Banco Master que, quem sabe?, a prisão domiciliar pode ficar mais próxima da realidade. O nome disso, claro, é chantagem, da mais abjeta e escancarada possível.

Justamente por isso eu e alguns outros achávamos que Bolsonaro deveria ter saído do Brasil. Hoje ele é refém de bandidos, e sua liberdade é usada como moeda de troca para que a maior liderança da direita atue contra os principais interesses da nação.

Entender que estamos lidando com uma máfia que não mede esforços para atingir seus objetivos é fundamental para evitar tropeços comprometedores. É preciso adotar premissas realistas sobre quem é Moraes e o poder arbitrário que ele e seus cúmplices acumularam nos últimos anos

Sei que não era uma decisão fácil: se Bolsonaro permanecesse nos Estados Unidos, seria acusado de covarde, fujão e insensível diante da prisão dos inocentes do 8 de janeiro. Mas é importante mostrar o alto custo de sua escolha. Talvez ele tenha pensado que nunca chegaria a esse ponto, mas se foi isso, então foi muita ingenuidade. Não custa lembrar que Bolsonaro chegou a fazer piada durante seu julgamento, “convidando” Alexandre de Moraes para ser seu vice na chapa.

Talvez Bolsonaro tenha mesmo acreditado em certa blindagem garantida pelo centrão. Afinal, após chamar Moraes de canalha numa manifestação e afirmar que não seguiria mais decisões ilegais do Supremo, ele procurou Michel Temer para interceder e tentar acalmar as coisas com o ministro. Claro que deu tudo errado.

Entender que estamos lidando com uma máfia que não mede esforços para atingir seus objetivos é fundamental para evitar tropeços comprometedores. É preciso adotar premissas realistas sobre quem é Moraes e o poder arbitrário que ele e seus cúmplices acumularam nos últimos anos. Caso contrário, acaba-se como refém desse sistema podre, censurado, calado e tendo de trocar a independência por gestos conciliatórios em busca de um alívio na situação de preso político.

Derrubar o veto de Lula no PL de Dosimetria é crucial, pois temos ainda presos políticos no país. Mas alguns bolsonaristas querem transformar a pauta da manifestação do primeiro de março em “anistia” e nada mais, diluindo o chamado pelo “Fora Moraes” e o “Fora Toffoli”.

Alguns chegaram a articular uma “estratégia de xadrez 4D” de que só devemos pedir o impeachment dos ministros em 2027, “quando” Flávio for o presidente. Isso ignora o risco de ele perder e a janela de oportunidade óbvia que surgiu, quando a velha imprensa e até a OAB passaram a criticar o STF por seus abusos.

Claro que desejamos – na verdade exigimos – a soltura de Jair Bolsonaro e dos demais presos políticos. Mas justamente por conta desses abusos todos é que temos a obrigação de lutar, mais do que nunca, pelos impeachments de Moraes e Toffoli. Bolsonaro, infelizmente, perdeu a independência de análise ao ser refém dessa corja e estar sob evidente chantagem. Isso não impede, porém, que nós tenhamos a clareza do que o momento atual exige dos cidadãos: pressão total pela saída desses dois ministros corruptos e autoritários do STF. Fora Toffoli! Fora Moraes!

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/chantagem-escancarada/

Ex-ministro e filho deputado são alvos de operação da PF

Ex-ministro Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Coelho Filho – Foto: reprodução.

O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e seu filho, deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), são os principais alvos de operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (25) por ordem do ministro do STF Flávio Dino, para apurar desvios em emendas parlamentares e fraudes em licitações. Fernando pai foi ministro da Integração Nacional do governo de Fernando Henrique Cardoso e o filho foi ministro de Minas e Energia do governo de Michel Temer.

Na Operação Vassalos, que cumpre 42 mandados de busca em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal, os investigadores apontam a existência de uma organização formada por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos de emendas parlamentares. O grupo é suspeito de direcionar licitações para uma empresa e utilizava parte dos valores para pagar vantagens indevidas e ocultar patrimônio.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/ex-ministro-e-filho-deputado-sao-alvos-de-operacao-da-pf

Pesquisa aponta forte crescimento de Flávio, que já aparece à frente de Lula

Senador Flávio Bolsonaro, ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante manifestação pública – Foto: reprodução/redes sociais.

Pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), aponta o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ligeiramente à frente de Lula (PT) em um cenário de segundo turno. Flavio aparece com 46,3%, enquanto o petista tem 46,2%.

O levantamento também mostra a evolução ou involução das pré-candidaturas presidenciais, indicando forte crescimento de Flávio Bolsonaro, em simulação de segundo turno: em dezembro, o senador tinha 41% das intenções de voto, bem atrás de Lula, que somava 53%. Desde então houve uma queda vertiginosa do pré-candidato petista até os atuais 46,2%.

Também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem afirmado que é pré-candidato à reeleição, mas, em simulação de eventual candidatura presidencial, também já aparece à frente de Lula: ele tem 47,1% das intenções de voto, contra 45,9%.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/pesquisa-aponta-forte-crescimento-de-flavio-que-ja-aparece-a-frente-de-lula

Lula tentou, mas não enterrou Toffoli; agora terá de aguentar

Ministro do STF Dias Toffoli – Foto: Gustavo Moreno/STF.

Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-tentou-mas-nao-enterrou-toffoli-agora-tera-de-aguentar

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