
Relator do projeto Antifacção, Alessandro Vieira (MDB-SE) – (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) oficializou, perante a CPI do Crime Organizado, um requerimento solicitando a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A.. A entidade em questão é controlada por José Carlos e José Eugênio, irmãos de Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida proposta pelo relator da comissão compreende o intervalo entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026. Além da quebra de sigilos, o parlamentar pleiteia o envio de Relatórios de Inteligência Financeira por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A iniciativa fundamenta-se em investigações sobre supostos esquemas de lavagem de dinheiro e conexões com o Banco Master, sugerindo que a Maridt poderia atuar como uma estrutura de fachada para ocultar o destino real de ativos financeiros.
De acordo com a tese de Vieira, os irmãos do magistrado teriam o papel de “laranjas” em uma estratégia de blindagem patrimonial. O senador enfatizou que a solicitação “é uma medida de extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.
O escopo da quebra de sigilo solicitada é abrangente, incluindo o detalhamento de movimentações em contas de depósito, poupança e investimento, além de outros bens mantidos em instituições financeiras. No campo telemático e telefônico, o pedido prevê acesso a registros de chamadas, dados de localização, mensagens e interações em redes sociais como Instagram e Facebook.
A investigação pretende ainda acessar informações de grupos e históricos de conversas em aplicativos como WhatsApp e Telegram. Estão incluídos no requerimento dados vinculados a serviços do Google, o que abarca arquivos armazenados no Google Drive e imagens guardadas no Google Fotos.
Gastos de Lula disparam: maior valor em 11 anos

Em 2025, a União registrou um aumento nos gastos com diárias, passagens e locomoção de autoridades e servidores federais que alcançaram R$3,88 bilhões.
De acordo com informações do Tesouro Nacional compiladas por veículos de imprensa, esse valor representa o maior patamar real desde 2014 na série histórica que começou em 2011.
Do total das despesas registradas no ano passado, R$2,25 bilhões foram pagos em diárias e R$1,63 bilhão em passagens e locomoção.
Os números, já descontada a inflação, mostram uma alta real de 3,7% em relação aos R$3,74 bilhões de 2024.
Parte desse aumento nos gastos está associada à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o número de ministérios de 23 para 38 no início do terceiro mandato, o que aumentou a demanda por deslocamentos oficiais e pagamento de diárias.
O comparativo histórico indica que, mesmo com a alta recente, o total de 2025 ainda ficou abaixo do recorde absoluto de R$4,52 bilhões registrado em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Ao se analisar a série dos últimos três anos, entre 2023 e 2025 o custo total com diárias e passagens atingiu R$11,24 bilhões, superando os R$8,32 bilhões gastos ao longo dos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL).
Esses valores refletem um incremento contínuo nas despesas de deslocamento da administração federal, em um contexto de retomada de agendas presenciais e intensificação das viagens oficiais.
O tema ganhou destaque no debate público em Brasília diante da pressão por controle dos gastos e eficiência da máquina pública, especialmente em rubricas associadas à mobilidade de autoridades e auxiliares.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/gastos-de-lula-disparam-maior-valor-em-11-anos
CNJ recebe nova denúncia de assédio sexual contra ministro do STJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu, nesta segunda-feira (9), uma nova denúncia de assédio sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu o relato da suposta vítima e registrou oficialmente a denúncia.
A nova denunciante seria uma ex-funcionária do gabinete de Marco Buzzi no STJ.
O teor do depoimento não foi divulgado, mas a denúncia foi formalizada no âmbito do CNJ, que é o órgão responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Judiciário. A informação é do Metrópoles.
A nova acusação surge dias após a revelação de um caso anterior, envolvendo uma jovem de 18 anos. A jovem teria sido vítima de assédio sexual durante uma viagem a Balneário Camboriú (SC), onde passou as férias de janeiro hospedada na casa do ministro.
A jovem é filha de um casal de amigos de Marco Buzzi. Segundo o relato, no dia 9 de janeiro, todos estavam na praia quando a jovem entrou no mar para nadar.
O ministro também estaria na água e, de acordo com o depoimento, teria tentado agarrá-la por três vezes. Após o episódio, o casal deixou o local e retornou a São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia.
Marco Buzzi afirmou ao jornal que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site” e declarou que as acusações “não correspondem aos fatos”. O magistrado também afirmou que “repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Flávio chama Moraes de ‘violador de direitos humanos’, em TV francesa

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (9) que o ministro Alexandre de Moraes (STF) é um “violador de direitos humanos” e seguiu dizendo que o Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de esquerda.
A declaração do senador foi durante uma entrevista à TV francesa CNEWS. O parlamentar cumpre agenda internacional a fim de impulsionar sua candidatura ao Planalto.
“Esse juiz (Moraes) que foi sancionado na Lei Magnitsky, porque de fato ele é um grande violador de direitos humanos. Ele perseguiu a imprensa e cidadãos americanos”, disse o senador.
Flávio também abordou o tema sobre a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre a sua condenação por suposta tentativa de golpe de Estado e também as acusações nas quais sofreu por divulgar “fake news” na última eleição presidencial.
“O sistema foi ali, organizado para tirar o presidente Bolsonaro da presidência da República e agora da disputa presidencial, e nós temos a convicção de que o povo brasileiro a cada dia que passa está mais consciente da grande armação que aconteceu contra uma pessoa inocente, que não deveria estar passando pelo que está passando”, disse.
Sobre as eleições, Flávio cita os dados de impulsionamento nas redes sociais e sua crescente nas pesquisas eleitorais desde sua indicação a liderar o Partido Liberal (PL) nas eleições de outubro.
“Por conta disso, meu nome aparece em algumas pesquisas à frente do atual presidente da República (Lula), porque o Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda”, finalizou.
Defesa de Tagliaferro avisa que não cumprirá ordem de Moraes

A defesa do perito Eduardo Tagliaferro informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sem citá-lo nominalmente, que não irá apresentar a defesa do ex-assessor. Na petição, protocolada nesta segunda-feira (9), os advogados contestam o fato de que a intimação ocorreu por edital (quando publica-se em diário oficial e espera-se que o réu tome ciência), e não por uma carta rogatória à justiça italiana.
“Os advogados subscritores registram, de forma clara, objetiva e irrevogável, que se recusam a cumprir qualquer função que importe em levar ciência informal, indireta, presumida ou substitutiva ao réu acerca de denúncia, imputação ou de qualquer ato processual, inclusive como meio de suprimento artificial de citação inexistente ou juridicamente inválida, em substituição aos meios legalmente previstos de citação pessoal”, diz o documento.
Como justificativa, os advogados citam o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que, segundo eles, “impõem ao advogado o dever de resistência institucional diante de atos ilegais.” Ao longo da argumentação, eles lembram que a citação por edital é uma exceção, e deve ocorrer somente quando não se sabe onde o réu está. “No caso concreto, é incontroverso que o acusado se encontra em local
certo e sabido, circunstância de pleno conhecimento do próprio Relator, inclusive documentada nos autos, o que afasta por completo a possibilidade jurídica de utilização da citação ficta por edital”, continua.
O Código de Processo Penal estabelece que, “se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva.”
Com isso, a defesa acusa Moraes de abuso de autoridade, com base em dois artigos que classificam como crime “decretar medida de privação de direitos em manifesta desconformidade com as hipóteses legais” e “exigir o cumprimento de obrigação sem amparo legal.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/defesa-de-tagliaferro-avisa-que-nao-cumprira-ordem-de-moraes/
Moraes e Toffoli não são vítimas da imprensa

Na visão peculiar do ministro do STF, Alexandre de Moraes, corroborada também por Dias Toffoli, quando a imprensa cumpre seu dever, tornando pública a existência de relações questionáveis entre ministros e empresas, está apoiando os “agressores da corte”. Para o ministro, “não há carreira pública com tantas vedações quanto a magistratura”, e qualquer um que levante suspeitas sobre a existência de conflitos de interesse dentro do STF estaria agindo com má-fé. Nada mais distante da realidade.
Nada mais distante da realidade porque o que a imprensa fez neste caso – e segue fazendo – foi apenas cumprir sua função constitucional de informar. Jamais há agressão institucional na exposição de fatos objetivos, documentados e de inequívoco interesse público. E as revelações que têm sido feitas no contexto do caso Banco Master e da intrincada rede de influência criada por Daniel Vorcaro nos Três Poderes se enquadram perfeitamente nesses critérios. A agressão verdadeira à credibilidade do Supremo ocorre quando seus próprios ministros tentam desqualificar o escrutínio público (e, por óbvio, também as críticas de interesse público), insinuando conspirações ou má-fé onde há apuração jornalística responsável.
Ao reagirem às revelações com indignação e acusações genéricas, atacando a imprensa, Moraes e Toffoli tentam inverter o ônus democrático: em vez de explicar e afastar dúvidas legítimas, optam por questionar a legitimidade de quem as revela
A fala de Moraes, ao defender a normalidade das relações empresariais dos magistrados, insere-se em um contexto conhecido. O ministro, assim como Dias Toffoli, está na berlinda por suas relações pessoais com o Banco Master. Moraes sentiu-se particularmente incomodado com as reportagens que trataram do contrato milionário – R$ 129 milhões – firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Darci. Já Toffoli, relator do inquérito sobre o Master no STF, viu a imprensa revelar o caso de um empreendimento de luxo no Paraná, conhecido na região como “resort do Toffoli” em alusão ao ministro, mas oficialmente de propriedade dos irmãos de Toffoli, e ligado a negociações com fundos ligados ao banco, além de denunciar a condução indevida do inquérito sob sua responsabilidade.
Ao tratar como “má-fé” qualquer questionamento sobre possíveis conflitos de interesse, Moraes e Toffoli adotam uma lógica segundo a qual a magistratura estaria imune ao mesmo grau de escrutínio exigido de outros agentes públicos. Não está. A atuação de juízes – sobretudo a dos ministros do Supremo Tribunal Federal – está indissociavelmente ligada à própria noção de Estado de Direito e democracia, e também à confiança que a sociedade deposita no Judiciário.
Diferentemente de outros poderes, cuja legitimidade é renovada pelo voto, a autoridade judicial repousa quase exclusivamente na percepção de imparcialidade, integridade e autocontenção de seus juízes. É justamente por isso que se exige dos magistrados não menos, mas mais transparência; não complacência, mas rigor ético elevado; não defesa corporativa, mas disposição permanente para o escrutínio público.
A tentativa de normalizar relações empresariais sensíveis sob o argumento genérico de que magistrados já enfrentam inúmeras vedações não se sustenta. O debate nunca foi sobre a existência de patrimônio, renda privada ou familiares com atividade econômica. O ponto central é outro: quando vínculos familiares ou contratuais se cruzam com instituições, empresas ou pessoas submetidas à jurisdição do Supremo, a exigência de transparência e autocontenção deve ser redobrada, não relativizada.
É precisamente essa exigência que os ministros parecem se recusar a reconhecer. Ao reagirem às revelações com indignação e acusações genéricas, atacando a imprensa, Moraes e Toffoli tentam inverter o ônus democrático: em vez de explicar e afastar dúvidas legítimas, optam por questionar a legitimidade de quem as revela. Trata-se de uma estratégia conhecida, mas perigosa, sobretudo quando adotada por quem ocupa o ápice do Poder Judiciário.
O caso Banco Master ilustra com clareza esse problema. A imprensa não criou a rede de relações que veio à tona; apenas a tornou visível. Não inventou contratos, participações societárias ou conexões familiares; limitou-se a apurá-las e apresentá-las ao público. Se essas relações causam desconforto, não é porque foram reveladas, mas porque existem – e porque não são defensáveis sob os parâmetros mínimos da ética e da moralidade pública.
A crítica a condutas individuais, sobretudo quando fundamentada em fatos objetivos, não agride a instituição; ao contrário, contribui para sua preservação. Quem efetivamente fragiliza o STF é quem reage ao escrutínio com arrogância, quem tenta blindar-se por meio do discurso corporativo e quem sugere que a toga confere algum tipo de imunidade moral. Já dissemos antes: ministros do Supremo não são figuras sacralizadas. São servidores públicos investidos de poder precisamente porque se espera deles mais rigor, mais prudência e mais transparência. Quando há dúvidas sobre a moralidade de suas condutas, é dever indeclinável da imprensa torná-las públicas, trazendo à luz todos os fatos que possam indicar desvios, conflitos ou abusos praticados por integrantes da Corte. Não fazê-lo seria abdicar de sua função republicana.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/moraes-e-toffoli-nao-sao-vitimas-da-imprensa/

Reduzir jornada mantendo salário vai causar inflação e desemprego

Na segunda-feira o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu enviar para a Comissão de Constituição e Justiça a proposta de emenda constitucional para reduzir a jornada de trabalho no Brasil, acabando com o 6×1, como é conhecida a jornada atual. A Constituição diz, no artigo 7.º, dos direitos sociais, que a jornada de trabalho não deve exceder 44 horas semanais. Como é possível haver negociação? A média da jornada de trabalho no Brasil, segundo os entendidos, está em 38,5 horas por semana. Baixar para 36 horas significa tirar um ano e cinco meses por década.
Parece que o Brasil não precisa de trabalho. Já está faltando mão de obra, porque o pessoal fica pendurado no Bolsa Família – esse vai ser o meu assunto nos jornais nessa semana. É um absurdo. Se fosse um país que estivesse esbanjando riqueza, tudo bem, vamos trabalhar menos. É claro que quem trabalha pensa com imediatismo, pensa “muito bom, vou ter mais tempo para farra, para festa, para tomar algumas, talvez brigar até”. Sindicato já está achando bom, 66% das pessoas estão achando bom. Mas as consequências já virão em um ano. Mais inflação, porque alguém que vai pagar o mesmo salário para menos trabalho terá de cobrar no produto final. E menos emprego, porque quem ganha mais será substituído por quem aceita ganhar menos. E a produção geral do país vai diminuir.
Partidos não têm mais projetos de verdade, estão todos iguais
Ouvi o presidente Lula dizendo que será candidato só mais uma vez e que não quer outro mandato, mas que está muito bem de saúde – e está mesmo, com 80 anos está bem, constatamos isso. Mas ele está reclamando que o partido não tem projeto para essa campanha. Qual é o projeto para estimular os jovens, os eleitores de primeira eleição, a votar no PT? Essa é uma pergunta que pode ser feita para outros partidos também. Eles estão esquecendo de programa, porque os partidos todos ficaram iguais. Todos têm o mesmo programa: combater a fome, combater a pobreza, dar segurança pública, isso e aquilo, tudo a mesma coisa. Chamem o Paulo Guedes para fazer um programa que tire o país dessa sinuca de bico, de uma dívida pública que engole, só em juros, R$ 1 trilhão por ano. Quem é que resiste a isso, gastando cada vez mais e desestimulando o trabalho com o Bolsa Família?
Mais uma denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ
Apareceu mais uma denúncia de importunação sexual contra o ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi – que está internado e nega tudo. Por que isso só aparece agora? Porque as pessoas ficam caladas. Segundo a primeira moça a fazer denúncia, a de 18 anos, que teria sido assediada no mar, ele teria dito a ela que fosse discreta se quisesse subir na vida. A outra estava sendo discreta, e sabe-se lá quantas estão sendo discretas para poder subir na vida, mas esta segunda denúncia foi de alguém que estava quieta, mas tomou coragem. Que escândalo! O sujeito é ministro do Superior Tribunal de Justiça, que é a última instância para assuntos criminais – assunto criminal não vai para o Supremo, só se for uma questão constitucional; mas esse Supremo de hoje aceita tudo.
Piloto é preso na cabine de avião, acusado de pedofilia
Falamos de funcionários do Estado, mas temos um caso de um funcionário de uma empresa aérea, a Latam, preso antes da decolagem em Congonhas, já no cockpit de comando, com as quatro listrinhas de comandante no ombro. Sérgio Antônio Lopes, 60 anos, foi preso por pedofilia: ele “alugava” crianças ou meninas e as levava ao motel falsificando a identidade. Uma avó de 55 anos também foi presa; ela alugava as três netas para o piloto. Vi que ele entrou na viatura policial ainda com o uniforme da Latam, mas quando saiu já não estava mais, usava só a camiseta de baixo. Talvez os policiais tenham recomendado que ele tirasse o uniforme, que a empresa não tinha nada a ver com isso. É vergonhoso convivermos com isso.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/jornada-6×1-reducao-inflacao-desemprego/

Lições lusitanas

António José Seguro, candidato da esquerda e quadro histórico do Partido Socialista, venceu com folga as eleições deste domingo (8) e será o próximo presidente de Portugal. O político, que se apresenta como “democrata, progressista e humanista”, fez dois terços dos votos válidos, superando com facilidade André Ventura, do partido Chega.
Ventura reconheceu a derrota, mas sem desanimar: “Não vencemos estas eleições presidenciais, mas estamos a fazer História! Obrigado pela confiança”. A direita e a centro-direita fizeram cerca de metade dos votos no primeiro turno, mas mesmo assim o socialista venceu a disputa. Por quê?
Para vencer uma eleição majoritária é preciso atrair gente do centro, menos ‘radical’, e um tom excessivo na campanha, contra ‘tudo e todos’, pode assustar
Em boa parte porque a eleição foi transformada numa disputa entre “moderados” e “radicais”, em vez de esquerda e direita. Seguro é tido como um quadro mais moderado do Partido Socialista, tendo inclusive feito oposição responsável à direita quando o país teve de realizar reformas e apertar os cintos.
Já André Ventura se vende como antissistema, detonou todos os candidatos no primeiro turno, colocando-se como o único capaz de enfrentar o establishment. Essa é uma boa estratégia para chegar ao segundo turno, mas não para atrair o apoio dos demais candidatos de centro-direita e direita…
Os “liberais limpinhos” acharam mais seguro, com o perdão do trocadilho, apoiar o candidato socialista Seguro. Os globalistas estão aliviados, a esquerda global congratula o vencedor, e todos comemoram que a “ultradireita” saiu derrotada – desta vez. Não creio que seja boa notícia para Portugal.
Mas algumas lições podem ser extraídas do pleito. A principal delas: para vencer uma eleição majoritária é preciso atrair gente do centro, menos “radical”, e um tom excessivo na campanha, contra “tudo e todos”, pode assustar. Calibrar a mensagem antissistema com essa estratégia mais pragmática é o grande desafio da direita nacionalista.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/direita-licoes-lusitanas-presidente-portugal/
Congresso acelera debate para reduzir a maioridade penal no Brasil

A repercussão do caso do cão Orelha e o aumento da preocupação com a segurança pública fizeram o Congresso Nacional acelerar o debate sobre a redução da maioridade penal. Parlamentares protocolaram novas propostas e deram fôlego a projetos que estavam parados nos últimos dias.
Por que o debate sobre a maioridade penal ganhou força agora?
O tema foi impulsionado pela comoção nacional com o caso do cão Orelha, que teria sido morto por um adolescente. Manifestações em várias capitais pediram a redução da maioridade, e parlamentares da oposição, como Nikolas Ferreira e Kim Kataguiri, usaram o episódio para defender o endurecimento das leis para menores que cometem crimes violentos.
O que diz a lei atualmente sobre crimes cometidos por menores?
A Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos não podem ser responsabilizados criminalmente como adultos. Eles são submetidos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em vez de prisão, a lei prevê medidas socioeducativas, que vão desde uma advertência até a internação em um estabelecimento educacional por no máximo três anos.
Quais são as principais propostas em discussão no Congresso?
Há diferentes propostas. Algumas, como a do senador Flávio Bolsonaro, querem reduzir a idade penal de forma geral para 16 anos. Outra, do deputado Capitão Alden, visa permitir que adolescentes sejam julgados como adultos em crimes de crueldade extrema. E há projetos, como o do senador Fabiano Contarato, que não mexem na idade, mas aumentam o tempo de internação para até 10 anos em casos graves.
Há consenso político sobre o tema?
Embora a pauta seja majoritariamente defendida pela oposição, um dos projetos que endurece as punições sem alterar a idade penal foi aprovado com votos de senadores de partidos adversários, como PT e PL. Isso mostra que, apesar das divergências sobre a redução da idade, há um movimento convergente no Congresso para tornar as sanções mais rigorosas para adolescentes infratores.
Qual é a opinião da população sobre o assunto?
Pesquisas de opinião recentes indicam que a maior parte dos brasileiros é favorável à redução da maioridade penal. Um levantamento do Ipsos-Ipec mostrou que 65% da população apoia a medida. Inclusive, uma das propostas em análise na Câmara prevê a realização de um referendo popular em 2028 para que a população decida sobre o tema.
Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/congresso-acelera-debate-para-reduzir-a-maioridade-penal-no-brasil/
Lula chama Janja de ‘Marisa’, falecida há 9 anos; veja vídeo

Lula (PT) chamou de “Marisa” sua mulher Janja, durante evento em evento sobre a área de educação realizado em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Marisa Letícia faleceu há 9 anos.
Após a gafe, que deixou Janja sem graça, Lula fez a correção explicando que se referia à atual primeira-dama e que ela deveria acompanhá-lo em uma unidade móvel para realizar exames de prevenção, como a mamografia.
Marisa Letícia morreu em 2017, aos 66 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC).
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