
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pode legitimamente se orgulhar de um feito raro: poucos empresários no Brasil conseguiram construir uma rede de relações tão ampla e tão bem posicionada no coração do poder. Sua teia de influência não alcançou apenas setores do Judiciário, incluindo o STF – como defendemos antes, Dias Toffoli, relator do inquérito contra o Master no STF, já deveria ter sido alvo de impeachment por sua relação pessoal com o banco. Também o Palácio do Planalto e figuras centrais do Partido dos Trabalhadores mantinham vínculos diretos com Vorcaro, entre eles o próprio presidente Lula, que dias atrás condenava em público os “sem-vergonha” envolvidos em golpes financeiros.
Os registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) são claros: Vorcaro esteve no Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Mais grave, porém, foi a reunião reservada ocorrida em dezembro de 2024, quando o banqueiro encontrou-se com o presidente da República justamente em meio a uma crise de liquidez do Banco Master. O encontro, mantido fora dos registros oficiais, contou ainda com a presença de Gabriel Galípolo, então indicado à presidência do Banco Central. Segundo relatos, Lula teria aconselhado Vorcaro a não vender o banco. Não se trata de detalhe irrelevante: trata-se de uma conversa privada entre o chefe de Estado, um futuro regulador e o controlador de uma instituição financeira em dificuldades.
Será preciso esclarecer, com rigor e transparência, até onde efetivamente se estendem as relações de Daniel Vorcaro dentro dos Poderes da República. O que já veio à tona é suficientemente grave para afastar qualquer tentativa de relativização, mas também é insuficiente para encerrar o assunto
Além de bem relacionado, Vorcaro revelou-se um empregador generoso. Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, foi contratado como “consultor” do banco por um salário nababesco de R$ 1 milhão mensais, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Mais do que aconselhamento técnico, tudo indica que Mantega funcionava como ponte política, responsável por facilitar o trânsito do banqueiro nos corredores do Planalto e aproximá-lo do presidente.
O petista Jaques Wagner também esteve por trás de outra contratação relevante do Master: a do escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, pouco antes de sua nomeação para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Do início de 2023 a agosto de 2025, período em que Lewandowski ocupou o cargo no governo Lula, seu escritório teria recebido R$ 250 mil mensais do Master. Ainda que a versão oficial tente blindar o ex-ministro, fontes indicam que sua associação ao escândalo foi determinante para sua saída do governo, no início de janeiro.
Diante da gravidade dos fatos, a resposta do governo, como de praxe, foi minimizar e desviar o foco. A ministra Gleisi Hoffmann tentou naturalizar o encontro entre Lula e Vorcaro, alegando que o presidente “recebe muita gente” e que reuniões desse tipo seriam da “natureza do cargo”. Não são. Não há normalidade institucional em encontros fora da agenda com empresários em crise financeira, conseguidos graças a influências compradas a peso de ouro. Vorcaro construiu deliberadamente uma rede de proteção, contratando figuras próximas ao centro do poder, não apenas para obter aconselhamento, mas para garantir acesso, influência e blindagem política. Até onde, de fato, vão seus tentáculos, ainda não se sabe.
O aspecto mais perturbador desse episódio, porém, é sua progressiva normalização. O país parece ter se acostumado à ideia de que autoridades da República mantenham relações reservadas com empresários envolvidos em escândalos, como se isso não configurasse conflito ético relevante. Mais inquietante ainda é constatar que ministros de Estado e integrantes do Judiciário não vejam problema no fato de escritórios de familiares próximos – esposas, filhos – receberem valores vultosos de empresas sob suspeita ou tenham parentes envolvidos em negócios com o banco que investigam.
Ainda que tais relações possam, em tese, ser formalmente defensáveis sob o prisma estritamente legal, elas estão muito longe de atender ao mínimo exigido por uma ética republicana. A República não se sustenta apenas pela legalidade fria dos contratos, mas pela aparência de probidade, pela separação inequívoca entre interesse público e conveniência privada e pela obrigação moral de evitar qualquer situação que comprometa a confiança da sociedade nas instituições. A pergunta central não é apenas se algo é permitido – é se é aceitável em uma democracia madura. E, à luz dos fatos, das relações de Daniel Vorcaro e do Banco Master com as altas esferas do poder de Brasília, a resposta é inequívoca: não é.
Será preciso esclarecer, com rigor e transparência, até onde efetivamente se estendem as relações de Daniel Vorcaro dentro dos poderes da República. O que já veio à tona é suficientemente grave para afastar qualquer tentativa de relativização, mas também é insuficiente para encerrar o assunto. Justamente por isso, o caso não pode ser empurrado para o arquivo morto da indignação episódica, tampouco dissolvido na rotina cínica de escândalos sucessivos que o país se acostumou a assistir.
Quando fatos dessa natureza surgem, o dever das instituições não é proteger reputações, mas iluminar as zonas cinzentas do poder. Abafar o tema, tratá-lo como desgaste passageiro ou apostar no esquecimento coletivo equivale a admitir que a promiscuidade entre interesses privados e funções públicas é um traço estrutural da vida republicana brasileira – e essa é uma concessão que não se pode fazer.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/os-tentaculos-do-banco-master-no-planalto/

Caiado no PSD é sinal de que Lula está perdendo o Centrão

Graças à Gazeta do Povo, eu fiquei sabendo o significado na linguagem indígena de Tayayá. Significa terra da abundância. Que nome bem escolhido para aquele resort-cassino dos irmãos Toffoli. É uma reportagem turística, mostrando todos os encantos do lugar, lá no município de Ribeirão Claro, à margem do lago da represa de Chavantes. Na sede do município, o fórum tem o nome do pai do ministro Dias Toffoli, Fórum Luiz Toffoli, desde 2018. O ministro Dias Toffoli é cidadão honorário do município de Ribeirão Claro, dado pela Câmara de Vereadores. Eu acho que foram muito omissos, muito mal agradecidos, porque os reais donos, que eram donos do resort-cassino, são os donos da empresa, da pessoa jurídica, Mari DT – Marília Dias Toffoli – é José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli. Eu não entendi por que deram homenagem para o ministro.
Bom, e o ex-ministro do Supremo, ex-conselheiro do Master, ex-advogado do Master, ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, não está só. Lula sabia que ele tinha um contrato de R$ 6 milhões, recebeu R$ 5 milhões do Master. A ministra Gleisi Hoffmann revelou isso, que Lula sabia, e ele contou, quando foi escolhido ministro. Prometeu que ia se desvencilhar dos contratos, o que fez, realmente fez, deixou para o filho ou para os filhos. O pessoal pensa que está no mundo da fantasia e que as pessoas vão acreditar.
Centro abandona Lula
Bom, falemos de eleições neste ano. Com o olho na eleição, certamente, ele já disse que quer ser candidato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que acabou com a bandidagem em Goiás, deixou o União Brasil, agradeceu o União Brasil, mas deixou o União Brasil e foi para o PSD, do Gilberto Kassab, que dizem que é a grande raposa política. Kassab, que inclusive estava lá ligado ao Tarcísio, em São Paulo. E nesse PSD, eu nem sabia que estava o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que vão decidir quem vai ser o candidato em abril.
Aí eu pensei: “Puxa, vai embrulhar?” Parece que não, porque Lula estava apostando em ter apoio do PSD, porque o Lula precisa do centro. A esquerda sozinha não tem voto. Se a gente considerar a Câmara dos Deputados, a esquerda tem 25%, 1/4. Não chega a 1/3 da Câmara. Lula, para aprovar alguma coisa, precisa dos votos do Centrão, do PSD. Então, a ida do Caiado para lá é uma garantia de que o PSD não vai ficar do lado do Lula. E, se houver segundo turno, é a união da direita, como está querendo o André Ventura lá em Portugal, como aconteceu em Honduras, como aconteceu no Chile. O Kast assume agora, no mês de março.
Reprovação bate recorde
E a coisa não está bem para o Lula, porque as pesquisas mostram cada vez mais desaprovação e cada vez menos aprovação. Na pesquisa anterior estava 39% de aprovação e 50% de reprovação. Agora, 57% de reprovação do governo Lula e só 34% de aprovação, já no ano eleitoral. E é a economia que está mostrando isso. As pessoas sentem com todos os favores, com o dinheiro, o seu dinheiro, o meu dinheiro, dos nossos impostos, que Lula está fazendo bondades com o nosso dinheiro. É uma coisa estranha, porque a lei eleitoral diz que a compra de voto é crime eleitoral.
Agora saiu a Selic, está confirmado, continua, 15% a taxa básica de juros, porque o Banco Central está vendo que há pressão inflacionária, que é desequilíbrio das contas públicas, cada vez mais dívida pública, cada vez mais juros. O governo tem que pagar, senão não vai ter dinheiro, porque gasta demais e investe de menos em serviços públicos que deveriam ser entregues a troco dos impostos, mas os impostos estão sendo usados para propaganda. O governo que precisa de propaganda é porque não tem bons serviços públicos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/caiado-no-psd-e-sinal-de-que-lula-esta-perdendo-o-centrao/
Pesquisa: Maioria absoluta dos brasileiros acha que Lula não merece ser reeleito

Levantamento nacional realizado pelo Paraná Pesquisas e divulgado nesta quinta-feira (29) revela que a maioria absoluta dos brasileiros, isto é, 51% dos entrevista consideram que Lula (PT) não merece ser reeleito presidente da República nas eleições de outubro próximo.
A pesquisa, que foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR-08254/2026/2026, aponta que 45,3% dos eleitores brasileiros, ao contrário, consideram que o petista merece mais um mandato no Palácio do Planalto. Ficaram em cima do muro, sem opinar, 3,8% do total.
Veja os números da vontade majoritária dos brasileiros:

O levantamento mostra ainda a intenção de votos dos eleitores na disputa presidencial, apontando crescimento do nome do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), em um primeiro cenário, que Lula lidera estacionou nos 39,8%, indicando “teto” do petista, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já registra 33,1% das opções do eleitorado.
Nesse Cenário 1, sem Tarcísio Gomes de Freitas (Rep), a soma dos demais pré-candidatos a presidente (Ratinho Junior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo), todos de oposição, chega a 15,6 pontos percentuais, quase o triplo da diferença entre Lula e Flávio, situada nos 6,7 pontos.
Veja os números no Cenário 1 para presidente:

Em eventual segundo turno, caso a votação fosse realizada hoje, Lula somaria 44,8% contra 42,2% de Flávio, que sobe em flecha desde que seu nome foi lançado. Em outubro, o filho de Bolsonaro somava 37%, subiu para 38,6% em novembro e para 41% em novembro, para finalmente alcançar este desempenho de janeiro.
Veja os números de 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro:

O Paraná pesquisas realizou 2080 entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais com eleitores de 160 municípios brasileiros, entre os dias 25 e 28 de janeiro, nos 26 Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 3,4 pontos, para menos ou para mais.
Ataque de Lula a Toffoli inclui acerto de contas

Sabe-se agora que ao atacar os “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro, Lula (PT) tentava se afastar do Master e desfazer a impressão geral, detectada em pesquisa interna, de que tudo não passava de mais um escândalo do seu governo. É que ele estava informado ser iminente o vazamento da sua reunião fora da agenda com Vorcaro, de 1h30 de duração. Para escalar a posição de Lula, assessores apontaram, em off, que o alvo seria Dias Toffoli, com quem o petista teria contas a ajustar.
Salvo pela Casa
Depois, Lula deixou vazar sua “irritação” e que gostaria de Toffoli “fora do STF”. A desestabilização seria contida pelo apoio de colegas ao ministro.
Votos imperdoáveis
Lula é do tipo que não esquece, e não perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato contra ele e demais implicados.
Sem reaproximar
Ao assumir seu terceiro mandando, diziam no Planalto que Lula recusava qualquer reaproximação com Toffoli, que ele próprio indicou para o STF.
Ele não esquece
Pouco adiantaram as decisões de Toffoli que sacramentaram o fim da Lava Jato. Afina, Lula não esquece. Ama guardar rancor.
CPMI do INSS convoca Vorcaro e marca data para depoimento

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o roubo a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) convocou o banqueiro Daniel Vorcarco, do Banco Master, para prestar depoimento no colegiado.
A data de seu depoimento está marcada para o dia 5 de fevereiro. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou em suas redes sociais que a comissão de parlamentares tenta reverter o habeas corpus de outro citado nas investigações, o empresário Mauricio Camisoti, que ganharia o não comparecimento na comissão em caso de convocação.
“Comunicamos ao Brasil que Daniel Vocaro e Luiz Félix Cardamone Neto foram convocados para comparecer nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, perante a CPMI do INSS. Em relação a Maurício Camisoti, a Comissão atua para reverter o Habeas Corpus que, de forma provisória, garante o não comparecimento à CPMI”, disse o presidente nas redes sociais.
Outros parlamentares também protocolaram o pedido de convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), a depor na CPMI.
A petição foi deferida pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). Segundo as investigações, Campos Neto teria atuado para evitar a liquidação do banco Master em pelo menos duas oportunidades ao longo de 2024, enquanto era presidente da autarquia.
No documento encaminhado à comissão, Rogério Correia afirma que Campos Neto já tinha conhecimento de problemas graves envolvendo o Banco Master, especialmente relacionados a práticas abusivas na concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS.
Lula é reprovado por 57% dos brasileiros; só 34% o aprovam

Um levantamento do instituto PoderData, divulgado nesta quarta-feira (28), mostra que 57% dos brasileiros reprovam a atua;çapo de Lula (PT) como presidente, congtra 34% que o aprovam. Seu governo também merece a reprovação dos eleitores por 53 a 41%. Outros 41% aprovam o governo; 6% não sabem ou não responderam.
Em relação à primeira pesquisa referente ao governo “Lula 3”, a reprovação cresceu 14 pontos percentuais. Na época, 39% reprovavam a gestão do presidente.
Reprovação de Lula:
- Reprovam: 57%
- Aprovam: 34%
- Não sabem/não responderam: 9%
Reprovação do governo Lula:
- Reprovam: 53%
- Aprovam:41%
- Não sabem/não responderam: 6%
A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%
Justiça rejeita pedido do irmão de Lula para censurar críticas ao roubo no INSS

A Justiça do Estado de São Paulo negou, nesta quarta-feira (28), um pedido do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e de José Ferreira da Silva (conhecido publicamente como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva) para remover publicações do vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) nas redes sociais.
A ação judicial buscava que determinada manifestação de Nunes sobre descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fosse retirada da internet.
Segundo o Sindnapi e Frei Chico, as publicações teriam conteúdo injurioso ou difamatório.
O pedido, no entanto, foi rejeitado em caráter liminar pelo juiz André Bezerra, da 42ª Vara Cível do Foro Central da capital paulista.
Entre as publicações alvos da contestação estava uma mensagem de Rubinho Nunes em que ele afirmava que “descontar aposentado na marra virou negócio de família, o irmão do Lula faturou R$100 milhões a mais em 3 anos”, além de ironizar o governo federal com a frase “No Brasil do Lula, até roubar velhinho é projeto social, a nova modalidade do Bolsa Família é o ‘Bolsa Desconto Indevido’”.
Na decisão, o magistrado destacou que não havia elementos jurídicos suficientes para justificar a remoção das publicações, ressaltando que qualquer restrição poderia configurar violação ao direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição Federal.
Após a decisão, Rubinho Nunes afirmou que o pedido judicial tinha como objetivo calar suas críticas e que a rejeição confirma que criticar instituições ou representantes não constitui crime.
Segundo o parlamentar, a manifestação faz parte do papel de políticos eleitos de denunciar questões que impactam aposentados e pensionistas.
O processo continua em tramitação, mas a negativa à liminar representa um revés para a tentativa de censura e um reforço à proteção de manifestações políticas nas redes sociais.
Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu, nesta quinta-feira (29), não autorizar a visita do senador Magno Malta (PL-ES) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em relação a Malta, Moraes leva em conta um ofício enviado pelo 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que relata a tentativa do parlamentar de visitar o ex-presidente, mesmo sem autorização prévia. O documento também informava que Malta tentou filmar no local, mas foi impedido pelos policiais. Em nota, o senador disse que não pediu para entrar, mas que “limitou-se a apenas solicitar informações sobre o ex-presidente”.
“Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, fundamentou o ministro, que, na mesma decisão, alterou os dias de visitação. Se antes ocorriam às quartas e quintas-feiras, agora, a pedido da PM, ocorrerão às quartas e sábados.
Já no caso de Valdemar, o relator lembra que o presidente do PL é “investigado no âmbito das mesmas imputações realizadas ao custodiado”. A Primeira Turma reabriu as apurações durante o julgamento dos réus do núcleo 4. O cerne das acusações é o pedido de Valdemar para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulasse votos de urnas eletrônicas consideradas “inconsistentes”. O pedido veio acompanhado de um laudo do Instituto Voto Legal (IVL), à época presidido por Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.
VEJA TAMBÉM:
Magno Malta é impedido de visitar Bolsonaro por não ter aval de Moraes
Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber visita de Valdemar
No mesmo despacho, o ministro autorizou as visitas de quatro pessoas: deputado federal Cabo Gilberto SIlva (PL-PB), deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), senador Wilder Morais (PL-GO) e Luiz Antônio Nabhan Garcia, ex-secretário de Assuntos Fundiários durante o governo Bolsonaro.
Outra autorização foi para que Bolsonaro realize caminhadas, “de forma controlada e restrita, em locais previamente definidos, […] preferencialmente o campo de futebol ou a pista asfaltada, em dias e horários estabelecidos pela unidade custodiante.”
A Gazeta do Povo entrou em contato com Magno Malta e com Valdemar Costa Neto. O espaço segue aberto para manifestação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-nega-visitas-de-valdemar-e-magno-malta-a-bolsonaro/
Be the first to comment on "Os tentáculos do Banco Master no Planalto"