Nikolas desafia Moraes em discurso após caminhada: ‘O Brasil não tem medo de você’

Deputado federal Nikolas Ferreira. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).

Deputado faz oração, critica corrupção, ideologia da esquerda e convoca população do país a ‘acordar’

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou neste domingo (25) para uma multidão de manifestantes reunidos na Praça do Cruzeiro, no centro de Brasília, ao final da chamada Caminhada pela Liberdade”, que durou sete dias e mobilizou participantes de diferentes regiões do país.

Em sua fala, o parlamentar defendeu uma mudança no rumo político do Brasil, negou qualquer intenção de ruptura institucional e fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou”, declarou Nikolas do alto de um carro de som. Segundo o parlamentar, o objetivo do ato foi despertar a população para o que classificou como um momento crítico vivido pelo país.

“O que vamos fazer amanhã são duas coisas. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua”, afirmou, dirigindo-se aos manifestantes.

Em outro momento, Nikolas fez críticas diretas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes:

“Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você”, afirmou, sob aplausos e gritos da multidão.

Durante o discurso, o deputado destacou pautas como saúde e educação públicas, afirmando que a oposição luta por serviços de qualidade nessas áreas. Em tom crítico, fez um apelo aos professores: “Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda”.

Nikolas também orientou os manifestantes a deixarem a Praça do Cruzeiro de forma pacífica e a retornarem para suas casas, pedindo que não seguissem até a Praça dos Três Poderes, localizada a cerca de seis quilômetros do local. Ao final do ato, conduziu uma oração coletiva com os participantes.

“Meu Deus, nós não aguentamos tanta corrupção, maldade aqui no Brasil. Por favor, perdoe os nossos pecados, as nossas falhas e tenha misericórdia dessa nação”, disse o parlamentar, que pediu ainda perdão aos “inimigos” e força para enfrentar aqueles que, segundo ele, estariam “contra o bem”.

O deputado disse ainda que estava “desesperançoso” e que acreditava que não veria novas grandes manifestações na capital federal: “Mas eu tenho certeza de que essa foi a maior caminhada da história desse país”.

Para Nikolas, o Brasil vive “um pesadelo terrível” e a mobilização teria como objetivo “despertar o país”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/nikolas-desafia-moraes-em-discurso-apos-caminhada-o-brasil-nao-tem-medo-de-voce

Deputado visita vítimas de raio e pede orações

Deputado Nikolas Ferreira esteve no Hospital de Base, na capital federal, para prestar solidariedade às vítimas do raio. (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Acervo Pessoal).

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve no Hospital de Base, em Brasília, neste domingo (25), para prestar solidariedade e visitar as pessoas atingidas por uma descarga elétrica causada por um raio durante o encerramento da Caminhada pela Justiça e Liberdade”.

O evento foi liderado pelo próprio parlamentar e reuniu apoiadores na capital federal.

Segundo informações repassadas pelo deputado após conversar com a equipe médica, 27 pessoas foram atendidas em decorrência do incidente. Duas delas permanecem em observação, mas, de acordo com os médicos, nenhuma apresenta quadro grave até o momento.

Em coletiva de imprensa, Nikolas comentou o ocorrido e destacou que se tratou de um evento natural, sem relação com falhas na organização da manifestação.

O deputado reforçou ainda a importância do apoio às vítimas e afirmou que seguirá acompanhando a situação junto às autoridades de saúde:

“Foram 27 vítimas. Acabei de conversar com o doutor Renato, e ele me disse que duas estão em observação. As outras, graças a Deus, não têm nada de grave até então, né? Essa foi a informação que eu tive. Então, graças a Deus por isso. Fico muito feliz. Fui muito bem recepcionado aqui, com carinho. Fiz questão de vir pessoalmente, mesmo após 255 quilômetros rodados. Mas aconteceu um incidente natural. Não foi por irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle. E eu não poderia deixar de vir aqui prestar nossa solidariedade, dizer que tem muita gente orando por eles para que se recuperem logo e possam estar de volta para ajudar o nosso país.”

Veja abaixo o vídeo completo publicado pelo parlamentar nas redes sociais:

https://www.instagram.com/reel/DT8xeoAEago/?utm_source=ig_embed&ig_rid=30ecd10e-a95d-4e4c-8b6f-de566b7a5a94

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/deputado-visita-vitimas-de-raio-e-pede-oracoes

Implosão ‘apaga’ prédio em ruínas da paisagem de Brasília

O prédio foi ao chão com o uso de aproximadamente 165 quilos de explosivos. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).

Conhecido nos últimos anos por abrigar usuários de drogas e invasores, o Torre Palace Hotel teve sua história encerrada na manhã deste domingo (25), com uma implosão controlada que marcou o fim de um dos empreendimentos mais emblemáticos do Distrito Federal.

Após mais de cinco décadas de existência, o prédio foi ao chão com o uso de aproximadamente 165 quilos de explosivos.

A demolição foi precedida por um amplo esquema de segurança, montado para proteger moradores da região e o público que acompanhou a ação. O procedimento ocorreu de forma planejada e sem registro de incidentes.

Veja o momento da explosão abaixo:

Inaugurado em 1973, o Torre Palace Hotel chegou a ser referência de luxo em Brasília. Com classificação quatro estrelas, o empreendimento foi construído e administrado pelo empresário libanês Jibran El-Hadj, que acumulou um patrimônio estimado em R$ 200 milhões em valores da época. O cenário começou a mudar após sua morte, no início dos anos 2000, quando uma disputa familiar pela herança deu início ao declínio do hotel.

Sem acordo entre a esposa e os seis filhos, o imóvel entrou em um limbo jurídico. A briga judicial impediu qualquer tipo de intervenção no prédio, como restauração, venda ou demolição. Três dos filhos deixaram a sociedade em 2007 e acionaram a Justiça para cobrar cerca de R$ 51 milhões, valor que consideravam correspondente à sua parte na herança.

Com o passar dos anos, o hotel foi abandonado e ficou à mercê do tempo. O local passou a ser ocupado por usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade. A fachada foi tomada por pichações, enquanto o interior do prédio foi saqueado e destruído.

Em determinado momento, o Governo do Distrito Federal (GDF) precisou acionar o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) para retirar invasores do edifício.

Em 2020, o Torre Palace foi levado a leilão, mas não despertou interesse. Durante seis dias, nenhum lance foi apresentado para o valor mínimo de R$ 35 milhões, definido após avaliação. Um comprador chegou a surgir em dezembro daquele ano, mas o grupo desistiu do negócio e obteve autorização judicial para cancelar a aquisição.

Um novo interessado demorou a aparecer, e apenas no ano passado o prédio foi finalmente vendido, abrindo caminho para a implosão realizada neste domingo.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/implosao-apaga-predio-em-ruinas-da-paisagem-de-brasilia

Viagens no STM custaram R$11,8 milhões em 2025

Superior Tribunal Militar (STM) | Foto: José Cruz / Agência Brasil

O vai e vem de servidores e ministros do Superior Tribunal Militar (STM) custou ao pagador de impostos mais de R$11,8 milhões no último ano em diárias e passagens. Em novembro, mês da COP-30, os gastos dos 15 ministros bateram o pico do ano, R$219 mil. À coluna, O STM disse que as viagens são aprovadas mediante a necessidade de participação de autoridades e servidores em eventos institucionais ou de capacitação, visando o fortalecimento da legitimidade do Tribunal.

Ponte aérea

Ao todo, os ministros desfrutaram de 87 viagens ao longo de 2025. A fatura fechou em pouco mais de R$400 mil.

Ouro

No gasto individual, a maior fatura foi do ministro Guido Amin Naves, mais de R$43,7 mil em 8 dias de um fórum na Alemanha.

Cop cara

Helga Ferraz Jucá, que ocupa posto de assessora-chefe no STM, empurrou fatura de R$38,9 mil em três viagens, quase tudo com a COP.

Hermanos

Teve ainda um bate e volta na vizinha Argentina. Viagem de uma analista a Buenos Aires saiu por R$21,1 mil.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/viagens-no-stm-custaram-r118-milhoes-em-2025

Vorcaro deu boquinha de R$1 milhão mensais para Mantega a pedido do governo Lula

O ex-ministro Guido Mantega é conhecido por ter participado de políticas que não tiveram sucesso no passado. (Foto: José Cruz/Abr).

O ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma (PT), Guido Mantega, foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria após um pedido feito diretamente pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

À época, Mantega recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e tinha como principal atribuição atuar no avanço das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal.

A operação, no entanto, foi barrada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025. Apesar disso, a consultoria prestada por Mantega teria continuado até poucas semanas antes da liquidação do Banco Master, decretada pelo próprio BC em novembro do mesmo ano, após a revelação de um escândalo de fraude bilionária envolvendo a instituição financeira.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a contratação de Mantega ocorreu após o governo Lula desistir de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale, no início de 2024.

A indicação foi retirada depois de uma reação negativa do mercado financeiro, que criticou a possível nomeação do ex-ministro.

A intermediação do pedido teria sido feita por Jaques Wagner, que mantinha relação com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Ainda de acordo com a reportagem, Guido Mantega esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre janeiro e dezembro de 2024, período em que já atuava como consultor do banco.

Oficialmente, porém, os registros das agendas não faziam qualquer menção a assuntos relacionados ao Banco Master.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/vorcaro-deu-boquinha-de-r1-milhao-mensais-para-mantega-a-pedido-do-governo-lula

Uma caminhada pela justiça e liberdade  

A caminhada de Nikolas aponta para algo essencial ao Brasil: a necessidade de colocar-se em movimento em defesa do que é justo, de agir licitamente, na medida das possibilidades de cada um, contra o cenário grotesco de corrosão do Estado de Direito (Foto: Vitor Liasch / Gabinete do vereador Lucas Pavanato)

O deputado federal Nikolas Ferreira está na etapa final de uma iniciativa ousada.. Na segunda-feira (19), ele iniciou uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros, partindo de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, rumo a Brasília. Nikolas e o grupo que o acompanha – formado por outros políticos e cidadãos que aderiram espontaneamente à manifestação – chegarão à capital neste domingo (25), onde ocorrerá um ato público na Praça do Cruzeiro. O evento, batizado de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, foi anunciado pelo parlamentar como forma de protesto pacífico contra as arbitrariedades no país. Nada mais oportuno.

A caminhada de Nikolas, gesto de forte simbolismo, aponta para algo essencial ao Brasil: a necessidade de colocar-se em movimento em defesa do que é justo, de agir licitamente, na medida das possibilidades de cada um, contra o cenário grotesco de corrosão do Estado de Direito e de desordem constitucional que se instalou no país. Muitos brasileiros – ao menos aqueles que já compreenderam a gravidade da situação, pois ainda há, infelizmente, quem não enxergue com clareza o que ocorre – sentem-se hoje impotentes, desorientados, sem saber como reagir.

Oxalá cada brasileiro se sinta igualmente estimulado a colocar-se em movimento, onde quer que esteja, da forma que lhe for possível, fazendo o que estiver ao seu alcance, sempre dentro da legalidade, para reverter o estado de exceção que se instalou no país

 Ao longo dos últimos anos, a população tem sido relegada à margem das grandes discussões, sistematicamente ignorada e, em não poucos casos, silenciada à força, tendo de conviver com um ambiente de insegurança e opressão que avança até sobre direitos elementares, como a liberdade de expressão e de pensamento. Nesse contexto, até manifestações justas e pacíficas, individuais ou coletivas, passaram a ser tratadas como ofensas às instituições e até como crimes contra o Estado – algo impensável em uma democracia. Ainda assim – ou justamente por isso – é preciso insistir.

Não existe uma “bala de prata”, como bem observou Nikolas: nenhuma solução mágica será capaz de restaurar de imediato o Estado de Direito brasileiro. Muito ainda precisa ser feito, e toda mobilização firme, constante e corajosa, em diferentes esferas e por múltiplos meios, faz diferença. Ainda que pareça insignificante, cada gesto ou ação lícita em defesa da legalidade, do equilíbrio entre os poderes e das garantias constitucionais pesa na balança.

Quando Nikolas deu início à caminhada, foi alvo de chacotas e acusado de buscar autopromoção – ele deverá concorrer nas eleições deste ano. Na imprensa, a iniciativa foi ignorada por diversos veículos ou tratada com desdém, quando não criticada abertamente – seria legítimo questionar se a reação seria a mesma caso o deputado fosse filiado a algum partido de esquerda. Ainda que a mobilização possa render dividendos políticos, a causa defendida por Nikolas é justa e o meio escolhido para chamar atenção é plenamente lícito. Qualquer brasileiro tem o direito de ir e vir, de caminhar para onde desejar. E de manifestar-se pacificamente em defesa daquilo que considera correto.

Ainda assim, houve tentativas de impedir o avanço do deputado, como a dos petistas Lindbergh Farias e Rogério Correia, que protocolaram, na quarta-feira (21), um pedido junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para barrar a continuidade da caminhada, alegando, de forma pouco convincente, suposta preocupação com a segurança dos participantes. Toda mobilização que expõe as arbitrariedades que proliferam no país incomoda aqueles que desejam preservá-las.

O crescimento do apoio e da participação ao longo do percurso foi notório. No início, cerca de 40 pessoas seguiam pela BR-040; o grupo, porém, ampliou-se nos dias seguintes, alcançando centenas de participantes. Além da presença de outros políticos e lideranças, cidadãos comuns também se juntaram ao trajeto ou ofereceram apoio, distribuindo água, isotônicos e refeições gratuitamente aos manifestantes, fazendo o que estava ao seu alcance para colaborar.

Independentemente de qualquer resultado concreto que a mobilização de Nikolas venha a produzir, seu mérito é inequívoco. Além de chamar atenção para os abusos recorrentes do Judiciário e para as violações de direitos dos presos do 8 de janeiro, entre outros pontos, a iniciativa pode tornar-se um marco relevante. Como observou o colunista da GazetaDeltan Dallagnol, a marcha demonstra que ainda é possível ao povo ocupar o espaço público e protestar, apesar do medo.

Oxalá cada brasileiro se sinta igualmente estimulado a colocar-se em movimento, onde quer que esteja, da forma que lhe for possível, fazendo o que estiver ao seu alcance, sempre dentro da legalidade, para reverter o estado de exceção que se instalou no país.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/nikolas-ferreira-caminhada-pela-justica-e-liberdade/

Alexandre Garcia

STF blinda ministros, torra dinheiro público e acha que está tudo normal

Em nota, Fachin diz que o STF não se curva a pressões e critica o “primitivismo da pancada” em ataques ao Judiciário (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Pode haver uma saída honrosa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli da relatoria do caso Master. E ela pode passar sabe para onde? Para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por quê? Porque Daniel Vorcaro, controlador do banco, depôs na Polícia Federal e contou que se encontrou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Eles conversaram sobre o Master.

Pronto, agora está envolvido um governador. E quando há processos envolvendo governadores, eles são encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça. Está aí uma boa saída. Aliás, parece que Vorcaro derrubou a candidatura de Ibaneis para o Senado.

Os resorts preferidos de Toffoli

Falando nisso, eu estava vendo que os irmãos de Toffoli também estão em um resort que ainda não foi terminado na beira do Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mais um resort. Aí eu fico assim: qual é a semelhança entre o sítio de Atibaia e esse resort casino? Eu acho que é “um é dos meus amigos e o outro é dos meus irmãos”, né?

Aliás, o Estadão está mostrando que tinha pina colada livre, né? Copa livre, bar livre de pina colada e outros drinks do bar do resort-casino. O ministro Toffoli estava oferecendo uma grande recepção de fim de ano. Segundo o Estadão, tinha mais de 100 convidados por lá. Chegou ao ponto de o repórter do Estadão, que estava hospedado lá, testar o casino. Jogou R$ 20 e perdeu. O fotógrafo foi mais sortudo. Jogou R$ 20 e ganhou R$ 50. Tudo é via Pix. É uma coisa bem moderna.

Para Fachin, tudo está normal

Tem também essa nota do ministro presidente do Supremo, Edson Fachin, que justifica, acha tudo normal que está acontecendo lá. Já enterrou o código de conduta dele, como já tinha enterrado a Constituição dizendo que é preciso moralidade, impessoalidade. Dizendo que tem que ter reputação ilibada.

Está no Globo que o STF vai comprar 126 sofás e num preço de R$ 438 mil reais, que dá um custo de R$ 3.476 por sofá. Eu fui ver na internet o preço de sofás, R$ 2,3 mil, R$ 1,3 mil, R$ 1,1 mil. Acima desse preço, só de couro mesmo. Ou aquela de sofá-cama que abre e tal.

O ministro Fachin diz que estão tentando destruir instituições. O que destrói alguma coisa é o que vem de fora ou é o cupim que pega por dentro?

Brasil desrespeita direitos das mulheres do Irã

O governo brasileiro na sua política externa não considera mulher humana? Sabem por quê? Agora lá na ONU houve uma votação condenando as violações de direitos humanos no Irã, onde a mulher não tem direitos humanos. E o Brasil se absteve, não condenou. E fica o governo brasileiro fazendo gracinha com as mulheres aqui, acha que mulher no Irã não é humana. Ou teria condenado as violações lá.

O réveillon de Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) foi a Angra no réveillon com um jatinho da FAB. Mas não foi de Brasília para Angra; foi de João Pessoa para Angra. O jatinho levou 11 pessoas. E o presidente da Câmara botou num sigilo. Ninguém pode saber quem foram os passageiros desse voo que foi até o Aeroporto Santos Dumont e de lá foram via terrestre. Não faz nenhum sentido.

A resposta foi: “está em sigilo por segurança do voo”. Mas o voo já foi realizado. Se alguém quisesse fazer uma sabotagem no voo, atacar o voo, jogar um míssil, alguma coisa, agora não adianta mais. O voo já foi feito. Foi lá no réveillon. Aliás, eu não trocaria praias do Nordeste por uma praia mais ao sul. A água do mar é bem mais atraente no Nordeste, né? Agora, tem o seguinte: As pessoas não se dão conta que quando elas se tornam pessoas públicas, servidores públicos, elas estão sob a transparência, a publicidade, a moralidade, a impessoalidade de que fala, não só fala como impõe, a Constituição, no artigo 37.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stf-blinda-ministros-torra-dinheiro-publico-e-acha-que-esta-tudo-normal/

Luís Ernesto Lacombe

Maracu… Tayayá…

Tayayá Aqua Resort fica às margens da represa de Chavantes, região do Norte Pioneiro do Paraná. (Foto: divulgação/Tayayá Aqua Resort)

“Tayayá” é mesmo um nome sugestivo. É resort chique em Ribeirão Claro, no Paraná. É lugar por onde circula como “imperador” o ministro do STF Dias Toffoli. Para alguém que aprovou e achou engraçado o roubo de um processo por um advogado, para alguém que foi reprovado duas vezes no concurso para juiz, para alguém que foi consultor jurídico da Cut e do PT, advogado do Lula, assessor do José Dirceu, ele foi longe. O problema é quando se vai longe demais… E ele foi também.

Em 2001, oito anos antes de se tornar ministro do STF, Toffoli foi condenado pela Justiça do Amapá a devolver R$ 420 mil porque venceu uma licitação de forma ilegal para prestar serviços advocatícios ao estado… Na imprensa quase ninguém se lembra disso… Também já não se fala mais da mesada de R$ 100 mil que o ministro recebia do escritório de advocacia “da mulher dele”, Roberta Maria Rangel. Pelo jeito, também deve ser ignorado o fato de que Toffoli atrapalhou as investigações baseadas em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal que envolviam os escritórios de sua mulher e da mulher do colega Gilmar Mendes.

Na época do mensalão, o ministro não se declarou suspeito para julgar antigos clientes e amigos… Quando veio o petrolão, ele teve a desfaçatez de dizer que a Lava Jato destruiu empresas, naquele raciocínio torto de que o problema não é a corrupção, mas o combate a ela. Como sua cara de pau é ilimitada, Toffoli declarou, sem enrubescer: “Se existe combate à corrupção, tão necessário a este país, é graças ao STF”. E logo partiu para a anulação do que pôde da Lava Jato, inclusive o pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

“’Tayayá’ é maracutaia com eco”

Em 2019, a imprensa pouco se incomodou com a censura imposta por Toffoli a veículos de comunicação. A imprensa não viu problema quando ele desrespeitou o regimento interno do Supremo e escolheu Alexandre de Moraes para tocar o ilegal Inquérito do Fim do Mundo, que em breve completará sete anos. O “amigo do amigo do meu pai” foi citado na delação de Marcelo Odebrecht… A acusação: Toffoli teria recebido por dois anos, quando era advogado-geral da União, verbas repassadas pela empreiteira baiana da família do delator.

Por duas vezes, em 2020 e 2021, Toffoli disse que o STF é um “poder moderador”, mesmo que não haja nada na Constituição sobre isso. E, então, ele resolveu se declarar o “editor do Brasil”… E a imprensa ficou calada, quietinha. A imprensa nunca perguntou nada, nunca foi direto ao ponto nas cobranças que deveriam ser inescapáveis. Agora, parece, uma parte dela despertou… E esse nome tão sugestivo, “Tayayá”, vai tomando espaço nas notícias.

A história é toda suspeita. Em 2022, depois de ação do Ministério Público Federal, a Justiça Federal suspendeu as licenças para a construção do Tayayá Aquaparque Hotel & Resort. Áreas de Preservação Permanente não estariam sendo respeitadas. Um acordo, no ano seguinte, permitiu a continuidade das obras… Seria bom que se investigasse como se deu essa liberação. Alguém acredita que pode ter havido pressão de um certo ministro do STF? Ou seria leviano fazer tal pergunta?

São muitas questões envolvendo o Tayayá, que até cassino frequentado por crianças tem… O empreendimento envolveu empresas que oficialmente pertencem a um primo e dois irmãos do magistrado, com a participação de fundos de investimentos da cadeia do fraudulento Banco Master, que Toffoli faz de tudo para que não seja investigado. Depois, o resort foi integralmente vendido a um advogado ligado aos irmãos Batista, aqueles que se livraram de uma multa bilionária graças a Toffoli.

De repente, parte das ações passou a pertencer a uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, com supervalorização de ativos em curto período e dificuldade para identificar o destinatário final do dinheiro… É um procedimento semelhante ao identificado pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master…

E não acabou… Repórteres do jornal O Estado de S. Paulo estiveram na casa de José Eugênio Dias Toffoli, um dos irmãos do ministro do Supremo Dias Toffoli, que seria um dos donos originais do Tayayá Resort… É um imóvel de classe média, simples, em Marília, no interior de São Paulo, com visíveis problemas de conservação. Os jornalistas conversaram com a cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, mulher de José Eugênio. Ela afirmou que o marido atua apenas como engenheiro eletricista: “As pessoas ficam inventando coisas, que o José Eugênio é dono do Tayayá”.

Será que os irmãos e o primo do ministro Dias Toffoli foram usados como “laranjas”? Será que sabiam do esquema? O silêncio do magistrado, por enquanto, é quase uma confissão de culpa… Sempre foi muito claro que Toffoli nunca teve notável saber jurídico, nem reputação ilibada… A sabatina no Senado que o aprovou para o Supremo foi apenas mais um chá das cinco… As perguntas que não fizeram se multiplicaram desde sua indicação ao STF. São muitas suspeitas de trambiques e tramoias, que precisam ser investigadas, doa a quem doer. Por enquanto, como escreveram no chat de um dos meus programas no YouTube: “’Tayayá’ é maracutaia com eco”…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luis-ernesto-lacombe/tayaya-banco-master-suspeitas-dias-toffoli/

Marcel van Hattem

Toffolão

O ministro do STF Dias Toffoli está diretamente envolvido nas controvérsias do Banco Master. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Venho alertando, denunciando e combatendo há anos aquilo que, apenas agora, virou consenso na grande mídia brasileira: as ilegalidades, abusos e inconstitucionalidades de quem deveria fazer Justiça. Com exceção desta Gazeta, além de outras honrosas companhias, o que estamos vendo desde abril de 2019, com a abertura do Inquérito das Fake News, é uma complacência e até mesmo um apoio aos métodos autoritários de ministros do STF, a começar por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foram eles os grandes protagonistas daquele inquérito original, usado para censurar a Revista Crusoé, que trazia em sua capa, justamente, uma denúncia contra Dias Toffoli por recebimento de propina de Marcelo Odebrecht.

Mesmo com a cortina de ferro imposta pela mídia, segui denunciando os abusos, as relações promíscuas, o ativismo judicial e a corrosão silenciosa das instituições brasileiras promovidos pelo STF. Quem aludia à verdade foi frequentemente tratado como conspiracionista, golpista e radical. A implacável perseguição a quem ousou, nesses últimos anos, manter-se fiel à verdade e íntegro resultou em censura, multas pesadas e até mesmo prisões ilegais e arbitrárias.

Chegado 2026, a caixa de Pandora foi aberta. Ninguém pode ignorar mais o escândalo que envolve o Banco Master e enreda altíssimas figuras da outrora República — inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal e, especialmente, mais uma vez, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Enquanto a mídia brasileira desperta de seu sono profundo, é, ironicamente, a revista The Economist, um dos mais respeitados e antigos veículos internacionais, quem descreve, com frieza e método, aquilo que, até pouco tempo atrás, preferiu-se ignorar nos meios nacionais: o escândalo do Banco Master não é apenas financeiro. Longe disso: é também político e institucional, consequência das mazelas criadas pela própria Corte, que a tornaram intocável, fora do alcance de qualquer fiscalização externa. Como dizia Lord Acton: “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”.

E o que foi que tornou o caso do Banco Master o exemplo mais acabado da crise e bandalheira institucional que vivemos? O texto da The Economist escancara o que já denunciamos há anos: o Brasil vive uma teia de relações espúrias entre poder econômico, classe política e Judiciário. Quando um ministro do STF mantém relações indiretas com personagens centrais de um escândalo bilionário; quando contratos milionários são firmados com escritórios ligados a familiares de magistrados; quando há viagens em jatos privados de advogados de partes interessadas; quando processos “caem por sorteio” sempre nos mesmos colos; quando investigações são arquivadas sem explicações convincentes, não estamos mais falando de coincidências. Estamos falando de uma verdadeira captura institucional.

O caso envolvendo Alexandre de Moraes é emblemático. Um contrato de dezenas de milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, seguido de contatos frequentes com o presidente do Banco Central antes da liquidação do banco, levantou suspeitas legítimas. A reação do ministro, em lugar de esclarecer a situação, levantou ainda mais suspeitas. Partiu-se para a intimidação, inclusive com investigação contra órgãos de controle para apurar supostos “vazamentos”. É o velho método autoritário: em vez de explicar os fatos, ataca-se quem pergunta.

A situação de Dias Toffoli não é menos constrangedora. Viagens em jato privado com advogado ligado ao banco. Relatoria de processos sensíveis envolvendo o caso. Investimentos de familiares de Vorcaro em empreendimento turístico associado a parentes do ministro — o agora famoso Resort Tayayá. Pode até não haver prova cabal de dolo, ainda, mas há algo igualmente grave em uma democracia: a perda completa da aparência de imparcialidade. À esposa de César não é dado apenas ser honesta; ela deve parecer honesta também. E, assim, um novo escândalo nasce no Brasil, batizado de Toffolão.

O mais revelador de tudo é que foi preciso um escândalo financeiro bilionário, com repercussão internacional, para que parte da grande imprensa começasse a, finalmente, “perceber” o problema. A matéria da The Economist não nos surpreende. E não deveria surpreender a ninguém, pois ela apenas confirma que o Brasil precisa urgentemente de um Judiciário contido pela Constituição, de um Congresso que volte a exercer suas prerrogativas e de uma cultura política que rejeite o conluio entre Estado e interesses privados.

O sistema reagirá, como sempre reage. Mas a verdade, uma vez exposta, ainda mais ao olhar internacional, tem um efeito corrosivo sobre o arbítrio. E nós — a Gazeta do Povo, eu e tantos outros — continuaremos denunciando. Não porque agora “virou moda”, mas porque sempre foi necessário. A diferença é que, hoje, felizmente, quem jamais poderia ter dormido dá sinais de que está acordando.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/marcel-van-hattem/toffolao/

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