Lula boicotou acordo do Mercosul com ciúmes do presidente paraguaio

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Lula (PT) boicotou a assinatura do acordo com a União Europeia por ciúmes de Santiago Peña, presidente de direita do Paraguai que estreou sua presidência no Mercosul fazendo História. Lula quis assinar o acordo quando presidia o bloco, mas fracassou. Também está com raiva porque Peña negocia com Donald Trump atrair datacenters dos EUA com sua energia de Itaipu, e sem “pedir licença” a Lula. Que não quer ver Peña “nem vestindo camisa do PT”, ironiza um diplomata no Planalto. Político conservador com ideias atuais, não há perigo de Peña vestir vermelho.

Paraguai tem de sobra

Energia barata atrai datacenters e indústrias. Porém, gente competente no comando e segurança jurídica são diferenciais próprios do Paraguai.

Brasileiros se mudam

Lula também está enciumado porque mais de 200 indústrias trocaram o Brasil pelo Paraguai, atraídas pela elogiada política econômica de Peña.

São todos Mercosul

O Paraguai quer os empregos das fábricas que se mudam para lá e que continuam abastecendo o mercado brasileiro: afinal, são todos Mercosul.

Empregos roubados

Indústria no Paraguai paga de 1% de imposto de exportação, 10% de IR e 0% ao importar insumos. O Brasil rouba mais de 37% de quem produz.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-boicotou-acordo-do-mercosul-com-ciumes-do-presidente-paraguaio

Preso, desembargador recebeu R$64 mil em dezembro

Desembargador Macário Judice Neto. (Foto: Reprodução).

Mesmo detido na Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), recebeu uma remuneração bruta de R$ 64.137,79 em dezembro de 2025. O magistrado está preso desde o dia 17 de dezembro, sob a acusação de vazar informações sigilosas de investigações para lideranças do Comando Vermelho.

O montante recebido pelo desembargador inclui o subsídio fixo e gratificações diversas. Embora o valor bruto tenha superado os R$ 64 mil, o rendimento líquido foi de R$ 42.479,37 após os descontos obrigatórios, como previdência e imposto de renda, além da retenção pelo teto constitucional. Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), juízes e desembargadores mantêm o direito ao salário mesmo quando afastados ou presos preventivamente.

A prisão de Júdice Neto ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de corrupção envolvendo o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. A Polícia Federal aponta que o desembargador utilizava seu cargo para proteger membros da organização criminosa, fornecendo avisos antecipados sobre operações policiais iminentes.

Dados do Portal da Transparência revelam que, antes de sua prisão, o magistrado chegou a receber valores ainda mais expressivos: R$ 80,5 mil líquidos em novembro e R$ 127,8 mil em outubro de 2025. A defesa de Macário Júdice Neto nega as acusações, enquanto as investigações continuam a detalhar as conexões entre agentes públicos e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/preso-desembargador-recebeu-r64-mil-em-dezembro

Irmão de Toffoli tem condenação judicial e contas rejeitadas

Ministro do STF, Dias Toffoli. (Foto: Antonio Augusto/STF).

O ex-prefeito de Marília (SP) José Ticiano Dias Toffoli (PT), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, acumula decisões judiciais e administrativas relacionadas à sua passagem pela prefeitura do município paulista em 2012.

O histórico inclui condenação por irregularidades em obra pública, questionamentos sobre uso de verbas vinculadas e rejeição de contas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Em setembro de 2025, a Justiça condenou Ticiano a devolver R$ 180 mil aos cofres públicos por irregularidades na contratação de serviços de recapeamento asfáltico. A decisão apontou que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado. O ex-prefeito Mário Bulgareli, um ex-secretário municipal e a empresa contratada também foram responsabilizados. A defesa de Ticiano afirmou que o processo ainda não transitou em julgado e que ele foi absolvido em outras ações.

Outro caso envolveu a utilização de R$ 28 milhões em recursos vinculados às áreas de saúde e educação para despesas gerais da prefeitura. Em primeira instância, Ticiano e Bulgareli chegaram a ser condenados criminalmente, com penas convertidas em multa. No entanto, em fevereiro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou a decisão, reconhecendo a prescrição e a ausência de comprovação de intenção de prejuízo ao Erário.

Na esfera administrativa, o TCE-SP rejeitou as contas da prefeitura referentes ao exercício de 2012, apontando déficits e resultado financeiro negativo. A decisão foi confirmada pela Câmara Municipal, encerrando a análise das contas daquele ano.

Ticiano assumiu a Prefeitura de Marília em março de 2012, após a renúncia de Bulgareli, e permaneceu no cargo até dezembro do mesmo ano. Recentemente, reportagens também mencionaram conexões indiretas de familiares do ministro Dias Toffoli com fundos de investimento associados ao Banco Master, embora esses fundos não sejam alvo direto de investigação.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/irmao-de-toffoli-tem-condenacao-judicial-e-contas-rejeitadas

Moraes veta perícia para avaliar se Bolsonaro deve ir à prisão domiciliar

Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Fotos: Gustavo Moreno/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de obter avaliações de médicos peritos sobre ser ou não necessária uma mudança de seu regime penal fechado para uma eventual prisão domiciliar. O ministro vetou questionamentos que devem produzir respostas para um laudo médico que dará subsídio para decisões a respeito do cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta pelo STF a Bolsonaro por acusações de crimes na “trama golpista” contra a eleição do presidente Lula (PT).

As questões produzidas pelo médico Dr. Cláudio Birolin, que trata o quadro sensível de saúde do líder da oposição no Brasil, foram vetadas porque extrapolariam o objetivo técnico da perícia, segundo Moraes, por sugerir que peritos fizessem análises jurídicas ou subjetivas.

Moraes dispensou perguntas a exemplo das que pediam uma avaliação técnica sobre o ambiente prisional ser adequado ou não ao tratamento médico do ex-presidente, que está preso em sala do Estado Maior da Polícia Militar na Papudinha, em Brasília. Bem como a respeito da indicação ou não do regime domiciliar como mais indicado para preservar sua saúde e integridade física de Bolsonaro.

“Foram indeferidos quesitos que demandavam avaliação sobre eventual necessidade de prisão domiciliar ou sobre interpretação de dispositivos legais, matérias que não competem à junta médica”, diz um trecho da decisão de Moraes.

Em suma, o ministro aceitou que a defesa de Bolsonaro indicasse um médico da confiança do ex-presidente para atuar como assistente técnico. Mas não permitiu que fossem feitas todas as perguntas à perícia que poderia decidir, por si, avaliar sobre a pertinência ou não dos questionamentos da defesa.

Bolsonaro foi transferido para um batalhão da PM no Complexo da Papuda neste mês de janeiro, após ter passado 54 dias em uma sala adaptada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ao longo deste período, sua família denunciou diversas vezes o tratamento dado ao ex-presidente. E consideraram inadequado e até torturante o ambiente da PF, por causa do quadro delicado de saúde do político de 70 anos que tem sequelas da facada no atentado contra sua vida, ocorrido na campanha eleitoral de 2018. Crises de soluços, vômitos e tontura têm sido constantes.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/moraes-veta-pericia-para-avaliar-se-bolsonaro-deve-ir-a-prisao-domiciliar

STF torna ré mulher que insultou Dino em voo

Ministro Flávio Dino, presidente da 1ª Turma – (Foto: Antonio Augusto/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade tornar ré Maria Shirlei Piontkievicz, enfermeira e servidora do governo do Paraná, por proferir insultos contra o ministro Flávio Dino, em um voo de São Luís (MA) a Brasília.

O caso ocorreu em setembro do ano passado e tramitou na 1ª Turma da Corte, onde Dino é o atual presidente.

O Acórdão da decisão foi publicado no dia 16 de janeiro e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (19).

A 1ª Turma da Corte é formada por Flávio Dino (presidente), Carmén Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Na denúncia, Maria Shirlei foi acusada de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.

Na época, a assessoria do ministro afirmou que a mulher teria tentado avançar para cima do ministro e logo foi contida por um segurança. Maria Shirlei fazia parte de um grupo de turistas que contava com 16 pessoas.

Segundo a assessoria, a mulher entrou dizendo que a aeronave “estava contaminada” e que “não respeita essa espécie de gente”.

“Ressalte-se que a passageira também gritava frases como ‘o Dino está aqui’, apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo. A mulher somente cessou sua conduta após ser advertida pela aeromoça chefe de cabine”, diz a assessoria em nota.

A mulher acusada de agressão a Dino prestou depoimento e foi liberada. A mulher assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência para registro de uma infração penal de menor potencial ofensivo.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/stf-torna-re-mulher-que-insultou-dino-em-voo

Toffoli descarta deixar relatoria do caso Master

Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes (STF) – (Foto: Andressa Anholete/STF)

Relator da ação que investiga a liquidação do Banco Master, o ministro Dias Toffoli (STF), alvo de questionamentos perante a condução do caso, descarta uma suposta saída do caso. O ministro sofre pressão para deixar a relatoria do caso tanto dentro quanto fora do tribunal em Brasília, segundo informações da CNN.

O embate se acendeu quando Toffoli entrou em conflito com a Polícia Federal (PF), após o resultado do desdobramento da operação “Compliance Zero”. O magistrado deferiu críticas ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e destacou uma suposta “omissão” na rapidez da operação.

A interlocutores, ele destaca que não tem motivos para deixar os trabalhos na investigação no tribunal. O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.

Um ministro não pode atuar em casos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja advogado ou juiz — ou em que se vejam interesses de um parente próximo.

O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.

Caso o ministro entregue a relatoria do caso, as ordens demandadas por ele nas operações, sigilos e investigações seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator do STF seria sorteado.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/toffoli-descarta-deixar-relatoria-do-caso-master

Jordy: Relação financeira torna relatoria de Toffoli no Caso Master ‘insustentável’

Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). (Foto: Diário do Poder).

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a situação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é “insustentável e ele precisa ser retirado da relatoria do caso Master”.

A declaração ocorre após reportagem do Estadão revelar a relação entre o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um fundo de investimento que adquiriu participação da família de Toffoli em um resort de luxo no interior do Pará.

Segundo a reportagem, Fabiano Zettel, pastor e empresário, além de cunhado de Vorcaro, é o proprietário do fundo de investimento Leal, que comprou parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá.

Documentos obtidos pelo jornal indicam que a participação adquirida estava avaliada, à época, em cerca de R$ 6,6 milhões.

O fundo Leal teve Zettel como único cotista entre os anos de 2021 e 2025. Ainda de acordo com o Estadão, por meio do Leal e de outro fundo de investimento, Zettel passou a figurar como sócio do resort Tayayá. Aproximadamente R$ 20 milhões oriundos do fundo teriam sido aplicados no empreendimento.

A reportagem também aponta que os familiares do ministro Dias Toffoli foram os principais acionistas do resort, embora o magistrado não tenha participação direta no negócio.

Mesmo assim, o caso levantou questionamentos no meio político devido ao fato de Toffoli ser o relator, no Supremo Tribunal Federal (STF), do inquérito que investiga o Banco Master.

O processo chegou ao STF após a defesa de Daniel Vorcaro apresentar pedido para que o caso fosse analisado pela Corte, o que resultou na redistribuição do inquérito para a relatoria de Toffoli.

Para Jordy, a revelação compromete a imparcialidade necessária ao julgamento.

“Cunhado do Vorcaro é dono de fundos de investimento e comprou participações num resort que pertenciam aos irmãos de Toffoli. A situação do ministro é insustentável e ele precisa ser retirado da relatoria do caso Master”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/fundo-ligado-ao-cunhado-de-vorcaro-teria-comprado-participacao-da-familia-toffoli-em-resort

Mais um inquérito sigiloso para a conta de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu inquérito de ofício para investigar possível vazamento de dados de familiares de ministros do STF. (Foto: Antônio Augusto/STF)

Os desdobramentos do escândalo do Banco Master estão atingindo em cheio as famílias de dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Primeiro, foi a revelação, por colunistas do jornal O Globo, do multimilionário contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes: um total de R$ 129 milhões (ou R$ 3,6 milhões mensais) por serviços diversos, quantia que assombrou até mesmo advogados das maiores bancas brasileiras. Depois, os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo expuseram negócios e uma sociedade (já desfeita) entre empresas de irmãos e um primo de Dias Toffoli e parte da um enorme teia tecida por Daniel Vorcaro para levar adiante suas fraudes, incluindo um cunhado do banqueiro e um fundo de investimentos administrado pela Reag, corretora investigada por possíveis ligações com o crime organizado e liquidada pelo Banco Central no dia 15.

Mesmo aquela parte da imprensa que fechou os olhos ou mesmo aplaudiu os abusos cometidos pelo STF quando se tratava de “derrotar o bolsonarismo” (como disse uma vez Luís Roberto Barroso) tem sido bastante dura com os ministros – especialmente Toffoli, que já era considerado sem condições para relatar o caso do Master no Supremo desde a revelação de sua carona aérea com o advogado de um dos sócios de Vorcaro, e que tem cometido absurdos em sequência na condução dessa investigação. Pressionados, os ministros responderam, então, fazendo o que sabem fazer de melhor. Se em 2019 foi Toffoli que, presidindo o STF, abriu de ofício o “inquérito das fake news”, distorcendo o Regimento Interno do Supremo e entregando a investigação a Moraes sem sorteio, agora é Moraes, ocupando interinamente a presidência da corte no lugar de Edson Fachin, que repete a dose.

Moraes quer abater o mensageiro enquanto as ilegalidades, as suspeitas, as ligações indecentes são convenientemente varridas para baixo do tapete

Sem provocação nenhuma do Ministério Público, e convicto de que os dados foram obtidos pelos jornalistas não graças a seu trabalho investigativo, mas a algum vazamento de dados protegidos, Moraes abriu um novo inquérito – sigiloso, é claro, para não perder o costume – para investigar se alguém na Receita Federal ou no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, órgão vinculado ao Banco Central) acessou informações sigilosas dos familiares dos ministros e os repassou à imprensa. Pouco importa se algo assim, caso tenha ocorrido, não se deu “na sede ou dependência do Tribunal”, a condição imposta pelo artigo 43 do RISTF para a abertura de um inquérito de ofício: as supostas fake news envolvendo ministros em 2019 também não foram publicadas de computadores dentro do Supremo, e isso não impediu a abertura do “inquérito do fim do mundo”. Também não importa que, mais uma vez, Moraes e Toffoli tenham interesse direto no assunto, pois são seus familiares que estão no olho do furacão; nem que auditores da Receita ou do Coaf não tenham prerrogativa de foro – isso tudo já se tornou mero detalhe na nossa juristocracia.

Assim, Moraes coloca em ação o mesmo método que empregou contra seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro, que denunciou os métodos ilegais usados no STF e no TSE para perseguir jornalistas e políticos críticos ao Supremo, e vasculhar as redes sociais de manifestantes do 8 de janeiro à procura de razões para mantê-los presos. Absolutamente nenhuma das estarrecedoras revelações de Tagliaferro é alvo de investigação; em vez disso, foi ele quem se tornou réu por crimes como violação de sigilo funcional (uma admissão implícita de que suas denúncias são verdadeiras) e até mesmo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Trata-se de abater o mensageiro enquanto as ilegalidades, as suspeitas, as ligações indecentes são convenientemente varridas para baixo do tapete.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com décadas de experiência como delegado da Polícia Civil, matou a charada em uma publicação no X: “Os ministros Toffoli e Moraes tentam de todas as formas constranger e ameaçar a Polícia Federal e a Receita. É abuso de poder escancarado. Não conseguem explicar relações com investigados e transações milionárias, então partem para a intimidação”. E, se o inquérito das fake news começou com um ataque grosseiro à liberdade de imprensa, com a censura à revista Crusoé, não é demais imaginar que, desta vez, veremos tentativas de intimidar os profissionais da imprensa que trouxeram a público as informações sobre o contrato de Viviane Barci e os negócios da família de Toffoli, por exemplo tentando fazê-los entregar suas fontes, violando um sigilo protegido constitucionalmente.

A hipótese de vazamento, hoje, não tem base alguma, mas seria igualmente precipitado garantir que não ocorreu nada desse gênero. No entanto, qualquer investigação teria de seguir seu curso correto: um pedido do Ministério Público, ao juízo competente, sem ministros supremos acumulando papéis de vítimas (ou familiares de vítimas), investigadores e julgadores. Em vez disso, temos mais uma vez a supremocracia em ação, em que a investigação se transforma em intimidação, em que a lei é substituída pelas vontades dos ministros, e em que os fatores merecedores de investigação ficam em segundo plano diante da tentativa de descobrir como veio à luz aquilo que deveria ter permanecido oculto.

FONTE: DP https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/alexandre-de-moraes-inquerito-banco-master/

Paulo Briguet

Caso Master: o mar de lama do Regime PT-STF

Transparência Internacional Brasil afirmou que a PGR deveria pedir o afastamento de Toffoli do inquérito do Banco Master. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

“Nem todo o oceano será capaz de lavar o sangue das minhas mãos.”
(Shakespeare, Macbeth)

Pegajoso, pútrido, escorregadio, borbulhante, implacável, ameaçador e letal, ele escorre por todos os lados, feito um animal cego que avança no meio de um pesadelo. Não tem uma forma definida ou dimensão mensurável; sem pedir licença, move-se como uma lesma gigantesca e atroz, carregando tudo que existe pela frente; seu odor fétido de argila revolvida abraça os limites geométricos do espaço, empesteando a atmosfera e as próprias almas. É uma coisa não newtoniana, ora líquida e invasiva, ora sólida e asfixiante; e o vapor que exala lembra o veneno dos infernos.
Estou falando dele, do mar de lama.

Começou não com a explosão de um dique, mas com um suspiro no aeroporto. Momentos antes de embarcar para as Arábias, o banqueiro foi preso. Sim, ele, o homem do Master, o mestre, o maestro, o amigo dos maiorais e dos magistrados, acabou sendo apanhado antes de decolar. E, desde aquele momento, a lama não parou de escorrer por todos os poros do gigante deitado em berço esplêndido.

Entenda-se: o mar de lama não é simplesmente algo que aconteceu no governo, mas a sua razão de ser. Constitui a essência mesma dos que mandam no país. Não há um mar de lama no governo, há um governo no mar de lama. Assim como o Espírito de Deus pairava sobre as águas, o espírito do diabo paira sobre o atoleiro.

Eles negam a existência do diabo e agora tentam negar a existência do brejo oceânico. Inútil! Mal o banqueiro havia obtido seu habeas corpus, as ondas sujas tomavam corpo, penetrando as portas e as paredes do Supremo Soviete. A maré viscosa correu pelo chão de mármore, tingiu as tapeçarias, invadiu os gabinetes, envolveu as poltronas, manchou as togas e inundou os palácios.

Dizem que à noite, quando todos estão dormindo, a lama cobre inteiramente até mesmo aquela horrível estátua que foi manchada de batom pela Débora. Em seguida, tudo é apagado pelos funcionários do asseio público, com a ajuda dos influenciadores de aluguel.

Enquanto os chefes se reúnem para decidir o que fazer, o som da maré sombria, ao mesmo tempo metálica e sulfúrea (por ser composta de terra e matéria orgânica em decomposição), pode ser ouvido ao fundo. Nas paredes das salas de reunião, já se veem as manchas escuras e as sombras das leis e processos apodrecidos. Até o uísque e os canapés servidos nessas reuniões carregam um aroma de sepulcro.

O mar de lama é um monstro que se alimenta com voracidade. Ei-lo deglutindo os 139 milhões da advogada-esposa, o resort de luxo, os diálogos cabulosos entre a bandidagem, os seis telefonemas desesperados, o rato ministerial que abandonou o navio, as celebridades movidas a likes e cash, as economias de vidas inteiras, os contratos frios, as mensagens de celular, as imagens comprometedoras de festinhas particulares e a paz dos que ousaram denunciar os verdadeiros crimes.

É claro que o mar de lama não se limita ao Master: ele também está no INSS, no Pix, nos Correios, nas estatais, na Rouanet, nas milícias virtuais do regime, na orgia perpétua de Brasília. Hoje, nós somos inteiramente governados pelos navegantes do mar de lama.

Assim, de golpe em golpe, de fraude em fraude, de farsa em farsa, de escândalo em escândalo, de desfalque em desfalque, de desvio em desvio, de imposto em imposto, de roubo em roubo, de assalto em assalto, o mar de lama vai sufocando a todos nós.

Chegará o dia em que esses timoneiros do caos olharão para as próprias mãos e não conseguirão discernir o que é corpo e o que é sujeira. Pois o regime não apenas governa sobre a lama; ele se tornou a lama.

E eu lhes pergunto, meus sete leitores: quem poderá limpá-la?

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/caso-master-o-mar-de-lama-do-regime-pt-stf/

Rodrigo Constantino

O caminho da liberdade

Nikolas Ferreira inicia caminhada de 240 km em protesto contra decisões do STF e do governo Lula (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O deputado Nikolas Ferreira rezou pedindo uma luz a Deus sobre o que fazer, e lhe veio à mente a ideia de iniciar uma caminhada simbólica de Minas Gerais até Brasília. “Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”, escreveu em uma carta aberta ao povo do Brasil.

Em seguida, o deputado menciona as injustiças com os presos políticos do 8 de janeiro, e lembra que o “cansaço moral” de uma nação é algo muito perigoso, pois permite o triunfo do mal.

“Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós”, explica Nikolas.

Nikolas tem sido coerente na defesa dos valores conservadores e das nossas liberdades. Disputas de nichos eleitorais não importam agora

Ele compreende que a caminhada não é uma “bala de prata”, que não vai resolver todos os problemas do Brasil, mas que, como ato simbólico, pode ajudar o brasileiro a se lembrar que a liberdade não se pede de joelhos, mas se defende de pé.

Trata-se de uma iniciativa louvável, e que vem em boa hora. O desânimo abateu muitos brasileiros mesmo, pois o grau de perseguição tem sido implacável, intimidando os patriotas e criando uma espiral de silêncio. Muita gente se sente impotente diante de tantos abusos, normalizados por uma parcela corrupta da elite e da imprensa. As recentes decisões de Trump também jogaram uma ducha de água fria nos brasileiros, como retirar a Magnitsky de Moraes.

Mas é preciso agir, arregaçar as mangas e lutar, pois desistir do país não é uma opção. Nikolas anunciou sua caminhada pouco depois do vídeo do senador Flávio Bolsonaro sobre a necessidade de união da direita e da centro-direita. Esse é o espírito! Para derrotar Lula, todo apoio será importante, inclusive de uma turma de centro com certa rejeição ao nome Bolsonaro.

Nesse sentido, foi um gesto nobre o de Carlos Bolsonaro ao se juntar a Nikolas em sua caminhada: “Decolando de Santa Catarina em direção a marcha com Nikolas, André, Gayer e muitos outros. Amanhã posteriormente também verei minha filha e então meu pai na quarta, mas então volto novamente à caminhada. Me programando. Força!”

Há uma ala que se diz bolsonarista e gosta de implicar com o Nikolas, pois acha que ele é um “traidor”. Bobagem, claro. Nikolas tem sido coerente na defesa dos valores conservadores e das nossas liberdades. Disputas de nichos eleitorais não importam agora. Tem gente que sente inveja do alcance do jovem deputado e teme que ele, com sua luz própria, afaste-se do bolsonarismo. Mas essas picuinhas são irrelevantes perante o momento que o Brasil vive.

O fato é que Nikolas tem feito bastante para denunciar o governo Lula e seu braço supremo. E essa caminhada é mais uma prova disso. Ainda que simbólica, ela tem potencial para lançar luz sobre nossos males e furar bolhas. Vai depender da adesão de outros, e é bom sinal que vários políticos já estejam se juntando. O caminho da liberdade passa pela retomada da confiança do povo e o resgate das ruas. Todo poder emana do povo!

FONTE: GAZETA OESTE https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/nikolas-ferreira-caminho-da-liberdade/

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