ONG favorita de petistas, a “Organização de Estados Ibero-Americanos”, cuja denominação sugere vínculo na verdade inexistente com a ONU, foi contratada pelo Ministério da Cultura para produzir um relatório passando pano para a Lei Rouanet, cujos milhões são usados, diz a oposição, para pagar cachê posterior de artistas militantes que apoiaram Lula (PT) na campanha de 2022. A ONG é a mesma que embolsou meio bilhão de reais para “organizar” a COP30, a fracassada conferência de Belém.
Mapa da mina
Por aqui, a ONG colocou sua sede perto do poder, em Brasília. Só com o governo federal, já faturam com 25 “convênios e/ou acordos” vigentes.
Dinheiro a rodo
Como não existe almoço grátis, os ongueiros faturam alto com esses acordos. O valor celebrado passa dos R$307,8 milhões.
Mamata longeva
A ONG fatura dinheiro público ao menos desde 2014. Já recebeu do governo federal R$875.336.455,72, segundo o Portal da Transparência.
Fresquinho
O último pagamento foi há dias, em 2 de janeiro. A secretaria-executiva do Ministério da Cultura injetou R$4 milhões em “contribuição voluntária”.

Solidário à ditadura do Irã, Lula dá mais um vexame
A operação policial contra o banqueiro Daniel Vorcaro e outros suspeitos de fraude no mercado financeiro, tirou das manchetes desta quarta (14) uma das atitudes mais vergonhosas do governo Lula (PT). O petista interrompeu seu silêncio desde o início das manifestações contra o governo do Irã, que reage matando seu próprio povo, divulgando nota de solidariedade à ditadura e a seu presidente, submisso aos aiatolás, no momento em que era anunciada a execução de jovens manifestantes.
Mau exemplo
Mais um ditador amigo de Lula, o iraniano repetiu o petista ao culpar a população pelas mazelas do país. Foi o que deflagrou a revolta.
Apoio à tirania
Enquanto o mundo se mobiliza contra a ditadura, Lula prefere fazer “advertências” a países solidários às vítimas da tirania dos aiatolás.
Lado errado
A posição de Lula não surpreende, após apoiar terroristas do Hamas e os russos na Ucrânia e passar pano para facínora Nicolás Maduro.
Tudo estranho
O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) estranha a concentração da investigação e decisões sobre o escândalo do Banco Master, “Isso não é coincidência institucional”.
Pelas costas
Petistas são fogo… agora falam horrores de Ricardo Lewandowski. Até culpam o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública pela rejeição a Lula sobre o tema por “não divulgar” as ações do ministério que comandou.
É ruim, mas é bom
Trump divulgou levantamento indicando os países cujos emigrantes dão mais despesas aos americanos. São 32,2% dos brasileiros, atrás de iranianos (31,9%), venezuelanos (29,4%) ou argentinos (26,2%). Mas preferem viver na pindaíba, à espera de oportunidades, a voltar ao Brasil.
Costas quentes
André Fernandes (PL-CE) ironizou saída do Brasil de Lulinha, que ainda não é investigado por ligações com o Careca do INSS, mas está com a Polícia Federal baforando no cangote, “Com ele ninguém faz nada?”.
Histórico decepcionante
Sérgio Moro (União-PR) lembra o histórico do novo ministro da Justiça Wellington Cesar, “A Bahia, onde foi procurador-geral nomeado pelo PT, caiu no domínio do crime organizado nos últimos dez anos”.
Melhor não ter
Hamilton Mourão (Rep-RS) criticou a tardia e mansa nota do governo Lula sobre o massacre de civis pelo regime que controla o Irã, “Revela bem o caráter protetor e admirador de ditaduras que o caracteriza”.
Propaganda descarada
Carlos Jordy (PL-RJ) entrou com ação contra o prefeito de Niteroi (RJ) Rodrigo Neves (PDT), que liberou verba para escola de samba que traz Lula no enredo, “É um petista de carteirinha, é um esquerdista radical.”
Caso internacional
Parou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos a situação do adoentado Jair Bolsonaro, preso na superintendência da Polícia Federal. A denúncia é assinada pelo senador Izalci (PL-DF).
Pergunta Suprema
O Banco Master já explicou o contrato milionário com a esposa de Moraes?
BC decreta liquidação da Reag, alvo da PF e suspeita de elo com PCC

Um dia após a nova fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central do Brasil decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que se trata da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com sede em São Paulo. A instituição foi alvo de investigações da Polícia Federal por suspeita de operar movimentações financeiras para a facção criminosa PCC, e foi citada no escândalo do Banco Master.
Segundo comunicado do BC, a liquidação foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN. E destacou que a Reag representa menos de 0,001% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional, enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, detalhou o Banco Central, sobre a liquidação da Reag.
Na mira da PF
A Reag é investigada pela Polícia Federal na mais recente fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes em fraudes de R$ 12,2 bilhões do Banco Master, liquidado pelo BC em novembro do ano passado. E o banqueiro João Carlos Falpo Mansur, que presidiu o Conselho de Administração da Reag Investimentos, foi um dos alvos da nova fase da mesma operação, deflagrada ontem contra pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Em 28 de agosto do ano passado, a Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, na qual a PF enfrentou um esquema bilionário envolvendo a facção PCC e empresas de São Paulo. Na ocasião João Mansur foi citado como suspeito de estruturar e administrar fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, principal alvo da Carbono Oculto.
O Ministério Público de São Paulo chegou a apontar Mansur, da Reag, como responsável por “dinâmicas fraudulentas” envolvendo fundos de investimentos (Anna, Hans 95 e Mabruk II) e a BK Instituição de Pagamento, para Mohamad Mourad, que é dono da refinaria Copape, incluída nas suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC.
Lula dá novo vexame, solidário à ditadura que mata iranianos

A operação policial contra o banqueiro Daniel Vorcaro e outros suspeitos de fraude no mercado financeiro, tirou das manchetes desta quarta (14) uma das atitudes mais vergonhosas do governo Lula (PT). O petista interrompeu seu silêncio desde o início das manifestações contra o governo do Irã, que reage matando seu próprio povo, divulgando nota de solidariedade à ditadura e a seu presidente, submisso aos aiatolás, no momento em que era anunciada a execução de jovens manifestantes. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Mais um ditador amigo de Lula, o iraniano repetiu o petista ao culpar a população pelas mazelas do país. Foi o que deflagrou a revolta.
Enquanto o mundo se mobiliza contra a ditadura, Lula prefere fazer “advertências” a países solidários às vítimas da tirania dos aiatolás.
A posição de Lula não surpreende, após apoiar terroristas do Hamas e os russos na Ucrânia e passar pano para facínora Nicolás Maduro.
PGR é a favor de leitura e assistência religiosa a Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor do pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para que ele receba assistência religiosa na Superintendência da Polícia Federal e tenha autorização na entrada do programa de remissão de penas por meio de leitura.
A decisão também concede a autorização para que a cela de Jair Bolsonaro receba uma vistoria pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. O parecer do PGR, Paulo Gonet, foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (14), e aguarda decisão.
Outro ponto solicitado pela defesa era de que Bolsonaro tivesse acesso a Smart TV em sua cela. No entanto, Gonet se mostrou contrário à solicitação, pois se enquadrava como quebra de medida cautelar, diante do acesso à internet.
O chefe do Ministério Público afirma que a Lei de Execução Penal garante a liberdade de culto e a posse de obras literárias de instrução espiritual aos presos. Com parecer favorável, Bolsonaro deve receber as visitas do bispo Robson Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni, deputado distrital do Partido Liberal (PL).
O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, cumprindo sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A teocracia iraniana em xeque

Mais uma vez, os iranianos estão nas ruas protestando contra o regime teocrático que governa o país desde 1979. E, mais uma vez, os aiatolás respondem com um grau de violência de dar inveja aos bolivarianos que ainda se agarram ao poder na Venezuela. As autoridades iranianas prometem processos rápidos (em que o respeito aos direitos dos réus será inversamente proporcional à celeridade do julgamento) e execuções de manifestantes para tentar controlar as multidões. Em várias outras ocasiões – a mais recente delas em 2022, após o assassinato de Mahsa Amini, jovem presa por não usar corretamente o hijab (véu islâmico) –, os teocratas conseguiram conter a revolta popular. Será diferente desta vez?
O mundo aguarda notícias sobre Erfan Soltani, manifestante de 26 anos cuja execução havia sido prometida para esta quarta-feira, mas o fato é que os tais julgamentos anunciados pelo governo do Irã não passam de formalidade, pois nas ruas a repressão já tem licença para matar: o número de mortos já passa de 2,4 mil; somando-se as prisões, o número de iranianos atingidos pela violência estatal é de pouco mais de 18 mil, segundo a organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos EUA. Em comparação, os mortos nos protestos de 2022 não chegaram a 500, segundo dados da Iran Human Rights (IHRNGO). Os aiatolás bloquearam a internet no Irã há uma semana; apenas uma rede doméstica, pela qual só são acessados sites permitidos pelo governo, está em funcionamento. Não é possível telefonar do exterior para o Irã, embora a rede CNN tenha informado que, na terça-feira, algumas pessoas conseguiram ligar de dentro do Irã para números fora do país.
Motivos não faltam para que o regime dos aiatolás mereça cair, pelas mãos dos próprios iranianos
Desta vez, o estopim dos protestos foi econômico: a inflação de 2025 foi de 42,5% e a moeda local, o rial, se desvalorizou 69% em relação ao dólar – isso apesar de a moeda norte-americana ter perdido valor globalmente no ano passado. Lojistas e comerciantes, descontentes com a economia, iniciaram as manifestações no fim de dezembro; só depois jovens, estudantes e iranianos mais pobres (os principais afetados pela alta nos preços) se juntaram ao movimento e encheram as ruas, transformando os protestos atuais em atos contra o regime como um todo, e não apenas contra a forma como os teocratas conduzem a economia do país. À medida que as manifestações se intensificaram, o governo passou do discurso conciliador, admitindo os problemas na economia, para a repressão violenta.
Os problemas econômicos não apenas colocaram nas ruas iranianos que tenderam a ficar afastados de ondas anteriores de protestos, mas também fizeram com que eles se espalhassem por todo o país – há manifestações em todas as 31 províncias. Esta, no entanto, não é a única diferença a alimentar as esperanças de que desta vez o regime teocrático caia. O Irã está enfraquecido internacionalmente: seus aliados no chamado “eixo da resistência” – os terroristas do Hamas e do Hezbollah, e os houthis do Iêmen – estão severamente debilitados, especialmente depois da reação israelense ao massacre de 7 de outubro de 2023. Na Síria, o aliado Bashar al-Assad caiu em dezembro de 2024. Nem o território iraniano está incólume, como demonstraram os ataques israelense e norte-americano a instalações nucleares iranianas, e as ações em que Israel conseguiu eliminar líderes terroristas e chefes da Guarda Revolucionária iraniana.
Esse enfraquecimento internacional do Irã também permitiu que os Estados Unidos aumentassem sua pressão sobre a teocracia islâmica. Donald Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos de países que negociarem com os iranianos (o que inclui o Brasil) e deixou subentendido que pode intervir no país persa se de fato o regime executar manifestantes. No entanto, o mundo já aprendeu que com Trump é preciso ver para crer: se por um lado os EUA de fato agiram na Venezuela e levaram Nicolás Maduro, por outro lado têm iniciado uma política de distensão com a ditadura bolivariana que persiste no país; além disso, as tarifas são aplicadas de forma muito seletiva – em agosto do ano passado, o norte-americano anunciou o mesmo tipo de punição para quem comprasse petróleo russo, mas apenas a Índia acabou sancionada.
A teocracia iraniana é violadora contumaz dos direitos humanos, oprime especialmente mulheres e minorias como a população LGBT, mata e prende os dissidentes, financia o terrorismo internacional e corre para conseguir armas atômicas e desestabilizar de vez a região. Motivos não faltam para que o regime dos aiatolás mereça cair, pelas mãos dos próprios iranianos. Se isso ocorrerá agora ainda é totalmente incerto, mas, ainda que ocorra, isso não é garantia de que o futuro será necessariamente de estabilidade e democracia – e os vizinhos do Irã são o melhor exemplo disso.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/protestos-ira-teocracia/

Lula tem menos votos que a soma dos candidatos da direita em nova pesquisa

Está repercutindo a primeira pesquisa do ano, da Quaest, sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno Lula tem 36%, Flávio Bolsonaro tem 23%, e depois vêm Tarcísio de Freitas com 9%, Ratinho Júnior com 7%, Ronaldo Caiado com 3%, Romeu Zema com 2%, Aldo Rebelo e Renan Santos com 1% cada, e outros 7% de indecisos. Essa direita está pulverizada; até outubro alguém vai ter de cair fora, uns vão se juntar, outros não vão se juntar. Nos cenários de segundo turno, Lula 44%, Tarcísio, 39%; Lula 45%, Flávio 38%; Lula 43%, Ratinho 36%; Lula 44%, Caiado 33%; Lula 46%, Zema 31%.
Esta é a fotografia deste momento. E o que eu vejo? Se somarmos os demais candidatos, temos Lula com 36% e todos os outros – que não são Lula, que são anti-Lula – somando 45% no primeiro turno. Este é, digamos, o voto espontâneo: 45% para os outros e 36% para Lula. Esse é o potencial no qual as pessoas racionais e de cabeça fria terão de pensar, deixando de lado as vaidades e avaliando as condições de cada candidato que está se apresentando.
Brasil está na lista de países com emissão de visto de imigração americano suspensa
O governo americano vai suspender a emissão de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, inclusive do Brasil. Não é o visto de turismo, temporário, nem o visto de viagem a negócios; é o de imigração. Os norte-americanos alegam que os imigrantes estão dando muita despesa para o país, que os pagadores de impostos estão sustentando pessoas que vão para lá para viver da economia americana. Entre os países afetados, além do Brasil, estão Rússia, países da África em geral, Irã, Iraque, Colômbia, Uruguai e, no Caribe, Cuba, Granada e Haiti. Nossos vizinhos de Argentina, Chile e Paraguai não estão na lista; os americanos acham que não há perigo de paraguaios, chilenos e argentinos causarem problemas de imigração nos Estados Unidos.
É uma decisão que deve afetar muito Tubarão (SC) e Governador Valadares (MG), cidades onde há um grande fluxo migratório. Eu encontro muita gente de Tubarão na região de Boston, por exemplo, e naqueles estados pequenos ao sul de Massachusetts. Alguns estados têm colônia portuguesa forte, eles e os brasileiros se dão bem por lá. E o pessoal de Valadares está principalmente na Flórida, mas também na Califórnia e no Texas.
O mistério do navio-hospital chinês no Rio
O que esconde o navio-hospital da marinha chinesa? Qual o seu objetivo? O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro não pode entrar lá. Está certo, é soberania, lei internacional. Quem manda no navio é o comandante, e o navio está legalmente em território brasileiro: a Marinha do Brasil esclareceu que o governo brasileiro autorizou a atracação no píer da Praça Mauá, no Rio de Janeiro; que essa visita tem caráter oficial e diplomático; que não há previsão de atendimento de saúde a brasileiros; e que houve um acordo entre a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e o consulado chinês.
É um navio grande, desloca 10 mil toneladas; o objetivo, conforme o exército chinês já publicou, é promover “cooperação amistosa com países parceiros”; trata-se de uma “iniciativa humanitária da Marinha do Exército de Libertação Popular da China”. E repararam no nome do navio? Chama-se Silk Road Ark, ou “Arca [como a Arca de Noé] da Rota da Seda”. A Rota da Seda original foi criada para facilitar o comércio de produtos chineses, tem milhares de quilômetros. A concepção moderna contemporânea, chamada de “Nova Rota da Seda”, é a expansão e projeção global da China. E começou pelo Brasil, aqui no continente.
Metodologia da pesquisa citada nesta coluna: 2.004 entrevistados pela Quaest entre os dias 8 e 11 de janeiro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-00835/2026.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/pesquisa-quaest-lula-candidatos-direita/

O Irã é o Brasil amanhã: sete notas sobre o assassinato do povo

1- Um dia, quando os sete leitores do futuro estiverem relembrando o que aconteceu em nosso tempo, talvez algum deles venha a desenterrar estas palavras guardadas numa pequena garrafa no oceano virtual, e então ele saberá que um obscuro cronista do interior do Paraná não se calou diante de um massacre que ocorria do outro lado do mundo e que viria a ocorrer também em seu país.
2- O que está acontecendo no Irã hoje é um democídio. O termo criado pelo cientista político americano R. J. Rummel (1934–2014) designa o assassinato de um povo pelo seu próprio governo. Trata-se de algo diferente do genocídio (quando o alvo é uma etnia); o democídio ocorre quando um regime político decide eliminar fisicamente todos os seus opositores, independentemente do grupo étnico ou cultural a que pertençam. É a exata definição do que o governo dos aiatolás está fazendo agora perante os olhos do mundo.
3- A Terceira Guerra Mundial já começou e terá uma diferença radical em relação às duas anteriores. Antes, nações lutavam contra nações. Agora, será a guerra dos Estados totalitários contra seus próprios povos. O que acontece no Irã hoje é o que acontecerá no Brasil amanhã, se nada for feito para conter os aiatolás locais.
4- O princípio que rege a ditadura iraniana é o mesmo que molda a mentalidade esquerdista no Brasil e no mundo: inimigos políticos devem ser mortos, se possível de maneira humilhante e cruel. Isso explica o silêncio da esquerda brasileira diante do democídio no Irã.
5- Em uma semana, o governo assassino dos aiatolás, aliado do Regime PT-STF, matou 30 vezes mais do que a ditadura militar brasileira em 20 anos. A diferença é que os guardas islâmicos mataram civis desarmados, cujos corpos foram empilhados em lugares como o necrotério de Kahrizak, onde as famílias desesperadas vasculham os sacos de cadáveres em busca de seus filhos.
6- Desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, os chefões do Irã, amigos do Lula, investiram na propaganda mentirosa contra Israel, e agora sabemos por quê: eles preparavam o massacre do próprio povo. O que está acontecendo com os nossos irmãos persas é um extermínio planejado. Todos os que participaram dessa farsa — militantes, jornalistas, celebridades, artistas, influenciadores, políticos — são cúmplices do democídio iraniano.
7- Alguns podem me chamar de alarmista quando digo que o massacre do Irã pode se repetir no Brasil, e em pouco tempo. Mas há semelhanças perturbadoras. Primeira, um governo profundamente corrupto que criminaliza qualquer tipo de dissidência e promove julgamentos farsescos. Segunda, o colapso econômico. Terceira, a censura. Quarta, eleições controladas pelo regime. Quinta, o povo desarmado. Sexta, os cúmplices do regime. Sétima, a mentalidade revolucionária.
Sim, o Irã somos nós amanhã. Que Deus tenha misericórdia do Irã, do Brasil e do mundo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/o-ira-e-o-brasil-amanha-sete-notas-sobre-o-assassinato-do-povo/

O coitadinho e o lutador

Em entrevista à BBC News há alguns dias, o ex-embaixador dos EUA e especialista em América Latina, John Feeley, avalia a relação entre Donald Trump e Jair Bolsonaro (PL). Segundo Feeley, o presidente norte-americano abandonou o aliado brasileiro após ele deixar de ser politicamente útil, passando a vê-lo como um “perdedor”.
Bolsonaro não é um “loser”, e sim o político mais querido pelo povo brasileiro, principal cabo eleitoral da direita mesmo depois de toda perseguição que sofreu. Levou uma facada que quase o matou, e até hoje sofre consequências disso. Preso injustamente numa cela da PF, é tratado em condições desumanas, sofrendo da falta de atendimento adequado e com o barulho insuportável da máquina de ar condicionado.
Mas uma coisa é certa: a forma de chamar a atenção hoje para o caso Bolsonaro é apelar para seu lado de vítima, de “coitadinho”. É o que vem fazendo sua família, em especial o filho Carlos. São relatos comoventes e revoltantes, mas é inegável que tem esse aspecto do apelo emocional a essa perseguição a um “idoso com saúde frágil”. E isso talvez crie sim um abismo entre como os americanos enxergam Trump.
Os americanos, via de regra, gostam de quem luta sem parar, nunca desiste, não esmorece. Os brasileiros admiram a vítima, o coitadinho, o bom moço injustiçado
A cultura brasileira sempre gostou do “coitadinho”. Emil Farhat chegou a escrever na década de 1960 um livro interessante chamado justamente O país dos coitadinhos. Em um trecho, ele diz: “O que leva as nações para a frente é a divina obsessão dos que amam competir, dos que incansavelmente constroem, dos inquietos criadores, dos que rompem a inércia; dos que rasgam os pantanais humanos ainda que espadanando a preguiça; dos que desabam dilúvios de atividades ainda que estas perturbem a placidez do vazio e a esterilidade do nada”.
Chamava minha atenção, nos primeiros Big Brother Brasil que eu ainda acompanhava, o fato de que era sempre um “coitadinho” que levava o prêmio. O brasileiro gosta de uma vítima. Mas o americano tende a preferir homens duros, ainda que com uma ética mais flexível. Basta ver os heróis das séries e filmes que fazem mais sucesso nos Estados Unidos: Yellowstone, Landman etc.
Quando Trump foi fichado pela polícia e teve de tirar aquela “mug shot”, todos lembram da cara que ele fez. Uma cara de pouquíssimos amigos, de “preparem-se para o troco, a vingança”. Vocês mexeram com a pessoa errada, dizia seu olhar.

Quando ele sofreu um atentado que só por milagre não ceifou sua vida, Trump levantou com sangue escorrendo da orelha e gritou: “Lute! Lute! Lute!”. Outra imagem icônica de um guerreiro incansável, de alguém que não deixa nada abalar seu empenho nessa missão.
O Bolsonaro que gritava “canalhas” de cima de um caminhão de som ou falava “acabou, porra” era um líder com esse perfil. O Bolsonaro fragilizado, preso, calado, transmite outra imagem. O Bolsonaro que “brinca” convidando Alexandre de Moraes para ser seu vice também parece muito diferente do estilo Trump, sempre durão com seus adversários, com tom de ameaça.
Entendo que existem diferenças de cenários, de Suprema Corte e tudo mais. Chamo apenas a atenção para esses perfis distintos e o lado cultural da coisa. Os americanos, via de regra, gostam de quem luta sem parar, nunca desiste, não esmorece. Os brasileiros admiram a vítima, o coitadinho, o bom moço injustiçado.
Não quero ser injusto com Bolsonaro, quem deu o próprio sangue pelo país. Ele aceitou enfrentar o sistema e pagar o preço, mesmo quando muitos diziam que ele não deveria ter voltado dos Estados Unidos. Era óbvio que ele seria preso e, de certa forma, passaria pelo que está passando. Moraes é um psicopata que odeia Bolsonaro.
Eu era da turma que achava que o ex-presidente poderia fazer mais como resistência democrática de fora do Brasil, mas ele resolveu ficar no país e arcar com as consequências. Isso serviu para escancarar o lado desumano do sistema, mas a um alto custo pessoal para o ex-presidente.
Particularmente, prefiro o grau de liberdade que tem hoje Eduardo Bolsonaro, para denunciar com firmeza o estado de exceção no Brasil. Meu lado americano costuma falar mais alto do que meu lado brasileiro nessas horas: Lute! Lute! Lute!
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/bolsonaro-trump-coitadinho-e-o-lutador/
Banco Central decreta liquidação da Reag, suspeita de ligação com Master e PCC

O Banco Central decretou nesta quinta (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (DTVM), nova denominação da Reag Investimentos, investigada por suspeita de gerir fundos de investimentos com recursos do PCC e, mais recentemente, com o Banco Master.
“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”, afirmou a autoridade monetária em nota (veja na íntegra mais abaixo).
Segundo o Banco Central, a CBSF detém menos de 0,001% dos ativos em corretoras. A empresa, ainda denominada como Reag, chegou a abrir capital na B3, a bolsa de valores de São Paulo, no começo do ano passado.
A Gazeta do Povo procurou a CBSF DTVM e aguarda retorno.
O ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, foi um dos alvos da segunda fase da operação Compliance Zero, realizada nesta quarta (14) pela Polícia Federal e que mirou parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em agosto do ano passado, a Reag entrou na mira da Polícia Federal pela suspeita de gerir fundos de investimentos utilizados pelo PCC, descobertos durante a Operação Carbono Oculto. A corretora, segundo as investigações, lavava dinheiro do tráfico de drogas através de um mecanismo de gestão dos recursos que ocultava a identidade dos clientes.
Em uma nota emitida logo após a operação, a Reag negou a gestão de fundos de investimentos citados pela investigação, afirmou que “colabora integralmente com as autoridades responsáveis” e que “permanece confiante no regular funcionamento das instituições e da justiça, com a certeza de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos”.
Após a operação, a Reag passou por uma reorganização societária e passou a se chamar Arandu Investimentos, conforme divulgado ao mercado em um fato relevante. Em contato com a reportagem, a gestora explicou que a Reag Capital, que era a holding do conglomerado, vendeu a Reag Investimentos para um outro grupo de executivos. Com isso, as operações se tornaram independentes e a Arandu afirma que não terá consequências com a liquidação determinada pelo Banco Central.
A apuração da Polícia Federal apontou que cerca de 40 fundos de investimentos, muitos deles sediados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, conhecida como “coração” do mercado financeiro brasileiro, geriam recursos do PCC num montante avaliado em R$ 30 bilhões.
Apesar da liquidação da Reag, os fundos geridos por ela seguem ativos no mercado e apenas a instituição responsável pela administração é atingida pela decisão.
Corretora na mira do BC
Além da CBSF, o Banco Central decretou a liquidação judicial da Advanced Corretora de Câmbio Ltda., com sede em São Paulo (SP), mas sem apontar ligação entre as duas empresas.
“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora, bem como por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”, pontuou a autoridade monetária.
Segundo o Banco Central, as operações da Advanced representaram 0,081% do volume financeiro e 0,14% da quantidade de operações de câmbio no país em 2025.
Veja abaixo o comunicado completo do Banco Central sobre a liquidação da CBSF DTVM, antiga Reag Investimentos:
O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (nova denominação de Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.), com sede em São Paulo (SP).
Trata-se de instituição enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional.
A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN.
O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/banco-central-decreta-liquidacao-reag-suspeita-ligacao-pcc-master/

Com medo e raiva, Moraes abre novo inquérito do fim do mundo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu reagir do único jeito que conhece quando é confrontado por fatos incômodos: abrindo um novo inquérito. Desta vez, o alvo não são “fake news” nem militantes anônimos da internet. O alvo são servidores técnicos da Receita Federal e do Conselho de Atividades Financeiras (COAF) e, por tabela, a imprensa profissional que revelou informações suspeitas e constrangedoras sobre o ministro e sua família. O movimento é grave, ilegal e revela muito mais sobre o medo de Moraes do que sobre qualquer ameaça real à democracia.
Segundo reportagem do Poder360, Moraes cogitava, há algum tempo, instaurar um inquérito no STF para investigar uma suposta quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte. A suspeita, levantada por ele próprio, é de que auditores da Receita ou técnicos do COAF teriam acessado informações financeiras de ministros e suas famílias e vazado dados à imprensa. Não há, até agora, nenhuma prova concreta disso. Há apenas uma reação irritada diante de reportagens que expuseram fatos desconfortáveis e deixaram Moraes e outros ministros merecidamente constrangidos.
O pano de fundo é claro. Nas últimas semanas, vieram à tona o contrato de quase R$ 130 milhões do escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, com o Banco Master, e a sua impressionante evolução patrimonial — capaz de deixar sem fôlego advogados como Kakay, que têm o privilégio único e especial de despachar de bermuda branca no Supremo. O patrimônio dela cresceu 232% em apenas um ano — mais de R$ 50 milhões. As informações foram reveladas por Malu Gaspar e Lauro Jardim no jornal O Globo, com base em apuração jornalística legítima.
Há apenas uma reação irritada diante de reportagens que expuseram fatos desconfortáveis e deixaram Moraes e outros ministros merecidamente constrangidos
O contrato, por si só, já levantaria alertas em qualquer sistema de controle minimamente funcional. Pagamentos milionários mensais, muito acima da média de mercado, feitos por um banco hoje investigado por fraudes bilionárias a um escritório pequeno e sem atuação relevante conhecida, que tem como distinção apenas o “Moraes” no nome. Some-se a isso o fato de que, segundo a própria imprensa, o trabalho supostamente prestado pelo escritório é desconhecido em órgãos onde ele deveria atuar, como o Banco Central (BC), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A pergunta óbvia não é “quem vazou?”, mas “por que isso nunca foi investigado?”. Em vez de responder a essa pergunta, Moraes faz o movimento inverso. Parte da premissa — puramente especulativa, sem evidência ou prova alguma — de que alguém do COAF ou da Receita Federal teria quebrado o sigilo dele e de outros ministros para atingir o STF, num delírio conspiratório que deveria corar até quem já perdeu a vergonha faz tempo. A partir daí, tenta justificar um novo inquérito, conduzido, convenientemente, por ele mesmo.
A ilegalidade é evidente. Auditores da Receita Federal e técnicos do COAF não têm foro privilegiado. Não cabe ao STF investigá-los. Não cabe a um ministro abrir inquérito de ofício. E, sobretudo, não cabe a alguém que se diz vítima atuar como relator e condutor da investigação contra quem lhe teria infligido algum dano ou prejuízo. Isso viola princípios elementares do devido processo legal, da imparcialidade e da competência. Mais uma vez, viola-se a democracia “em nome da democracia”.
Há também um desvio de finalidade cristalino: investigar como informações chegaram à imprensa, quando essas informações dizem respeito à própria esposa do juiz, não é defesa institucional. É retaliação, é intimidação e é vingança. É uma tentativa explícita de silenciar servidores concursados e jornalistas que cumpriram seu papel constitucional de fiscalizar o poder. É dizer com um megafone: vamos perseguir até o fim quem revelar verdades incômodas.
O padrão já é conhecido. Quando surgem denúncias contra terceiros, ainda que publicadas em uma coluna de jornal, sem qualquer prova, Moraes instaura investigações, realiza buscas e medidas invasivas, censura e requer obediência absoluta. Quando surgem fatos envolvendo ele próprio, a reação é imediata, agressiva e vingativa. A investigação é instaurada, mas não contra ele. Aí, não se investiga o conteúdo revelado — apenas quem ousou revelar.
O que está em jogo vai muito além de Alexandre de Moraes. Trata-se da criação de um mecanismo permanente de blindagem de ministros do STF e de suas famílias, que pode ser replicado para qualquer amigo dos donos do poder — um banqueiro com informações perigosas, por exemplo — hipoteticamente, é claro. O inquérito virou escudo, ameaça e aviso. Quem tocar nesse assunto pode ser investigado. Quem questionar será punido. Quem apurar será intimidado. E quem sabe qual será o próximo alvo? Pode ser qualquer um que incomodar.
Estamos, na prática, diante de uma versão ainda mais perigosa do inquérito das fake news, agora voltado à autoproteção patrimonial e pessoal de membros da Suprema Corte. Já vimos isso acontecer em 2019, quando foi instaurado o inquérito do fim do mundo para blindar ministros do Supremo contra investigações da Receita Federal. Moraes determinou a paralisação das investigações contra os ministros e voltou o inquérito contra os auditores, que foram afastados de seus cargos. Em pleno ano eleitoral, com poderes concentrados e controles enfraquecidos, o recado é claro: o problema nunca são os fatos. O problema é quem os expõe.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/deltan-dallagnol/com-medo-e-raiva-moraes-abre-novo-inquerito-do-fim-do-mundo/

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