Ditadura do Irã já pode ter matado mais de 6.000 manifestantes, e Lula se cala

Protesto no Irã

O governo Lula (PT) mantém silêncio vergonhoso, que não surpreende, sobre as atrocidades cometidas pelos seus aliados do Irã, cujas forças de repressão podem ter matado mais de 6.000 manifestantes desde o início dos protestos nas ruas de Teerã, em 28 de dezembro.

A informação é da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. Há subnotificação de vítimas fatais, por isso até o início da noite desta segunda-feira (12), somente era possível confirmar cerca de 700 mortes.

Apagão digital

Apagão digital imposto pela ditadura dos aiatolás dificulta a coleta de dados, mas registros convencionais apontam para mais de 6.000 mortos.

Diplomacia cega

O Itamaraty distribui notas sobre quaisquer acontecimentos em outros países, mas se omite diante dos crimes cometidos por ditadores amigos.

Maioria era jovem

A maioria dos assassinados pela teocracia tinha menos de 30 anos, segundo Mahmood Amiry Moghaddam, diretor da IHR.

Amigos e ídolos

Lula relativizou a invasão da Rússia, e sempre passa pano para ditadores amigos e ídolos, como Maduro e Danel Ortega, entre outros.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/ditadura-do-ira-ja-pode-ter-matado-mais-de-6-000-manifestantes-e-lula-se-omite

Deputado do PDT é alvo de nova fase da Operação Overclean

Deputado Felix Mendonça Junior (PDT-BA)

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a nona fase da Operação Overclean. A nova etapa da ofensiva visa desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar milhões de reais em recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Alvos e Medidas Judiciais

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal e no estado da Bahia. Entre os locais visitados pela PF, destaca-se o apartamento funcional utilizado pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), em Brasília, apontado como um dos principais alvos desta fase.

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Além das buscas, o STF autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões em contas bancárias e ativos financeiros vinculados aos investigados (pessoas físicas e jurídicas). O objetivo da medida é interromper o fluxo financeiro do grupo e garantir a preservação de valores para um eventual ressarcimento aos cofres públicos.

O Esquema

As investigações, que tiveram início em dezembro de 2024, revelaram um esquema sofisticado de desvio de verbas. Segundo a PF e a CGU, o grupo utilizava empresas de fachada e contratos simulados para fraudar licitações em diversos municípios.

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Nesta fase específica, os investigadores apuram o direcionamento de emendas parlamentares para prefeituras que mantinham contratos com empresas ligadas ao esquema. Há indícios de que o parlamentar investigado tenha destinado cerca de R$ 4 milhões em emendas para municípios sob suspeita de irregularidades.

Crimes Investigados

Os envolvidos poderão responder por:

  • Organização criminosa;
  • Corrupção ativa e passiva;
  • Peculato;
  • Fraude em licitações e contratos administrativos;
  • Lavagem de dinheiro.

A Operação Overclean segue em andamento, com a análise dos materiais apreendidos hoje para identificar outros possíveis beneficiários e operadores do esquema de corrupção.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/deputado-do-pdt-e-alvo-de-nova-fase-da-operacao-overclean

Governo Lula acumula 15 trocas no primeiro escalão

Lula (PT) – Foto: divulgação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a marca de 15 trocas de ministros desde o início do atual mandato, em janeiro de 2023, após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública na última semana. 

A média de substituições no primeiro escalão é de aproximadamente uma troca a cada dois meses, um ritmo que se mantém constante ao longo dos quase três anos de gestão. 

A mais recente mudança ocorreu com a renúncia de Lewandowski, que comandava a Justiça desde fevereiro de 2024. 

Oficialmente, ele alegou razões pessoais e familiares para deixar o cargo, em meio às dificuldades enfrentadas pela pasta para avançar projetos como a PEC da Segurança e o Projeto de Lei Antifacção no Congresso. 

Até que o novo nome seja confirmado, o secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, está à frente da pasta como interino. 

Ao longo do mandato, as trocas envolveram diversas pastas estratégicas e aconteceram por motivos que variaram desde acordos políticos com a base parlamentar, pressões internas por desempenho até saídas diante de denúncias ou alegações de incompatibilidades políticas e administrativas. 

Entre as mudanças anteriores, destacam-se:

  • Mudanças no Turismo, com a substituição de Daniela Carneiro por Celso Sabino, após rupturas com o partido que o indicou. 
  • Alterações na Saúde e Relações Institucionais, com troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha e de Padilha por Gleisi Hoffmann. 
  • Mudanças em áreas como Previdência Social, Comunicações, Direitos Humanos e Esportes, com substituições motivadas por denúncias ou articulações políticas. 

A série de mudanças reflete uma gestão marcada por ajustes frequentes no comando de ministérios, num cenário de ambiente político intenso, especialmente em um ano eleitoral. 

O governo ainda não anunciou todos os nomes que ocuparão as vagas deixadas recentemente, e novas alterações podem ser anunciadas ao longo de 2026, conforme a dinâmica política se aproxime das eleições.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/governo-lula-acumula-15-trocas-no-primeiro-escalao

Alexandre Garcia

Promotores desistem do combate à corrupção diante da impunidade

Gaeco deflagrou a operação Tântalo II, que prendeu o prefeito e 11 vereadores de Turilândia (MA). (Foto: Divulgação/MP-MA)

No Maranhão está acontecendo, com dez promotores de Justiça, algo que me lembra o que aconteceu com a força-tarefa comandada por Deltan Dallagnol na Lava Jato. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Maranhão investigava desvios de R$ 56 milhões na prefeitura de Turilândia. Encontrou R$ 5 milhões em uma casa, e foram presos todos os 11 vereadores, o prefeito, a primeira-dama, a ex-vice-prefeita, um secretário municipal, empresários, servidores, todos envolvidos no desvio de dinheiro dos seus impostos – dos seus impostos; não é dinheiro que caiu do céu, nem dinheiro que o Lula inventou ou que Fernando Haddad imprimiu na Casa da Moeda. É dinheiro do seu suor, R$ 56 milhões.

Estavam todos presos, mas a Procuradoria-Geral de Justiça deu parecer para soltar todo mundo. O que fizeram esses dez promotores? Pediram para sair desse grupo de combate ao crime organizado, porque não adianta nada. É um escândalo isso. Com a Lava Jato foi parecido, e o próprio Dallagnol foi alvo de vingança. Foi o deputado federal mais votado do Paraná e perdeu o mandato. Este é o Brasil, minha gente, é o país onde acham que o dinheiro do pagador de impostos pode ser usado por qualquer um.

Hacker Walter Delgatti vai para o semiaberto 

Lembram do hacker Walter Delgatti? Daquele caso pelo qual Carla Zambelli foi condenada a mais de 10 anos de prisão como autora mandante. Ele entrou no sistema digital do Conselho Nacional de Justiça e emitiu uma ordem de prisão para Alexandre de Moraes. Pois agora o próprio Moraes o mandou para o semiaberto. Ele pode sair da prisão e voltar à noite. Delgatti foi condenado a oito anos e três meses, e o Ministério Público avisou que ele já havia cumprido 20%, podendo passar para o semiaberto.

Irã enforca manifestantes para tentar conter protestos

Os manifestantes presos durante os enormes protestos de rua no Irã, que continuam crescendo, serão enforcados nesta quarta-feira, pela lei islâmica. Enforcamento público, para que as outras pessoas fiquem com medo de se manifestar. É mais ou menos o que se fez aqui no Brasil com o 8 de janeiro; a diferença é que ninguém foi enforcado – apareceu até um estudo sobre enforcar um ministro do Supremo, mas ninguém passou do risquinho; no iter criminis, isso ainda nem é crime, o sujeito pode ter até comprado a corda, mas não é crime, porque não houve o movimento em si de tentativa. O filho e herdeiro do xá Reza Pahlavi, que foi deposto em 1979, tentou um encontro com Donald Trump, mas o presidente americano disse não, ele quer deixar que o povo decida. O Irã tem a segunda reserva de petróleo do mundo, a primeira é a Venezuela – e os dois estão com um problema sério. A China, que compra petróleo de ambos, está temerosa e não vai fazer nenhuma aventura com Taiwan se não tiver garantia de fornecimento de petróleo. Isso é fundamental.

Venezuela e Estados Unidos em fase de estabilização 

A nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai a Washington na quinta-feira para um encontro com Trump; certamente vão reabrir as embaixadas em Washington e Caracas. EUA e Venezuela estão em uma espécie de acomodação – melhor seria falar em estabilização, uma primeira fase depois do rompimento da captura de Nicolás Maduro. Os americanos aceitam a vice de Maduro, que, assim como ele, não ganhou a eleição; mas é um caso de pragmatismo: Delcy e o irmão Jorge são os que têm condições de pilotar a política. Diosdado Cabello, que também é procurado pelos Estados Unidos, já disse que vão reabrir a embaixada, que estão soltando presos políticos, Daniel Ortega sentiu a proximidade e está soltando presos políticos também.

Brasil segue empenhado em apoiar o que há de pior

No meio de tudo isso, houve uma reunião do ministro de Relações Exteriores do Brasil com o chanceler do Irã, condenando os Estados Unidos em relação à Venezuela, dizendo que os EUA não têm de se meter, e que é preciso estreitar ainda mais as relações Brasil-Irã. Não há nenhum pragmatismo nisso; parece que a política externa brasileira é movida apenas a emoções ideológicas. 

Também não vi ainda as feministas brasileiras apoiando os protestos, porque os aiatolás não dão direito algum para as mulheres. Não podem nem fumar, precisam cobrir o corpo todo. Uma mudança no regime seria a libertação das mulheres no Irã; elas voltariam a ser seres humanos com direitos iguais aos dos homens, como era no tempo do xá Pahlavi, herdeiro de Ciro, o Grande.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/promotores-maranhao-demissao-coletiva-impunidade/

Paulo Briguet

Irã e Venezuela: o povo contra a Hidra revolucionária

Venezuela e Irã nas ruas: quando a espada do povo encontra a chama da verdade, até regimes que se julgavam eternos começam a ruir. (Foto: John Reyes/Miguel Salvatierra/EFE)

A Hidra de Lerna é um dos monstros mais assustadores da mitologia e, ao mesmo tempo, um símbolo eficaz das catástrofes que acometem o mundo atual. Essa serpente de nove cabeças habitava um pântano e possuía um veneno tão letal que até as suas pegadas causavam a morte.

Um dos doze trabalhos de Hércules, o maior herói da mitologia grega, era justamente matar a terrível Hidra, que assombrava os moradores de toda a antiga Grécia. Sua tarefa, no entanto, parecia impossível, pois mesmo os golpes da poderosa espada de Hércules não eram suficientes para vencer o monstro: a cada cabeça cortada, surgiam outras duas.

Mas Hércules, com a ajuda de seu sobrinho Iolau, usou da astúcia para aniquilar a serpente maligna. Enquanto Hércules cortava as cabeças do monstro com a espada, Iolau cauterizava a ferida com uma tocha ardente, impedindo que as novas cabeças brotassem.

A Hidra de Lerna representa com perfeição os regimes revolucionários do nosso tempo. O Irã, em 1979, e a Venezuela, em 1999, foram dominados por esse monstro venenoso. Nos últimos dias, o povo iraniano e o povo venezuelano começaram a vislumbrar a possibilidade de que o monstro revolucionário seja aniquilado.

Não será uma vitória fácil. Nos dois países, a Hidra ainda está viva e comanda os principais meios de ação

Na Venezuela, a vice-ditadora Delcy Rodríguez, cúmplice do regime chavista, permanece no poder. Ela e seu irmão Jorge Rodríguez, conhecidos como Los Hermanos Siniestros, são duas cabeças do monstro revolucionário que vampirizou e sufocou o país ao longo de 27 anos.

No Irã, a Guarda Revolucionária e os delatores do regime estão espalhando o terror pelo país e atirando contra manifestantes desarmados. Organizações internacionais falam em 500 a 2 mil mortos e mais de 10 mil presos até agora. Há relatos de guardas do regime invadindo hospitais e atirando contra feridos. Ninguém sabe os números exatos, no entanto. Como se trata de um regime ditatorial, que censura pesadamente a internet, as informações são imprecisas.

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, alertou nas redes sociais sobre o vínculo entre os dois regimes:

“Os iranianos rejeitam a fome e a opressão às quais foram submetidos durante anos por um regime autoritário — um regime que se infiltrou na América Latina para se associar a sistemas criminosos como o chavismo na Venezuela. Hoje, quando Maduro foi obrigado a enfrentar a justiça, e quando o povo do Irã desafia a brutalidade de um regime autoritário — que também se acreditava eterno — e seus aliados, nossas duas nações abrem caminho para decidir livremente seu futuro, longe de toda coação e violência”.

A sobrevivência da Hidra revolucionária depende, fundamentalmente, da manutenção do pântano. É na opacidade dos sigilos de Estado, no silêncio imposto pela censura e na rede de delatores — uma versão moderna da Zersetzung da Stasi — que o monstro encontra o oxigênio para regenerar suas cabeças decepadas.

Mas, como no mito de Lerna, o golpe da espada popular só será definitivo se acompanhado pela tocha da verdade. Se o povo nas ruas de Teerã e Caracas pode ser comparado à força de Hércules, a coragem dos dissidentes que expõem as vísceras do sistema faz lembrar a chama de Iolau, selando as feridas abertas para que a tirania não volte a brotar das cinzas de sua própria crueldade.

O tempo, esse juiz implacável que já viu cair os muros de Berlim e as guilhotinas de Paris, nos ensina que nenhum regime é eterno quando a luz da justiça drena o lodo da mentira. O destino do Irã e da Venezuela está unido por um fio de esperança e pelo fogo da memória.

Quando a última cabeça do monstro for finalmente enterrada sob a rocha da liberdade, não restará apenas o silêncio dos tiranos e cúmplices, mas a voz dos povos livres que, após décadas de coação e terror, enfim descobriram que a Verdade é a única força capaz de aniquilar a Hidra.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/ira-e-venezuela-o-povo-contra-a-hidra-revolucionaria/

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/ira-e-venezuela-o-povo-contra-a-hidra-revolucionaria/

Rodrigo Constantino

Irã: efeito Trump?

Apoiadores do príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, protestam em frente à Embaixada do Irã em Londres (03/01/2026). Manifestações eclodiram devido à inflação e à crise econômica, atraindo atenção dos EUA (Foto: Tolga Akmen/EFE/EPA)

Obama enviou malas com dinheiro para o regime iraniano, e deu no que deu. Os democratas acreditam que podem comprar a paz, e partem da premissa d que tudo se resume a questões socioeconômicas. Ignoram que existem choques culturais, que a civilização ocidental possui inimigos ideológicos fanáticos.

Trump veio colocar ordem na bagunça. Paz pela força é seu moto, como na era Reagan. A ameaça crível do uso de violência produz efeitos incríveis e muitas vezes sequer é preciso partir para a ação. De vez em quando, porém, uma rápida e eficaz ação militar demonstra que a ameaça não é blefe e isso é importante.

O governo Trump atacou o projeto nuclear do Irã de forma precisa e espetacular. Alguns meses depois, capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro em seu país, numa operação brilhante. Essas duas ações mostraram que Trump não está de brincadeira e que podemos estar diante de uma nova ordem mundial, em que a América volta a agir como o xerife do mundo.

Temos visto o avanço de um nacionalismo persa que pretende resgatar o Irã para os iranianos. Tudo isso num contexto de constante enfraquecimento do regime iraniano, especialmente após ataques israelenses

Isso tem abalado antigos regimes ditatoriais e levado esperança para povos oprimidos. O próprio Irã tem sido palco de manifestações corajosas do povo. Relatos apontam que os aiatolás xiitas já mataram cerca de dois mil manifestantes, mas mesmo assim o povo não desiste da luta por liberdade. Tudo isso sob um silêncio ensurdecedor da esquerda ocidental.

Por onde andam as feministas que não viram mulheres iranianas empoderadas acendendo cigarros em fotos do líder Khamenei em chamas? “No jews, no news“, como dizem. Não dando para culpar os judeus pelo que se passa em Teerã, a velha imprensa se cala. E aquela turma hipócrita que gritava “Palestina livre” não quer saber de um Irã livre, pelo visto.

Mas o povo segue em sua luta, com apoio do governo Trump. Em várias manifestações, o próprio presidente e seu entorno já declararam que apoiam o bravo povo iraniano. Claro que uma ajuda mais efetiva se faz necessária, caso contrário, um povo desarmado pode ser facilmente massacrado por um regime tirânico e cruel.

Em artigo publicado na The Atlantic, Karim Sadjadpour e Jack Goldstone perguntam se o regime iraniano está perto do colapso. Eles apresentam cinco condições que levam a crer que sim, os dias dos aiatolás xiitas no poder podem estar chegando ao fim:

A história sugere que os regimes não colapsam por falhas isoladas, mas por uma confluência fatal de estressores. Um de nós, Jack, escreveu extensamente sobre as cinco condições específicas necessárias para que uma revolução tenha sucesso: uma crise fiscal, elites divididas, uma coalizão oposicionista diversa, uma narrativa convincente de resistência e um ambiente internacional favorável. Neste inverno, pela primeira vez desde 1979, o Irã apresenta quase todas essas cinco condições.

Em 1979, como sabemos, os aiatolás tomaram o poder sob um governo americano fraco e frouxo do democrata Jimmy Carter. Em 2026, o ambiente internacional é bem diferente e mais favorável ao povo, justamente porque Trump fala grosso com os tiranos. Isso tem alimentado a esperança de um povo cansado da teocracia islâmica que financia terroristas no Oriente Médio contra Israel.

Temos visto o avanço de um nacionalismo persa que pretende resgatar o Irã para os iranianos. Tudo isso num contexto de constante enfraquecimento do regime iraniano, especialmente após ataques israelenses. Como dizem os autores do artigo:

Por décadas, Teerã projetou força por meio de sua chamada Eixo da Resistência, uma rede de aliados autocráticos. No entanto, após a devastadora guerra de 12 dias em junho (de 2025), esse poder de dissuasão foi gravemente degradado. Com a liderança do Hezbollah e do Hamas em desordem — decapitada ou severamente enfraquecida por ações israelenses e regionais nos últimos anos —, e com jatos israelenses mantendo uma presença humilhante e praticamente incontestada no espaço aéreo iraniano, o regime está estrategicamente nu diante de seu próprio povo. Exposto por um tesouro vazio (tesouraria esvaziada pela crise econômica, sanções e custos da guerra) e por um céu desprotegido, o regime enfrenta agora uma vulnerabilidade sem precedentes, agravada pelos protestos em massa que eclodiram no final de 2025 e início de 2026, com chamadas por mudanças radicais e até pela queda do regime.

Sem Assad na Síria e Maduro na Venezuela para darem apoio, e com Putin mergulhado numa guerra custosa há três anos contra a Ucrânia, o regime iraniano se vê mais isolado e fraco, tudo isso com Trump subindo o tom das ameaças após um ataque cirúrgico nas instalações nucleares iranianas. Os autores concluem:

A República Islâmica é hoje um regime zumbi. Sua legitimidade, ideologia, economia e principais líderes estão mortos ou agonizando. O que a mantém viva é a força letal. O elemento mais importante que ainda falta para um colapso revolucionário completo é que as forças repressivas decidam que elas também não estão mais se beneficiando do regime e, portanto, não estão mais dispostas a matar por ele. A brutalidade pode atrasar o funeral do regime, mas é improvável que restaure seus sinais vitais.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/ira-efeito-trump/

Caso Master: após acordo, BC retira recurso, e TCU fará procedimento técnico sobre liquidação

O Banco Central (BC) retirou nesta segunda-feira (12) o recurso que havia apresentado contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou uma inspeção em documentos relativos à liquidação do Banco Master.

A retirada dos chamados “embargos de declaração” faz parte de uma saída negociada para superar a crise entre BC e TCU.

Além disso, TCU e BC acertaram a forma jurídica das próximas etapas, determinando que serão feitas diligências técnicas na documentação, em vez da inspeção defendida por Jhonatan. Os procedimentos vão começar ainda nesta terça-feira.

Ao blog, o integrantes do Banco Central disseram considerar que os embargos cumpriram sua função. Eles afirmam que, após a apresentação do recurso, ficou claro que o TCU respeita a prerrogativa exclusiva do BC de fazer a liquidação do Master. E que não haverá invasão de competência pela Corte de Contas.

Os técnicos do Banco Central afirmam que o sigilo da liquidação do Master permanecerá resguardado com as diligências do TCU, que só vai ter acesso ao que a autoridade monetária autorizar.

No entendimento dos dois lados, depois dessa análise prévia da área técnica do tribunal, o TCU vai confirmar a necessidade da liquidação do Master.

Segundo representantes de BC e do TCU, as informações disponíveis até o momento trazem evidências claras de que o banco tinha de ser liquidado.

Conforme ministros do TCU, se o caso fosse levado ao plenário, a posição da maioria dos integrantes da Corte seria contra a decisão de Jhonatan de Jesus.

Para evitar uma derrota dentro do tribunal, BC e TCU fizeram os ajustes para que a diligência, um procedimento mais simples que a inspeção, não fosse submetida ao plenário da Corte de Contas.

A avaliação dentro do tribunal é que o ministro Jhonatan de Jesus avançou o sinal, e foi necessário pensar em uma forma de recuo sem causar grandes constrangimentos.

O Banco Central ficou satisfeito com a postura da equipe do TCU, que garantiu que não irá adotar nenhuma medida cautelar contra a liquidação e que não haverá mais questionamentos sobre o ritmo da liquidação.

O ministro Jhonatan de Jesus chegou a indicar que poderia adotar alguma medida cautelar suspendendo, por exemplo, venda de bens do Master e de seu dono, Daniel Vorcaro, além de ter lançado suspeitas sobre o que havia classificado de “precipitação” na liquidação do banco.

Master: TCU anuncia que Banco Central concordou com inspeção sobre o caso — Foto: Reprodução/TV Globo

FONTE: G1 https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2026/01/13/bc-e-tcu-buscam-saida-negociada-para-superar-crise-e-ameacas-de-cautelares-sao-afastadas.ghtml

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