O 8 de janeiro virou fetiche

Lula discursa em ato alusivo ao terceiro aniversário do 8 de janeiro: presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo não apareceram. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta; do Senado, Davi Alcolumbre; e do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foram as grandes ausências do evento alusivo aos três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023. Nem mesmo o ministro do STF Alexandre de Moraes, que conduz com mão de ferro os processos contra as centenas de brasileiros presos na Praça dos Três Poderes ou no acampamento diante do quartel-general do Exército, deu o ar da graça – na verdade, nenhum integrante do Supremo apareceu no ato esvaziado, prestigiado quase que exclusivamente por ministros do governo Lula e aliados da esquerda.

Obviamente, a ausência não significa que os ministros do STF estejam dando menos importância ao 8 de janeiro, pois a repressão continua a todo vapor. Lula pode até afirmar que os réus “tiveram amplo direito de defesa, e foram julgados com transparência e imparcialidade”, mas a realidade, facilmente perceptível, é diametralmente oposta. Em nome da “defesa da democracia”, 1,4 mil pessoas foram levadas a julgamento no STF, com denúncias genéricas, em sessões virtuais nas quais nem mesmo havia garantia de que os ministros assistissem aos vídeos gravados pelos advogados de defesa. Centenas foram mantidas presas preventivamente sem a menor necessidade, e uma pessoa morreu na Papuda, apesar de até mesmo o MPF ter solicitado sua soltura. O levantamento do STF afirma que 420 réus foram condenados à prisão e multa e 415 tiveram pena de prisão convertida em serviços comunitários e multa – condenações, recorde-se, sem provas de que cada réu havia cometido os crimes a eles imputados. Outras 564 pessoas firmaram acordos de não persecução penal (ANPPs), cedendo (e não há como criticá-las por isso, que fique muito claro) à chantagem institucional que os forçava a confessar crimes que não cometeram, para evitar uma prisão que era praticamente certa.

Nunca antes na história deste país a “defesa da democracia” foi um slogan tão vazio, hipocritamente usado para justificar a sua antítese

Os textos dos votos pela condenação desses manifestantes, e todos os discursos feitos ao longo desses três anos, bem como as falas do ato desta quinta-feira, mostram que o 8 de janeiro se transformou em um fetiche; é o novo “dia que não terminou”, parafraseando o título do célebre livro de Zuenir Ventura sobre 1968. A “tentativa de golpe” mais destrambelhada da história da República – sem armas nem apoio de nenhum poder armado, em um domingo, com todas as autoridades fora de Brasília, ou ao menos ausentes dos prédios invadidos – foi transformada em ameaça permanente a pairar sobre o país, sendo usada como justificativa para a manutenção ad aeternum do nosso atual estado de exceção. Se os manifestantes não forem punidos severamente, à margem do devido processo legal; se os críticos do governo e do Supremo não continuarem a ser calados em decisões sigilosas e investigados pela Polícia Federal; se os whistleblowers que denunciam as arbitrariedades do STF e do TSE não forem neutralizados judicialmente, um novo 8 de janeiro será inevitável – é no que querem que acreditemos.

É por isso que o grito de “sem anistia” ecoou no ato governista-esquerdista deste dia 8, culminando com a assinatura do veto presidencial à lei da dosimetria, que o Congresso Nacional aprovou no fim de 2025. A lei não faz mais que garantir a aplicação, aos casos do 8 de janeiro, do “concurso formal”: um instituto previsto no Código Penal brasileiro, pelo qual o crime mais grave “absorve” o menos grave, mas que foi ignorado pelo STF ao somar as penas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado em praticamente todas as condenações. A dosimetria não era justiça verdadeira – esta só viria com a anulação de todos os processos, tamanhas as arbitrariedades cometidas –, mas era um paliativo com previsão legal; nem isso, no entanto, os condenados do 8 de janeiro merecem na opinião de Lula, que ainda teve a desfaçatez de criticar a Lava Jato, em que o petista teve garantido o amplo direito de defesa e foi condenado com base em um avassalador conjunto probatório, antes que o Supremo o livrasse.

Nunca antes na história deste país a “defesa da democracia” foi um slogan tão vazio, hipocritamente usado para justificar a sua antítese. Denúncias e condenações sem provas, a abolição do devido processo legal, o abuso do instituto da prisão preventiva, a falta da individualização da conduta, a censura e outras restrições à liberdade de expressão, nada disso é prática característica de uma democracia. Mas tudo isso se tornou corriqueiro no Brasil – com a ajuda da imprensa e da sociedade civil organizada, que silenciaram diante das arbitrariedades ou até mesmo as aplaudiram –, mostrando que a única defesa realmente em curso no país é a de um regime de autocracia judicial em conluio com um governo interessado em perseguir seus opositores ideológicos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/8-de-janeiro-fetiche-democracia-anistia-dosimetria/

Alexandre Garcia

STF exibe lado político em ato sobre 8 de janeiro

O presidente do STF, Edson Fachin, em ato alusivo aos três anos do 8 de janeiro, realizado na sede do Supremo. (Foto: Luiz Silveira/STF)

Na quinta-feira Lula fez uma manifestação, no Palácio do Planalto, pelos três anos do 8 de janeiro, e o Supremo fez outra, à tarde. Que Lula faça isso tudo bem, ele é político; mas que um tribunal, ainda mais no topo do Judiciário, faça isso contrasta com a ideia de que a Justiça tem de ser imparcial, isenta, e não se meter em assuntos políticos. No seu discurso, Edson Fachin, presidente do Supremo, confirmou a politização do STF. Ele disse que “o dever desta corte é ir de encontro às palavras do nosso maior escritor” – acho que ele quis dizer “ao encontro”; eu até pesquisei e vi que estava escrito “de encontro”, mas “de encontro” é chocar, é contrariar, então Fachin provavelmente quis dizer “ao encontro”. Ele justifica o evento: “evitando que o tempo faça desaparecer não apenas a memória do malfeito praticado, mas de quem se levantou contra ele”. Está mostrando que o Supremo se levantou contra o malfeito praticado. Então, o Supremo foi ativista, quando quem tem de ser ativista é o autor da ação, que é o Ministério Público.

E tudo tem de ser feito sob a égide da Constituição, que exigiria julgamento na primeira instância, inclusive para dar direito aos condenados de recorrer por todas as instâncias, segunda, terceira, última. Mas foi muito difícil recorrer; o amplo direito de defesa previsto na Constituição também não valeu. Fachin ainda elogiou o trabalho de Alexandre de Moraes. Para registrar os números, em 1.734 processos, 1.399 pessoas foram condenadas, 179 estão presas; 387 réus foram condenados a penas de 12 a 27 anos. O senador Esperidião Amin já protocolou uma proposta de anistia, e a oposição diz que vai derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria, diminuindo as penas para crimes contra o Estado.

Se deixarem a Polícia Federal trabalhar, vai ter muito fio para puxar no caso do Banco Master

A CPMI do INSS está bem animada, porque ficamos sabendo que a Polícia Federal está investigando as ligações do Lulinha – o Fábio Luís, filho de Lula – com o “careca do INSS”, que teria pago mesadas astronômicas para o Lulinha. Quem também anda pagando mesadas astronômicas é Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Polícia Federal também deve investigar esse caso dos influenciadores, que foram muitos, segundo Malu Gaspar, de O Globo, com contratos altíssimos. Um vereador de Erechim (RS), que é um influenciador importante, denunciou, disse que foi contatado; tem influenciador que está mais para hipnotizador, criticando o Banco Central e defendendo o Banco Master. A PF vai investigar se foram todos comprados pelo Vorcaro. É um bom início, porque daí em diante vai-se puxando a corda, o fio de Ariadne, e vão aparecendo os outros, vamos ver se houve pagamentos de Vorcaro a pessoas contratadas para pressionar o Banco Central.

A Polícia Federal está investigando a venda para o Banco de Brasília, que é um banco estatal, de uma carteira fajuta de R$ 12 bilhões em créditos. E o resto já sabemos: Dias Toffoli, depois de voar com um dos advogados do Master, pôs completo sigilo em torno do assunto, que devia ter toda a transparência prevista no artigo 37 da Constituição, inclusive sobre o celular valiosíssimo do Vorcaro. Da mesma forma, todos ficamos sabendo daquele contrato do Banco Master com o escritório de advocacia da família de Moraes, ao custo de R$ 3,6 milhões por mês. Depois veio aquela acareação, tentando constranger o diretor de Fiscalização do Banco Central. Por fim, temos o ministro do TCU Jhonatan de Jesus, ex-deputado, formado em Medicina, que acabou voltando atrás naquela inspeção totalmente despropositada. O TCU não tem nenhuma competência para se meter na autonomia do Banco Central.

São coisas que estão saltando aos olhos. Por isso é muito boa essa investigação da Polícia Federal para, enfim, mostrar tudo que uma CPI ainda haverá de mostrar, porque já existem assinaturas suficientes para isso. Não podemos conviver com estripulias que fazem mal para o sistema financeiro do país, para as nossas contas bancárias, para o nosso crédito.

Indicado por Lula para presidir a CVM já tomou decisões favoráveis ao Master

Saiu no Diário Oficial que Lula indicou um novo presidente para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dizem que por influência de Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista, e de Davi Alcolumbre. Otto Lobo já é um dos diretores e está como interino na presidência; agora, vai ser submetido à sabatina do Senado. A CVM é uma autarquia com autonomia administrativa e orçamentária, vinculada ao Ministério da Fazenda, e que cuida do mercado de capitais, como certificados de depósito e ações. O indicado por Lula, segundo a Folha de S.Paulo, já teria brecado decisões desfavoráveis ao Master na CVM, por exemplo no caso do Carbono Oculto, sobre ligações com o PCC, no caso da Reag e fundos de investimento. Esse Master está em todas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stf-lado-politico-ato-8-de-janeiro/

Rodrigo Constantino

Três anos do golpe

Polícia tenta conter manifestante durante protesto em Brasília realizado no dia 8 de janeiro. (Foto: Andre Borges/EFE)

8 de janeiro de 2023. Essa foi a data que marcou para sempre a história do Brasil. Uma manifestação que descambou para alguns atos de vandalismo, talvez por gente infiltrada, e que serviu de pretexto para o começo da maior perseguição política em nosso país.

Centenas de pessoas foram presas sem o devido julgamento, sem foro adequado, sem individualização das penas, sem provas. Aqueles manifestantes do 8 de janeiro foram tratados como gado, divididos em lotes e punidos no coletivo. Eram parte de uma trama golpista de uma organização criminosa armada que pretendia destruir a democracia, diz a narrativa oficial.

Tudo balela, claro. Não havia qualquer golpe organizado, muito menos com a participação de cabeleireiras “armadas” de batom, donas de casa com a Bíblia na mão ou trabalhadores com a bandeira do Brasil nas costas. Nenhum golpe de estado tem vendedor ambulante de algodão-doce!

Houve sim um golpe, mas ele foi dado justamente pelo sistema, pelo consórcio PT-STF com a cumplicidade da velha imprensa. Foi tanto abuso de poder, desrespeito às prerrogativas dos réus, punições absurdas, que não podemos mais falar em democracia

O “líder” da organização criminosa estava em outro país. A data escolhida foi um domingo, sem qualquer autoridade em Brasília. O golpe armado não contava com uma só arma, além de bolinhas de gude. É tudo tão ridículo que deveríamos rir da narrativa tosca, mas quando lembramos de seus efeitos, somos compelidos a chorar.

Como chorou hoje cedo a filha de Clezão, um dos presos do 8 de janeiro. Empresário pai de família, Cleriston da Cunha morreu na prisão sem julgamento, apesar de parecer da PGR favorável à sua soltura. Ele tinha problemas prévios de saúde e necessitava de cuidados médicos. Alexandre de Moraes negou.

A filha do Clezão, Luiza, concedeu uma entrevista hoje mais cedo e chorou ao lembrar dos últimos três anos. Quando perguntei o que ela deseja para Moraes, ela respondeu: “Justiça”. Será que todas essas famílias destruídas pela perseguição implacável do STF terão justiça algum dia?

Está claro para todos atentos aos acontecimentos políticos que não houve qualquer tentativa de golpe naquele 8 de janeiro, que tudo não passa de um discurso usado como pretexto para avançar com o autoritarismo e punir Jair Bolsonaro e seu entorno, afastando a direita da disputa eleitoral.

Houve sim um golpe, mas ele foi dado justamente pelo sistema, pelo consórcio PT-STF com a cumplicidade da velha imprensa. Foi tanto abuso de poder, desrespeito às prerrogativas dos réus, punições absurdas, que não podemos mais falar em democracia. Um estado de exceção foi instaurado no Brasil, e aquele fatídico 8 de janeiro de três anos atrás foi crucial para isso, por servir de pretexto para os verdadeiros golpistas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/8-de-janeiro-tres-anos-do-golpe/

Lúcio Vaz

Mulher de Haddad fez 29 viagens de carona em jatinhos da FAB

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde e esposa do ministro Fernando Haddad, em foto de junho de 2023. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Ana Estela, mulher do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez 29 viagens de carona em jatinhos da FAB em 2025 – quase a totalidade delas acompanhando o marido. Em 27 de setembro do ano passado, um sábado, ela partiu de São Paulo para Brasília com o marido e outro passageiro. No dia seguinte, a agenda do ministro previa café da manhã e brunch da Corrida e Caminhada MEC 95 anos. Em 25 de agosto, uma segunda-feira, Ana Estela viajou com o marido de São Paulo para Brasília com quatro passageiros.

Família Haddad é passageira habitual da FAB desde o governo Dilma

Mas as caronas dos familiares de Haddad não são novidade. Quando ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, Haddad fez 97 voos entre Brasília e São Paulo acompanhado da mulher e da filha menor, além de autoridades e assessores. Em 26 de dezembro de 2011, Haddad vou de São Paulo para Brasília num jatinho Learjet acompanhado da mulher, de dois filhos e da mãe. Em outra viagem, foi acompanhado da filha num jato para 45 passageiros. Numa das viagens de 2024, os passageiros eram apenas Haddad e Ana Estela – como um “Uber aéreo”.

Haddad fez 130 deslocamentos em aeronaves oficiais em 2010 e 2011 – uma viagem de ida e volta por semana ao menos. Ele fez 46 voos exclusivos para São Paulo, sem outros ministros. Em 15 desses deslocamentos, foi acompanhado apenas da mulher e da filha. Em alguns outros, estavam a mãe e o filho do ministro. Haddad, que seria candidato a presidente da República em 2018, afirmou em 2012 que não houve irregularidade no transporte de seus familiares. “É um direito meu ir para casa. O que interessa é a legalidade”, disse. Ele acrescentou que a maioria dos voos foi compartilhada: “Em quase todos, eu estava vindo com outro ministro. E, quando pedia carona, eu perguntava se tinha três lugares” – geralmente para ele, a mulher e a filha.

Quando ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, Haddad fez 97 voos entre Brasília e São Paulo acompanhado da mulher e da filha menor

Brechas para divulgação de dados

Naquela época não havia a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor em 2012. Os ministros estavam autorizados a utilizar os jatinhos da FAB para se deslocar até as suas casas nos fins de semana. Mas os dados sobre os passageiros, incluindo caronas, não eram publicados pela FAB.

Os dados detalhados sobre as viagens em jatinhos foram obtidos pelo então deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que apresentou requerimento de informação à Aeronáutica. Os dados foram publicados na Folha de S.Paulo em janeiro de 2012, com a assinatura deste colunista.

A divulgação dos passageiros e caronas dos voos da FAB teve início somente em janeiro de 2024, por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Mas os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara e do Senado não divulgam esses dados, por questões de “segurança”, dizem eles. Os voos para casa nos fins de semana estão expressamente previstos para os presidentes do STF, Câmara e Senado. Ministros de Estado alegam questões de segurança para utilizar jatinhos em viagens para casa. Essa exceção está prevista no decreto presidencial que regulamenta a utilização das aeronaves oficiais.

Assessoria defende mordomia fazendo acusações de misoginia

O ministro Haddad foi questionado sobre as viagens de carona de Ana Estela. A assessoria do ministro respondeu que “a doutora e professora Ana Estela Haddad jamais ocupou assento em aeronaves da [FAB] na condição de esposa do ministro Fernando Haddad. Em todas as ocasiões mencionadas, Ana Estela Haddad viajou na condição de secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, assim como qualquer outro secretário nacional ou autoridade pública em exercício de função”.

A assessoria acrescentou que “o uso de assentos disponíveis em aeronaves da FAB está expressamente previsto no Decreto 10.267/2020, que autoriza o preenchimento de vagas remanescentes por autoridades públicas, a critério da autoridade solicitante, sem qualquer irregularidade ou privilégio pessoal”.

Acrescentou que, “ao reiterar a alegação de que a secretária teria ocupado assentos em voos oficiais na condição de esposa, este veículo, mais uma vez, comete misoginia ao ignorar de forma sistemática o currículo acadêmico, a trajetória profissional e o cargo de alta responsabilidade por ela ocupado”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/mulher-fernando-haddad-29-viagens-carona-jatinhos-fab/

“Envolvido até o pescoço”: escândalo do INSS se aproxima de Lulinha

Filho mais velho de Lula aparece diretamente em investigações de escândalo do INSS. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No programa Última Análise desta quarta-feira (07), os convidados falaram a respeito da investigações da Polícia Federal que apontam que filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, recebeu uma mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar supostas menções a ele, em materiais coletados na apuração sobre o esquema bilionário de descontos ilegais.

“Esse escândalo tem dimensões gigantescas e deveria ser tratado como um caso da mais alta prioridade nacional, mas que, parece, está figurando apenas como nota de rodapé na imprensa nacional”, criticou o professor da FGV Daniel Vargas.

Após as denúncias, surgiu a expectativa de Lulinha ser convocado pela CPMI do INSS. No final do ano passado, a oposição tentou aprovar um requerimento para convocá-lo, porém, a convocação foi rejeitada por um placar de 19 votos governistas, contra 12 da oposição.

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), convidada do programa, afirma que o envolvimento de Lulinha com o esquema é claro. “Ele está envolvido até o pescoço com toda essa fraude do INSS, com roubo de aposentado. Ele é sócio do Careca do INSS e recebe uma mesada dele”, ela diz. Porém, em relação a uma convocação na comissão, afirma que é improvável.

O plano dos EUA para a Venezuela

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou na tarde desta quarta-feira (7) um plano de três fases dos EUA para a Venezuela. Em um pronunciamento no Capitólio ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, o chefe da diplomacia americana afirmou que o primeiro passo será a estabilização do país sul-americano, após a captura do ditador Nicolás Maduro.

“É uma posição que eu chamaria de muito realista, que sabe que a Venezuela é um país esfacelado, não apenas economicamente, mas moralmente. Este ‘realismo americano’ poderá oxigenar e reconstruir uma base para a sociedade venezuelana”, diz o professor da FGV Daniel Vargas.

Já o escritor Francisco Escorsim afirma que a ação americana na Venezuela é também um recado para o Brasil. “Com a Venezuela, os EUA estão fazendo os ‘primeiros socorros’, para que o paciente tenha alguma sobrevida. O Brasil não está ainda neste estágio. Os americanos deram uma recuada aqui, mas esperam que o nosso país trabalhe com eles”, ele avalia.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/envolvido-ate-o-pescoco-escandalo-do-inss-chega-em-lulinha/

Lula quer usar saída de Lewandowski para destravar indicação de ‘Bessias’ ao STF

Advogado-Geral da União, Jorge Messias e Lula (PT) – (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Lula quer usar a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública como janela de oportunidade para destravar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em estudo no Planalto está a separação de Justiça e da Segurança Pública, passando ao menos uma das partes para o centrão. Lula ensaia um aceno a Davi Alcolumbre (União-AP) para desanuviar o péssimo clima instalado com o presidente do Senado.

A volta dos que não foram

Se fala até em ressuscitar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma das pastas. O senador foi o pivô da última crise entre Lula e Alcolumbre.

Ministro indemissível

O problema para Lula é que, uma vez nomeando Pacheco, aliado de Alcolumbre, eventual demissão do posto é declaração de guerra.

Quase um escambo

Não sendo Pacheco, Lula avalia costurar com os senadores uma indicação que viabilize a aprovação de Messias.

Saco sem fundo

Para 2026, a perspectiva é de ainda mais gastos com emendas. O Orçamento do ano, já aprovado, prevê pagamento de R$61 bilhões.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-quer-usar-saida-de-lewandowski-para-destravar-indicacao-de-bessias-ao-stf

BC impõe sigilo a reuniões de Moraes sobre Banco Master

Ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa Viviane Barci de Moraes – Foto: redes sociais

Na República dos Segredos de suas excelências as autoridades, o Banco Central decidiu colocar sob sigilo os registros de comunicações e reuniões entre dirigentes da instituição e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um gesto de blindagem do ministro, no caso relativo ao processo de liquidação do Banco Master.

O acesso a esses registros foi solicitado pela jornalista Andreza Matais por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mas, copmo tem sido comum no atual governo, isso foi negado sob a surrada alegação de sempre: “proteção de dados patrimoniais, bancários e informações pessoais”. A decisão inclui o sigilo até mesmo de dados básicos, como datas, trocas de mensagens e registros de reuniões.

A coluna dojornalosta Cláudio Huberto, do Diário do Poder, revelou dias atrás que o governo Lula (PT) já impôs sigilo ao menos a 3,2 mil documentos e dados solicotados com base na LAI, expondo a mentira que o petista difundiou na campanha eleitoral de 2022, quando prometeu não apenas vedar sigilos dessa natureza e também promover um “revogaço” dos decretos de sigido do antecessor, Jair Bolsonaro (PL). Os sigilos ocorreram aos milhares e não houve o prometido “revogaço”. Ambos entraram na conta de mentiras eleitorais.

A blindagem de Moraes ocorre após a revelação de que o ministro do STF se reuniu com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar de interesses relativos ao Banco Master, que contratou os serviços do escritório de advocacia de sua esposa por impressionantes R$129 milhões, em parcelas mensais de R$3,6 milhões.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/bc-impoe-sigilo-a-reunioes-de-moraes-sobre-banco-master

Esgotada exploracão política de Marielle, irmã deixará o cargo

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco | Foto: Foto: Thayane Alves / Governo Federal

Como a memória e o martírio de Marielle Franco perderam relevância para Lula e o PT, sua irmã Anielle Franco foi “estimulada” a sinalizar intenção de pedir demissão do cargo de ministra da Igualdade Racial, para o qual foi convidada quando o parentesco ilustre ainda rendia proveitos eleitorais.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal apontaram como mandantes do crime irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, que, apesar de filiados ao União Brasil, são velhos apoiadores de campanhas do PT no Rio de Janeiro. O crime vitimou também o motorista Anderson Gomes. Após a prisão dos acusados, os petistas já não poderiam insinuar que o crime “foi coisa de Bolsonaro” e Anielle perdeu relevância política, por isso encontrou a saída honrosa de disputar mandato de deputada federal pelo PT-RJ.

O anúncio oficial da sua saída definitiva do governo deve ocorrer próximo ao prazo legal, abril, seis meses antes do pleito. “Vou alinhar os detalhes com o presidente Lula para definir os próximos passos”, disse a ministra, tentando fazer acreditar que é sua a decisão. Mas o “estímulo” do Planalto para que ela fizesse o anúncio foi confirmado por fontes do governo.

Quanto à escolha de quem a vai substituir no cargo, a ministra declarou a obviedade de que a escolha será de Lula e que não cabe a ela indicar nomes para assumir a pasta.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/esgotada-exploracao-politica-de-marielle-irma-deixara-o-cargo

STF tenta barrar fatiamento de ministério para dar força a Lewandowski

Lula (PT) – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam recomendado a Lula (PT) não desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a alegação que isso poderia “enfraquecer” a atuação federal, quando na verdade o que se busca é evitar o enfraquecimento do colega aposentado Ricardo Lewandowski, que teria decidido pedir demissão ao ser comunicado da intenção do chefe de governo de promover o desmembramento. As críticas mais fortes à atuação do demissionário são exatamente na área de segurança pública.

A divisão da pasta para recriação do Ministério da Segurança Pública, que deixou legado importante no governo Michel Temer, é uma recomendação de especialistas e solicitada por todos os secretários estaduais de Segurança Pública, em decisão unânime do seu conselho nacional, o Conesp, presidida pelo delegado federal Sandro velar, secretário do governo de Ibaneis R0cha (MDB).

Lewandowski, que anunciou sua demissão alegando motivos “pessoais e familiares”, na verdade se demitiu diante do iminente fatiamento do seu ministério. Na avaliação dele, segundo fontes próximas ao Planalto, isso enfraqueceria muito a sua atuação. Ele não reconhece que fracassou nessa área, sempre apresentando propostas que motivaram críticas de quem entende do assunto, do projeto “Pena Justa”, propondo medidas em benefício dos poucos bandidos que o País consegue prender.

A pressão para impedir a separação e principalmente a saída de Lewandowski, segundo fontes do governo, estaria sendo capitaneada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, e com a participação de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/stf-alerta-lula-e-tenta-barrar-fatiamento-do-ministerio-da-justica

Be the first to comment on "O 8 de janeiro virou fetiche"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*