Lula finge não saber que chegou a Lulinha investigação sobre escândalo no INSS

Fábui Luís, o Lulinha - Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A investigação do roubo a aposentados chegou em definitivo a Fabio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”, o filho de Lula (PT) e sócio de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central nesse escândalo de corrupção que pode ser o maior de todos os tempos, superando outras roubalheiras de governos Lula, como Mensalão e Petrolão. “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, rendeu-se o petista, fingindo não saber que Lulinha e sua relação com a quadrilha estão sob investigação.

Dinheiroduto fala

O dinheiroduto do Careca de INSS para Lulinha atendia pelo nome de Roberta Luchsinger, dona da RL Consultoria e Intermediações Ltda.

O ‘filho do rapaz’

De acordo com depoimentos e documentos, ao ordenar o pix para Lulinha, via RL, Careca justificava assim: “É para o filho do rapaz”.

Lulinha era cotista

À PF, Edson Claro, ex-braço direito do Careca, contou que Lulinha tinha o próprio mensalão no esquema, com pagamentos de R$300 mil/mês.

Sócio oculto

A PF sustenta que o grupo, operado pelo Careca, tinha sustentação política, como no caso do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-finge-nao-saber-que-chegou-a-lulinha-investigacao-sobre-escandalo-no-inss

Amiga de Lulinha mandou mensagem para ‘Careca do INSS’ sumir com celulares

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e intermediária na relação com o Careca do INSS. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).

A “empresária” Roberta Luchsinger, que atuou como uma espécie de intermediária de Lulinha, filho de Lula (PT), recomendou a Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” que desse sumiço em seus celulares antes que fossem apreendidos pela Polícia Federal.

Roberta enviou mensagem de Whatsapp a Careca, em abril de 2025, após a deflagração da primeira fase da Operação Sem Desconto, da PF,  avisando: “Só para você saber, acharam um envelope com o nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão”. O lobista responde, aparentemente surpreso e preocupado, segundo relato do Estadão: “PUTZ”. Depois, recomenda: “E Antônio, some com esses telefones. Joga fora”.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão também em em endereços ligados a Roberta Luchsinger, determinados pelo ministro André Mendonça, relator desse caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que a obrigou a a usar tornozeleira eletrônica e a proibiu de sair do País.

A PF afirma que Roberta faz parte do núcleo político do grupo suspeito de desviar dinheiro dos aposentados, segundo o jornal. Os investigadores destacaram que ela se apresenta como “pessoa com acesso a estruturas de poder capazes de influenciar decisões de natureza política”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/amiga-de-lulinha-mandou-mensagem-para-careca-do-inss-sumir-com-seus-celulares

Girão pede CPMI investigando roubo no recesso

Senador Eduardo Girão. (Foto: Diário do Poder).

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu a suspensão do recesso parlamentar para que o Congresso dê sequência à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga gatunagem no INSS.

Girão também defendeu que o Senado instale nesse período, a CPI do Banco Master, que já conta com 34 assinaturas.

O parlamentar destacou ainda que é fundiamento o fim de “sigilos e de blindagens”.

“Não podemos esquecer o escândalo monumental envolvendo o Banco Master, cujo rombo pode ultrapassar R$ 40 bilhões, e que está sendo blindado, por enquanto, pelo [Supremo Tribunal Federal] STF, e também aqui, porque eu tenho um pedido de CPI nesta Casa, há três semanas, que ainda não foi numerado nem lido, para que a gente possa buscar a verdade sobre isso, que também envolve gente muito poderosa. Chega de sigilo, chega de blindagem. Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master, que já conta com o apoio de 34 senadores da República”, afirmou em discurso no Plenário.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/girao-pede-cpmi-investigando-gatunagem-no-recesso

Moro sobre esquerda: ‘Perdem no Congresso, recorrem ao STF’

Senador Sergio Moro. (Foto: Diário do Poder).

O senador Sergio Moro (União-PR) criticou nesta quinta-feira (18) a esquerda por entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a suspensão da aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria pelo Congresso.

Em postagem nas redes sociais Moro afirmou:

“Perdem no Congresso, recorrem ao STF. Perdoam e cortejam os companheiros corruptos do Mensalão e Petrolão, mas querem que os manifestantes do 8/1, pessoas como a Débora do Batom, fiquem 14 anos na prisão. Parte da esquerda brasileira faliu moralmente”.

Como mostrou o Diário do Poder, lideranças partidárias da esquerda como: PT, PSB, PCdoB e PSOL, protocolaram um mandado de segurança no STF contra a Dosimetria.

Na ação, direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, os parlamentares questionam a regularidade da tramitação da proposta.

O documento é assinado pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), e pelos deputados Pedro Campos (PSB-PE), Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e Talíria Petrone (PSOL-RJ).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/moro-sobre-esquerda-perdem-no-congresso-recorrem-ao-stf

Rodrigo Constantino

Escândalo do INSS mais perto de Lula

Senador Weverton Rocha (PDT-MA). (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão da operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18), que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, foi alvo de prisão domiciliar e foi afastado do cargo de “número 2” da pasta.

Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, também foram presos durante a ação policial.

Além de pai e filho, Romeu e Antônio são sócios. Uma das empresas que compartilham tem o nome de “World Cannabis” e é alvo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O “careca do INSS” é apontado pelas investigações como um dos principais envolvidos nos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Ironicamente, a empresa de fachada no escândalo da compra de respiradores pelo Consórcio NE tinha Hemp no nome, alusão à maconha também.

A Polícia Federal apreendeu armas, relógios, carros de luxo e dinheiro vivo na nova fase da operação Sem Desconto. Os agentes cumprem ao todo 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva no Distrito Federal, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Minas Gerais.

A CPMI do INSS, instalada para investigar um esquema bilionário de fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, tornou-se o centro de uma disputa política envolvendo o nome do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na terça-feira (16), deputados da oposição acusaram governistas de blindar o filho do presidente mesmo diante de possíveis evidências de uma viagem a Portugal que Lulinha teria feito com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Uma testemunha afirmou que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil do esquema.

O cerco vai se fechando em torno de Lula. Fica cada vez mais claro que esse escândalo do INSS teve o DNA de muita gente próxima do presidente, inclusive de seu filho. Lula seguirá fazendo cara de paisagem, ignorando o caso e mobilizando sua base para boicotar a CPMI. Mas o trabalho da PF vai se aproximando da sua família, que mais parece uma quadrilha. Desviar recursos de idosos aposentados talvez seja mesmo o ápice da canalhice, em meio a tantos escândalos que Lula e seu PT acumulam até aqui.

Só não dá para fingir surpresa: quem imaginou que colocar o ladrão de volta à cena do crime, como diria seu vice Alckmin, faria com que escândalos de corrupção voltassem com tudo à tona?!

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/escandalo-do-inss-mais-perto-de-lula/

Alexandre Garcia

Moraes é o microgerenciador da pena de Bolsonaro

Defesa de Bolsonaro pediu a Moraes autorização com a “máxima urgência” para que o ex-presidente seja submetido a cirurgias. (Foto: EFE/Andre Borges)

Alexandre de Moraes já agiu como promotor, como investigador, como juiz, agora está agindo como juiz de execuções. Ele autorizou Jair Bolsonaro a fazer fisioterapia, porque o sedentarismo leva ao agravamento de todas as suas comorbidades – e é sedentarismo dentro de um cubículo que pode ser chamado de solitária. As decisões de Moraes confirmam que ele está numa solitária. Bolsonaro pode receber cartas, mas os itens que ele receber têm de ser revistados. A esposa Michelle está autorizada a fazer duas visitas por semana, das 11 horas às 11h30, às terças e quintas-feiras. Moraes também autorizou Bolsonaro a dar entrevista para o site Metrópoles, no dia 23 de dezembro.

Em resumo, Bolsonaro está em uma solitária. E agora vai fazer uma fisioterapia, para melhorar as condições musculares em geral, mas especialmente dos pulmões, que são muito afetados por aquelas contrações, aqueles soluços, por causa de tantas intervenções no corpo e do problema gástrico; o que está no estômago volta durante o sono, entra no pulmão, já causou pneumonia. É por isso que ele terá de fazer fisioterapia.

Acordo entre Mercosul e União Europeia está naufragando

Vejam como o Brasil é interessante: Lula já festejou muito o acordo entre Mercosul União Europeia, mas esse acordo que ele festejou tanto, pelo jeito, não vai ocorrer. E ele não gostou muito: disse que é agora ou nunca. Deu um ultimato. E o ministro de Relações Exteriores, ministro Mauro Vieira, ainda disse que, se não for agora, não há mais o que negociar com a União Europeia. “Vamos dar atenção a outros parceiros importantes que estão na fila”, disse. Vejam a arrogância, como se o mundo inteiro estivesse na fila para negociar com o Mercosul.

A reunião de cúpula do Mercosul, no sábado, vai ocorrer sob esse ultimato. Tinham anunciado, festejado, tinham de fazer acordo, mas não vai sair. Agricultores se manifestaram na Bélgica, na frente do Parlamento Europeu. Itália, França, Hungria e Polônia já anunciaram que, por enquanto, não lhes interessa esse acordo.  Eles têm de defender os interesses dos agricultores franceses.

E vejam que coisa ilógica: Lula diz que não entende por que nós queremos fazer o acordo e eles não, se o acordo é vantajoso para os europeus. Quer dizer, então, que ele vai assinar um acordo vantajoso para os outros, e não para os países do Mercosul? Que interessante! Mas esse é o país em que estamos vivendo.

Atiradores de Sydney são inimigos da civilização ocidental

Vejam os nomes dos dois assassinos de judeus em Sydney, na Austrália, que usaram fuzis. O estampido do fuzil se confundia com os fogos de artifício, porque era o início da festa judaica da reconstrução de Jerusalém e do templo. As pessoas pensavam que eram rojões, mas eram tiros de fuzil; 15 judeus foram mortos, e um dos atiradores também. Eram pai e filho: o filho se chama Naveed Akram, 24 anos; o pai era Sajid Akram, 50 anos. No carro deles havia uma bandeira do Estado Islâmico e muitos explosivos. Digo isso para sabermos quem eram os assassinos antissemitas, que se apresentam como inimigos da civilização ocidental, a civilização fundada em valores judaico-cristãos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/jair-bolsonaro-fisioterapia-alexandre-de-moraes/

Leonardo Coutinho

Justiça sem venda, espada afiada: o risco de um poder sem limites

Quando a Justiça deixa de limitar o poder e passa a escolhê-lo, perde a imparcialidade e coloca a democracia em risco silencioso e profundo. (Foto: Luiz Silveira/STF)

A estátua “A Justiça”, de Alfredo Ceschiatti, é linda. Em um bloco único de granito, ela é a representação da imparcialidade (olhos vendados) e da força da lei (espada), em perfeito equilíbrio com o projeto arquitetônico de Brasília. Ela adorna a frente do edifício do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na imagem acima, aparece banhado por uma luz laranja, em referência ao Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Poucos param para pensar sobre o assunto, mas a Justiça, como um dos três Poderes, não é um subproduto dos Estados modernos ou da democracia. Antes de haver repúblicas ou constituições, já existia a noção de que o poder precisava ser contido por regras, e que essas regras deveriam valer inclusive e sobretudo para quem governa.

Foi essa intuição civilizatória que limitou o absolutismo dos monarcas, que deu origem ao constitucionalismo moderno e que serviu de berço às democracias. A Justiça, portanto, não é um apêndice administrativo do Estado. Ela é um de seus alicerces. Mas seria a Justiça um superpoder?

Claro que não. Justamente por isso, quando a Justiça ultrapassa o seu papel, o dano é devastador. Minar o Judiciário não é apenas mais uma disfunção institucional do modelo de equilíbrio de poderes. É um ataque direto ao coração da democracia. Mais letal do que golpes militares clássicos, mais silencioso do que tanques nas ruas, mais eficaz do que censuras explícitas.

Quando a Justiça deixa de ser limite e passa a ser instrumento, a democracia entra em estado terminal. E aquela imagem de uma justiça cega se dilui. Sem a venda, perde a imparcialidade e a frieza do granito de Ceschiatti, restando-lhe apenas as mãos fortes e a espada.

Como resultado dessa distorção, a mesma Justiça que se apresenta como guardiã dos direitos de todos passa a escolher quem merece tê-los. Direitos passam a ser tratados não como princípios universais, mas como concessões seletivas, distribuídas segundo o humor político do momento, a identidade do réu ou a utilidade estratégica do caso.

Quando a Justiça que deveria ser cega passa a enxergar demais, começa a ver conveniências, oportunidades, amigos e inimigos.

A balança perde o equilíbrio, e a espada, que deveria conter abusos, transforma-se no próprio abuso. Aquilo que deveria proteger o cidadão passa a vigiá-lo, constrangê-lo, silenciá-lo

O Judiciário, então, já não arbitra conflitos, mas administra amizades e lealdades.

Para uma parte dos brasileiros, a Justiça se tornou uma instância redentora, responsável por “salvar” a democracia do chamado fascismo bolsonarista. Sob essa narrativa, qualquer excesso é tolerável. Qualquer distorção é justificável. Nem mesmo 129 milhões de motivos vindos de relações tortuosas, decisões controversas, atropelos processuais ou violações evidentes de garantias fundamentais parecem suficientes para gerar um gesto mínimo de autocrítica ou contrição institucional.

Do outro lado da arquibancada ideológica, a crítica deixou de ser um direito. Quem questiona vira réu em potencial, golpista, membro de alguma seita obscurantista indigna da redenção concedida pelo Judiciário. O debate público é substituído por rótulos, e o devido processo vai sendo corroído pela exceção permanente.

E, no centro do campo, onde está a maioria absoluta dos brasileiros, impera o silêncio. Um silêncio desconfortável, constrangido, mas ainda assim silêncio. Não é adesão entusiasmada, tampouco oposição militante. É a percepção difusa de que algo saiu do eixo, mas que apontar isso em voz alta pode ter custo alto demais, seja por medo de retaliação, seja por medo da “volta do fascismo”.

O mais louco disso tudo é que o cidadão comum, que passou a medir palavras para evitar problemas, muitas vezes não percebe que algo fundamental já lhe foi tirado.

A luz laranja que banha o Supremo deveria ser mais do que uma homenagem simbólica aos direitos humanos. Deveria servir como alerta. Direitos humanos não sobrevivem onde a Justiça escolhe lados.

Democracias não resistem quando o Judiciário se confunde com projeto político. E nenhuma sociedade permanece livre quando o poder encarregado de conter abusos passa a exercê-los.

A estátua esculpida por Ceschiatti segue ali, imóvel, segurando a espada. Resta saber se ela ainda representa a Justiça que fundou o Estado democrático ou se será apenas um monumento ao passado.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/leonardo-coutinho/justica-sem-venda-espada-afiada-o-risco-de-um-poder-sem-limites/

Dino manda PF fazer operação contra Sóstenes e Jordy

A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira, 19, uma operação contra o desvio de recursos públicos vinculados às cotas parlamentares. Entre os alvos estão os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). A ordem partiu do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal
(STF).

A Operação Galho Fraco cumpre sete mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os agentes apuram suspeitas de envolvimento de políticos com mandato, servidores, comissionados e empresários.

Segundo as autoridades, o grupo teria atuado de forma articulada para desviar verbas públicas e ocultar os valores obtidos de maneira ilícita. Os investigadores afirmam haver indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Conforme apuração da TV Globo, Sóstenes e Jordy estão entre os alvos da ofensiva. A operação é um desdobramento da Rent a Car, deflagrada em dezembro de 2024.

Jordy se manifesta sobre operação da PF

A operação apura contratos da empresa Harue Locação de Veículos LTDA., que, segundo Jordy, presta serviços a vários parlamentares, incluindo Sóstenes.

No entanto, o deputado afirma que a ação configura uma “pesca probatória” do STF, isto é, uma manobra para intimidar opositores do governo e expô-los publicamente sem provas concretas.

“A alegação deles é tosca”, argumentou. “Dizem que chama muito a atenção o número de veículos dessa empresa, que aluga para vários outros deputados também. Afirmaram que as outras empresas possuem mais de 20 veículos em suas frotas, e a Harue tem apenas cinco, por isso seria uma empresa de fachada.”

Por fim, Jordy concluiu que a ofensiva do STF servirá apenas como combustível para seguir com suas pautas no Congresso. “Vai ser mais um instrumento de ânimo para enfrentar essa tirania, essa ditadura do Judiciário, que persegue seus adversários utilizando o aparato da Justiça”.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/dino-manda-pf-fazer-operacao-sontra-sostenes-e-jordy/?utm_source=taboola&utm_medium=editorial-push

Marsiglia vê inconstitucionalidade em cassações de Ramagem e Eduardo

A decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de declarar a perda dos mandatos de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) provocou reação no meio jurídico. Em análise divulgada nas redes sociais nesta quinta-feira, 18, o advogado constitucionalista e jurista André Marsiglia classificou os atos como inconstitucionais e argumentou sobre a violação direta ao artigo 55 da Constituição Federal (CF).

No caso de Ramagem, a Mesa fundamentou a cassação em condenação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Marsiglia, porem, o argumento não se sustenta.

Segundo ele, a ação penal foi cindida, o que impede o reconhecimento de condenação definitiva do parlamentar. “Como a ação penal foi cindida, não houve condenação definitiva do parlamentar”, explicou o jurista. “O trânsito em julgado alcançou apenas parte do processo, permanecendo outra parte suspensa.”

Marsiglia sustenta que a perda de mandato é uma sanção extrema e exige interpretação restritiva da Constituição. “Trânsito em julgado parcial não autoriza cassação”, escreveu.

https://twitter.com/marsiglia_andre/status/2001776889774641415?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2001776889774641415%7Ctwgr%5Efe3510d3ec341719a0df39b082817a6ee286da86%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Fmarsiglia-ve-inconstitucionalidade-em-cassacoes-de-ramagem-e-eduardo%2F

Além disso, destacou que a Constituição é clara ao reservar ao plenário da Câmara a decisão nesses casos. “O art. 55, §2°, da Constituição é explícito ao exigir que, nos casos de condenação criminal, a perda do mandato seja decidida pelo Plenário da Câmara, por maioria absoluta”, disse. “Nada disso ocorreu.”

Marsiglia analisa o caso de Eduardo Bolsonaro

Já no caso de Eduardo Bolsonaro, a Mesa declarou a perda do mandato com base em faltas reiteradas as sessões legislativas. Embora a Constituição permita que a Mesa declare a cassação nessa hipótese, Marsiglia afirma que a Câmara desrespeitou uma condição essencial.

“Nos casos de perda de mandato por faltas, a Constituição permite que a perda seja declarada pela Mesa, desde que assegurada ampla defesa”, lembrou, ao citar o inciso III do art. 55.

Para o advogado, a ausência de contraditório torna o ato inválido. “Não se admite cassação automática ou unilateral”, avaliou Marsiglia. “A ausência de contraditório torna o ato inconstitucional.”

Ao final da análise, Marsiglia concluiu que “a Câmara viola a Constituição e sua própria autonomia” ao afastar deputados sem observar os ritos constitucionais.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/marsiglia-ve-inconstitucionalidade-em-cassacoes-de-ramagem-e-eduardo/

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