
Na quinta-feira os governadores de Santa Catarina, Paraná, Goiás, Minas Gerais e outros estados foram ao Rio, manifestar apoio ao governador Cláudio Castro, que está sendo acusado pela morte de bandidos que tentaram matar policiais. É incrível a inversão de valores neste país. Os policiais descobriram, por exemplo, que entre os fuzis apreendidos há armas do exército da Venezuela, do Peru, da Argentina, do Brasil, roubados de quartéis, possivelmente do Rio de Janeiro. Além disso, foram 117 mortos por parte dos bandidos. Entre eles, nenhuma pessoa idosa, nenhuma mulher, nenhuma criança. Isso é resultado de planejamento, de inteligência, que evitou danos colaterais em inocentes.
GLO em Belém, Comando Vermelho no Amazonas
A polícia subiu o morro para executar mandados de prisão e de busca e apreensão: 100 mandados de prisão, sendo que 30 eram de Belém (PA) – ou seja, a polícia paraense também ajudou nessa operação – e 180 mandados de busca e apreensão. O interessante é que Lula está assinando nesta sexta-feira a GLO para que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica cuidem da segurança de Belém durante a COP. Mas é só para Belém, na foz do Rio Amazonas. Rio adentro, quem está dominando é o mesmo Comando Vermelho que domina áreas do Rio de Janeiro. Mas em Tabatinga (AM) não tem GLO. Novamente, a inversão de valores.
O Brasil pode aprender com El Salvador?
No encontro dos governadores, Romeu Zema contou o que viu em El Salvador ao visitar o presidente Nayib Bukele. El Salvador era o país mais perigoso da América Latina, e hoje é um dos mais seguros, porque Bukele botou os bandidos no seu lugar, os que resistiram foram abraçar o “papai do chão”, como eles dizem, brincando, e os outros estão na prisão. Aumentaram o número de prisões e isolaram os bandidos das pessoas inocentes, das vítimas.
Mãe de traficante sabe mais que toda a esquerda bandidólatra
Eu falei em vítima? Vejam só este caso: Artur é o nome de um dos narcotraficantes presos pela polícia do Rio de Janeiro. A mãe dele foi até o local em que ele estava preso, gritando: “Você, meu filho, não é vítima da sociedade! Você é vítima das suas escolhas!” Uma grande verdade que nos faz pensar. A esquerda adora um bandido e detesta policiais – a menos que sejam policiais de Nicolás Maduro ou da ditadura cubana – e diz do bandido: “coitadinho, é vítima da sociedade”. A mãe do Artur escancarou a verdade, mostrando que o criminoso é vítima apenas de suas escolhas.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/apoio-governadores-rio-de-janeiro-operacao-policial/

O Rio de Janeiro está em guerra e o Planalto finge que não vê

A imagem que ilustra esta página circulou como um vírus. Colunas de fumaça sobem no horizonte. Um narrador anônimo diz ser uma “chuva de tiros”. Os sons dos disparos justificam a expressão. Ao fundo, o contorno irregular do Complexo do Alemão. Para quem se lembra de Bagdá em 2003, a semelhança não é coincidência. Só que não se trata do Oriente Médio. É só a Zona Norte do Rio de Janeiro, Brasil, 2025. A diferença, talvez, seja só uma: em Bagdá havia guerra declarada. No Rio, temos a barbárie negada.
A operação policial realizada nesta semana no Rio resultou em 121 mortos, entre os quais quatro policiais. O saldo do confronto se estende com mais agentes de segurança feridos e viaturas crivadas de balas.
Já era parte da rotina do noticiário da violência no Rio ver os traficantes atirando em helicópteros. Algo perigosamente normalizado. No conflito dessa semana, o assombro veio do uso de drones comerciais adaptados para transportar granadas. Algo muito parecido com que as dissidências das FARC e o ELN fazem na Colômbia. O arsenal apreendido mostrou uma diversidade peculiar de fornecedores. Há fuzis que foram roubados das Forças Armadas do Brasil, há armas desviadas dos exércitos da Argentina, Peru e Venezuela.
A pergunta que o Brasil teima em não responder: o que estamos enfrentando? É guerra civil? É insurgência? É terrorismo? Ou é só um caso de polícia?
Por definição clássica, guerra civil é um conflito armado entre grupos que disputam o controle político de um território nacional. No caso carioca, o território é fragmentado e a disputa se dá entre polícia e o crime organizado. Mas as facções criminosas armadas se diferem de exércitos de guerrilha? Há fuzis, granadas, drones, inteligência tática e domínio sobre vidas humanas. Vários pontos em comum. A guerra civil do Rio, se é que podemos chamar assim, é sui generis e por isso permite que seja negada.
Especialista em guerras de baixa intensidade, definem casos como o carioca de insurgência urbana. Nesse caso, os traficantes (insurgentes) são a manifestação da erosão do poder do Estado por grupos armados que exercem governança própria. Não é preciso ter ideologia, apenas comando. Por esse critério, o tráfico carioca é insurgente funcional: impõe regras, coleta “impostos”, aplica justiça (tribunais do crime), exerce controle territorial, vende serviços públicos e rivaliza com o Estado.
O objetivo não é tomar Brasília, propriamente (o que se veria em uma guerra civil), mas neutralizar a presença estatal onde ele ainda insiste em existir ou atrapalhar o negócio. O tráfico quer o vácuo. Quer um Estado ausente ou submisso (daí vem o narcoestado). E, em muitos casos, já conseguiu isso, seja territorialmente, seja politicamente, com influência local e possível projeção nacional.
As insurgências, que mais parece ser o caso do Rio, são uma evolução das gangues, pois deixam de ser organizações criminosas apenas e passam a se mimetizar com elementos como os descritos no parágrafo sobre a hipótese de uma guerra civil.
Quem insistir em se limitar ao vocabulário da década de 1990, pautado por conceitos como tiroteio, traficantes, guerra às drogas e criminosos, não entendeu nada e só ajuda a turvar a busca por uma resposta adequada
É Terrorismo? Depende de quem define. Tecnicamente, terrorismo é o uso da violência com fins políticos. Mas quando criminosos usam moradores como escudos humanos, atacam forças de segurança, controlam redes sociais e aterrorizam comunidades inteiras. O PCC já cruzou há tempos essa linha. Muita gente se esquece e quase toda autoridade não quer que isso seja lembrado, mas os bandidos liderados pelo Marcos Herbas Camacho, o Marcola, adoram o terrorismo como método desde 2002. Naqueles anos, eles montaram um carro bomba para explodir a Bolsa de Valores de São Paulo. O objetivo era replicar em menor escala os atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Sem exagero. As interceptações feitas pelas autoridades na ocasião pinçaram conversas do tipo.
A ideia era colapsar o sistema financeiro e gerar um nível de instabilidade tal que pudesse ter impacto eleitoral. Eles tinham candidato preferencial declarado para o governo do Estado de São Paulo e presidente. Em 2006, outro ano eleitoral, o PCC voltou a usar do terrorismo como instrumento de pressão. Parou São Paulo por dias e mostrou seu poder de pressão.
Em países como o México, o cartel se comporta como ator político. No Haiti, as gangues impõem governos locais. No Afeganistão, os talibãs substituem o Estado com fuzis e sharia. No Brasil, fingimos que é diferente. Mas os métodos são os mesmos. A diferença é que aqui, as instituições fingem que estão no controle.
A pergunta final. Tudo isso é baboseira? Não estaríamos apenas falando de bandidos? É uma pergunta que vem sendo feita há tempos e a resposta tem modulado a ação. Mas será que justamente pela resposta ser equivocada que a ação não tem sido eficiente? Chamar os homens armados que enfrentaram a polícia no mais recente episódio de violência no Rio de Janeiro apenas de bandidos é como chamar o Hezbollah de partido ou o Hamas de milícia. É ignorar que o tráfico, hoje, é uma estrutura transnacional, com armamento importado, rotas logísticas que atravessam fronteiras, capacidade de controlar o voto (comprado ou por coerção), domínio territorial e capacidade de fazer frente ao Estado como um exército irregular.
Quem insistir em se limitar ao vocabulário da década de 1990, pautado por conceitos como tiroteio, traficantes, guerra às drogas e criminosos, não entendeu nada e só ajuda a turvar a busca por uma resposta adequada. O que está em jogo não é mais sobre vender cocaína no beco. É sobre a captura territorial que já subjuga 30% da população brasileira.
Pode ser guerra, terrorismo ou insurgência. Realmente há evidências suficientes para o nome correto ao problema e, a partir disso, pensar na melhor solução.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/leonardo-coutinho/o-rio-de-janeiro-esta-em-guerra-e-o-planalto-finge-que-nao-ve/
Lula quebra promessa de fazer ‘um mandato só’ e não disputar reeleição

A cinco dias do 2º turno da eleição de 2022, o então candidato Lula (PT) garantiu com todas as letras e por escrito, que, vencendo a disputa com Jair Bolsonaro (PL), não tentaria a reeleição. “Eu se eleito serei um presidente de um mandato só. Os líderes se fazem trabalhando, no seu compromisso com a população”, disse solenemente no ‘X’ (ex-Twitter). Lula mentiu. Do tipo que não honra promessas, lançou sua candidatura à reeleição em 2026 semana passada, já no primeiro dia da visita à Ásia.
Promessa era jogada
A poucos dias do segundo turno, em 2022, muitas pesquisas apontavam quadro apertado entre Lula e Bolsonaro, com vitórias para os dois lados.
Convém não escrever
Lula diz ter “energia de 30 anos” e anunciou na Indonésia, dia 23, que irá “disputar o quarto mandato”. Mas convém não escrever o que ele afirma.
Sem querer querendo
Apenas quatro dias depois do anúncio, o petista chamou de “lapso” e “erro” lançar candidatura na Indonésia. “Eu não tenho voto lá”.
Inimputável e blindado
Apesar do abuso de poder político para se beneficiar eleitoralmente, Lula não será incomodado pelos amigos do TSE por campanha antecipada.
Mulheres são 71% das escolhas de Tarcísio no TJ-SP

Enquanto Lula (PT) escolhe amigos obedientes para o Supremo Tribunal Federal (STF), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já indicou cinco mulheres e dois homens para o Tribunal de Justiça de São Paulo. As nomeadas representam 71% das escolhas de Tarcísio para integrar o TJ-SP. As nomeações reforçam a presença feminina no TJ-SP e incluem também um magistrado negro, o procurador Derly Barreto e Silva Filho. Tarcísio também nomeou desembargador o advogado Daniel Blikstein. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
São agora desembargadoras Elas Cristina Di Giaimo Caboclo, Ana Paula Patiño, Márcia Monassi, Débora Brandão e Carla Rahal Benedetti.
Tarcísio também foi o primeiro governador paulista a nomear mulher para comandar Ministério Público de Contas, Letícia Delsin Matuck Feres.
Em Brasília, a oposição acusa Lula de escolher ministros para o STF que não se importem em usar a toga para demonstrar gratidão.
Ciro denuncia presença do CV em área petista no Ceará

O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes fez críticas à gestão atual do Ceará, classificando o estado como “uma ditadura corrupta” e alertando para o que chamou de “entranhamento das facções criminosas com a política no Ceará”. As declarações foram feitas durante uma entrevista concedida à Rádio Metropolitana FM 90,5 de Aracaju.
Ciro Gomes, que já foi um dos articuladores da estrutura política atual do estado, expressou seu desapontamento:
“Eu ajudei a montar essa estrutura que eles têm lá e eles viraram um monstro. Viraram um monstro. O Ceará virou uma ditadura corrupta em que a intrusão do poder no Judiciário, no Ministério Público, na imprensa, é uma coisa absolutamente constrangedora.”
O político não poupou detalhes ao citar a alegada influência de grupos criminosos, afirmando que “Há uma corrupção generalizada e o mais grave de tudo é o entranhamento das facções criminosas com a política no Ceará”. Como exemplo, ele mencionou o caso de um candidato eleitoral na cidade de Santa Quitéria, que foi cassado e preso por suposta ligação com o Comando Vermelho do Rio de Janeiro. Segundo Ciro, o candidato em questão se chama Braguinha.
Denúncia de Ligação com o PT em Icó
Um dos pontos centrais da denúncia de Ciro Gomes foi a afirmação de que lavagem de dinheiro organizada pelo Comando Vermelho (CV) ocorre na cidade de Icó (CE) por meio de uma farmácia ligada à prefeitura local. De acordo com o ex-governador, a administração municipal em questão é filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e vinculada ao líder do governo, o deputado Zé Guimarães.
O caso envolvendo Icó, mencionado por Gomes, havia sido denunciado recentemente pelo político Capitão Wagner (União Brasil). Em uma transmissão ao vivo, Wagner divulgou documentos públicos que, segundo ele, demonstram que a Prefeitura de Icó mantém contratos de valores elevados com uma empresa que pertence a Ladislau Pereira da Silva Neto, conhecido como “Lau Neto”.
Relatórios de inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária e do Ministério Público identificam Lau Neto como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Ceará.
Fotos divulgadas nas redes sociais mostram Ladislau Pereira da Silva Neto ao lado de membros do PT na região, incluindo a ex-prefeita de Icó, Laís Nunes, e a atual prefeita Aurineide Amaro de Sousa, ambas do Partido dos Trabalhadores.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ciro-denuncia-presenca-do-cv-em-area-petista-no-ceara

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