O confronto com criminosos e a alta letalidade que marcaram a ação policial para cumprir cerca de cem mandados de prisão nos complexos da Penha e do Alemão, onde fica o “quartel-general” do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, eram inevitáveis nesse tipo de operação, segundo analistas de segurança ouvidos pela Gazeta do Povo.
O episódio deflagrou uma crise política, especialmente após o governador Cláudio Castro (P-RJ) afirmar que o problema das facções no Rio extrapola a segurança pública, sugerir o uso das Forças Armadas e criticar decisão do Supremo que dificultou por cinco anos a entrada da polícia em favelas.
A operação vem sendo considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro por ter resultado nas mortes de quatro policiais e ao menos 60 criminosos. Dois moradores ficaram feridos, 81 suspeitos foram presos e mais de 90 fuzis foram apreendidos. Criminosos usaram até drones rudimentares para bombardear as forças policiais. Até então, a operação com o maior número de mortos contabilizados havia sido em 2021, no Jacarezinho, quando 28 pessoas morreram.
Analistas ouvidos pela reportagem afirmaram que apesar desse tipo de operação não resolver o problema do domínio territorial exercido por facções criminosas no Rio, ações de força precisam ser feitas periodicamente para os grupos criminosos não consolidarem seus Estados paralelos. “São operações necessárias, porque chega a um determinado momento que é melhor fazer isso que não fazer nada”, afirmou o analista George Divério, do Núcleo de Estudos Estratégicos do think tank Iniciativa Dex, que já atuou em forças de pacificação da ONU na Síria e em Angola.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, criticou a ação do governo do Rio, afirmando que poderia ter havido mais planejamento, inteligência e coordenação entre as forças de segurança. Apoiadores do governo, como os deputados Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmaram que a polícia poderia ter sido menos letal se tivesse usado melhor os dados de inteligência.
“Quanto mais inteligência você tiver, essa inteligência vai levar você perto de algo significativo, de alvos importantes. Mas você não vai conseguir chegar perto desses alvos sem luta. Estamos falando de grupos que reúnem literalmente centenas de homens armados. Eles possuem aquilo que é mais moderno disponível no tráfico internacional de armas e uma fartura incrível de munição”, disse Alessandro Visacro, analista militar autor dos livros “Guerra Irregular” e “A Guerra na Era da Informação”. Em outras palavras, nessas regiões não é possível prender um líder do tráfico enquanto ele está dormindo em casa, sem confronto.
“Se fala muito em letalidade policial no Brasil, mas isso seria um problema fácil de resolver: é só você manter preso aquele cara que a polícia prende. Quando chega a um nível de um indivíduo desses enfrentar a polícia é porque ele já tem várias passagens, uma carreira criminal”, afirmou Visacro.
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação vinha sendo planejada há 60 dias e foi necessária porque a Justiça determinou o cumprimento de uma centena de mandados de prisão, entre eles de líderes do crime organizado no estado. Ao menos duas lideranças foram capturadas, segundo o governador.
Os complexos da Penha e do Alemão são usados como refúgio não apenas por criminosos do Rio, mas também por lideranças de grupos de outros estados, porque a polícia dificilmente entra na área para cumprir os mandados de prisão. “O criminoso do outro estado fica la dentro protegido e dando ordens pelo telefone. Então quando você o prende, também diminuem os assassinatos e os crimes em outras regiões do país”, afirmou o coronel da reserva Fernando Montenegro, ex-comandante da ocupação das Forças Armadas nos complexos do Alemão e da Penha nos anos de 2010.
“Eu fico tentando entender o que a maior concentração de tropas da América Latina, que está no Rio de Janeiro, está fazendo aquartelada enquanto a cidade está em guerra”, afirmou Montenegro.
Ajuda das Forças Armadas teria trazido melhores resultados à operação?
Segundo Montenegro, as Forças Armadas poderiam ter ajudado na operação em alguns cenários. Os militares possuem equipamentos de guerra eletrônica que poderiam ter sido usados para impedir que os criminosos usassem drones para lançar artefatos explosivos sobre as forças de segurança ou cortar as comunicações por rádio ou telefone celular dos criminosos durante o confronto.
Além disso, as Forças Armadas poderiam ter usado seus próprios drones, além de um grande contingente de atiradores de elite e blindados mais resistentes que os das polícias civil e militar. Segundo o analista George Divério, do DEX, helicópteros das Forças Armadas poderiam ter desembarcado uma grande quantidade de tropas na região de mata no alto do Complexo do Alemão, para fechar um cerco contra os criminosos.
Os militares também poderiam mobilizar grande número de homens para se somar ao contingente policial. Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que a presença massiva de tropas poderia fazer os criminosos evitarem confrontos mais violentos.
A ação desta terça-feira incluiu dois helicopteros, 32 blindados e 12 tratores e escavadeiras para demolição de barricadas e cerca de 2.500 policiais. Em novembro de 2010, quando 2.600 policiais e militares fizeram uma operação inédita, que resultaria em uma ocupação de dois anos da mesma região, os criminosos decidiram fugir sem lutar. Em 2018, durante a Intervenção Federal no Rio, as Forças Armadas ocuparam os complexos do Alemão e da Penha por uma semana com um contingente muito maior, de 4.200 homens. Houve confrontos na chegadas das forças de segurança, que resultaram em cinco mortes, mas depois os criminosos remanscentes deixaram o local sem duas armas disfarçados de moradores.
Segundo Divério, a grande presença de agentes pode ter um efeito dissuasório, mas o resultado final da ação sempre será imprevisível, especialmente em um momento em que o crime organizado tem mais acesso a recursos e armamentos. Ou seja, os bandidos podem reagir mesmo contra tropas muito mais numerosas.
Segundo o advogado especialista em segurança pública Alex Erno Breunig, o uso das Forças Armadas teria feito diferença na megaoperação. O analista avaliou que elas teriam como contribuir, “desde que tivessem sido incluídas desde o início do planejamento da operação”.
“Não temos certeza, no entanto, que as Forças Armadas aceitariam participar desse tipo de operação no momento político atual, pois o potencial de confrontos é muito alto, com repercussões midiáticas muitas vezes desfavoráveis à manutenção da ordem pública”, afirmou.
O governador Cláudio Castro afirmou que o problema do crime organizado não é mais um problema só do estado, sugeriu o uso das Forças Armadas e disse não ter pedido e não recebido ajuda do governo federal. “O Rio está sozinho nessa guerra”, afirmou em entrevista coletiva.
O ministro Levandowski reagiu em uma outra entrevista durante viagem ao Ceará afirmando que o Ministério da Justiça não recebeu pedido de ajuda sobre essa operação.
Castro afirmou que já havia pedido três vezes o empréstimo de blindados das Forças Armadas, mas recebeu seguidas negativas do Executivo e por isso nem teria feito o pedido para a atual operação. “Em vez de chorar à toa a gente foi tocando a vida sem o governo federal”, disse.
O Ministério da Defesa disse por meio de nota que o governo do Rio havia requisitado blindados da Marinha somente em janeiro, em um pedido relacionado a um caso em que uma oficial general foi morta por um tiro durante uma cerimônia militar em dezembro de 2024. O pedido foi negado com base em um parecer da Advocacia-Geral da União segundo o qual o empréstimo só poderia ocorrer com a decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem se mostrando contrário a esse tipo de ação desde o início de seu terceiro mandato.
Decisões do Supremo, câmeras corporais e aumento de penas não resolverão problema no Rio
De acordo com o analista Alessandro Visacro, nenhuma solução individual resolverá o problema das facções e da letalidade no Rio “como uma bala de prata”. Segundo ele, o momento de comoção propicia o surgimento de ideias como uso de câmeras corporais pelos policiais, leis para aumentar penas de reclusão ou decisões do Supremo Tribunal Federal para limitar as ferramentas de ação da polícia nas favelas cariocas, como foi o caso da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como ADPF das Favelas.
Segundo ele, a presença de grupos armados criminais controlando território no Rio já deixou de ser um problema de polícia ou de Forças Armadas, mas sim uma questão complexa que tem que ser resolvida de forma sistêmica pelo Estado como um todo.
Ele compara as ações que ocorreram até hoje no Brasil com abordagens de contraterrorismo, onde as forças de segurança vão ao local e atacam a ameaça, ou seja, em uma abordagem centrada no inimigo.
Mas uma abordagem mais eficaz seria a da contrainsurgência, doutrina centrada na população e não apenas no criminoso. Ela envolve ações de força como da terça-feira (28), mas está mais focada na alteração de condições sociais, culturais, econômicas e políticas que dão origem à violência. “Para isso é preciso tempo, recursos, capital político e liderança”, afirmouVisacro.
“A polícia fez o papel dela, mas ninguém mais fez os seus papéis”, afirmou o analista.
Rio contesta recurso do PSB e da Defensoria que tenta reendurecer ADPF das favelas
O governador Cláudio Castro culpou a “maldita ADPF das Favelas” como parcialmente responsável pela consolidação do crime organizado nos complexos da Penha e do Alemão.
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635 é um instrumento, clasificado por críticos como ativismo judicial, que foi usado em 2020 para limitar o poder de atuação da polícia em favelas do Rio.
Com o argumento da pandemia, o Supremo tornou as operações da polícia em favelas eventos muito excepcionais. Policiais passaram, por exemplo, a ter que avisar a comunidade e as agências envolvidas com antecedência sobre cada ação – o que permitia o vazamento de informações e colocava os agentes em risco. Também foi proibido o uso de helicópteros como plataformas de tiro e o estabelecimento de bases temporárias da polícia em escolas vazias.
Todos os analistas ouvidos pela reportagem afirmaram que a ADPF não criou o problema do domínio territorial no Rio por facções mas o agravou muito. Isso porque na prática a polícia diminuiu a frequência das operações e os criminosos tiveram cinco anos para acumular recursos e construir fortificações, como barricadas, seteiras e casas matas.
As exigências foram flexibilizadas em abril deste ano por decisão do ministro Edson Fachin e as operações voltaram a acontecer. Mas a Defensoria Pública e o PSB entraram com um recurso no STF para reendurecer a regra. Na prática, as operações nas favelas continuaram, mas com menor frequência e com a efetividade muito mais limitada.
Na semana passada a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, órgão de defesa judicial do estado, defendeu a decisão final do STF proferida em abril e contestou recursos apresentados para manter o atual status quo.
O ministro Alexandre de Moraes acabou assuindo teporariamente a relatoria da ADPF e pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República em 24 horas sobre a a operação desta terça-feira.
“Esse cenário se soma a um impasse político-ideológico: enquanto a esquerda enxerga a criminalidade como consequência de desigualdades estruturais, a direita tende a associá-la à necessidade de repressão e punição rigorosa”, analisa Adriano Cerqueira, cientista político e professor de Relações Internacionais do Ibmec-BH.
O professor lembra ainda que o tema da segurança pública deve ganhar força no debate eleitoral do próximo ano. “Há um elemento eleitoral claro. O governo Lula adota uma postura de enfrentamento mais brando, enquanto o campo conservador, representado pelo PL e aliados, defende ações duras e repressivas”, acrescenta Cerqueira.
Operação no Rio provoca embate no Congresso
A operação no Rio de Janeiro provocou imediata reação no Congresso Nacional e acirrou o embate político entre governo e oposição. Parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saíram em defesa do Planalto, após o governador Cláudio Castro (PL) afirmar ter solicitado auxílio à União.
Por outro lado, nomes da direita cobram a convocação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para explicar a suposta falta de cooperação na ação que deixou quatro policiais mortos.
“Infelizmente, o que está acontecendo hoje no Rio de Janeiro é o retrato da segurança pública no Brasil. O governo federal está pouco se lixando com isso. O próprio governador disse que pediu ajuda ao governo federal e o governo Lula negou, não atendeu. E aqui fica a pergunta: qual a intenção do governo Lula em não atender à segurança pública do Rio de Janeiro?”, disse o deputado coronel Assis (União-MT).
O parlamentar afirmou que a convocação do ministro da Justiça deve ser analisada nas próximas sessões da Comissão de Segurança Pública.
O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), reforçou as acusações contra o governo federal e disse que o presidente Lula teria negado apoio ao governo fluminense em três ocasiões. Segundo ele, a ausência de auxílio das Forças Armadas agravou a situação enfrentada pelas forças estaduais de segurança.
“Mesmo com pedido formal do governador Cláudio Castro, o governo Lula negou por três vezes o apoio das Forças Armadas. A tropa foi sozinha — enfrentando drones com bombas, barricadas e um arsenal de guerra em poder do crime organizado. Enquanto isso, o presidente da República prefere dizer que traficante é vítima de usuário”, criticou.
As críticas foram rebatidas por parlamentares governistas. O deputado Reimont Santa Bárbara (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, acusou o governador Cláudio Castro de mentir sobre os pedidos de ajuda federal e de tentar transformar a operação em palanque político.
“O governador mente. Ele não fez pedido ao governo federal e comemora. O que ele está fazendo, na verdade, é uma grande jogada, uma tentativa de jogada eleitoral”, afirmou o petista. Castro negou ter qualquer objetivo eleitoral com a operação.
Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), alegou que o governador Cláudio Castro “insiste em um modelo falido, que ao invés de privilegiar inteligência e integração, prefere operações de guerra, utilizadas há décadas no Rio de Janeiro. O governador tem uma postura vergonhosa”.
Além da suposta falta de apoio ao governo fluminense, a crise foi amplificada após a recente fala de Lula durante viagem à Indonésia, quando o presidente afirmou que o combate ao tráfico de drogas passa também pela responsabilização dos usuários de entorpecentes. A declaração — na qual o petista sugeriu que “o usuário é responsável pelo traficante” — gerou forte reação no meio político.
No Senado, a reação também veio de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou nas redes sociais um vídeo que mostra traficantes do Comando Vermelho utilizando drones para lançar explosivos contra policiais durante a ofensiva no Rio. “Nada me surpreende depois que Lula disse que os traficantes são vítimas dos usuários”, escreveu o senador.
Já o vice-líder da oposição, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), atribuiu o agravamento da violência no país à “omissão do governo federal” e à “mensagem de impunidade” transmitida pelo Planalto.
Segundo Luan Sperandio, analista político e diretor de operações do Ranking dos Políticos, ja começa uma guerra de argumentos.
“O eventual impacto sobre a popularidade do presidente Lula dependerá, em grande medida, da percepção pública sobre o sucesso ou fracasso da operação no Rio de Janeiro. Porém, a declaração do governador Cláudio Castro de que ‘o Rio está sozinho’ é particularmente forte e simbólica, e transmite a ideia de abandono em uma das áreas que mais preocupam os brasileiros: a segurança pública. O governo federal, até aqui, não tem apresentado grandes ações concretas nesse campo”, afirmou
Tensão continua alta no Rio de Janeiro
A operação de terça-feira coincidiu como uma série de tentativas da polícia de tentar impedir o Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial. Mas dessa vez o impacto da ação afetou diversas partes da cidade, com fechamento de avenidas, suspensões no metrô e em atividades corriqueiras.
“Aqui no Saara todo mundo baixou as portas de tarde”, disse o ex-policial e instrutor de artes marciais Mauro Salgueiro, se referindo à principal área de comércio popular do Rio. “A operação não foi perto daqui mas uma emissora de TV começou a espalhar uma histeria coletiva e até os entregadores pararam de rodar. Eu acho que os confrontos vão continuar nos próximos dias”, afirmou.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/confronto-e-alta-letalidade-eram-inevitaveis-em-operacao-policial-contra-o-comando-vermelho-no-rio/

“Favelas não são mais território brasileiro”: Bilynskyj critica “fumaça ideológica” do governo Lula no combate ao narcotráfico

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, faz críticas à política de segurança do governo Lula e afirma que o narcotráfico já tomou dimensões de ameaça à soberania nacional. Segundo ele, o Executivo federal “se nega a combater o crime” e apresenta “projetos de fachada”, enquanto policiais seguem morrendo em operações contra o tráfico.
A cidade do Rio de Janeiro enfrenta um verdadeiro clima de guerra nesta terça-feira (28). O confronto começou quando policiais e membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) se enfrentaram durante uma grande operação destinada a prender 100 traficantes nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte. Até o momento, foram registradas 64 mortes, incluindo quatro policiais. Dois moradores ficaram feridos, 81 suspeitos foram presos e mais de 90 fuzis foram apreendidos.
Nesta entrevista exclusiva ao programa Sem Rodeios e à coluna Entrelinhas, Bilynskyj defende o uso das Forças Armadas para retomar áreas dominadas pelo crime organizado e fala também sobre a anistia aos presos políticos pelo 8 de janeiro.
Entrelinhas: Deputado, o senhor prestou solidariedade aos policiais mortos na operação de hoje. Que leitura o senhor faz do cenário atual de segurança pública no Rio de Janeiro e da resposta do governo federal?
Paulo Bilynskyj: O que a gente tem que deixar claro é que dois policiais civis foram mortos nessa operação, um deles com apenas dois meses de polícia, deixando esposa e filha. Essas perdas são imensuráveis. Até agora, são cerca de 50 criminosos abatidos, e estamos falando de uma região — a Penha — que, segundo informações, abriga mais de 500 fuzis, centenas de granadas e até drones usados pelo crime organizado.
A realidade é que o governo federal se negou a contribuir com essa operação. Foi um esforço exclusivamente estadual. Isso é reflexo do bloqueio ideológico do governo Lula, que não deseja verdadeiramente acabar com o crime organizado.
Entrelinhas: O senhor tem dito que o governo Lula age com “fumaça ideológica” ao tratar da segurança pública. Pode explicar o que quer dizer com isso?
Bilynskyj: Em três anos de governo, tivemos apenas duas iniciativas legislativas na área: uma PEC de mentira, que não traz nenhuma ferramenta real, e esse chamado PL Antimáfia, que é uma piada. O governo quer tratar um câncer com aspirina. O crime organizado hoje é um câncer metastático, infiltrado em todos os setores — inclusive no judiciário, no legislativo e no executivo.
Por isso, apresentamos o Projeto de Lei 2664, que cria o marco legal de combate ao crime organizado no Brasil. É uma proposta construída com o setor produtivo, o Judiciário e os secretários de segurança. O objetivo é oferecer uma resposta efetiva e à altura da ameaça, e não um discurso vazio.
Entrelinhas: O governador Cláudio Castro afirmou que o governo federal recusou três vezes o pedido de apoio das Forças Armadas em operações no Rio. Por que o senhor considera essa participação essencial?
Bilynskyj: Porque esses territórios já não são mais território brasileiro. As favelas estão sob domínio do crime organizado, e isso fere a soberania nacional.
Se são territórios dominados pelo crime, eles precisam ser retomados pelo Estado. A soberania que o Lula tanto defende é justamente o domínio do território e a imposição da lei — algo que não existe em diversas comunidades.
Por isso, a presença das Forças Armadas é fundamental. Não é um problema estadual, é federativo. O pacto federativo está sendo destruído pela influência do crime. E digo mais: a única solução real para essas áreas é a retomada total do território e a realocação das pessoas. Não é possível manter as favelas como estão e achar que o crime não voltará.
Entrelinhas: Há também preocupação com a segurança de autoridades e agentes que enfrentam o narcotráfico, especialmente após o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo. O que o senhor pensa sobre isso?
Bilynskyj: É claro que essas pessoas precisam de proteção. Mas, se o Estado não neutraliza o crime, não há proteção suficiente. Eu fiz o curso de proteção de dignitários na Polícia de Miami, e a principal lição é: não existe proteção total.
A única forma de garantir segurança é tornar o crime organizado uma não-realidade. E isso se faz atacando a economia criminosa. O crime no Brasil é empresarial, visa lucro. Se nós inviabilizarmos financeiramente essas organizações, tornamos o Brasil um país inóspito ao crime. Esse é o foco do nosso projeto de marco legal.
Entrelinhas: Nos Estados Unidos, o governo tem usado até forças militares para combater o narcotráfico. O senhor acredita que o Brasil precisa seguir esse caminho?
Bilynskyj: Sim. Os Estados Unidos entenderam que o narcotráfico é um inimigo de Estado. Aqui, o governo Lula prefere tratar o tema como tabu.
Quando o Ministério da Justiça solta nota dizendo que não vê necessidade de ação das Forças Armadas, demonstra covardia e omissão. O narcotráfico não respeita fronteiras nem leis estaduais. Ele é transnacional, e exige resposta federal e militarizada.
Entrelinhas: O senhor mencionou o cenário latino-americano. Como o senhor avalia a tentativa de Lula de se colocar como mediador entre Venezuela e Estados Unidos?
Bilynskyj: O Lula é um idiota, para falar um português claro. Um incapaz. É evidente que existe uma aliança entre Lula e Maduro, líder do cartel dos sóis, um dos maiores grupos de narcotráfico do continente.
É absurdo imaginar o Lula como mediador. Ele faz parte do problema. E acredito que o presidente Donald Trump já percebeu isso. Lula e Maduro são aliados ideológicos e cúmplices de uma mesma estrutura criminosa.
Anistia
Entrelinhas: Sobre o PL da anistia, há ainda esperança de que ele avance na Câmara, após ter sido manipulado e transformado em um projeto de apenas redução de penas?
Bilynskyj: Sim. O desejo da base do governo é transformar o texto em um PL da dosimetria, que apenas reduz penas. Mas nós estamos trabalhando para que seja votada a anistia verdadeira, e não essa meia-solução.
De certa forma, é até positivo que a dosimetria não tenha andado, porque isso nos dá tempo para retomar a discussão da anistia, que é o que realmente importa.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/favelas-nao-sao-mais-territorio-brasileiro-bilynskyj-critica-fumaca-ideologica-do-governo-lula-no-combate-ao-narcotrafico/

Abismo entre visão esquerdista e popular

O Comando Vermelho já foi a Falange Vermelha, uma facção criada no presídio da Ilha Grande, no estado do Rio, quando militares misturaram presos ideológicos com presos comuns. Aqueles que sequestravam e roubavam bancos para financiar a revolução comunista se juntaram aos que roubavam e matavam sem pretexto político, e ali nascera o CV. Desde então a esquerda radical sempre dá um jeito de defender os marginais comuns.
O resultado da mega operação desta terça no Rio ilustra bem o abismo que se criou entre esquerdistas e população em geral. O foco da esquerda é na “letalidade policial”, e sua linguagem remete à dos próprios bandidos, quando fala em “chacina”. Já para o povo, atormentado pela violência do CV, bandido morto é “CPF cancelado com sucesso”.
A esquerda fala em combater a marginalidade ‘sem dar tiros’, o que chega a ser comovente. Adota o mesmo linguajar dos bandidos: por trás do fuzil há um ser humano, ignorando que na frente do ser humano há um fuzil letal, que espalha o caos e tira a vida de policiais heróis
Com o avanço e a ousadia cada vez maiores da bandidolatria no estado, cada vez mais gente clama por uma solução no estilo Bukele. Alega-se que El Salvador é pequeno, do tamanho do Rio. Ora, então seria um ótimo lugar para tal experimento, até porque o Rio está dominado pelo crime organizado.
A esquerda fala em combater a marginalidade “sem dar tiros”, o que chega a ser comovente. Adota o mesmo linguajar dos bandidos: por trás do fuzil há um ser humano, ignorando que na frente do ser humano há um fuzil letal, que espalha o caos e tira a vida de policiais heróis. Enquanto a polícia for recebida com armamento pesado, terá de reagir, e é aí que surge a tal “letalidade”. Culpa dos marginais.
O Rio já é um narcoestado, e se nada for feito, em breve o Brasil todo será um. Lula chama traficantes de vítimas dos usuários, a esquerda quer combater esses bandidos com “políticas sociais”, e a impunidade campeia, representando um convite ao crime. O povo quer uma saída diferente, o confronto, e aplaude operações como a desta terça. Se Bukele fosse candidato a governador no estado, venceria fácil. É esse o abismo entre esquerda e povo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/rio-abismo-entre-visao-esquerdista-e-popular/

Enquanto governo comemora uma foto, exportadores seguem aflitos

Outubro está quase terminando e os empresários brasileiros que exportam para os Estados Unidos terão mais um mês de queda por causa da aplicação da tarifa de 10% por razões comerciais e 40% por razões políticas. Os americanos querem que não haja mais censura no Brasil (o que não é nenhuma novidade, porque a Constituição já exige isso), que todos tenham direito ao devido processo legal (o que não é nenhuma novidade, porque a Constituição já exige isso), e que não haja perseguições políticas (o que não é nenhuma novidade, porque a democracia já exige isso). É, os americanos têm essa mania de liberdade – segunda-feira foi o aniversário da inauguração da Estátua da Liberdade, que é um símbolo muito grande para os americanos, e eles estão exigindo isso do Brasil.
Até agora não tivemos nenhum centímetro de avanço. O Brasil festejou uma foto. Ah, Lula e Trump tiraram uma foto. “Minha tarifa por uma foto”, parafraseando o “meu reino por um cavalo” do Ricardo III de Shakespeare. A foto foi considerada pelos jornalistas governistas como uma vitória de Lula e uma derrota dos bolsonaristas – claro, Bolsonaro está preso em casa, não tinha como tirar foto com Trump. Enfim, muito carnaval por uma foto. Imaginem como estão os exportadores brasileiros, os que produzem, os que estão em dificuldades fabris e industriais, os que não conseguem pagar a folha porque as exportações para os EUA, grandes compradores de certos produtos brasileiros, despencaram. Em agosto elas já tinham caído; em setembro, houve uma queda mais vertiginosa ainda, de cerca de 20%. Vamos ver de quanto será a redução em outubro.
E não há perspectiva de solução. O governo diz que isso é com o Supremo, e o Supremo é um poder independente. Mas isso é com o Executivo, sim, porque basta o Executivo autorizar seus líderes a apoiar alguma iniciativa que resolva a questão da condenação injusta de manifestantes, sem impunidade. Quem quebrou patrimônio público, que pague.
Aeroporto na Paraíba está com tudo, graças a um único passageiro ilustre
A Folha de S.Paulo desta segunda-feira contou a incrível história do aeroporto de Patos (PB), município cujo prefeito é o pai do presidente da Câmara, Hugo Motta. De repente, o aeroporto ganhou investimento federal e estadual: quase R$ 36 milhões para a pista e outras melhorias – do dinheiro dos pagadores de impostos federais foram R$ 21,8 milhões; dos pagadores de impostos estaduais, R$ 14 milhões.
A Folha também fez a comparação entre o movimento do aeroporto em todo o ano passado e o movimento neste ano, a partir de fevereiro, quando Hugo Motta assumiu a presidência da Câmara. De fevereiro a agosto de 2024, foram 227 pousos e decolagens, pouco mais de um por dia. Neste ano, entre fevereiro e agosto, foram 451 pousos e decolagens de jatinhos – isso sem contar os aviões da Força Aérea Brasileira, que transportavam o presidente da Câmara. Apenas uma empresa de voo comercial atua lá: a Azul Conecta, que faz voos regionais.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-trump-tarifas-foto-exportadores-perdas/

Caso Tagliaferro: o que Moraes tem a ver com o Homem-Aranha?

Um dos memes mais famosos da história da internet é o do Homem-Aranha: são dois, às vezes três Homens-Aranha desenhados em estilo vintage, um apontando para o outro, como se culpando uns aos outros por algum crime ou pecado, ou acusando uns aos outros de serem impostores e sabotadores. Como a vida imita arte, estamos assistindo nesse exato momento um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) viver o mesmo drama que o Peter Parker do meme, e este ministro é ninguém mais, ninguém menos, do que Alexandre de Moraes.
De fato, Moraes julga ex-assessor de Moraes que acusa Moraes de ordenar e praticar ilegalidades no gabinete de Moraes. Parece piada. Ou uma daquelas frases eternas de Dilma Rousseff — algo entre “estocar vento” e “saudação à mandioca”. Mas não é. É a realidade nua e crua da Justiça brasileira em 2024: Alexandre de Moraes julga Eduardo Tagliaferro, seu ex-assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter acusado o próprio ministro de cometer irregularidades, ilegalidades e até crimes. É o tipo de notícia que nos faz sentir saudades de quando a loucura no poder era apenas verbal, eram os desvarios de Dilma. Hoje, a loucura vem por escrito — e com timbre do Supremo.
Repita comigo: Moraes julga ex-assessor de Moraes que acusa Moraes de ordenar e praticar ilegalidades no gabinete de Moraes. Assim, Moraes, ao ser informado das denúncias do antigo assessor de Moraes, vai investigar as acusações contra Moraes, e decidir se o que foi dito contra Moraes é procedente ou não. É ou não para nos fazer sentir que precisamos de uma camisa de força? Soa absurdo? É. Mas é também literal. Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no TSE, será julgado no próprio Supremo, pelo próprio Moraes, por supostamente ter vazado informações sobre irregularidades cometidas… por Moraes. É ou não é o meme do Homem-Aranha?
A história é simples e escandalosa. Tagliaferro trabalhava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE (AEED/TSE), um órgão criado para “combater a desinformação”, subordinado diretamente ao então presidente da Corte, Alexandre de Moraes. Segundo o próprio Tagliaferro, ele começou a receber ordens — vindas do gabinete de Moraes no STF — para utilizar a estrutura do TSE em investigações contra pessoas e veículos identificados com a direita política. Era o uso de um órgão eleitoral para perseguir adversários ideológicos, fora do período eleitoral e para alimentar apurações criminais que sequer ocorriam no TSE, mas sim no Supremo.
É ele quem se diz ofendido, quem determina a abertura do inquérito, quem conduz as diligências e, agora, quem julgará o réu que o acusou
Os pedidos, conforme relatado, eram diretos: buscar “discursos antidemocráticos”, identificar perfis “suspeitos”, patrulhar as redes sociais para identificar “bolsonaristas” e até apontar meios de desmonetizar veículos de imprensa críticos ao ministro. Um caso em especial causou um escândalo: segundo Tagliaferro, quando informou ao gabinete de Moraes que não havia encontrado irregularidades na Revista Oeste, mas apenas jornalismo, ouviu de volta uma frase surreal — “use a criatividade”. Em outras palavras, invente um motivo para censurar.
Diante disso, Tagliaferro denunciou as ordens ilegais do chefe e se tornou o que o direito internacional chama de whistleblower — um denunciante que expõe abusos de poder e, por isso, é protegido pela lei brasileira e por convenções e precedentes internacionais. O resultado? A lei foi ignorada e ele foi acusado de crime. Virou alvo de um inquérito conduzido… pelo próprio Moraes. E adivinha quem é o relator da ação penal contra o ex-assessor de Moraes? Adivinhou, de novo, o próprio Moraes.
A lógica é de um tribunal de exceção. O ministro se coloca como juiz, parte e vítima. É ele quem se diz ofendido, quem determina a abertura do inquérito, quem conduz as diligências e, agora, quem julgará o réu que o acusou. É o colapso do princípio da imparcialidade judicial, aquele que, segundo a Constituição, é a alma de qualquer processo justo. Além disso, é o fim das salvaguardas contra o conflito de interesses, afinal, Moraes é interessado no caso.
Moraes é interessado, primeiro, porque o caso lhe dá oportunidade de vingança. Segundo, porque a punição exemplar do whistleblower é importante para dissuadir outras pessoas que cogitem fazer o mesmo. Por fim, e mais importante, o que está em jogo no julgamento é, em última análise, as suas próprias ilegalidades. Se Moraes agiu ilegalmente, Tagliaferro agiu legalmente ao reportar crimes. Assim, a tese de defesa central de Tagliaferro consiste nas ilegalidades de Moraes. Imagina se isso é submetido a outro juiz que… ouse reconhecer que Moraes cometeu crimes?
Para piorar, a Procuradoria-Geral da República (PGR), em vez de investigar as denúncias de abuso feitas por Tagliaferro, preferiu acusá-lo. A denúncia será apreciada pelo STF no próximo dia 7 de novembro. Tudo dentro da mais perfeita “normalidade democrática”, como diriam os ministros do próprio tribunal, ou a imprensa militante. O caso escancara o que se tornou o sistema de justiça brasileiro: um circuito fechado de poder, em que quem denuncia abusos é punido, e quem os pratica, julga.
A independência judicial virou sinônimo de impunidade judicial. E o que deveria ser um tribunal constitucional age hoje como parte interessada na própria impunidade e na narrativa política. Imagine você ser julgado por quem o acusa. Imagine o juiz que vai decidir seu destino ser também o alvo das suas denúncias. É como entregar sua defesa para o carrasco. E o mais grave: isso ocorre na mais alta Corte do país, aquela que deveria ser o último bastião da legalidade, o exemplo de devido processo legal.
Moraes não apenas viola o princípio da imparcialidade. Viola também o da moralidade administrativa, da legalidade e do devido processo legal. Não há, em nenhum sistema jurídico civilizado, precedente que permita a um magistrado julgar um caso no qual tenha interesse pessoal, direto ou indireto. Fazê-lo no Brasil caracteriza crime de responsabilidade punível com impeachment. E, ainda assim, isso acontece sem escândalo institucional, sem reação da OAB, sem constrangimento do Senado — que tem o dever constitucional de fiscalizar os ministros do Supremo, e sem repúdio da imprensa.
O caso Tagliaferro é mais do que um episódio de abuso: é o espelho do que o STF se tornou. Um tribunal que julga seus críticos, censura jornalistas, criminaliza opiniões e agora persegue quem ousa denunciar seus próprios excessos. Quando a Constituição foi escrita, ninguém imaginou que seria preciso prever que um juiz não pode julgar a si mesmo. Isso era óbvio demais. Mas eu me pergunto: se fosse previsto, seria respeitado? Ainda há algum limite para o que um ministro do STF pode fazer?
Uma das frases mais famosas da história do Homem-Aranha foi dita pelo Tio Ben para o Peter Parker: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. A teoria americana traduziu isso na forma de “checked power”, de “checks and balances”, de freios e contrapesos, na forma de tripartição de poderes. Ao abuso deve corresponder a responsabilização. Quando esta não acontece, o poder fica ilimitado para abusar até o ponto em que um juiz se julga autorizado a julgar quem o denuncia. Como pode tudo, Moraes adaptou a frase do Tio Ben para o seu próprio universo: com grandes poderes vêm… mais e mais poderes… e você faz o que quiser fazer.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/deltan-dallagnol/moraes-tem-homem-aranha/
Segurança piorou no governo Lula para 45,8% e melhorou só para 17,2% dos brasileiros

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou um levantamento nesta quarta-feira (29), onde mostra que 45,8% dos brasileiros consideram que a segurança pública piorou diante do governo do presidente Lula (PT).
Em contrapartida, 33,9% afirmam que o cenário do crime permaneceu igual e somente 17,2% acreditam que houve uma melhora. 3,1% não souberam ou não opinaram.
Situação da segurança pública no Brasil – Governo Lula
- Piorou: 45,8%
- Permaneceu igual: 33,9%
- Melhorou: 17,2%
- Não sabem/não opinaram: 3,1%
Foram ouvidas 2.020 pessoas em todo o país entre os dias 21 e 24 de outubro — portanto, antes da realização da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, na terça-feira (29). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Nikolas diz que polícia do Rio fez ‘a maior faxina da História’
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (28), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou a operação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 60 bandidos, como “a maior faxina já realizada na História do Rio”. Assista ao vídeo acima.
O parlamentar lamentou a morte de quatro policiais e chegou a ler seus nomes, como uma homenagem ao herois dos profissionais de segurança pública no enfrentamento aos bandidos.
Ele também criticou a reação de alguns setores da esquerda, afirmando que “quando o traficante é morto pela polícia, eles estão de luto”, concluindo que os esquerdistas se comportaram assim na Câmara porque certamente “perderam 60 eleitores”. Nikolas lembrou as imagens mostrando as comemorações da vitória de Lula (PT) nas penitenciárias, com criminosos perigosos fazendo o L com a mão.
O deputado também responsabilizou o STF por limitar as operações policiais nas favelas, o que permitiu o fortalecimento das organizações criminosas e, pior, transformou as 1.700 favelas que cintrolam, no Rio, como abrigo seguro para criminosos de outros Estados em fuga.
“Nosso país precisa de paz. E, para isso, é necessário acabar com quem tira a nossa tranquilidade. Essas organizações criminosas devem ser tratadas como terroristas”, advertiu.
‘Comando Vermelho’ foi inspirado pela esquerda em presídio do Rio

O “Comando Vermelho”, que ontem (28) atacou as forças de segurança do Rio, gerando a morte de 60 pessoas, é certamente um dos legados mais relevantes das esquerdas para o Brasil de hoje. O “CV” foi criado no antigo presídio da Frei Caneca, na conivência de bandidos comuns com esquerdistas presos por assalto e sequestro. Aprendiz esperto, Bagulhão começou tudo. Sequestrador, assaltante e traficante, ele criou a “Falange Vermelha”, com lema lacrador e enganoso: “paz, justiça, liberdade”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A esquerda articularia no presídio a aliança “política” de Bagulhão com outros dois facínoras, e a “Falange” deu lugar ao “Comando Vermelho”.
Outro bandidaço criador do “CV”, o “Professor”, fazia pose de intelectual, era quem escrevia petições em favor do crime. Até publicou um livro.
Adotaram noções de guerrilha e, como ensina a esquerda, com o tempo foram eliminando rivais e se infiltrando, por exemplo, no meio artístico.
Moraes dá 5 dias a Martins para explicar suposto descumprimento de cautelares

Nesta terça-feira, 28, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias à defesa de Filipe Martins para explicar suposto descumprimento de cautelares impostas a ele no âmbito da “ação do golpe”.
De acordo com Moraes, houve um “movimento sem sinal de GPS” na tornozeleira eletrônica de Martins entre 17h50 e 18h53 do dia 23 de outubro, portanto, um intervalo de pouco mais de uma hora.
“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Filipe Garcia Martins Pereira para prestar esclarecimentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, no prazo máximo de cinco dias, sob pena de decretação imediata da prisão do réu”, determinou Moraes, ao citar um relatório da Divisão de Monitoramento Eletrônico da Polícia Penal do Paraná, enviado ao STF.
O despacho foi emitido depois da apresentação das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus do processo.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/moraes-da-5-dias-para-defesa-de-filipe-martins-explicar-suposto-descumprimento-de-cautelares/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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