O Supremo Tribunal Federal deve decidir até sexta-feira (12) se condena o ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por arquitetarem um golpe de estado.
Na última semana, durante a primeira etapa do julgamento na Primeira Turma do STF, não faltaram críticas a falhas jurídicas e processuais que, segundo os advogados, comprometem o devido processo legal e as garantias fundamentais asseguradas a qualquer cidadão.
Esses “atropelos” reforçam a percepção de que a condenação já está previamente definida.
Veja quais quais são as principais fragilidades do processo contra os acusado de tentativa de golpe de estado.
1. Tempo insuficiente para avaliação de provas
Celso Vilardi, defensor de Bolsonaro, reclamou do volume colossal de materiais e do prazo exíguo para sua análise: “Eu não conheço a íntegra desse processo. São bilhões de documentos. Uma instrução de menos de 15 dias. Quinze dias de prazo para o Ministério Público, quinze dias de prazo para a Defesa”, disse.
Esse cerceamento, sustenta o advogado, impede uma análise aprofundada e técnica das provas, subvertendo o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa. A escassez de tempo e a falta de condições adequadas para preparação geraram desequilíbrio no processo, o que compromete a legitimidade e a validade do julgamento.
2. Cerceamento de defesa
A alegação de cerceamento, baseada no curto prazo, no enorme volume de documentos e na indisponibilidade de acesso integral, foi levantada por várias defesas. Matheus Milanez, advogado de Augusto Heleno, argumentou pela necessidade de o extenso material ser catalogado, com um índice ou sumário que permitisse a análise. Segundo ele, o pedido foi negado sob o pretexto de que seria protelatório.
Por sua vez, Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, expressou: “Temos um conjunto de provas apreendidas que ficou à disposição por anos com a PF, que tem um sistema para fazer pesquisa, tem os meios técnicos para buscar por conversa, por palavra, por tema. Pedimos essa prova. Ela não veio antes do recebimento da denúncia, vossas excelências determinaram que ela tinha de vir depois.”
Vilardi afirmou que o acesso às provas começou poucos dias antes do início da instrução processual, fase em que são analisados depoimentos de testemunhas, documentos e perícias.

“Tínhamos interesse especial em receber a prova do general Mário Fernandes, por causa da Operação Punhal Verde e Amarelo. Esse era o interesse. Estamos recebendo o material, muito material, 70 teras (terabytes). Quando estamos terminando, recebemos um e-mail dizendo que tinha uma falha no arquivo do general Mário Fernandes. Já tinha acabado a instrução. Nós agravamos, mas os agravos não foram processados. Fiz questão de ordem, houve entendimento por parte dos ministros de que isso não é prova, porque não está nos autos”, disse Vilardi.
“Com todo o respeito”, afirmou o advogado ex-presidente, “a prova é da defesa. O juízo de valor sobre a prova é de vossas excelências. A defesa tem o direito de colocar o contexto da prova”, acrescentou. Vilardi disse ainda que não houve “paridade de armas” e que não cabe à Polícia Federal, ao Ministério Público ou ao Judiciário decidir que tipo de provas a defesa de um acusado tem direito de ver ou não.
O cerceamento, se comprovado, pode ser motivo de anulação do processo, conforme jurisprudência consolidada do próprio STF.
3. Mutatio Libelli
Durante sua sustentação oral, o advogado Demóstenes Torres, defensor do almirante Almir Garnier, questionou a ampliação da denúncia pela PGR com base em fatos não mencionados na acusação inicial, afirmando que a inclusão de novos elementos configura uma mutatio libelli.
O termo significa uma alteração substancial da acusação sem o devido aditamento da denúncia, conforme previsto no artigo 384 do Código de Processo Penal. Torres ressaltou que, nesse caso, o Ministério Público deveria formalizar a inclusão dos novos fatos para garantir ao réu o direito à ampla defesa e ao contraditório, sob pena de tornar a acusação inepta e comprometer a legalidade do processo, prejudicando os direitos de Garnier.
4. Provas recortadas induziram o PGR ao erro
A defesa do general Augusto Heleno afirmou que a Polícia Federal selecionou provas “a dedo” para construir uma narrativa acusatória. Como alegou o advogado Matheus Milanez: “Nós sabemos que a Polícia Federal sabe exatamente o que tem naquelas provas e se selecionou a dedo para criar uma narrativa que coloca Heleno na trama golpista.” Segundo Milanez, páginas e trechos específicos do caderno de Augusto Heleno foram fotografados com até uma centena de lacunas entre eles.
A defesa acentua que não se trataria de um exame objetivo de todo o conjunto probatório, mas de um recorte enviesado que induziu o Ministério Público a adotar uma versão unilateral. Esse procedimento fere princípios como a verdade processual plena e a exigência de que as provas sejam examinadas em seu contexto total, não apenas aquelas convenientes à acusação.
5. Coação do colaborador da delação premiada
A defesa de Walter Braga Netto foi enfática ao questionar a delação de Mauro Cid: disse que ele “foi coagido durante a investigação para mudar seus depoimentos” e que o relato dele “é apenas uma narrativa que a Polícia Federal fez com que ele tivesse e que o Ministério Público abraçou de todas as formas.”
Essa argumentação ataca o núcleo da legalidade da delação premiada: se não houve voluntariedade genuína, todo o acordo pode ser contaminado e invalidado como fonte de prova.
Já o advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, sustentou que a colaboração não é uma “jabuticaba” — como alegado por outros advogados da ação penal do golpe —, mas “algo muito mais grave”. “A jabuticaba existe no Brasil. A delação de Cid é algo que não existe nem aqui nem em nenhum lugar do mundo”, afirmou. Segundo Vilardi, omissões ou contradições devem anular a delação, sem “aproveitamento” da prova.
6. Precariedade de provas
Celso Vilardi negou qualquer ligação de Bolsonaro às expressões “Punhal Verde-Amarelo” ou “Copa 22”: “Não há uma única prova que atrele o presidente… Não tem um e-mail, não tem uma comunicação, não tem uma pessoa que atrele o presidente ao 8 de Janeiro, ao [plano] Punhal [Verde e Amarelo], não tem nada.”
O advogado sustenta que o discurso acusatório se pauta em suposições e narrativas construídas por analogia ou correlação frágil, mas sem provas diretas que demonstrem autoria ou comando.
7. Violação do princípio do juiz natural
A defesa de Heleno criticou o magistrado relator por atos que extrapolam a competência do juiz na investigação: “Moraes formulou 302 indagações, enquanto a PGR apresentou 59. Isso caracteriza uma atuação investigativa do relator, o que comprometeria sua imparcialidade.”
Segundo Milanez, a concentração de funções (investigar, produzir prova e julgar) mina o princípio do juiz natural, que exige imparcialidade e que o juiz não seja parte ativa na produção de provas.
8. Desrespeito ao princípio da imparcialidade
Ainda na mesma linha, Milanez citou Aury Lopes Jr.: “…Não existe imparcialidade, pois uma mesma pessoa busca a prova e decide a partir da prova que ele mesmo produziu.”
A afirmação expõe um claro desequilíbrio na condução do processo, minando a imparcialidade essencial ao julgamento.
9. Afronta ao princípio da taxatividade
A defesa de Jair Bolsonaro lembra que, à luz do princípio jurídico da taxatividade, não é possível punir atos que não estejam previstos em lei.
O advogado Celso Vilardi frisou que reuniões ou discussões, como a realizada em 7 de dezembro de 2022 entre o então presidente, o ministro da Defesa e os comandantes militares, não configuram crime e tampouco podem ser enquadradas como tentativa de golpe de Estado.
Para ele, considerar o encontro como ato preparatório seria uma violação ao princípio da taxatividade, já que o Congresso optou por não tipificar esses atos como ilícitos penais, o que torna ilegal qualquer punição nesse sentido.
10. Quebra do princípio da presunção de inocência
O advogado do almirante Almir Garnier afirmou que, se Bolsonaro tivesse realmente desejado convocar pessoas para os eventos de 8 de janeiro, teria conseguido reunir 200 mil pessoas, e não apenas 2 mil. Ele argumentou que a quantidade reduzida de participantes indica que não houve um planejamento efetivo por parte de Bolsonaro para os eventos daquele dia. Segundo Torres, bastava “um assobio” do ex-presidente para que uma multidão correspondesse ao seu pedido de golpe, no fatídico 8 de janeiro, o que não aconteceu.
Além dele, Paulo Cunha Bueno, integrante da defesa de Jair Bolsonaro, argumentou na mesma linha: “Se o ex-presidente pretendia, de fato, decretar um estado de sítio ou de defesa, e houve a reticência dos comandantes da Aeronáutica e do Exército, ele não esgotou os meios para levar adiante o seu intento original. Bastava, mediante um simples despacho, ele substituir esses comandantes reticentes por nomes que, previamente, fossem aderentes a esse projeto.”
O advogado afirmou que o presidente tem a prerrogativa de nomear os comandantes militares, e que, portanto, bastava um simples despacho para que Bolsonaro tirasse os comandantes dissidentes e nomeasse “comandantes aderentes” ao projeto de golpe.
Em outras palavras, caso realmente desejasse manter o curso de um plano golpista, Bolsonaro teria instrumentos para fazê-lo. Como isso não ocorreu, o caso viola diretamente o princípio da presunção de inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Ao fundamentar uma acusação em hipóteses ou conjecturas, sem a devida comprovação por meio de provas materiais e concretas, corre-se o risco de configurar um julgamento por presunção e não por prova, em flagrante ofensa ao princípio constitucional que garante ao réu a proteção contra condenações arbitrárias.
11. Falta ao princípio da justa causa
A defesa de Bolsonaro também apontou que nenhum dos acordos de colaboração firmados pelos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro menciona o ex-presidente como líder ou chefe da organização.
“Esse caso vai crescendo para colocar o presidente no 8 de janeiro. São 680 processos, mais de 500 acordos de persecução penal. Onde está nos acordos que Bolsonaro é o instigador, o chefe?”, acrescentou Vilardi demonstrando a ausência de evidências que vinculem Bolsonaro diretamente aos atos daquele dia.
Uma ação penal só pode avançar quando há indícios mínimos de autoria e materialidade do crime. Na suposta trama golpista, os acordos de colaboração premiada — que costumam trazer os relatos mais detalhados — não apontam Jair Bolsonaro como mandante dos atos. Segundo o artigo 395, inciso III, do Código de Processo Penal, não há como dar prosseguimento a uma ação quando falta conexão clara entre o fato e a suposta autoria.
12. Ausência de cadeia de custódia
Em relação à “minuta do golpe”, a defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, classificou-a como “minuta do Google”. O advogado Eumar Novacki disse que o documento está disponível na internet, de forma apócrifa, não tem qualquer valor jurídico e, portanto, não pode ser considerado como um plano concreto para um golpe de Estado.
Embora o advogado de Mauro Cid, Jair Alves Pereira, tenha afirmado que a minuta só foi conhecida porque Cid revelou sua existência, Pereira reforçou que não há evidências de que tenha sido compartilhada ou colocada em prática.
Já o defensor do ex-presidente Celso Vilardi explicou que, além de a minuta ter sido encontrada no celular do delator Mauro Cid, a alegação de que Bolsonaro alterou o documento “é a palavra do relator”. “Isso não aconteceu”, explicou Vilardi, negando que o ex-presidente tenha editado o texto.
No processo penal, uma prova precisa ter cadeia de custódia, o que significa ter registro formal de sua origem, posse ou integridade, o que garante que uma prova seja autêntica e confiável durante todo o processo. Sem esses registros, não é possível comprovar a autoria ou autenticidade do documento, o que pode torná-lo inadmissível como prova em juízo.
13. Violação do princípio da tipicidade penal
A defesa também argumentou que Bolsonaro não tomou medidas efetivas para decretar o estado de sítio ou de defesa, instrumentos constitucionais que exigem a concordância de várias autoridades.
O advogado Paulo Cunha Bueno explica que o estado de sítio (assim como o estado de defesa) é um instrumento colegiado, não um ato unilateral do presidente: “São termos constitucionais e extremamente formais dentro da lei. Para você convocar um estado de sítio ou estado de defesa, você convoca o Conselho da República e o Conselho de Defesa. As pessoas imaginam, talvez, não sei por que, que seja um ato de força unilateral do presidente da República. Não é.”
Bueno destacou que a decretação do estado de sítio depende da consulta e da atuação de órgãos colegiados — especificamente o Conselho da República e o Conselho de Defesa — e não pode ser determinada de maneira isolada pelo presidente da República.
Conforme a defesa aponta, mesmo sem chegar a aplicar o instituto constitucional, estudar ou planejar a decretação de estado de sítio ou de defesa não configura crime, pois se trata de atribuição legal de um presidente da República. Tentar imputar culpa ao réu por isso fere o princípio da tipicidade penal, que exige conduta concreta e prevista em lei para caracterizar infração.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/atropelos-juridicos-pavimentam-conndenacao-bolsonaro/

STF inventou crise por processo que caberia em pequenas causas

Houve dois discursos importantes no 7 de setembro. Um, que eu já mencionei no meu canal no YouTube, é o discurso da filha do Clesão, dizendo que a anistia não ressuscita, não traz a vida do pai dela. Uma menina de 17 anos. Mas vai fazer a vida voltar a mais de mil famílias que estão com avô, avó, tio, tia, pai, mãe, filho, injustiçados, condenados. A Débora, por exemplo, por escrever uma frase com batom numa pedra de granito que não estragou.
E o outro discurso foi do governador de São Paulo, que é o mais importante governador do país, sobre anistia. Pressionando Hugo Motta e mostrando que já há 350 votos na Câmara Federal para decidir sobre anistia.
Será que o pessoal do Supremo pensou nisso? Pensou nas coisas que foram feitas, totalmente fora do devido processo legal, processo que devia estar correndo na primeira instância, que poderia se resolver em pequenas causas. Meu Deus, não pensaram nisso. Estão causando essa inquietação, mas isso é um eufemismo, é bem mais do que isso. A gente corre um risco muito grande. E a solução está no Senado.
Presidentes do Senado e do STF somem na crise
O presidente do Senado nem compareceu à tribuna onde estava o presidente da República ontem e nem o presidente do Supremo. Será que estão alheios à busca de uma solução para isso? Parece aquela coisa da mentira: quem mente precisa primeiro mentir para si mesmo, depois mente para os outros. A pessoa, por exemplo, que estudou Direito na faculdade, tem que contrariar tudo que aprendeu antes de fazer o que está fazendo.
Daí o presidente da República fez um discurso antes do 7 de setembro falando muito em soberania, soberania, soberania. Gente, o PCC e os narcotraficantes em geral tem territórios soberanos ali na cara da ex-capital do país, no Rio de Janeiro. Estão tomando conta da Amazônia, estão vendendo o ouro para fora, tem compradores na Venezuela, que não são da Venezuela, comprando ouro de facções criminosas brasileiras. Esse é um assunto de soberania, de responsabilidade do poder executivo.
Trump deixou espaço para negociação
Daí o Lula diz que é o Lulinha, paz e amor, se o Trump quiser negociar. Meu Deus, mas o Trump quer negociar. Está aqui a carta do Trump, que ele mandou dia 9 de julho.
“Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente. Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e a violação fundamental da liberdade de expressão, como recentemente demonstrado, com censura, com ordens secretas ilegais, etc. A partir de primeiro de agosto, cobraremos 50%.” Ele tá dizendo por que. E lá no final ele diz: “Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais e eliminar as tarifas políticas, não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos talvez considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América. Obrigado por sua atenção.”
Qual foi a resposta? Ofereceu jabuticaba? Meu Deus.
A sabedoria do Evangelho que falta a Lula
Eu estava lendo ontem: Lucas 14:31 e 32 no Evangelho. Cristo para uma multidão, diz: “Qual é o rei que ao sair para a guerra com outro não se senta primeiro a examinar bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.” Sabedoria.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stf-inventa-crise-por-processo-que-deveria-estar-em-pequenas-causas/

Anistia já: o recado das ruas

Feriado de 7 de setembro, o mais importante da Pátria, pois celebra sua Independência, e o povo foi em peso às ruas de todo país gritar por anistia. O povo fez sua parte, lotando a Avenida Paulista, Copacabana e outras cidades país afora. O contraste com o festejo oficial do governo Lula, totalmente esvaziado, e com o “grito dos excluídos”, organizado pela esquerda radical, mostrou que a direita tem a hegemonia das ruas.
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Vários cartazes pediam Anistia Já, impeachment de Alexandre de Moraes e Fora Lula. As pautas giram em torno do mesmo tema: o desejo de resgatar a democracia perdida em nosso Brasil. Temos presos políticos, caça às bruxas, censura, e Moraes virou o grande ícone desse estado de exceção, dos abusos supremos.
A normalidade institucional precisa ser resgatada já, agora mesmo, não amanhã ou depois. E para tanto é preciso anistiar os inocentes condenados pelo Supremo para dar respaldo a uma narrativa fajuta de golpe
Bandeiras americanas mostraram a gratidão do povo pela pressão que tem feito o governo Trump contra tais abusos. De Tabata Amaral e Ricardo Noblat, a esquerda tentou ver contradição nisso, já que a direita grita que nossa bandeira jamais será vermelha. Confundem a paixão da própria esquerda pelo comunismo, querendo substituir a bandeira verde e amarela pela vermelha, com uma singela homenagem aos americanos. E são os mesmos que ostentam bandeiras palestinas em seus protestos!
Os discursos das lideranças que subiram nos carros de som foram firmes na defesa das liberdades. O governador Tarcísio de Freitas chamou a atenção por seu tom mais contundente, e foi a primeira vez em que mencionou diretamente o ministro supremo: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”. Tarcísio cruzou o Rubicão e já está sendo atacado pela turma elite por isso, mas merece aplausos. Até “ontem” ele estava apostando no diálogo, mas sabemos que dialogar com Moraes é pedir para ser atropelado por abusos constantes.
Michelle Bolsonaro, por sua vez, fez o discurso mais comovente, às lágrimas, mostrando o grau de humilhação que sua família precisa enfrentar todos os dias. Sua filha Laura, de 14 anos, sempre que vai à escola passa por revista no carro para ver se seu pai não está escondido para fugir. Bolsonaro não cometeu qualquer crime, sequer foi condenado pelo suposto golpe nesse julgamento farsesco, mas o sistema impõe um grau de humilhação que expõe o sadismo dos envolvidos.
Por fim, o editorial do Estadão deste domingo merece menção, por ser o mais infame numa lista grande. Basicamente o jornal tucano admite que o STF foi longe demais, e pede a volta à normalidade institucional – mas somente depois de condenar Bolsonaro. É como Santo Agostinho ao pedir castidade, mas não “agora”. O jornal faz vista grossa a todos os abusos que, no fundo, condena, pois o alvo é o bolsonarismo. Para pegar Jair Bolsonaro, vale tudo!
É justamente contra este tipo de mentalidade que o povo foi às ruas protestar e pedir anistia, pois entende, muito melhor do que os “refinados democratas” do jornal, que é assim que as democracias morrem. A normalidade institucional precisa ser resgatada já, agora mesmo, não amanhã ou depois. E para tanto é preciso anistiar os inocentes condenados pelo Supremo para dar respaldo a uma narrativa fajuta de golpe. Não houve golpe algum, ao menos não por parte de Bolsonaro. O verdadeiro golpe foi dado pelo próprio STF…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/anistia-ja-recado-ruas-7-setembro-manifestacao/
Correios registram prejuízo de mais de R$ 4 bi no 1° semestre de 2025

O balanço divulgado nesta sexta-feira, 5, revela que os Correios encerraram o primeiro semestre de 2025 com um prejuízo de mais de R$ 4 bilhões. O valor é mais de três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado negativo, que em 2024 era pouco mais de R$ 1 bilhão, expõe o agravamento da situação financeira da estatal. De janeiro a junho deste ano, a receita líquida caiu para R$ 8 bilhões, enquanto no ano passado era de R$ 9 bilhões no mesmo intervalo.
Aumento de despesas dos Correios
As despesas gerais e administrativas também subiram significativamente – passaram de quase R$ 2 bilhões em 2024 para mais de R$ 3 bilhões em 2025. O aumento dos custos, somado à redução das receitas, tem pressionado ainda mais o caixa da empresa.
De acordo com os Correios, fatores externos, como mudanças regulatórias que afetaram o segmento internacional, reduziram o volume de postagens e ampliaram a concorrência. Isso teria impactado a geração de receitas.
A presidência da estatal segue sob comando do advogado Fabiano Silva, conhecido como churrasqueiro de Lula. Ele chegou a entregar a carta de renúncia ao presidente da República, mas permanece à frente da companhia. O União Brasil, partido aliado do petista, já havia manifestado interesse por mais espaço na gestão da empresa.
Medidas para contenção da crise
Entre as medidas adotadas para conter a crise, a estatal anunciou a venda de imóveis, um programa de demissões voluntárias e o lançamento de um marketplace. O Comitê Executivo de Contingência coordena o plano de recuperação, que foca na diversificação dos serviços, expansão comercial, redução de custos operacionais e otimização de despesas, sem comprometer a universalização dos serviços postais.
Com o objetivo de viabilizar projetos estratégicos, os Correios buscam um financiamento de R$ 4 bilhões no Novo Banco de Desenvolvimento, com prazo de 240 meses e carência de 60 meses.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/correios-registram-prejuizo-de-mais-de-r-4-bi-no-1o-semestre-de-2025/?utm_medium=editorial-push&utm_source=taboola#google_vignette
Vaza Toga: Senado vai enviar denúncias de Tagliaferro contra Moraes aos EUA

Documentos entregues pelo perito Eduardo Tagliaferro servirão de base para um relatório da Comissão de Segurança Pública do Senado, que pretende enviar as informações ao governo dos Estados Unidos. O material reúne denúncias que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Está prevista para a próxima terça-feira, 9, uma nova reunião dos senadores do colegiado para apresentação do relatório final. O documento será enviado também ao STF, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à Procuradoria-Geral da República, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional do Ministério Público e à Ordem dos Advogados do Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já havia antecipado que faria chegar as denúncias ao gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump. As provas apresentadas por Tagliaferro dizem respeito a uma fraude processual, atribuídas ao magistrado no contexto de operações que envolvem empresários ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Atuação dos Estados Unidos no caso que envolve o magistrado
A decisão de compartilhar o relatório com autoridades norte-americanas segue
requerimento aprovado depois da audiência com o ex-chefe da Assessoria de Enfrentamento à
Desinformação do TSE, realizada na terça-feira.
O governo dos EUA já havia incluído Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que restringe acesso a bens, serviços e movimentações financeiras por violação de direitos humanos.
O Tesouro dos EUA investiga relações de Moraes e familiares para evitar tentativas de burlar sanções. As informações detalhadas por Tagliaferro podem ampliar o alcance das restrições, inclusive envolver antigos auxiliares do ministro e do procurador-geral.
Em entrevista concedida na quarta-feira 3, ao jornal Gazeta do Povo, Tagliaferro confirmou o envio prévio de provas digitalizadas e periciadas aos EUA. “Tenho tudo digitalizado, fiz a perícia antes de denunciar, justamente para que não houvesse qualquer possibilidade de ele contestar esse material”, afirmou o perito.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/vaza-toga-senado-vai-enviar-denuncias-de-tagliaferro-contra-moraes-aos-eua/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola
Trump vai avançar e prepara ataques dentro da Venezuela contra cartéis

Donald Trump está avaliando uma infinidade de opções para realizar ataques militares contra cartéis de drogas que operam na Venezuela, incluindo potencialmente atingir alvos dentro do país.
A possível ofensiva faz parte de uma estratégia mais ampla que visa enfraquecer o líder Nicolás Maduro, tido como chefe do narcotráfico.
O ataque mortal de terça-feira (2) a um suposto barco de drogas que partia da Venezuela é um reflexo direto dessa opção e marca uma escalada significativa na campanha do governo Trump contra os cartéis de drogas.
Os EUA enviaram recursos militares expressivos para o Caribe nas últimas semanas, uma ação que visava, em parte, ser um sinal para Maduro.
Navios armados com mísseis Tomahawk, um submarino de ataque, uma série de aeronaves e mais de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais americanos estão agora posicionados perto da Venezuela. 10 caças F-35 avançados também estão sendo enviados para Porto Rico, onde uma unidade dos fuzileiros navais está atualmente realizando exercícios de treinamento de pouso anfíbio.
Maduro está rotulado como um narcoterrorista com ligações a cartéis de drogas — e a recompensa por sua prisão foi dobrada para US$ 50 milhões.
“Esta é uma operação antidrogas. Vamos combater os cartéis de drogas onde quer que estejam, onde quer que operem contra os interesses dos EUA”, disse o secretário de estado Marco Rubio.

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