Inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF) em 13 estados e no Distrito Federal podem resultar no indiciamento de mais de 100 suspeitos de envolvimento direto e indireto na fraude bilionária na Previdência Social (INSS), segundo apurou a Gazeta do Povo. A polícia também tenta provar quanto dos cerca de R$ 6,3 bilhões repassados a sindicatos e associações das folhas de pagamento de aposentados e pensionistas são fruto de conduta criminosa.
O número de indiciamentos ainda pode aumentar conforme o andamento das investigações, que ainda não têm data para serem concluídas, segundo uma fonte da PF envolvida diretamente na investigação que pediu para não ter o nome revelado por tratar de questões sensíveis. A reportagem apurou que as investigações da polícia seguem em pelo menos três diferentes frentes:
- Levantar provas contra os servidores e a antiga cúpula do INSS suspeitos de operacionalização e facilitação dos descontos
- Descobrir quais os mecanismos usados para que a fraude fosse aplicada em massa contra milhões de beneficiários
- Provar que dirigentes de associações e sindicatos e empresários receberam recursos furtados dos aposentados e tentar recuperá-los
A PF também quer identificar valores exatos desviados, tendo em vista que os R$ 6,3 bilhões levantados em uma investigação feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) correspondem ao valor total repassado entre 2019 a 2024 pelo INSS da folha de pagamento dos aposentados para sindicatos e associações. Não se sabe ainda quanto do montante corresponde a fraudes e quanto a operações legais. Um levantamento feito por amostragem pela CGU apontou um índice de 97% de fraude, em que aposentados contatados em 1.300 entrevistas disseram não ter autorizado os débitos em suas contas.
Oficialmente a PF não comenta investigações em curso, mas o foco inicialmente esteve na apuração do envolvimento de servidores e como funcionava o esquema com as associações e sindicatos que efetuavam as deduções ilegais.
Em seguida a apuração se expandiu aos representantes e empresários ligados a essas entidades. Os empresários são suspeitos de terem recebido parte dos recursos que foram ilegalmente para os cofres dos sindicatos e associações por meio de contratos de serviços. A suspeita é que o papel deles seria enviar dinheiro de propina para servidores do INSS e possivelmente políticos envolvidos no esquema.
Esses empresários e representantes também atuavam como articuladores, colocando novos sindicatos em contato com servidores para participar do esquema. Um dos suspeitos que ganhou notoriedade no caso é Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que é suspeito de ter movimentado R$ 53 milhões em recursos furtados dos aposentados por meio de suas empresas.
Em paralelo às investigações da PF, começou nesta semana no Congresso uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as mesmas fraudes no INSS que são objeto de investigação da polícia. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) assumiu a presidência e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) a relatoria. O plano de trabalho da comissão prevê a investigação de fraudes ocorridas na Previdência Social desde 2015, abrangendo os governos de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto a PF tenta entender como o esquema foi arquitetado e se desenvolveu, envolvendo servidores, líderes sindicais e empresários, a CPMI pretende também analisar as responsabilidades políticas e promete convocar ex-ministros, ex-presidentes do INSS e representantes de órgãos como PF, CGU, Defensoria Pública da União (DPU) e Tribunal de Contas da União (TCU) para esclarecer possíveis desvios e responsabilidades.
Polícia demorou um ano para começar a fazer investigação abrangente
A Polícia Federal havia recebido as primeiras denúncias de fraudes no INSS no primeiro semestre de 2023, mas não percebeu a magnitude do caso e o grau de envolvimento da cúpula do INSS. Por isso tratou as denúncias como crimes de estelionato comuns e as remeteu para várias unidades da Polícia Civil, o que atrasou as investigações sobre a rede criminosa por pelo menos um ano.
A Controladoria-Geral da União começou suas investigações em 2023. Um ano depois, o órgão divulgou um relatório apontando as fraudes e a PF teve que entrar a fundo no caso.
O então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi informado sobre as suspeitas de irregularidades no INSS também em junho de 2023 no Conselho Nacional de Previdência Social por Tonia Galleti, representante do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), mas não tomou medidas efetivas para que a fraude fosse investigada. Ele afirmou ter pedido uma investigação e culpou subordinados pela falta de resultados.
Destinação de recursos desviados de aposentados é investigada
As investigações da PF, neste momento, também rastreiam a destinação dos recursos desviados. O objetivo é tentar uma eventual recuperação dos capitais, além da responsabilização penal dos mentores, articuladores e beneficiados. Até o momento, por decisão judicial, foi bloqueado cerca de R$ 1 bilhão das entidades ou suspeitos de envolvimento no esquema.
Até o momento, oito pessoas foram presas. Seis prisões ocorreram no estado do Sergipe. As outras duas no Ceará. Segundo a Polícia Federal, os presos são representantes das associações investigadas. Dezenas de outras pessoas seguem na mira das apurações como suspeitas de terem sido beneficiadas e participarem de toda a articulação da fraude. A PF já teria indícios consistentes para indiciar mais de uma centena de suspeitos.
Inicialmente 12 entidades que receberam os descontos do INSS estão no rol das apurações da PF, mas não se descarta a participação e o envolvimento de dezenas de outras.
Quanto à possível participação direta de servidores do INSS, além da PF, o próprio Instituto diz ter instaurado uma dezena de processos internos para apurar a conduta de seus funcionários. Isso porque os nomes dos aposentados e pensionistas foram inseridos de forma automática e em massa no sistema que permitia os descontos. A PF já identificou que isso ocorreu a partir de pessoas que tinham autorização e acesso ao sistema da Previdência.
A antiga cúpula do INSS está sob investigação na PF e deve ser alvo da CPMI. O grupo se desligou após a primeira fase da operação, mas nega envolvimento e participação na fraude. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi um dos demitidos.
Parte da investigação tem sido conduzida com base na análise das milhares de provas colhidas durante as diferentes fases da operação. A PF ainda não tem uma data para concluir o relatório, diante do volume intenso de itens apreendidos e a chegada de novos materiais a cada nova operação policial.
Há a expectativa de que as diferentes frentes de apuração nos estados resultem em um relatório único. O documento deve ser remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), que vai determinar se os casos permanecerão na Corte ou se haverá designação à Justiça Federal em primeira instância em casos específicos. Como a PF encontrou evidências de envolvimento de parlamentares, parte dos processos deve ficar no STF pelo fato de suspeitos terem foro privilegiado.
Como será o trabalho de perícia em milhares de documentos apreendidos
Uma das frentes de investigação considerada essencial pela Polícia Federal diz respeito à perícia dos milhares de documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos, tanto no INSS quanto nas entidades investigadas e em poder de suspeitos durante cinco etapas da operação “Sem Desconto”. Esses itens seguem em poder dos peritos da Polícia Federal.
O trabalho de análise ainda deve se estender por meses diante do volume elevado de arquivos na fila para análise. Alguns aparelhos eletrônicos tiveram arquivos apagados e devem passar por tentativas de recuperação de dados eletrônicos.
O trabalho de perícia tenta levantar provas de como os suspeitos forjaram assinaturas fraudulentas e como arquivos de áudio gravados em ligações telefônicas foram manipulados pelos fraudadores. Policiais suspeitam que esses áudios funcionavam como uma forma de falsificar a autorização dos beneficiários para descontos em seus benefícios, mas na prática eram gravações manipuladas ou totalmente fabricadas.
Em muitos casos, os áudios apresentavam trechos curtos de supostas conversas telefônicas, nos quais o aposentado aparecia dizendo “sim” ou confirmando dados, como o CPF. No entanto, as investigações da PF apontaram que as gravações eram editadas para criar a falsa impressão de consentimento. Houve situações em que as vozes não pertenciam aos beneficiários.
Essas gravações falsas eram então enviadas ao INSS como prova de adesão a “associações” e de supostos acordos firmados pelos aposentados. Com isso, os descontos eram aplicados diretamente nos benefícios. As entidades utilizavam centrais telefônicas e robôs para realizar ligações em massa, ampliando o alcance da fraude e dificultando que os segurados percebessem a manipulação.
Apesar da apreensão de recursos de suspeitos, quem está fazendo o ressarcimento dos descontos indevidos é o governo federal. Por enquanto, não há definições de responsabilizações das entidades para que façam a devolução. Mais de quatro milhões de brasileiros, entre aposentados e pensionistas, foram identificados vítimas do golpe.
Os valores retirados ilegalmente das contas de aposentados chegavam a cerca de R$ 70 mensais. Eles eram repassados a associações conveniadas ao INSS, que alegavam oferecer serviços como assistência jurídica, financeira e de saúde. Na prática, muitos aposentados sequer conheciam essas entidades, não eram filiados e jamais consentiram com os descontos, que continuavam sendo processados diretamente na folha de pagamento.
O esquema se apoiava em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e essas associações, que obtinham acesso a dados dos segurados. Diversas entidades não apresentaram a documentação exigida para operar e, ainda assim, continuaram funcionando e recebendo os valores descontados.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/investigacao-da-pf-sobre-fraude-bilionaria-do-inss-pode-levar-a-mais-de-100-indiciamentos/
Oposição tenta emplacar voto impresso. Julgamento de Bolsonaro pode se alongar. Os ataques a igrejas cristãs

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É uma tarefa difícil, mas a oposição trabalha para emplacar no Senado a volta do voto impresso. Uma emenda ao novo Código Eleitoral estabelecendo a mudança já foi aprovada na CCJ, mas há alguns obstáculos, como o calendário apertado e a resistência do STF que, em outras ocasiões, declarou a proposta inconstitucional. Entenda a situação.
O escolhido. No campo político, Centrão e uma parte importante do empresariado já escolheram seu candidato à presidência para 2026. Saiba quem é ele.
Julgamento de Bolsonaro. Manobras podem fazer com que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, agendado para o início de setembro, se estenda até 2026. Saiba quais.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/bom-dia/oposicao-voto-impresso-julgamento-bolsonaro-se-alongar/
CPMI do INSS se reúne com André Mendonça no STF para solicitar documentos de investigação

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão, reuniram-se nesta quarta-feira (27) com o ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).
No encontro, os parlamentares solicitaram acesso a documentos e inquéritos da Polícia Federal (PF) que possam ajudar a esclarecer fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Atualmente, a PF tem 14 investigações relacionadas a esses crimes em andamento.
CPMI do INSS quer colaboração com STF
“Viemos trazer ao ministro André Mendonça o desejo de colaboração para um trabalho conjunto nas investigações”, informou Viana. O ministro, responsável pela relatoria das ações no STF, afirmou, segundo os parlamentares, que disponibilizará as informações que não estejam sob sigilo ou que tenham sido concluídas pela PF. Documentos sigilosos ou ligados a operações em curso não serão compartilhados. Mendonça destacou que trabalhará com “reserva, seriedade, respeito e responsabilidade”.
Carlos Viana ressaltou a importância da colaboração entre a CPMI e o STF para acelerar os trabalhos da comissão. Ele estima que, nos próximos 60 dias, será possível reunir um conjunto robusto de provas, que poderá ser divulgado ao público dentro desse prazo.
A relatoria das investigações sobre as fraudes no INSS no Supremo foi assumida recentemente por André Mendonça, substituindo o ministro Dias Toffoli. A mudança ocorreu após pedido da Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, e foi aprovada pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.
A CPMI aprovou, em sua sessão inaugural, mais de 900 requerimentos, convocando ministros da Previdência Social desde 2015, presidentes do INSS do mesmo período, lobistas, dirigentes de associações e representantes de empresas ligadas ao sistema. A comissão deve funcionar por 180 dias, com encerramento previsto para março de 2026, e está sob controle da oposição. A ordem dos depoimentos começará por servidores públicos, seguida por ex-ministros e dirigentes do setor.
Há previsão de acareações para confrontar versões divergentes entre os depoentes, sempre respeitando o vínculo comprovado com os fatos investigados para evitar exposições indevidas. A expectativa é de que o intercâmbio de informações entre o STF e a CPMI contribua para acelerar a apuração das fraudes causadas à Previdência Social.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/cpmi-inss-solicita-documentos-stf-investigacao-fraudes/
Julgamento de Bolsonaro e sete réus começa em 2 de setembro no STF

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus do núcleo 1 da suposta tentativa de golpe de Estado começará no dia 2 de setembro, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo pode se estender por até 27 horas, divididas em sessões pela manhã e pela tarde, e será conduzido pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da turma.
O STF abriu credenciamento para público e advogados interessados em acompanhar as sessões, com inscrições abertas até 28 de agosto. O julgamento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.
Primeira sessão começará às 9 horas
A primeira sessão ocorrerá das 9h ao meio-dia do dia 2 de setembro, com a leitura do relatório feita pelo ministro-relator Alexandre de Moraes, que apresentará um panorama das provas reunidas.
Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até uma hora para a sustentação oral, assim como os advogados dos oito réus, que também dispõem de uma hora cada.
Segundo o cronograma, oito horas das 27 previstas serão dedicadas às sustentações orais, enquanto as demais serão para a apresentação dos votos dos ministros. O primeiro a votar será o relator Alexandre de Moraes, seguido pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Os réus do núcleo 1 são, além do ex-presidente, Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin; Almir Garnier, almirante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; e Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa.
Eles respondem a acusações que incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As possíveis penas superam 30 anos de prisão. Alexandre Ramagem, por ser parlamentar, tem parte das acusações suspensas e responde apenas por alguns crimes.
O julgamento de Bolsonaro será realizado em sessões programadas também nos dias 3, 9, 10 e 12 de setembro, com reuniões extraordinárias para garantir mais tempo para análise do caso. A Primeira Turma do STF é composta por cinco ministros, e a condenação dependerá de maioria qualificada, ou seja, pelo menos três votos favoráveis.
Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, após descumprir medidas que o proibiam de usar redes sociais. Ainda não há previsão para o julgamento dos réus dos núcleos 2 e 3 da investigação.
Pedido de vista poderia arrastar julgamento de Bolsonaro para 2026
Um eventual pedido de vista poderia causar atraso no julgamento de Bolsonaro, permitindo uma pausa na análise do processo. Embora o ministro Luiz Fux tenha declarado, por enquanto, que não pretende fazê-lo, a solicitação pode ser apresentada durante as sessões. Segundo as normas internas do STF, o pedido de vista pode durar até 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias, totalizando até quatro meses adicionais para o exame do caso.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/julgamento-bolsonaro-stf-2-setembro/
Aliados de Lula articulam debandada da CPMI do INSS

Ao menos três senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretendem oficializar suas saídas como membros permanentes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A debandada acontece após a oposição assumir o comando e a relatoria do colegiado que vai investigar os descontos irregulares e as fraudes nas aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O primeiro aliado do governo a pedir para deixar o colegiado foi o senador Otto Alencar (PSD-BA), que foi substituído pela senadora Augusta Brito (PT-CE). Agora, a expectativa é de que Omar Aziz (PSD-AM), que foi derrotado na disputa pela presidência da CPMI, e Renan Calheiros (MDB-AL) oficializem suas saídas nos próximos dias.
Nos bastidores, os parlamentares que pretendem deixar o colegiado consideram o cenário “totalmente imprevisível” e enxergam riscos com as quebras de sigilo para além do próprio escândalo dos descontos fraudulentos. Aliados dos senadores admitem que, em ano pré-eleitoral, ninguém quer se expor para defender o governo da acusação de desvio de dinheiro de aposentados.
A avaliação é de que o desgaste de defender o governo Lula na CPMI do INSS precisa ficar com os membros do PT. Além de Augusta Brito, o colegiado conta com os senadores Rogério Carvalho (SE) e Fabiano Contarato (ES) como titulares.
Além disso, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, foi escalado pelo Palácio do Planalto para coordenar a ação conjunta da base aliada, incluindo senadores. No começo da semana, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, reuniu os integrantes da base para passar orientações sobre a articulação do governo.
Uma das orientações que foi repassada aos parlamentares aliados é a proibição de ausência nas reuniões e votações de requerimentos da CPMI do INSS. A estratégia acontece depois que a oposição impôs uma derrota ao Palácio do Planalto ao eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente da CPMI do INSS, e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) para a relatoria. Ambos são da oposição e são vistos como nomes independentes.
O episódio foi considerado um “apagão de articulação”, pois diversos integrantes da base não estiveram presentes na instalação do colegiado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu uma falha e chegou a colocar o seu cargo à disposição do Planalto.
Agora, os deputados e senadores aliados do PT serão orientados a cancelarem viagens oficiais ou a adiarem a realização de procedimentos médicos eletivos durante o funcionamento da CPMI do INSS. A medida busca garantir presença da base governista nas votações, especialmente, durante a análise de requerimentos para convocações.
O colegiado pode funcionar por até seis meses e tem potencial para gerar um desgaste na popularidade de Lula. Com isso, os petistas tentam blindar o presidente antes do ano eleitoral.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/aliados-de-lula-articulam-debandada-da-cpmi-do-inss/

País que deixa território ser dominado por bandidos não tem soberania

Vamos falar um pouquinho de soberania. Lula botou um blue cap – eu lembro daquela banda, Renato e Seus Blue Caps –, um bonezinho azul em todo o ministério, imitando Nicolás Maduro. Isso que vimos na reunião ministerial não chega a ser a Escolinha do Professor Raimundo, que tem mais graça, mas Lula xingou todo mundo, Eduardo Bolsonaro, Donald Trump, Estados Unidos, parecia mesmo discurso do Maduro, exigindo fidelidade dos seus ministros, incluindo os três ou quatro do Centrão. Lula disse que o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, não gosta dele, e o partido, no dia seguinte, já avisou seu ministro do Turismo: ou ele sai dali, ou o União Brasil sai dele. Vamos ver o que o ministro do Turismo vai escolher.
Mas voltemos à soberania. O que é soberania? Em primeiro lugar, para ter soberania, um país tem de respeitar sua própria Constituição. O presidente da República, por exemplo, jurou perante o Congresso Nacional defender, guardar e cumprir a Constituição, mas até agora não o vi defender nada, porque a Constituição tem sido desrespeitada e o presidente da República nem sequer reclama. É preciso defender a soberania, isso é óbvio. Mas o governo tem defendido? O território nacional é do Estado brasileiro, está sob a jurisdição do Estado brasileiro?
Facções criminosas tomaram conta da Amazônia
Vejam o que acontece ali na nossa cara, no Rio de Janeiro e na Amazônia. O Estadão conseguiu um relatório da Secretaria de Segurança do Estado do Amazonas, mostrando que há um domínio dos rios, divididos entre Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital. E há quase 200 pistas para helicópteros e aviões de pequeno porte que transportam drogas. Ainda nesta semana encontraram, em um lago na cidade de Juruá, um helicóptero que caiu, e que tinha três quilos de skunk que os traficantes deixaram para trás. Talvez eles nem tenham visto, quando o helicóptero estava afundando. Houve uma denúncia, a Polícia Civil foi lá e achou o helicóptero.
Há muitas pistas clandestinas em Roraima, na fronteira com a Venezuela, e no sul do Amazonas, na fronteira com a Bolívia. E então eu pergunto: o Brasil domina esses territórios? E nem falo das ONGs estrangeiras, ou do rei da Noruega, que apareceu lá em 2013, com o general Villas-Bôas, então comandante militar do Amazonas, sendo simplesmente informado de que o rei da Noruega estava lá. Essa é a nossa soberania. Enquanto não tivemos força policial e força militar para dissuadir os foras-da-lei e os estrangeiros, não vai adiantar nada. Não adianta botar bonezinho azul para fazer happening para a opinião pública, para propaganda.
O país da COP-30 terá mais termelétricas
A COP-30 está chegando, e vemos que está saindo um leilão para termelétricas a carvão, gás e diesel, ou seja, combustível fóssil. Nós temos a Angra 3 parada, temos rios para serem aproveitados como hidrelétricas, mas teremos mais termelétricas. E ainda botam a culpa no pum do gado, porque o gado é dos pecuaristas e os pecuaristas não apoiam o governo petista.
Até Alberto Youssef está livre graças a Toffoli
Dias Toffoli, o ex-advogado do PT que agora é ministro do Supremo, tornou ficha-limpa Alberto Youssef, o doleiro da Lava Jato. A decisão acabou de transitar em julgado. O ministro derrubou todas as provas, não vale mais nada, nem a confissão, nem a devolução de valores. Derrubam-se os pilares da civilização ocidental, a ética judaico-cristã, o respeito ao poder do cidadão (que vem dos gregos) e o cumprimento das leis e os direitos (que vêm dos romanos). Parece que tudo está caindo, e como é que ficamos?
Farra de licenças no TCE do Rio Grande do Sul
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou, dias atrás, as condenações do presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, do vice-presidente e do corregedor, por receberem licenças-prêmio ilegais. O presidente Antônio Lopes Peixoto vai ter de devolver quase R$ 448 mil; o vice-presidente Iradir Pietroski terá de devolver R$ 300 mil; e o corregedor Alexandre Postal precisará devolver R$ 471 mil. É uma ação de 2020, que foi movida por vários deputados estaduais gaúchos, inclusive um que hoje é prefeito de Porto Alegre, Sebastião Coelho.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/soberania-territorios-dominados-crime-organizado/
Titular da CPMI do INSS, filiado ao PL, recebe do governo R$17 milhões em emendas

Foi só ser instalada a CPMI para investigar a bandalheira contra idosos do INSS que o governo Lula (PT) pagou emendas a parlamentes titulares na comissão. Só neste mês de agosto, quando a investigação iniciou, teve parlamentar que viu o pagamento das emendas passar dos R$17 milhões, caso do senador Izalci Lucas (PL-DF). Lula também fez a felicidade de outros quatro senadores, dos partidos PT, PDT, MDB e Republicanos e liberou mais de R$10 milhões para cada um.
Emendas garantidas
O governo também pagou uma bolada àqueles que quase emplacaram no comando da CPMI, Omar Aziz (PSD-AM) e Ricardo Ayres (Rep-TO).
Caminhão de dinheiro
Foram R$5 milhões liberados para o senador Omar Aziz e mais R$1 milhão para Ayres. Mas a oposição os humilhou na votação.
Na pindaíba
Dos 32 titulares, o governo não pagou nada a sete. Um dos tratados a pão e água foi Marcel van Hattem (Novo-RS), e ferrenho opositor.
Abriu o cofre
Levanto exclusiva da coluna mostra que Lula liberou pagar mais de R$200 milhões em emendas, só este mês, aos titulares da CPI Mista.
A aeronave de luxo estacionada desde sábado (23) chamou atenção dos braslienses
Jato estacionado deixa brasilienses intrigados
Um superjato Falcon 2000, com autonomia de 7.400km, capaz de atravessar oceanos, permanece desde sábado (23) em Brasília, mas o que gerou disse-me-disse na cidade foi o prefixo adesivado PS-LRM: não corresponde a registro na Anac, a agência reguladora de aviação civil. Isso estimulou especulações divertidas, em busca de significado para o prefixo LRM: seriam as iniciais de “Lula Resgata Maduro”? Consulta a Anac indica que o luxuoso avião aguarda prefixo definitivo.
Veio da Suíça
Esse Falcon 2000 decolou de Genebra, fez pit-stop em Cabo Verde e chegou a Brasília dia 23. Pode ter sido adquirido por um brasileiro.
Origem americana
O histórico mostra que a aeronave antes pertencia a empresa dos EUA, sob o prefixo N152SM, e uma austríaca sob prefixo OE-HER.
Sem registro
O prefixo “PS-” indica novo tipo de registro feito no Brasil desde 2019, mas não está entre os 44 jatos Falcon 2000 cadastrados na Anac.
Em forma, na marra
Durante uma reunião de cúpula com países árabes, o então presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, decidiu correr no Parque da Cidade, em Brasília. Ele e o embaixador do Paraguai, Luiz Gonzalez Arias, trajados a rigor (tênis, bermuda, camiseta), perguntaram a um office-boy do Hotel Meliá Brasília como chegar ao parque. Solícito, o rapaz foi até a calçada e apontou a direção do parque, mas acabou “convocado” pelos seguranças a acompanhar os paraguaios. Correu 40 minutos vestindo uniforme, incluindo luvas e sapatos sociais.
Depredar é mais grave?
Ao fixar 11 anos de prisão para culpados pela morte de 242 pessoas na boate Kiss, a Justiça gaúcha expõe as punições desproporcionais para os presos do 8 de Janeiro, incluindo vendedores ambulantes, idosos e a pichadora do batom, condenados até a 17 anos em regime fechado.
Balcão voltou firme
O total pago pelo governo Lula (PT) em emendas parlamentares este ano disparou para mais de R$9,22 bilhões. Há uma semana, o total liberado pela gestão petista com essa conta era de R$8,1 bilhões.
Independência ou morte
Sem medo de defender o fim do foro privilegiado, o deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) disse à coluna que o fim da medida encerrará “a dependência do Legislativo diante do STF”.
Curtição discreta
Diferente de outros ministros do STF que até soltam o gogó em qualquer festinha, Nunes Marques esteve em uma roda de samba no Gama, a 33km da sede do Supremo. Curtiu com discrição e foi embora.
Frase do dia
“Bolsonaro está sendo enterrado vivo”
Ricardo Augusto de Mello Araújo (PL), vice-prefeito de SP, após visitar o ex-presidente
PL é dos Bolsonaro
Valdemar da Costa Neto reafirmou que o candidato do PL a presidente é Jair Bolsonaro “ou quem ele, e só ele, escolher”. E Carlos Bolsonaro será candidato ao Senado por Santa Catarina ou onde desejar.
Carapuça brasileira
Donald Trump prometeu defender as “incríveis empresas de tecnologia americanas” de ataques de países que taxam, legislam ou regulam para machucar ou descriminar as big techs. As manchetes apontam a Europa como alvo, mas a carapuça cabe perfeitamente ao Brasil.
Ele outra vez
Luiz Marinho, ministro do Trabalho que queria colocar os Correios para fazer o trabalho da Uber, deu novo palpite sobre o que não entende. Com histórico na pelegagem, deu uma de economista: disse que o juro alto é “problema maior” que o tarifaço dos Estados Unidos.
Audiência pra audiência
Quem deu as caras ontem em audiência da Comissão de Fiscalização e Direitos dos Presos do 8 de Janeiro, por vídeo, foi Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Não demorou e a sessão bombou na internet.
Pergunta ao grande irmão
O perigo de fugir equivale ao perigo de aparecer nas redes sociais?
Jato parado no aeroporto deixa brasilienses intrigados

Um superjato Falcon 2000, com autonomia de 7.400km, capaz de atravessar oceanos, permanece desde sábado (23) em Brasília, mas o que gerou disse-me-disse na cidade foi o prefixo adesivado PS-LRM: não corresponde a registro na Anac, a agência reguladora de aviação civil. Isso estimulou especulações divertidas, em busca de significado para o prefixo LRM: seriam as iniciais de “Lula Resgata Maduro”? Consulta a Anac indica que o luxuoso avião aguarda prefixo definitivo. A informação ´da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Esse Falcon 2000 decolou de Genebra, fez pit-stop em Cabo Verde e chegou a Brasília dia 23. Pode ter sido adquirido por um brasileiro.
O histórico mostra que a aeronave antes pertencia a empresa dos EUA, sob o prefixo N152SM, e outra austríaca sob prefixo OE-HER.
O prefixo “PS-” indica novo tipo de registro feito no Brasil desde 2019, mas não está entre os 44 jatos Falcon 2000 cadastrados na Anac.
Leila Pereira é alvo da CPMI por suspeita contra Crefisa

A presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, entrou na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O deputado federal Delegado Fabio Costa (PL-AL) protocolou nesta quarta-feira (27) o pedido de convocação da empresária para prestar depoimento à comissão.
O parlamentar aponta irregularidades graves envolvendo o pagamento de benefícios previdenciários realizados pela Crefisa, que venceu 25 dos 26 lotes em um leilão promovido em 2024 para gerenciar os repasses do INSS a aposentados e pensionistas.
Segundo o requerimento, a empresa se tornou praticamente a única responsável pelos pagamentos de novos benefícios no país — mas a centralização trouxe uma série de problemas. O INSS, após um volume preocupante de denúncias, suspendeu de forma cautelar os contratos com a instituição em agosto de 2025.
As reclamações recebidas pelo órgão, vindas de Procons, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da plataforma Fala.BR e até de agências da própria Previdência, incluem atrasos no pagamento, exigência indevida de abertura de contas, indícios de venda casada de produtos e precariedade no atendimento nas agências.
Em muitas unidades, faltavam caixas eletrônicos, havia filas enormes e os beneficiários relatavam sensação de abandono.
Para o deputado Fabio Costa, autor do pedido de convocação, os problemas não são pontuais:
“Trata-se de falhas sistêmicas que colocam em risco o direito fundamental de milhões de brasileiros de receberem seus benefícios com dignidade”.
O parlamentar destacou ainda que, por ser a responsável direta pela condução da Crefisa, Leila Pereira precisa prestar esclarecimentos sobre as ações da empresa, os controles internos adotados e a eventual responsabilidade da instituição na perpetuação de práticas lesivas aos beneficiários.
Caso confirmada a convocação, Leila terá que comparecer obrigatoriamente para depor, diferente de um convite, que pode ser recusado. Veja aqui o documento na íntegra.
Atlas/Bloomberg: Bolsonaro e Lula empatam em cenário para 2026

Uma pesquisa divulgada pela Atlas/Bloomberg nesta quinta-feira (28) mostra um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo palácio do Planalto em 2026.
A pesquisa fez o seguinte questionamento: “Se as eleições presidenciais fossem acontecer neste próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, inclusive Lula e Bolsonaro, em quem você votaria?”
No cenário, Bolsonaro (PL) aparece com 45,4%, seguido de Lula (PT) com 44,6%. Outros candidatos, como Ciro Gomes (PDT) e a ministra Simone Tebet (MDB), aparecem na disputa.
Veja:
- Jair Bolsonaro: 45,4%
- Lula: 44,6%
- Ciro Gomes: 3,7%
- Simone Tebet: 1,8%
- Branco/Nulo: 1,9%
- Não sabem: 1,0%
O percentual do petista vinha subindo desde a última pesquisa realizada em maio, contudo, caiu em agosto. O movimento contrário se dá em relação à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que alega sofrer “perseguição política” nos processos que responde no Supremo Tribunal Federal (STF). Comparando os resultados de julho e de agosto, Bolsonaro subiu de 44,2% para 45,4%, enquanto Lula (PT) caiu de 47,8% para 44,6%.
Foram entrevistadas 6.238 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 25 de agosto de maneira aleatória e online. A margem de erro é de um ponto porcentual e o nível de confiança é de 95%.
Barroso diz que julgamento de Bolsonaro causa tensão ao pais

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados, marcado para setembro, gera expectativa e tensão no cenário político brasileiro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, abordou o tema em evento na Ordem dos Advogados do Brasil, nesta segunda-feira, 25. O magistrado afirmou que “a análise do caso é inevitável diante da gravidade dos fatos” e será conduzida com “base nas provas e em sessões públicas”.
Barroso afirmou que decisões sobre condenação ou absolvição seguirão o devido processo legal. “Vivemos esse momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de Janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia do procurador-geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado”, disse. “E evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país.”
Detalhes do julgamento de Bolsonaro
O ministro ainda disse que o julgamento é necessário porque, segundo ele, “o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava legítima e aceitável a quebra da legalidade constitucional”.
A Primeira Turma do STF, composta por Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, será responsável pelo julgamento, previsto para ocorrer de 2 a 12 de setembro.
As acusações contra os réus
Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado
Apenas o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) teve parte da ação suspensa em relação aos supostos crimes ligados aos atos do 8 de Janeiro, visto que já era deputado diplomado na ocasião.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as ações buscavam manter Bolsonaro no poder depois da derrota eleitoral em 2022.
Nas alegações finais ao STF, as defesas dos réus rejeitaram as acusações. Os advogados de Bolsonaro classificaram a denúncia como “absurda”, baseada em “golpe imaginado” e sem provas. Também negaram o plano para prender ou matar o ministro Alexandre de Moraes.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/barroso-diz-que-julgamento-de-bolsonaro-causa-tensao-ao-pais/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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