EUA enviarão mais um navio de guerra e um submarino nuclear para perto da Venezuela

Novas embarcações devem chegar perto da Venezuela na próxima semana. (Foto: Rhk111/Wikimedia Commons)

Os Estados Unidos enviarão mais dois navios de guerra para o sul do Caribe, nas proximidades da Venezuela, informou a agência Reuters nesta segunda-feira (25), citando fontes com conhecimento direto da operação.

O cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie e o submarino nuclear de ataque rápido USS Newport News devem chegar à região até o início da próxima semana. A medida faz parte da estratégia do presidente Donald Trump de intensificar o combate ao narcotráfico latino-americano, especialmente o que atua a partir do território venezuelano.

Fontes disseram à Reuters que os novos deslocamentos estão direcionados a enfrentar “ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos procedentes de ‘organizações narcoterroristas’ especialmente designadas na região”. Na semana anterior, a agência informou que Washington já havia ordenado o envio de um esquadrão anfíbio com os navios USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale, que transportam 4.500 militares, entre eles 2.200 fuzileiros navais para perto da Venezuela.

O reforço militar ocorre em meio à escalada de tensões da Casa Branca com o regime de Nicolás Maduro. Autoridades americanas acusam o ditador venezuelano e seu aliado Diosdado Cabello – considerado o número 2 do chavismo – de chefiar o chamado Cartel de los Soles, envolvido no envio massivo de cocaína para os EUA. O cartel foi considerado terrorista pelos EUA. Além dele, em fevereiro, o governo Trump também incluiu a facção venezuelana Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, do México, na lista de organizações terroristas globais, ampliando a base legal para operações militares e de imigração contra integrantes desses grupos.

Em paralelo à movimentação naval americana, Caracas anunciou nesta segunda-feira o envio de 15 mil soldados para reforçar a segurança na fronteira com a Colômbia, nos estados de Zulia e Táchira. Diosdado Cabello, que é ministro do Interior e da Justiça, informou que o reforço inclui aeronaves, drones e vigilância fluvial, pedindo que Bogotá adote medidas semelhantes.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/eua-enviarao-mais-um-navio-de-guerra-e-um-submarino-nuclear-para-proximo-da-venezuela/

O que significa colocar relações em “nível diplomático inferior”, como Israel fez com o Brasil

Declarações de Lula e medidas do seu governo geraram incômodo e reação em Israel (Foto: André Borges/EFE)

Na segunda-feira (25), o governo de Israel anunciou que as relações com o Brasil estão sendo conduzidas em “um nível diplomático inferior”, depois que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não concedeu a permissão (chamada de agrément) ao indicado para ser embaixador israelense em Brasília, o diplomata Gali Dagan.

“Após o Brasil, de forma incomum, se abster de responder ao pedido de agrément do embaixador Dagan, Israel retirou o pedido, e as relações entre os países estão sendo conduzidas em um nível diplomático inferior”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense em comunicado, segundo informações do jornal The Times of Israel.

O anúncio representa um novo capítulo na deterioração das relações diplomáticas entre Israel e Brasil, mas o que significa exatamente colocar relações em “nível diplomático inferior”?

“O termo se refere ao tipo de representação que um país mantém no outro. Embaixadores são autoridade de uma nação em outro país. A presença de um embaixador mantém canais de diálogo e comunicação entre dois países em nível mais alto, já que hierarquicamente os embaixadores estão em uma posição superior aos diplomatas e costumam ter acesso direto ao chefe de Estado de seu país”, afirmou Fernanda Brandão, coordenadora do curso de relações internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, em entrevista à Gazeta do Povo.

“Nesse caso, o rebaixamento das relações para um nível diplomático inferior se deu pela decisão do Brasil de não responder à indicação israelense do novo embaixador no Brasil dando seu agrément, um rito tradicional na troca de embaixadores entre dois países. Previamente, o país também havia chamado de volta seu embaixador em Israel [Frederico Meyer, no ano passado] e não indicou um novo nome”, disse Brandão.

No anúncio de segunda-feira, o governo de Israel acusou o Brasil de adotar uma “linha crítica e hostil” desde os ataques do grupo terrorista Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023, postura que “se intensificou a partir do momento em que o presidente Lula comparou as ações de Israel às dos nazistas” na guerra na Faixa de Gaza, alegou a gestão Benjamin Netanyahu.

Israel declarou o presidente brasileiro persona non grata em fevereiro do ano passado em razão dessas falas.

“Não esqueceremos nem perdoaremos”, disse à época o então ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz (hoje, ministro da Defesa).

“É um grave ataque antissemita. Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, digam ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que retire [tais declarações]”, acrescentou o então chanceler.

Recentemente, a gestão Lula voltou a causar indignação no governo de Israel, ao retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) e aderir a uma ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, na Holanda, que investiga acusações de genocídio na ofensiva israelense contra o Hamas em Gaza.

“A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel no X.

“Num momento em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, acrescentou a chancelaria israelense.

Brandão afirmou que o rebaixamento do nível das relações diplomáticas não provocará em termos práticos nada muito além dos danos que já ocorreram nos laços entre os dois países, mas indica a intensidade da atual tensão diplomática.

“As consequências práticas não são muitas além da sinalização de que o governo brasileiro rechaça as ações israelenses em Gaza. Mostra um racha nas relações entre os dois países, que sempre foram amistosas e marcadas pela cooperação”, disse a coordenadora.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-significa-colocar-relacoes-em-nivel-diplomatico-inferior-como-israel-fez-com-o-brasil/

PGR pede reforço no monitoramento de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar 

Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, é favorável ao reforço policial na residência do ex-presidente. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta segunda-feira (25), o reforço no monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde 4 de agosto de 2025. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes.

O pedido de reforço no acompanhamento visa garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro no âmbito do inquérito que investiga seu envolvimento em um suposto plano golpista. Segundo a PGR, a Polícia Federal (PF) deve manter equipes de prontidão em tempo integral para monitoramento em tempo real, sem violar a privacidade da residência ou perturbar os vizinhos.

A solicitação baseia-se em um ofício enviado ao STF pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que destacou um alerta do líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar citou um risco de fuga de Bolsonaro, possivelmente para a Embaixada dos Estados Unidos, localizada próxima à sua residência em Brasília, com o objetivo de solicitar asilo político.

“Tendo em vista o encaminhamento pela própria Polícia Federal da solicitação recebida do deputado federal, entende o Ministério Público Federal ser recomendável que se determine formalmente à Polícia Federal a designação de equipes de prontidão em tempo integral para monitorar, em tempo real, as medidas cautelares adotadas”, indicou o parecer da PGR.

A PF encaminhou as informações à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal para adoção das providências necessárias. O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF, estabeleceu um prazo de cinco dias para que a PGR se manifeste sobre o ofício da PF.

Além do reforço no monitoramento, a PGR deve se posicionar até esta terça-feira (26) sobre supostas violações das restrições impostas pelo STF, como o uso de redes sociais, e o risco de fuga associado à descoberta de um rascunho de pedido de asilo à Argentina no celular de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente nega as infrações e afirma que o rascunho não representa uma intenção real de fuga.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/pgr-pede-reforco-monitoramento-bolsonaro-prisao-domiciliar/

André Mendonça assume relatoria de inquérito sobre fraude bilionária no INSS

Ministro do STF, André Mendonça, substituirá Dias Toffoli na relatoria do inquérito das fraudes no INSS. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta segunda-feira (25) para assumir a relatoria do inquérito que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A apuração aborda descontos indevidos e não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas da autarquia. O sorteio foi determinado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, após questionamentos sobre a competência da relatoria anterior.

Inicialmente, o ministro Dias Toffoli havia assumido o caso, alegando preveniência judicial, uma vez que já analisava processos relacionados, como a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1234. No entanto, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, contestou essa prevenção e solicitou a redistribuição do processo.

Segundo a PGR, não havia vínculo suficiente para justificar a manutenção da investigação sob a relatoria de Toffoli. Atendendo ao pedido, o ministro devolveu o processo, e o sorteio resultou na relatoria de André Mendonça.

A investigação teve início em abril de 2025, com a “Operação Sem Desconto”, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema nacional de descontos irregulares de mensalidades associativas, promovidos por associações de aposentados.

Essas entidades teriam realizado cadastros irregulares de beneficiários, inclusive com falsificação de assinaturas, para efetuar descontos diretos nos pagamentos do INSS. O prejuízo estimado aos aposentados e pensionistas é de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

O inquérito chegou ao STF após a identificação de envolvimento de um deputado federal, o que confere foro privilegiado à investigação. Antes da mudança de relatoria, Toffoli centralizou os pedidos relacionados ao esquema em seu gabinete, determinando sigilo total e compartilhamento restrito dos documentos apenas com o STF.

Desde julho, o governo Federal iniciou ações para a devolução dos valores descontados indevidamente. Toffoli homologou um acordo que garante a restituição às vítimas, determinando que esses valores não impactem o limite do arcabouço fiscal.

A fraude também teve impactos administrativos significativos: o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto (PDT-SP), e o ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT-RJ), foram exonerados. Além disso, servidores foram afastados e seis pessoas foram presas durante a operação.

No Congresso Nacional, a oposição assumiu a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que acompanha o caso. O senador Carlos Viana (PL-MG) foi eleito presidente, e o deputado Alfredo Gaspar (União-RJ), relator. A CPMI deve analisar mais de 800 requerimentos, incluindo convocações para depoimentos e pedidos de quebra de sigilo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/andre-mendonca-relator-inquerito-fraude-bilionaria-inss/

Quem são os influenciadores de esquerda que aceitaram fazer propaganda para o STF

Mizael Silva, influenciador que faz personagem “advogado de Alexandre de Moraes” tira foto com o ministro em evento do STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Supremo Tribunal Federal convidou 26 influenciadores digitais para um encontro de dois dias em sua sede, em Brasília, em uma tentativa de melhorar sua imagem com a sociedade (ou ficar bem na fita, como se dizia na era analógica). Com essa missão, era de se esperar que houvesse mais simpatizantes do que críticos na lista de convidados. Mas ficou um tanto exagerado.

A maioria dos influenciadores convidados tem viés de esquerda. Alguns são parceiros do governo federal (Lula já disse que não governa sem o STF). O resultado, claro, não seria diferente: elogios, selfies com os ministros e uma tietagem por vezes constrangedora.

A proposta do “Leis e Likes: o papel do Judiciário e a influência digital” era levar pessoas de diferentes perfis, nichos de conteúdos e regiões do país. Mas a lista VIP criada pela organização Redes Cordiais foi tendenciosa.

Nem todos são de esquerda e alguns não se manifestaram nas suas plataformas, independentemente de posição política. Apenas foram, cumpriram o protocolo e não deixaram vestígios em seus feeds (onde ficam as publicações permanentes).

Outros, como Nath Finanças, Fred Nicácio, Anaterra Oliveira e Mizael Silva tiraram fotos com Alexandre de Moraes e fizeram textão enaltecendo o STF. Não que as pessoas não possam ter opiniões distintas, mas a questão é: elas foram convidadas por terem um viés alinhado com o STF (ou talvez com o governo)?

No Supremo, os influenciadores puderam conversar com os ministros Luís Roberto Barroso (presidente), Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Os três magistrados atualmente estão no centro de discussões mais sensíveis, embora o Judiciário não devesse se preocupar com a imagem, uma vez que os membros não são eleitos pelo povo.

Todos fizeram questão de destacar que “nenhum influencer recebeu cachê por sua participação, uma vez que o encontro tem contrapartida 100% social e o STF não custeia as visitas”. O evento teve apoio do YouTube, da OAB Nacional e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) a parceria do Instituto Justiça e Cidadania (IJC). Advogados, no entanto, questionam quem pagou pelos custos.

Veja o perfil de alguns dos influenciadores convidados para fazer o STF parecer legal:

Nath Finanças

A administradora Nathália Rodrigues ficou conhecida na internet pelas dicas práticas e linguagem acessível sobre educação financeira voltada para o público de baixa renda. Nath é defensora e parceira do governo Lula. Desde 2023, faz parte do “Conselhão”, um grupo que reúne representantes da sociedade civil para debater e recomendar medidas ao presidente da República.

Ela também já atuou como embaixadora de uma certa “Olímpiada do Tesouro Direto de Educação Financeira”, e foi chamada para explicar aos alunos como investir os R$ 200 pagos pelo governo no programa de incentivo à frequência às aulas Pé-de-meia.

Nath não só postou selfie com Moraes como ainda fez um longo texto em que provoca os apoiadores de Jair Bolsonaro: “Foi muito especial conhecer a história da Constituição. Não recebi nada por isso e não houve uso de dinheiro público. É claro que tirei foto com o terror dos Bolsonaristas. SEM ANISTIA”.

Déia Freitas

Psicóloga, roteirista e contadora de histórias, Déia Freitas é uma das vozes mais conhecidas dos podcasts brasileiros com o programa “Não Inviabilize”, em que narra histórias engraçadas e inusitadas de seus ouvintes. Ela é de esquerda, ativista por causas raciais, feministas e de distribuição de renda.

Em 2022, em um depoimento publicado pelo site Poder 360, Déia disse por que vota em Lula. Segundo o seu relato, o presidente influenciou muito a sua vida e a da sua família, que era de operários. No ano passado, ela comprou um apartamento para cada um de seus cinco funcionários.

Alexandre de Moraes e influenciadores digitais em evento no STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF)


Fred Nicácio
Em seu Instagram, o médico, apresentador do programa Queer Eye Brasil e ex-BBB, Fred Nicácio levanta as bandeiras do racismo e dos direitos LGBT. Entre as várias (muitas!) selfies postadas, também publica dicas de saúde, festas e sobre sua religião.

Fred foi convidado pelo Ministério da Saúde para apresentar o videocast “Conversas que Curam”, um programa que aborda temas de saúde pública. O influenciador foi um dos poucos que não limitaram a tietagem a “Xandão”: ele também tirou foto com o ministro Luís Roberto Barroso.

Após o passeio, o ex-BBB postou, emocionado: “Ainda estou reverberando a energia de tantos bons encontros, com Ministros, Juízas, Funcionários e toda equipe da ONG Redes Cordiais. O STF É O GUARDIÃO DA CONSTITUIÇÃO. Não existe sistema democrático brasileiro sem STF, qualquer ameaça a existência desse poder é inconstitucional, ou seja, ditatorial e opressor”.

Antonio Tabet

Também conhecido como “Kibe Loco”, Tabet é dos fundadores do canal de humor Porta dos Fundos, criador do personagem truculento “Sargento-Tenente-Major” Peçanha, ex-namorado da jornalista Natuza Nery e ex-vice-presidente de comunicação do Flamengo. Está também à frente do programa semanal Alt Tabet, onde já entrevistou Erika Hilton, Ernesto Paglia, Dora Kaufmann, Antonio Fagundes, Drauzio Varela, Joice Hasselmann, Boulos e figuras do esporte.

Sua biografia no X (ex-Twitter) diz: “Brasil, o país onde política é futebol, futebol é religião e religião é política”. Os três temas são recorrentes em seus posts nas redes sociais, principalmente esporte. Em junho, após sua saída do Porta, Tabet anunciou que se tornou acionista também da N Sports, canal de transmissões esportivas.

Entre os posts sobre futebol, Tabet faz piada com figuras como o ministro Alexandre de Moraes e a ex-presidente Dilma Rousseff, mas a maior parte das críticas é voltada para o ex-presidente Jair Bolsonaro (com quem já bateu-boca na internet) e sua família. Tabet foi um dos poucos que não tirou selfie com os ministros nem postou nada em sua timeline do Instagram.

Yuri Marçal

O humorista carioca ficou conhecido nas redes sociais por falar de questões raciais, situações do dia a dia e da sua religião, o Candomblé, que ele chama de “macumba”. Tem 1,3 milhão de seguidores no Instagram, 420 mil no X e faz comédia stand-up.

Invariavelmente, as sátiras sobre política de Marçal são direcionadas à direita. Entre suas postagens recentes, ele comemorou o anúncio da prisão de Bolsonaro e compartilhou um vídeo de Erika Hilton falando sobre o Pix.

Mizael Silva

Silva é um comediante que ganhou projeção na internet por se autoproclamar “advogado do Alexandre de Moraes” (o crachá entregue pelo STF estava escrito “advogado do Xandão”). O paraibano de 27 anos faz vídeos nas ruas questionando pessoas comuns sobre decisões do ministro e debates políticos atuais.

No encontro com o seu “cliente”, Mizael perguntou a Moraes porque o processo de Bolsonaro estava sendo rápido e o do INSS, não. Não sem antes dar uma amaciada no ego do magistrado, a quem chamou de “pai deste Brasil”.

Nicácio: emoção em visita ao STF. (Foto: Reprodução/Instagram)

Luana Xavier

A atriz e roteirista é uma das vozes ativa nas redes sociais em defesa dos direitos de pessoas negras e da diversidade no audiovisual. Luana também é debatedora do programa “Sem Censura”, da TV Brasil, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), do governo federal.

Luana também está com um espetáculo em cartaz em Salvador. O projeto “Meus Cabelos Baobá” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, governado pelo PT, via Ministério da Cultura.

Anaterra Oliveira

O conteúdo da influenciadora é composto por entrevistas com transeuntes sobre temas em alta e questões raciais e sociais, como feminismo, violência doméstica e racismo. Anaterra foi além da selfie e textão dos colegas: defendeu o Supremo e debochou dos comentários de que os influenciadores teriam sido pagos e de que há ditadura no STF.

“Numa ditadura não se pode criticar a Ditadura, comentários como os que são feitos todos os dias sobre o governo seriam apagados e os autores dos comentários seriam presos. O que não se assemelha em nada aos atos golpistas de 8 de janeiro e as consequências que as pessoas que praticaram vandalismo estão sofrendo”, escreveu.

Talvez sem querer, o STF tenha exposto as consequências de se informar apenas por meio de influenciadores digitais.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/quem-sao-os-influenciadores-de-esquerda-que-o-stf-chamou-para-fazer-propanda/

José Fucs

O clima de ‘já ganhou’ e o ilusionismo de Lula e de sua tropa de choque

A última pesquisa Genial/Quaest, que mostrou uma ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, turbinou o ufanismo do Planalto. (Foto: Andre Borges/EFE)

A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, que mostrou uma ligeira melhora na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo pelo segundo mês seguido, turbinou o ufanismo do Planalto, do PT e de seus aliados em relação às perspectivas para as eleições de 2026.

Embora Lula tenha dito que nunca levou “a sério” as pesquisas, quando elas apontaram o pior desempenho de seus três mandatos, em fevereiro, o resultado do levantamento da Quaest – que reforçou os de outras sondagens divulgadas recentemente – foi o suficiente para ele voltar a pontificar por aí sobre a sua reeleição.

“Um mandato do Lula incomodou muita gente. Dois mandatos incomodou (sic) muito mais. Três mandatos, muito muito mais. Imagina se tiver um quarto mandato como vão ficar incomodados”, disse Lula logo em seguida à divulgação da pesquisa, em evento realizado em Sorocaba, no interior de São Paulo.

Os seus apoiadores também aproveitaram a oportunidade para soltar rojões virtuais, adiantando o resultado das urnas, como torcedores que “cantam” a vitória de seu time antes do jogo começar. “É tetra”, afirmou o deputado petista Lindbergh Farias em suas redes sociais, celebrando desde já, a mais de um ano da realização do pleito, uma iminente vitória de Lula.

A questão é que o oba-oba do presidente e de sua tropa de choque pode até reforçar o ilusionismo petista, mas tem pouco ou nada a ver com a realidade. Apesar de eles se mostrarem empenhados em impulsionar um clima de “já ganhou” – acreditando, talvez, que isso possa contagiar o eleitorado hoje refratário a Lula e a seu governo – sua reeleição está longe, muito longe, de ser favas contadas.

As próprias pesquisas que apontam uma pequena melhora na avaliação de Lula e de seu governo jogam água fria no entusiasmo da turma. Primeiro, porque, no caso do levantamento da Quaest, essa melhora se deu dentro da margem de erro, de dois pontos para cima ou para baixo. Depois, porque, mesmo que os índices de popularidade de Lula e de sua gestão tenham de fato melhorado nos últimos meses, ainda que ligeiramente, a desaprovação se manteve superior à aprovação em ambos os casos. Com o agravante de que 57% dos entrevistados, conforme a mesma pesquisa, afirmaram que o Brasil está indo na direção errada, o que não é pouca coisa.

Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha no início de agosto foi na mesma direção, ao mostrar uma relativa estabilidade nos índices de popularidade de Lula e de seu governo, também com a avaliação negativa ainda superando a positiva nos dois casos. Até entre os que fizeram o L em 2022, 10% avaliaram o atual governo como ruim ou péssimo, segundo o levantamento – um contingente que provavelmente representa boa parte do grupo que votou em Lula de nariz tampado, “pela democracia”, imaginando ingenuamente, talvez, que desta vez o seu governo seria diferente das demais gestões petistas.

Embora se trate de uma fatia relativamente pequena do eleitorado, ela foi decisiva para a sua vitória em 2022, numa disputa acirrada. O afastamento desse grupo de Lula agora representa uma perda que dificilmente será compensada daqui para a frente. Diante dos rumos de seu governo, que assumiu as feições emboloradas dos governos anteriores do PT, parece improvável que um número significativo de eleitores que não votaram nele no último pleito esteja disposto a fazê-lo em 2026, limitando o seu teto na preferência popular.

O laboratório de geração de narrativas pró-Lula vai funcionar a todo vapor e a mão pesada do STF, com apoio nada discreto do governo, deverá continuar a se fazer sentir sobre a oposição

Mesmo em meio ao “linchamento” promovido por petistas e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, uma terceira sondagem, divulgada no fim de julho pelo instituto PoderData, mostrou que 40% dos eleitores consideravam o governo Lula pior que o de seu antecessor, enquanto apenas 33% afirmaram o contrário e 24% avaliaram os dois governos como semelhantes.

Entre as principais pesquisas divulgadas nas ultimas semanas, apenas a do instituto AtlasIntel apontou que a discreta melhora na popularidade de Lula foi suficiente para que o seu índice de aprovação voltasse a superar o de desaprovação, ainda que por muito pouco – 50,2% contra 49,7%. Mas, em relação a seu governo, a avaliação negativa, de 48,2%, continuou acima da positiva, de 46,6%, apesar da melhora também registrada recentemente no indicador.

Mesmo nesse cenário, o cientista político Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, afirmou que “hoje há uma chance maior de Lula perder do que ganhar”. Em sua visão, é “muito difícil”, no contexto de polarização política do país, que Lula consiga “uma aprovação muito maior do que os 50% que ele tem hoje”, devido à “resistência à sua figura no campo identitário da direita” e ao apoio que o bolsonarismo e o segmento que é antipetista, mas não se define como bolsonarista, têm na sociedade – uma fatia que representa atualmente, segundo os seus cálculos, entre 45% e 55% dos eleitores.

De acordo com a narrativa dominante, muito da recuperação esboçada por Lula nas pesquisas se deve à sua reação ao “tarifaço” imposto às exportações brasileiras pelo presidente americano, Donald Trump, e às sanções também adotadas por ele contra o ministro Alexandre de Moraes, a e alguns de seus colegas do STF e a representantes do Executivo e do Legislativo.

Os diretores dos institutos AtlasIntel e Quaest até disseram que as bravatas em série de Lula em defesa da “soberania nacional” e contra os “traidores da pátria” contribuíram para ressuscitá-lo politicamente, assim como a relativa estabilidade da inflação e a queda nos preços dos alimentos nos últimos meses. No entanto, um novo levantamento divulgado pelo Datafolha em meados de agosto colocou em xeque a percepção de que as sanções de Trump e a reação de Lula “ajudaram a revigorar um governo sem viço e em viés de baixa”, como afirmou outro dia um analista.

Segundo a pesquisa do Datafolha, 35% dos entrevistados responsabilizaram Lula pelo tarifaço, ao contrário do que esperavam o Planalto e seus aliados, mesmo com o governo martelando o tempo todo que a medidas estavam relacionadas às ações do clã Bolsonaro junto ao governo Trump. Apenas 22% disseram que o ex-presidente era responsável pela medida. Outros 17% apontaram o seu filho Eduardo Bolsonaro como culpado, e 15%, Alexandre de Moraes.

Em meados de julho, uma pesquisa anterior da Quaest já havia mostrado  que quatro em cada dez entrevistados achavam que as críticas de Lula a Trump, ao dólar e aos Estados Unidos na Cúpula dos Brics, realizada dias antes no Rio de Janeiro, pesaram mais na decisão do presidente americano de impor sanções ao país do que as gestões feitas pela família Bolsonaro em Washington, em nome do fim da perseguição a Bolsonaro e a seus apoiadores e dos abusos de Moraes e do STF contra a liberdade de expressão, endossados pelo governo petista.

Apesar de a última pesquisa da Quaest ter apontado que 48% dos entrevistados acreditavam que Lula estava agindo de forma correta ao lidar com a questão e só 28% terem declarado que Bolsonaro e seus aliados é que estavam certos, 67% disseram que o Brasil deveria negociar com os Estados Unidos, diferentemente do que tem feito Lula, ainda que o discurso oficial seja de que o governo brasileiro está aberto à negociação.

Como mostram os resultados das pesquisas, a narrativa de que as medidas de Trump contra o Brasil gerariam no país um efeito semelhante ao ocorrido no Canadá, onde as afirmações do presidente americano sobre uma possível anexação do país acabaram favorecendo o candidato da esquerda em prejuízo do candidato da direita, também parece improvável. Inclusive porque até as eleições, ao que tudo indica, as sanções de Trump deverão perder a relevância que têm hoje no debate.

Em busca de uma boia para manter Lula na superfície, vale tudo. Alguns analistas viram na ligeira recuperação de sua popularidade uma demonstração de que a sua rejeição pode não ser estrutural, mas estar ligada a aspectos econômicos conjunturais, como a estabilização da inflação e a retração nos preços dos alimentos.

Nesta altura do campeonato, o laboratório de geração de narrativas pró-Lula vai funcionar a todo vapor e a mão pesada do STF, com apoio nada discreto do governo, deverá continuar a se fazer sentir sobre a oposição. Não faltam indicadores nas pesquisas,  – porém, para quem quiser ver, – que mostram que a vida real é bem diferente do enredo fantasioso propagado pelo PT, pelo STF e por seus aliados e reproduzido por aí sem qualquer filtro crítico.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-fucs/clima-ganhou-ilusionismo-de-lula-sua-tropa-de-choque/

Alexandre Garcia

Nem cidades turísticas têm policiamento para proteger as pessoas

Morador de rua confessou ter assassinado três mulheres em Ilhéus (BA). (Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)

Eu já falei aqui do assassinato de três mulheres em Ilhéus (BA); cheguei a usar esse assunto no meu artigo semanal para os jornais. Agora, pelo que vejo no noticiário de lá, parece que pegaram o assassino meio sem querer. Prenderam um morador de rua, que não tem endereço nem nada, estava todo descabelado, mal vestido; na audiência de custódia, conversa vai, conversa vem, ele confessou ter assassinado as três mulheres. Já saiu a ordem de prisão contra ele, mas a polícia está desconfiada de que ele não matou sozinho; seria difícil que as outras duas não reagissem diante do ataque à primeira mulher.

Eu arrisco um palpite: ele tentou pedir dinheiro para algum tipo de droga ou de álcool, elas não tinham, ele matou a primeira e ameaçou as outras, talvez com o auxílio de mais alguém. E isso usando uma faca. llhéus é um lugar turístico, e mesmo assim não tem segurança pública, a ponto de o sujeito estar circulando por ali, armado de faca e assaltando para pegar um dinheirinho.

Maduro enche de policiais a fronteira com a Colômbia; Brasil tem de ficar atento para entrada de drogas

Uma outra questão de segurança, desta vez de segurança nacional, tem a ver com a VenezuelaNicolás Maduro respondeu às exigências de Donald Trump sobre o envio de drogas da Venezuela para os Estados Unidos mandando 15 mil policiais para a fronteira com a Colômbia. É por ali que sai a maior parte dos refugiados venezuelanos. Mas a Colômbia também é o maior produtor de cocaína do planeta, e Maduro disse que estava fechando essa fronteira para evitar a entrada de drogas.

Se a fronteira entre Colômbia e Venezuela estiver fechada, os traficantes entram pelo Brasil, que está ali do lado, na região da Cabeça do Cachorro, mais ao norte. Aliás, eu acredito que essa rota já exista, porque já existe ouro saindo do Brasil, de facções criminosas brasileiras, para ser vendido na Venezuela a compradores estrangeiros – o mesmo acontece com pedras preciosas. E vamos pensar em toda a droga que sai através do Brasil, para África, Europa e Estados Unidos. Essa é uma responsabilidade brasileira, mas o país não dá conta nem da segurança pública de seus próprios nacionais. Por isso eu comecei o comentário de hoje me referindo ao tríplice assassinato de Ilhéus.

Bloqueie quem espalha fake news e dá munição para os censores

Falando em Maduro, digo que devíamos bloquear completamente essas pessoas que nos fazem perder tempo checando notícias falsas, principalmente sobre a Venezuela. Vi um espalhando que um Orion da Marinha americana tinha sido abatido. Outro disse que a Venezuela estava sendo atacada, mas eu olho a imagem e ela é do Mar Vermelho – a legenda era em espanhol, Mar Rojo, e vai ver o sujeito achou que isso era na Venezuela. É uma irresponsabilidade. Essa gente dá munição para aqueles que querem fazer censura na internet a pretexto de defender as crianças.

Jornal acha que voto impresso é “infame” e antidemocrático 

Fiquei boquiaberto com o editorial de segunda-feira do Estadão, afirmando que o comprovante impresso do voto é “infame” e que é preciso derruba-lo, porque foi posto por inimigos da democracia. Eles realmente não querem que tenhamos certeza de que o nosso voto foi contado! E, se houver dúvidas, um quase empate, não querem que haja possibilidade de recontagem. Aliás, em outro texto o Estadão se referiu a “uma BMW”, para falar de um sedã, um automóvel, um veículo – tudo isso é masculino. A BMW é a fábrica de Munique. Agora, um BMW é um veículo BMW.

Ir à COP-30 é só para quem tem muito dinheiro para torrar em hospedagem 

E as hospedagens para a COP-30? O governo contratou dois navios, mas as diárias continuam altas. O preço mais barato é de 1.380 por diária, mas é preciso comprar o pacote de 17 dias e pagar antecipadamente, e o valor só inclui café da manhã. A diária mais cara é de 5.891 euros por dia. Que tal?

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/policiamento-cidades-turisticas-assassinato-ilheus/

De olho na reeleição, senador petista se rebela na CPMI do INSS e pode complicar a situação de Lula

Dane-se o PT. Dane-se o Lula. O que vale agora é jogar para a plateia e garantir a reeleição. Certamente deve ser esse o pensamento do senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo.

Candidato a reeleição em 2026, parece que o parlamentar procura de desgarrar do PT. Pelo menos é o que se depreende de sua participação na CPMI do INSS. Pelo menos agora, nesse início. Contarato já apresentou inúmeros requerimentos constrangedores para o governo Lula.

Entre as solicitações de Contarato estão pedidos de convocação de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura – CBPA; de Aristides Veras dos Santos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), e de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (CONAFER). As três entidades são umbilicalmente ligadas ao governo Lula.

Na lista de Contarato ainda um pedido de convocação de Alessandro Antonio Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS no governo Lula, demitido após a Operação da Polícia Federal e alvo de buscas em seu gabinete e na sua casa.

Prossiga Contarato…

FONTE: JCO https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/73118/de-olho-na-reeleicao-senador-petista-se-rebela-na-cpmi-do-inss-e-pode-complicar-a-situacao-de-lula

Lista de suspeitos só aumenta: será difícil escapar de depor na CPMI do roubo no INSS

Carlos Lupi cai após escândalo bilionário no INSS. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A CPMI do roubo aos aposentados do INSS deve abrir sua primeira sessão, nesta quarta-feira (27), votando um mínimo de 35 requerimentos dos quase 1.000 já protocolados, incluindo a convocação de quem deve muitas explicações sobre a bandalheira, do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, suspeito de omissão, a dirigentes de sindicatos e associações beneficiados com o afano bilionário e de órgãos que tinham o dever funcional de investigar tudo.

Banco dos réus

O irmão de Lula (PT), conhecido por Frei Chico, é alvo de dezenas de pedidos de convocação para depor e quebra de sigilo bancário e fiscal.

Muito a explicar

O ministro Wolney Queiroz (Previdência) era “vice” de Lupi quando a dupla foi informada do roubo um ano antes de ser revelado pela polícia.

Gestação do caso

O ex-ministro petista da Previdência Carlos Eduardo Gabas e dez ex-presidentes do INSS, desde o governo Dilma (PT), serão convocados.

Bandidos na mira

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (UPb), quer identificar todos os ladrões, vê-los na cadeia e o dinheiro do roubo devolvido.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lista-de-suspeitos-so-aumenta-sera-dificil-escapar-de-depor-na-cpmi-do-roubo-no-inss

PSB quer Alckmin ainda vice e presidente em 2030

Presidente Lula e Vice-pesidente Geraldo Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo)


O PSB não vê, hoje, chance real de remanejar Geraldo Alckmin para cabeça de chapa nas próximas eleições e prefere que o ex-tucano fique como está: vice-presidente e ministro. Alckmin fala aos socialistas que não disputará o governo de São Paulo em 2026. No PSB, isso nem é exatamente desestimulado, já que, confirmada intenção de disputar a reeleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não deve ter problemas para passar mais quatro anos no Executivo paulista. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

O PSB avalia que eventual saída de Alckmin abre espaço para outros partidos na chapa de Lula. O MDB ameaça candidatura própria.

O PT não tem problema com Alckmin como vice. No partido, andam até estimulando Fernando Haddad a disputar o governo de São Paulo.

Uma candidatura majoritária de Haddad teria chances modestas: o atual governo Lula fracassa exatamente na economia, sua área.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/psb-quer-alckmin-ainda-vice-e-presidente-em-2030

PGR pede Polícia Federal na cola de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil).


A Procuradoria-Geral da República (PGR) requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal mantenha equipes de prontidão em tempo integral nas imediações da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília. A medida se justifica pelo descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas pelo tribunal e tinha como alternativa inicial o pedido de prisão preventiva pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). No entanto, a PGR optou por solicitar o monitoramento constante, preservando a integridade da esfera domiciliar do ex-mandatário e sem causar incômodo à vizinhança.

A recomendação prevê o acompanhamento em tempo real das medidas cautelares por parte da PF, com atenção especial para que as ações não sejam intrusivas ou perturbadoras das relações de convivência local. Essa estratégia busca assegurar o cumprimento das determinações judiciais impostas por Alexandre de Moraes, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e restrições de comunicação.

O pedido ganha força diante da descoberta, no celular de Bolsonaro, de um documento que indicaria intenção de buscar asilo político junto ao então presidente da Argentina, Javier Milei, sustentando tese de perseguição política no Brasil. Esse rascunho foi salvo pela última vez em 12 de fevereiro de 2024, data em que Bolsonaro teria se deslocado à embaixada da Hungria. A defesa, entretanto, afirma que o material nunca chegou a ser enviado.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal apontou que Bolsonaro teria quebrado as cautelares ao ativar um novo celular e compartilhar vídeos via WhatsApp com deputados, senadores e aliados, mesmo estando proibido de usar redes sociais. Ainda foram encontradas mensagens em que orientava terceiros a divulgarem conteúdo em seu nome.

FONTE: JCO https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/pgr-pede-policia-federal-na-cola-de-jair-bolsonaro

Conselho de Ética não se deixará usar contra Eduardo Bolsonaro

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL_SP). (Foto: Michel Jesus/Agência Câmara).

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não deve ser punido pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Apesar de discussões sobre seu comportamento, especialistas apontam que não houve violação do decoro parlamentar que justifique sanções por essa instância.

O presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União-SC), destacou que “há uma banalização do uso do Conselho” e reforçou que outras consequências, como ausência em sessões, podem ser avaliadas por vias administrativas diferentes.

Segundo análise publicada pela CNN Brasil, o caso está sendo analisado em paralelo a situações envolvendo parlamentares que participaram da obstrução física do plenário da Câmara. O Conselho de Ética concedeu um prazo de 45 dias para respostas, considerando a complexidade e o caráter inédito da situação.

A análise indica que o caminho mais provável para eventuais punições a Eduardo Bolsonaro não passa pelo Conselho, mas sim por mecanismos administrativos internos da Casa legislativa.


FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e11-brasil/conselho-de-etica-da-camara-nao-deve-punir-eduardo-bolsonaro

André Mendonça assume relatoria de inquérito sobre INSS

Ministro André Mendonça (Foto: Carlos Moura/SCO/STF).

O ministro André Mendonça assumiu nesta segunda-feira (25) a relatoria do inquérito que investiga fraudes nos descontos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A redistribuição do caso ocorreu por meio de sorteio, determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo deixou o gabinete do ministro Dias Toffoli, que vinha conduzindo o caso com base em suposta conexão com outros inquéritos, mas teve sua permanência contestada pela PGR.

A investigação teve início em abril de 2025 com a Operação Sem Desconto, desencadeada pela Polícia Federal. A operação identificou descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, realizados por associações e sindicatos com apoio interno no INSS, com estimativa de prejuízo que varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 6,3 bilhões.

A mudança de relatoria foi recomendada pela PGR, que não reconheceu a chamada prevenção alegada por Toffoli. O sorteio foi considerado o caminho adequado para garantir imparcialidade na distribuição do caso entre os ministros da Corte.

Além da esfera judicial, o caso também será analisado politicamente pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, já em instalação no Congresso, com oposição na presidência e na relatoria. O desdobramento reforça a intensidade com que o tema está sendo tratado tanto no STF quanto no Legislativo.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/xwk-brasil/andre-mendonca-assume-relatoria-de-inquerito-sobre-inss

Moraes dá 48 h à PGR para se manifestar sobre defesa de Bolsonaro

Nesta segunda-feira, 25, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre as explicações entregues pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro a respeito do suposto descumprimento de medidas cautelares.

Moraes emitiu o despacho depois da divulgação de relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado
Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A PF indiciou os dois por suposta coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

O relatório cita possíveis violações, como o uso de redes sociais, proibido por decisão judicial, além de “indícios” de que o ex-presidente teria tentado fugir para a Argentina.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/moraes-da-48h-para-pgr-se-manifestar-sobre-defesa-de-bolsonaro/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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