O “golpista” atrapalhado e os golpistas de verdade

Luís Ernesto Lacombe
Jair Bolsonaro presta depoimento em ação na qual é acusado de golpe de Estado. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Fico imaginando o que poderia interromper de vez esse fajuto “julgamento sobre uma tentativa de golpe de Estado” tocado de forma acelerada no Supremo Tribunal Federal… Talvez a troca imediata de boa parte dos ministros da corte… Com substitutos indicados, obviamente, não por Lula… Se não há prova nenhuma que sustente a narrativa engendrada por pura perseguição política, há “provas sobradas” de todos os arbítrios, abusos e ilegalidades cometidos contra os “réus”, e não apenas contra eles.

A segunda parte da Vaza Toga, ignorada estrategicamente pela imprensa que desistiu de ser imprensa, deixa muito clara parte da injustiça que foi atirada igualmente sobre pessoas inocentes detidas nos dias 8 e 9 de janeiro de 2023. Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, também vai soltando aos poucos o que tem contra o antigo chefe. Ele está priorizando os crimes mais graves. Primeiro, os cometidos em desrespeito à Constituição, depois os que são contra o Código de Processo Penal e, por último, os que envolvem servidores não diretamente ligados ao Supremo.

Num país sério, não teríamos chegado a este ponto. Num país que ainda se pretende sério, a reação a tantos absurdos seria vencedora inapelavelmente. E é preciso acreditar – ainda que isso pareça loucura – que a virada está a caminho… E como se dará? Ainda não sabemos, mas deve ser comemorada, diante da cumplicidade do Congresso, a entrada em cena do governo Trump, com sua artilharia de sanções contra os tiranos do Brasil. Enquanto essas ações não geram o necessário movimento doméstico, interno, que passaria pela transformação total de Hugo Motta e Alcolumbre, o teatrinho canastrão no STF continua.

Os atos do 8 de janeiro, um domingo sem lideranças em Brasília, com a Praça dos Três Poderes mais vulnerável do que nunca, não foram uma “tentativa de golpe de Estado”

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele nunca agiu para impedir a posse de Lula e que sempre defendeu a democracia. O documento tem quase 200 páginas que discorrem sobre o óbvio que só bandidos podem não ver: “Bolsonaro jamais aderiu a qualquer suposta conspiração, e as acusações contra ele são fruto de ilações e interpretações distorcidas de atos e falas descontextualizados. Não há nos autos prova idônea que demonstre que Jair Bolsonaro tenha, de qualquer forma, atentado contra o livre exercício dos poderes constitucionais, tampouco instigado terceiros a fazê-lo”.

Tudo nesse caso está ligado ao poder da imaginação de gente desumana. Depois que Bolsonaro tomou posse, a imprensa que desistiu de ser imprensa passou a anunciar diariamente que o presidente daria um golpe contra ele mesmo. As ameaças, claro, não passaram de delírios… Depois do segundo turno das eleições de 2022, os jornalistas enviesados resolveram acreditar que era finalmente chegada a hora do revés; Bolsonaro “não queria deixar o poder”. Até que Lula, libertado da cadeia e tornado candidato a presidente – ele, sim, por meio de um golpe tramado pelo STF –, foi empossado.

O que ninguém consegue explicar é por que Bolsonaro teria esperado até o dia 8 de janeiro de 2023 para tentar “derrubar Lula”. Nem o delator torturado Mauro Cid, em seu sofrimento e desespero, poderia criar uma narrativa com um mínimo de lógica para descrever um plano tão desajeitado… A Procuradoria-Geral da República se esforçou no “rebolado”. Tentou ligar um discurso de Bolsonaro de junho de 2021 com críticas ao sistema eletrônico de votação e apuração dos votos do Brasil ao 8 de janeiro. Isso não é forçar a barra, é fazer piada, é rir do país inteiro.

Se Bolsonaro estudou dispositivos constitucionais para impedir a posse de um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em todas as instâncias, Dilma Rousseff pensou em fazer o mesmo quando estava prestes a sofrer o impeachment. Se apoiadores de Bolsonaro – não inspirados ou estimulados por ele, como diz a PGR – promoveram um ato que descambou para um quebra-quebra, a turma do Lula fez manifestações muito piores em outras ocasiões com ataques graves ao Congresso, ao Palácio do Planalto, à sede do STF e de vários ministérios. E nenhum dos envolvidos foi chamado de golpista ou punido.

Os atos do 8 de janeiro, um domingo sem lideranças em Brasília, com a Praça dos Três Poderes mais vulnerável do que nunca, não foram uma “tentativa de golpe de Estado”. Não havia grupo armado, participação de forças militares, não havia liderança, e Bolsonaro estava nos Estados Unidos… Fora a presença entre os manifestantes de pessoas estranhas ao movimento de apoio ao ex-presidente, que sempre foi ordeiro e pacífico. Era o pretexto perfeito para mais “caça às bruxas”. E inventaram uma “minuta do golpe”, um plano mirabolante para matar Lula, Alckmin e Moraes… Talvez explodissem Brasília.

Na entrevista de comadres que Lula deu ao transformado Reinaldo Azevedo, o petista confirmou que a transição de governo, com Bolsonaro deixando o poder, foi tranquila, muito mais tranquila do que quando recebeu a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Até pedido do Lula para nomear os novos comandantes das Forças Armadas antes da posse do petista Bolsonaro atendeu… Isso tudo deve fazer do ex-presidente o “golpista” mais atrapalhado da história… E os bandidos estão no poder, mas isso não vai durar para sempre.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luis-ernesto-lacombe/julgamento-jair-bolsonaro-golpistas-lula-stf/

Em entrevista ao Washington Post, Moraes desafia sanções e afirma que não vai “recuar um milímetro”

Ministro Alexandre de Moraes concedeu entrevista ao jornal americano The Washington Post. (Foto: André Borges/EFE)

O jornal americano The Washington Post publicou nesta segunda-feira (18) uma entrevista com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Alvo de sanções do governo de Donald Trump, dos EUA, e de críticas da oposição no Brasil, o magistrado reiterou na entrevista que seguirá conduzindo os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, sem abrir espaço para recuos.

“Não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro”, afirmou Moraes. “Receberemos a acusação, analisaremos as provas, e quem tiver que ser condenado será condenado; quem tiver que ser absolvido será absolvido”, disse ele.

A entrevista foi publicada em meio ao aumento da pressão de Washington contra Moraes. O governo Trump classificou a atuação do ministro no Brasil como perseguição política e respondeu com medidas inéditas: aplicação de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, cancelamento de seu visto e de aliados na Corte, e sanções individuais contra Moraes sob a Lei Magnitsky, usadas contra violadores de direitos humanos.

Na entrevista, Moraes minimizou as restrições e disse estar atuando para “defender a democracia do Brasil”.

“Não há como recuar do que devemos fazer. Digo isso com completa tranquilidade”, disse.

Segundo o Washington Post, Moraes, “empoderado pelo Supremo Tribunal Federal para investigar ameaças digitais, verbais e físicas contra a ordem democrática no Brasil, tornou-se uma autoridade nacional por conta própria, bem como uma figura única no cenário global: um xerife da democracia.”

O jornal lembrou que Moraes suspendeu plataformas de redes sociais no Brasil – como o X, o que o levou a um embate contra Elon Musk, dono da plataforma, que chegou a chamá-lo de “Darth Vader do Brasil”. A entrevista também citou que o ministro ordenou a prisão de parlamentares e o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), após os atos de 8 de janeiro de 2023.

Post entrevistou 12 amigos e colegas atuais e antigos do ministro, muitos deles em condição de anonimato, para mostrar ao público como Moraes se tornou o “jurista mais poderoso da história do Brasil”. Muitos defenderam a postura de Moraes, mas outros alertaram para os abusos. Entre os críticos está o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, que declarou ao Post estar “triste” com o que classificou como a “deterioração da instituição” diante da atuação do colega.

“A história é implacável. Ela acerta as contas depois”, lembrou Marco Aurélio Mello.

Ao Post, Moraes discordou da visão de seu ex-colega na Corte, afirmando que o Brasil foi contaminado pela “doença do autoritarismo” e que era seu dever aplicar a “vacina”.

Inquérito das fake news

O jornal também lembrou a abertura do inquérito 4781, o chamado “inquérito das fake news”, em 2019. Segundo o Post, a decisão do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de entregar a Moraes a condução das investigações representou um rompimento com a tradição da Corte, que normalmente não abre seus próprios inquéritos e distribui os casos por sorteio.

A reportagem lembrou que a medida foi aprovada por ampla maioria no STF – 10 votos a 1 – sob o argumento de que era necessário proteger a Corte diante de “ameaças e campanhas de desinformação”. Um funcionário do STF, ouvido de forma anônima pelo jornal, disse que “se o tribunal não tivesse um instrumento para se defender – se dependesse apenas da polícia ou do Ministério Público – estaria frito”.

O único voto contrário foi do então ministro Marco Aurélio Mello, que criticou a abertura do inquérito.

“Foi uma investigação que, na minha visão, foi mal iniciada”, disse.

Segundo o Post, a partir desse inquérito Moraes ampliou gradualmente seu poder. Passou a determinar bloqueios de contas de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais, ordenar operações policiais contra influenciadores e até prender parlamentares acusados de “ataques às instituições”. O jornal lembrou que, para críticos, o inquérito, que deveria ser temporário e restrito, nunca foi encerrado.

“A investigação deveria ser limitada no tempo e no escopo. Mas nunca acabou, e ninguém mais o questiona”, disse ao Post um funcionário do STF sob condição de anonimato.

Excesso de poder

Post ressaltou que, ao assumir o inquérito das “fake news”, Moraes teve à disposição ferramentas que a Suprema Corte dos Estados Unidos não possui, como acesso direto à Polícia Federal. Na entrevista, Moraes comparou os contextos históricos de Brasil e EUA.

“Eu entendo que, para a cultura americana, é mais difícil compreender a fragilidade da democracia porque nunca houve um golpe lá. Mas o Brasil teve anos de ditadura sob Getúlio Vargas, outros 20 anos de ditadura militar e inúmeras tentativas de golpe. Quando você é mais atacado por uma doença, forma anticorpos mais fortes e busca uma vacina preventiva”, disse o ministro.

O jornal também detalhou a trajetória pessoal de Moraes, mostrando sua ambição desde os tempos de promotor em São Paulo e seu desejo declarado de chegar ao Supremo. Na entrevista, Moraes minimizou as críticas pelo excesso de poder. O ministro disse que mais de 700 decisões suas foram revistas pelo STF e que “não perdeu nenhuma”.

A reportagem destacou ainda que, após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, Moraes esteve à frente dos processos que o tornaram inelegível por oito anos e das investigações que acusam o ex-presidente de planejar um golpe militar e até a morte de adversários políticos. Questionado sobre essas acusações, Moraes afirmou que “este é um devido processo legal. Cento e setenta e nove testemunhas já foram ouvidas.”

Na entrevista, Moraes disse que, apesar das sanções e críticas, não vê os Estados Unidos como inimigos. O Post cita que no gabinete do ministo há trechos da Declaração de Independência dos EUA e da Constituição americana.

“Todo constitucionalista tem grande admiração pelos Estados Unidos”, afirmou Moraes na entrevista. Para ele, o tensão atual entre EUA e Brasil é fruto de “desinformação”.

“Essas falsas narrativas acabaram envenenando a relação – falsas narrativas apoiadas por desinformação espalhada por essas pessoas nas redes sociais”, disse.

No encerramento da entrevista, Moraes reconheceu que as sanções e restrições pessoais não são fáceis de enfrentar. “É agradável passar por isso? Claro que não é agradável.” Mas completou reafirmando que não irá ceder: “Enquanto houver necessidade, a investigação continuará.”

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/em-entrevista-ao-washington-post-moraes-desafia-sancoes-e-afirma-que-nao-vai-recuar-um-milimetro/

Pelo fim da guerra, Zelensky admite que pode ceder parte de território à Rússia

Neste domingo, 17, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse pela primeira vez que pode ceder à Rússia parte do território de seu país a fim de encerrar a guerra.

“Precisamos de negociações reais”, disse o líder ucraniano, depois de encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, na Bélgica. “Isso significa que podemos começar por onde está a linha de frente agora.”

De modo a obter apoio de outras nações da Europa, ele foi até a sede da União Europeia. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve nos Estados Unidos na última sexta-feira, 15, para discutir condições para o fim da guerra. Zelensky também deve se encontrar com o líder norte-americano, Donald Trump, nos próximos dias.

Negociações entre Zelensky e Putin, e mediação de Trump

No encontro entre Trump e Putin, não houve acordo para cessar-fogo, condição que o presidente norte-americano havia sugerido para evitar “consequências severas” a Moscou. Trump, porém, defendeu um acordo de paz permanente, que se alinha se às exigências do Kremlin, e sugeriu a possibilidade de troca de territórios.

A troca de áreas tem potencial para agradar à Rússia, que atualmente controla pouco mais de 400 km em Sumi e Kharkiv, fora das quatro regiões anexadas – Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson – e da Crimeia, ocupada desde 2014. Cerca de 6,6 mil km de Donetsk seguem sob dominio ucraniano, enquanto as forças russas avançam em pontos estratégicos e ameaçam posições de Kiev.

Com Lugansk já sob controle total de Moscou, uma das opções seria ceder Donetsk em troca do retorno das áreas de Sumi e Kharkiv e congelar a linha de frente, conforme a situação atual. Zaporíjia e Kherson também podem ter suas fronteiras ajustadas, conforme negociações em andamento.

Apesar de demonstrar abertura para rever sua posição sobre os territórios, Zelensky reiterou o objetivo de conseguir uma pausa no confronto antes de discutir um pacto definitivo. Ele segue em busca de respaldos para evitar decisões unilaterais entre Washington e Moscou.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/mundo/volodymyr-zelensky-admite-que-pode-ceder-parte-de-territorio-a-russia/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

Adultização será discutida nesta semana em meio a ameaças de morte a Felca

Câmara discute nesta semana projeto sobre adultização infantil nas redes em meio a denúncias, prisões e ameaças ligadas à exploração de menores. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados vai discutir a adultização nesta semana, através do Projeto de Lei 2628/22, que trata da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar o tema em comissão geral marcada para quarta-feira (20), às 9h.

“Queremos separar e priorizar a tramitação desse projeto, que já dá uma resposta imediata ao que está acontecendo, como temos visto, casos de pedofilia e adultização, porque nos preocupam muito. Queremos dar uma resposta imediata e não vamos tardar. Além do debate da comissão geral, devemos priorizar a tramitação do projeto do Senado”, afirmou.

Inicialmente, Motta anunciou a criação de um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para consolidar mais de 60 propostas que tramitam na Câmara sobre a adultização. A instalação do colegiado segue prevista, mas o presidente decidiu colocar em votação o texto considerado mais avançado.

O projeto em análise, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), prevê regras para a proteção de menores na internet. O texto já havia sido aprovado no Senado no final do ano passado, mas estava emperrado na Câmara.

A última versão da proposta apresentada pelo relator, Jadyel Alencar (Republicanos-PI), responsabiliza plataformas por conteúdos nocivos, determina a retirada imediata de publicações criminosas mesmo sem decisão judicial e cria uma autoridade nacional para fiscalizar e aplicar sanções, que podem incluir a suspensão temporária de atividades.

Felca tem decisão judicial favorável após ameaças de morte por vídeo “adultização”

A mobilização em torno do tema ganhou força após a divulgação de um vídeo do influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. No último sábado (9), ele denunciou o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de menores e alertou para os riscos de exposição infantil nas redes sociais. O vídeo acumulou mais de 45 milhões de visualizações. A denúncia levou 70 senadores a assinarem pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema.

O Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) investigam Hytalo Santos e o marido por exploração e exposição de menores em conteúdos digitais. A Polícia prendeu o casal na sexta-feira (15), em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.

No sábado (16), Felca relatou ter recebido ameaças por e-mails. Neste domingo (17), o juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho determinou, em caráter emergencial, que a empresa Google Brasil Internet Ltda forneça em até 24 horas os dados de identificação da conta de e-mail usada para enviar as mensagens.

A decisão exige informações como IPs de acesso dos últimos seis meses, portas lógicas de origem, datas e horários completos, além de dados cadastrais. O juiz fixou multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento, podendo chegar a R$ 100 mil. O Google não se pronunciou sobre o assunto.

Oposição vê risco de pretexto para censura nas redes sociais

O PL 2628/22 enfrenta resistência. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou: “Para nós, o projeto que veio do Senado é muito ruim. Tem censura. Estamos dispostos e queremos tratar da sexualização das crianças e adolescentes, mas para a gente a questão continua muito nebulosa. Temos que ver como vai ser feito, se vamos votar o texto com alterações.”

O líder do Novo, Marcel Van Hattem (Novo-RS), também criticou a proposta. “Não há condições de votar. O texto abre margem para efeitos colaterais que extrapolam a proteção aos jovens e traz risco de regulamentação infralegal sem limites claros, o que pode sim resultar em censura de manifestações perfeitamente lícitas”, disse.

Entre os pontos questionados está a redação que amplia o alcance da lei a todos os produtos ou serviços de tecnologia da informação de “acesso provável” por crianças e adolescentes. Segundo parlamentares, a expressão pode ser interpretada de forma ampla. Outro ponto discutido é a autonomia da futura autoridade nacional, que teria poder para suspender ou proibir atividades de plataformas digitais.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do PL 2628/22, defendeu a urgência da votação. “Não existe liberdade de expressão para criminosos ou pedófilos. Esta é uma legislação que se aplica a usuários, crianças e adolescentes, e não se aplica a adultos. Portanto, não há o que se falar em censura, cerceamento de liberdade ou alguma indução ideológica. Protelar isso a pretexto de alguma batalha ideológica gera graves riscos.”

FONTE: GAZETA DO POVO GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/adultizacao-sera-votada-nesta-semana-em-meio-a-ameacas-de-morte-a-felca/

Roberto Motta

Como Marx levou o mundo da miséria familiar ao terror global

Marx vivia da generosidade de Engels, seu amigo que era filho de um rico empresário, ao mesmo tempo em que desprezava os capitalistas. (Foto: Bronks / Wikipédia)

Boa parte do mundo de hoje é controlado por marxistas. Marxistas são os discípulos de Karl Marx.  Marxismo é uma ideologia que mistura ignorância, preconceito e ressentimento em quantidades iguais, e que foi usada como justificativa para alguns dos crimes mais monstruosos já cometidos contra a humanidade.

Karl Marx era analfabeto em economia. Ele não compreendia o significado de valor e ignorava a influência do tempo, do risco e da inovação. Marx chamava de “exploração” a recompensa recebida por empreendedores pelas coisas úteis que eles criam e que outras pessoas compram voluntariamente. Ele nunca compreendeu como a riqueza é produzida e por isso concluiu que ela é sempre roubada dos outros. Sua “teoria do valor” diz que o valor de um produto é determinado pelo trabalho necessário para produzi-la. Isso é uma tolice que foi desmascarada ainda em sua época. O valor de um bem não depende apenas do trabalho investido, mas principalmente da percepção que as pessoas têm da utilidade do produto. Mesmo que você gaste um ano produzindo um objeto inútil ele não terá valor nenhum.

Marx era um ser humano desprezível, como fica evidente nos diversos relatos sobre sua vida, incluindo o que Edmund Wilson conta em Rumo à Estação Finlândia. Marx vivia da generosidade de Engels, seu amigo que era filho de um rico empresário, ao mesmo tempo em que desprezava os capitalistas. A razão do desprezo era óbvia: os empresários faziam algo que Marx jamais conseguiu fazer que era produzir coisas úteis. Marx não trabalhava e passou a vida pregando a revolução, sendo financiado justamente com o dinheiro daqueles que pretendia destruir (exatamente como fazem os marxistas até hoje).  Negligenciou seus filhos a ponto de alguns morrerem devido à indigência em que forçou sua família a viver. Ele engravidou sua empregada doméstica (que trabalhava sem ganhar salário, como uma serva). Marx se recusou a reconhecer o filho, que foi entregue para adoção e nunca conheceu o pai. O revolucionário que falava em libertar as massas tratava aqueles mais próximos a ele como lixo.

O “socialismo científico” criado por Marx – no qual não havia uma gota de ciência – deixou um legado de terror e centenas de milhões de mortos por todo o planeta

A consequência foi a destruição de sua própria família. Duas de suas filhas, Laura e Eleanor, cometeram suicídio. Uma morreu com o marido em um trágico pacto político. A outra tomou veneno após anos de manipulação emocional por um homem que o próprio Marx tolerou. Não foram apenas infortúnios pessoais, mas destroços psicológicos de uma vida mergulhada em amargura, parasitismo e ressentimento.

O “socialismo científico” criado por Marx – no qual não havia uma gota de ciência – deixou um legado de terror e centenas de milhões de mortos por todo o planeta. Sua ideologia se tornou a desculpa perfeita para psicopatas, genocidas e ditadores degenerados. O “marxismo cultural”, criado pelos filósofos da Escola de Frankfurt e pelo marxista italiano Antônio Gramsci, levou ressentimento e conflito para todas as áreas de sociedade. As ideias marxistas conquistaram hegemonia na cultura, nas artes, no ensino, na mídia, no sistema de justiça e até no mundo corporativo, onde o ideário marxista, embrulhado na linguagem fofa da “responsabilidade social”, corrói os princípios básicos da livre iniciativa como igualdade de oportunidades, meritocracia, inovação e liberdade.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/roberto-motta/como-marx-levou-o-mundo-da-miseria-familiar-ao-terror-global/

Alexandre Garcia

Boas notícias dos Estados Unidos. Precisou vir o Trump para acontecer o básico

Para Alexandre Garcia, volta do presidente Donald Trump tem gerado mudanças nas universidades norte-americanas (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)

Eu começo com uma boa notícia para as mulheres atletas. Vejam só, está virando. Precisou entrar o Trump lá para virar, para a gente cair na real, no mundo real.

A reitora da Universidade da Pennsylvania, lá nos Estados Unidos, fez um anúncio e arrancou aplausos do auditório da universidade, dizendo que a instituição vai mandar uma carta com pedido de desculpas para cada uma das mulheres atletas que foi forçada a competir com um homem.

Como se sabe, as universidades americanas cultivam muito o atletismo, os esportes… Isso conta muitos pontos para os alunos, porque o preparo físico é essencial para uma vida saudável – para uma mente sã e um corpo são. Bom, foi uma discussão muito grande nessa história aí de que a pessoa diz “eu sou mulher porque eu me sinto mulher”.

Mas enfim, o Nikolas Ferreira, lá da tribuna da Câmara, certa vez já fez esse alerta às mulheres de que os homens que se sentem mulheres estavam tomando o lugar delas. No esporte não pode um homem lutar boxe contra uma mulher. Isso é uma coisa terrível. E igualmente no vôlei, no basquete, no futebol… No xadrez, provavelmente o homem vai perder; eu perco para a minha mulher, por exemplo. Mas competição esportiva deve ser mulher com mulher, homem com homem. 

Caso Hytalo Santos mostra que não é preciso regulação das redes para combater esses crimes

O caso desse tal de Hytalo Santos demonstra que a lei brasileira pode prender, botar em cana os pedófilos. Não precisa fazer censura na rede social, até porque não tinha o PL da Censura na rede social e prenderam esse sujeito. Aliás, eu não sei porque só agora, se a Damares já denunciou isso há anos, a Antônia Fontenelle denunciou esse mesmo sujeito e foi punida por uma juíza por ter denunciado. É uma coisa incrível.

Quando aquele homem lá na exposição do Santander, pelado no chão, era tocado por crianças, ninguém disse nada. Que vergonha. Quando a gente vê o tal de cavalo doido, cavalo tarado, numa escola, o funk nas escolas, botando crianças para dançar… Meu Deus do céu, que vergonha para a nossa brasilidade uma coisa dessas. Que vergonha. 

Bom, mas enfim, parece que quando era Damares, Nikolas, Fontenelle, “ah não, isso é coisa dos evangélicos, isso é coisa da direita, isso é coisa não sei o que…” 

Lula escancara o desejo de todo populista

Eu estou curioso aqui, que o Lula plantou sementes da uva Vitória e disse que está plantando comida e não ódio. Disse que o povo brasileiro gosta de carnaval, samba e futebol. Meu Deus, a gente quer se livrar disso, mas o presidente da República, não. A gente gosta de carnaval, samba e futebol e a gente não gosta de política, e é por isso que a gente deixa político demagogo e populista ser eleito.

E esse é o desejo de todo populista, porque aí o povo fica pensando no Flamengo e no Corinthians e não fica acompanhando Lava Jato, Mensalão, essas coisas.

De Brasília, Alexandre Garcia.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/boas-noticias-estados-unidos-precisou-vir-o-trump-para-acontecer-o-basico/

Nikolas Ferreira

A esquerda nunca defendeu as crianças

Antônia Fontenelle foi alvo da Justiça por fazer denúncia semelhante à de Felca. (Foto: Reprodução/YouTube/Felca/Na Lata com Antonia Fontenelle)

Problema antigo, repercussão nova e desfaçatez de sempre. O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como “Felca”, divulgou, no último dia 6 de agosto, um vídeo em que denuncia a “adultização” de crianças nas redes sociais.

O que deveria ser apenas mais um conteúdo para chamar a atenção de todos que podem e devem colaborar no combate à sexualização precoce acabou servindo para que a esquerda se aproveitasse da repercussão da postagem do youtuber para, novamente, promover censura. A verdade é que a esquerda nunca defendeu as crianças.

Em fevereiro de 2024, publiquei um vídeo nas minhas redes sociais abordando a exploração sexual de crianças na Ilha de Marajó, no Pará, e a música autoral da cantora e compositora Aymeê Rocha, que alertava sobre os casos. Alguns artistas se mobilizaram sobre o tema, o que achei excelente, mas escancarou como os progressistas são completamente seletivos.

Em 2020, pessoas como a atual senadora Damares Alves já haviam abordado a mesma questão e, em 2022, quando relatou alguns dos casos que aconteciam na região, virou chacota entre militantes, parlamentares e parte da imprensa, foi acusada de fake news, alvo de ações judiciais e de pedidos de cassação.

O mesmo aconteceu com o vídeo feito pelo Felca. Em seu conteúdo, ele faz menção a Hytalo Santos, também influenciador, indicando que ele se beneficiaria financeiramente da sexualização de adolescentes.

Porém, em 2024, a atriz Antônia Fontenelle já havia feito denúncia parecida contra Hytalo, e o resultado foi completamente diferente: a denúncia de Fontenelle não ganhou grande repercussão e ela foi alvo da Justiça, que solicitou a remoção do seu conteúdo. Ou seja, para alguns, o problema pouco importa dependendo de quem o aborda.

Quem realmente se preocupa com a proteção das crianças não zombaria do filme Sound of Freedom, dizendo que a produção, baseada em relatos reais sobre o tráfico sexual infantil, seria um delírio da “extrema-direita”. Também não defenderia a interação de uma criança com um homem nu, como aconteceu no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Ambos os casos estão na conta da esquerda.

Como se não bastasse, eles votaram contra a medida que aumenta o cumprimento de penas para crimes hediondos, que abarca crimes como o de estupro de vulnerável, se opuseram ao projeto que permite castração química contra pedófilos e não assinaram o pedido de abertura da CPI da Ilha do Marajó.

Se é para falar contra a “adultização”, que todos sejamos contra a presença de crianças em paradas LGBTQIA+ e demais eventos onde há nudez e músicas que sexualizam crianças — algo que vai de encontro até ao que pensa o STF, que está perto de tornar isso legítimo. Onde está a indignação? Por que ficaram calados quando Drauzio Varella abraçou, em rede nacional, uma pessoa trans presa pelo estupro e morte de um menino?

Apresentei nesta semana um projeto de lei para prevenção e combate à exposição indevida, “adultização”, exploração sexual e outros crimes contra crianças e adolescentes na internet, com medidas para inibir ainda mais esses crimes e, claro, sem qualquer tipo de politização para promover censura. O PL já conta com mais de 100 assinaturas, e ainda aguardo o apoio dos parlamentares da base do governo Lula.

O que defendemos contra pedófilos e maníacos sexuais são iniciativas como estas, além de punições adequadas e rigorosas. Utilizar até mesmo crianças e adolescentes para tentar cercear a liberdade de expressão da população só reforça que a esquerda não se importa com ninguém, exceto com ela própria.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/nikolas-ferreira/a-esquerda-nunca-defendeu-as-criancas/

Seria inútil retaliar ministros da Suprema Corte dos EUA, como Lula insinuou

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – Foto: redes sociais.

Enquanto o boquirroto Lula gosta de se jactar pagando de democrata e dizendo que não vai retaliar os Estados Unidos com suspenção de vistos de juízes da suprema corte americana, em resposta ao que aconteceu com Alexandre de Moraes e cia., ou de ministros de Estado, como Alexandre Padilha (Saúde), a realidade mostra que a medida, do lado brasileiro, seria inútil. A última vez que um juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos realizou uma visita oficial no Brasil foi há 27 anos.

Visita balzaquiana

A juíza Sandra Day O’Connor (EUA) pisou no Brasil 17 de setembro de 1998. À época, o STF era presidido pelo já aposentado Celso de Mello.

Hiato temporal

Antes de Sandra, o juiz Anthony M. Kennedy esteve no STF, sob presidência de Rafael Mayer, em 24 de agosto de 1990.

Lá se vão 18 anos

Do lado da Saúde, Michael O. Leavitt, a autoridade máxima do setor nos EUA, passou por aqui em 2007 e nem foi bem para falar de Saúde.

Plano B

Secretário de Saúde de George W. Bush, Leavitt veio ao Brasil no lugar do chefe para cerimônia dos Panamericano. Esticou e foi na Fiocruz.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/seria-inutil-retaliar-ministros-da-suprema-corte-dos-eua-como-lula-insinuou

Datafolha: 35% culpam Lula pelo tarifaço dos EUA

Lula (PT) – Detalhe de foto da Agência Brasília.

Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 35% dos brasileiros apontam que o presidente Lula (PT) foi o principal culpado pelas tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos do Brasil.

Para 22% dos entrevistados, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o culpado; outros 17%, culparam o deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Ainda conforme a pesquisa, 15% da população acreditam que o culpado pelo tarifaço foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Veja abaixo a estatística completa:

A pergunta feita pelo Datafolha foi: “Na sua opinião, das figuras brasileiras quem é o principal culpado pela taxa de até 50% imposta pelo governo dos EUA?”

  • Lula: 35%;
  • Jair Bolsonaro: 22%;
  • Eduardo Bolsonaro: 17%;
  • Alexandre de Moraes: 15%;
  • Não sabem responder: 7%;
  • Nenhuma das figuras listadas: 3%;
  • Todos —Lula, Bolsonaro, Eduardo e Moraes— são culpados: 1%.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/datafolha-35-culpam-lula-pelo-tarifaco-dos-eua

Carlos chama de ‘oportunistas’ aliados de Bolsonaro

Carlos Bolsonaro é um dos três vereadores mais bem votados em todo o território brasileiro. (Foto: Flickr/Câmara RJ).

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais neste domingo (17), para criticar governadores da oposição que, segundo o parlamentar, estariam tentando ocupar o espaço político deixado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível e em prisão domiciliar.

Em publicação feita no X (antigo Twitter), Carlos acusou os possíveis presidenciáveis de agirem como “oportunistas”, interessados apenas no capital político construído por Bolsonaro.

“Tentei, até agora, ser a pessoa mais paciente possível diante desses chamados ‘governadores democráticos’. Mas os fatos, todos os dias, me provam que não há como levar nenhum desses sujeitos a sério”, escreveu.

O desabafo foi reforçado pelo irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que compartilhou a postagem.

Carlos afirmou que, enquanto o pai enfrenta restrições judiciais e aliados políticos enfrentam dificuldades, alguns nomes da direita estão mais preocupados em projetar candidaturas do que em manter a coesão do grupo político.

“Todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater”, disparou.

Críticas à “falta de liderança”

O vereador também apontou o que considera uma ausência de liderança efetiva na oposição:

“Querem apenas herdar o espólio de Bolsonaro, se encostando nele de forma vergonhosa e patética. Isso é pueril, desumano e de uma falta de caráter indescritível”, escreveu, encerrando o texto com um desabafo: “Este é o desabafo de um brasileiro que sente vergonha daquilo que vocês tentam representar.”

Veja abaixo a declaração completa:

Pré-candidatura de Zema intensifica disputa na direita

As declarações de Carlos ocorrem no momento em que cresce a movimentação de possíveis candidatos da direita à Presidência em 2026. No sábado (16), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou sua pré-candidatura durante o Encontro Nacional do partido, em São Paulo — sem mencionar Jair Bolsonaro em seu discurso.

Além de Zema, outros nomes considerados próximos ao ex-presidente são cotados para liderar a oposição: Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/carlos-chama-governadores-da-direita-de-ratos-e-acusa-aliados-de-oportunismo

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