Impunidade a Moraes engaja a campanha da direita para comandar o Senado em 2027

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fala com a imprensa no Centro de Eventos e Convenções Brasil, em Brasília.

resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em pautar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apesar do apoio formal de 41 senadores que já possibilita a abertura do processo – a maioria da Casa –, impulsiona as articulações da direita para as eleições de 2026, com especial foco em tentar conquistar maioria no Senado.

Políticos e analistas ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que, a se manter a negativa de Alcolumbre, o impeachment de ministros do STF ganhará atenção adicional. Essa é a principal bandeira do PL e de oposicionistas de outras legendas na disputa pelas 54 vagas que estarão em jogo no Senado no ano que vem – duas para cada uma das 27 unidades da federação. A meta de alterar a correlação de forças na Casa reforçará o caráter decisivo da eleição de 2026.

Foi grande a frustração da oposição ao não conseguir afastar Moraes ainda neste ano, mesmo diante de novos vazamentos de mensagens de assessores do ministro que agravam as denúncias de abusos. Por isso, a meta agora é eleger um presidente do Senado com um perfil mais combativo, que leve adiante, a partir de 2027, medidas que possam frear a hipertrofia do STF e assim reequilibrar as relações entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

O pedido de impeachment de Moraes integra o chamado “Pacote da Paz” da oposição, apresentado semana passada e que inclui também a anistia aos réus do 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado.

Para retirar Moraes de seu cargo, o pedido de impeachment lista crimes de responsabilidade como usurpação de competência de outros Poderes e abuso de autoridade.

A bandeira ganhou ainda mais força com a sanção individual aplicada ao ministro pelos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky Global. O embasamento da retaliação foi Moraes ter usado seu cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão no Brasil. Em razão da ação da Casa Branca, as acusações contra ele passaram a ser internacionalmente conhecidas. Mas a mobilização ainda não foi suficiente para comprometer suas bases de apoio interno.

PL costura alianças nos estados com candidaturas competitivas ao Senado

A mobilização para reunir 41 assinaturas de apoio à abertura do impeachment de um ministro do STF – processo que seria inédito em mais de 200 anos de Senado – envolveu senadores de nove partidos de centro e de direita. Eles apelaram à obstrução dos trabalhos até com a ocupação física da Mesa do Senado por dois dias. Se o processo tivesse sido ao menos aberto, Moraes seria afastado do cargo por pelo menos seis meses.

Apesar do barulho e da tensão provocados pelos protestos deflagrados por parlamentares devido à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, Alcolumbre manteve a posição de que “não há hipótese” de pautar o tema. Isso reforçou a percepção de que só uma nova configuração do plenário, com maioria conservadora, viabilizará a iniciativa. Nesse quadro, o PL acelerou movimentos de filiações e de formação chapas estaduais, mirando alianças com o centro para comandar o Senado.

O anúncio da adesão do senador Márcio Bittar (AC) ao PL, saindo do União Brasil, reforça a presença da sigla no Senado e a influência do parlamentar em articulações locais contra adversários do PT.

Enquanto isso, o PL busca consolidar nomes competitivos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde a pressão do eleitor sobre posicionamentos diante do impeachment é maior. Segundo dados dos resultados das urnas no segundo turno de 2022, divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro venceu nas regiões Sul (69,7%), Sudeste (58%) e Centro-Oeste (60,5%). A tendência também se verificou no pleito municipal de 2024, com candidatos competitivos nas capitais das três regiões.

Com a permanência do processo na gaveta e a possibilidade de Moraes, vice-presidente eleito do STF, assumir a presidência da Corte em 2028, a narrativa de impunidade tende a ganhar peso nas urnas, transformando a eleição de senadores em 2026 no principal campo de batalha da direita para romper o bloqueio institucional imposto pelo atual comando do Senado.

Cúpula nacional do partido de Bolsonaro intervém na negociação de chapas

O PL aprovou resolução que proíbe eleitos pela legenda de apoiarem pré-candidatos de outros partidos, sob pena de corte do fundo eleitoral e até de expulsão. A iniciativa de Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, autoriza a direção nacional a intervir em diretórios estaduais e municipais para cancelar candidaturas e anular convenções a favor de interesse maior.

A medida reforça o controle do comando nacional sobre movimentações políticas locais e sobre a disciplina interna da sigla enquanto nomes de diferentes legendas disputam o apoio da direita, sobretudo do político mais influente do PL, Jair Bolsonaro. O ex-presidente comanda pessoalmente, desde o fim das eleições municipais de 2024, a costura das chapas locais.

Para o cientista político Ismael Almeida, a mobilização da direita em torno da conquista da maioria Senado na próxima legislatura não ficará, contudo, restrita ao PL. “Há postulantes em outros partidos que também defendem o impeachment de ministros do STF. Vejo aí um somatório de forças, com cada estado tendo dinâmica própria na montagem de chapas”, diz.

A nova regra interna do PL para chancelar apoios locais, observa Almeida, deixa claro o desejo de que o comando nacional esteja a par e dê aval às articulações — medida que, na prática, também preserva o controle político de Jair Bolsonaro. “Mas isso não impede parcerias com outras siglas, já que candidaturas ao Senado dependem das alianças para governador”, frisa.

Movimento pelo impeachment de Moraes é ensaio para campanha de 2026

A movimentação em favor do impeachment de Alexandre Moraes, avaliam analistas, pode ajudar em um propósito político ainda mais significativo. “O atual engajamento no Congresso, com apoio de protestos populares nas ruas, eleva a pressão sobre o alvo central da oposição, que é cessar os desmandos a partir do Senado, como faculta a Constituição”, explica Ismael Almeida.

Para ele, negociações em curso nos bastidores envolvendo o impeachment de Moraes já miram um “degrau acima”, ao buscar fundamentos extras à causa. Nesse sentido, ele destaca que o senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou nesta quarta-feira (13) um pedido para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar fatos relativos ao escândalo da “Vaza Toga 2”.

Ele se refere ao caso das mensagens trocadas por ex-assessores de Moraes que mostram como o ministro montou uma estrutura paralela no Tribunal Superior Eleitoral para perseguir influenciadores, políticos, jornalistas e membros do público que usavam as redes sociais para divulgar conteúdos considerados pelo ministro como antidemocráticos.

Em paralelo, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e o líder do partido no Senado, Rogério Marinho (RN), procuram enaltecer a liderança da família Bolsonaro na estratégia eleitoral de 2026. “Eduardo é o nosso candidato ao Senado por São Paulo”, afirmou Costa Neto, em referência ao deputado Eduardo Bolsonaro, que se declara exilado nos EUA e está sob a mira do STF.

Costa deixa claro que o partido não considera um “plano B”, reforçando a candidatura de Eduardo Bolsonaro como prioridade. Apesar disso, o próprio deputado já declarou que há outros nomes para substituí-lo, como o secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PP), também da Câmara Federal, além do deputado estadual Gil Diniz (PL) e o deputado federal Marco Feliciano (PL).

Analistas veem cenário de fortes pressões, mas também de grave incerteza

Elton Gomes, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI), observa que parlamentares experientes duvidam do impeachment de Moraes — embora reconheçam que o STF jamais esteve tão fraco. “A hora é de incerteza, com pressão eleitoral sobre políticos, cobrança internacional sobre instituições e aflição de setores econômicos”, resume.

Segundo Gomes, o Centrão está em compasso de espera, acompanhando a evolução dos fatos após o fracasso da obstrução legislativa e à espera de novos eventos externos, com eventuais sanções contra mais ministros do STF e familiares. “Mas se as votações do pacote da paz não ocorrerem em tempo hábil, o custo político de Moraes seguir intocável crescerá”, pondera.

O cientista político Antônio Flávio Testa ressalta que a pressão dos EUA sobre o país crescerá nas próximas semanas graças à ofensiva contra facções criminosas no exterior. “Mas o impeachment de Moraes só ocorrerá se a Lei Magnitsky alcançar outros ministros do STF e se o setor financeiro exigir reação”, diz.

A aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades estrangeiras vistas pelo Estado americano como corruptas ou violadoras de direitos humanos, a exemplo do ocorrido com Moraes, impõe sanções de alto impacto, incluindo bloqueio de bens e ativos nos EUA, suspensão do acesso a serviços prestados por empresas americanas e bloqueio de transações em dólar.

Para o STF e bancos no Brasil, o maior desafio passa a ser manter operações regulares com pessoas ou instituições que figuram na lista de sancionados, já que qualquer vínculo comercial ou financeiro pode expor os envolvidos a sanções secundárias ou à exclusão de canais internacionais de liquidação.

Além de Moraes, outros sete ministros do STF — Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino —, bem como o procurador-geral Paulo Gonet, são apontados como possíveis alvos de novas sanções, incluindo a suspensão de vistos. Comunicados de autoridades americanas citam que as sanções também serão aplicadas a “aliados” de Moraes dentro da Corte, mas sem explicitar oficialmente quem são eles.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/impunidade-a-moraes-engaja-a-campanha-da-direita-para-comandar-o-senado-em-2027/

Flávio Gordon

A autópsia do Mais Médicos

206 médicos cubanos chegam ao Brasil na primeira etapa do programa Mais Médicos, em 2014. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Sob a aparência inofensiva de um programa de cooperação médica, o Mais Médicos foi, na prática, uma das mais engenhosas operações de financiamento externo já executadas por um governo brasileiro. Apresentado como solução emergencial para a carência de profissionais em regiões remotas, o programa converteu-se em um fluxo regular de recursos públicos brasileiros para os cofres de uma ditadura estrangeira. Por meio da intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Brasília repassava valores integrais relativos a cada médico cubano, dos quais a maior parte era retida pelo regime de Havana. Aos profissionais, restava apenas uma fração – e a condição tácita de permanecer sob vigilância e controle do Estado que os tratava como patrimônio humano exportável.

Qualquer brasileiro minimamente honesto já sabia de tudo isso em 2013. Mas agora, que o governo americano começa a sancionar os responsáveis brasileiros por essa trama sórdida, o programa Mais Médicos – que eu sempre apelidei de “Mais Cuba” – deverá passar por uma verdadeira autópsia.

A engenharia, travestida de humanitarismo, obedecia a uma lógica prévia e de longo alcance: a que orienta, desde o início dos anos 1990, o consórcio político-criminal conhecido como Foro de São Paulo (sobre o qual já discorri amplamente aqui na coluna). Concebido por Lula e Fidel Castro à sombra do colapso soviético, o Foro nasceu para preservar e expandir o projeto comunista na América Latina. Seu método não consistia em retomar a velha estratégia insurrecional, mas em construir, dentro do Estado e à margem dele, redes permanentes de poder e financiamento.

Apresentado como solução emergencial para a carência de profissionais em regiões remotas, o Mais Médicos converteu-se em um fluxo regular de recursos públicos brasileiros para os cofres de uma ditadura estrangeira

Nessa arquitetura, programas sociais e grandes obras de infraestrutura assumiram papel central. O Porto de Mariel, em Cuba, financiado pelo BNDES; a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em parceria com a estatal venezuelana PDVSA; e o próprio Mais Médicos obedecem a uma matriz comum: o uso de contratos e convênios oficiais como canais de transferência de recursos para regimes aliados. O expediente é eficiente porque se apresenta como política pública legítima, blindada contra críticas por seu verniz técnico e pelo apoio de organismos multilaterais. Assim, a ideologia avança protegida pelo escudo da burocracia.

O exemplo venezuelano é instrutivo. Sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a PDVSA foi transformada em caixa financeiro para sustentar aliados do Foro, dentro e fora da Venezuela. No Brasil, contratos superfaturados e investimentos bilaterais funcionaram como via de mão dupla: garantiam capital e apoio diplomático a Caracas, enquanto alimentavam a rede empresarial e partidária ligada ao PT e seus satélites. A parceria com a Odebrecht foi decisiva nesse arranjo. Em troca de obras no exterior, a empreiteira irrigava campanhas eleitorais, mantendo no poder o grupo político comprometido com a estratégia continental.

O caso do Porto de Mariel repete o padrão. Sob a justificativa de fomentar o comércio exterior, o BNDES financiou, com bilhões do contribuinte brasileiro, a ampliação de um terminal cubano que serve como ponto estratégico para a ilha. A obra, executada pela Odebrecht, não apenas garantiu recursos a Havana, mas também serviu para consolidar laços políticos e reforçar a dependência mútua entre as duas ditaduras: a cubana, formal; e a brasileira, de tipo progressivamente judicial-partidário.

No campo interno, o Mais Médicos foi ainda mais audacioso. Médicos cubanos, disciplinados e politicamente confiáveis, eram deslocados para áreas de difícil acesso no Brasil, reforçando a imagem de um governo que cuidava dos pobres. Ao mesmo tempo, o dinheiro pago pelo Brasil sustentava o regime que os enviara, alimentando uma máquina partidária transnacional. Não havia desperdício ideológico: cada profissional servia como trabalhador, propagandista e ativo político. Quiçá espião.

Quando, em 2018, o governo brasileiro propôs pagar diretamente aos médicos e exigir a revalidação de seus diplomas, o contrato desmoronou. Havana retirou seus profissionais, deixando claro que a prioridade nunca foi a assistência médica, mas o controle político e o ganho econômico. Sem a intermediação da Opas e sem a retenção dos salários, o programa perdia sentido para a ditadura cubana. Foi o momento em que o véu humanitário se rompeu, revelando o arranjo como o que realmente era: uma transação de poder entre Estados ideologicamente alinhados.

O caso expõe, de forma cristalina, a tese central sobre o Foro de São Paulo: longe de ser uma simples articulação partidária, ele funciona como uma holding revolucionária, onde cada filial nacional atua de modo a fortalecer o conjunto. A política externa dos governos petistas – com seus financiamentos seletivos, convênios assimétricos e blindagens diplomáticas – foi o braço internacional desse empreendimento. O Mais Médicos apenas levou essa lógica à escala de política doméstica, usando a saúde pública como vetor de um projeto geopolítico.

Os beneficiários do arranjo são previsíveis: regimes falidos que recebem injeções financeiras; partidos que ganham propaganda gratuita e dividendos eleitorais; burocratas internacionais que reforçam sua relevância como mediadores. Os perdedores também: o contribuinte, que financia a engrenagem; o paciente, reduzido a figurante na encenação política; e o próprio médico cubano, usado como peão na engrenagem do narcossocialismo latino-americano.

A verdadeira astúcia desse modelo está na sua capacidade de operar simultaneamente em duas esferas: a da política formal – onde se apresenta como iniciativa legítima, contra a qual só críticos cruéis se levantariam – e a da política subterrânea, onde cumpre sua função estratégica de sustentação recíproca entre regimes. O Foro de São Paulo transformou a cooperação internacional em um mecanismo de lavagem ideológica, pelo qual recursos estatais são convertidos em capital político para fortalecer um bloco que se imagina historicamente predestinado.

O Mais Médicos foi menos um programa de saúde do que um estudo de caso sobre o funcionamento real da imoralidade comunista

O mecanismo também é adaptável. Na Bolívia, por exemplo, Evo Morales utilizou empresas estatais e contratos energéticos com o Brasil para garantir financiamento cruzado de projetos de poder, mantendo-se no cargo por meio de manobras constitucionais e apoio externo. No Equador, Rafael Correa recorreu a empréstimos chineses e contratos de infraestrutura como moeda de troca política, mantendo-se fiel ao bloco e recebendo, em troca, blindagem diplomática. Em todos os casos, a retórica é a mesma: integração regional, solidariedade, desenvolvimento. O resultado também: concentração de poder e enfraquecimento das instituições de controle.

O Mais Médicos – ideia que partiu de Cuba, e foi orquestrada em negociação secreta com o desgoverno da Mulher sapiens – foi, portanto, menos um programa de saúde do que um estudo de caso sobre o funcionamento real da imoralidade comunista. Com o cinismo de sempre, e por meio de uma operação abjeta de propaganda (para a qual escalou o seu enxame de imbecis coletivos), o PT não hesitou em retratar os médicos brasileiros como “frescos” e elitistas”, pretensamente avessos a atender pacientes em regiões remotas. Os médicos cubanos, ao contrário, forjados pelos ideais da revolução castrista, seriam mais generosos, conscientes e dispostos a se sacrificar pelos mais carentes.

O conluio castro-lulista sorria para a câmera, exibia jalecos brancos e falava em solidariedade. Enquanto isso, os recursos do contribuinte brasileiro eram desviados para manter de pé um regime que oprime seus cidadãos com a mesma naturalidade com que exporta sua mão de obra. Como confessou o Descondenado-em-chefe no discurso que celebrou os 15 anos da entidade, o Foro de São Paulo foi sempre “uma ação política de companheiros”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/a-autopsia-do-mais-medicos/

Lucro do Banco do Brasil despenca 60% com aumento da inadimplência de brasileiros e agro

Banco estatal diz que inadimplência aumentou entre pessoas físicas e no agronegócio, atingindo lucro do segundo trimestre. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025, resultado 60% inferior ao do mesmo período do ano passado. O desempenho, divulgado nesta quinta (14), ficou abaixo das expectativas de analistas e reflete o aumento considerável da inadimplência entre pessoas físicas e no agronegócio.

A taxa de inadimplência total subiu de 3% para 4,21% da carteira em 12 meses. No agronegócio, responsável por 33,8% do crédito total do banco, o índice de atraso acima de 90 dias chegou a 3,49%, alta de 0,45 ponto percentual no trimestre e de 2,17 pontos no ano. O setor enfrenta uma onda de recuperações judiciais após perdas na última safra de grãos, cenário que freou a concessão de novos empréstimos ao segmento entre abril e junho.

“Apesar do cenário positivo para a safra no Brasil em 2025, com uma colheita recorde, e do elevado percentual de garantias nessa carteira, há um estoque de operações que não foram pagos na safra 2024/2025, inclusive, por conta das recuperações judiciais no setor –que exigem maior provisionamento sob a nova regulação”, informou o banco no balanço.

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No Plano Safra 2024/2025, o BB desembolsou R$ 225,8 bilhões, mantendo-se como principal financiador do campo. Para 2025/2026, a previsão é de até R$ 230 bilhões, sendo R$ 54 bilhões para pequenos e médios produtores e R$ 106 bilhões para agricultura empresarial, cooperativas e agroindústrias.

Entre pessoas físicas, o atraso subiu de 4,81% para 5,59% em um ano, em uma carteira que representa 26,3% do total. Um dos destaques é o crédito consignado CLT, lançado em março como uma das bandeiras do governo federal.

Desde então, foram liberados mais de R$ 7 bilhões nessa linha, com o BB detendo cerca de 24% do mercado. No caso das empresas, o provisionamento para perdas mais que dobrou no trimestre, saltando de R$ 1,7 bilhão para R$ 4,26 bilhões, enquanto a concessão de empréstimos cresceu apenas 1,8%. A inadimplência do segmento passou de 4,06% para 4,18% no trimestre, ante 3,38% um ano atrás.

A presidente do BB, Tarciana Medeiros, minimizou a queda do lucro e afirmou que o ano de 2025 é de “ajuste para aceleração do crescimento” e projetou lucro entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões no ano.

“Seguimos com investimentos estruturantes para geração de riqueza aos nossos acionistas, oferecendo a melhor experiência e soluções mais adequadas aos nossos clientes”, disse.

A margem financeira bruta do Banco do Brasil no período foi de R$ 25,1 bilhões, com crescimento trimestral de 4,9%, mas recuo anual de 1,9%. A carteira de crédito totalizou R$ 1,3 trilhão em junho, alta de 11,2% em um ano e de 1,3% na comparação com março.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lucro-banco-do-brasil-despenca-aumento-inadimplencia/

Alexandre Garcia

Trump conseguirá um cessar-fogo na Ucrânia?

Trump e Putin em encontro em Helsinque, na Finlândia, em julho de 2018. (Foto: Anatoly Maltsev/EFE)

Nesta sexta-feira podemos ter uma notícia de paz. Donald Trump será o anfitrião de Vladimir Putin no estado americano do Alasca, que os Estados Unidos compraram da Rússia em 1867, por um pouco mais de US$ 7 milhões – bem mais caro que aquele apartamento lá em Key Biscaine, na Flórida, que teria sido comprado à vista por um ministro do Supremo… A grande expectativa é que Trump consiga de Putin uma paz na Ucrânia. Isso é muito importante, porque a guerra na Ucrânia é resultado de uma invasão russa, por causa de províncias ucranianas onde a população é de etnia e língua russas, até dinheiro russo circula por lá. Antes disso já houve problemas com a Crimeia, aquela é uma região complicada. Em Yalta, ali pertinho, ocorreu a grande conferência que ajudou no término da Segunda Guerra Mundial, reunindo Stalin, Roosevelt e Churchill.

Trump, que já conversou com Volodymyr Zelensky e já havia conversado várias vezes com Putin, conseguiu encerrar uma guerra de 30 anos entre Azerbaijão e Armênia, ex-repúblicas soviéticas. Existe até uma uma Via Trump da Paz e da Prosperidade por lá, em homenagem a esse feito, e os dois países encaminharão ao comitê do Prêmio Nobel a sugestão de dar o Nobel da Paz a Trump. Ele ainda falou em paz entre Paquistão e Índia, Camboja e Tailândia.

Só Lula é que insiste em brigar com Trump, com essas conversas de “jabuticaba”, “não vou me ajoelhar”, “vou dar um truco”… o mundo está achando muito estranha essa linguagem diplomática do chefe de governo e de Estado do Brasil. Trump voltou a se queixar da perseguição a Bolsonaro, e disse que o Brasil sempre cobrou muita taxa dos produtos norte-americanos. Lula já disse que Trump está mentindo, e a discussão está neste pé.

Assassino de lixeiro em Minas já tinha passado de agressão

Vocês viram o caso do sujeito em Minas Gerais que matou um lixeiro, porque o caminhão do lixo estava atrapalhando a passagem dele. Ele ameaçou a motorista do caminhão do lixo já com uma arma na mão, uma pistola. De quem era a pistola? Da mulher dele, uma delegada de polícia. Então, ele estava com a arma da delegada de polícia, mulher dele, e se sentindo o poderoso. É um sujeito de 47 anos, que é uma montanha; percebe-se que ele está cheio, está bombado de academia. Os jornalistas o chamaram de “empresário”, mas não é empresário coisa nenhuma; empresários são Jorge Gerdau Johannpeter, Antônio Ermírio de Moraes. Ele é comerciante de bebidas. Nada contra; eu adoro os comerciantes de vinhos, por exemplo.

Já que o caminhão estava dificultando a passagem dele, o sujeito passou, mas deu um tiro no peito de um dos lixeiros, que tinha família, e o matou. Nesta quinta ocorreu mais uma audiência com ele e foi confirmada a prisão preventiva, porque ele tem um passado de agressão, segundo um registro policial de São Paulo. Ou seja, ele já é uma pessoa violenta. Certamente ele não tinha porte de arma, e a corregedoria está investigando a atitude da mulher, que já alegou que não sabia de nada, que ele pegou a arma sem ela saber dessas histórias.

Avião russo já saiu do Brasil, mas mistério permanece

O avião russo que passou três dias no aeroporto de Brasília sem ninguém saber o que tinha dentro já saiu do Brasil. O Ilyushin 76, um gigante de quatro turbinas, veio da Rússia, passou pelo Azerbaijão, pela Guiné, pousou em Brasília, foi para Santa Cruz de la Sierra (na Bolívia), de lá para a capital da Colômbia, Bogotá, e para Caracas, na Venezuela. Deve estar indo para Cuba, ao que tudo indica. Esse avião não é da força aérea russa, é de uma empresa de transporte aéreo chamada Aviacon, sancionada pelo governo americano porque é uma transportadora de armas pra ditaduras. Na Anac, não tem nenhum registro de carga; seria uma passagem diplomática por aqui, e portanto isenta de inspeção. Isso nos lembra que, logo no início do terceiro governo Lula, duas belonaves iranianas sancionadas pelos americanos como terroristas ficaram misteriosamente no Rio de Janeiro, fundeadas lá, e depois saíram. São os mistérios encobertos pelos sigilos do governo Lula.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/trump-putin-ucrania-reuniao/

Alexandre de Moraes manda segurança checar celular de advogado durante audiência

Alexandre de Moraes estaria desconfiado que advogado de defesa gravava acareação. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou que um segurança do tribunal verificasse o celular do Marcus Vinicius de Camargo Figueiredo, que atua na defesa do general da reserva Mário Fernandes no inquérito da suposta trama golpista.

O episódio ocorreu nesta quinta-feira (14) durante a acareação entre o ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), Mauro Cid, e o general Marcelo Câmara. Segundo a Folha, Marcus Vinicius teria pedido para apresentar uma questão de ordem relacionada ao monitoramento da localização do ministro no final de 2022 e sua suposta ligação com um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”.

Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria do STF para solicitar esclarecimentos sobre o incidente. Eventual manifestação oficial será acrescentada aqui.

O plano, segundo a acusação, previa o assassinato de autoridades, entre elas o próprio ministro, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP). Alexandre de Moraes negou o pedido do advogado, alegando que não era a vez dele fazer perguntas. Marcus Vinícius insistiu e pediu que seu questionamento fosse registrado nos autos. O ministro respondeu que o advogado não participaria mais da sessão. Foi nesse momento que Moraes requisitou a verificação do celular.

O advogado entregou o aparelho e a senha para a verificação, que confirmou a ausência de gravações da sessão. A tensão entre as partes aumentou, com pedidos mútuos de respeito. Moraes registrou a negativa da questão de ordem na ata da acareação.

Mauro Cid e Marcelo Câmara são réus no STF por participação na suposta trama golpista de 2022. Mário Fernandes está preso como acusado de ser o autor do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que a Polícia Federal define como uma conspiração para assassinar autoridades. Fernandes, entretanto, alega que o plano foi um “pensamento digitalizado” e nega qualquer tentativa de execução.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/acareacao-stf-moraes-verifica-celular-advogado/

Lúcio Vaz

Quanto custaram as pensões deixadas pelos anistiados políticos

Teto da meta de inflação é de 4,5% e será atingido apenas a partir de 2026, dizem analistas do mercado financeiro. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

As 4.272 pensionistas dos anistiados políticos civis receberam R$ 4,2 bilhões em 30 anos – em valores atualizados pela inflação. Não estão incluídas as indenizações pagas aos próprios anistiados. Frida Sardou, viúva do anistiado Rômulo Sardou, acumulou R$ 12,8 milhões em pensões. Ela começou a receber o benefício desde 1984. A conta vai para o contribuinte. Há filhas solteiras na lista das pensionistas. Ex-funcionários da Petrobras têm participação nos lucros da estatal.

Entre os anistiados, há políticos e jornalistas famosos. O jornalista Hermano Alves recebeu indenização em 2005, no valor de R$ 6,4 milhões (atualizados) mais uma pensão mensal de R$ 46 mil. Em 2010, deixou pensão para uma companheira e duas viúvas. Elas receberam juntas um total de R$ 10 milhões em 15 anos, em valores atualizados.

A viúva e a companheira do jornalista Carlos Heitor Cony receberam, desde 2018, pensões no valor de R$ 5,1 milhões. A cônjuge, Beatriz Lajta, de 87 anos, levou R$ 4,2 milhões. Em 2004, ele recebeu um pagamento de R$ 4,5 milhões (atualizados). Os cartunistas Ziraldo e Jaguar receberam indenizações de R$ 2,6 milhões – cada um, em valores atualizados. Falecido em abril do ano passado, Ziraldo deixou pensão para a viúva, Márcia Pinto. Ela já recebeu R$ 93,6 mil.

Jacó Bittar, petroleiro, sindicalista e político, foi um dos um dos fundadores do PT e prefeito de Campinas. Deixou pensão para Therezinha Bittar na categoria de cônjuge divorciada. Desde maio de 2022 – o início da pensão – ela acumulou R$ 736 mil. Aristélio Travassos, funcionário da Petrobras, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi preso diversas vezes, sofreu agressões e foi torturado no Dops/RJ. Deixou pensão para a viúva, Marly Andrade. Desde maio de 2010, ela recebeu R$ R$ 8,5 milhões. Grande parte dos anistiados são ex-funcionários da Petrobras. (Veja abaixo)

Os pagamentos dos anistiados e pensionistas são feitos agora pelo Ministério da Gestão e Inovação (antes era o Ministério da Fazenda), que disponibiliza os dados relativos às pensionistas desde 1994. O blog atualizou os valores, mês a mês, e apurou a soma de todos os pagamentos.

As maiores pensões e as filhas solteiras

As 16 pensionistas filhas solteiras receberam um total R$ 29 milhões. Mas sete delas estão com o pagamento suspenso. A pensionista Luci Rodrigues, de 77 anos, recebe pensão desde 1974, na condição de filha solteira do anistiado Antônio Marcelino Rodrigues. Ela não exerce cargo público permanente, o que inviabilizaria a pensão. Já recebeu R$ 12,3 milhões. Ivone de Carvalho, de 84 anos, filha solteira sem cargo público permanente, recebe pensão de Aristides de Carvalho desde 1991. Já acumulou R$ 9 milhões.

Nilse dos Santos, de 89 anos, filha do anistiado Guilhermo dos Santos, recebeu R$ 3,3 milhões. Marilia Guimarães, de 87 anos, filha de Amarilho dos Santos, recebeu R$ 1,4 milhão. Diva Veras, de 94, filha de Severino Veras, recebeu R$ 1,1 milhão.

Quase a totalidade das pensões são vitalícias. A exceção acontece com as filhas solteiras maiores. Elas perdem a pensão quando assumem um cargo público permanente ou quando casam. União estável também suspende a pensão.

A pensionista Frida Sardou, de 97 anos, viúva, recebe há 41 anos a pensão deixada pelo anistiado Rômulo Sardu. Já acumulou R$ 12,8 milhões.  A pensionista Inácia Pereira de Souza, de 109 anos, recebe pensão como viúva do anistiado Augusto Tavares de Sousa desde setembro de 1976. Já recebeu R$ 11,9 milhões. Ana Lúcia Guedes, de 70 anos, recebe pensão de Alberico Barreto desde janeiro de 2010. Juntou R$ 11,1 milhões. Maria Bezerra, de 77 anos, recebe pensão de Renato da Costa desde fevereiro de 2011. Recebeu R$ 10,7 milhões. Lúcia Silveira, de 106 anos, recebe pensão do anistiado Walter Silveira desde janeiro de 1996. Recebeu R$ 10 milhões.

Alguns casos são curiosos porque as pensões são divididas entre ex-cônjuges. Rubem do Nascimento deixou pensão para uma companheira e uma cônjuge divorciada. Cada uma recebeu R$ 3,4 milhões até agora. A pensão deixada por José Maximiano – R$ 6,3 milhões – foi distribuída entre a companheira, a cônjuge divorciada e um filho. Júlio dos Santos atendeu duas companheiras – uma com R$ 2,06 milhões e outra com R$ 1,99 milhão.

Romeu Lourenção Júnior deixou pensão para a viúva e uma companheira. A viúva já recebeu R$ 1,87 milhão, enquanto a companheira levou R$ 1,83 milhão. Antônio Pereira da Silva deixou pensão para duas viúvas. Uma recebe R$ 1,57 milhão, a outra, R$ 1,52 milhão.

O Ministério afirmou ao blog que a legislação autoriza o rateio do valor da pensão em cotas entre as pessoas legalmente habilitadas, bem como a reversão da cota-parte da beneficiária falecida aos demais cobeneficiários. É o caso de anistiados onde a cônjuge divide o benefício com a cônjuge divorciada, separada judicialmente ou de fato. Nesses casos, a lei prevê também que, se uma das beneficiadas falecer, a outra passa a receber pagamento integral.

Boladas e participação nos lucros da Petrobras

Alguns pagamentos elevados foram feitos de outubro a dezembro de 2024 – últimos dados disponíveis. A viúva de Wellington Cantal recebeu R$ 265 mil numa bolada em dezembro de 2024. A cônjuge de Jesus Soto recebeu R$ 214 mil em novembro de 2024. O ministério da Gestão afirmou que, na prestação mensal, podem ser incluídos valores retroativos em parcela única ou em parcelas. “Pode ocorrer atraso nos pagamentos, que podem gerar pagamentos acumulados em determinado mês. A liberação de valores acumulados pode depender também de decisões do Poder Judiciário”, diz nota do ministério.

O Ministério da Gestão acrescentou que os anistiados da Petrobras fazem jus, anualmente, à Participação nos Lucros e Resultados da empresa e podem gerar acréscimos pontuais no contracheque do mês em que são lançados. Já os anistiados civis, com vínculo celetista (CLT), têm direito a reajustes anuais estabelecidos em Convenções Coletivas de Trabalho, enquanto os anistiados civis sem vínculo formal são reajustados com base no valor do salário-mínimo nacional. Finalmente, os anistiados com vínculo público têm seus valores reajustados conforme normativos legais para cada carreira.

Os pagamentos aos anistiados

Nos pagamentos aos anistiados políticos, a maior despesa é com civis que também foram perseguidos pelo regime militar. São R$ 8,3 bilhões acumulados desde 2014 (em valores atualizados). Os militares receberam mais R$ 7,5 bilhões desde 2014.

A Lei da Anistia (10.559/2002) declarou anistiados políticos aqueles que, de 18 de setembro de 1946 até 5 de outubro de 1988, por motivação exclusivamente política, foram atingidos por atos institucionais ou de exceção; punidos, demitidos ou afastados das atividades que exerciam; demitidos do serviço público, de fundações e empresas públicas ou estatais.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/quanto-custaram-pensoes-deixadas-pelos-anistiados-politicos/

Governo Lula deve usar Alcolumbre para tentar controlar CPI Vaza Toga

Senador Esperidião Amin (PP-SC). Foto: Agência Senado

O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou requerimento para criar CPI Vaza Toga, inspirada na investigação jornalística que expõe os métodos do Supremo Tribunal Federal (STF) entre os anos de 2018 e 2024, quando ministros deitaram e rolaram atropelando o Congresso, caçando e cassando bolsonaristas ou anulando atos do ex-presidente Jair Bolsonaro no uso de suas prerrogativas. Além do comportamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a campanha de 2022. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo confia que o presidente do Senado, adorador de cargos, irá impedir maioria oposicionista e investigações inconvenientes na CPI.

O plano será idêntico na CPI do Roubo do INSS: maioria pró-governo impedirá que sindicalistas ligados ao PT e PDT sejam investigados.

Davi Alcolumbre deve tentar esvaziar a investigação da CPI da Vaza Toga, assim como quer impedir impeachment de Alexandre de Moraes

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/governo-lula-deve-usar-alcolumbre-para-tentar-controlar-cpi-vaza-toga

Planalto tem pressa para tirar da Câmara texto do IR

Arthur Lira (PP-AL) é o relator do projeto na Câmara (Foto: Agencia Câmara).


Não foi à toa que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), começou a trombetear a votação “nos próximos dias” do projeto que aumenta o teto da isenção do Imposto de Renda. O projeto é relatado por Arthur Lira (PP-AL) e, após o deputado dialogar com os rebelados contra Motta, o Palácio do Planalto começou a ver o alagoano com desconfiança. O motivo do pé atrás é a eleição para o Senado em Alagoas, no próximo ano, e Lira desponta como um dos favoritos.

Conforme o vento

Petistas avaliam que Lira pode dificultar a tramitação ou desgastar Lula com o projeto, a depender das movimentações eleitorais do presidente.

Sai caro

Há temor que Lira possa forçar o governo a se virar para barrar alterações populares no projeto, como isenção acima dos R$5 mil.

Prioridade de Lula

O projeto não deve ter resistência no Congresso e Lula conta com a aprovação. Afinal, desde a posse, nada conseguiu entregar até agora.

Subindo no telhado

Em Alagoas, Lula terá de decidir o que fazer com o deputado Paulão (PT): o Planalto não acredita em suas chances em eleição majoritária.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/planalto-tem-pressa-para-tirar-da-camara-texto-do-ir

STF retoma o julgamento de Zambelli por perseguição armada

O jornalista Luan Araújo foi perseguido sob a mira de uma arma da deputada Carla Zambelli, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. (Foto: Reprodução/Internet)

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (15), o julgamento da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), no caso de perseguição armada a um jornalista durante o segundo turno das eleições de 2022. A decisão pode acarretar mais uma condenação para a parlamentar.

O julgamento será no plenário virtual e já conta com a maioria para a condenação de Zambelli, com seis votos a favor. A ação deve imputar uma pena de cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto, além da perda de mandato, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

A sessão começa às 11h e vai até as 23h59 do dia 22 de agosto.

O ministro Gilmar Mendes é o relator da ação, que votou a favor da condenação, sendo acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.

Zambelli já foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, Zambelli se encontra presa na Itália.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e07-brasil/stf-retoma-o-julgamento-de-zambelli-por-perseguicao-armada

Barroso e Fux divergem sobre relatoria de processo

Ministros do STF Luís Roberto Barroso e Luiz Fux – (Foto: Fabio Rodrigues-Pozebom | Agência Brasil | Fellipe Samapaio/STF)


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, protagonizou uma discussão acalorada com o colega de Corte, ministro Luiz Fux, em sessão no Plenário nesta quinta-feira (14). O motivo do bate-boca seria por mudança na relatoria de uma ação.

A ação em questão envolve o julgamento sobre a incidência da Cide-Tecnologia, ocorrido na quarta-feira (13), que tratava sobre a contribuição de intervenção do domínio econômico que incide sobre as remessas financeiras ao exterior a título de remuneração de contratos que envolvam o uso ou transferência de tecnologia estrangeira.

O desentendimento partiu da dúvida se Barroso tinha ou não perguntado se Fux queria se manter como relator, o qual posteriormente foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, que apresentou uma divergência em seu voto.

Barroso enfatizou que “se o relator na parte vencida concordar em reajustar, continua como relator; se o relator na parte vencida não concordar em reajustar, o primeiro que divergir terá a relatoria”, citando a posição do ministro Flávio Dino.

Fux rebate a fala de Barroso afirmando “eu fui vencido por 10 alunos com juiz de garantias e não tive a relatoria”, destacando o processo que até então era o relator.

Fux alega que o processo não teve reajuste nenhum.

“Não foi reajuste nenhum. Eu e o ministro Toffoli ficamos praticamente no voto igual, só que eu não mencionei o dispositivo e ele declarou”, ponderou.

Fux afirmou que Barroso havia passado a relatoria do processo direto para outro magistrado, sem o consultar.

Barroso negou a afirmação do ministro e pediu que o mesmo revisse seu posicionamento na sessão ocorrida na quarta-feira (13).

“Pode resgatar a sessão, tenho maior consideração por vossa excelência, e vossa excelência não está sendo fiel aos fatos […] vossa excelência está criando uma situação que não existiu”, respondeu Barroso.

Barroso chegou a dizer que não estava entendendo a “confusão” que se criava na sessão.

O ministro Gilmar Mendes tentou mediar o conflito, mas a sessão terminou sem o entendimento entre os dois magistrados.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e07-brasil/barroso-e-fux-divergem-sobre-relatoria-de-processo

O que Eduardo Bolsonaro ouviu dos EUA sobre as sanções contra Moraes

O deputado federal licenciado Eduardo
Bolsonaro (PL-SP) participou de uma série de encontros com autoridades norte-americanas, nesta quarta-feira, 13. O parlamentar brasileiro buscou esclarecimentos de representantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Uma das indagações foi sobre a forma como os bancos brasileiros interpretam as sanções impostas pela administração do republicano.

O entendimento dos bancos sobre as punições a Moraes

Segundo informações do jornal O Globo, autoridades dos EUA teriam afirmado que as instituições financeiras do Brasil entendem que o magistrado pode realizar operações em real.
Os bancos também acreditam que o ministro pode manter contas em território brasileiro.

O posicionamento apresentado pelas autoridades norte-americanas, contudo, foi de que as penalidades deveriam resultar no bloqueio completo das movimentações e contas de Moraes.

Ainda segundo O Globo, Eduardo saiu das reuniões com a impressão de que o governo dos EUA pretende pressionar bancos brasileiros. O objetivo seria fazê-los cumprir integralmente as restrições previstas na lei.

No entanto, o deputado não soube informar se os EUA irão optar por enviar um aviso formal ou se já devem aplicar sanções financeiras às instituições do país.

Eduardo Bolsonaro se manifesta

Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro declarou que os bancos que mantêm contas de Moraes estão sob sério risco. “Pode vir uma notificação, pode vir uma multa violenta”, escreveu. “Há uma fortíssima possibilidade de a temperatura aumentar ainda mais para certas autoridades brasileiras.”

https://twitter.com/BolsonaroSP/status/1956031065308770675?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1956031065308770675%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Fo-que-eduardo-bolsonaro-ouviu-dos-eua-sobre-as-sancoes-contra-moraes%2F

Durante as conversas mantidas com autoridades dos EUA, Eduardo apresentou traduções de reportagens brasileiras. O objetivo foi demonstrar como as instituições bancárias nacionais interpretam até agora as determinações da Lei Magnitsky.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/o-que-eduardo-bolsonaro-ouviu-dos-eua-sobre-as-sancoes-contra-moraes/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola#google_vignette

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