A crise política que assola o Brasil expõe uma ferida institucional que há anos sangra em silêncio: a cumplicidade entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado Federal. No centro dessa tempestade está o ministro Alexandre de Moraes, protagonista de decisões cada vez mais controversas e concentradoras de poder.
Apesar dos inúmeros pedidos de impeachment protocolados, a presidência do Senado se recusa sistematicamente a pautar o processo. Mas não se trata apenas de covardia política — estamos diante de um arranjo malicioso, um sistema construído para garantir que os poderosos jamais sejam responsabilizados. Um pacto informal de impunidade mútua.
A Constituição de 1988 previu, em sua letra, um sistema de freios e contrapesos entre os Poderes. Estabeleceu que os ministros do STF seriam julgados pelo Senado, e que os senadores, por sua vez, estariam sujeitos ao julgamento do Supremo. Na teoria, isso deveria garantir equilíbrio institucional. Mas na prática, o que se desenhou foi uma estrutura de autoproteção entre castas.
Um faz de conta institucional, cuidadosamente elaborado por uma elite política que jamais teve real interesse em submeter-se à vontade popular ou aos rigores da justiça.
É preciso lembrar que a Constituição de 1988 não caiu do céu, nem foi escrita por filósofos ou por juristas apartidários. Foi redigida, artigo por artigo, por políticos eleitos sob as regras do regime anterior, muitos dos quais já estavam há décadas encastelados no poder.
Políticos comprometidos, em sua maioria, com a manutenção de seus próprios privilégios, e não com o ideal abstrato da democracia representativa. O resultado foi uma Carta que consagrou diversas garantias importantes — sim — mas que também preservou estruturas que favorecem a impunidade, o corporativismo e a concentração de poder.
O sistema de pesos e contrapesos nunca foi plenamente funcional no Brasil porque foi desenhado por aqueles que não queriam ser realmente vigiados, fiscalizados ou responsabilizados.
O Senado julgar ministros? O STF julgar senadores? A ideia parecia bela no papel, mas foi deliberadamente amarrada por entraves, exigências políticas e trâmites que, na prática, tornam qualquer responsabilização uma raridade. A impunidade foi constitucionalizada por omissão e conveniência.
É exatamente esse o pano de fundo da atual crise. Um ministro pode abusar do poder, violar garantias, atropelar o devido processo legal, interferir em eleições, censurar cidadãos — e nada acontece. Porque do outro lado está um Senado que não ousa enfrentá-lo, não por respeito institucional, mas por receio de que a cortesia não seja retribuída.
Esse arranjo se tornou regra: senadores não processam ministros, ministros não condenam senadores. O resultado é uma simbiose perversa, onde cada lado garante a sobrevivência do outro
Trata-se, como já dito, de uma cortesia entre cúmplices. Um pacto de não agressão, em que todos continuam fazendo o que querem — e ninguém é punido.
As consequências disso são graves e crescentes. Em primeiro lugar, o comportamento dos agentes públicos se deteriora visivelmente. A certeza de impunidade destrói qualquer freio moral. Em segundo, a confiança da população nas instituições desaparece.
O cidadão sabe que será punido por um deslize comum, mas também sabe que um ministro pode desrespeitar a Constituição, ou um senador pode vender emendas, sem qualquer consequência. E enquanto o Brasil institucionaliza essa impunidade mútua, democracias mais sérias desenvolvem mecanismos mais firmes.
A Lei Magnitsky, por exemplo, permite a aplicação de sanções concretas contra indivíduos — incluindo autoridades — envolvidos em corrupção e violações de direitos humanos, mesmo quando o sistema jurídico nacional está capturado.
Esse tipo de mecanismo externo, que foge das estruturas de proteção corporativa, tem sido mais eficaz para conter abusos de figuras como Alexandre de Moraes do que a própria Constituição brasileira.
É irônico, mas revelador: um ministro do STF brasileiro teme mais a possibilidade de ter sua conta congelada nos Estados Unidos ou na Europa do que de ser julgado pelo Senado — exatamente porque ele sabe que, internamente, a Justiça não alcança os de cima.
O problema não é apenas institucional, mas cultural e histórico. O Brasil se tornou um país onde o sistema jurídico foi moldado para preservar a elite política e judicial. O cidadão pode até mudar de governo, mas os que controlam as estruturas do poder permanecem inatingíveis.
A Constituição, em vez de ser um pacto popular pela justiça e liberdade, acabou sendo, em muitos aspectos, um manual de blindagem institucional cuidadosamente redigido pelos próprios interessados em não serem punidos.
O povo brasileiro, ainda que paciente, não é ingênuo. A percepção da impunidade no topo do sistema alimenta o cinismo, a descrença e a desobediência civil. Sem justiça para todos, a democracia se esvazia. E enquanto a elite política e judiciária insiste em brincar de República, o Brasil afunda numa crise ética profunda.
É hora de romper com esse pacto silencioso. É hora de exigir que o Senado cumpra seu dever constitucional, que o STF respeite os limites de sua função, e que a lei finalmente passe a valer também para quem tem toga ou mandato.
Porque só haverá justiça de verdade quando a cortesia entre cúmplices for substituída por responsabilidade entre servidores públicos. E isso não virá de dentro do sistema — virá da pressão do povo brasileiro, que já compreendeu, com clareza, quem são os verdadeiros inimigos da República.
Edemir Bogesky von Schörner é formado em Direito pela PUCPR, analista Judiciário Sênior do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e secretário de Relações Internacionais do Bloco de Intendentes, Prefeitos, Alcaídes e Empresários do Mercosul (BRIPAEM).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/cortesia-entre-cumplices-o-pacto-silencioso-entre-senado-e-stf/
Lula reconhece que população tem razão pela insatisfação com o governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu que a população tem razão em avaliá-lo negativamente pela condução do governo. Pesquisas de opinião divulgadas desde o final do ano passado apontam uma reprovação maior do que a aprovação, e que apenas recentemente começaram a convergir para uma avaliação mais favorável após o tarifaço de Donald Trump aos produtos brasileiros.
A mais recente pesquisa de opinião, divulgada no começo deste mês pelo Datafolha, mostra uma reprovação de 40% contra apenas 29% de aprovação. O instituto ouviu 2.004 pessoas em 130 cidades brasileiras.
“O povo tinha razão de estar meio puto porque o feijão tava caro, a carne tava cara. O povo tem razão e agora nós temos que ter o compromisso de melhorar e as coisas estão melhorando, estão melhorando, estão melhorando”, disse Lula em entrevista à BandNews nesta terça (13).
Na mesma entrevista, ele minimizou a avaliação negativa pela população – afirmando que “a cor do PT é vermelha” – e a imagem entre os empresários e o agronegócio, em sua maioria apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, isso tem mais a ver com a sua origem e por olhar mais para o povo pobre do que por uma questão ideológica.
“Eu nunca me preocupei com o comportamento eleitoral do empresariado, porque acho que a maioria nunca votou em mim. Comigo tem uma questão de pele, sabem de onde eu vim, sabem da minha origem, não deixo de dizer de que lado eu tô, pra quem eu governo”, disparou.
E emendou afirmando que “os empresários sabem o que eu penso, nunca fiz comício de empresário, mas trato eles com respeito que eles merecem”. Para o presidente, os empresários não compõem seu principal eleitorado, embora os elogie constantemente e faça uma ponte com eles através do seu vice-presidente Geraldo Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Lula tem sido fortemente cobrado pelo empresariado brasileiro a ligar ou se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar o tarifaço de 50% imposto aos produtos brasileiros exportados para lá. O líder brasileiro tem sido enfático em dizer que está aberto às negociações e a receber um contato do seu homólogo norte-americano, mas que está claro que Trump não quer conversar.
Em paralelo, seus ministros – incluindo Fernando Haddad, da Fazenda, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores – têm trabalhado para organizar uma conversa entre os dois presidentes focada na questão comercial, sem levar para a área política, que é um dos principais pontos justificados por Trump para o tarifaço.
Há o temor de que a conversa termine em bate-boca como ocorreu com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca.
O presidente brasileiro lançará nesta quarta (13), às 11h30, o programa “Brasil Soberano” para ajuda aos empresários afetados pelo tarifaço. O pacote de contingência, que será encaminhado ao Congresso através de uma Medida Provisória – ou seja, com efeitos imediatos e validade de 180 dias – contará inicialmente com uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, manutenção de empregos, compras governamentais e busca por novos mercados.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-reconhece-populacao-razao-insatisfacao-governo/
Áudio atribuído a ex-juiz auxiliar de Alexandre de Moraes indica pressão e exaustão

Um áudio atribuído a Airton Vieira, juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2018 e março de 2025, revela possíveis pressões sofridas enquanto o magistrado atuava no gabinete do ministro.
Na gravação, divulgada pelo portal Metrópoles, o juiz teria indicado que chegara ao limite físico, psicológico e emocional. Segundo o site de notícias, o desabafo seria de 14 de janeiro de 2023 e feito para Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido à época por Moraes.
“Olha, realmente a coisa está feia, viu? Eu não aguento mais, física, psicológica e emocionalmente. Não consigo dormir sossegado, não tenho tranquilidade. Estou perdendo completamente a higidez mental, o pouco que eu ainda tinha. Realmente a coisa está feia”, diz o áudio atribuído a Vieira.
A Gazeta do Povo tentou contato com o juiz Airton Vieira, tanto no Tribunal de Justiça de São Paulo (onde Vieira é desembargador) como no STF, mas não obteve retorno. O suposto áudio de Vieira foi publicado hoje no portal. Tagliaferro compartilhou a publicação na rede social X.
Juiz auxiliar de Alexandre de Moraes teria declarado cobranças exageradas
Além do desgaste profissional, o magistrado teria relatado problemas familiares decorrentes da pressão no gabinete de Moraes.
“Pensei que a pressão diminuiria, mas ela voltou a crescer exponencialmente. Fico constrangido de sair agora, justamente no momento da maior tempestade. Isso seria desagradável e eu não faria. Está muito, muito difícil”, declarou.
O juiz também teria desabafado quanto aos sofrimentos causados à sua própria família. “Minha família está sendo extremamente prejudicada, e o trabalho só aumenta a pressão. Cobranças para tudo, o que falamos não tem crédito, e tudo é para anteontem”, lamentou.
Na última sexta-feira (8/8), Moraes negou o pedido da defesa de Tagliaferro para acessar os autos do inquérito que o investiga. O ex-assessor é suspeito de vazar conversas de WhatsApp do gabinete do ministro, ligadas ao bloqueio de perfis de direita nas redes sociais. A Polícia Federal o indiciou por violação de sigilo funcional com dano à administração pública.
Airton Vieira é citado na Vaza toga
O juiz Airton Vieira ficou conhecido quando, em março do ano passado, comunicou em audiência ao tenente-coronel Mauro Cid que ele voltaria à prisão. Na audiência de 22 de março de 2024, o juiz, que era na ocasião o assessor mais próximo de Moraes no STF, informou Cid sobre a prisão dele em decorrência de gravações publicadas pela revista Veja em que o tenente-coronel afirma que estaria sendo forçado a delatar o que não havia acontecido.
Airton Vieira é citado pelo jornalista David Ágape, nas reportagens “Vaza toga 1 e 2″. Segundo a matéria, Vieira teria dado instruções de como “falsificar a origem de relatórios para justificar prisões e proibições de conteúdo”. O juiz teria coordenado a censura extraoficial e pedido a criação de e-mails anônimos para aquecer denúncias.
Ágape destacou que o magistrado reconheceu a “ilegalidade do esquema e temia ser exposto”. Em uma das mensagens vazadas, enviada ao grupo de WhatsApp dos responsáveis pelas audiências de custódia, Vieira teria ironizado sua saída: “Despeço-me aqui, singelamente, pois nos demais grupos já estou me despedindo… Que nas audiências de custódia possamos dar a cada um o que lhe é de direito: a prisão!”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/audio-atribuido-a-ex-juiz-auxiliar-de-alexandre-de-moraes-indica-pressao-e-exaustao/
Senador propõe CPI “Vaza Toga” para investigar STF e Justiça Eleitoral

O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou um pedido formal para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos abusos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Justiça Eleitoral, em especial o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante o período de 2018 a 2025. Para que a CPI Vaza Toga seja instalada, são necessárias 27 assinaturas de senadores.
Caso aprovada, a comissão seria composta por 11 membros titulares, que teriam um prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, com um limite de despesas de R$ 100 mil.
A investigação deverá apurar supostas irregularidades como o compartilhamento inadequado de recursos humanos e informações entre o STF e o TSE, emissão de ordens possivelmente ilegais a servidores, produção de relatórios administrativos contra pessoas específicas, além de atuação administrativa fora dos limites legais e regulamentares.
“Este requerimento quer investigar denúncias muito sólidas de manipulação de recursos para indicar narrativas e colher antecedentes sobre os presos de 8 e 9 de janeiro de 2023”, comentou o senador.
Motivações do pedido
Segundo Amin, o pedido da CPI baseia-se em denúncias de supostos abusos de poder, incluindo o inquérito das fake news conhecido como “Inquérito do Fim do Mundo”, e as investigações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023.
O senador deixou claro que a CPI não terá por objetivo investigar diretamente a condução de inquéritos e processos judiciais conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, mas sim possíveis irregularidades na gestão administrativa das cortes mencionadas.
A fundamentação do pedido inclui reportagens do jornalista americano Michael Shellenberger, publicadas em agosto, que revelariam documentos apontando o uso de protocolos internos para monitorar perfis nas redes sociais de investigados nos ataques de janeiro.
CPI “Vaza Toga” também investigará criação de dossiês
Também são mencionadas acusações de criação de uma “força-tarefa secreta e ilegal” no TSE para vasculhar redes sociais, o uso irregular do sistema biométrico do TSE, produção de dossiês contra alvos específicos e o compartilhamento ilícito de informações com autoridades policiais, Ministério Público e terceiros.
Amin compara os fatos investigados pela CPI a situações menos graves do que aquelas que motivaram a anulação de investigações da Operação Lava Jato. Ele também questiona a classificação dos ataques de 8 de janeiro como um golpe de Estado, descrevendo o grupo envolvido como “desorganizado” e vinculado a atos de vandalismo, mas não a um golpe.
Oposição organiza “carta-denúncia” para embaixadas
Além da CPI “Vaza Toga” oposição ao governo Lula, no Congresso Nacional, organiza uma força-tarefa para entregar uma “carta denúncia” a cerca de 80 embaixadas em Brasília. O documento reúne acusações feitas pelo ex-servidor do TSE Eduardo Tagliaferro e inclui denúncias da série “Vaza Toga 2” contra o ministro Alexandre de Moraes.
“(A) força-tarefa (entregará) documento aos embaixadores relatando os crimes cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes, todos os abusos praticados e a existência de um gabinete paralelo montado no TSE para perseguir as pessoas presas no 8 de janeiro”, detalha a nota divulgada pela oposição.
A ação é liderada pelos deputados Coronel Zucco (PL-RS) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com o objetivo de internacionalizar as denúncias sobre supostas perseguições políticas, violações de direitos fundamentais e a criação de um “gabinete paralelo” no TSE para perseguir envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. “A oposição reitera que continuará vigilante (…) para que a verdade sobre os abusos cometidos no Judiciário seja levada à comunidade internacional”, indicou em nota.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/cpi-vaza-toga-esperidiao-amin-investiga-stf-justica-eleitoral/

Para ministros do TST, cidadão comum é “inconveniência”

O Tribunal Superior do Trabalho está construindo uma sala VIP no aeroporto de Brasília, o terceiro mais movimentado do país. Terá 44 metros quadrados, para que os 27 ministros do TST, quando quiserem viajar, não fiquem misturados com as pessoas comuns que pagam impostos, que sustentam o tribunal, as folhas de pagamento da corte, e regalias como os apartamentos funcionais, dos quais o menor tem 300 metros quadrados.
Na fachada do palácio que sedia o Tribunal Superior do Trabalho está escrito “O tribunal da justiça social”. Interessante: a justiça é social, mas os ministros (não todos, creio) não querem socializar com os demais passageiros e por isso inventaram essa sala VIP. O Supremo também tem uma sala dessas; eu nem sei se ministros do STF ainda usam avião de carreira, ou se ficam nessa sala VIP e depois vão de carro até a base da Força Aérea, pegar um avião que foi comprado com o dinheiro dos pagadores de impostos, que é sustentado com o dinheiro dos pagadores de impostos, e que queima o combustível pago pelos pagadores de impostos, que sustentam o Estado brasileiro.
É bom repetirmos isso sempre, para que nos demos conta dos impostos que pagamos, inclusive o imposto indireto, que pagamos sempre em tudo que compramos. Você abastece o carro e paga 40% ou mais para o Estado brasileiro. E pior é que, se abastece com gasolina, leva só 70% porque os outros 30% não são gasolina.
Montadoras também não foram consultadas sobre mais álcool na gasolina
Aliás, falei sobre isso nesta terça-feira com o presidente de uma grande montadora, cujo nome não vou divulgar aqui. Ele concordou comigo sobre todos os prejuízos trazidos por essa adição exagerada de álcool; é praticamente uma adulteração da gasolina. Eu lhe perguntei se a montadora havia recebido alguma consulta técnica a respeito. Nenhuma, ele me disse. E nem nós, que compramos e pagamos pela gasolina que colocamos em nossos carros.
MP desarticula esquema de propina com auditores fiscais em São Paulo
Auditores fiscais do estado de São Paulo estariam ganhando um dinheirão em propina e favores para liberar créditos tributários para muita gente. Prenderam o presidente da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e um executivo do FastShop, porque eles teriam pago para o sujeito que aparentemente era o coordenador disso tudo, o chefe fiscal Artur Gomes da Silva Neto; nas casas de outros auditores havia R$ 1 milhão em dinheiro vivo, dois sacos de esmeraldas, alguns euros e dólares. Eles negociavam créditos tributários, que envolvem uma burocracia enorme para a empresa receber.
Caso da Ferrogrão é um resumo do atraso brasileiro
Nesta quarta-feira faz dois anos que a Ferrogrão entrou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas entrou e ficou no dormente. Teria bitola de 1,60 metro, de Sinop (MT) até o porto de Mirituba (PA). O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, já tinha dito que a Ferrogrão estava parada nas mãos do governo federal. O problema começou quando o Psol (sempre ele) entrou no STF, a ação caiu com Alexandre de Moraes, e a construção da Ferrogrão foi paralisada porque tangenciava uma área de proteção ambiental. Já imaginaram se isso tivesse acontecido com as ferrovias norte-americanas? Os Estados Unidos não seriam o que são, não chegariam até o Pacífico. Mas aqui todo o movimento, principalmente na Amazônia e no Centro-Oeste, é para conter o progresso do país. Lula faz discursos sobre soberania todos os dias, mas parece que em planejamento estratégico é nota zero.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/sala-vip-ministros-tst-aeroporto-brasilia/
Derrotados no DF, Lula e PT tentam extinguir Fundo

Gleisi Hoffmann atacou a carta do governador Ibaneis Rocha (MDB) ao presidente Donald Trump, na qual ele esclareceu que os indicadores de violência no Distrito Federal são os menores do Brasil e quase quatro vezes inferiores aos de Washington. Ibaneis deixou claro, na carta, suas diferenças com Lula e a esquerda, enfurecendo Gleise et caterva. Sem saber o que diz, ela afirmou que o Fundo Constitucional “banca a segurança” do DF. Na verdade, indeniza os gastos com a segurança de milhares de servidores federais dos Três Poderes, como a ministra, que vivem e trabalham na capital dos brasileiros. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Desde sua derrota nas urnas do DF em 2022, Lula já tentou por duas vezes acabar com o Fundo Constitucional. Foi barrado pelo Congresso.
Em dezembro de 2024, enquanto o governo petista atacava o Fundo, Ibaneis chegou a dizer que “a turma do PT não gosta de Brasília”.
O FCDF foi criado para ressarcir o DF dos altos custos com segurança pública, saúde e educação com integrantes dos Três Poderes federais.
Presidente dos Correios não sabe se fica e nem larga o osso na estatal

Mesmo após o termino do mandato, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, não larga a generosa boquinha. Foi eleito para um mandato de dois anos, encerrado dia 6 e marcado por denúncias de ineficiência e pelos prejuízos bilionários na estatal que antes registrava lucro. No governo, a informação é de que Lula ainda não sabe se o reconduz ou substitui, e ele vai ficando entre o expediente e happy hour regados a cerveja e churrasco, como registra foto enviada à coluna.
Ganha tempo
O estatuto dos Correios permite a permanência de Fabiano no cargo “até a efetiva investidura dos novos membros”.
Cargo cobiçado
O comando dos Correios é cobiçado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), caçador profissional de cargos no governo.
Não comove
Aliados do presidente dos Correios chegaram a espalhar que ele teria pedido demissão, mas foi apenas o mandato que chegou ao fim.
Vai ficando
À coluna, os Correios não comentaram a foto, mas disseram que Fabiano “trabalha normalmente” e que está “à disposição” de Lula.
Juiz que auxiliou Moraes no STF desabafa em áudio: ‘Não aguento mais’

O juiz Airton Vieira, que atuou como auxiliar do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) de meados de 2018 a março de 2025, relatou em um áudio pressões e dificuldades enfrentadas no período em que trabalhou no gabinete. O registro foi publicado pela coluna de Paulo Cappelli no portal Metrópoles nesta terça-feira, 12.
Na mensagem enviada em 14 de janeiro de 2023 a Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vieira afirmou que chegou ao limite físico, psicológico e emocional.
“Olha, realmente a coisa está feia, viu?”, disse o magistrado. “Não estou aguentando mais em termos físicos, psicológicos, emocionais. Não consigo dormir sossegado, não tenho tranquilidade, estou perdendo completamente a higidez mental, o pouco que eu ainda tinha, viu? Realmente a coisa está feia.”
No áudio, Vieira também reclamou de interferências em seu trabalho. “Até depois, em questões de audiência de custódia, sabe, ele vem dando palpite” , queixou-se. “Não sei como vai
evoluir isso, honestamente falando, mas sei que eu já cheguei ao meu limite, aliás, já ultrapassei o meu limite faz tempo.”
Pressão no gabinete de Moraes afetou Vieira
Segundo ex- juiz auxiliar de Moraes no STF, a pressão no gabinete afetou também sua vida pessoal. “Minha família está sendo extremamente prejudicada e toda essa situação, além de tudo, do trabalho”, disse. “Porque se a situação do trabalho fosse boa, tudo bem, mas essa situação, sabe? Pressão para tudo quanto é lado, cobrança, o que a gente fala não tem crédito, tudo para anteontem.”
Na última sexta-feira, 8, Moraes negou pedido da defesa de Tagliaferro para acessar os autos do inquérito que o investiga. O ex-assessor do TSE é acusado de vazar conversas de WhatsApp com integrantes do gabinete do ministro sobre bloqueios de perfis de direita em redes sociais. A Polícia Federal o indiciou por violação de sigilo funcional com dano à administração pública.
O magistrado deixou o gabinete de Moraes em março deste ano. Em julho, o ministro foi sancionado pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, sob acusação de violação de direitos humanos. Moraes declarou que a medida não o fará recuar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde no STF por suposto golpe de Estado.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/juiz-que-auxiliou-moraes-no-stf-desabafa-em-audio-nao-aguento-mais/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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