EUA criticam prisão domiciliar de Bolsonaro e prometem responsabilizar todos que apoiarem ordem de Moraes

O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: KEN CEDENO/EFE/EPA/ POOL)

O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob o governo do presidente Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (4), por meio de publicação na rede social X, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na mensagem publicada, o órgão do governo norte-americano afirmou que o “ministro Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua usando as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”. A mensagem continua: “Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro se defender em público não é um serviço ao público. Deixem Bolsonaro falar!”.

“Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”, conclui de forma enfática o Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental.

Publicação feita pelo Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA no X. (Foto: Reprodução/@WHAAsstSecty)

A decisão do ministro Moraes de impor prisão domiciliar a Bolsonaro foi tomada nesta segunda após o magistrado entender que o ex-presidente descumpriu restrições fixadas em julho, que o proibiam de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros, em manifestações públicas. Segundo Moraes, neste domingo (3), durante manifestação no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ligou para o pai, que, usando tornozeleira eletrônica, saudou os manifestantes: “boa tarde, Copacabana, boa tarde, Brasil. Um abraço a todos, é pela nossa liberdade. Estamos juntos”.

No despacho, Moraes afirma que, com este ato, Bolsonaro agiu “ilicitamente” ao se dirigir aos manifestantes, produzindo “material pré-fabricado para seus partidários continuarem a coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/eua-criticam-prisao-domiciliar-de-bolsonaro-e-prometem-responsabilizar-todos-que-apoiarem-ordem-de-moraes/

Congressista dos EUA critica prisão de Bolsonaro e acusa Moraes de abuso de poder

A congressista María Elvira Salazar é uma das vozes nos EUA que há muito tempo condenam as ações do ministro Alexandre de Moraes (Foto: EFE/Lênin Nolly)

A deputada republicana María Elvira Salazar condenou a ordem de prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (4).

A congressista americana classificou a medida como um ato de injustiça e abuso de poder. “Alexandre de Moraes mais uma vez abusou do poder ao colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar sem nenhuma condenação ou devido processo legal”, disse ela.

Segundo Salazar, a ordem do ministro do STF não é justiça, mas perseguição política. Ela acrescentou que o “Brasil está perigosamente perto de se tornar uma ditadura, na qual opositores são silenciados, não julgados. Precisamos levantar a voz antes que seja tarde demais”.

Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira dentro da investigação aberta recentemente pelo ministro contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), depois estendida ao ex-presidente, em razão da pressão feita junto aos Estados Unidos para sancionar Moraes com base na Lei Magnitsky.

O governo de Donald Trump se manifestou no mesmo dia, por meio do Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estado americano, condenando a ordem do ministro do STF.

Em uma publicação em português no X, os EUA afirmaram que Moraes “continua usando as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/congressista-dos-eua-condena-prisao-bolsonaro-acusa-moraes-de-abuso-poder/

Alexandre Garcia

Prisão de Bolsonaro pode levar a reação de Trump contra Moraes

Jair Bolsonaro teve prisão domiciliar decretada por Alexandre de Moraes em 4 de agosto. (Foto: Andre Borges/EFE)

No domingo Jair Bolsonaro já estava em prisão domiciliar de fato, porque ele é proibido de sair de casa aos fins de semana. Aí seu filho Flávio, senador, que estava no palanque em uma Copacabana lotada, ligou para o pai, pedindo uma mensagem. Jair gravou a mensagem, e publicaram fotos dele de bermuda, em casa, mostrando a tornozeleira. A reação veio no fim da tarde de segunda-feira, com Alexandre de Moraes decretando prisão domiciliar. Jair Bolsonaro não pode mais sair de casa; está preso em casa, embora não tenha sido condenado.

Não sei se, no momento em que vocês estão me ouvindo ou lendo, já houve alguma reação de Washington, mas o Departamento do Tesouro, que aplica a Lei Magnitsky, já havia avisado que não ficaria apenas em Moraes. Ou seja, Moraes pode estar arrastando consigo mais ministros do Supremo, o que pode ser uma tremenda inconveniência para os que estão mais próximos dele, como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, que fizeram os discursos na reabertura dos trabalhos do Supremo. Muitos colocam Flávio Dino também nesta lista.

E Moraes também está arrastando consigo Lula, porque neste terceiro mandato eu nunca vi tanto grito contra Lula quanto no domingo. Em primeiro lugar, o grito é contra Moraes, mas trouxe Lula a reboque. Ou seja, o Supremo que tirou Lula da prisão e o botou na Presidência, como lembrou Gilmar Mendes outro dia, agora pode estar ajudando um movimento de impeachment de Lula, como se ouviu nas ruas.

Magnitsky desemperrou a roda dos sorteios de relatoria no STF

E vocês notaram que a Lei Magnitsky parece ter lubrificado a roda emperrada do sorteio de relatores? Antes, só dava Moraes. Agora, o caso de Daniel Silveira caiu para Luiz Fux. O relator de um pedido de Lindbergh Farias para mandar os bancos brasileiros manterem as contas de Moraes (o que é uma maluquice) é Cristiano Zanin. Até esse momento, não vi nenhuma decisão nesta segunda ação, mas o ministro está em uma sinuca de bico: se Zanin mandar os bancos manterem abertas as contas de Moraes, os bancos fecham, porque não têm como funcionar se desobedecerem à Lei Magnitsky; mas, se disser que não pode atender o pedido e que os bancos têm de obedecer à Magnitsky, o colega não vai gostar.

Mais uma canetada de Toffoli para acabar com o combate à corrupção

O ministro Dias Toffoli, com uma liminar, suspendeu uma ação de improbidade administrativa contra o senador Jaques Wagner que corria na Justiça Federal na Bahia, a respeito das obras do estádio para a Copa do Mundo de 2014, quando Jacques Wagner era governador da Bahia. Toffoli alegou que as provas da Odebrecht tinham sido anuladas. Meu avô, se fosse vivo, ficaria escandalizado com isso. Toffoli era advogado do PT, antes de virar advogado-geral da União e ministro do Supremo, e Jaques Wagner é o líder do governo do PT. Meu avô diria que Toffoli deveria se declarar impedido, por razões éticas, e passar o caso para outro ministro que não tenha sido do PT. Mas o Supremo já naturalizou isso e muito mais; mulheres de ministros sendo advogadas em ações no Supremo, ministro fazendo gesto obsceno, isso já foi normalizado. Meu avô já está dispensado de ver essas coisas há algum tempo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/prisao-bolsonaro-reacao-trump-alexandre-de-moraes/

Lorenzo Carrasco

“FIASCOP30” à vista?

Brasil arrisca vexame global com a COP30: logística caótica, hotéis abusivos e alerta internacional ameaçam tornar Belém em uma “Fiascop”. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Não foi falta de aviso. Quando o governador do Pará, Helder Barbalho, no final de 2022, sugeriu ao então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva que a conferência climática COP30 fosse realizada em Belém, vozes sensatas advertiram que a capital paraense não tinha condições mínimas para sediar um evento de tal envergadura.

O encontro costuma reunir mais de 50 mil pessoas, entre delegados oficiais, ongueiros, jornalistas etc. – mais que o dobro dos leitos disponíveis na rede hoteleira da cidade. Mas Lula, ainda eufórico com sua vitória eleitoral e encantado com a proposta de organizar uma “COP da Amazônia”, não lhes deu ouvidos e mandou seguir em frente.

Para tanto, o governo resolveu investir mais de R$ 5 bilhões em obras de maquiagem na cidade, recursos extraorçamentários amealhados de várias fontes (inclusive, um despropositado aporte de R$ 1 bilhão da Itaipu Binacional), os quais poderiam ser incomparavelmente mais úteis se utilizados diretamente para amenizar o principal problema ambiental da cidade, a carência da infraestrutura de saneamento básico.

De resto, nunca é demais ressaltar que esse é o maior problema ambiental do país e do mundo, não a ilusória crise climática que tem motivado os convescotes anuais da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), organizadora das COPs (abreviatura em inglês de Conferência das Partes). E os alertas prosseguiram nos últimos dois anos e meio, como observei nesta coluna.

Agora, o problema atingiu um ápice. A menos de 100 dias da abertura da conferência, o Brasil se vê diante do risco de um fiasco maiúsculo

A forte especulação com os preços das hospedagens, em especial, na rede hoteleira, que passou a cobrar diárias que chegam a ser 10-15 vezes maiores que as habituais, assustando até mesmo os governos dos países desenvolvidos.

Na semana passada, um grupo de 25 negociadores internacionais enviou à organização da conferência e à UNFCCC um documento sugerindo que, se os preços de hospedagem exorbitantes não forem solucionados, o evento seja, pelo menos parcialmente, transferido para outra cidade.

Folha de S. Paulo (01/08/2025) teve acesso ao documento e entrevistou alguns dos signatários, que manifestaram a insatisfação generalizada com os problemas de hospedagem, logística, segurança e transporte.

“[Ter condições de participar] significa ser possível viajar para Belém, ficar em acomodações adequadas e acessíveis, e ir ao pavilhão e voltar de forma segura e eficiente em termos de tempo, inclusive tarde da noite”, afirma o texto.

Entre os signatários, além do Grupo de Negociadores Africanos e o de Países Menos Desenvolvidos – compreensivelmente, os mais preocupados com os custos –, estão países desenvolvidos, como a Áustria, Bélgica, Canadá, República Checa, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça.

Na terça-feira 29 de julho, a UNFCCC realizou uma reunião de emergência para discutir os problemas da organização do evento, dando ao Brasil o prazo até o próximo dia 11 de agosto para responder à solicitação de providências.

“O Brasil tem muitas opções para termos uma COP melhor, uma boa COP. Por isso estamos pressionando para que o Brasil forneça respostas melhores, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”, disse Richard Muyungi, presidente do Grupo de Negociadores Africanos, que representa os 54 países do continente.

Segundo ele, “há uma sensação, literalmente, de revolta dos países por essa insensibilidade, sobretudo por parte dos países de menor desenvolvimento, que estão dizendo que não poderão vir à COP por causa dos preços extorsivos e abusivos (Estadão Conteúdo, (01/08/2025)”.

Procurada pela Folha, a secretaria extraordinária da COP30 confirmou o recebimento da carta, mas limitou-se a enfatizar que “não há a possibilidade da COP30 ou parte da conferência acontecer fora de Belém (Folha de S. Paulo, 01/08/2025)”.

Por sua vez, o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, apenas confirmou o pedido de alguns países para que a sede da conferência fosse mudada e transferiu o problema: “Acredito que talvez os hotéis não estejam se dando conta da crise que eles estão provocando.”

Sem surpresa, os representantes do setor não passaram recibo e reagiram ferozmente. “É uma sacanagem que estão fazendo com o Brasil e o estado do Pará. Estamos todos de mãos dadas com o mesmo objetivo. A presidência da COP quer acabar com o Brasil, puxando a toalha da mesa”, rugiu o presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes dos Municípios de Belém e Ananindeua, Eduardo Boullosa (O Globo, 02/08/2025).

Em última análise, a crise é resultante da própria obsessão combinada de Lula e Barbalho com a “COP da Amazônia”. À capacidade de hospedagem limitada, juntou-se a ganância dos hoteleiros, que, somadas à obstinação do governo federal em concentrar todos os eventos na cidade, geraram um problema de difícil solução.

Se o impasse não for contornado, a “COP da Amazônia” poderá entrar para a história das conferências climáticas como a “Fiascop”, um duríssimo golpe na pretensão de alguns de posicionar o Brasil no cenário global como uma “potência verde”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lorenzo-carrasco/fiascop30-a-vista/

Paulo Briguet
J. R. Guzzo partiu, mas sua coragem moral e paixão pelo jornalismo verdadeiro seguem vivos, inspirando a luta pela liberdade no Brasil. (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Caro mestre J. R. Guzzo,

Neste sábado, acordei com a triste notícia da sua morte. Iríamos, eu e o meu amigo Jorge Serrão, fazer um programa sobre o professor Olavo de Carvalho, e resolvemos estender a homenagem a você. Em 2013 e 2015, tive a alegria de ser recebido pelo Olavo na Virgínia, mas infelizmente você partiu antes que eu pudesse conhecê-lo e manifestar pessoalmente minha admiração pelo seu trabalho. Faço-o por meio desta carta.

A saudosa professora Maria Helena Vianna ensinou-me no primeiro dia de aula, em 1989, as seis perguntinhas básicas a que toda matéria jornalística deve responder: Quê? Quem? Como? Quando? Onde? Por quê? Mais tarde, aprendi com o grande Carlos Lacerda que há uma sétima e fundamental pergunta a ser respondida pelo jornalismo: E daí?

Você, Guzzo, ao longo dos seus 82 anos de vida e 64 de imprensa, notabilizou-se por responder com maestria à sétima pergunta do lead — que corresponde à essência da notícia. 

Tendo iniciado sua carreira no antigo “Última Hora”, você foi uma testemunha participante de todos os grandes momentos da história do país nas últimas sete décadas. Como diretor de redação da revista “Veja” de 1976 a 1991, transformou-a na maior publicação do país, com recorde de vendagens.

Certamente, você conhecia a famosa frase de George Orwell: “Jornalismo é aquilo que alguém quer que não seja publicado; o resto é publicidade”. Pois foi exatamente a partir desse incômodo provocado pelo verdadeiro jornalismo que se iniciou a derradeira e — por que não dizer? — mais heroica fase de sua trajetória profissional. 

Em 2019, a revista que você engrandeceu se apequenou ao censurar a publicação de um artigo sobre o Supremo Soviete Federal. Mas você se tornou maior ainda, fundando a revista “Oeste” e sendo acolhido como colunista aqui na “Gazeta do Povo”. Uma de minhas maiores honras profissionais deste cronista de sete leitores é ter o nome perto do seu na lista de colaboradores do jornal.

Nos últimos seis anos, Guzzo, você foi um guerreiro incansável em defesa da liberdade de expressão e no combate à ditadura judicial socialista que se implantou em nosso país. Em todos os seus artigos — escritos em português impecável e clareza meridiana — você desmascarava e enfrentava os tiranos do Regime PT-STF. 

A essência do seu trabalho estava em uma virtude cada vez mais rara na grande mídia: a coragem moral

A palavra coragem deriva do latim coraticum e quer dizer “aquilo que vem do coração”. Aqui não se trata do coração como sinônimo de emocionalismo barato, mas sim do termo em seu sentido clássico: o de centro da consciência. Você escrevia com o coração nas mãos, ou seja, com absoluta sinceridade intelectual e humildade diante dos fatos.

A coragem, como explica Santo Tomás de Aquino, não é apenas uma ação, mas a bravura que se origina em um coração forte e uma alma fiel. A covardia, ao contrário, deriva de coda — cauda, rabo. É a atitude dos que têm o rabo preso e servilmente colocado entre as pernas, como os animais amedrontados. É claro que, em um país governado por covardes, você incomodava muito — e vai fazer muita falta.

Mas eu tenho boas notícias, Guzzo. No dia seguinte à sua partida, multidões de brasileiros foram às ruas para deixar claro que não vamos parar, nem precipitar, nem retroceder. A força do seu coração, mestre, vai inspirar e motivas as nossas lutas. Seu coração parou de bater no sábado, mas no domingo estava pulsante nas ruas do Brasil.

Que Deus o receba em Sua infinita misericórdia.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/carta-ao-guzzo-mestre-do-jornalismo/

Rodrigo Constantino

O povo nas ruas e um socialista no poder

Manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (3), na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: EFE/ Sebastião Moreira)

Enquanto Lula fazia seu discurso mais socialista ao lado do neto de Fidel Castro, o maior tirano que o continente já teve, o povo patriota tomava as ruas do país de forma ordeira e pacífica para pedir liberdade. Lula atacava o dólar em evento do PT, com figurino cada vez mais “Maduro”, e o povo brasileiro lotava a Paulista para pedir respeito às leis e agradecer Trump pelas sanções a Alexandre de Moraes.

Os mentirosos de sempre falaram em 37 mil pessoas, o que chega a ser ridículo. Dá para acreditar no Ortellado ou nos própios olhos, mas não em ambos. O sistema tenta diminuir a dimensão do fenômeno, mas a realidade se impõe: uma multidão foi às ruas e num clima diferente, de maior esperança e otimismo, agora que o todo-poderoso Moraes está mais acuado e “sangrando”.

O anúncio da morte do bolsonarismo, feito pelo ministro Barroso, mostrou-se um tanto precipitado, como no caso de Mark Twain. O bolsonarismo segue vivo, mesmo com Bolsonaro em prisão domiciliar, sem poder dar entrevistas ou usar suas redes sociais. Governadores foram figuras ausentes nas manifestações, o que chamou certa atenção.

O sistema tenta diminuir a dimensão do fenômeno, mas a realidade se impõe

Quem quer falar em união da direita tem a obrigação de lutar pela anistia ampla e irrestrita, o que inclui Jair Bolsonaro. Só haverá eleição legítima em 2026 se o nome de Bolsonaro estiver nas urnas. Sua inegebilidade é patética e golpista. Há inclusive o risco de os Estados Unidos não reconhecerem nossas eleições se Jair estiver fora do pleito. Portanto, qualquer outra coisa que não exigir a volta de sua elegibilidade é oportunismo de quem quer substituir Bolsonaro, não unir a direita e restaurar a democracia.

O que vimos neste domingo foi uma espécie de “primavera tupiniquim”, e dia 7 de setembro tem mais. O povo perdeu o medo, rompeu o marasmo e fez sua parte. A narrativa de que as sanções americanas dariam fôlego a Lula se mostrou exagerada, e sua rejeição segue 40% mesmo no DataFolha (deve ser muito maior na realidade). Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro era um dos grandes heróis nas manifestações. Os tucanos não conseguiram emplacar o discurso de divisão na direita, até porque todos já sabem que eles não são direita, mas sim esquerda infiltrada.

Que essas manifestações sejam apenas o começo. É preciso deixar claro que o povo brasileiro não vai aceitar virar uma Venezuela de braços cruzados. Ainda mais agora que os americanos mandaram sua cavalaria em peso para nos ajudar. A bola está do nosso lado, e é hora de pressionar os senadores pelo impeachment de Moraes e os parlamentares todos pelo projeto da anistia. Só isso pode salvar a democracia brasileira.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/o-povo-nas-ruas-e-um-socialista-no-poder/

Autoridade dos EUA critica ordem de Moraes sobre domiciliar de Bolsonaro: “ditadura judicial”

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, condenou medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro ordenadas por Moraes (Foto: EFE/Francisco Guasco)

O vice-secretário do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está arrastando o Brasil para uma ditadura judicial em uma publicação no X após a decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Os impulsos orwellianos desenfreados do ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”, escreveu a autoridade americana.

O representante do governo de Donald Trump declarou que funcionários públicos precisam estar preparados para as críticas que recebem da população, algo que, em sua visão, o ministro Alexandre de Moraes não consegue aceitar.

“Isso faz parte do contexto e você tem que esperar por isso. Aparentemente, ninguém contou isso ao ministro Moraes, do STF, que hoje colocou o ex-presidente Bolsonaro em prisão domiciliar e o privou do acesso a um celular. Seu suposto crime? aparentemente criticar o ministro Moraes, o que o ministro agora convenientemente caracteriza como uma obstrução da justiça”, disse no X.

A decretação de prisão preventiva contra Bolsonaro foi emitida nesta segunda-feira (4). O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, chegou a publicar uma mensagem em português criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/autoridade-dos-eua-critica-ordem-moraes-sobre-domiciliar-bolsonaro-ditadura-judicial/

Novas mensagens vazadas sugerem “justiça paralela” de Moraes no 8 de janeiro

Apuração aponta que Moraes teria montado um gabinete paralelo de inteligência para produzir provas contra detidos no 8 de janeiro de 2023. (Foto: Antônio Augusto/STF)

Novas mensagens vazadas de assessores do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que a estrutura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria sido usada para investigar os atos de 8 de janeiro. Segundo as conversas, servidores do TSE teriam feito levantamentos em redes sociais de manifestantes detidos em frente a quartéis, com o objetivo de embasar as prisões.

As informações foram obtidas pelos jornalistas David Ágape e Eli Vieira, no bojo do caso que ficou conhecido como “Vaza Toga”. Segundo a nova apuração, divulgada nesta segunda-feira (4) no site da organização Civilization Works, do jornalista americano Michael Shellenberger, Moraes teria supervisionado a força-tarefa a partir de seu gabinete. O objetivo era gerar relatórios sobre alvos específicos com base em informações de redes sociais e conversas em grupos privados.

As novas mensagens apontam que ele teria recrutado funcionários dos dois tribunais – na época Moraes presidia o TSE – para operar uma espécie de unidade de inteligência que se comunicava através do WhatsApp e tinha a participação inclusive de seus juízes auxiliares.

A Gazeta do Povo solicitou posicionamento do STF e do TSE sobre as revelações e, até o momento, não obteve resposta. Os jornalistas que divulgaram as mensagens também buscaram contato com os envolvidos, mas não foram atendidos.

“Certidões” com base em postagens de rede social

De acordo com a apuração, a força-tarefa funcionava com base em “certidões” informais geradas inclusive a partir de comentários nas redes sociais, que poderiam ser suficientes para rotular alguém com uma “certidão positiva”, classificação que ajudava a manter a pessoa presa. Essas certidões, segundo consta, nunca foram compartilhadas com advogados de defesa nem analisadas por promotores.

A operação chegou a recrutar colaboradores externos, incluindo ativistas políticos, universidades e agências de verificação de fatos, para se infiltrar em grupos de bate-papo privados. Segundo a apuração, Moraes autorizava essas ações através de e-mails enviados para sua conta pessoal, evitando canais institucionais.

A coordenação da força-tarefa teria ficado a cargo de Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes no STF, que criou e administrou o grupo do WhatsApp. Eduardo Tagliaferro, então chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE, foi quem denunciou as ordens secretas via WhatsApp para elaborar relatórios de alvos pré-selecionados.

Também teriam participado da força-tarefa Marco Antônio Martins Vargas, juiz auxiliar de Moraes no TSE, e Airton Vieira, assessor judicial no STF responsável por conduzir audiências de custódia do 8 de janeiro. Outros assessores do TSE contribuíram para traçar o perfil de mais de 1,4 mil detidos usando qualquer vestígio digital disponível.

As mensagens mostram, segundo a apuração, que o ritmo de análise das informações era frenético e, até certa forma, improvisado. As certidões eram emitidas, retiradas e reemitidas em questão de minutos, muitas vezes sem motivo aparente.

As mensagens mostram funcionários recebendo listas informais de detidos diretamente da polícia, incluindo nomes, fotos e números de identidade, sem cadeia de custódia formal. Em um áudio, um policial federal pediu confidencialidade porque os dados eram “muito procurados”, apontando que o material estava sendo compartilhado fora dos canais legais.

Após associar um nome a um rosto, a equipe vasculhava plataformas de mídia social buscando postagens que pudessem ser interpretadas como “antidemocráticas”. Os critérios variavam caso a caso, incluindo compartilhar publicações sobre os protestos, criticar o STF ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participar de grupos no Telegram ou WhatsApp, retuitar conteúdo rotulado como “desinformação”, menções em reportagens ou denúncias anônimas online.

Cada certidão baseava-se em pesquisas rápidas no Facebook, Instagram, Twitter, TikTok, YouTube, Telegram e Gettr. Se algum conteúdo fosse encontrado, o detido recebia “certidão positiva”. As principais fontes para justificar os rótulos eram notícias e perfis anônimos no Twitter, frequentemente sem verificação de autoria ou contexto.

Essa classificação era suficiente para justificar a detenção, independentemente de antecedentes criminais, comportamento violento ou presença dentro de prédios governamentais.

Entre os exemplos citados na apuração está o de um caminhoneiro denunciado por postagens no Facebook que criticavam Lula e questionavam as eleições de 2022. Ele não estava nos atos de vandalismo do dia 8 de janeiro de 2023, apenas no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, onde foi preso no dia seguinte e acusado pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito – ele passou 11 meses e 7 dias preso.

Outro homem foi preso por uma única postagem no Instagram que dizia: “Fazer cumprir a Constituição não é golpe”. Outro, um vendedor ambulante de 54 anos, nem sequer participou dos atos e chegou apenas à noite ao acampamento para vender bandeiras e camisetas, mas também foi detido.

Em uma mensagem, Cristina Kusahara reconheceu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia recomendado a libertação de um grupo de detidos. Mesmo assim, Moraes recusou-se a soltá-los até que sua equipe terminasse de examinar suas redes sociais.

“A PGR pediu a LP (liberdade provisória) deles, mas o ministro não quer soltar sem antes a gente ver nas redes se tem alguma coisa”, escreveu.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/mensagens-vazadas-justica-paralela-moraes-8-janeiro/

EUA chamam Moraes de violador dos direitos humanos e advertem STF

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – Foto: The White House.

O governo Donald Trump condenou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada nesta segunda-feira (4), e avisou que irá responsabilizar “todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”, em um claro recado aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal, onde outros sete ministros já estão proibidos de entrar nos Estados Unidos.

Dado importante é que a manifestação do governo Trump se deu no âmbito do segundo escalão do Departamento de Estado, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão de terceiro escalão da administração federal, por meio da rede social X, sinalizando na linguagem diplomática que as autoridades superiores não se nivelam a pessoas já sancionadas pela Lei Magnitsky.

No texto divulgado, o governo americano classifica o ministro do STF Alexandre de Moraes de “violador de direitos humanos” que usa as instituições brasileiras para “silenciar a oposição e ameaçar a democracia”. De acordo com a nota, “impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!”.

A Embaixada dos EUA no Brasil republicou o post que originalmente saiu em duas versões, inglês e em português. .

O governo dos EUA já enquadrou Moraes na Lei Magnitsky, considetada a “morte financeira” e também a “morte digital” dos seus alvos, assim como proíbe qualquer relação de contrato ou prestação de serviço com empresas e cidadãos americanos, punindo severamente quem venha a descumprir seus efeitos. Um total de 34 países são signatários da Lei Global Magnitsky.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/notas/ttc-fique-de-olho/eua-chamam-moraes-de-violador-dos-direitos-humanos-e-advertem-stf

Prisão é cortina de fumaça para tentar esconder ‘Vaza-toga 2’, diz Nikolas

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) – Foto: Agência Câmara.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou na noite desta segunda-feira (4) que a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem o objetivo de “cortina de fumaça” para reduzir os impactos da divulgação da parte 2 do relatório da Vaza-Toga, com revelações inéditas sobre os métodos do ministro do STF Alexandre de Moraes contra a oposição ao governo Lula (PT), como a criação de uma força-tarefa secreta para incriminar bolsonaristas.

‘Certidões produzidas’

O relatório “Arquivos do 8 de Janeiro” aponta que um grupo secreto no WhatsApp produziu “certidões de inteligência” para incriminar pessoas.

Pedido de prisão

O deputado mineiro, que ligou para Bolsonaro enquanto discursava na Avenida Paulista, voltou a pedir ontem a prisão de Moraes.

Cobrança pública

Nikolas cobrou atitude dos presidentes da Câmara e do Senado e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): “cadê vocês?”

Jornalismo investigativo

A Vaza-Toga 2 é uma investigação de David Ágape, Eli Vieira e Alex Gutentag e divulgada pelo jornalista americano Michael Shellenberger.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/prisao-de-bolsonaro-e-cortina-de-fumaca-para-esconder-vaza-toga-2-afirma-nikolas]

Vingança e ditadura, diz oposição, sobre a prisão de Bolsonaro

A prisão domiciliar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou uma forte reação de políticos de oposição ao governo federal.

Vários parlamentares que se manifestaram nas redes sociais classificaram a decisão de Moraes de injusta, vingativa e, principalmente, ditatorial, entre outras definições. A deputada Caroline de Toni (PL-SC), por exemplo, disse que a ordem de prisão representa a comprovação da existência de uma “justiça paralela”.

Para oposição, medida expõe desespero de Moraes

Em nota publicada no Twitter/X, ela afirmou: “Depois de tudo que veio à tona hoje, das mensagens vazadas escancarando a existência de uma justiça paralela, operando à margem da lei para perseguir adversários políticos, vem a prova cabal: Alexandre de Moraes decreta a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, sob uma justificativa absurda e autoritária”.

A deputada acrescentou: “Sem julgamento. Sem direito à defesa. Sem crime. A ‘prova’ seria um vídeo postado nas redes do filho, com uma fala de apoio à liberdade. Isso basta, segundo o ministro, para manter um ex-presidente em cárcere. É por esse tipo de injustiça que o povo voltou às ruas. E não vai parar.”

Uma ditadura confusa, diz Nikolas Ferreira

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), do mesmo modo, chamou a decisão de “ditadura confusa” O parlamentar, aliás, ironizou que Bolsonaro estaria sendo preso “por nem falar”. Já o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) questionou sobretudo a coincidência entre a ordem de prisão e a publicação de novas denúncias contra Moraes, reveladas pela chamada Vaza Toga: “Absurda prisão domiciliar no dia em que sai nova matéria sobre abusos de Moraes no 8 de janeiro”.

https://twitter.com/CarolDeToni/status/1952485658355806347?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1952485658355806347%7Ctwgr%5Eb638fbdc98815e0f75ef9851aa6889cec374c39d%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Fvinganca-e-ditadura-diz-oposicao-sobre-a-prisao-de-bolsonaro%2F

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também condenou a medida, classificando o episódio como “um dia triste para mim e para dezenas de milhões de brasileiros. Ninguém pode concordar com isso”.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/vinganca-e-ditadura-diz-oposicao-sobre-a-prisao-de-bolsonaro/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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