No Brasil de hoje, um magistrado tem mais direitos que qualquer brasileiro

J.R. Guzzo
Fachada do Supremo Tribunal Federal (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Se você é um cidadão contemplado com uma porção razoável de sorte no momento em que nasceu, vai passar a vida toda sem nunca ter tido a necessidade de ver um juiz de Direito, um magistrado É uma das melhores coisas que pode acontecer a um brasileiro nos dias de hoje. Após anos e anos de esforços grandiosos e intransigentes, a magistratura nacional – incluindo-se aí procuradores, promotores e conexos – conseguiu eliminar o sistema judicial no Brasil.

Para quem precisa de justiça, por alguma razão, é um horror. Não existe mais, simplesmente, a possibilidade de contar com uma organização pública à qual recorrer para que se faça cumprir a lei, proteger direitos e cobrar obrigações. Não na prática, e não no mundo das realidades. O que há, em vez de tribunais, é uma mescla de sindicatos que pensam unicamente em defender os interesses materiais de juízes, promotores etc. etc. etc.

Não existe mais, simplesmente, a possibilidade de contar com uma organização pública à qual recorrer para que se faça cumprir a lei, proteger direitos e cobrar obrigações

São os sindicatos mais poderosos, bem-sucedidos e eficazes para os seus associados que existem no Brasil. Não há causa que não ganhem – mesmo porque não há causa que eles próprios não julguem. O salário médio dos 18 mil magistrados brasileiros é de R$ 60 mil por mês – e frequentemente muito mais. Desde que deixaram de ser uma função pública para ser uma “categoria” de “trabalhadores”, acumularam um tesouro de benefícios que os transforma em pessoas ricas com dinheiro do Erário – os infames “penduricalhos”.

Pior que tudo, a sindicalização da Justiça brasileira incorporou a impunidade criminal como um direito adquirido dos magistrados. Isso quer dizer o seguinte, na vida como ela é: um juiz pode cometer qualquer crime neste país e tem a garantia oficial, para todos os efeitos práticos, de que não será punido. É julgado, e, se for condenado pelo crime que cometeu, a pior pena que pode receber é a aposentadoria compulsória – com salários integrais.

Vale para quem vende sentenças – uma praga que tem se espalhado com a rapidez e agressividade das piores epidemias –, mas também para quaisquer crimes, mesmo os mais violentos. Nos casos de corrupção, aparece denúncia, sai no jornal e são feitos todos os ruídos apropriados – mas jamais algum juiz é punido. Recebem de volta, até mesmo, o que roubaram. O magistrado é um cidadão que tem, abertamente, mais direitos que qualquer brasileiro. A impunidade geral e irrestrita é a ferida na testa.

Acontece toda hora, e voltou a acontecer. Um juiz de Araçatuba (SP) aposentou-se aos 55 anos de idade. Está ganhando R$ 130 mil por mês – líquidos. O ex-magistrado acaba de matar uma ciclista quando estava guiando bêbado, com uma mulher pelada no colo. Já está solto, e não vai ser preso nunca mais. Quem fica preso, no Brasil sem lei, é a senhora de 74 anos, travada numa cadeira de rodas, que o ministro Alexandre de Moraes condenou como “golpista”. Ameaça à “segurança nacional”, diz ele.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/no-brasil-de-hoje-um-magistrado-tem-mais-direitos-que-qualquer-brasileiro/

Barroso alfineta Trump e diz que mentir deveria ser “errado de novo” 

Barroso ironiza slogan de Trump “Make America great again” para defender regulação das redes sociais feita pelo STF. (Foto: Wallace Martins/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, alfinetou nesta segunda-feira (28) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma palestra para advogados e estudantes de Direito. Em inglês, o ministro disse que “deveríamos fazer com que mentir seja errado de novo” (we should make lying wrong again), em alusão ao famoso slogan de Trump: “Make America great again” (fazer a América grande novamente).

Barroso defendeu a regulação das redes sociais imposta pela Corte, que ampliou a responsabilização de plataformas por publicações de usuários. Ele discursou no painel do congresso internacional da International Society of Public Law (Icon.S), em Brasília, sobre digitalização, autoritarismo e democracia.

“Em uma democracia aberta e pluralista, a verdade não tem dono. Mas mentir não é uma estratégia política legítima. Uma causa que se baseia em engano, ódio ou desinformação não pode ser uma causa justa. Então, deveríamos fazer da mentira algo errado novamente”, disse o presidente do Supremo.

Trump anunciou a taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir da sexta-feira (1º). Ele atribuiu o tarifaço, entre outros motivos, ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo STF e às decisões do ministro Alexandre de Moraes contra big techs.

No último dia 18, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, de seus “aliados” na Corte e seus familiares. Horas antes, Moraes havia determinado uma série de medidas cautelares contra Bolsonaro. Barroso e os ministros Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes também teriam sido alvos da medida.

Na palestra, Barroso destacou que a Corte esperou “bastante tempo” para que o Congresso regulamentasse as redes sociais, destacando que a solução encontrada foi “equilibrada, moderna e não prejudica o modelo de negócios das plataformas digitais”, informou o portal Jota, um dos parceiros do evento.

“Esperamos bastante tempo para ver se o Congresso legislaria sobre o tema, o que nunca aconteceu. Então tivemos que decidir. Quando decidimos, havia diferentes expectativas na sociedade. Alguns achavam que o STF não deveria se envolver. Outros achavam que demoramos demais. E há sempre aqueles que, qualquer que seja nossa decisão, dirão que foi errada”, afirmou o ministro.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/barroso-alfineta-trump-e-diz-que-mentir-deveria-ser-errado-de-novo/

Governo Lula não cogita negociação com os EUA antes de tarifa de 50% entrar em vigor

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: EFE/Andre Borges)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já admite internamente que não haverá negociação com os Estados Unidos antes da taxação de 50% imposta pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros entrar em vigor na sexta-feira . A avaliação acontece após semanas de embates nas redes sociais e de tentativas fracassadas do Itamaraty abrir canais de diálogo com a Casa Branca.

Ao invés de tomar medidas claras para tentar um acordo, Lula continua apostando no embate com Trump para tentar faturar politicamente aqui no Brasil e melhorar sua popularidade para as eleições de 2026.

Diferente dos países da União Europeia, do Reino Unido, do Japão, da Indonésia e das Filipinas, que conseguiram fechar acordos para reduzir o percentual de tarifas estabelecidas por Trump, o Brasil decidiu não enviar representantes de alto escalão para negociar com o presidente americano.

Os aliados de Lula chegaram a discutir a possibilidade de enviar uma missão oficial aos EUA, com autoridades do Executivo, numa última tentativa de retomar o diálogo com a Casa Branca. Contudo, houve uma avaliação de que, sem uma agenda fechada, a viagem poderia representar um vexame para a diplomacia caso o grupo não fosse recebido por Trump.

Ao contrário do que alega o governo do Partido dos Trabalhadores, os Estados Unidos apontaram um caminho para a negociação. O encarregado de negócios da Embaixada americana no Brasil, Gabriel Escobar, manifestou interesse dos EUA em minerais críticos e estratégicos brasileiros em reunião realizada a pedido dele com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Lula preferiu novamente o embate e a propaganda, dizendo que ninguém mexe nos minerais do Brasil.

“Ele [Trump] não quer conversar. Se ele quisesse conversar, ele pegava o telefone e me ligava. Ele nos deu até o dia 1º [de agosto]. Se nós não dermos uma resposta no dia 1º, ele vai taxar o nosso comércio em 50%. Vou contar uma coisa para vocês: eu não sou mineiro, mas eu sou bom de truco. E se ele estiver trucando, ele vai tomar um seis”, disse Lula durante uma agenda em Minas Gerais na quinta-feira (25).

Na última quarta-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo tentava diálogo com os secretários da Casa Branca, mas qualquer acordo dependeria de um aval de Donald Trump. “Estamos fazendo tentativas de contato reiteradas, mas há uma concentração de informações na Casa Branca. Alckmin está tendo contato com secretários. No nosso caso da Fazenda, temos contato com a equipe técnica do Tesouro americano, mas não com o secretário”, disse Haddad aos jornalistas em Brasília.

Assessores do Palácio do Planalto afirmando a jornalistas em Brasília que o presidente do Estados Unidos não estaria permitindo qualquer tipo de negociação e que as tratativas com os secretários de governo não produziram efeitos práticos. Com esses argumentos, o governo brasileiro dá a entender que não haverá mais negociação antes das tarifas entrarem em vigor na próxima sexta-feira.

Fontes ligadas ao governo que pediram anonimato dizem que dois fatos podem ter inviabilizado uma negociação para evitar as tarifas de 50%. Um deles foi uma entrevista dada por Lula à CNN Internacional, na qual ele afirmou que Trump “foi eleito para governar os EUA e não para ser imperador do mundo”. O outro fator foi a operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro na última semana. O ex-presidente foi alvo de medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se comunicar publicamente. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula mantém campanha política enquanto Brasil apresenta recurso à OMC 

Sem conseguir abrir diálogo com os EUA, o Brasil usou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para criticar as tarifas impostas por Trump. A manifestação contou com o apoio de cerca de 40 Estados-membros, incluindo a União Europeia, China, Rússia, Índia e Canadá. 

Sem citar nominalmente o presidente norte-americano, o secretário de assuntos econômicos e comerciais do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, criticou o uso de tarifas como ferramenta para interferir em assuntos internos de países. “Continuaremos a priorizar soluções negociadas e a nos basear em boas relações diplomáticas e comerciais. Caso as negociações fracassem, recorreremos a todos os meios legais disponíveis para defender nossa economia e nosso povo – e isso inclui o sistema de solução de controvérsias da OMC”, disse. 

A investida do Brasil ocorre em um contexto de fragilidade institucional da OMC, que enfrenta dificuldades operacionais desde 2019, quando os Estados Unidos passaram a bloquear a nomeação de novos árbitros. Esse impasse compromete a capacidade da organização de mediar e resolver disputas comerciais de forma efetiva. 

O recurso à OMC, no entanto, é visto no Palácio do Planalto como um primeiro passo para que o Brasil aplique a Lei da Reciprocidade e aplique tarifas contra os produtos dos EUA vendidos ao Brasil. A estratégia, no entanto, contraria parte do setor produtivo brasileiro, que prefere uma negociação direta com os Estados Unidos para evitar prejuízos à economia nacional. 

Lideranças empresariais alertaram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) que uma possível retaliação do Brasil — como a imposição de tarifas a produtos norte-americanos — poderia gerar uma crise comercial de grandes proporções, afetando diretamente a indústria, o agronegócio, o emprego e a renda do país. Diante do fracasso nas negociações, o governo petista tem usado as tarifas de Trump para tentar ampliar a popularidade Lula aqui no Brasil. 

A estratégia da campanha lançada pelo PT e pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto é a de tentar atrelar ao ex-presidente Jair Bolsonaro a taxação imposta contra o Brasil. Em um dos mais recentes vídeos produzidos pelo partido de Lula para as redes sociais, o Brasil é retratado como um navio que “enfrentou muitas tempestades”, mas que “sempre seguiu em frente”.  

Com o uso de inteligência artificial para mostrar um rosto parecido ao de Bolsonaro, a campanha diz que há quem queira furar o casco para afundar o navio e jogar milhões ao fundo só para o “ex-capitão escapar” – em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O vídeo também mostra “os bilionários que acham que vão escapar” tomando champanhe e sorrindo. 

Outra peça publicitária mostra os Estados Unidos como o “lobo mau” que tenta destruir a casa dos três porquinhos, que é feita com PIX. Ela é uma crítica a Washington ter aberto investigação sobre o sistema de pagamentos eletrônicos do Banco Central do Brasil, que concorre localmente com o sistema mundial de operações bancárias SWIFT. Há ainda um vídeo dizendo que patriotas “batem continência para outra bandeira e bajulam Trump”. 

“O governo não tem histórico de defesa de tons patrióticos ou de ideologia de soberania nacional. A esquerda, historicamente, sempre foi internacionalista e considerou o nacionalismo uma afetação burguesa que servia aos propósitos de dominação da classe dominante. Isso é um ponto que eles não têm como sustentar por muito tempo”, ressaltou o cientista político Elton Gomes, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI). 

Estados Unidos colocam minerais do Brasil no acordo do tarifaço de Trump 

Enquanto o governo Lula não consegue abrir negociações com a Casa Branca, o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Gabriel Escobar, sinalizou que os EUA estão interessados em realizar acordos com o Brasil para a aquisição dos chamados minerais críticos e estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras. A sinalização foi feita durante um encontro com representantes do setor de mineração brasileiro.  

No encontro, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, informou ao representante norte-americano que qualquer negociação nesse sentido deve ser decidida pelo governo brasileiro, e não pelos empresários do setor. Assessores de Lula alegam, no entanto, que nenhuma negociação oficial de Trump envolvendo o comércio de nióbio e de lítio, por exemplo, foi feita diretamente com o Executivo. 

O Brasil concentra cerca de 92% da produção do nióbio, que ganhou popularidade na última década depois de ter sido reiteradamente defendido por Jair Bolsonaro como recurso estratégico para o país. Desde o retorno à Casa Branca, em janeiro, o presidente Donald Trump tem usado seu interesse em mineiras estratégicos de outros países para negociar acordos comerciais e retirar o controle da China do mercado.

Os minerais críticos e estratégicos são recursos importantes para o desenvolvimento econômico e tecnológico. O nióbio, por exemplo, é considerado essencial para a indústria siderúrgica, viabilizando ligas leves e resistentes de aços avançados, materiais magnéticos e supercondutores. 

Em fevereiro, Trump sinalizou à Ucrânia que estava interessado em uma negociação que envolvesse a exploração de minerais presentes no país do leste europeu. Em abril, depois de alguns impasses, um acordo foi assinado entre os países.

Em troca, os Estados Unidos estabeleceram o Fundo de Investimento para Reconstrução EUA-Ucrânia, cujo objetivo era acelerar a recuperação econômica da Ucrânia por meio de investimentos estruturados, com foco em setores considerados críticos, como energia, infraestrutura e mineração de minerais estratégicos, segundo informou o Departamento do Tesouro americano na ocasião. 

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-lula-nao-cogita-negociacao-com-os-eua-antes-de-tarifa-de-50-entrar-em-vigor/

Alexandre Garcia

Quem pede veto de Lula não produz um quilo sequer de alimento

PL da devastação ou da solução? Câmara aprovou novas regras para licenciamento ambiental. (Foto: Imagem gerada usando Google AI/Gazeta do Povo)

Segunda-feira foi dia do agricultor. O agricultor brasileiro é quem está botando comida na nossa mesa e na mesa de 1,6 bilhão de terráqueos, e ao mesmo tempo mantém a nossa capacidade de importar, trazendo divisas para o Brasil. O Congresso Nacional removeu recentemente algo que atrapalha muito o agricultor, aprovando uma nova lei para o licenciamento ambiental. Hoje existe uma burocracia terrível para esmagar o progresso no Brasil. São as regras atuais que impedem, por exemplo, a construção de uma ferrovia mesmo que passe apenas no cantinho de uma reserva indígena.

Estão comprando páginas nos jornais principais do país para escrever, com letras garrafais, “VETA, LULA”. Querem que o presidente vete esse projeto que, enfim, torna civilizado o licenciamento ambiental, que domestica o processo, porque hoje ele é agressivo, é parte de uma guerra contra os produtores. São várias entidades que estão pedindo o “VETA, LULA”, e foi verificar uma por uma. Nenhuma delas representa quem produz, apenas quem consome. Esse é o nosso problema.

Moraes não quer saber de farda no STF 

Em audiência com um juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira, dois tenentes-coronéis compareceram fardados. Um deles, inclusive, estava no expediente. O outro parece que está preso, mas em um quartel, onde também tem de permanecer fardado; quando sai do quartel, sai fardado e recebe a continência do sentinela. Os dois tiveram de pedir terno emprestado porque Moraes resolveu que não podiam usar farda. O advogado perguntou e o juiz auxiliar respondeu que “isso foi determinado pelo ministro relator, na medida em que a acusação é voltada contra militares e não contra o Exército como um todo”. Vocês entenderam? Porque não tem lógica alguma. Se são militares, estão fardados. Mauro Cid, por exemplo, já prestou vários depoimentos fardado. Mas agora Moraes não quer ver farda no STF.

Quem está violando o sigilo das conversas de Bolsonaro?

A polícia levou o celular de Jair Bolsonaro dias atrás. Vocês se lembram, entraram na casa dele de uma hora para outra. Parece que foi uma resposta a Donald Trump, que anunciou as tarifas ao Brasil porque o STF está perseguindo Bolsonaro e os bolsonaristas, porque não há transparência na eleição etc., além das questões econômicas; a resposta veio com a polícia, cedinho na casa dele, no dia seguinte, pegando o celular por ordem judicial. Isso apesar de, como disse o ministro Marco Aurélio, Bolsonaro não ser mais presidente da República e, portanto, seu foro não é mais o Supremo, e sim a primeira instância, como foi com Lula.

E agora estão aparecendo na imprensa frases, palavras, diálogos que estavam no celular de Bolsonaro e que a polícia levou. Por acaso houve alguma ordem para rasgar a alínea XII do artigo 5.º da Constituição, cláusula pétrea, que trata da inviolabilidade das comunicações telefônicas? Em qualquer país sério alguém seria responsabilizado por essa violação, por essa quebra de sigilo.

A estratégia do INSS para acabar com os processos por causa da megafraude

Vi, na agência oficial, o presidente do INSS dizendo que até agora 1,147 milhão de aposentados e pensionistas enganados serão ressarcidos, e que outros 2,295 milhões estão aptos a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso e não entrar na Justiça. Mas a própria notícia diz que faltam 4,8 milhões. Por quê? Porque é difícil para essas pessoas ir a uma agência dos Correios ou conseguir entrar no site da Previdência.

Eu tenho aqui o caso de uma senhora. Ela disse que queria, e veio uma exigência: ela tinha que ler um texto, dizendo que não encontraram provas de que ela deu permissão para fazer o desconto, nem encontrou a devolução dos descontos, e que o INSS devolverá os valores descontados indevidamente. E é preciso marcar um “sim, aceito receber”. E, dar esse “sim”, a pessoa desiste de processar o INSS, inclusive desiste de ações já existentes. E o presidente do INSS ainda disse que quem desistir de ação já existente pode pagar os honorários do advogado da ação interrompida. Mas o que todos querem saber: quem está na ponta? Quem recebeu toda essa dinheirama, esses bilhões de reais, de toda essa gente, esses milhões de aposentados?

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/pedidos-veto-lula-lei-licenciamento-ambiental/

Rodrigo Constantino

O heroísmo cristão de Filipe Martins

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, afirma ser preso político e censurado durante audiência no STF sobre a chamada “trama golpista” (Foto: Arthur Max/Ministério das Relações Exteriores)

Durante o Programa 4por4 deste domingo, estávamos eu, Lacombe, Ana Paula Henkel e Flavio Gordon elogiando o heroísmo de Filipe Martins, quando me dei conta de que somos todos católicos. Seria coincidência? Por que tantos mártires de regimes totalitários materialistas, como o comunismo, eram seguidores de Cristo, do cristianismo? Não acho que seja puro acaso.

Em Walking with God through Pain and Suffering, Timothy Keller dedica a primeira parte do livro a uma reflexão filosófica sobre a morte e o sofrimento, mostrando como o cristianismo foi uma ideia revolucionária. Em relação às demais visões de mundo, em especial aquela dos gregos, o cristianismo sacudiu com toda a essência até então existente. Diz Keller:

Para os estoicos, a boa vida é uma vida despojada de esperanças e medos. Em outras palavras, uma vida reconciliada com o que é, uma vida que aceita o mundo como ele é. A segunda maneira era dar primazia à razão sobre a emoção e aprender a evitar apego excessivo por qualquer coisa na vida, pois é daí que vem a dor avassaladora do sofrimento.

Parece coincidência que tantos mártires que enfrentam a um custo pessoal enorme regimes totalitários sejam cristãos?

Ou seja, para não sofrer muito, o segrego era se desapegar. Mas o cristianismo trouxe uma mensagem bem diferente, e bem mais pessoal. Cícero e Sêneca foram os mais influentes pensadores da antiguidade clássica para os romanos, ambos muito influenciados pelos estoicos gregos. Mas Jesus Cristo traria uma visão um tanto diferente e redentora, inclusive em relação a outras culturas, como o budismo:

De acordo com a tradição, o príncipe Siddhartha Gautama vivia uma vida segura e isolada, repleta de riqueza e luxo, mas, ao sair de seu palácio, ele se deparou com os “Quatro Suspiros Angustiantes” – um homem doente, um homem velho, um homem morto e um homem pobre. Em resposta, ele decidiu dedicar sua vida a descobrir como viver uma vida de serenidade diante do sofrimento humano. Após vários anos, ele alcançou a iluminação sob uma árvore. Em seu primeiro sermão, ele apresentou aos seus seguidores as Quatro Nobres Verdades, a saber: (1) toda a vida é sofrimento, (2) a causa do sofrimento é o desejo ou apego, (3) o sofrimento termina apenas quando o desejo é extinto, e (4) isso pode ser alcançado seguindo o Nobre Caminho Óctuplo rumo à iluminação. O Caminho Óctuplo é uma abordagem abrangente para todas as áreas da vida – visões corretas, intenções corretas, fala correta, conduta correta, meios de subsistência corretos, esforço correto, atenção plena correta e meditação correta. É uma vida extremamente equilibrada, que não exige ascetismo ou privação, mas demanda uma vida de simplicidade, serviço aos outros e muitas disciplinas de autocontrole.

O problema é que tanto o estoicismo como o budismo não ofereciam qualquer conforto ao indivíduo de carne e osso, ao pregarem que no final nada se perdia pois tudo era parte de um Absoluto, de um Todo a que retornávamos eventualmente. Os cristãos dos primeiros tempos respondiam aos gregos com exemplos práticos. Se os filósofos ensinavam que o propósito da filosofia era nos ajudar a enfrentar a morte e a dor, escritores como Ambrose, Cipriano e depois Agostinho mostraram que os cristãos efetivamente sofriam e morriam de maneira melhor, uma evidência da superioridade filosófica cristã. Keller explica:

Os filósofos gregos, e especialmente os estoicos, tentaram “valentemente nos livrar dos medos ligados à morte, mas ao custo de obliterar nossa identidade individual”. Mas o cristianismo ofereceu algo radicalmente mais satisfatório. Luc Ferry diz que o que os seres humanos desejam “acima de tudo é se reunir com seus entes queridos, e, se possível, com suas vozes, seus rostos – não na forma de fragmentos indiferenciados, como pedras ou vegetais”.

A vitória de Cristo sobre a morte deu aos cristãos a convicção de que a dor e a morte não eram o fim, e tinham um sentido mais elevado. “Somente quando nosso maior amor é Deus, um amor que não podemos perder nem mesmo na morte, podemos enfrentar todas as coisas com paz. A dor não deve ser eliminada, mas temperada e sustentada pelo amor e pela esperança”, escreve o autor.

Essa visão cristão foi lentamente suplantando a velha ordem pagã e se tornou a cultura dominante no Ocidente. A ressurreição implicava que esta vida material é boa e merece ser aproveitada, mas que ela não termina com a morte do corpo. O cristianismo ofereceu a restauração da vida, em vez de um simples consolo para a morte. Luc Ferry conclui:

Explorando o que via como uma fraqueza na sabedoria grega, o cristianismo criou uma nova doutrina de salvação tão eficaz que abriu um abismo nas filosofias da Antiguidade e dominou o mundo ocidental por quase mil e quinhentos anos. O cristianismo parece ser a única versão de salvação que nos permite não apenas transcender o medo da morte, mas também vencer a própria morte.

Diante disso, pergunto: parece coincidência que tantos mártires que enfrentam a um custo pessoal enorme regimes totalitários sejam cristãos?

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/cristianismo-heroismo-cristao-de-filipe-martins/

Rodrigo Constantino

Venezuela, Colômbia e Brasil: o mesmo método!

Os presidentes Lula e Maduro. (Foto: EFE/André Coelho)

“O único crime do ex-presidente colombiano Uribe foi lutar incansavelmente e defender sua pátria. A instrumentalização do judiciário colombiano por juízes radicais estabeleceu agora um precedente preocupante”, escreveu o secretário Marco Rubio em seu X. Rubio, descendente de cubanos, conhece bem os métodos do Foro de SP e tem usado seu cargo elevado e a confiança de Donald Trump para reagir aos regimes comunistas na região, como na Venezuela e no Brasil.

Da mesma forma que Uribe vem sendo perseguido pelo comunista Petro, Maria Corina Machado é perseguida por Nicolás Maduro e Jair Bolsonaro por Lula e seu consórcio no poder. Os instrumentos são os mesmos: o uso do Poder Judiciário para a destruição dos adversários políticos. Trump se solidariza com os perseguidos não só porque entende o perigo dessa instrumentalização para a democracia, mas porque ele mesmo foi alvo de algo similar.

O Brasil vai sofrer sanções pesadas a partir de agosto. O objetivo não é comercial, mas sim politico: ajudar a reverter o quadro institucional dominado pelos comunistas. Resta saber se ainda há tempo para isso…

Um dos primeiros atos oficiais de Lula quando voltou ao poder foi receber Maduro no Palácio do Planalto. Isso mostra como o elo com os ditadores comunistas é profundo, em que pese o TSE ter impedido jornais centenários de comentar o assunto durante a campanha eleitoral. Lula se inspira no modelo venezuelano, isso deve ficar claro. O sonho do PT era perseguir cada candidato com chances concretas, como fez Maduro na Venezuela.

É só nesse contexto que dá para entender o “julgamento” a que o STF, sem foro adequado, submete Jair Bolsonaro. Diz a manchete da Folha de SP: “Bolsonaro condenado pode pegar de 12 a 43 anos, e debate sobre extensão de pena segue aberto”. O subtítulo fala dos supostos crimes, o que denota a farsa toda: “Acusações incluem organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático e golpe de Estado”.

Chega a ser tudo ridículo demais para sequer ser discutido a sério. Mas é a narrativa criada pelo consórcio, nos mesmos moldes que faz Maduro e agora Petro contra seus adversários. São todos “ameaças à democracia”, uma democracia que, na prática, fora destruída pelo próprio comunismo.

Mas Trump e Rubio estão atentos. A Venezuela já foi considerada um narcoestado pelos Estados Unidos, e o Brasil vai sofrer sanções pesadas a partir de agosto. O objetivo não é comercial, mas sim politico: ajudar a reverter o quadro institucional dominado pelos comunistas. Resta saber se ainda há tempo para isso…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/venezuela-colombia-e-brasil-o-mesmo-metodo/

EUA não sinalizam recuo: Brasil representa só 1,1% das suas importações

Donald Trump. Foto: Gage Skidmore

Donald Trump. Foto: Gage Skidmore

Cresce a certeza de que o presidente Donald Trump confirmará o tarifaço de 50%, a partir do dia 1º, e aplicará mais sanções contra o Brasil porque pode, simples assim, como já disse. Há relatos de que Trump está de fato indignado com as perseguições a Jair Bolsonaro e atos de censura a empresas e cidadãos dos EUA pelo regime, segundo diplomatas brasileiros. E Trump já teria precificado a briga: são do Brasil só 1,1% dos produtos importados pelos americanos, anualmente.

Brasil é que perde

Os EUA são o segundo maior cliente, compra 12% das exportações do Brasil, mas é ínfimo o papel brasileiro nas importações americanas.

Copo d’água no oceano

Os US$40,3 bilhões que os EUA compraram do Brasil em 2024 representam só 1,1% dos US$3,4 trilhões do total de suas importações.

É Democracia, mané

O Brasil é elo fraco no Brics, onde quase todos já fecharam acordo com os EUA. E sobra espaço para os EUA imporem seus próprios valores.

Isolamento possível

Brigar com China, Índia ou Rússia provocaria mais estragos aos EUA do que o Brasil, cuja capacidade de retaliar é próxima de zero.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/eua-nao-sinalizam-recuo-brasil-representa-so-11-das-suas-importacoes

Nova operação mira desvio de R$15 milhões de emendas via associação

Operação Korban investiga associação do DF por desvios de emendas parlamentares com evento de e-sports (Foto: Reprodução/ CGU)

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagram, nesta terça-feira (29), a Operação Korban, para buscar provas de crimes em um esquema milionário que pode ter desviado R$ 15 milhões em recursos de emendas parlamentares destinados a uma associação do Distrito Federal, para realização dos Jogos Estudantis de Esportes Digitais (JEDIS), entre 2023 e 2024, por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, nos estados do Acre, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. E ordenou indisponibilidade patrimonial que pode alcançar R$ 25 milhões, por meio de medidas de sequestro de bens, como veículos e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas.

Também foi determinada a suspensão de novos repasses de recursos federais à associação investigada, além da proibição de que a entidade transfira valores às empresas subcontratadas.

“A apuração teve início a partir dos trabalhos realizados pela CGU com o objetivo de avaliar o controle e a transparência das emendas parlamentares, em função de determinação do STF no âmbito da ADPF 854”, informou a CGU.

Danos e impactos

A CGU destaca que projetos como os JEDIS visam aplicar recursos públicos para promover o desenvolvimento de estudantes da rede pública de ensino, por meio de cursos profissionalizantes na área de jogos digitais e e-sports, além de atividades pedagógicas.

“O dano potencial ao projeto pode impactar a qualidade da capacitação profissional e digital fornecida nesses eventos a alunos da rede pública de ensino, além de dificultar o atendimento a público-alvo ainda maior, caso os orçamentos desses convênios não tenham sido desviados”, diz a CGU.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/nova-operacao-mira-desvio-de-r15-milhoes-de-emendas-via-associacao

Hostilizados, ‘mais ricos’ tiraram R$3,6 trilhões do Brasil

Não foi por falta de aviso: ao inventar a guerra eleitoral “ricos x pobres”, para pretextar mais impostos, Lula (PT) faz o dinheiro sumir do Brasil, como no governo populista e ignorante do amigo Alberto Fernández na Argentina. Brasileiros tiram o dinheiro do Brasil: só em 2024 foram US$ 654 bilhões (ou R$3,6 trilhões). Com base na Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior, o Banco Central considera só pessoas físicas e jurídicas com mais de US$1 milhão em ativos investidos lá fora. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Com a estupidez do governo, há menos dinheiro circulando, menos empresários e empresas no País e mais desemprego e inflação.

Os EUA (US$20,9 bilhões) são apenas o sexto maior destinatário dos investimentos de brasileiros. Países Baixos lideram: US$95 bilhões.

Os Países Baixos atraem investidores com ambiente de negócios favorável, segurança jurídica e financeira e incentivo aos estrangeiros.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/dinheiro/ttc-dinheiro/hostilizados-mais-ricos-tiraram-r36-trilhoes-do-brasil

Governador do DF quer Praça dos Três Poderes sem grades

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: José Cruz/Agência Brasil.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta segunda-feira (28) que espera retirar “o mais rápido possível” as grades instaladas ao redor da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O local foi cercado na noite do último sábado (26) por medidas de segurança, após um protesto liderado pelo deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em entrevista concedida após reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), Ibaneis explicou que a decisão pelo cercamento teve caráter preventivo diante da possibilidade de mobilização mais ampla.

“A questão do cercamento da Praça foi feita para dar segurança naquele momento, porque nós não sabíamos se existia um movimento coordenado para chamar mais pessoas”, justificou.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal – Foto: Renato Alves/Agência Brasília.

O governador também mencionou o contexto do Moto Week, evento que atrai milhares de motociclistas à capital federal.

“Nós estávamos num momento muito complicado, porque nós estamos tendo aqui o Moto Week, e a gente sabe que grande parte desses motociclistas são de direita, ligados ao ex-presidente Bolsonaro”, acrescentou.

A manifestação do sábado foi alvo de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu atos no local. Diante da situação, o próprio governador foi até a Praça dos Três Poderes para intermediar a saída pacífica dos manifestantes.

 “Eu fiz questão de sair naquele momento pessoalmente, comparecer, conversar com os deputados, conversar com o advogado que estava presente e, graças a Deus, a coisa terminou de forma pacífica. Eu espero que continue assim e que a Praça dos Três Poderes volte a funcionar plenamente para que a população possa visitar esse que é um dos grandes cartões-postais da cidade”, relatou.

Ibaneis declarou ainda que deve se reunir com o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Torres Avelar, para discutir a retirada do bloqueio.

“Não existe determinação, mas espero que a gente retire as grades o mais rápido possível”, disse.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/distrito-federal/e09-distrito-federal/governador-quer-praca-dos-tres-poderes-sem-grades

Advogados articulam sanções dos EUA contra o presidente da OAB

No domingo 27, um grupo de advogados entregou um dossiê em que solicitam que o governo dos Estados Unidos (EUA) aplique sanções também ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.

Conforme apurou Oeste, o documento reúne supostas omissões de Simonetti diante de denúncias de violações de direitos humanos de réus do 8 de janeiro.

Entre outros elementos, o texto menciona a denúncia do caso de 142 presas pela manifestação de 2023 que ficaram na Colmeia, presídio do Distrito Federal, e que dispunham de apenas uma pia para saciar a sede, lavar roupas e escovar os dentes com água não tratada, o que infringiria os direitos humanos de proteção da honra e da dignidade e à integridade pessoal, previstos na Convenção Americana sobre Direitos Humanos. O caso foi denunciado à OAB, mas nenhuma providência teria sido tomada.
Além disso, o grupo alegou que a OAB não agiu perante o “cerceamento de defesa” praticado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), quando os advogados precisavam ter acesso integral aos autos de processos na Corte, em descumprimento aos direitos à justiça e ao processo regular, previstos na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.
Por fim, os advogados criticaram também a “inércia” do órgão de classe por permitir os julgamentos dos réus do protesto em plenário virtual (modalidade de julgamento sem audiência), que não permite sustentação oral presencialmente.

Grupo quer punição a Beto Simonetti

Há 11 dias, Rubio revogou os vistos de Moraes, de familiares do magistrado e de “aliados” do juiz do STF.
“O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”, disse Rubio. “A caça às bruxas política do ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os norte-americanos.”

De acordo com bastidores de veículos de comunicação, a medida teria alcançado outros integrantes do Tribunal, exceto André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Os EUA teriam ainda aplicado sanções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-gera da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/no-ponto/advogados-articulam-sancoes-dos-eua-contra-beto-simonetti/

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