“Ditadura escancarada”: oposição critica medidas impostas por Moraes contra Bolsonaro

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, pontuou que imposição da tornozeleira ocorreu "sem crime, sem condenação, sem prova". (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A imposição de medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso a redes sociais, gerou uma repercussão imediata e intensa entre parlamentares da oposição nesta sexta-feira (18).

A busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na residência de Bolsonaro e no escritório do Partido Liberal (PL) foi vista por seus aliados como um ato de “perseguição política” e “humilhação”, desencadeando uma série de manifestações de indignação e revolta.

As medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), são amplas, incluíndo a proibição de manter contato com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos EUA, e também não pode se comunicar ou aproximar de embaixadores, diplomatas estrangeiros ou embaixadas.

Primeiras reações

As postagens no X rapidamente ecoaram a insatisfação. O senador Jorge Seif Junior (PL-SC) afirmou que as ações contra Bolsonaro confirmam a alegação de Donald Trump de que um “regime” estaria perseguindo o ex-presidente no Brasil.

Seif questionou a motivação da operação da PF, apontando para uma ação do PT sob relatoria de Moraes e com parecer da PGR, visando proibir o uso de redes sociais, acesso a embaixadas e impor a tornozeleira.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) classificou a medida como uma “demonstração de força contra o líder de oposição”, sugerindo uma “coincidência” com o pronunciamento de Lula e reforçando a ideia de que “SOMOS TODOS BOLSONARO” se tornou uma frase ainda mais relevante.

Deputada considera ação contra Bolsonaro de inacreditável

A deputada Carol De Toni (PL-SC) considerou “inacreditável” que, após as declarações de Trump sobre as sanções ao Brasil, a perseguição a Bolsonaro e sua família se tornasse “ainda mais implacável”. Para ela, isso “só confirma o estado de exceção que estamos vivendo”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pontuou que a imposição da tornozeleira ocorreu “sem crime, sem condenação, sem prova”, identificando o “delito” de Bolsonaro como “enfrentar o sistema”. Cavalcante listou as proibições – como o uso de redes sociais, sair de casa à noite, falar com embaixadores e conversar com aliados – e classificou-as como “censura”, uma “tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões”. Ele contrastou a situação de Bolsonaro, “vigiado como bandido”, com “corruptos que são soltos”.

Oposição diz Bolsonaro está sendo tratado como criminoso

Outros parlamentares reforçaram o coro nas redes sociais. O vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), considerou as medidas uma “tentativa descarada de humilhar” o maior líder político do país, afirmando que “há um sistema disposto a tudo para calar quem representa milhões de brasileiros”.

Rodolfo Nogueira (PL-MS) descreveu a situação como uma “vergonha para o Brasil”, argumentando que Bolsonaro está sendo tratado como um “criminoso perigoso”, enquanto “corruptos e delinquentes são soltos e aplaudidos”, caracterizando uma “caça às bruxas” promovida por um Judiciário que, segundo ele, “perdeu completamente os limites”.

Para o deputado Coronel Tadeu (PL-SP), as ações contra Bolsonaro são “desumanas e ilegais”, violando seus direitos fundamentais, e o Judiciário se transformou em um “instrumento de vingança política”.

Alerta de ruptura institucional

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) alertou para um “momento crítico de ruptura institucional”, afirmando que “Impor tornozeleira, censura e toque de recolher a um ex-presidente sem condenação é ditadura escancarada”. Por fim, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) fez um apelo urgente para que o Congresso Nacional “reaja e ponha fim a esse ciclo de autoritarismo”, classificando as perseguições como uma “vergonha internacional” e a decisão de Moraes como “humilhante, arbitrária e totalmente desprovida de base legal”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-redes-sociais-impacto-cautelares/

Sem plano, sem responsabilidade, agressivo e fissurado por reeleição, Lula é um perigo para o país

Um texto publicado originalmente na Revista IstoÉ, de autoria do jornalista Ricardo Kertzman serve como um alerta para os rumos que o país está tomando, sob a condução absolutamente irresponsável, inconsequente e insana de Lula.

O xilindró não teve qualquer efeito na vida desse sujeito. Saiu piorado da cadeia, cheio de ódio, disposto a recuperar o tempo perdido. Sim, eles voltaram à cena do crime.

Leia abaixo alguns trechos do artigo de Kertzman:

“Eu nunca votei no PT e provavelmente jamais o farei. Igualmente, nunca acreditei em uma palavra ou boa intenção do presidente Lula. Assim penso e me manifesto, publicamente, desde 2000, muito antes de ser moda não gostar do lulopetismo. Ao contrário. Passei por maus momentos, quando trabalhava em São Paulo, por essa minha posição anti esquerda. Não me confudam, portanto, com esses aloprados de extrema direita, sem fundamentos e cheios de ódio.

Sou incondicionalmente plural e tolerante com o pensamento oposto. Acredito piamente na troca de ideias e no bom debate como formas de aprendizado e crescimento. Minha treta com o PT não é apenas ideológica, mas de princípios. E aqui, notem, não estou me referindo aos (princípios) éticos, pois estes, hehe, sabemos que boa parte daquela turma não os tem. Eu me refiro à maneira com que o lulopetismo enxerga Estado, economia e iniciativa privada.

Lula 3 caminha, definitivamente, rumo ao desastre de Dilma 2, iniciado em Lula 2. Essa gente não esquece nada nem aprende nada. Continua, além de sem rumo e com ideias mofadas, investindo contra quem sustenta o País. Outro dia, Lula acusou o ‘Mercado’ de ser o culpado pela fome de milhões de crianças pobres no Brasil. Para este picareta intelectual, não são a corrupção, a gastança desenfreada e a incompetência do Poder Público os responsáveis.

(…)

‘O aumento da arrecadação e a queda da taxa de juros permitirão alcançar a meta de déficit sem comprometer os investimentos’. Eis o plano do chefão petista para o Brasil. Cobrar mais impostos como se quase 40% do PIB não fossem suficientes e já inaceitáveis, e reduzir, na marra, a taxa de juros estratosféricos – motivada justamente pela irresponsabilidade fiscal de seu péssimo governo. Reforma administrativa, melhoria da gestão, cuidado com os gastos? Que nada!!

A reação negativa dos mercados vem dando o tom do que nos espera, mas esse não é o problema. Mercados sobem e caem. Vêm e vão. A questão é o norte, o sentido para onde o bico do avião aponta. Enquanto Lula não der o mínimo de ouvidos a Haddad – longe de ser um gênio, mas minimamente em busca de algum equilíbrio fiscal -, o risco de nova hecatombe será cada vez maior e real, como se os três anos de recessão de Dilma Rousseff jamais tivessem existido.”

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/71909/sem-plano-sem-responsabilidade-agressivo-e-fissurado-por-reeleicao-lula-e-um-perigo-para-o-pais

Lula fabricou apoio nas redes sociais demonstra relatório técnico: É o “Gabinete do Amor” em ação

Um relatório técnico divulgado pelo site do jornalista Cláudio Dantas detalhou uma operação de propaganda digital em grande escala, com indícios de ação coordenada e artificial, para defender o governo Lula durante a crise diplomática com os Estados Unidos.

A análise de 1,66 milhão de postagens na plataforma X (antigo Twitter) identificou uma rede de contas que produziu um volume anormal de conteúdo para reduzir críticas ao petista e direcionar ataques contra a oposição.

Entre os dias 9 e 14 de julho, 149.850 usuários distintos geraram 1,66 milhão de publicações com frases de apoio ao governo, como “ESTAMOS COM LULA” e “BOLSONARO TAXOU O BRASIL”. Desse total, um grupo seleto de apenas 1.000 perfis, chamados de “superpublicadores”, foi responsável por 515.270 posts – o equivalente a 31% de toda a atividade analisada.

Alguns usuários, como @GilsonAraj90635 (5.641 posts) e @ZATANGOIES (5.149 posts), alcançaram picos de uma publicação a cada 1,4 segundos, um padrão considerado impossível para um comportamento humano orgânico.

A campanha ocorreu após a imposição de tarifas de 50% por parte de Donald Trump, em resposta a decisões da política externa de Lula. Na época, o governo brasileiro registrava uma rejeição de 50,3%, segundo dados da AtlasIntel.

A eficácia de campanhas de desinformação ou de propaganda digital não residiu apenas no conteúdo das mensagens, mas na arquitetura de sua disseminação. A análise dos dados da campanha petista aponta uma estrutura industrial, projetada para simular apoio orgânico em larga escala por meio da concentração de atividade em um pequeno número de contas hiperativas e da utilização de padrões de publicação que sugerem automação.

A operação parece ter sido desenhada não para convencer, mas para dominar o ambiente informacional, criando uma percepção distorcida do debate público.

Em vez de debater as causas da crise tarifária, ligadas às opções de política externa do governo, a máquina de propaganda criou uma contranarrativa simples, de forte apelo emocional e factualmente questionável: a culpa pela taxação era do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados.

A nuvem de termos e as frases mais repetidas, que constam no relatório, são dominadas por slogans como “BOLSONARO TAXOU O BRASIL”, a hashtag “#BOLSOTAXA”, e a acusação genérica de “TRAIDORES DA PATRIA”. As capturas de tela dos posts dos “superpublicadores” demonstram a repetição incessante e coordenada dessas mensagens, disseminadas por meio de retuítes em massa e publicações idênticas.

Um usuário genuíno, mesmo que politicamente engajado, tende a ter um padrão de publicação mais distribuído ao longo do dia, intercalado com outras atividades. As “rajadas”, ao contrário, sugerem uma estrutura que é ligada com o propósito de impulsionar uma hashtag ou uma narrativa específica até que ela atinja os trending topics, e depois é desligada até a próxima missão.

É, claramente, o verdadeiro Gabinete do Ódio em ação.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/71907/lula-fabricou-apoio-nas-redes-sociais-demonstra-relatorio-tecnico-e-o-gabinete-do-amor-em-acao

Lula tenta copiar Bolsonaro para conseguir popularidade, observa marqueteiro

Lula claramente tentou copiar Bolsonaro em seu pronunciamento à nação, na noite desta quinta-feira (17).

É verdadeiramente um velho canastrão.

O marqueteiro Duda Lima fez algumas observações demonstrando a malandragem:

“No pronunciamento em rede nacional, nesta quinta-feira, Lula trocou o ‘companheiros e companheiras’ por ‘amigos e amigas’, igual fala o Bolsonaro. Usou as cores verde e amarelo, igual ao Bolsonaro. Retirou a gravata vermelha e apostou numa de cor azul, igual ao Bolsonaro. Usou moldura de libras idêntica a do PL, partido de Bolsonaro. Fez propaganda do PIX (do Bolsonaro)”.

Duda também provocou Lula, questionando se seu objetivo é se tornar o próprio Jair Bolsonaro.

“Anota aí: os próximos passos do Lula serão falar ‘tá, ok!’ e mudar o número da urna para o 22”.

O marqueteiro ainda revelou irritação quanto ao tema, insinuando que a “performance” do petista foi uma cópia de seu trabalho.

“Se perguntarem porque eu fiz essa provocação ou análise pode dizer que eu fico p*to com esse povo me copiando”.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/71910/lula-tenta-copiar-bolsonaro-para-conseguir-popularidade-observa-marqueteiro

Zema é o primeiro governador a se manifestar após operação contra Bolsonaro

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) comentou sobre operação contra Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi o primeiro dos possíveis presidenciáveis do campo da direita e da centro-direita a se manifestar a respeito da operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desencadeada nesta sexta-feira (18).

“Não existe democracia quando a Justiça é politizada”, cravou Zema. Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (18) em casa e na sede do partido em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Mais um ato absurdo de perseguição política a Jair Bolsonaro. Censuraram suas redes, proibiram de falar com o filho e obrigaram a usar tornozeleira eletrônica. Tudo isso num processo cheio de abusos e ilegalidades“, disse o governador de Minas Gerais.

Entre as medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno das 19h às 7h e proibição do uso de redes sociais, de contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, aliados investigados e de se aproximar de embaixadas, segundo confirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, à reportagem da Gazeta do Povo.

Segundo a Polícia Federal, além das buscas contra Bolsonaro, foram determinadas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno das 19h às 7h, proibição de usar redes sociais, de manter contato com embaixadores, diplomatas e aliados investigados, e de se aproximar de embaixadas. A Polícia Federal citou, ainda, que os mandados fazem parte de uma ação aberta no STF no dia 11 de julho. O processo, no entanto, corre em sigilo.

Zema se manifestou no X sobre operação que teve Bolsonaro como alvo, na manhã desta sexta-feira (18). (Foto: Reprodução/X Romeu Zema)

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/governadores-repercussao-operacao-pf-contra-bolsonaro/

Bolsonaro com tornozeleira: entenda a operação da PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro discursa durante manifestação em São Paulo, no dia 29 de junho de 2025 (Foto: EFE/ Sebastião Moreira)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira(18), com busca e apreensão em sua casa e na sede do PL em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs medidas cautelares severas, agitando o cenário político brasileiro.

Entenda a operação e a reação do meio político:

Medidas severas: detalhes da decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs medidas cautelares severas, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno (das 19h às 7h), proibição de acesso a redes sociais, e restrições de contato com diplomatas, embaixadas e aliados/familiares como Eduardo Bolsonaro.

Como a oposição reagiu?

Parlamentares da oposição reagiram de forma imediata e intensa, classificando as medidas como “perseguição política”, “humilhação”, “ditadura escancarada” e “estado de exceção”. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pontuou que a imposição da tornozeleira ocorreu “sem crime, sem condenação, sem prova”, identificando o “delito” de Bolsonaro como “enfrentar o sistema”. Rodolfo Nogueira (PL-MS) descreveu a situação como uma “vergonha para o Brasil”, argumentando que Bolsonaro está sendo tratado como um “criminoso perigoso” em uma “caça às bruxas”.

Celebração na esquerda

A esquerda brasileira celebrou a operação, com parlamentares como Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmando que “a hora da Justiça está chegando!”. Maria do Rosário (PT-RS) declarou que “Bolsonaro começa a ser responsabilizado por seus crimes contra o Brasil”. Lindbergh Farias (PT-RJ) avaliou a decisão como “necessária para proteger o processo penal e impedir articulações golpistas em curso”, mencionando alertas prévios sobre o “risco de fuga e de interferência internacional”. Guilherme Boulos (PSOL-SP) classificou o evento como um “Grande Dia!” para o Brasil, onde “os golpistas vão ser punidos”.

Ligação com Trump

As medidas cautelares fazem parte de uma nova ação do STF aberta em 11 de julho, que corre em sigilo. Há indícios de que a operação possa ter ligação com a citação de Bolsonaro pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao impor um tarifaço de 50% aos produtos importados do Brasil, determinado dois dias antes de Moraes abrir a ação. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) interpretou a ação como Moraes “redobrando a aposta” após o vídeo de seu pai para Donald Trump.

Defesa de Bolsonaro: “Surpresa e indignação”

A defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado Celso Vilardi, recebeu a imposição de medidas cautelares “com surpresa e indignação”, afirmando que o ex-presidente “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, considerou a medida “desproporcional”. Bolsonaro, que nega as acusações de tentativa de golpe, afirmou na véspera da operação que “não tem que provar que sou inocente”, e que “tudo são suposições”, ressaltando não haver mensagens suas sobre os eventos de 8 de janeiro.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/lab/bolsonaro-tornozeleira-operacao-pf/

“Ditadura escancarada”: oposição critica medidas impostas por Moraes contra Bolsonaro

Líder do PL, Sóstenes Cavalcante, pontuou que imposição da tornozeleira ocorreu “sem crime, sem condenação, sem prova”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A imposição de medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso a redes sociais, gerou uma repercussão imediata e intensa entre parlamentares da oposição nesta sexta-feira (18).

A busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na residência de Bolsonaro e no escritório do Partido Liberal (PL) foi vista por seus aliados como um ato de “perseguição política” e “humilhação”, desencadeando uma série de manifestações de indignação e revolta.

As medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), são amplas, incluíndo a proibição de manter contato com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos EUA, e também não pode se comunicar ou aproximar de embaixadores, diplomatas estrangeiros ou embaixadas.

Primeiras reações

As postagens no X rapidamente ecoaram a insatisfação. O senador Jorge Seif Junior (PL-SC) afirmou que as ações contra Bolsonaro confirmam a alegação de Donald Trump de que um “regime” estaria perseguindo o ex-presidente no Brasil.

Seif questionou a motivação da operação da PF, apontando para uma ação do PT sob relatoria de Moraes e com parecer da PGR, visando proibir o uso de redes sociais, acesso a embaixadas e impor a tornozeleira.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) classificou a medida como uma “demonstração de força contra o líder de oposição”, sugerindo uma “coincidência” com o pronunciamento de Lula e reforçando a ideia de que “SOMOS TODOS BOLSONARO” se tornou uma frase ainda mais relevante.

Deputada considera ação contra Bolsonaro de inacreditável

A deputada Carol De Toni (PL-SC) considerou “inacreditável” que, após as declarações de Trump sobre as sanções ao Brasil, a perseguição a Bolsonaro e sua família se tornasse “ainda mais implacável”. Para ela, isso “só confirma o estado de exceção que estamos vivendo”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pontuou que a imposição da tornozeleira ocorreu “sem crime, sem condenação, sem prova”, identificando o “delito” de Bolsonaro como “enfrentar o sistema”. Cavalcante listou as proibições – como o uso de redes sociais, sair de casa à noite, falar com embaixadores e conversar com aliados – e classificou-as como “censura”, uma “tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões”. Ele contrastou a situação de Bolsonaro, “vigiado como bandido”, com “corruptos que são soltos”.

Oposição diz Bolsonaro está sendo tratado como criminoso

Outros parlamentares reforçaram o coro nas redes sociais. O vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), considerou as medidas uma “tentativa descarada de humilhar” o maior líder político do país, afirmando que “há um sistema disposto a tudo para calar quem representa milhões de brasileiros”.

Rodolfo Nogueira (PL-MS) descreveu a situação como uma “vergonha para o Brasil”, argumentando que Bolsonaro está sendo tratado como um “criminoso perigoso”, enquanto “corruptos e delinquentes são soltos e aplaudidos”, caracterizando uma “caça às bruxas” promovida por um Judiciário que, segundo ele, “perdeu completamente os limites”.

Para o deputado Coronel Tadeu (PL-SP), as ações contra Bolsonaro são “desumanas e ilegais”, violando seus direitos fundamentais, e o Judiciário se transformou em um “instrumento de vingança política”.

Alerta de ruptura institucional

O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) alertou para um “momento crítico de ruptura institucional”, afirmando que “Impor tornozeleira, censura e toque de recolher a um ex-presidente sem condenação é ditadura escancarada”. Por fim, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) fez um apelo urgente para que o Congresso Nacional “reaja e ponha fim a esse ciclo de autoritarismo”, classificando as perseguições como uma “vergonha internacional” e a decisão de Moraes como “humilhante, arbitrária e totalmente desprovida de base legal”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-redes-sociais-impacto-cautelares/

Alexandre Garcia

Vai ficar mais difícil mudar para Portugal e o motivo está nas ruas

Pacote anti-imigração representa vitória da direita portuguesa. (Foto: Mario Cruz/EPA/EFE)

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou que está conduzindo uma investigação sobre a situação de produtos e marcas americanas no Brasil, incluindo questões relacionadas à propriedade intelectual e tarifas que estariam beneficiando produtos adquiridos por consumidores americanos. Embora não tenha mencionado diretamente o PIX, houve referência a pagamentos eletrônicos. Também citou o etanol — que, aliás, o Brasil exporta para os EUA.

E aí eu pensei: que ironia. A partir de 1º de agosto, teremos a tarifa do Trump, de 50%, e, ao mesmo tempo, uma tarifa do governo brasileiro sobre a gasolina com 30% de etanol. Alguém perguntou aos proprietários de automóveis o que acham disso? Já perguntaram às concessionárias e distribuidoras se os motores vão suportar bem essa mistura ou se isso trará problemas? Certamente o consumo de combustível aumentará e a autonomia dos carros será menor, com uma gasolina composta por 30% de álcool e apenas 70% de gasolina.

Trump, Bolsonaro e o Congresso

Outro tema importante é a insistência de Trump ao falar sobre Bolsonaro e suposta perseguição. Esse é um assunto que só pode ser resolvido no Congresso. Há perseguição por parte do Supremo? Cabe ao Congresso — especialmente ao Senado — examinar isso. Mas, até agora, nada acontece.

Sabemos que existem apenas 32 votos no Senado com disposição para investigar se algum ministro do Supremo tem agido fora dos limites constitucionais. Vi aquela carta pública do ministro Barroso. Ele expõe, por exemplo, sua visão sobre o papel do Supremo. Diz que foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições. Mas essa é, na verdade, uma função do Congresso Nacional, que tem uma missão essencialmente política.

E o que mais pensa ele sobre o Supremo? Segundo Barroso, a Corte tem cumprido com sucesso seus três principais papéis: assegurar o governo da maioria, preservar o Estado Democrático de Direito e proteger os direitos fundamentais. Ora, o artigo 102 da Constituição afirma que compete ao Supremo Tribunal Federal, primordialmente, a guarda da Constituição. Claro que isso inclui o devido processo legal, o juízo natural, o amplo direito de defesa, a inviolabilidade parlamentar, a vedação à censura e a liberdade de expressão. E é justamente sobre essas garantias que o debate atual se concentra. Espera-se que o Supremo defenda fielmente tudo o que está previsto na Constituição.

Portugal

Outro assunto que queria compartilhar com vocês vem de Portugal. Muitos brasileiros têm se mudado para lá, trabalhando e formando família no país. Eu mesmo passo temporadas anuais em Portugal e observo de perto essa realidade. Em apenas 16 dias, o Parlamento português aprovou uma nova lei de imigração, agora aguardando sanção do presidente.

A lei tem dois pilares. Primeiro: quem estiver em Portugal e quiser trazer a família — pais, irmãos, cônjuge, filhos — terá de esperar dois anos e fazer o pedido a partir do país de origem. Segundo: haverá maior rigor na concessão de vistos de trabalho, priorizando profissões em demanda real no país e pessoas qualificadas.

Falo sobre isso porque sou testemunha dessa transformação. Há dez anos viajo com frequência a Portugal e percebo um declínio na limpeza urbana, na ordem pública e até na segurança. Essa deterioração não tem relação com brasileiros, mas com imigrantes de outras regiões e religiões que, em alguns casos, buscam impor seus costumes. Isso tem afetado fortemente a cultura portuguesa. Brasileiros, em geral, são bem recebidos quando respeitam a lei e os costumes locais.

Não sei se vocês ouviram na infância a expressão: “Em Roma, como os romanos”. Ou seja, se você vai viver em Roma, precisa respeitar os costumes romanos. O mesmo vale para Portugal. Essa nova lei certamente será sancionada, pois já foi aprovada. O partido Chega, que tem ganhado força e hoje é a segunda maior bancada, vem fazendo campanha pelo retorno da paz, da limpeza e da ordem às ruas das cidades portuguesas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/vai-ficar-mais-dificil-mudar-para-portugal-e-o-motivo-esta-nas-ruas/

Moraes esvazia sessão sobre ‘trama do golpe’ e confronta advogado de Filipe Martins


O Supremo Tribunal Federal (STE) esvaziou a audiência desta quarta-feira, 16, ao convocar apenas testemunhas ligadas à acusação na investigação sobre a suposta tentativa de golpe em 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, ignorou os nomes apresentados pelas defesas.
Dessa forma, optou por ouvir apenas aliados da Procuradoria-Geral da República.

Das 22 testemunhas previstas para o núcleo de gerenciamento da suposta organização criminosa, apenas duas compareceram: 0 senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o general da reserva Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A sessão durou cerca de uma hora e meia, apesar da expectativa inicial de que se estendesse por todo o dia. A defesa do ex-assessor Filipe Martins tentou incluir o ex-assistente de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo Tagliaferro, como testemunha. O ministro indeferiu o pedido.

Outras testemunhas sugeridas – como o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o deputado Marcel van
Hattem (Novo-RS) e o ex-ministro Onyx Lorenzoni – também tiveram seus pedidos negados.

Ciro Nogueira confirmou que intermediou um encontro entre Jair Bolsonaro e Moraes no fim de 2022. Contudo, alegou não lembrar se Marcelo Câmara participou da articulação.
[16:23, 18/07/2025] Matheus Mascarenhas: Já Gonçalves Dias repetiu declarações feitas à CPMI do 8 de janeiro, alegando que recebeu informações conflitantes de órgãos internos do GSI às vésperas dos ataques aos Três Poderes.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/moraes-esvazia-sessao-sobre-golpe-e-confronta-advogado/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

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