
“Taxação dos super ricos!”, diziam as palavras de ordem, em vermelho, na plaquinha branca erguida por Lula no dia 02 de julho, durante uma caminhada com lideranças do PT na Bahia. A julgar pela reação da população presente, a proposta – ou então as autoridades petistas – não são nada populares. Nomes como os de Jerônimo Rodrigues, governador do estado, e Jaques Wagner, senador, foram vaiados no local.
Houve também aplausos, é claro, mas as vaias são, no mínimo, surpreendentes. Afinal, a Bahia é governada há 18 anos e meio pelo PT. Trata-se do estado onde Lula historicamente vence com folga: nas eleições de 2022, a Bahia entregou 72,12% dos votos válidos para o petista no segundo turno. Mas se as eleições fossem hoje, o cenário seria bem diferente. Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em fevereiro, revelou que a desaprovação de Lula subiu 19 pontos percentuais na Bahia, atingindo 51%, enquanto a aprovação despencou de 66% para 47%. Um verdadeiro balde de água fria para o governo.
Mas, afinal, o que está acontecendo? Levantamento recente do Paraná Pesquisas mostra que 67% dos brasileiros já não acreditam na promessa eleitoral da “cerveja e picanha” de Lula, enquanto 71% culpam o presidente pela alta dos preços nos supermercados. Desesperado com a queda de popularidade e o desastre de comunicação que virou o seu governo (belo trabalho, hein, Sidônio?), Lula tem pisado fundo no acelerador de medidas populistas, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Mas, para financiar as propostas gastadoras, o governo precisa aumentar impostos. É daí que surge a nova campanha de propaganda petista: a “taxação dos super ricos” e a velha narrativa da guerra dos “ricos contra os pobres”.
É claro que o sistema tributário precisa ser aperfeiçoado – hoje os pobres são mais taxados do que os ricos proporcionalmente, por conta do alto peso dos impostos indiretos sobre mercadorias e serviços -, mas não é isso que Lula está buscando. Ele não está propondo um rearranjo dos problemas centrais do sistema tributário nem cortes de privilégios como jatinhos para ministros, viagens esbanjadoras de Janja, supersalários ou penduricalhos. Não. Ele está sim criando uma narrativa eleitoreira para colocar a maior parte da população ao seu lado contra um pequeno grupo, que quer pintar como o bode expiatório dos males do Brasil e da incompetência do seu governo.
A hipocrisia de Lula deixa tudo mais claro. Vamos começar pela tal taxação: Lula poderia dar o exemplo e começar por ele mesmo. O petista declarou possuir mais de R$ 7 milhões aplicados em uma previdência privada, mas disse que não é “frustrado por ser pobre”. Ele engana ao se colocar do lado dos pobres. Tal valor, convenhamos, não rima com “pobre” em lugar nenhum do mundo, muito menos no Brasil. Pelos parâmetros do próprio governo, Lula é um super rico e deveria ser taxado como tal. E isso sem falar dos imóveis e outros bens de Lula, inclusive os não declarados, como aqueles que o levaram a ser condenado na Lava Jato.
E não é só o patrimônio declarado que coloca Lula na ala dos super ricos: o não declarado também pesa. Durante a Lava Jato, o ex-presidente foi acusado de ter recebido, direta ou indiretamente, mais de R$ 80 milhões em propinas, o que resultou em multas e cobranças superiores a R$ 18 milhões pela Receita Federal. Como imposto no bolso alheio é refresco, Lula recorreu ao ministro Gilmar Mendes, do STF, que com sua canetinha mágica – que mais parece uma varinha mágica tal o grau de coisas incrivelmente absurdas que saem dela – fez os R$ 18 milhões de impostos simplesmente sumirem. Assim fica fácil defender a taxação dos super ricos, né, Lula?
Além disso, Lula se comporta como um verdadeiro milionário. Em uma visita ao sertão nordestino, o presidente ostentou um tênis da grife italiana Ermenegildo Zegna, avaliado em R$ 10.500,00 – o equivalente a cerca de sete salários mínimos dos trabalhadores que ele tanto diz defender. Também já foi visto com gravatas da francesa Louis Vuitton, custando entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. E a primeira-dama, Janja? Essa então se comporta como uma super-hiper-mega-ultra rica: até para ir ao ginecologista ela pega carona de jatinho da FAB com o ministro Alexandre de Moraes. É de fazer inveja ao jet-set internacional; nem a realeza europeia vive tão bem. Esse é o mesmo que criticou a classe média porque “ostentam um padrão de vida acima do necessário”.
Agora, Lula quer convencer você de que o único culpado pela sua vida estar ruim é o Congresso, que recentemente derrubou o decreto que aumentava o IOF e assim poupou os brasileiros de financiarem ainda mais as viagens de luxo de Janja e as lagostas e vinhos dos ministros do STF. Segundo o presidente, toda vez que ele tenta tributar milionários “há uma rebelião”. Contudo, isso não faz sentido, porque a medida não atingia os super-ricos, mas toda a população. E aí, contra a rebelião que se opôs à suposta taxação dos milionários, o PT e o governo resolveram partir para a “guerra nuclear”: ressuscitaram a narrativa de “ricos contra pobres”, “nós contra eles” – uma campanha de ódio e desinformação que o PT domina como ninguém desde sua fundação.
A iniciativa irritou o Congresso e rachou até partidos da base aliada, como PP, União Brasil e Republicanos, todos com ministérios no governo. Esses partidos rapidamente responderam a Lula nas redes sociais. A disposição bélica do PT tem tudo para piorar o que já está ruim: pesquisa Genial/Quaest publicada ontem revelou que 51% dos deputados federais avaliam como negativa a relação com o governo; 46% têm uma visão negativa do governo Lula; e 57% não acreditam que o governo conseguirá aprovar suas propostas daqui para a frente. Se essa última percepção se confirmar, quem sairá ganhando é o povo brasileiro, que já não aguenta mais esse desgoverno.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/deltan-dallagnol/lula-pt-conseguiram-proeza-serem-vaiados-bahia/

Lula e Janja são a caricatura perfeita do milionário brasileiro subdesenvolvido

Uma mulher que viaja sozinha para a Rússia num avião da FAB com lugar para 200 passageiros, em sua opinião sincera, é rica? Ela é também notável por parecer um manequim de loja que circula em público com um monte de coisas de “grife” cuja única relação entre si é o preço – sempre o mais caro possível. E o marido então? É um multimilionário que há 40 anos não sabe o que é uma fila de ônibus, a espera pela consulta no SUS e o valor de uma conta de luz. Juntem-se os dois, Lula e Janja, e você obterá o casal podre de rico que aparecia nas revistas mostrando a mesa do café da manhã nas suas casas.
Janja e Lula, na verdade, são a própria caricatura do milionário brasileiro subdesenvolvido – com seus carros blindados, seguranças vergados sob o peso de armas automáticas, cartões de crédito cujos extratos são segredo de Estado por 100 anos, diárias de hotel no exterior que se aproximam dos R$ 40 mil. Mais: não ganharam nada do que gastam através do seu trabalho, porque não fazem nada que tenha a ver com a produção de qualquer coisa útil. Levam suas vidas de paxá com o imposto que você paga a cada vez que abastece o carro ou compra um quilo de batata.
O consórcio Lula-STF quebrou o Brasil por gastar o que não tem. Aí, em vez de cortar as suas despesas para acertar a conta, soca mais imposto na economia – e diz que quem vai pagar é o ‘rico’
E, no entanto, acredite, neste nosso Brasil cada vez mais ao avesso, que é esse aí mesmo, em pessoa, que acaba de declarar “guerra aos ricos”. Mais uma vez, desde que o faraó teve a ideia pioneira de resolver sua vida dizendo que ia “tirar dos ricos para dar aos pobres”, a safadeza se repete – e o resultado, naturalmente, vai ser o mesmo que vem se repetindo há 5.000 anos. O dinheiro “tirado dos ricos” vai para os mesmos ricos – no caso do Brasil e do aumento do IOF ora exigido por Lula, vai direto para a burra do Estado. Não há ninguém mais rico neste país.
O dramalhão que se vê agora, com o governo Lula e o STF se juntando numa gangue para anular a decisão do Congresso que lhes negou o aumento do IOF, é puro estelionato – não tente fazer nada parecido, porque você seria preso. Mas conto do vigário, neste país, depende de quem conta. No caso quem conta é Lula, com música e letra do STF, e aí a trapaça vira “justiça social”. Não é justiça nenhuma – na verdade é o que pode haver de mais injusto. O consórcio Lula-STF quebrou o Brasil por gastar o que não tem. Aí, em vez de cortar as suas despesas para acertar a conta, soca mais imposto na economia – e diz que quem vai pagar é o “rico”.
O padrão de vida de Lula, de Janja e dos bilionários que vivem ligados à teta do Tesouro Nacional, a começar pelos “amigos do amigo do meu pai”, não vai mudar em um milímetro com o aumento do IOF. Os magistrados e as demais castas da máquina estatal continuarão recebendo R$ 100 mil, ou 200 mil de salários mensais, ou só Deus sabe quanto. A pobrada, mais uma vez, é quem vai pagar mais caro pelo crédito, ficar sem emprego e tomar no lombo em geral. O Brasil vai arrecadar R$ 4 trilhões em impostos em 2025. Se imposto servisse para eliminar pobre, não haveria mais nenhum pobre neste país.
Pior que a extorsão do IOF em si é a decisão do governo de patrocinar, como projeto político, uma tentativa grosseira de atiçar o ódio dos pobres contra os ricos. Lula, a extrema esquerda, Janja e o STF não querem apenas aumentar o imposto. Acham que podem tirar proveito pessoal provocando uma nova “guerra de classes”. É a mentira de sempre. O pobre só é pobre porque existe o rico; o rico só é rico porque tira dinheiro do pobre. Acabe-se com os ricos e você acabará com os pobres. Sabe-se o que a vida real diz a esse respeito: acabam só os ricos, reduzidos a uma quadrilha que ocupa o governo, e os pobres continuam na fila do racionamento.
O regime Lula-STF promove hoje o maior programa de concentração de renda do mundo, com o enriquecimento sem precedentes da riqueza do Estado. Promove, ao lado disso, o maior programa de perpetuação da miséria atualmente em vigor na face da Terra – o Bolsa Família, já com 54 milhões de dependentes. São esses os fatos, por trás da discurseira hipócrita do governo. Falam em políticas sociais e opção pelos pobres. A única opção que fazem é por si mesmos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/casal-janja-lula-caricatura-milionario-brasileiro-subdesenvolvido/

A farra da “classe executiva” nas viagens internacionais dos deputados

Os deputados federais gastaram R$ 2,5 milhões com viagens internacionais até junho. Vinte e duas viagens para Nova York custaram R$ 372 mil. Em maio, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) comprou passagem na classe executiva para Nova York no valor de R$ 67,6 mil. Mas o ex-presidente cancelou a viagem. Como não ocorreu a viagem por motivo justificado, a Câmara poderá usar os mesmos trechos no prazo de até um ano da emissão dos bilhetes.
Para Nova York, tem passagem a qualquer preço. Um dia antes da viagem de Lira, o atual presidente, Hugo Motta (Republicanos/PB) gastou R$ 14 mil com passagem para Nova York, enquanto Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) gastou R$ 4,5 mil. Amom Mandel (Cidadania-AM) pagou R$ 4,3 mil. Mas é justo lembrar o custo da viagem de Motta a Nova York em jatinho da FAB, em maio: R$ 284 mil, incluindo, as diárias do deputado e de assessores.
Lira participaria de eventos bastante otimistas: o encontro empresarial “Protagonismo do Brasil na Segurança Alimentar e Transição Energética Global”, do seminário promovido pelo Financial Times “Destravando o potencial da indústria verde do Brasil” e do Fórum DATAGRO Sugar & Ethanol Conference.
Do Caribe ao Uzbesquistão
A passagem de Juninho do Pneu (União-RJ) na viagem à China para visitas técnicas à fábricas de medicamentos custou R$ 44 mil, na executiva. A caravana de seis deputados à Tashkent (Uzbesquistão), na Ásia Central, para a sessão ordinária do Grupo de Parlamentares da América Latina e do Caribe – Grulac, custou R$ 248 mil, entre passagens e diárias. A passagem de José Rocha (União-BA) custou R$ 36 mil, na executiva; enquanto a de Murilo Galdino (Republicanos- PB) ficou em R$ 14 mil.
A caravana de seis deputados para Tashkent, no Uzbesquistão, para participar da sessão ordinária do Grupo de Parlamentares da América Latina e do Caribe (Grulac) custou R$ 248 mil, entre passagens e diárias. A passagem de Átila Lins (PSD-AM), custou R$ 33,6 mil; a de José Rocha (União-BA) custou R$ 36 mil. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) torrou R$ 51 mil, enquanto Cleber Verde (MDB-MA) pagou apenas R$ 12 mil.
Pedro Paulo (PSD-RJ) fez um voo solo para Madri, para participar do Fórum “Transformações: um mundo em ebulição”. A passagem “executiva” custou R$ 29 mil. O deputado Vermelho (PP-PR) participou da Feira de Turismo em Madri. Pagou apenas R$ 7 mil de passagem.
Cinco deputados mineiros embarcaram em missão organizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, a fim de cumprir agenda de visitas à Expo Osaka, participar do Brazil Japan Business Fórum e jantar “O portador do futuro”. Mais uma despesa de R$ 140 mil. A passagem de Stefano Aguiar (PSD) custou R$ 29,5 mil. A do Delegado Marcelo, apenas R$ 9 mil.
Missão teve caráter institucional
Questionado pelo blog sobre o preço da passagem para Ozaka, Aguiar afirmou que a missão teve “o objetivo de promover o intercâmbio econômico e fortalecer relações comerciais e tecnológicas entre Brasil e Japão. Durante a missão, foram realizadas visitas à Expo Osaka, encontros técnicos com empresas e instituições japonesas, além da participação no jantar institucional The Bearer of the Future, que reuniu autoridades e empresários de ambos os países”.
“O valor da passagem reflete a necessidade de adequação à agenda oficial, com trechos internacionais e deslocamentos internos. A missão teve caráter institucional e buscou contribuir para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos para Minas Gerais”, concluiu o deputado.
O “jeitinho” para pegar a classe executiva
A assessoria do deputado Átila explicou ao blog como ele consegue viajar na classe executiva: “A Câmara disponibiliza bilhetes na classe econômica. O parlamentar voou de Executiva, custeando a diferença do valor, com a utilização de sua Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP)”. Mas ocorre que a CEAP é custeada com dinheiro público, pago pelo contribuinte.
O deputado também se manifestou sobre a distância entre a sede da União Interparlamentar (UIP) e Tashkent: “Sobre a decisão do local da realização do evento, sugerimos entrar em contato com a UIP. Pois como membro, o parlamentar não tem ingerência sobre isso”.
A deputada Laura Carneiro alegou ao blog que precisa da executiva porque tem dificuldade de locomoção.
Segundo o Ato da Mesa da Câmara 31/2012, têm direito a passagem na classe executiva os membros titulares da Mesa Diretora, líderes titulares, presidentes de comissões permanentes da Câmara e Mistas, quando presididas por deputados, presidente do Conselho de Ética, ouvidor parlamentar, procurador parlamentar, procuradora da Mulher, coordenadora geral dos Direitos da Mulher, corregedor Parlamentar, secretário de Comunicação Social, secretário de Relações Internacionais, secretário de Transparência, secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais e deputados com deficiência física, dificuldade de locomoção ou necessidade especial.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/farra-classe-executiva-viagens-internacionais-deputados/

O presente aos EUA no dia da independência: pacote que corta gastos e impostos

4 de julho é o dia da independência dos Estados Unidos, e o presidente Donald Trump escolheu esse dia para sancionar uma lei aprovada esta semana no Congresso americano. Passou pela Câmara de Representantes, foi para o Senado, que fez alterações; o texto voltou para a Câmara, que aprovou a nova versão na quinta-feira. Todos os democratas votaram contra, assim como dois republicanos. Mesmo assim, sobraram republicanos suficientes votando a favor de Trump.
O pacote tem cortes em impostos e em despesas do governo, principalmente. Ele afeta áreas como saúde, favores para energia eólica e energia solar, subsídios para alimento, e previdência, além de cortar impostos. Para termos ideia de como isso tem efeito no cotidiano, nos Estados Unidos incide imposto sobre gorjetas – em qualquer lugar, mas principalmente em restaurante. Agora a gorjeta ficará fora; os garçons vão ganhar mais, e pagarão menos impostos.
Aqui, Lula não corta gasto e publica vídeo mentiroso para justificar aumento de impostos
Enquanto os EUA cortam gastos e impostos, aqui acontece o oposto: o governo não corta seus gastos, aumenta a despesa e os impostos. É o inverso da sensatez. Não sei quando vamos parar com isso, porque nosso presidente não aceita cortar gastos, diz que todo gasto do governo é investimento, e resolveu brigar no Supremo para derrubar a decisão de uma maciça maioria do Congresso Nacional, que impediu que a elevação do IOF, imposto que incide sobre os empréstimos de que grande parte do povo brasileiro precisa, inclusive os débitos em conta, saldo devedor, cartão de crédito
O PT chegou ao ponto de fazer um vídeo com propaganda falsa, dizendo que o pobre está carregado de imposto e o rico paga pouco. Mas imaginem o tamanho do IOF cobrado sobre uma operação de crédito numa grande empresa, que é muito maior que o crédito pego por um operário. Esse é o “duplipensar” do George Orwell em 1984. O governo diz “nós vamos carregar nos ricos, e tirar dos ricos para dar para os pobres”, como se fosse Robin Hood. Esse é o duplipensar: fingir que fará algo de bom para que as pessoas aceitem algo ruim. Eu estou tratando disso num artigo que a revista Oeste está publicando essa semana.
Lula vai sediar cúpula esvaziada dos Brics
Nesta sexta-feira já começam os bloqueios de trânsito no Rio de Janeiro, nos locais onde haverá a reunião dos Brics no sábado e no domingo. Mas as grandes figuras não virão: nada de Vladimir Putin, nada de Xi Jinping, nada de aiatolá Khamenei nem do presidente Masoud Pezeshkian – sim, o Irã é membro dos Brics, um bloco de esquerda, de cunho marxista, para fazer frente ao dólar e aos norte-americanos pela via da economia, porque as novas armas da dominação são a economia e o lado cibernético.
Continua o mistério sobre o ataque hacker ao sistema financeiro
A polícia está investigando 140 contas nessa história do hacker que atacou uma conta vinculada ao Banco Central. O BC até agora não esclareceu nada, especialmente o montante que foi retirado de contas de reserva daqueles estabelecimentos não bancários que trabalham no sistema financeiro brasileiro. Falam em R$ 800 milhões, convertidos em criptomoedas para apagar o rastro. O sujeito que fez isso descobriu uma nova forma de assaltar banco, em que o assaltante não corre risco de levar um tiro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/o-presente-aos-eua-no-dia-da-independencia-pacote-que-corta-gastos-e-impostos/

O “novus dux” do Milênio Judicial

“E vi um novo céu e uma nova terra…” (Apocalipse 21,1)
“A fé moderna no progresso é uma forma secularizada da escatologia cristã.” (Karl Löwith, Meaning in History)
Na última terça-feira, encerrando um seminário na vetusta Universidade de Coimbra, Alexandre de Moraes ergueu-se da condição de ser histórico até as alturas do Eterno para profetizar: “O século 19 foi do Parlamento, o século 20 foi do Executivo e, agora, o século 21 é do Judiciário”.
O século mal encerrou o seu primeiro quartel, e o homem já o definiu plenamente. Coisa de profeta. Se estivesse trajando o burel de São Bento em vez da toga da República, talvez ele tivesse sido confundido com um monge medieval em transe profético, tomado pelo furor de visões místicas. No entanto, a vestimenta real indica tratar-se apenas de um burocrata togado com pretensões messiânicas, anunciando, em solo lusitano, a escatologia tripartite criada por Joaquim de Fiore lá pelos idos do século 12.
Sim, senhoras e senhores: o juristocrata brasileiro está convencido de que vive – ou melhor, comanda – a Terceira Idade da História. Se o século 19 foi o tempo do Pater e o 20, o do Filius, o século 21, por sua graciosa revelação, pertence agora ao Spiritus Sanctus: ao Judiciário, encarnado nele próprio, o ministro do Juízo Final, arcanjo de inquéritos perpétuos e operações salvíficas. A história, enfim, chegou ao seu clímax: o tempo da plenitude jurídica – cujo novus dux é Alexandre de Moraes em pessoa.
O juristocrata brasileiro está convencido de que vive – ou melhor, comanda – a Terceira Idade da História
De Moisés a Napoleão, de Savonarola a Lenin, toda Nova Era exige um homem novo. Um líder, não eleito, mas revelado – um timoneiro supremo, escolhido não pela soberania popular, mas pela necessidade histórica. Alexandre assume esse papel com a naturalidade de quem já se imagina parte dos compêndios escolares.
Joaquim de Fiore, monge calabrês e autor de uma complexa hermenêutica da história cristã, dividia o tempo em três grandes eras: a Era do Pai, correspondente ao Antigo Testamento e ao reinado da Lei; a Era do Filho, encarnada no Novo Testamento e no domínio da Igreja institucional; e, por fim, a Era do Espírito Santo, o tempo final, livre da letra e das instituições, em que a humanidade seria guiada diretamente por um influxo divino, por uma justiça sem mediação – o tempo, por assim dizer, da iluminação sem o Parlamento, sem o Executivo, e, com alguma licença, apenas com o STF (cuja palavra se anuncia por intermédio da arcanja Daniela).
A analogia não é caprichosa. Como o velho Joaquim, Moraes também profetiza um tempo novo. Só que, em vez da graça, promete a jurisprudência; em vez do Paráclito, convoca o Supremo; e, em vez de um mundo liberto da hierarquia eclesiástica, propõe-nos uma sociedade redimida das urnas, das leis e do povo (os “213 milhões de tiranos”) – sob a égide purificadora do controle concentrado de constitucionalidade, espécie de Espírito Santo com protocolo de ofício.
A fala de Moraes não é mera retórica para entreter os colegas da metrópole. Há em suas palavras um conteúdo performativo, um gesto, por assim dizer, de magia institucional. Suas palavras implicam um ato de fala ilocutório declarativo, como diria John Searle. Como nos antigos ritos imperiais – e como diria John Autsin, mestre de Searle –, dizer é fazer. Ao proclamar que este século pertence ao Judiciário, o ministro não descreve um estado de coisas: ele o institui. E o consagra, como quem inscreve uma nova era no Livro da História.
Daí seu papel como novus dux: líder não só de um poder, mas de um tempo. Condutor não apenas de instituições, mas da consciência nacional. Daí que, como todo guia carismático, ele não se sinta obrigado a justificar-se diante da lógica – basta-lhe o destino. A voz do Judiciário, afinal, ecoa como a de Deus no Sinai: não se discute, apenas se cumpre.
Claro que toda Era exige também seus hereges. Como em qualquer escatologia, o tempo da redenção é também o tempo da depuração. E eis que Moraes já nos legou um impressionante inventário de ímpios contemporâneos: jornalistas, padres, influenciadores, empresários, deputados e senadores – todos excomungados por atentarem contra a nova ortodoxia democrática. Uma democracia tão excelsa, tão sutil, que não pode ser nomeada a não ser por seus sumos-sacerdotes. A mesma que pune em nome da liberdade e censura para proteger a opinião.
Fiore imaginara um tempo de paz e reconciliação. Mas, assim como para seus seguidores mais radicais, o tempo de Moraes é, ao contrário, um tempo de guerra espiritual. É uma era de cruzadas jurídicas contra a blasfêmia digital, contra os demônios do discurso de ódio e os hereges da desinformação. Sua missão é pastoral e punitiva: pastorear os bons, punir os maus. Tudo, claro, em nome do Espírito da Democracia.
Ao proclamar que este século pertence ao Judiciário, Moraes não descreve um estado de coisas: ele o institui. E o consagra, como quem inscreve uma nova era no Livro da História
Se Hegel tivesse nascido no Brasil, talvez substituísse o Estado Prussiano pela Suprema Corte brasileira como manifestação final da Razão no mundo. Mas o filósofo de Stuttgart seria ainda tímido: para Moraes, o fim da história se realiza em seu próprio gabinete, de onde irradia luz sobre a República em ruínas. Hegel sonhava com o Saber Absoluto. Moraes já o tem: está redigido, rubricado e publicado no Diário Oficial.
Como convém a todo grande líder da Nova Era, Moraes já não distingue entre o que é, o que deve ser e o que será. Como dizia o grande Eric Voegelin, o gnosticismo moderno caracteriza-se justamente pela tentativa de “imanentizar o eschaton” – ou seja, antecipar na história um fim que deveria pertencer à ordem transcendente. Nosso juristocrata, com o entusiasmo dos convertidos e a autoconfiança dos censores, não apenas tenta: ele já o fez.
No fundo, Moraes não nos oferece um programa institucional, mas um novo dogma temporal. Não se trata mais de interpretar ou aplicar a Constituição, mas de encarná-la. Ele é seu verbo feito carne. O código se fez homem, habitou entre nós – e nos julga de ofício.
Hegel sonhava com o Saber Absoluto. Moraes já o tem: está redigido, rubricado e publicado no Diário Oficial
Vivemos, portanto, não apenas uma mutação do regime, mas uma mutação da história. Não há mais política – há escatologia jurídica. Não há mais magistratura – há condução espiritual. Não há mais tempo histórico – há revelação. Alexandre de Moraes é, assim, o primeiro ministro pós-histórico do Brasil. Não governa no tempo, mas sobre ele.
Talvez algum historiador do futuro, exilado em país de fala compreensível, venha a escrever:
“No início do século 21, com o colapso do sistema político e a anestesia cívica da população, o Brasil ingressou em sua Terceira Era, liderada por um novo tipo de autoridade: o novus dux togatus, ao mesmo tempo juiz e redentor. Seu nome? Moraes, Alexandre de.”
E quem quiser discordar, que o faça sob pena de censura, bloqueio e excomunhão civil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/alexandre-de-moraes-seculo-do-judiciario/

Promiscuidade e megalomania

Gosto do poder de síntese, e quando é possível usar apenas uma palavra para resumir um fenômeno ou evento, melhor ainda. O “Gilmarpalooza” em Lisboa, com quase 90% dos palestrantes brasileiros, muitos com interesses conflitantes e até causas no próprio STF, pode ser resumido em uma só palavra: promiscuidade. É a cara de nossa elite oligárquica, que perdeu qualquer pudor.
O ministro Barroso protagonizou, uma vez mais, um papel totalmente descabido para presidente do Supremo Tribunal Federal. Ele mais parecia um ministro do governo Lula, saindo em defesa do seu “legado”. Condenando uma “onda de negatividade”, em que ninguém enxerga nada bom, Barroso pôs-se a apresentar outro quadro, um tanto imaginário:
Aumentou o PIB? Temos uma crise fiscal. Subimos cinco casas no IDH? Temos uma crise fiscal. Estamos na menor taxa de desemprego da história? Temos uma crise fiscal. Temos a população hoje, mais da metade, de classe média? Temos uma crise fiscal. Temos uma crise fiscal, é preciso cuidar dela, mas é preciso não fechar os olhos para as coisas boas que acontecem.
Se o STF censurar todos os críticos e dissidentes, todos aqueles que ainda ousam não enxergar esses ministros como deuses do Olimpo democrático, haverá tremenda paz. Se todas as plataformas se transformarem numa espécie de redação da Globo News, tudo será mais suave para os ministros
Imaginem isso no governo Bolsonaro, que realmente fez coisas boas, mas era demonizado pela mesma patota! O advogado Jeffrey Chiquini desabafou: “É um ministro do STF ou do Lula? Se eu não soubesse quem é, jurava que era porta-voz do governo”. O Procurador Marcelo Rocha Monteiro foi na mesma linha: “Vocês já viram algum juiz da Suprema Corte dos EUA fazer o papel de ‘relações públicas’ do presidente do país? Rapaz! A que ponto chegou o Brasil do consórcio PT-STF!”.
Ao ponto do escárnio total, da perda de qualquer vergonha na cara. Agem como um consórcio em campanha, tentando tapar o sol com a peneira e fingir que o desgoverno não vem, uma vez mais, destruindo nosso país. E pior: Lula resolveu judicializar a derrota do IOF alegando, sem papas na língua, que não dá para governar sem o Judiciário. Ou seja, está tudo às claras, mas alguns “jornalistas” ainda não conseguem ver.
Barroso, que está em Lisboa para o Gilmarpalooza, além de promíscuo politicamente, foi também megalomaníaco, como de praxe. Nós temos que ter orgulho de nosso processo eleitoral, “o melhor do mundo”, e pelo visto de nossa regulação das plataformas. “STF fez a melhor arrumação do mundo sobre Big Techs“, afirmou nosso Pavão Supremo. Ele disse que foi uma decisão mais “liberal” do que o modelo europeu, enquanto Gilmar Mendes, admirador do modelo chinês, citou a “volta da civilidade” na esfera pública digital.
Se o STF censurar todos os críticos e dissidentes, todos aqueles que ainda ousam não enxergar esses ministros como deuses do Olimpo democrático, haverá tremenda paz. Se todas as plataformas se transformarem numa espécie de redação da Globo News, tudo será mais suave para os ministros.
Como acontece na China, aliás. Xi Jinping conseguiu a sonhada “paz” por meio da opressão. É o sonho declarado de nossos ministros. O “Gilmarpalooza” serve como palco para essa promiscuidade e essa magalomania. Aos 213 milhões de tiranetes do andar de baixo, cabe apenas calar a boca e trabalhar para pagar mais impostos, inclusive o IOF…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/gilmarpalooza-promiscuidade-megalomania/
Motta elogia decisão de Moraes, sobre IOF: ‘Em sintonia com o desejo da maioria’

Nesta sexta-feira, 4, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, elogiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender os atos do Congresso Nacional e do governo Lula que tratam do IOF.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes evita o aumento do IOF em sintonia com o desejo da maioria do plenário da Câmara dos Deputados e da sociedade”, disse Motta.
“Continuamos abertos ao diálogo institucional, com respeito e serenidade, sempre em busca do equilíbrio das contas publicas e do crescimento sustentável da economia.”
Em virtude do entendimento de Moraes, as alíquotas do imposto continuarão no patamar anterior ao decreto de Lula até que os Poderes cheguem a um consenso.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/hugo-motta-elogia-decisao-de-moraes-sobre-iof-em-sintonia-com-o-desejo-da-maioria/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola
O absurdo registro sobre as 144 viagens de Janja

Janja é, sem dúvida, a cara do PT. Não tem nenhum apreço ao erário. torra o dinheiro público de maneira totalmente desnecessária, gasta bem mais do que deveria, sem qualquer planejamento, sem nenhuma economia.
Para tanto, basta ver a questão das passagens aéreas compradas pelo governo para as 144 viagens realizadas por Janja, durante essa nefasta gestão de Lula. É algo desolador.
Eis o texto de André Shalders, publicado no site Metrópoles:
“De 144 viagens feitas pela primeira-dama e seus assessores em voos comerciais até agora, 140 foram compradas com 15 dias de antecedência ou menos.
A prática de comprar passagens poucos dias antes da data marcada para a viagem acaba aumentando os custos das passagens aéreas.
Nas viagens da própria Janja, não há nenhuma que tenha sido comprada com mais de 9 dias de antecedência.
A compra em cima da hora ocorreu inclusive em ocasiões nas quais a primeira-dama viajou para eventos internacionais preparados com antecedência, como a 48ª sessão do FIDA, em Roma, e a Cúpula Nutrição para o Crescimento N4G, em Paris.
Os dados sobre as viagens da primeira-dama e de sua equipe são do Painel de Viagens mantido pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, o MGI. Além da primeira-dama, foram consideradas as viagens dos 12 servidores que a assessoram de modo informal.”
Uma aberração.
Lula e Cristina, o encontro da fraude com a corrupção

“Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay!”, dizem nossos irmãos argentinos:
“Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!”
Nesta semana, o jornal britânico The Economist publicou uma análise contundente sobre o presidente Lula, apontando sua falta de protagonismo internacional e a ausência de liderança interna. Em resposta, o Itamaraty, num esforço diplomático apressado, enviou uma carta ao periódico tentando rebater as críticas. Tentativa inglória.
No entanto, dias depois, durante uma visita oficial à Argentina, Lula não ajudou sua própria imagem: foi encontrar-se justamente com a ex-presidente Cristina Kirchner, condenada e atualmente em prisão domiciliar por administração fraudulenta.
Em abril deste ano Lula mandou um avião da FAB ir ao Peru “resgatar clandestinamente” a ex-primeira dama daquele país, Nadine Heredia, momentos após ser condenada junto ao marido, o ex-presidente Ollanta Humala, por corrupção e lavagem de dinheiro num processo envolvendo o governo da Venezuela e a construtora brasileira Odebrecht.
É desnecessário que outro jornal estrangeiro denuncie o óbvio: Lula, além de apoiar ditaduras mundo afora, também demonstra solidariedade a políticos condenados por corrupção.
O que se viu na Argentina não foi apenas um gesto de cortesia diplomática. Foi o simbólico encontro entre a administração fraudulenta e os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Um retrato perfeito da decadência moral que ainda insiste em se apresentar como liderança.
URGENTE: Moraes faz discurso aterrorizante em Lisboa

O jurista e apresentador Tiago Pavinatto acaba de publicar em suas redes sociais:
“Em Lisboa, Moraes acabou de conferir, neste exato momento, mais uma das suas aulas ‘Magdas’:
‘Qual rede social nós queremos pros nossos filhos? Quais redes sociais nós queremos pra nossa democracia? Quais redes queremos para o nosso país? (…) Se quisermos a anarquia, uma terra sem lei, um entre supranacional, podemos entregar à big techs.’
Em seu POWER POINT, mostra postagens ‘anti LGBT’, neonazistas e racistas.
Atribui às big techs (‘paraíso de agressoes, de crimes, de induzimentos’) essas postagens e a elas também atribui, por ‘dolo eventual’, o ‘golpe’ do 8/1 em razão dos impulsionamentos pagos.
Tudo isso pra justificar a regulação das redes, dizendo que são incapazes de se autorregular: ‘Pessoas de bom senso e de boa fé não podem querer a autorregulação das redes’.
‘Nada na historia da humanidade, nada na historia do mundo, nenhuma atividade economica deixou de ser regulamentado.’
Neste momento quase quis cair na gargalhada: disse isso em pleno paraíso do lobby que virou o evento.
Para Moraes, a regulação das redes: importante e viável porque trata de ‘crimes preexistentes’ (citando a pedofilia; isto é, o estupro de vulnerável). CRIMES PREEXISTENTES: taí mais uma invenção de sua cabeça lustrosa
‘Não é porque a tv e o radio foram regulamentados que acabou a liberdade de expressão’… A é? Com a SECOM despejando dinheiro?
‘As redes sociais fazem uma lavagem cerebral no povo sobre liberdade de expressão.’ A é? O povo brasileiro é incapaz ou soberano?
Moraes chega a afirmar que, através das redes sociais, o povo foi levado a intimidar o congresso nacional! ORA ORA ORA… calem-se os representados?
Moraes prejulga, em sua aula, os muitos ainda não julgados pelo ‘golpismo’. Mas ele é juiz! Ele é proibido, por lei de falar do tema fora dos autos! Seria o STF a tal ‘terra sem lei’? Porque, como se vê, ele não respeita nenhuma das leis que criam deveres a qualquer Magistrado, pra dizer o mínimo.
Agora, no púlpito, fala Pacheco. Na sua tradicional forma de capacho, Capacheco lamenta e confessa sua frustração de não ter conseguido aprovar o PL DAS FAKE NEWS, nome gourmet do PL DA CENSURA. Pacheco se desculpa.
Paro aqui. Vou buscar água pra toma Vonau.”
Polícia prende suspeito de invadir sistema de pagamentos do Banco Central

Investigadores do Departamento de Investigação Criminal de São Paulo (Deic) prenderam um suspeito de ter participado do ataque hacker ao sistema de pagamentos do Banco Central, na última terça (1º). O desvio pode chegar a R$ 1 bilhão, embora estimativas oficiais ainda não tenham sido divulgadas.
De acordo com as primeiras informações da TV Globo e da GloboNews, com imagens divulgadas pela própria polícia, a prisão ocorreu na noite de quinta (3) e foi divulgada na manhã desta sexta (4). O homem seria um técnico de tecnologia da informação da C&M Software, empresa que fazia a intermediação dos pagamentos por PIX entre as fintechs e o Banco Central.
O Deic confirmou à Gazeta do Povo a prisão do técnico, e informou que dará mais explicações em uma entrevista coletiva às 11h. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) ainda não respondeu ao pedido de informações — o espaço segue aberto. A Polícia Federal informou que não realizou a prisão, e que a investigação segue em sigilo.
A apuração aponta que o técnico disse aos policiais que foi aliciado pelo grupo hacker para entregar uma senha de acesso aos sistemas. Esse aliciamento teria ocorrido após uma abordagem feita por um homem quando ele saía de um bar na cidade próximo à sua residência, em meados do mês de março.
Ainda segundo a apuração, o homem sabia que o técnico atuava em um setor da C&M com acesso ao sistema de pagamento. Ele teria recebido R$ 5 mil para fornecer a senha de acesso.
O técnico disse também, aos policiais, que foi abordado uma segunda vez pelo WhatsApp para que criasse um login e senha para acessar a estrutura de pagamentos via PIX da C&M. Posteriormente, ele recebeu mais R$ 10 mil para continuar operando para o grupo criminoso, inclusive tendo o telefone celular constantemente trocado para não deixar rastros — até ser preso na noite desta quinta (3).
Nos últimos dias, a C&M Software reportou às autoridades que o sistema foi acessado com o uso de credenciais — como senhas — que afetou as contas de reserva de, pelo menos, seis instituições financeiras. Os nomes não foram divulgados.
Estas contas reservas são contas que os bancos e instituições financeiras mantêm no Banco Central para processar e cumprir as movimentações financeiras. Em princípio, correntistas não foram afetados.
Por outro lado, o Banco Central afirmou, em nota à reportagem, que a C&M, seus representantes e empregados não atuam como terceirizados da instituição ou mantêm vínculo contratual de qualquer espécie, como vem sendo noticiado pela mídia. “A empresa é uma prestadora de serviços para instituições provedoras de contas transacionais”, completou.
Mais informações em instantes.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/policia-prende-suspeito-invadir-sistema-banco-central/
Moraes suspende decretos do governo e do Congresso sobre IOF e convoca audiência de conciliação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta (4) os decretos do governo e do Congresso sobre o IOF e convocou uma audiência de conciliação para o dia 15 de julho. A decisão foi tomada após o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para a Corte analisar a prerrogativa presidencial de majorar o imposto.
Com a decisão de Moraes, perdem os efeitos tanto o decreto do governo que aumentaria as alíquotas do IOF como o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), da oposição, que derrubou o ato do Executivo com ampla margem de votos.
“Existindo fortes argumentos que indicam a existência de razoabilidade na imediata suspensão da eficácia dos decretos impugnados, inclusive porque esse indesejável embate entre as medidas do Executivo e Legislativo, com sucessivas e reiteradas declarações antagônicas, […] concedo a medida cautelar para suspender os efeitos dos decretos presidenciais [que aumentariam as alíquotas do IOF] assim como o Decreto Legislativo [que derrubou o ato do governo]”, escreveu Moraes na decisão.
Ainda segundo o ministro, relator das ações relativas à derrubada do aumento do IOF no STF, ambos os decretos podem ter se distanciado do que rege a Constituição, tanto para elevar o imposto como um ato arrecadatório como pelo Congresso ter tomado uma medida contra uma prerrogativa do Poder Executivo.
“Verifica-se que tanto os decretos presidenciais, por séria e fundada dúvida sobre eventual desvio de finalidade para sua edição, quanto o decreto legislativo, por incidir em decreto autônomo presidencial, aparentam distanciar-se dos pressupostos constitucionais exigidos para ambos os gêneros normativos”, pontuou.
Com isso, afirma Moraes, se mostra necessária a atuação do STF para analisar a “validade absoluta da Constituição Federal” sobre os atos praticados pelos dois Poderes da República.
Para ele, a Corte deve exercer sua “competência jurisdicional para resolver os graves conflitos entre os demais Poderes da República pautados na interpretação do texto constitucional”.
Moraes, no entanto, não decidiu sobre a ação do PSOL que questionou o decreto do Congresso que derrubou o ato do governo.
A audiência de conciliação será realizada no próprio STF com a presença de representantes do governo, do Senado, da Câmara, da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União (AGU). “Após a realização da audiência de conciliação, será analisada a necessidade de manutenção da medida liminar concedida”, completou o ministro na decisão.
Pouco depois de Moraes emitir a decisão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a suspensão do decreto do governo afirmando que o ministro atendeu a um “desejo da maioria da Câmara e da sociedade”.
O pedido do governo para questionar o Congresso na Justiça não foi bem recebido por parlamentares, que sinalizaram um aprofundamento da crise nas relações entre o Planalto e o Legislativo. A decisão ainda levou a uma onda de ataques da militância de esquerda aos deputados e senadores nas redes sociais.
Com isso, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que se colocou como porta-voz da oposição, começaram a dar sinais de que pretendem diminuir a temperatura da crise.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-suspende-decretos-governo-congresso-sobre-iof/

Sua vida, seu dinheiro

Um tema recorrente nos estudos sobre o ser humano, em termos econômicos, psicológicos e sociológicos, é a relação entre a pessoa e o dinheiro. Há interpretações e teorias para todos os gostos, desde a tese de que dinheiro não traz felicidade até a crença de que sem dinheiro não dá para ser feliz.
De saída, é possível alguém ter dinheiro e ser infeliz, como é possível alguém não ter dinheiro e ser feliz. Essa segunda hipótese tem um problema: a vida humana requer um mínimo de alimento, abrigo e repouso; logo, a aquisição dos bens e serviços capazes de prover esse mínimo exige dinheiro suficiente para tanto.
Fala-se muito por aí que “dinheiro não traz felicidade”. É uma frase válida, desde que entendida como a ideia de que apenas o dinheiro não é suficiente para fazer alguém feliz. O dinheiro, sozinho, não cura muitas doenças do corpo e da alma, isso é claro. Mas, se ter dinheiro não é garantia de bem-estar físico e mental, também é verdade que a ausência de dinheiro provoca sofrimentos que inviabilizam a vida feliz e realizadora.
Sem dinheiro ou alguém que pague a conta, toda pessoa terá dificuldade de ser feliz e, no caso dos idosos, mais ainda
O dinheiro é o meio para obter os suprimentos da existência física e bens do espírito. Vale notar que a vida moderna elevou a quantidade de itens de bens materiais e serviços requeridos para uma vida confortável. E tudo isso custa dinheiro.
Convém notar que mecanização das atividades rurais propiciada pelas inovações tecnológicas expulsou a população camponesa para as cidades; nelas, o custo de vida é muito maior que o da vida no campo.
Outro aspecto é que o progresso tecnológico e os hábitos de vida nas cidades exigem enorme variedade de bens e serviços que a família moderna tem de comprar para viver, cuja magnitude chega a ser 20 vezes o número de itens que uma família rural dos anos 1960 comprava.
Além de tudo isso, o aumento da expectativa de vida da população fez a felicidade na terceira e na quarta idade depender essencialmente de fatores como saúde, conforto material, amizades, vida simples e sensação de segurança.
O fato é que a obtenção de todos esses fatores de felicidade exige dinheiro. Logo, independência financeira passa a ser condição necessária para uma vida confortável e feliz, sobretudo na velhice e na aposentadoria.
Vamos ser realistas: sem dinheiro ou alguém que pague a conta, toda pessoa terá dificuldade de ser feliz e, no caso dos idosos, mais ainda. Pense nas repetidas cenas de pessoas velhas e doentes nas filas do SUS e dos postos de saúde implorando para que algum funcionário lhes dê um mínimo de atenção.
Durante toda a vida, a pessoa tem um fluxo de despesas diárias e constantes, enquanto sua renda pode ser interrompida por desemprego, doença, acidente, velhice, aposentadoria e outras emergências. Apesar disso, o sistema educacional sempre ignorou o assunto dinheiro, enquanto gastava tempo ensinando nomes de reis e rainhas.
Sobre a falta de educação financeira, principalmente a falta de ensino sobre noções de comércio, finanças, tributos e contratos, lembro um caso interessante. No dia 4 de agosto de 2003, os jornais estamparam a seguinte manchete: “Mike Tyson torra 300 milhões de dólares e pede falência”.
Nesta vida, ninguém escapa das questões de finanças, tributos, comércio e contratos
Tyson não herdou fortunas, não ganhou na loteria e não era empresário submetido à dureza da competição. Ele era o melhor boxeador do mundo e amealhou enorme riqueza com seu sucesso. Aí, fica a pergunta: como foi possível ele torrar a montanha de dinheiro que acumulou ainda jovem?
Há duas explicações possíveis: uma técnica, outra psicológica. A explicação técnica é a falta de alfabetização financeira. A psicológica é a completa incapacidade mental para lidar com ganhos, gastos, consumo e investimentos. Mike Tyson tomou decisões erradas sobre dinheiro o tempo todo e acabou indo à falência.
Aqui vale uma observação: nesta vida, ninguém escapa das questões de finanças, tributos, comércio e contratos. Assim, é essencial dominar pelo menos as ferramentas gerais sobre a relação do ser humano com dinheiro e com os temas econômicos da vida.
No mundo atual, os meios de educação e treinamento são tantos, tão variados, e em grande parte gratuitos, que somente quem não quer aprender continua sem qualificação para entender os princípios e as técnicas de gestão de suas finanças pessoais. Tudo é uma questão de escolha.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-pio-martins/dinheiro-felicidade-financas-pessoais/

A sabedoria dos trouxas

“Idiota” vem do grego antigo idiotes. Lá, não significava alguém tolo. Era simplesmente o cidadão comum, o “indivíduo privado”, que não ocupava cargos públicos e não participava ativamente da vida política. Para os gregos, quem não se engajava com os assuntos da pólis estava sendo egoísta, recusando o dever cívico em nome de seus próprios interesses. O idiotes era, em certo sentido, um desertor da cidadania.
Com o tempo, no entanto, a palavra mudou, passando a ser associada à ignorância intelectual. O idiota seria aquele desprovido do saber erudito, um simplório, até que a palavra deslizou definitivamente para o reino do insulto: é o “imbecil”, o “estúpido”, o sujeito que, por incompetência ou ingenuidade, não entende como o mundo realmente funciona.
Mas há um tipo especial de idiota que me interessa aqui. É o trouxa por virtude. Ou seja, aquele que simplesmente escolhe permanecer bom, mesmo sabendo que será enganado. É o sujeito que empresta dinheiro pela décima vez ao mesmo amigo caloteiro, não por burrice, mas porque prefere perder uns trocados a perder a fé nas pessoas.
Talvez ser feito de bobo seja o preço de manter algo que o cinismo não pode comprar: a leveza de não viver calculando, a simplicidade de não transformar cada interação em uma transação
Nunca conheci um desses idiotas de perto, mas todo mundo sabe histórias de algum. Uma senhora de idade, viúva há tempos, que compra rifas que nunca existiram, dá dinheiro para quem pede dizendo que é pra comida (mesmo aos que claramente mentiam), acredita em todas as histórias tristes e ajuda com o que pode, por exemplo. Se questionada: “Não percebe que estão te enganando?”, essa pessoa apenas sorri, como se no sorriso dissesse: “Filho, eu sei. Mas prefiro errar fazendo o bem. No fim das contas, o que eu perco? Uns reais? E o que eu ganho? A paz de não ter virado uma velha amarga”.
O príncipe Míchkin, de O Idiota, de Dostoiévski, é o patrono literário desses idiotas. Sua bondade não é estratégica nem heroica, é quase involuntária, como respirar. Ele vê o melhor nas pessoas não por cálculo, mas porque seus olhos simplesmente não foram treinados para a desconfiança.
O mundo moderno tem horror a essa espécie. “Não seja trouxa” virou mandamento. A esperteza virou virtude suprema. Mas o que acontece quando todos se tornam espertos? Quando ninguém mais confia em ninguém? Quando cada gesto de bondade é analisado em busca de segundas intenções?
Os idiotas de que falo são os últimos resistentes num mundo conduzido pela desconfiança. Aqueles que ainda devolvem carteiras perdidas com o dinheiro intacto ou que param no sinal para dar informação a alguém, mesmo atrasado. A criança que divide o lanche sem calcular se vai receber algo em troca. O idoso que ainda acredita na palavra dada.
“Mas eles são feitos de bobos!”, dirão os práticos. E daí? Talvez ser feito de bobo seja o preço de manter algo que o cinismo não pode comprar: a leveza de não viver calculando, a simplicidade de não transformar cada interação em uma transação, a liberdade de não carregar uma armadura contra o mundo.
Esses idiotas apanham da vida. Mas dormem sem rancor. Acordam sem paranoia. Vivem sem a exaustão de quem precisa estar sempre em guarda
Há uma sabedoria paradoxal nessa idiotice, que poderia virar um mandamento: “Mais vale ser feito de trouxa dez vezes do que perder uma chance de ajudar alguém que realmente precisa”. É a matemática inversa da bondade: aceitar muitos prejuízos pequenos para não correr o risco de um prejuízo imenso: o de se tornar alguém incapaz de confiar.
Sim, esses idiotas apanham da vida. São passados para trás, enganados, usados. Mas há algo curiosamente intacto neles, uma espécie de virgindade existencial que os espertos perderam há muito tempo. Eles dormem sem rancor. Acordam sem paranoia. Vivem sem a exaustão de quem precisa estar sempre em guarda.
O mais irônico? No fim, são eles que costumam ter os amigos mais leais, os amores mais verdadeiros, as memórias mais doces. Porque no meio de tantos que se aproveitaram, sempre aparecem alguns que reconhecem o tesouro raro de alguém genuinamente bom. E esses poucos valem por multidões. Quem me dera ser um desses idiotas.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/francisco-escorsim/idiota-virtude-sabedoria/
Alheio, Lula já não recebe deputados e senadores, e ainda se queixa de derrotas

Lula (PT) – Detalhe de foto da Agência Brasília.
Desde o início do ano, Lula (PT) não recebeu um único deputado federal ou senador para despacho privado, como é próprio na relação institucional. Parlamentares, inclusive petistas, reclamam que o Lula alheio do terceiro mandato, com sinais de desinteresse ou cansaço, nem de longe lembra aquele dos governos anteriores. A agenda de audiências de 2025 piorou em relação a 2024, indicando sinais de inapetência: recebeu 4 deputados e 5 senadores durante o ano todo.
Moro vê senilidade
A conduta de Lula, que para o senador Sergio Moro (União-PR) indica “senilidade”, coincide com a perda de relevância dentro e fora do País.
Só recebe petistas
Os deputados que Lula recebeu em 2024 são todos do PT, à exceção de Arthur Lira (PP-AL), que era o presidente da Câmara.
Governadores ignorados
Lula não está nem aí até para os governadores aliados. Só recebeu Helder Barbalho (MDB-PA), em abril, talvez em razão da COP30.
Tempo reservado
Ladra condenada, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner teve mais tempo privado com Lula este ano do que os congressistas brasileiros.

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