O jornal britânico The Economist, em recente artigo, fez duras observações sobre a atuação internacional de Lula e sua falta de liderança interna. O texto aponta, entre outras coisas, a falta de uma atuação consistente do Brasil no cenário global, não apenas no campo diplomático, mas, sobretudo, naquilo que o jornal chama de “autoridade moral”. Em resposta, o Itamaraty emitiu uma nota oficial afirmando que Lula detém, sim, uma autoridade moral reconhecida internacionalmente.
Será mesmo?
A autoridade moral, por essência, não se declara por nota nem se proclama por discursos. Ela se constrói ao longo do tempo, com base na coerência entre o que se diz e o que se faz, no compromisso com valores universais, como a liberdade, os direitos humanos, a democracia e a justiça, e, sobretudo, no respeito inegociável à verdade. Sem verdade, não há autoridade moral possível. A autoridade moral exige integridade e a integridade se prova quando os princípios não são abandonados diante das conveniências do momento.
Lula tem tentado ocupar o papel de porta-voz dos países em desenvolvimento, mas sua postura ambígua diante de guerras, ditaduras e violações de direitos fundamentais fragiliza essa pretensão. Quando se relativizam crimes de regimes autoritários, ou se atacam seletivamente determinadas democracias enquanto se silencia diante de tiranias amigas, perde-se o alicerce da verdade, consequentemente perde-se também qualquer autoridade moral.
Discursos antissemitas e apoio ao regime fundamentalista do Irã não agregam autoridade ou liderança internacional à Lula, ao contrário.
Autoridade moral não é propaganda, não se fabrica com marketing político. Não se adquire com capital político, nem se sustenta com retórica. É um reconhecimento que vem de fora, da percepção legítima de que determinada voz fala com justiça, consistência e verdade. Quem abdica da verdade para agradar aliados ou preservar interesses, não lidera moralmente, apenas ocupa espaço.
Autoridade moral não é um atributo garantido por notas diplomáticas. Ela é resultado de uma conduta reta, transparente e fiel à verdade. E isso não se impõe. Se conquista.
URGENTE: André Mendonça ergue a voz contra atitudes absurdas do STF (veja o vídeo)

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, fez duras críticas à atuação da Corte, afirmando que ela tem ultrapassado suas prerrogativas e interferido em áreas que deveriam ser exclusivas de outros Poderes da República, especialmente o Legislativo.
“Sou minoria no Supremo hoje e entendo que, realmente, em algumas situações o Supremo está invadindo o espaço de outros Poderes — principalmente o Poder Legislativo — também na definição de políticas públicas, com o âmbito de discricionariedade que deveria ser administrativa, adentrando-se na discricionariedade da esfera judicial”, declarou o ministro em entrevista ao portal Migalhas.
A declaração evidencia o desconforto de Mendonça com a atual linha majoritária do STF.
O magistrado reiterou sua discordância com boa parte das decisões recentes da Corte, nas quais acredita que houve uma extrapolação dos limites constitucionais por parte do Judiciário.
“Então, tenho uma posição diferente hoje em alguns julgados. Não é sem razão que tenho sido vencido em algumas decisões nas quais entendo que caberia a outros Poderes, por definições prévias da própria Constituição, e não ao Supremo ou ao Judiciário”, complementou Mendonça.
Lula corre para o Supremo em busca dos bilhões do IOF

Nesta terça-feira, o advogado-geral da União, Jorge Messias, confirmou que o governo irá ao Supremo Tribunal Federal para conseguir no tapetão o desejado aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para isso, o Planalto quer que o STF derrube o Decreto Legislativo 176/2025, que o Congresso aprovou no fim de junho e que anulou o ato do Poder Executivo que elevava as alíquotas. Já existem outras duas ações sobre o tema na suprema corte: uma do Psol (que, ao lado da Rede, costuma agir como “departamento jurídico” do petismo), com pedido idêntico ao do governo; e outra, do PL, anterior à aprovação do decreto legislativo, que contestava o ato original do governo, aumentando o IOF. Estas duas ações já têm relator designado, o ministro Alexandre de Moraes; muito provavelmente, a ação do governo deve ser também entregue a ele.
A Constituição permite que o Congresso possa “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”, como diz o inciso V do artigo 49, e o meio para fazê-lo é exatamente a aprovação de um projeto de decreto legislativo (PDL). A chave, aqui, é a expressão “que exorbitem do poder regulamentar”, já que o Legislativo não pode (nem deveria poder) derrubar todo e qualquer ato do Executivo, do contrário a independência entre os poderes estaria comprometida. A pergunta que o STF terá de analisar, portanto, é se o governo extrapolou seus poderes ao elevar as alíquotas do IOF.
Lula está duplamente errado: ao insistir no aumento de impostos para fechar as contas, e ao judicializar uma decisão do Congresso após uma derrota acachapante
As regras gerais sobre impostos federais estão nos artigos 153 e 154 da Constituição, e o parágrafo 1.º do artigo 153 diz que “é facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas” de certos impostos, incluindo o imposto sobre “operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários”, descrito no inciso V do mesmo artigo – é o que define o IOF. A questão, no entanto, não termina aí, pois a doutrina e a jurisprudência reconhecem a existência de impostos arrecadatórios e regulatórios. Os primeiros têm como objetivo principal abastecer os cofres da União, como o próprio nome diz; os segundos, embora obviamente também tragam divisas para o governo, têm a função primária de incentivar ou coibir comportamentos, ou corrigir distorções: é o caso dos impostos de importação e exportação, ou do futuro Imposto Seletivo ou “imposto do pecado”, aprovado na reforma tributária e que servirá para desestimular o consumo de produtos tidos como prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Também o IOF pertence à categoria de imposto regulatório; como consequência dessa classificação, eventuais aumentos de alíquotas (que o governo pode realizar por conta própria) só se justificam se houver motivos ligados à regulação do mercado financeiro; o IOF poderia subir, por exemplo, para evitar um ataque especulativo contra o real, ou para frear os gastos de brasileiros no exterior de forma que eles consumam mais produtos nacionais ou prefiram viajar dentro do país – se a justificativa faz sentido, pouco importa; basta que ela tenha caráter regulatório. Mas não foi o que ocorreu com o aumento recente: em nenhum momento o ministro Fernando Haddad escondeu que o único objetivo da elevação era achar os cerca de R$ 20 bilhões necessários para fechar as contas do governo e cumprir a meta fiscal deste ano, e só. Na falta de opções mais viáveis para arrancar mais dinheiro do contribuinte, o IOF surgiu como uma alternativa fácil.
Em outras palavras, um imposto de natureza regulatória foi elevado com objetivos puramente arrecadatórios, em uma espécie de “desvio de função”. Um “ato normativo do Poder Executivo que exorbita do poder regulamentar”, para usar as palavras do artigo 49 da Constituição, e que por isso pode ser derrubado de forma legítima pelo Congresso Nacional. Foi o que os parlamentares fizeram por meio de uma maioria avassaladora no fim de junho, impondo a Lula uma derrota inédita em todos os seus três mandatos, já que o último presidente a ter um ato anulado por meio de decreto legislativo havia sido Fernando Collor, em 1992.
Lula, portanto, está duplamente errado. Primeiro, ao insistir na via do aumento da arrecadação para conseguir os bilhões de que precisa desesperadamente, em vez de cortar gastos; segundo, por judicializar uma decisão do Congresso após uma derrota acachapante. “A gente perde uma coisa no Congresso Nacional e, em vez de aceitar as regras do jogo democrático de que a maioria vença e a minoria cumpra o que foi aprovado, a gente recorre a outra instância para ver se a gente consegue ganhar. É preciso que a gente pare com esse método de fazer política”, disse o petista a governadores logo no início de seu terceiro mandato. A frase está correta, mas Lula, hipócrita como sempre, nunca se empenhou em fazer o que dizia, pois o governo jamais deixou de pedir socorro ao STF quando perdeu no Congresso.
E a esquerda judicializa tudo porque sabe que esta é uma estratégia que costuma funcionar. O Supremo já entregou outras vitórias recentes a Lula em pautas econômicas, contrariando a letra de leis aprovadas no Legislativo ou a jurisprudência da própria corte. Mesmo quando teve de recuar, como no caso das indicações políticas que violavam a Lei das Estatais, o STF ainda deixou que fossem mantidas as nomeações contra legem feitas durante o período de vigência de uma liminar. É com essa camaradagem que Lula conta, mais uma vez, para conseguir impor a própria vontade sobre o desejo da população, cansada de pagar mais impostos, e do Congresso eleito por esse mesmo povo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/lula-stf-iof-decreto-legislativo/
Surge o boletim médico sobre estado de saúde de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará em repouso domiciliar durante todo o mês de julho, conforme determinado por sua equipe médica após um novo episódio de mal-estar. O diagnóstico foi divulgado nesta terça-feira (1º) por meio de um boletim assinado pelos médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique, e compartilhado nas redes sociais por Michelle Bolsonaro.
Segundo o comunicado, Bolsonaro tem enfrentado crises frequentes de soluços e vômitos, sintomas que o impedem até mesmo de se comunicar com clareza. Em decorrência disso, o ex-presidente cancelou sua participação em um evento do PL previsto para ocorrer em Brasília, além de compromissos agendados em Santa Catarina e Rondônia.
De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), essas crises estão diretamente ligadas às complicações geradas pelo atentado a faca sofrido por seu pai em 2018, durante a campanha presidencial. Desde então, o ex-presidente foi submetido a seis cirurgias, incluindo uma laparotomia realizada em abril de 2025 para tratar uma obstrução intestinal.
O boletim médico ressalta que Jair Bolsonaro também apresentou episódios de pneumonia, o que, somado às demais complicações, justifica a necessidade de repouso absoluto e afastamento de qualquer atividade pública e político-partidária até a sua plena recuperação.
Confira a íntegra do comunicado médico:
Brasília, 1 de julho de 2025
Comunicado
Comunicamos que o Sr. Jair Messias Bolsonaro permanecerá em repouso domiciliar durante o mês de julho, com o objetivo de garantir a completa recuperação de sua saúde após cirurgia extensa e internação prolongada, episódio de pneumonia e crises recorrentes de soluços, que dificultam a sua fala e alimentação.
Durante esse período, ele ficará afastado de suas atividades habituais, incluindo agendas públicas e atividade político-partidária, retornando tão logo esteja plenamente restabelecido.
Agradecemos pela compreensão e apoio de todos.
URGENTE: Bolsonaro passa mal e é novamente hospitalizado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu nesta terça-feira (1º) todos os compromissos que tinha agendado com parlamentares por orientação médica.
Segundo mensagem encaminhada pelo próprio Bolsonaro, ele enfrenta episódios de soluços persistentes e vômitos, sintomas que estariam afetando diretamente sua capacidade de se comunicar.
“Por exigência médica não irei ao PL nessa terça-feira. Crise de soluços e vômitos me impedem de falar. Obrigado. Jair Bolsonaro”, afirmou.
De acordo com informações obtidas pela CNN, o mal-estar teve início ainda na segunda-feira e persistiu ao longo do dia seguinte. Por conta disso, além de ter faltado à sede do Partido Liberal nesta terça-feira, o ex-presidente também não deverá comparecer ao local na quarta, seguindo orientação médica para repouso.
A condição de saúde de Bolsonaro vem sendo acompanhada de perto.
Moraes toma decisão inesperada, mas esquece de “pequeno” detalhe

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o prosseguimento da denúncia contra o jornalista Paulo Figueiredo no âmbito do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Na decisão, Moraes afirmou que a ciência da acusação por parte do réu está comprovada, ainda que ele não tenha apresentado defesa no prazo estipulado pela Corte.
“Considerada a ciência inequívoca da acusação pelo acusado, bem como a validade da notificação por edital, dou por notificado o réu Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho”, afirmou a decisão.
Porém, Moraes parece ter esquecido de um “pequeno” detalhe. O próprio Paulo Figueiredo mostrou:
“Fico feliz que o Alexandre esteja assistindo ao Paulo Figueiredo Show. É compreensível, o programa realmente está muito bom! Mas, deve se lembrar, que eu disse lá que estou louco para depor quando for citado NA FORMA DA LEI, na jurisdição em que resido e com todas as proteções constitucionais americanas às quais tenho direito. É alias, a postagem afixada no meu X com quase 2 milhões de visualizações.
A vida como ela é: Estou no mesmo lugar certo e sabido há 10 anos. O mesmo lugar em que a Justiça Federal de Brasília me citou em 2020. O mesmo que o Consulado de Miami tem registrado com meus comparecimenros trimestrais por dois anos. O mesmo em que a Justiça Federal do Rio de Janeiro me citou no ano passado. E o mesmo em que você encontra se pedir cooperação às autoridades americanas – ou fizer uma busca no Google. Ou quer dizer que a grande Polícia Federal que desvendou o mega esquema do golpe de estado não consegue nem achar um coitado na sua própria casa nos EUA? Vergonha alheia.
Repito: O endereço é certo. É sabido. É no exterior. De resto, basta ler o CPP que tá tudo lá:
Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até o seu cumprimento.
O resto é jeitinho de pseudo-juiz. Agora, eu pergunto: por que tanto medo de mandar uma carta rogatória para os EUA? Lamento, mas terá que fazê-lo. Ou, se quiser me julgar à revelia, fique à vontade – o processo será nulo e seus efeitos serão nulos em qualquer lugar fora do Xandaquistão (inclusive para Interpol). Só fortalece meus pedidos de sanção. E, quando essa farsa inteira cair – e você também – eu volto.
Até lá, digo mais uma vez: aguardo ansiosamente a cotação na forma da lei para que eu possa depor.”
Rejeição a Lula cresce entre deputados e atinge pior nível do mandato, aponta Quaest

A rejeição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disparou entre os deputados federais em apenas dois anos deste terceiro mandato, de acordo com uma nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (2). O levantamento aponta uma avaliação negativa de 46% entre os parlamentares ouvidos, o pior índice desde agosto de 2023.
Já a desaprovação supera em 13 pontos à registrada naquele ano, quando 33% dos deputados consideravam o governo ruim ou péssimo. Em contrapartida, apenas 27% o avaliam de forma positiva, uma queda de 8 pontos percentuais em relação aos 35% obtidos no primeiro ano de mandato.
A avaliação negativa de Lula entre os deputados vem crescendo desde então e se agravou na pesquisa realizada no ano passado:
- Negativo: 46%, ante 42% em maio/24 e 33% em agosto/23;
- Positivo: 27%, ante 32% e 35%;
- Regular: 24%, ante 26% e 30%;
- Não sabem/não responderam: 3%, ante 1% e 2%.
Independentes lideram rejeição
O crescimento da desaprovação a Lula é puxado principalmente pelos deputados que se declaram independentes, com um salto de 20% em 2023 para 44% neste ano. Já a avaliação positiva desabou, caindo de 18% para apenas 8%. A percepção de que o governo é regular também perdeu força entre os independentes, caindo de 59% para 44%.
Entre os deputados alinhados à base governista, a avaliação positiva continua majoritária, com 71% de aprovação, apesar de ligeira queda em relação aos 74% registrados em 2023. Apenas 2% dessa base avaliam negativamente o governo.
Já entre os parlamentares da oposição, a rejeição é praticamente unânime: 96% consideram a terceira gestão Lula negativamente, mantendo o mesmo patamar do ano anterior. Nenhum opositor classifica o governo positivamente.
Relação estremecida
A relação do Planalto com o Congresso também é vista de forma crítica pela maioria dos deputados. Para 51%, o relacionamento entre Executivo e Legislativo é negativo — aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2023. Apenas 18% veem de forma positiva, enquanto 30% consideram a relação regular.
A articulação entre o Executivo e o Legislativo tem sido uma das maiores dificuldades deste terceiro governo Lula desde o início do mandato. Nos dois primeiros anos, o comando da Secretaria de Relações Institucionais estava a cargo de Alexandre Padilha, que chegou a ser criticado publicamente pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Já no começo deste ano, o cargo passou para Gleisi Hoffmann (PT-PR), antiga aliada de Lula que, mais recentemente, viu o governo ser derrotado na Câmara após o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mudar de tom e atender a oposição ao pautar a urgência e a votação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derrubou o decreto de aumento do IOF – o governo contava com os recursos para fechar as contas do ano.
Avaliação conforme a visão política
A pesquisa da Quaest apontou que percepção da relação com o governo varia conforme a ideologia dos parlamentares. Entre os deputados de esquerda, 84% aprovam a gestão e os 16% restantes a classificam como regular, sem registros de avaliação negativa.
Já entre os de direita, a reprovação é dominante: 86% consideram negativamente, 10% veem como regular e apenas 2% aprovam. No centro, 53% avaliam o governo como regular, 24% negativamente e 23% positivamente.
A análise regional da pesquisa também aponta um cenário bem dividido, em que apenas os parlamentares do Nordeste tem uma percepção mais positiva (37%) do que negativa (33%) e regular (30%) – porém, dentro da margem de erro.
No Sudeste, a reprovação é de 51%, com 24% de aprovação. No Sul, 57% reprovam o governo e 21% aprovam. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, que foram agrupadas no levantamento, a desaprovação atinge 47%, com aprovação de apenas 20%.
A Quaest ouviu 203 deputados (de 513 que compõem a Câmara) entre os dias 7 de maio e 30 de junho de 2025. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/rejeicao-lula-cresce-deputados-pior-nivel-quaest/

Candidata de Trump na CIDH é esperança para perseguidos políticos brasileiros

Ontem eu falei sobre a ameaça da administração Trump de cortar a contribuição à Organização dos Estados Americanos se a entidade continuasse a propagar a ideologia de Lula, como disse o vice-secretário de Estado Christopher Landau. Um resultado dessa ameaça foi a eleição de Rosa María Payá para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA. Ela é filha de Oswaldo Payá, um ativista anti-Castro, pacifista, que quase recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho contra a ditadura cubana, e morreu em 2012. Com Rosa María na CIDH, a comissão será capaz de reagir com mais vontade às queixas dos perseguidos políticos aqui do Brasil.
Os motores vão aguentar mais álcool na gasolina?
Já falei aqui sobre os 30% do álcool na gasolina. Fiz uma pesquisa e o Brasil é campeão mundial em compra de gasolina, mas o combustível das bombas aqui terá apenas 70% de gasolina, o resto é álcool. Eu estava preocupado com o meu carro, fabricado no Japão, onde colocam no máximo 5% de álcool na gasolina; consta que o mesmo modelo é feito também no Canadá, para o público norte-americano, e os EUA aceitam no máximo 10% de álcool na gasolina. Suponho, então, que o motor do meu carro tenha sido planejado para um máximo de 10% de álcool, mas aqui a dose é três vezes maior. Talvez isso explique o rendimento e a quilometragem por litro abaixo do esperado.
A Confederação Nacional dos Transportes está reclamando, dizendo que mais álcool no combustível dos caminhões e dos ônibus vai resultar em veículos enguiçados na estrada, por causa da tal “borra” que se forma. O transportador não terá vantagem financeira nenhuma, ao contrário. Nada compensa o desgaste de um ônibus encrencado na estrada ou de um caminhão transportando uma carga perecível, que não pode ficar no sol, parado na beira da rodovia. Mas a elevação da quantidade de álcool está autorizada, e o consumidor que pague esse custo.
Vem aí mais um “Gilmarpalooza”
Começa nesta quinta-feira, em Lisboa, mais um evento anual organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Estão indo para lá senadores e deputados, e nós pagaremos a viagem de muitos deles: Irajá e Eduardo Gomes, de Tocantins; Daniela Ribeiro, da Paraíba; Márcio Bittar, do Acre; Angelo Coronel, da Bahia; e Laércio Oliveira, do Sergipe – todos do Centrão. São esperados lá Davi Alcolumbre, Hugo Motta, Ciro Nogueira, Rodrigo Pacheco, e muita gente do Judiciário brasileiro, de tribunais superiores, desembargadores da segunda instância. Oficialmente, o evento pretende tratar de transformações no mundo, tanto na política quanto na economia e no Judiciário.
Cúpula dos Brics está esvaziada, e tudo indica que COP vai pelo mesmo caminho
Muita gente se pergunta por que Gilmar Mendes não organiza seu evento no Brasil. O que vai de fato ocorrer aqui, no Rio de Janeiro, é a reunião dos Brics, neste fim de semana. O chinês Xi Jinping deu uma desculpa para não vir, mas sabe-se lá se o motivo real não tem a ver com segurança: bala perdida, territórios que não têm a soberania nacional, mas soberania do crime… E muita gente já diz que a COP de Belém também não terá muito sucesso.
Cristina Kirchner visitou Lula na prisão; ele vai retribuir o favor?
Lula está indo para a Argentina, para a reunião do Mercosul. Será que ele vai retribuir a visita que Cristina Kirchner lhe fez na prisão em Curitiba, quando ele estava lá condenado em três instâncias? Agora é Cristina Kirchner quem está em prisão domiciliar – e com relativa liberdade, porque ela dá entrevista, fala ao telefone, vai para a sacada cumprimentar os seus seguidores, e está nas redes sociais.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/candidata-trump-cidh-esperanca-perseguidos-politicos-brasileiros/

Quem são os verdadeiros tiranos do Brasil?

Chega a ser engraçado, mas a resposta para essa pergunta – estranha num país que insiste em se chamar de “democracia” – está na ponta da língua de uma ministra suprema. Segundo sua sapientíssima excelência, eu sou uma “tirana” do Brasil. Isso mesmo. E você também, aliás. E ainda aquele seu vizinho chato, junto com o vendedor de pipocas da esquina, o padeiro, todos os assalariados, as donas de casa – enfim, todo brasileiro. Com exceção, óbvio, da casta dos iluminados que assumiram por conta própria a tarefa de nos conduzir pelo caminho que o Supremo Poder considera o mais correto.
Somos todos “pequenos tiranos”, segundo Cármen Lúcia: insignificantes seres convencidos de que possuem alguns direitos fundamentais, como o de pensar livremente e expor a própria opinião – inclusive sobre a sociedade, o país, seus políticos, seus juízes, as eleições. Não, nada disso: tiranos não podem ter direitos. São seres abjetos que precisam ser contidos com camisa de força, mordaça na boca e venda nos olhos – senão, são um perigo para a “democracia”.
Somos todos ‘pequenos tiranos’, segundo Cármen Lúcia: insignificantes seres convencidos de que possuem alguns direitos fundamentais, como o de pensar livremente e expor a própria opinião
Veja a que ponto chegamos: antes era só a “extrema-direita” (ou seja, qualquer um que não fosse esquerda); agora, toda a população brasileira é considerada inimiga do país. No entendimento supremo, somos todos tiranos dispostos a usar as redes sociais para implodir a suposta (há dúvidas sobre a real existência da dita cuja) democracia brasileira – e é esse o real motivo para instaurar a censura nas redes sociais. Usaram argumentos legítimos, como a “proteção às nossas crianças”, mas isso é o de menos. O real intuito é evitar que critiquemos o Estado e os Poderes cada vez mais carcomidos pelo autoritarismo – e cobremos mudanças.
Melhor que as redes sociais filtrem nossas palavras e pensamentos e só deixem ser publicado aquilo que o Supremo Poder considera “civilizado”. Criticar, por exemplo, o salário e penduricalhos dos membros do Judiciário é um ato evidente de tentativa de desestabilização dos Poderes e da democracia – então, não pode. Igualmente, debater sobre o sistema eleitoral ou, pior ainda, questionar como ministros supremos podem simplesmente deixar de lado o que as leis e os códigos jurídicos estabelecem e fazer o que quiserem, são casos evidentes de tiranices populares que precisam ser limados das redes sociais.
Democracias, por definição rasteira, são regimes em que o povo – eu, você, todo mundo – teria o poder de decidir os rumos do país, seja de forma direta ou, como é mais comum, elegendo aqueles que serão nossos governantes e legisladores. E o povo erra – e como erra! Volta e meia, elege estrupícios para os governos, se deixa levar por promessas falsas, acredita uma, duas, três vezes nos mesmos políticos ladrões. Faz parte. E também faz parte das democracias a liberdade para criticar, opinar, pensar – mesmo que de forma capenga, mesmo estando errado.
Se eu elimino ou limito significativamente a liberdade do povo de dizer, pensar, criticar – será que ainda posso falar em democracia? Como defender que existe democracia – que precisa de povo e da liberdade para existir – tratando cada brasileiro como um “pequeno tirano” e limitando de forma grave sua liberdade? Não somos “pequenos tiranos”, ministra. Nem somos a verdadeira ameaça à democracia. Somos apenas o povo diante de grandes tiranos que não cansam de nos espezinhar e que, estes sim, colocam a pobre democracia brasileira em risco.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jocelaine-santos/quem-sao-os-verdadeiros-tiranos-do-brasil/
Testemunha-chave do caso Odebrecht no Peru é encontrada morta com corte no pescoço

José Miguel Castro, ex-servidor público e principal colaborador das investigações sobre o escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru, foi encontrado morto no domingo (29) em sua residência no distrito de Miraflores, em Lima. Segundo informações, Castro era considerado peça fundamental no processo que envolve a ex-prefeita da capital, a socialista Susana Villarán, acusada de receber milhões em propina das construtoras Odebrecht e OAS.
Aos 51 anos, Castro cumpria prisão domiciliar e havia sido reconhecido pela Justiça como uma das principais testemunhas no caso do suposto financiamento ilegal de campanhas políticas durante o mandato de Villarán (2011-2014). Ele era considerado peça-chave para o avanço das investigações e deveria depor no julgamento previsto para setembro, no qual Villarán responde por associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados à Lava Jato do Peru.
Segundo informações da polícia, o corpo de Castro foi encontrado com um corte profundo no pescoço, ao lado de duas facas ensanguentadas no banheiro da casa. A perícia também identificou sinais de que a porta do banheiro pode ter sido arrombada. O caso está sob investigação da Divisão de Homicídios da Polícia Nacional, que não descarta a possibilidade de envolvimento de terceiros, dada a importância de Castro para o caso e a proximidade do início do julgamento.
O Ministério Público peruano lamentou a morte e afirmou que, apesar do falecimento, os depoimentos e provas prestados por Castro durante o acordo de delação premiada continuam válidos e poderão ser usados como base no processo contra Villarán e outros acusados.
O caso Odebrecht no Peru é um dos mais emblemáticos da operação Lava Jato fora do Brasil, com suspeitas de pagamentos de mais de 10 milhões de dólares em propina para favorecer grandes obras públicas em Lima.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/testemunha-chave-do-caso-odebrecht-no-peru-e-encontrada-morta-com-corte-no-pescoco/
Lula evita Milei na Argentina, mas quer visitar ladra em prisão domiciliar

Presidente Lula e sua amiga e ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. (Foto: Ricardo Stuckert).
Entre um compromisso e outro na 66ª Cúpula de governantes de países do Mercosul, Lula (PT) tenta encaixar visita a Cristina Kirchner, que cumpre seis anos de prisão por ladroagem. A ex-presidente foi condenada por roubar dinheiro público em 51 contratos de obras. A menos que ocorra algo imprevisto, Lula não terá reunião bilateral com Javier Milei, presidente da Argentina, país de relações históricas e 3º maior parceiro comercial do Brasil, atrás só da China e Estados Unidos.
A verdade dói
O clima azedou quando Milei chamou Lula de ladrão e “dinossauro idiota”. O líder argentino não se desculpou: “são verdades”, disse.
Primarismo lulista
Lula não entende que países têm interesses. Desde que assumiu, em cerimônia com Jair Bolsonaro presente, Milei e Lula não se reuniram.
Fascínio ou fetiche?
Lula autorizou em abril o “resgate” da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada a 15 anos por corrupção, em um jatinho da FAB.
Sem explicação
Mesmo sem ter relação com o novo vexame de Lula, a Secom do Planalto foi procurada para se posicionar. O espaço segue aberto.
Governadora petista inaugura cano: ‘teje entregue’

A governadora petista do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, inaugurando um “cano”. – Imagem: reprodução/redes sociais.
A governadora petista do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, inaugurou na última sexta-feira (27) um “cano”. O ato foi feito em simbolismo para marcar o início da operação de um trecho da nova adutora do Sistema Apodi-Mossoró, no município de Governador Dix-Sept Rosado.
O evento foi realizado na Praça do Mercado e contou também com a presença do presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), Roberto Linhares. Os dois abriram simbolicamente uma torneira instalada no local e comemoraram a entrega.
“teje entregue”, afirmou a prefeita.
A iniciativa acabou sendo interpretada como um ato vazio por parte de muitos moradores e internautas, que ironizaram o momento com expressões como “inauguração de um cano”.
O município de Governador Dix-Sept Rosado enfrenta um desafio constante com abastecimento de água, com um clima semiárido e chuvas concentradas entre fevereiro e maio, apenas 63,32 % dos domicílios contavam com abastecimento de água canalizada, segundo dados do IBGE de 2010.
A governadora afirmou, durante o evento, que o novo sistema triplicará a oferta de água para a cidade, passando de 40 mil para 120 mil litros por hora. No entanto, a cena da torneira solitária sendo aberta em uma praça gerou críticas.
O vereador de São Paulo, Rubinho Nunes (UNIÃO), em suas redes sociais comparou a cena ao deputado Guilherme Boulos (PSol-SP) “descobrindo a cisterna”.

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