Investigação contra Eduardo acirra clima de perseguição e fortalece denúncias contra Moraes nos EUA

Eduardo Bolsonaro licenciado defende sanções dos Estados Unidos contra Moraes (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – de determinar à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua atuação nos Estados Unidos -, acentuou o clima de perseguição política no Brasil, segundo parlamentares e analistas ouvidos pela reportagem. A ação aumenta a pressão sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas também pode fortalecer as denúncias de abusos contra os direitos humanos que podem levar a sanções americanas contra Moraes.

“Essa nova perseguição que o deputado Eduardo está sofrendo comprova tudo aquilo que ele tem denunciado no exterior. Isso reforça o que estamos dizendo e fazendo”, disse o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara.

Eduardo Bolsonaro se licenciou do mandato de deputado federal em março e se autoexilou nos Estados Unidos. Desde então, ele vem denunciando violações de direitos humanos, prisões de pessoas inocentes (especialmente relacionadas às manifestações de 8 de janeiro de 2023), alegada censura em redes sociais e decisões que considera abusivas do ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito deve incluir as intimações a Eduardo e Jair Bolsonaro para depor. A investigação foi instituída após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o deputado licenciado por suas ações nos Estados Unidos. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, elas caracterizariam os supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O pedido de abertura de investigação foi motivado por uma representação feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, na semana passada.

Opositores ao governo e juristas enxergam no inquérito uma tentativa de intimidação contra adversários políticos e apontam uma convergência de interesses entre o STF e a PGR. A decisão de Moraes ocorreu após as declarações recentes do chefe do Departamento de Estado americano, Marco Rubio, que afirmou haver uma “grande chance” de que o ministro sofra sanções com base na Lei Global Magnitsky, que permite punir estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos ou em casos de corrupção.

Para o cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec de Belo Horizonte, a decisão de Moraes em abrir o inquérito contra Eduardo Bolsonaro tende a alimentar a percepção de perseguição política contra o campo da direita. “Essa movimentação por parte da PGR, do STF, principalmente de Alexandre de Moraes, só reforça o teor da denúncia feita pela oposição de que está havendo um clima de perseguição política. É grave isso”, avaliou.

Cerqueira traça um paralelo com o cenário norte-americano, ao mencionar que o presidente Donald Trump também alegou ser vítima de assédio judicial promovido por adversários democratas. Na visão do analista, a administração Trump pode entender que o caso de Eduardo Bolsonaro se assemelha ao do republicano, o que pode impulsionar o processo de sanção contra Moraes.

“Para Trump, não vai ser difícil reconhecer algo parecido com o que está acontecendo contra a família Bolsonaro”, afirmou. Segundo ele, as ações judiciais no Brasil podem ser vistas nos Estados Unidos como mais um exemplo de hostilidade à direita. “Acredito que a administração Trump vai reforçar dentro dela a impressão de que está havendo um clima de perseguição contra a direita, em especial contra a família Bolsonaro.”

“Os Estados Unidos têm agora uma chance de ouro para resgatar a sua tradição de exportadores de liberdade e democracia: tingindo Moraes e a sua quadrilha tirânica com punições exemplares, com intuito de dar o exemplo aos protótipos de ditadores de outros países ou mesmo de dentro do Brasil”, disse Eduardo Bolsonaro em um vídeo publicado na rede social X.

O parlamentar licenciado também comparou Gonet com Moraes. “Gonet, o seu nome é, junto com Moraes, colocado como um dos principais violadores de direitos humanos”, afirmou.

Celeridade do STF sugere alinhamento com a PGR, afirma jurista

A celeridade do processo que já levou à abertura de um inquérito também é vista por analistas como algo incomum. O pedido de inquérito feito pela PGR foi protocolado por volta das 13h desta segunda-feira (26). Cerca de duas horas depois, Moraes expediu despacho abrindo o sigilo das investigações e, logo em seguida, autorizou o prosseguimento da ação.

O advogado constitucional André Marsiglia vê com preocupação a velocidade dada por Gonet e pelo ministro do STF nesse caso. Para ele, a prontidão do Supremo diante de tantos outros temas relevantes em pauta pode indicar um alinhamento de interesses entre as duas instituições.

“A rapidez com que isso foi recebido, com tantos assuntos importantes acontecendo no STF, sem dúvida alguma, mostra que esse pedido também responde a uma urgência do STF, o que nos faz supor uma afinidade de interesses, nesse caso do STF e da PGR”, afirmou à Gazeta do Povo. 

Em suas redes sociais, Marsiglia também apontou vícios jurídicos evidentes na condução do processo. “Moraes, como um dos alvos das sanções, não pode ser o relator. Sua suspeição é óbvia por interesse direto no resultado”, afirmou.

O advogado argumenta que as sanções propostas aos Estados Unidos atingem a figura pessoal de Moraes e não o Brasil enquanto Estado. “Moraes não é a pátria. Não se pode dizer que sua punição seria crime de lesa-pátria”, declarou.

Para o jurista, punir o deputado licenciado por pedir medidas contra abusos de autoridade violaria a imunidade parlamentar e a soberania nacional. “A medida da PGR fere a autonomia do Legislativo, a Magnitsky não”, completou.

Já o professor Elton Gomes, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), salientou que há um tratamento desigual com relação ao grupo político da direita. Para ele, a ala que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro “se vê diante de uma sanha judicial, como poucas vezes se viu na história política brasileira”.

“O que nós temos é que esse tipo de rigor excessivo ou de sanha persecutória, em termos legais, contra o presidente, seus filhos e assessores, membros desse grupo político, acaba emprestando munição ideológica, seja qual for a realidade, para o ex-presidente Bolsonaro, que tem sabido habilmente utilizar isso em seu favor dentro da arena política brasileira”, destacou.

Oposição classifica investigação contra Eduardo Bolsonaro como “perseguição”

Parlamentares da oposição criticaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) por conta do pedido de investigação contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ao comentar sobre o pedido da PGR, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), prestou solidariedade a Eduardo Bolsonaro e disse que o colega de partido é vítima de perseguição.

“O que está acontecendo é mais um capítulo da perseguição institucional contra parlamentares que ousam enfrentar o sistema. Agora, querem abrir inquérito porque ele falou nos EUA o que milhões de brasileiros dizem todos os dias: Não aceitamos uma democracia comandada por ministros intocáveis”, escreveu Sóstenes em uma publicação no X.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) disse que Eduardo Bolsonaro virou alvo de inquérito por denunciar abusos do STF.  “A tirania nunca começa com tanques. Começa com órgãos do Estado abrindo um inquérito contra um parlamentar licenciado, em outro país, por suposições infundadas. Que crime Eduardo Bolsonaro cometeu? Roubou idosos através de fraude bilionária no INSS? Não. É acusado de articular, de falar o que pensa. É mais um capítulo da perseguição a um deputado eleito, por suas opiniões e, dessa vez, no exterior”, disse Gayer pelas redes sociais.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou não ter se surpreendido com o pedido da PGR. “A perseguição ao deputado e amigo, Eduardo Bolsonaro, não me espanta em absoluto. Já era um movimento esperado em tempos de anormalidade democrática. O sistema está mirando todos os potenciais candidatos ao Senado em 2026. Vieram atrás de mim, estão desesperados para atingir o Gustavo Gayer. Estamos acompanhando o que fazem com nosso amigo, Cabo Gilberto, e só não avançam de forma ainda mais violenta sobre o Nikolas Ferreira porque ele, por enquanto, não tem idade para o cargo. É simplesmente descarado”, disse a deputada.

Ao menos quatro outros deputados de direita são investigados pela Justiça

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não é o único parlamentar sob escrutínio do Judiciário. Outros nomes de oposição também enfrentam processos e investigações em diferentes instâncias.

Neste mês, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em janeiro de 2023. A parlamentar recorreu da decisão na última sexta-feira (23).

Já o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) é alvo de inquérito no STF por declarações ofensivas ao então ministro da Justiça, Flávio Dino, atualmente integrante da Corte. Na quinta-feira (22), o parlamentar denunciou uma suposta perseguição por parte do Supremo, após ser intimado a depor à Polícia Federal.

Em outro caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o prosseguimento de uma ação movida pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que acusa o também deputado Gustavo Gayer (PL-GO) de injúria e de difamação. O caso envolve declarações em que o parlamentar mencionou um suposto “trisal” entre Lindbergh, a ministra Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, a fala extrapolou os limites da imunidade parlamentar.

O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), por sua vez, foi um dos alvos da Operação Vigilância Aproximada, deflagrada em janeiro de 2024. A investigação apura a existência de uma organização criminosa supostamente instalada na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com o objetivo de monitorar ilegalmente autoridades públicas.

No último dia 7 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou, por 315 votos a 143, um projeto de resolução que suspende a tramitação da ação penal contra Ramagem, relacionada a uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Apesar da decisão da Casa, a Primeira Turma do STF decidiu manter o processo criminal contra o parlamentar por três crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa. Em resposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recorreu da decisão junto ao Supremo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/investigacao-moraes-contra-eduardo-bolsonaro-reforca-clima-perseguicao-direita/

Entrelinhas
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“STF do Brasil é anomalia”: advogado de Trump aponta que sanção a Moraes deve acontecer em breve

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Na entrevista exclusiva ao programa e à coluna Entrelinhas, o advogado Martin De Luca, que representa a Rumble e a Truth Social, empresas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalha os desdobramentos das ações judiciais movidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em território americano. De Luca explica como as medidas do ministro, que envolvem ordens de censura direcionadas a plataformas nos EUA, podem resultar em sanções severas com base na Lei Magnitsky, afetando não só Moraes, mas também seus familiares e aliados. A seguir, confira a conversa, onde ele expõe como a justiça americana está reagindo às investidas do Supremo brasileiro, considerado por ele uma “anomalia”.

Entrelinhas: Como o senhor tem analisado a questão da censura no Brasil e como ela impacta os Estados Unidos?

De Luca: As ações do ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos resultaram no processo que movemos contra ele em fevereiro deste ano. Naquela época, havia expectativa de que o ministro comparecesse ao fórum americano para disputar as alegações, porque ele estava certo de que poderia mandar ordens de censura para o território americano, burlando os tratados internacionais entre os dois países. Mas, até hoje, maio de 2025, ele não apareceu, ninguém se manifestou por ele, e o governo brasileiro sumiu. Isso mostra o quão certo eles achavam que estavam ao enviar ordens de censura aos EUA.

Entrelinhas: O que deve acontecer no caso da plataforma Rumble?

De Luca: O caso da Rumble foi emblemático. O ministro não apenas ordenou censura no Brasil, mas tentou obrigar a Rumble a bloquear a monetização de contas de residentes dos EUA e até mesmo bloquear contas de redes sociais dentro do território americano — tudo isso sem notificar o governo dos Estados Unidos, o que é totalmente ilegal e inconstitucional. Por isso, quando entramos com a ação em fevereiro, estávamos confiantes — e ainda mais confiantes de que ele não apareceria no fórum, porque não há defesa lógica para esse tipo de ação.

Entrelinhas: Hoje há grande discussão sobre a Lei Magnitsky no Brasil. O senhor pode explicar que sanções podem ser aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes?

De Luca: A Lei Magnitsky foi criada em resposta à morte de um advogado russo que defendia direitos humanos e morreu sob custódia estatal. Ela permite ao governo americano sancionar autoridades e pessoas privadas envolvidas em abusos de direitos humanos, corrupção em grande escala e atos antidemocráticos. O presidente pode aplicar essas sanções sem investigação criminal — é uma decisão executiva. Essas sanções bloqueiam bens, proíbem entrada nos EUA, e têm repercussões globais, já que instituições financeiras internacionais evitam relações com sancionados.

Entrelinhas: O senhor acredita que as ações de Alexandre de Moraes justificam essa possível sanção?

De Luca: Sim. Você pode concordar ou não com ele, mas é inegável que as ações dele são únicas. Nenhum outro ministro encaminhou ordens de censura para empresas americanas contra cidadãos americanos, como ele fez. Isso, por si só, já é fora da curva e justifica um tratamento à parte. E, como disse o secretário Marco Rubio, isso pode levar sim à imposição de sanções econômicas.

Entrelinhas: Essas sanções podem se estender a familiares, como foi ventilado na imprensa brasileira?

De Luca: Sim, é possível. Não quero especular sobre famílias específicas, mas isso já aconteceu no passado. Quando uma pessoa sancionada tenta burlar as sanções movimentando dinheiro através de parentes, esses familiares podem ser sancionados também. Isso ocorre como sanção secundária. Porém, é importante lembrar que o governo americano, especialmente sob Trump, busca aplicar sanções de maneira estratégica e limitada. Ou seja, elas só são aplicadas a casos que realmente fogem do padrão.

Entrelinhas: Se o ministro Alexandre de Moraes for sancionado e outros ministros saírem em defesa dele, eles também podem ser sancionados?

De Luca: Se os outros ministros replicarem as condutas que levaram à sanção de Moraes — como enviar ordens sigilosas de censura a empresas americanas — sim, podem ser sancionados. Mas não é automático. A sanção depende da conduta de cada um. Se houver repetição do comportamento, aí sim. A sanção é, ao mesmo tempo, punitiva e corretiva: serve para interromper práticas inaceitáveis.

Entrelinhas: O senhor acredita que os brasileiros estão criando uma dependência da Justiça americana para ver a justiça acontecer no Brasil?

De Luca: Infelizmente, sim. Não deveria ser assim, mas com o Supremo adotando essas medidas, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, não há muitas alternativas no sistema jurídico brasileiro. As ações dele extrapolaram para o território americano, e a Justiça dos Estados Unidos tem reagido por causa disso. Ele enviou ordens secretas a empresas americanas para que tomassem medidas dentro dos EUA, o que é uma invasão da soberania digital americana.

Entrelinhas: Como advogado atuante nos Estados Unidos, como o senhor compara a conduta de juízes americanos com a de ministros do STF brasileiro em relação a aparições públicas e temas políticos?

De Luca: Nos EUA, não é comum. Juízes da Suprema Corte não aparecem em público debatendo política. Já no Brasil, há uma anomalia. Ministros do STF têm comportamento quase político: dão entrevistas, têm redes sociais ativas, apoiam causas e partidos. A imprensa internacional tem até dificuldade de explicar isso ao público estrangeiro — é algo muito fora do normal. Em muitos casos, um ministro do STF no Brasil é mais conhecido do que políticos do país.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/stf-do-brasil-e-anomalia-advogado-de-trump-aponta-que-sancao-a-moraes-deve-acontecer-em-breve/

Vaza conversa entre Lula e Moraes após sanções de Trump se tornarem realidade

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O petista Lula manteve, no fim da última semana, uma conversa telefônica com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, motivada pela declaração do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Rubio afirmou publicamente haver uma “grande possibilidade” de que o governo Trump aplique sanções contra o magistrado brasileiro.

Durante o telefonema, Lula reiterou a Alexandre de Moraes a posição que já havia sido comunicada por outros membros do governo: a de que o presidente determinou ao Itamaraty que reaja com “firmeza” diante das ameaças vindas de Washington.

Lula tem acompanhado pessoalmente a mobilização diplomática com o objetivo de impedir a concretização de eventuais sanções por parte da administração Trump. Fontes do Palácio do Planalto confirmam que Lula vem recebendo atualizações constantes do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que lidera as tratativas diplomáticas junto ao governo norte-americano.

A condução das conversas está centralizada em Brasília, sob a coordenação direta de Lula e do chanceler Mauro Vieira. Contudo, a execução das ações segue uma estratégia coletiva, com diferentes frentes atuando em sincronia.

Em solo americano, a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, tem desempenhado papel central nas negociações. Conforme informado pela coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Viotti iniciou os diálogos ainda na semana passada, após as declarações de Rubio.

Nas interações diplomáticas, a embaixadora tem frisado o histórico de cooperação entre os dois países e salientado que qualquer punição imposta ao ministro Alexandre de Moraes poderá ser encarada como uma violação à soberania do Brasil.

A orientação transmitida pelo Itamaraty é clara: evitar manifestações públicas ou comunicados à imprensa sobre os desdobramentos das conversas. A estratégia adotada busca preservar os canais diplomáticos e impedir que o caso se transforme em um embate midiático entre os dois governos.

De acordo com fontes do governo federal, o ministro Moraes tem sido mantido a par das articulações por meio de contatos feitos tanto pelo Itamaraty quanto por membros do Executivo que mantêm diálogo direto e contínuo com o magistrado.

O desespero é geral!

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/70359/vaza-conversa-entre-lula-e-moraes-apos-sancoes-de-trump-se-tornarem-realidade#goog_rewarded

A turnê Velório de Gilberto Gil

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Quando um artista migra da arte para a política, ou a usa em favor de sua ideologia, como muitos aqui no Brasil, dá nisso.

Gilberto Gil é só mais um apologista dos maus feitos da esquerda, tal seu protagonismo na defesa de tudo isso de ruim que está acontecendo no país. A começar pelo ex-presidiário que arromba o país, enquanto eles se calam, e ainda usurpam das benesses deste mesmo (des)governo.

O cantor anunciou sua despedida dos palcos com sua última turnê pelo país neste ano. Como a hipocrisia é mato para essa gente, anunciaram aos 4 ventos, como se vantagem fosse, que não se utilizariam da Lei Rouanet, segundo eles, para evitar “fofocas”.

Ora, a cara de pau deles não tem tamanho. Dos quatro patrocinadores master do projeto, dois são do governo, sendo que um deles, o Correios, deixou na conta da tchurma, quatro milhões de reais. Logo o Correios que anda sendo assaltada, com um rombo gigantesco, desde o início da atual gestão do ladino mau-caráter.

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Ah… o outro patrocinador estatal é o Banco do Brasil.

Com todo esse cenário, não é para menos que o público passe a boicotar os shows do estrupício, numa campanha cidadã.  

O efeito desmoralizador, nem tanto pelo dinheiro, que como se viu não falta, é pela humilhação de ver um idoso encerrar sua carreira de forma tão triste e vergonhosa.

Daqui, faço minha parte, ainda que lamentoso por ter consciência de que no passado a sua arte, como de tantos outros, tenha sido importante para minha geração. Mas, que não prospere mais o seu discurso canalha em favor do acinte que ajuda a promover no Brasil. 

Que o show em Belo Horizonte, no dia 14 de junho, seja um fiasco, presenteando-o com nossa repulsa.  

A turnê Velório começa no Rio de Janeiro, seguindo para Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, e o sepultamento em Recife.

Quem procura, acha!

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/70371/a-turne-velorio-de-gilberto-gil

Revelado o ‘erro crasso’ de Paulo Gonet… (veja o vídeo)

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O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (27) para comentar uma situação envolvendo o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, durante uma audiência no âmbito das investigações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. 

Segundo Malafaia, Gonet cometeu uma “gafe” ao repetir uma pergunta que havia sido previamente censurada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que o levou a declarar com o microfone ainda aberto:

“Fiz uma cagada”.

Em vídeo intitulado A cagada de Paulo Gonet e Alexandre de Moraes contra Eduardo Bolsonaro, o pastor afirmou que tudo ocorreu durante o depoimento do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. O advogado do almirante Garnier questionou Rebelo se a Marinha teria condições de dar um golpe de Estado, mas Moraes interveio, alegando que a pergunta era “genérica” e inadequada. Momentos depois, Paulo Gonet teria feito a mesma pergunta sem receber qualquer intervenção do magistrado.

“Quando o advogado protesta, Moraes fica visivelmente constrangido e tenta contornar a situação pedindo a reformulação da pergunta. Aí Gonet, com o microfone ainda ligado, solta: ‘Fiz uma cagada’. E fez mesmo”, apontou Malafaia.

O líder religioso também criticou o que classifica como uma tentativa do ministro Alexandre de Moraes de manipular o conteúdo dos depoimentos prestados. Ele relembrou a fala do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, que refutou a tese de tentativa de golpe e afirmou que as ações de Bolsonaro teriam sido baseadas na Constituição. Para Malafaia, impedir testemunhas como Aldo Rebelo de reafirmar que nenhuma das Forças Armadas demonstrou intenção golpista seria uma forma de “controlar a narrativa”.

“O que Alexandre de Moraes quer evitar é que se forme um corpo de testemunhos consistentes indicando que nem Exército, nem Marinha, nem Aeronáutica estavam dispostos a romper a ordem constitucional. Isso desmontaria a tese de tentativa de golpe que está sendo sustentada no inquérito”, declarou.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/70363/revelado-o-e39erro-crassoe39-de-paulo-gonet-veja-o-video

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Marina Silva cria barraco e banca a vítima

Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) recebe a ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima, para discutir com os senadores a possível criação de uma unidade de conservação marinha na Região Norte. Mesa: ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Discutir com esquerdista é como jogar xadrez com um pombo: ele derruba as peças, defeca no tabuleiro e ainda sai de peito estufado como se tivesse vencido. Foi o que fez Marina Silva no Senado nesta terça. Convidada para prestar esclarecimentos sobre sua gestão medíocre no Ministério do Meio Ambiente, Marina não aguentou ser confrontada com fatos incômodos, ligou a matraca de forma histérica, interrompendo os senadores, chegou a colocar seu dedo em riste e a pegar no pulso no presidente da comissão, mas depois disso tudo e de fugir sem respostas, resolveu bancar a vítima.

Como a esquerda é unida nas narrativas seletivas, todos puxaram da cartola a cartada feminista: uma mulher “preta e humilde” fora “atacada” por senadores machistas. É pura misoginia, machismo! Mas quem viu as cenas viu algo bem diferente. Não importa: para a militância da Globo News até o ministro Fernando Haddad, passando por Tabata Amaral e ala feminista do Senado, a patota toda chamou de “inaceitável” o tratamento recebido por Marina.

O mimimi coletivo da esquerda para tornar Marina Silva vítima é patético demais. Péssima ministra, uma total farsa, hipócrita e incompetente, que não aguenta alguns fatos jogados em sua cara e foge para chorar e pedir ajuda dos colegas comunistas

Usaram, de forma repetitiva, uma frase do presidente senador Marcos Rogério: “Coloque-se em seu lugar”. Ele disse isso quando Marina não parava de falar, enquanto o senador tentava transferir a palavra para um colega fazer sua pergunta, e a ministra chegou a pegar pelo braço o presidente. O próprio Marcos Rogério explicou que lugar seria esse: “Lugar de ministro é no diálogo, com equilíbrio. Não nos espetáculos. Seguiremos firmes, cobrando soluções reais para os problemas do povo e não abrindo espaço para cenas de desrespeito como a de hoje”.

O senador, que presidia a sessão, acrescentou: “Lamento que a ministra tenha perdido o equilíbrio esperado de um agente público ao comparecer a uma comissão do Senado. O contraditório é parte fundamental da democracia. As divergências políticas não podem ultrapassar o limite do respeito institucional”.

O humorista sem muita graça, Marcelo Tas, embarcou nessa atrás de dividendos políticos: “Ponha-se no seu lugar”, diz o presidente da audiência no Senado à ministra que foi até lá como convidada. “De que lugar ele está falando? É só uma pergunta”. Só uma pergunta, tão inocente. Então tentemos uma resposta: Talvez no lugar de quem precisa responder perguntas em vez de falar sem parar gritando e interrompendo os senadores o tempo todo?

O senador Plínio Valério, do Amazonas, também se defendeu das acusações pérfidas de misoginia da mídia: “Mulher é dever respeitar sempre. Foi o q eu disse a ministra Marina Silva ⁦e ela não me deixou continuar. Ministro governador, senador posso respeitar ou não. E a do Meio Ambiente não tenho como respeitar pq ela nos desrespeita impedindo q sejamos brasileiros de fato e direito”. O principal argumento levantado pelo senador é a obra da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, e que Marina Silva chegou a dizer que não liga “lé com cré”. Marina atende a interesses de ONGs internacionais que enxergam a Amazônia como um jardim botânico particular, sem priorizar o povo amazonense que vive na pobreza.

O mimimi coletivo da esquerda para tornar Marina Silva vítima é patético demais. Péssima ministra, uma total farsa, hipócrita e incompetente, que não aguenta alguns fatos jogados em sua cara e foge para chorar e pedir ajuda dos colegas comunistas. Se ela não puder bancar a vítima de machismo, terá que responder as perguntas e explicar os péssimos resultados de sua gestão. Aí complica. Acostumada a viajar o mundo como uma espécie de Avatar do Meio Ambiente para uma elite culpada, na hora de meter a mão na massa é que a porca torce o rabo. Nem mesmo colegas petistas aprovam sua gestão medíocre…

Por falar nos colegas petistas, que tal lembrar o que fez a campanha do PT sob João Santana quando Marina Silva disputava a Presidência? Por defender a autonomia do Banco Central, uma de suas raras ideias acertadas, a campanha petista colocou banqueiros sorridentes na mesa com pobres do lado de fora, como se fossem ícones vilões de filmes caricatos. Detonaram Marina Silva com isso. E depois o marqueteiro confessou: faria tudo novamente. Isso era ataque? Era misoginia? Era machismo? Ah, a memória curta da esquerda…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/marina-silva-cria-barraco-e-banca-a-vitima/

Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza

Quem sabia do INSS?

O INSS ignorou alertas e não tomou medidas efetivas para impedir descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), uma das entidades investigadas no caso dos descontos indevidos no INSS, recebeu R$ 1,8 milhão em patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Sistema S. A verba foi destinada a um evento que contou com a presença do presidente Lula. A Contag foi recebida na Secretaria Geral da Presidência da República já no segundo mês de governo.

Conforme investigação em andamento, o INSS deixou de observar regras básicas da instituição, de modo a permitir que entidades adotassem sistemas alternativos para a realização de descontos em pensões e aposentadorias em larga escala. A Contag está entre os objetos da investigação. 

Todos os campos nos quais se desenvolveram as práticas ilícitas em investigação estão sob influência do mesmo grupo político. Do Ministério da Previdência (comandado pelo PDT) aos sindicatos envolvidos (como a Contag) e também na vertente estatal que eventualmente alimenta essas entidades (como no caso da Caixa). Nenhum agente com poder nesse espectro está fora da base política direta do presidente da República. 

O governo contra-ataca afirmando que descobriu a fraude e mandou investigá-la. É uma versão possível. De qualquer forma, seja qual for a verdade dos fatos, nada impediu que o escândalo dos descontos fraudulentos se concentrasse nos dois primeiros anos do atual governo Lula. 

Toda a cadeia de responsabilidades nas instituições envolvidas está dentro do escopo das escolhas do presidente e de seu partido para a administração pública

O próprio Carlos Lupi – que se demitiu em meio ao escândalo e deixou um aliado no comando da pasta da Previdência – havia sido afastado do governo Dilma quando era ministro do Trabalho, também após denúncias de irregularidades. Como defender o critério de escolhas desse tipo? O gosto pelo risco?

Uma fraude dessa monta – pelo menos R$ 6,2 bilhões já constatados, fora o projetado – não pode ter se estendido por tanto tempo com apenas dois ou três bagrinhos envolvidos. Claro que se trata de um esquema grande, necessariamente dependente de uma rede de cumplicidades e coberturas dentro da máquina pública.

É possível tudo isso transcorrer sem qualquer conhecimento das autoridades de escalões mais altos? É uma pergunta que as investigações precisam responder. 

Se o governo está seguro de que uma quadrilha engendrou esse esquema e o executou sem qualquer cobertura política, não tem o que temer. Mas dá a impressão de estar atuando contra a instalação da CPMI do INSS – o que não seria a postura esperada de quem está certo de não ter culpa no cartório. 

Se essa investigação ficar pela metade, mesmo considerando-se a eventual memória curta para escândalos, esse caso em especial dificilmente deixará de desgastar o governo. 

Foi um roubo vultoso e duradouro contra os mais vulneráveis – e tanto na área sindical, quanto na área estatal, a presença forte de aliados do PT no caminho da fraude (e do período mais acentuado dela) foi percebida por todos. Abafar o caso pode não ser um bom negócio.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/guilherme-fiuza/quem-sabia-do-inss/

Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

Imposto sem retorno: quem gosta de pagar para ser mal servido?

(Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo / arquivo )

Vejam só: está faltando só esta quarta, quinta e sexta-feira — até às 23h59 — para entregar a declaração do Imposto de Renda. E consta que 10 milhões de pessoas ainda não entregaram. Isso significa, mais ou menos, que um em cada quatro contribuintes ainda não fez a entrega.

Por que será que isso acontece? Inclusive eu estou incluído nessa. Eu, enfim, estava em Portugal e não quis mexer nisso. Voltei, tive só duas semanas para fazer e continuo mexendo. 

Ontem, almocei com um reitor de uma universidade do Porto, e ele me disse que, lá em Portugal, é facílimo — não precisa perder tempo. Aqui, é muito complicado, principalmente se a gente acredita em investir em papéis que representam o capital de empresas brasileiras de capital aberto. Então o negócio já complica.

Mas, enfim, tem muita gente — muitos milhões — que relutam. É inconsciente isso: “Pra que eu vou dar dinheiro para o governo?” O governo vai gastar esse dinheiro? Vai aplicar em bons serviços públicos — de ensino, de saúde, de segurança pública, de justiça, por exemplo — ou está só gastando como um grande gastador? Esse é o problema.

A projeção que os bancos fazem — os bancos, que agora são inimigos, segundo José Dirceu… Os bancos e o agro. Numa mensagem ao PT, defendendo a candidatura que ele apoia para a presidência do partido, Dirceu disse que devemos escolher como inimigos a Faria Lima, os bancos, o setor financeiro e o agro — que seriam, segundo ele, os concentradores de riqueza. Imaginem só! Acho que o agro é quem põe comida na mesa, não é? E que garante, no nosso balanço de pagamentos e na balança comercial, um saldo bem positivo. Mas, enfim…

O que a gente está vendo é isso: mais imposto — imposto sobre operações financeiras. O crédito fica mais caro. Fica mais caro até fazer uma previdência complementar, com um imposto que vem para cobrir o déficit — que os bancos calculam em R$ 97 bilhões de gastos a mais.

Desvio premiado

Dito isso, vejam só: dentro de um banco estatal, a Caixa Econômica Federal — eu não sei se ainda é uma autarquia ou empresa pública, mas enfim… — a própria Caixa descobriu, e agora está nas mãos da Polícia Federal, da Polícia Civil de Brasília e de Goiás, um desvio de, no mínimo, R$ 11 milhões, feito por um funcionário dela. Isso foi feito via Pix, com o dinheiro sendo enviado para outras contas correntes e para empresas de apostas.

Olha a ironia: o maior banqueiro de apostas é a Caixa Econômica, que faz sorteios, etc. O nome disso é jogo — proibido pela Lei de Contravenções Penais. Jogos de azar são todos aqueles cujo resultado depende da sorte. Um jogo de futebol não é; de vôlei, não é; de tênis, não é — mas de loteria, é.

E está lá — só falta revogarem o artigo da Lei de Contravenções Penais. A Caixa é banqueira, mas foi vítima de empresas de apostas que estavam recebendo esses milhões desviados. Já saiu uma ordem judicial para sequestro de bens desse funcionário. Pena que a gente não fica sabendo o nome dele. Coitadinho… tem que ser protegido, mesmo depois de ter metido a mão!

Sequestro de bens, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário — tudo isso.

Narrativa desfeita

Bom, e só pra encerrar: a Câmara aprovou o “Dia da Marielle”, 14 de março. Ainda bem que vai para o Senado. Eu não entendi. É uma espécie de sublimação — o Dr. Freud explica. Ficaram frustrados quando descobriram que o assassino, o mandante, não era quem eles pensavam. Era um apoiador de Lula — inclusive um deputado e um sujeito do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Ficaram frustrados.

Então veio essa sublimação para homenagear Marielle. Quando se faz homenagem a uma pessoa, é preciso saber o que essa pessoa fez para servir de modelo, de exemplo, para ser venerada naquele dia.

O projeto agora vai ao Senado. É de autoria do PSOL, e a relatora na Câmara foi a deputada Benedita da Silva.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/quem-gosta-pagar-ser-mal-servido/

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