Contra a anistia, ministros do STF assumem atuação político-partidária

O prédio do Congresso Nacional, visto da fachada do STF. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A notícia de que a oposição estava próxima de conseguir (como de fato conseguiu) assinaturas suficientes para que o projeto de lei da anistia aos réus e condenados do 8 de janeiro tramite em regime de urgência elevou a temperatura em Brasília. As forças contrárias ao projeto intensificaram seus movimentos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se elegeu prometendo ao governo que enterraria a anistia, e prometendo à oposição que a colocaria em pauta, escolheu seu lado: primeiro, pediu aos líderes partidários que não assinassem a urgência; depois, cancelou reuniões e esvaziou o plenário nesta Semana Santa. Mas outra frente de oposição à anistia é bastante emblemática, revelando o atual grau avançado de degradação institucional do país.

A colunista Bela Megale, do jornal O Globo, apurou que ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram recados a integrantes do governo federal, pois estão insatisfeitos com o fato de haver deputados da base governista entre os signatários do requerimento de urgência do projeto. A mesma colunista já havia divulgado que ministros do STF procuraram o próprio presidente Lula para manifestar desagrado com declarações da ministra Gleisi Hoffmann, para quem o governo aceitaria discutir com o Congresso uma anistia em alguns casos, mas não todos – Gleisi recuou logo na sequência. Em outro episódio, no último dia 10, a jornalista Eliane Cantanhêde leu ao vivo, durante um programa da GloboNews, mensagens enviadas a ela por um ministro do Supremo, pedindo-lhe que fizesse no ar algumas perguntas retóricas aos deputados favoráveis à anistia.

Ministros do STF trabalham ativamente para torpedear um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo. O nome disso é atuação político-partidária

Em outras palavras, há ministros do Supremo Tribunal Federal trabalhando ativamente – e em parceria com o governo federal – para torpedear um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo e que contraria os interesses desses ministros. O nome disso é atuação político-partidária. É o tipo de atitude vetado pelo artigo 95 da Constituição e que poderia levar um magistrado a perder o cargo, segundo o artigo 26 da Lei Orgânica da Magistratura; no entanto, como o STF não se sujeita ao Conselho Nacional de Justiça, qualquer punição a um ministro que articula oposição a um projeto de lei, ou manda recadinhos contrários a esse projeto pela imprensa, teria de vir dos próprios pares de STF, o que é improvável. Mas também a Lei do Impeachment (1.079/50) elenca, no artigo 39, a atividade político-partidária como um crime de responsabilidade quando cometido por ministros do Supremo, e neste caso o julgamento caberia ao Senado Federal – que, infelizmente, manterá com Davi Alcolumbre (União-AP) a mesma inércia que marcou a gestão de Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

Difícil dizer o que surpreende mais: que a cúpula do Poder Judiciário tenha assumido de vez um caráter político, totalmente oposto ao seu papel e sem o mandato popular para fazer nada semelhante; ou que jornalistas e formadores de opinião tenham naturalizado essa atuação política do STF a ponto de narrar tais interferências como algo corriqueiro, sem nem sequer explicar que se trata de uma irregularidade proibida por lei, e até mesmo de aceitar o papel de “garoto de recados” de ministros interessados em fazer tais pressões políticas. Esse tipo de comportamento, que viola um pilar da democracia, a separação de poderes, é algo que a imprensa deveria estar denunciando, em vez de naturalizar ou colaborar com ele.

A pressão do STF para barrar a lei da anistia tem precedentes: em 2021, quatro ministros do Supremo (dois dos quais também integrantes do Tribunal Superior Eleitoral à época) se encontraram com líderes partidários em meio a articulações para a PEC do Voto Impresso, que acabaria fracassando no Congresso. Como o episódio não despertou o necessário repúdio nem dos próprios parlamentares, nem da opinião pública, os ministros sentiram-se cada vez mais livres para continuar interferindo politicamente em assuntos de interesse nacional, até chegar ao ponto de articular livremente contra projetos de lei sem pudor nenhum, assumindo abertamente seu “poder político”, nas palavras de Luís Roberto Barroso.

Trabalhar politicamente para interferir no funcionamento de outro poder, pressionando parlamentares para que engavetem um projeto de lei, é atividade que compromete seriamente a independência e a imparcialidade necessárias a qualquer bom magistrado, desde o juiz de primeira instância até o ministro do STF. Sejam quem forem, esses ministros – já que eles nunca são identificados – estão abusando do seu cargo, transformando-o no que ele não é. Um membro do Supremo que parta para a articulação política direta é uma disfuncionalidade gravíssima, que não há como aceitar sob pena de colaborar com o desmonte da democracia brasileira.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/ministros-stf-atuacao-politico-partidaria-anistia/

Mensagens inéditas revelam medo de ex-assessor de Moraes: “Se falar algo, o ministro me mata”

Mensagens pessoais do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, foram interceptadas pela Polícia Federal e disponilizadas publicamente
Mensagens pessoais do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, foram interceptadas pela Polícia Federal e disponilizadas publicamente (Foto: Fotomontagem/Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Mensagens obtidas pela Polícia Federal na investigação sobre o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que ele temia ser preso por ordem do ministro, ou até morto, caso contasse publicamente o que sabia. Em conversas particulares que manteve ao longo do ano passado com sua mulher, Tagliaferro expressou medo do ex-chefe.

“Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”, escreveu o perito, em 31 de março de 2024, para a sua atual esposa, numa mensagem de WhatsApp. No diálogo, ele manifestou o desejo de “contar tudo de Brasília” antes de morrer. “Minha vontade, é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto”, escreveu Tagliaferro.

As mensagens, inéditas, foram capturadas pela Polícia Federal no inquérito contra Tagliaferro que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A Gazeta do Povo acessou o histórico de conversas dele com a mulher pelo WhatsApp a partir de um relatório oficial da investigação. O inquérito é público e o documento pode ser acessado por qualquer pessoa cadastrada no sistema de consulta processual do STF.

O relatório, que também é público, contém a análise dos dados extraídos do celular de Tagliaferro e nele a PF inseriu link e endereço na internet onde estão arquivos com prints das conversas dele com a atual esposa ao longo de quase oito meses, entre março e novembro do ano passado, bem como mensagens com seu advogado.

Os diálogos, de 2024, ocorreram no ano seguinte à demissão de Tagliaferro do cargo que ocupava no TSE. O perito chefiou, entre agosto de 2022 e maio de 2023, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED). Ele era o responsável pela elaboração de relatórios sobre políticos, ativistas e veículos que publicavam nas redes sociais críticas ou ofensas a Moraes, ao TSE ou ao STF.

No último dia 2 de abril, a Polícia Federal indiciou Tagliaferro pelo crime de violação de sigilo funcional com dano à administração pública, por supostamente vazar à imprensa mensagens que ele trocou com outros auxiliares de Moraes. Essas mensagens, reveladas pela Folha de S.Paulo em agosto do ano passado, mostravam como Moraes, quando presidia o TSE, encomendava relatórios de Tagliaferro que depois eram usados pelo próprio ministro para bloquear perfis e remover postagens de críticos nas redes sociais.

As mensagens publicadas em agosto indicavam que Moraes tinha alvos pré-determinados. Na época da revelação das mensagens, o ministro afirmou que eram pessoas já investigadas no inquérito das fake news, no STF, e que, como presidente do TSE, Moraes também tinha poder de polícia para coletar provas contra os investigados.

As novas mensagens, de Tagliaferro com a atual companheira, mostram que ele não só temia o ministro, como tinha opiniões negativas sobre ele. Pelo WhatsApp, o perito desabafava com ela sobre o período em que trabalhou com Moraes, queixando-se do serviço que realizava e do ex-chefe, que chegou a xingar de “FDP”.

Tagliaferro foi demitido da AEED por Moraes em 9 de maio de 2023, um dia após ser preso em Caieiras (SP). Na noite da véspera, em casa, durante um desentendimento com a ex-mulher (com quem convivia na época) e um amigo, sua arma pessoal disparou e ele foi detido por suposta prática de violência doméstica.

Nesta reportagem, selecionamos trechos das conversas com sua atual mulher, cerca de um ano depois, nos quais Tagliaferro menciona Moraes, o STF e o TSE. Mensagens de teor íntimo foram desconsideradas. Os diálogos foram reproduzidos na forma como foram originalmente digitados – para facilitar e tornar fluida a leitura no texto, o intervalo entre uma mensagem e outra imediatamente subsequente foi separado pelo sinal de barra (/).

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/mensagens-ineditas-revelam-medo-de-ex-assessor-de-moraes-se-falar-algo-o-ministro-me-mata/

Alexandre Garcia

Governo arrisca perder votos se retaliar partido de deputado favorável à anistia

Gleisi Hoffmann anistia
Ministra Gleisi Hoffmann está irritada com deputados da base aliada que assinaram requerimento de urgência para anistia. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O casal Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann – ela, ministra de Lula; ele, líder do governo na Câmara – está furioso, considerando absurdo que haja deputados da base do governo, de partidos que recebem ministérios em troca de votos a favor do governo, assinando o requerimento de urgência do projeto de lei de anistia. Com a urgência, o projeto não fica enrolando em comissão especial; vai direto para o plenário, para ser votado, por exemplo, na próxima semana, depois da Páscoa.

As lideranças vão decidir isso, porque o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) já disse que lava as mãos como Pilatos, pois tem rabo preso no Supremo. Muitos estão estranhando, noticiando e revelando que ministros do Supremo estão pressionando deputados, lembrando que inquéritos e denúncias estão em uma gaveta que pode ser aberta a qualquer momento. Pois é: basta não ter rabo preso para trabalhar direitinho e com liberdade.

Mas digamos que o governo fique furioso com quem assinou o requerimento e tire os ministérios dos partidos desses deputados. Se fizer isso, essas legendas não votam mais com o governo. E o governo terá quantos votos na Câmara? São 513 deputados; Lula já disse que pode confiar em 120. Isso dá, no máximo, 25% de adesão ao governo. Se Lula retaliar os partidos de quem assinou o requerimento, não vai ter mais voto na Câmara. O governo não tem muita margem de manobra; a massa de manobra do governo é a pobreza. É por isso que as escolas ficam fazendo militância em vez de ensinar o que é necessário para a pessoa subir na vida e ter mais renda.

Escola seria porta de saída do Bolsa Família, se ensinasse o que realmente importa

As cidades estão cheias de gente com diploma que depois vai trabalhar no Uber, fazer entrega como motoqueiro, porque precisa de escola profissional para ensinar profissões que são bem pagas. Mas aí o governo perde o controle. O governo gosta da relação entre cliente e pai, gosta de fazer paternalismo com o dinheiro dos pagadores de impostos, uma minoria que sustenta milhões de beneficiários do Bolsa Família, um programa que não tem porta de saída. Lula visitou uma montadora japonesa e disse que não se pode viver eternamente de Bolsa Família. Por quê? Porque ele viu a estatística, sabe que mais de 7 milhões de famílias estão no Bolsa Família há mais de dez anos e não saem. No governo anterior, o ministério do Onyx Lorenzoni tinha um projeto para haver a porta de saída. O Bolsa Família seria apenas uma emergência para o brasileiro pobre passar aquela fase e se preparar para ter uma fonte de renda.

Cada crise de Bolsonaro é como se ele levasse uma nova facada 

Jair Bolsonaro está caminhando, mas vai ficar mais um tempinho no hospital. Foi tudo corrigido, mas a melhora não é definitiva, isso não vai ter cura. As tais aderências e dificuldades no trânsito no intestino delgado aparecerão de novo, como consequência de cada cirurgia. Ele é muito forte, mas é como se a faca de Adélio entrasse nele todos os dias; Bolsonaro não vai escapar disso nunca mais.

E insisto na pergunta. A administração da Câmara dos Deputados – o presidente à época era Rodrigo Maia – podia exigir que a Polícia Legislativa apurasse tudo. E seria fácil saber que gabinete registrou a presença de Adélio Bispo na Câmara no dia do atentado. Se não investigaram, houve algum motivo para não terem esse trabalho, esse incômodo. Foi para preservar alguém? Foi por razões familiares? Foi por não gostar de Bolsonaro? Pois é. Cada vez que Bolsonaro tem uma crise, é como se levasse outra facada. Adélio desferiu a facada original e todos sabem que ele não estava só. Mas é preciso que se saiba a verdade, porque do contrário a pergunta continuará sempre no ar.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/gleisi-hoffmann-partidos-anistia-retaliacao/

Investigação de espionagem da Abin no Paraguai vira ‘nitroglicerina pura’

Luiz Fernando Corrêa é diretor-geral da Abin (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)Cláudio Humberto

Pode virar “nitroglicerina pura” a investigação da Polícia Federal de espionagem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra o governo do Paraguai. A Abin é subordinada à Presidência da República e seu diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, é homem de confiança de Lula (PT), ex-diretor da PF em seu segundo governo. Ele irá depor amanhã sobre destruição de provas. Se avançar, a investigação pode chegar em quem ordenou tudo, daí o “alto poder explosivo”. O Planalto se apressou em espalhar que a investigação, quinze dias depois, estaria em “fase final”.

Sem vestígios

A suspeita é que, para apagar vestígios, o diretor-geral da Abin teria determinado a formatação do disco rígido de computadores da Abin.

Ele teve papel?

Correia será inquirido sobre seu eventual papel nessa arapongagem que abala as relações com o pais vizinho, onde o caso também é investigado.

Golpe baixo

O objetivo da espionagem era descobrir o que o Paraguai defenderia em negociação com o Brasil sobre Itaipu. Muito pouco para o risco elevado.

Denúncia

A investigação iniciou após a PF receber denúncia de servidor da Abin sobre a espionagem ilegal, que provocou indignação no Paraguai.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/investigacao-de-espionagem-da-abin-no-paraguai-vira-nitroglicerina-pura

Vídeo: Bolsonaro caminha com Michelle no hospital

Ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, caminhando em corredores do hospital. (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Jair Messias Bolsonaro).Mael Vale

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou, no fim da tarde desta terça-feira (15), um vídeo em que aparece caminhando pelos corredores da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, acompanhado da esposa e ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro.

https://x.com/jairbolsonaro/status/1912232445514248487

Também na manhã desta terça, o ex-presidente compartilhou um vídeo caminhando sozinho pelos corredores do hospital. Bolsonaro compartilhou o vídeo com uma legenda em tom de superação: “Sem desistir! Vamos adiante, Brasil!”.

Veja abaixo:

https://x.com/jairbolsonaro/status/1912131920089035127/video/1

Boletim médico divulgado nesta terça, aponta que o quadro de saúde do ex-presidente mantém estabilidade clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências.

Bolsonaro segue internado na UTI e não tem previsão de alta.

O ex-presidente passou por cirurgia no último domingo (13), que durou cerca de 12 horas para ser concluída, foi a sexta desde a facada sofrida pelo político durante a campanha presidencial de 2018.

Bolsonaro foi hospitalizado na última sexta-feira (11), após passar mal durante uma agenda no Rio Grande do Norte. Inicialmente, o ex-presidente recebeu atendimento em um hospital da cidade de Santa Cruz, no interior do estado, e foi transferido de helicóptero para Natal.

Na capital potiguar, exames de imagem identificaram uma obstrução intestinal, consequência da facada.

A decisão de transferi-lo para um hospital em Brasília foi tomada em conjunto com sua família. O transporte ocorreu na noite de sábado (12), por meio de uma UTI aérea.

FONTE; DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/video-bolsonaro-caminha-com-michelle-no-hospital

Peru condena ex-presidente a 15 anos no caso Odebrecht

Ex-presidente Ollanta Humala. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).Mael Vale

A Justiça do Peru condenou nesta terça-feira (15) o ex-presidente Ollanta Humala a 15 anos de prisão por receber fundos da Odebrecht, agora conhecida como Novonor, durante campanha eleitoral em 2011.

A esposa de Humala, Nadine Heredia, também foi condenada aos mesmos 15 anos de prisão.

Após julgamento que se estendeu por três anos, iniciado com uma investigação em 2016, o ex-presidente peruano foi condenado por corrupção.

Segundo os promotores, Humala teria recebido recursos ilícitos para financiar sua campanha presidencial de 2011, na qual enfrentou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. O repasse teria ocorrido por meio do Partido Nacionalista Peruano, liderado pelo ex-presidente.

A prisão foi decretada com execução imediata, mesmo que a defesa apresente recurso. O tribunal deve concluir a leitura da sentença completa nos próximos dias.

A condenação de Ollanta Humala é a mais recente dentro da Operação Lava Jato no Peru. Ele se torna o segundo ex-presidente do país a ser preso e o quarto a ser implicado no escândalo de corrupção de alcance continental.

Antes dele, Alan García tirou a própria vida em 2019 ao receber voz de prisão; Pedro Pablo Kuczynski renunciou em 2018, após apenas dois anos no cargo; e Alejandro Toledo foi condenado no ano passado a 20 anos de prisão por receber US$ 35 milhões em propinas.

Ex-executivos da empreiteira brasileira afirmaram à Justiça peruana que a empresa financiou quase todas as campanhas presidenciais no país ao longo de quase três décadas.

A Odebrecht, antiga gigante da construção civil, admitiu ter pago propinas a governos de diversos países da América Latina para garantir contratos bilionários.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/e01-internacional/peru-condena-ex-presidente-a-15-anos-no-caso-odebrecht

Bruno Henrique é indiciado pela PF por expulsão para favorecer apostas

Bruno Henrique teria forçado expulsão em partida contra o Santos, no Estádio Mané Garrincha (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)Davi Soares

Alvo da Operação Spot-fixing há cinco meses, o atacante do Flamengo, Bruno Henrique, foi indiciado pela Polícia Federal, nesta terça-feira (15), por crime de fraude a competição esportiva. O inquérito identificou indícios de participação do jogador de futebol na manipulação do mercado de cartões para favorecer seus familiares. E o crime teria ocorrido durante a partida entre seu clube e o Santos, ocorrida em 1º de novembro de 2023, válida pelo no Campeonato Brasileiro da Série A, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Outras 10 pessoas também foram indiciadas pelo crime que prevê de dois a seis anos de reclusão, segundo a Lei Geral do Esporte. O ilícito penal é configurado quando alguém dá, promete, solicita ou aceita vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer ato ou omissão destinado a alterar ou falsear o resultado de alguma competição esportiva, loteria e até  site de aposta. A pena prevista é igual para quem praticar ou contribuir com a fraude.

Em nota divulgada na noite de ontem, o Flamengo disse que não foi comunicado oficialmente por qualquer autoridade pública sobre o caso envolvendo Bruno Henrique. “O Clube tem compromisso com o cumprimento das regras de fair play desportivo, mas defende, por igual, a aplicação do princípio constitucional da presunção de inocência e o devido processo legal, com ênfase no contraditório e na ampla defesa, valores que sustentam o estado democrático de direito”, disse o clube carioca.

A investigação

Em novembro do ano passado, a Operação Spot-fixing levou às ruas mais de 50 policiais federais e seis integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Publico do Distrito Federal (GAECO/MPDFT), para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça do DF, nas capitais Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e nas cidades mineiras de Vespasiano, Lagoa Santa e Ribeirão das Neves.

A punição suspeita de ter sido forçada por Bruno Henrique foi uma expulsão, após o atacante do Flamengo reclamar de um cartão amarelo por sua falta cometida no rival Soteldo, aos 50 minutos do segundo tempo da partida que já estava com o placar final consolidado de 2 a 1 para o Santos. O cartão vermelho foi imediatamente aplicado pelo árbitro Rafael Klein pela forma acintosa com que o artilheiro flamenguista reclamou.

Uma comunicação feita pela Unidade de Integridade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) motivou a investigação, que também contou com relatórios de análise de risco da International Betting Integrity Association (IBIA) e Sportradar, que identificram haveria suspeitas de manipulação do mercado de cartões na partida vencida pelo Santos com placar de 2 a 1, em novembro de 2023.

Em novembro, em entrevista ao SporTV, Bruno Henrique alegou inocência: “Sim [sou inocente]. Recebi de uma forma agressiva [a operação]. Não esperava da forma que foi. Mas eu acredito na justiça lá de cima. Deus sempre foi comigo. Eu estou tranquilo em relação a isso”, afirmou.

Familiares e amigos na mira

Na época da operação, entre os alvos da PF em Belo Horizonte, onde nasceu o atacante do Flamengo, estavam: Wander Nunes Pinto Junior, irmão de Bruno Henrique; Ludymilla Araujo Lima, cunhada dele; Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do jogador; o casal Claudinei Vitor Mosquete Bassan e Rafaela Cristina; e Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Douglas Ribeiro Pina Barcelos e Max Evangelista Amorim.

Todos teriam sido indiciados por terem criado contas em plataformas de apostas virtuais, na véspera da partida, para darem palpites com foco na punição do atleta e faturar com os prêmios indevidos.

Em novembro de 2024, a PF esteve na casa de Bruno Henrique, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no quarto de Bruno Henrique no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu. E na sede das empresas que têm o jogador como sócio, a DR3 – CONSULTORIA ESPORTIVA LTDA e a BH27 OFICIAL LTDA, em Lagoa Santa (MG).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/bruno-henrique-e-indiciado-pela-pf-por-expulsao-para-favorecer-apostas

STF enfrenta desconfiança de quase metade dos brasileiros

Ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. (Foto: Nelson Jr/STF).Mael Vale

Pesquisa do Instituto Opinião mostra que cerca da metade dos brasileiros possui desconfiança em relação ao trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Sul é a região em que a população mais tem desconfiança da atuação da Suprema Corte: 58,1% não confiam.

Cerca de 22,6% dos sulistas “confiam muito” no trabalho do STF; 12,9% “confiam um pouco”; e 6,5% não souberam ou não opinaram.

O Sudeste foi a segunda região em que a população menos confia na atuação da Corte. Veja:

  • Não confia: 50,1%;
  • Confia muito: 24,3%;
  • Confia um pouco: 23,4%;
  • Não souberam ou não opinaram: 2,2%.

Veja os dados das regiões Centro-Oeste/Norte:

  • Não confia: 50,6%;
  • Confia muito: 26%;
  • Confia um pouco: 20,1%;
  • Não souberam ou não opinaram: 3,2%.

A região Nordeste apresentou o maior índice de confiança: 25,7% confiam muito e 26,8% confiam um pouco. Cerca de 41,7% dos nordestinos disseram não confiar na atuação do STF, e 5,8% não souberam ou não opinaram.

Veja abaixo o índice geral da população brasileira sobre o tema:

  • Não confia: 49,1%;
  • Confia muito: 24,7%;
  • Confia um pouco: 22,5%;
  • Não souberam ou não opinaram: 4%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 7 e 8 de abril, em todas as regiões do país, por meio de entrevistas telefônicas.

A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/stf-enfrenta-desconfianca-de-quase-metade-dos-brasileiros

PGR é acionada por contrato milionário entre o governo Lula e empresa de homem preso com dinheiro na cueca

Imagem em destaque

A deputada Carla Zambelli apresentou representação à PGR solicitando investigação sobre possível favorecimento em contrato de R$ 211,5 milhões entre o Ministério da Saúde e a Voare Táxi Aéreo, de Renildo Lima, marido da deputada Helena da Asatur (MDB-RR).

A empresa foi contratada para transportar indígenas e profissionais na Terra Yanomami, mas há indícios de conflito de interesses. Helena, da base do governo, aparece como sócia da Voare e foi administradora até assumir o mandato.

Zambelli destaca que Renildo foi preso com R$ 505 mil na cueca, em investigação sobre compra de votos. Desde a eleição de Helena, a Voare ampliou contratos com o governo, recebendo R$ 75 milhões em 2024.

“Este saco de grana oficial do governo Lula parece inesgotável e sustenta uma trama infinita de privilégios e favorecimentos. De um lado, milhões de pobres, presos à caridade que alimenta a indústria da miséria. Do outro, personagens já conhecidos por escândalos passados, que orbitam contratos e acordos com o governo, muitas vezes sob questionamentos e investigações”, afirmou Zambelli.

A representação aponta omissão do Ministério da Saúde diante dos antecedentes de Renildo e do vínculo político, sugerindo que o contrato pode ter visado apoio parlamentar, em possível desvio de finalidade.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/69114/pgr-e-acionada-por-contrato-milionario-entre-o-governo-lula-e-empresa-de-homem-preso-com-dinheiro-na-cueca#google_vignette

Com Lula, Brasil volta a oferecer proteção a bandidos condenados em outros países

Imagem em destaque

Eles voltaram à cena do crime e deliberadamente cometem as mesmas atrocidades de outrora.

O Brasil se prepara para receber uma condenada, após um longo processo judicial que finalmente transitou em julgado no Peru.

Nadine Heredia, ex-primeira dama, foi condenada a 15 anos de prisão pelo cometimento dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Imagem em destaque

Ela recebeu propina da Odebrecht para a campanha presidencial do marido, Ollanta Humala. Segundo o então representante da Odebrecht no Peru, o dinheiro foi entregue a pedido do PT.

Rapidamente Nadine correu para a embaixada do Brasil em Lima, a capital peruana, e pediu asilo político a Lula.

Imediatamente, o asilo foi concedido.

Nadine já está a caminho do Brasil.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/69109/com-lula-brasil-volta-a-oferecer-protecao-a-bandidos-condenados-em-outros-paises

O Globo no papel do “Der Stürmer” só falta publicar: “Quero que Bolsonaro morra!”

Imagem em destaque

O Globo mais uma vez dá uma demonstração inequívoca de quão putrefata está a imprensa tradicional no Brasil.

Muitos eram os jornais de apoio ao nazismo durante a ascensão de Adolf Hitler ao poder. Havia até um jornal oficial do partido nazista, o Volkischer Beobachter (Observador Popular). Também o jornal de Joseph Goebbels,  o Der Angriff (O Ataque), dentre outros. Mas havia um em particular, o Der Stürmer (O Atacante), pertencente ao professor e editor alemão Julius Streicher, destacado oficial nazista antes e durante a Segunda Guerra Mundial, que merece especial destaque por sua forma de atuação.

Antes porém cabe registrar que Streicher foi julgado e condenado por crimes contra a humanidade nos Tribunais de Guerra de Nuremberg, sendo executado por enforcamento em 16 de outubro de 1946, junto à outros nazistas condenados.

Voltando a “criatura”, o Der Stürmer era um semanário em formato tabloide, fortemente antissemita, sendo parte significativa da máquina de propaganda nazista.

O Der Stürmer transformava a sátira, a hipérbole e as mentiras em um “coquetel explosivo” que injetava veneno antijudaico na corrente sanguínea de muitos alemães.

O jornal utilizava a difamação como veneno para alimentar o ódio antissemita.

Jornais/Panfletos nazistas utilizavam (ainda utilizam) difamações e satirizações com o propósito malicioso de incitar as pessoas, colocando umas contra as outras, semeando ódio e apontando o dedo para um (suposto) inimigo.

Da tragédia à farsa, hoje alguns jornais de grande circulação se utilizam de mecanismos semelhantes para atingir pessoas que pensam diferente do poder dominante. Este (o poder dominante), invariavelmente financia os jornais que se submetem a esse papel.

O que o jornal O Globo fez (e vem fazendo) em relação a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro,  não difere muito da atuação do Der Stürmer.

A frase “O intestino de Bolsonaro se adianta e já está preso”, publicada pelo O Globo, mostra semelhanças de atuação com o jornal antissemita e nazista de Julius Streicher.

Imagem em destaque

As semelhanças são óbvias entre jornal nazista Der Stümer e O Globo: um inimigo é apontado (Bolsonaro), uma longa série de difamações e mentiras são lançadas contra ele, sua existência é ridicularizada e as críticas são uma constante por parte dos jornalistas que compõem o sistema Globo de jornalismo.

De fato, só falta publicar “quero que Bolsonaro morra!”.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/69113/o-globo-no-papel-do-der-sturmer-so-falta-publicar-quero-que-bolsonaro-morra

Be the first to comment on "Contra a anistia, ministros do STF assumem atuação político-partidária"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*