O setor produtivo brasileiro, agricultores e congressistas de oposição alertam para o risco de uma explosão de casos de invasões de terras pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por todo o país em abril. Segundo o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), existe a possibilidade de um número recorde de invasões em decorrência do “Abril Vermelho”, período considerado crítico pelos agricultores e representantes do setor produtivo. O governo federal não informou se vai adotar medidas preventivas em razão das possíveis ações.
Segundo Lupion, o MST programa o que chamou de um “Abril Vermelho Recorde” e atribuiu essa possibilidade à aproximação e aos acenos constantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao movimento. Enquanto ignora setores produtivos ligados ao agro, Lula tem participado de atos com o MST e indicou liberação milionária do Orçamento de 2025 em benefício do movimento social.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária avalia que o governo deveria priorizar diálogos com segmentos que representam o setor produtivo do agronegócio e não estar cada vez mais próximo exclusivamente do MST.
“Em vez de sentar com os produtores rurais, se senta com os invasores das propriedades desses produtores”, criticou o parlamentar. Ele ressaltou ainda que a produção do MST não é suficiente para alimentar os brasileiros nem foi capaz de baixar o preço da comida nos supermercados, condição que foi responsável pelo avanço da inflação.
Outros deputados da oposição também estão preocupados e pedem ações preventivas das forças de segurança para a garantia da segurança jurídica e do direito à propriedade. Temerosos com o que está por vir, eles se reuniram para tratar das ações do MST no chamado “Abril Vermelho”.
O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) afirma que o “Abril Vermelho” do MST não passa de uma campanha de crimes contra a propriedade privada e de caos no campo. “O Brasil não pode aceitar que grupos organizados incentivem a desordem e ameacem produtores que geram emprego e alimento para nossa população. Temos que criar mecanismos para impedir esse absurdo”, afirmou.
Além dele, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) avalia que o movimento tem o objetivo de transformar o mês de abril em “baderna”. “Invasão de terra é crime. O direito à propriedade deve ser respeitado. É um grupo com viés ideológico, que sai cometendo uma série de ilegalidades, prejudicando agricultores e comprometendo a segurança no campo. Precisamos dar um basta nisso”, salientou.
O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), também manifestou preocupação e disse que o colegiado dará uma resposta à altura aos invasores de propriedade. Segundo ele, o grupo fiscalizará cada passo do MST durante o “Abril Vermelho”. “Não toleraremos um milímetro de ilegalidade por parte desses invasores de propriedade privada. A cada crime cometido, daremos uma resposta”, enfatizou.
Os parlamentares e produtores cobram ações integradas do governo com as diferentes forças de segurança para evitar invasões em massa. Eles reforçam que os diferentes segmentos ligados aos agricultores estão em vigilância.
O “Abril Vermelho” do MST é uma mobilização anual organizada em razão do episódio que ficou conhecido como Massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996. Na ocasião, 19 sem-terra morreram em confronto com a polícia.
Durante o mês de abril, o MST intensifica suas ações, o que inclui invasões de terras, ocupações de prédios públicos e manifestações para pressionar o governo por avanços na reforma agrária. Tradicionalmente, esse movimento resulta em um aumento significativo no número de propriedades rurais invadidas em todo o Brasil, o que leva preocupação ao campo.
A Gazeta do Povo procurou o MST para saber de sua programação e ações previstas para o “Abril Vermelho”, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
FPA prepara pacote anti-invasão e articulação com forças de segurança
Segundo o presidente da FPA, já se observava uma escalada das ações antes mesmo do início do mês de abril, com cinco invasões registradas até março. Pedro Lupion avalia que esse cenário representa uma ameaça à segurança jurídica e à produção agropecuária. “Estamos diante de um ambiente de instabilidade, incentivado pelo próprio governo federal, que cede às pressões políticas desses grupos”, afirma.
Para conter o avanço das invasões, a FPA está mobilizada no Congresso com um conjunto de propostas legislativas que endurecem as penas para ocupações ilegais e agilizam a reintegração de posse. Entre as principais medidas está o Projeto de Lei 8262/2017, que permite ao proprietário rural acionar a polícia para a retirada imediata de invasores, sem a necessidade de mandado judicial. Outra proposta, o PL 1373/2023, impede o acesso a programas de reforma agrária e a linhas de crédito para quem participar de invasões.
Além disso, a Frente tem dialogado com o Ministério da Justiça, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público e o Poder Judiciário para garantir que a lei seja cumprida. “Exigimos que haja resposta imediata das forças de segurança. Também acionamos o Conselho Nacional de Justiça para discutir a atuação de magistrados em regiões críticas, como nos casos recentes da Bahia e do Espírito Santo”, explica Lupion.
Outro ponto de preocupação da bancada ruralista é o Decreto 11.637, que aumenta a pontuação de acampados na fila da reforma agrária. Isso porque o acesso ao recebimento de doações de terra do governo é feito por um sistema de pontos. Quem obtém maior pontuação recebe terras primeiro.
Para o presidente da FPA, essa regra premia a ilegalidade e incentiva novas ocupações. “O governo institucionaliza a invasão como caminho preferencial para acessar políticas públicas. A FPA já estuda mecanismos para sustar os efeitos desse decreto e propor ajustes legais que restabeleçam a ordem e o respeito à propriedade privada”, afirma.
A Frente Parlamentar também denuncia o que considera um desvio de prioridade no orçamento federal. “Isso demonstra o aparelhamento da máquina pública e o uso político do orçamento. Nosso compromisso é com os produtores que cumprem a lei e movem a economia brasileira”, destaca.
“A FPA trabalha para garantir que recursos públicos não sejam utilizados para premiar a ilegalidade. O Congresso precisa dar uma resposta firme e objetiva a essa escalada de violência no campo”, destaca Lupion.
Senadora alerta para acenos do governo Lula ao MST e recursos milionários no Orçamento
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA, criticou a destinação por parte do governo de cerca de R$ 750 milhões no Orçamento para políticas ligadas ao MST, o que fomentaria a aproximação da gestão petista com o movimento. Para a senadora, a agricultura é uma só e deveria contemplar desde a grande agricultura com o seguro rural, bem como toda a agricultura familiar do país.
Para ela, destinar recursos milionários ao MST parece ser “uma medida eleitoreira”. A senadora, que foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que é contra a forma como a destinação de recursos ao movimento tem sido feita, mas afirma que a produção agrícola das famílias precisa ser incentivada.
“Tem que dar [o recurso] todo à agricultura familiar”, reforçou ao lembrar que todos têm os mesmos direitos com condições para produzir. Em uma entrevista ao Estadão, a senadora chegou a dizer que a “assusta ver uma coisa dirigida para o MST”.
Em abril do ano passado, somente nos primeiros 15 dias do mês, o MST havia invadido pelo menos 24 áreas em 11 estados diferentes. Foram pelo menos 33 áreas ocupadas ilegalmente durante o mês de abril de 2024.
“Produtores rurais – que são os verdadeiros donos de suas áreas – não têm segurança jurídica no Brasil e toda vez que o governo faz um aceno, seja ao MST seja a comunidades indígenas comprando terras, como foi o caso da Itaipu, dá um sinal verde para que esses grupos sigam suas trajetórias de invasão. Passa-se o recado que não há punição nem represálias”, reforça o especialista em Direito Agrícola Eduardo de Souza.
MPF se exime e deixa reforma agrária nas mãos de Lula
Além do risco de invasões em massa no “Abril Vermelho” do MST, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu no mês de março arquivar uma investigação sobre a política de reforma agrária adotada pelo governo Lula e as supostas irregularidades apontadas em um documento publicado pela Secretaria-Geral da Presidência da República no ano de 2023. A representação questionava o tratamento dado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e alegava que haveria favorecimento indevido na seleção de beneficiários e no repasse de terras.
O MPF concluiu que a definição e implementação da reforma agrária são prerrogativas do Executivo, e cabe ao governo decidir como conduzir essa política dentro da sua discricionariedade administrativa.
Para o advogado Luiz Augusto Módolo, que propôs a ação de investigação, decisões como essa são um estímulo para novas invasões. “O governo é um aliado forte dos sem-terra. Os favorece […] e nada acontece”, lamenta.
A análise do MPF diz que as medidas adotadas pela atual gestão fazem parte de políticas públicas legítimas, dentro da discricionariedade administrativa, e que não cabe ao Ministério Público Federal interferir nas escolhas do Executivo.
“Isso porque, por se tratar de política pública (mérito administrativo), tais questões extrapolam o âmbito de atribuições deste órgão ministerial, que não pode substituir o gestor em suas escolhas para impor a forma como a agenda de reforma agrária deve ser conduzida no país, já que tal campo é próprio da discricionariedade administrativa”, diz trecho da decisão.
A investigação também verificou que as seleções para assentamentos seguiriam critérios legais e continuam disponíveis ao público por meio da Plataforma de Governança Territorial do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Além disso, o MPF diz que foi constatado que outros movimentos sociais também receberam documentos semelhantes ao do MST, afastando a alegação de privilégio exclusivo.
Um dos pontos ainda em análise é a legalidade da titulação de terras para associações e cooperativas de assentados. O MPF sugeriu que essa questão seja discutida pelo Grupo de Trabalho Terras Públicas da instituição, para definir um posicionamento nacional.
O advogado Luiz Augusto Módolo já protocolou recurso contrário à decisão do MPF. O recurso reiterou que a gestão de Lula está favorecendo o MST na formulação e implementação de políticas públicas, sem critérios de seleção transparente ou processos de licitação. Ele também questionou o uso de recursos públicos e mudanças normativas que atenderiam exclusivamente às demandas do movimento.
A principal base da representação é o Caderno de Respostas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, publicado pela Secretaria-Geral da Presidência da República há dois anos. Segundo o advogado, o relatório revelou que diversas reivindicações do MST foram acolhidas pelo governo, incluindo a revogação de normas que dificultavam a ocupação irregular de terras e a ampliação dos critérios de pontuação para beneficiários da reforma agrária.
Ele trata do Decreto 11.637/2023, que aumentou a pontuação atribuída às famílias acampadas na seleção para reforma agrária. O objetivo declarado da medida era priorizar supostos agricultores em situação de extrema precariedade, especialmente no que diz respeito ao direito à moradia. A pontuação para acampados passou a corresponder a 16% do total disponível no processo de seleção, equiparando-se a critérios como número de membros na família e tempo de residência no município.
“Esse decreto tem sido apontado como um incentivo indireto a novas ocupações de terras. Isso porque a pontuação elevada para acampados pode estimular a mobilização de famílias para áreas ocupadas, em vez de priorizar aqueles que já estão estabelecidos em atividades agrícolas”, alerta o especialista em Direito Agrícola Eduardo de Souza.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com essa política e pretende atuar para revogar ou modificar a regra. A entidade afirma que a mudança pode gerar insegurança jurídica e favorecer invasões.
Outro aspecto destacado na representação contra o MST é a titulação de terras a associações e cooperativas ligadas ao MST, contrariando a Lei 8.629/1993, que proíbe a inclusão de pessoas jurídicas como beneficiárias da reforma agrária. O documento sugeria que essa medida pode resultar na perpetuação da influência do MST sobre os assentados, em vez de garantir a autonomia dos beneficiários.
Além das mudanças na política agrária, a denúncia apontou também que o governo tem ampliado o papel do MST em pautas diversas, como direitos reprodutivos e políticas LGBT+, e trata o movimento como um interlocutor legítimo em temas que extrapolam sua atuação tradicional.
Também se questionou a presença de dirigentes do MST em comitivas presidenciais e a possibilidade de membros do governo assumirem postos no movimento após o término do mandato.
A representação pedia – e o recurso agora reforça – que o MPF analisasse cada ponto abordado no Caderno de Respostas para verificar se houve desvio de finalidade ou violação aos princípios da moralidade, legalidade e impessoalidade previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
Outro pedido foi para que os órgãos federais envolvidos na implementação dessas medidas sejam responsabilizados e que o Congresso Nacional seja acionado para avaliar a edição de decretos legislativos que possam sustar eventuais normas consideradas inconstitucionais.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/agro-e-congressistas-alertam-para-risco-de-invasoes-recordes-do-mst-durante-o-abril-vermelho/
Miséria, lixo, apagões, repressão: a influenciadora que desmascarou a falência de Cuba

“Parecia uma zona de guerra. Parecia que eu tinha desembarcado na Ucrânia, e não em Cuba.”
Assim a influenciadora gaúcha Jojo Domingos descreveu sua primeira impressão de Havana, cidade que visitou em meados de março com dois amigos. Mas o que viria a seguir surpreendeu ainda mais a blogueira de viagens, conhecida pelo jeito “sincerão” de avaliar os destinos turísticos da moda.
Inicialmente hospedada na casa de uma família local, Jojo registrou, em vídeos curtos, um pouco do cotidiano da vida na ilha sequestrada pelo comunismo. E, sem querer, produziu um documento pungente sobre a chocante realidade do povo cubano.
“Sem querer” porque não havia nenhuma intenção política por trás da viagem. Pelo contrário: apaixonada por praias, a influenciadora partiu para Cuba com o objetivo de pegar um bronze no paradisíaco litoral caribenho — e porque os pacotes para o Nordeste brasileiro estão cada vez mais caros.
Tudo começou quando Jojo assistiu a um vídeo de outra blogueira viajante, Marina Guaragna, que recentemente iniciou uma campanha chamada “Vem pra Cuba!”. Patrocinada por uma companhia área, Marina estimula os brasileiros a ajudar os cubanos “apoiando pequenos negócios, movimentando o comércio do país e ajudando diretamente os produtores locais”.
Já em solo cubano, a gaúcha e seus amigos enfrentaram o primeiro perrengue: os cartões de crédito de nenhum deles eram aceitos por lá. “É uma roleta russa. Alguns funcionam, outros não”, afirma a influenciadora, que atualmente mora na Espanha.
Para piorar, cada dólar equivale a vale 320 pesos cubanos — e eles não haviam levado muito dinheiro vivo. “Se você trocar nos câmbios do governo, vão te dar menos da metade do valor em pesos. Então tivemos de trocar num câmbio clandestino”, diz.
Com o equivalente a US$ 15 dólares (R$ 86, na cotação atual), o trio conseguiu comprar, num mercadinho precário, uma bandeja de ovos, três batatas, uma cebola, um quilo de arroz e um pão de forma. Este último, eles descobriram depois, estava estragado, cheio de bichos.
Naquele dia, o grupo só fez duas refeições, preparadas na cozinha de uma acomodação caindo aos pedaços, alugada por meio de um aplicativo de hospedagem. “Com o salário-mínimo de Cuba [US$ 17,50, ou cerca de R$ 100] dá para comprar, no máximo, duas bandejas de ovos”, afirma Jojo.
Lixão a céu aberto
“Essa é outra realidade de Cuba que os blogueiros não te mostram”, diz Jojo Domingos em outro vídeo, apontando para as montanhas de lixo espalhadas pelas calçadas de Havana.
À noite, o passeio no meio do lixão a céu aberto se torna ainda mais deprimente. É que o governo corta a luz das regiões “não turísticas” a partir das 16 horas, e muitas vezes a energia só retorna de madrugada (isso quando não falta água também).
“Tivemos de ir até o centro só para carregar os nossos celulares”, conta a influenciadora, que no segundo dia de viagem não pôde se comunicar com a família — devido a um apagão em todo território cubano que durou 20 horas.
Para voltar à “parte ruim de Havana”, como ela definiu o bairro onde ficaram, o trio se viu obrigado a gastar mais US$ 10 (R$ 57) num táxi. “Apesar de Cuba ser um país extremamente seguro, nos informaram que, quando tem apagão, não é muito bom ficar andando pelas ruas”, afirma.
Sem ter o que comer, e limitados a passeios diurnos, os três chegaram a pensar em voltar para casa antes do previsto. Mas graças a uma manobra organizada por uma seguidora, que conhecia pessoas no país, eles finalmente conseguiram trocar mais dinheiro — e se transferiram para a “parte boa” da cidade.
A partir daí, Jojo passa a postar vídeos que evidenciam os contrastes entre a Cuba real e a turística. Ela mostra hotéis luxuosos, praias paradisíacas (porém proibidas para a população), monumentos comunistas bem conservados e restaurantes com fartura de comida.
Aliás, um dos vídeos mais emblemáticos da série traz os três pegando bolachas, doces e salgados do café da manhã do hotel e depois distribuindo para as crianças nas ruas. Tudo na surdina e muito rápido, para não chamar a atenção da polícia.
“Imagina um país em que você não pode expressar a sua opinião, não pode discordar [do governo]. Se você não aceitar, vai em cana”, afirma.
No encerramento, Jojo confessa que a passagem por Cuba foi a mais marcante de toda a sua trajetória como blogueira viajante.
“Saio daqui com mais empatia, porque essas pessoas talvez nunca tenham a chance de mudar de vida”, diz, antes de pedir aos turistas brasileiros que levem medicamentos e produtos básicos (como papel higiênico, absorvente e pasta de dente) para doar à população local.
Ela ainda ironiza o clichê de que em Cuba não há desigualdade: “Cuba tem igualdade. É todo mundo pobre, abaixo da linha da miséria”.

Apoio dos exilados
A cada novo vídeo postado — e viralizado —, a área de comentários do Instagram e do TikTok de Jojo Domingos se tornava uma arena política. Enquanto era apoiada por latinos de outros países e cubanos exilados no Brasil, a blogueira sofria ataques de esquerdistas, que culpam os EUA pelos problemas no país e relativizam a pobreza local.
“A pobreza em Cuba é nítida, até um cego consegue enxergar”, afirma a blogueira em uma mensagem de “esclarecimento” postada após a viagem. “Estão dizendo: ‘Mas todo país tem pobreza’. Quem fala isso nunca saiu do seu bairro, nunca viajou. Nunca vi nada parecido com aquilo.”
Os críticos também se incomodaram com o tom franco e direto da blogueira — considerado por eles “desrespeitoso”. Outros argumentaram que Jojo deveria ter contextualizado mais a história do embargo americano (algo que ela fez em apenas um vídeo).
Por outro lado, influenciadores como Pedro Martin — um equatoriano residente no Brasil há seis anos e que se diz progressista — vieram a público defender Jojo Domingos. “Ela virou a heroína do meu círculo social”, afirmou, referindo à comunidade hispânica do TikTok.
Segundo Martin, Jojo “visitou Cuba por inocência e acabou desmentindo a romantização do país”. “Finalmente, uma influenciadora brasileira peitou os cegos e mostrou a realidade.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/miseria-lixo-apagoes-repressao-influenciadora-desmascarou-falencia-cuba/

Haddad diz que nova taxação de Trump seria “injustificável” contra o Brasil

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, classificou como “injustificável” a possibilidade de os Estados Unidos imporem novas tarifas ao Brasil. A medida está em estudo pelo governo de Donald Trump e pode ser anunciada nesta quarta (2), no que ele chama de “dia da libertação”.
“Qualquer retaliação ao Brasil vai soar injustificável à luz dos dados e à luz das décadas de parceria entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Haddad durante uma conferência sobre economia e clima na França nesta segunda (31).
O ministro apontou que a economia brasileira está preparada para enfrentar uma eventual guerra comercial “apesar da vantagem dos Estados Unidos em relação ao Brasil”. “Nós que teríamos mais espaço para crescer no comércio com eles”, completou.
Um pouco antes, durante o debate, Haddad alertou sobre o risco de o Brasil e o Mercosul se tornarem “satélites” de alguma potência global em meio a uma guerra fiscal mundial. Para ele, o país “teria muita dificuldade” em escolher se aliar mais a um lado ou a outro, “de quem quer que seja, da Europa, da China ou dos Estados Unidos”.
“Não faria o menor sentido para o Brasil e para o Mercosul uma opção como essa. E o meu medo é que a dinâmica internacional da geopolítica force essa situação. Como se você tivesse que escolher um entre dois lados”, pontuou.
Haddad também aproveitou para pressionar a França a apoiar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que chegou a ser assinado no ano passado, mas que precisa passar por instâncias europeias para entrar em vigor.
“A Europa deveria ter um olhar político sobre esse acordo também, e não apenas ficar discutindo item por item onde você vai ganhar, onde vai perder, se vai perder no açúcar, se vai ganhar na carne. […] O Mercosul também, se fizer a conta mais mesquinha, vai encontrar uma série de razões para não fazer”, afirmou.
As declarações de Haddad ocorrem às vésperas do esperado anúncio de tarifas recíprocas por Trump que podem atingir “todos os parceiros comerciais” do país.
Inicialmente, esperava-se que a medida fosse direcionada aos países com maiores déficits comerciais com os norte-americanos, grupo apelidado de “os 15 sujos” pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent. No entanto, Trump afirmou que a decisão pode afetar “10 ou 15” países, sem um limite definido.
O mercado global tem reagido com preocupação a essa possibilidade, temendo impactos negativos na economia mundial. O principal receio é um aumento na inflação de diversos produtos e distorções nas cadeias de suprimentos internacionais, especialmente se países atingidos retaliam com medidas similares.
Desde o início do mandato, Trump já impôs tarifas de 20% sobre produtos chineses, além de taxas de 25% sobre aço e alumínio, incluindo os importados do Brasil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/haddad-nova-taxacao-trump-injustificavel-contra-brasil/
Entre o estilo mineiro e o combate ao PT, Zema se equilibra para ser candidato a presidente

Adepto do estoicismo, a escola filosófica grega que ensina a sabedoria e a serenidade, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), adotou a postura de criticar abertamente a gestão federal do presidente Lula (PT) enquanto mantém o estilo mineiro na disputa velada entre os governadores de direita pelo legado eleitoral de Jair Bolsonaro (PL).
Pragmático nas contas públicas, Zema aposta na recuperação financeira do caixa mineiro como uma das bandeiras para as eleições de 2026 e tem o desafio de se tornar um líder político conhecido nacionalmente, além das divisas do estado, o segundo maior colégio eleitoral do país. O desafio de extrapolar divisas nacionais de Zema é similar ao dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União); do Paraná, Ratinho Junior (PSD); e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – todos considerados presidenciáveis a um ano e sete meses da eleição.
A inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro, que também se tornou réu pela suposta tentativa de golpe de Estado após julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a indefinição do governador paulista – que declara intenção de disputar a reeleição estadual – abre a possibilidade de Zema se candidatar como representante da direita. Nas últimas semanas, o governador mineiro tem reforçado o discurso em antagonismo à gestão Lula, marcada pelo descontrole das contas públicas.
Em entrevista à Gazeta do Povo, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirma que a direita vive “um mar de incertezas” e que o cenário permite um caminho para a construção de outras opções. Ribeiro pontua que Caiado foi condenado em primeira instância e que aguarda a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
A acusação contra Caiado é de abuso de poder político durante as eleições de 2024 na campanha em prol do aliado Sandro Mabel (União), eleito prefeito de Goiânia. O parecer do Ministério Público Eleitoral foi pela absolvição do governador goiano, que lança a pré-candidatura a presidente oficialmente na próxima sexta-feira (4).
“O Pablo Marçal é outro nome que poderia ocupar esse espaço, mas ficou inelegível depois da campanha à prefeitura de São Paulo. Restam poucas opções e entendemos que o Zema é a melhor por causa da gestão em Minas Gerais. O estado estava quebrado pelo PT, economicamente destruído”, comenta o presidente do Novo.
Empresário mineiro, Zema estreou nas urnas em 2018 e foi a surpresa do pleito ao governo do estado, rompendo a polarização entre PT e PSDB em Minas Gerais. No segundo turno, ele bateu o ex-governador tucano Antônio Anastasia [hoje no PSD] e assumiu o comando de Minas Gerais após a administração petista de Fernando Pimentel.
A reprovação da gestão Lula também motiva a candidatura presidencial de Zema. “A gente já sabia que seria ruim, mas não que seria tão ruim assim. Isso possibilita o retorno da direita ao poder”, acrescenta Ribeiro.
Novo quer Zema como pré-candidato a presidente em 2026
O presidente nacional do Novo confirmou que o partido quer que Zema seja pré-candidato a presidente da República, enfatizando que as siglas têm o direito de lançar os nomes dos presidenciáveis no ano pré-eleitoral. “Não tem como a gente saber, neste momento, quem será o mais viável se o Bolsonaro não conseguir ser candidato. Por isso, uma pré-candidatura do Zema é importante e está sendo discutida no partido”, declarou.
Questionado sobre o estilo mais discreto do mineiro, Ribeiro respondeu que o governador é muito firme nas decisões, não esconde as convicções em que acredita e entrou na política após a recessão econômica durante o governo petista da ex-presidente Dilma Rousseff. “O Zema sofreu na pele como empresário o que a Dilma fez no Brasil. […] Ele conseguiu reorganizar o estado dele, agora vê o governo federal cometendo os mesmos erros. Então, ele se sente na obrigação de falar e enfrentar.”
Na construção do nome de Zema como presidenciável, Ribeiro pontua que Minas Gerais é o segundo maior estado do país, com regiões de diferentes características sociodemográficas, influenciadas por estados vizinhos. E a gestão Zema mantém a aprovação do eleitorado mineiro em setores distintos.
“O estado tem a região do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas, que é muito semelhante ao Nordeste. Também tem a região sul e o Triângulo Mineiro, que são mais semelhantes ao Sudeste em termos econômicos e sociodemográficos. Nosso grande desafio é torná-lo conhecido nacionalmente”, analisa.
Para embasar a aprovação de Zema, o líder partidário citou a pesquisa Genial/Quaest, divulgada em fevereiro, quando o governador mineiro aparece com 62% de aprovação no segundo ano de mandato. No mesmo período, o instituto de pesquisas aponta que o governo Lula foi avaliado como negativo por 51% do eleitorado mineiro.
- Metodologia: A pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.644 pessoas em São Paulo; 1.482 em Minas Gerais; 1.400 no Rio de Janeiro; 1.400 no Rio Grande do Sul; 1.200 na Bahia, e 1.104 no Paraná, em Goiás e Pernambuco. As entrevistas foram realizadas entre os dias 19 e 23 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%.
Governador sai em defesa de Bolsonaro durante julgamento no STF
Na avaliação do cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec de Belo Horizonte, o governador de Minas Gerais deve manter o alinhamento com Bolsonaro para se manter como um dos nomes que podem herdar o capital do ex-presidente nas urnas em 2026, repetindo a estratégia eleitoral desde a vitória em 2018 para o primeiro mandato.
Cerqueira considera que a alta aprovação de Zema no estado deve ser decisiva no apoio ao sucessor no comando do governo mineiro. Para emplacar a candidatura nacional, o cientista político ressalta que o governador de Minas Gerais vai necessitar do apoio do ex-presidente e dos aliados do PL, partido que esteve em lado oposto no primeiro turno das eleições de 2024 em Belo Horizonte.
“O Zema evita o distanciamento e não entra em confronto com o ex-presidente, pois tem o entendimento que não pode ser visto como um antagonista de Bolsonaro para não perder o contato com o eleitor, porque sabe que as chances são maiores com esse apoio”, avalia Cerqueira.
Na semana passada, o governador mineiro saiu em defesa de Bolsonaro. Ele chamou o ex-presidente de “maior líder da oposição ao governo do PT” e afirmou que espera “que a Justiça seja feita e que ele recupere seus direitos políticos”. A declaração foi considerada um aceno ao PL da Anistia no Congresso Nacional – se for aprovado, pode devolver os direitos políticos de Bolsonaro e beneficiar os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O aceno foi retribuído durante entrevista do ex-presidente à Folha de S. Paulo, publicada no último sábado (29). Bolsonaro reforçou que ele é o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto em 2026, autorizado pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, apesar da inelegibilidade e do processo pela suposta tentativa de golpe. Mesmo assim, Bolsonaro citou alguns nomes que podem vir a disputar a eleição presidencial no campo da direita como oposição ao PT, entre eles, o governador de Minas.
“Tarcísio é uma excelente pessoa, fenomenal gestor e um muito bom, bom, não vou falar excepcional, um bom político, assim como tem outros nomes pelo Brasil. O Zema é uma pessoa que fez uma boa gestão lá, o Caiado, o Jorginho Mello, outras pessoas que não estão no cargo executivo, mas despontam”, respondeu Bolsonaro.
Zema marca posição em troca de farpas com Lula
Zema e Lula participaram da inauguração do centro de mobilidade híbrida-flex da fábrica Stellantis no último dia 11 em Betim, na Grande BH, em evento que foi marcado pela troca de farpas entre o governador e o presidente no palco. Durante o discurso, Zema lembrou que pegou o estado “desmoronando, quebrado, desacreditado e sem credibilidade” após a gestão petista de Pimentel e voltou a criticar a renegociação da dívida dos estados proposta pelo governo federal.
Lula respondeu com ataques ao ex-presidente Bolsonaro e citou a falta de investimentos em Minas Gerais. “Alguém aqui tem conhecimento de alguma obra feita em Minas pelo governo passado? Se tiver, pode levantar, fique em pé, eu agradeço e dou parabéns. Mas não tem, nem aqui ou em outro estado da federação”, declarou o petista.
O professor Adriano Cerqueira analisa que a postura de Zema em relação aos investimentos federais é diferente da de Tarcísio de Freitas por causa da situação financeira dos estados, o que possibilita parcerias com o governo Lula e até projetos paralelos em São Paulo.
No final de fevereiro, Lula e o governador paulista lançaram o edital do túnel Santos-Guarujá, em parceria, com acenos e fotos conjuntas no porto de Santos. “A condição econômica e financeira do estado de Minas deixa o Zema mais à vontade para marcar posição neste momento”, compara Cerqueira.
Novo vai precisar de coligação partidária para fortalecer Zema
Na avaliação do cientista político, o governador mineiro necessita de uma ampla base partidária para dar sustentação ao projeto nacional, o que não deve ocorrer em uma candidatura isolada pelo Novo. O partido de Zema é considerado pequeno, pois possui apenas quatro deputados e um senador no Congresso Nacional.
“O cenário [na direita] está em aberto, mas uma candidatura do Zema pelo Novo iria precisar de outros partidos mais bem posicionados em uma chapa que pudesse contemplar aliados em outros estados, seja com o Zema na cadeira titular ou como candidato a vice-presidente”, analisa.
Para Cerqueira, o perfil empresarial credencia o governador mineiro para cargos no Poder Executivo, o que deve afastar Zema de projetos para concorrer nas eleições proporcionais ao Legislativo. “O horizonte dele é a chapa presidencial e como ele pode se viabilizar, tendo em vista a boa avaliação em Minas Gerais, considerado um estado-chave nas últimas eleições presidenciais.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/zema-se-equilibra-para-ser-candidato-presidente-2026/

Os “estudantes fantasmas” do Pé-de-Meia

A mudança de tempo aqui em Portugal me pegou a garganta, vocês devem ter percebido. Muita autoridade brasileira deve estar perdendo o sono com as sanções econômicas pesadas anunciadas pelos Estados Unidos contra seis autoridades importantes da segurança e da polícia de Hong Kong. O território já foi do Reino Unido, agora pertence à China. Eles perseguiram 19 militantes pela democracia, quatro dos quais estão refugiados nos Estados Unidos, e um é cidadão americano.
As sanções incluem bloqueio de empresas em que tenham mais de 50% de capital e que estejam vinculadas aos Estados Unidos; proibição de entrar nos Estados Unidos ou mesmo de transitar por aeroportos americanos; e proibição de qualquer contato bancário, financeiro, econômico, com qualquer coisa vinculada a empresas ou bancos americanos; e controle de contas bancárias americanas. Eles são párias nos Estados Unidos de agora em diante, por terem promovido repressão contra manifestações pela democracia e contra o Partido Comunista Chinês. E o que os brasileiros têm a ver com isso? É sinal que os americanos não estão brincando com a proteção dos direitos humanos e das liberdades.
Escândalo do Pé-de-Meia: mais beneficiários que estudantes
O Estadão fez uma denúncia importante sobre o programa Pé-de-Meia, que o governo está anunciando agora, dando R$ 200 por mês para alunos do ensino médio que comprovem necessidade, além de mais R$ 1 mil por ano – no total, daria R$ 9,2 mil por aluno, com o dinheiro dos nossos impostos. É um programa que leva adiante a ideia do estudante mercenário. O jovem tem de estudar para seu próprio bem, mas agora ele vende sua dedicação ao estudo. O Estadão descobriu que há cidades com mais beneficiários que alunos na escola.
Em Riacho Fundo (BA), só existe uma única escola de ensino médio, com 1.024 alunos. Mas, em fevereiro, o governo pagou (e não foi pouco) para 1.231 estudantes, ou seja, 207 beneficiários além dos alunos matriculados, 20% a mais. A Secretaria da Educação da Bahia diz que os estudantes de ensino médio naquela cidade são 1.677; o MEC acha que são 1.860. Nada bate! Os órgãos de governo não sabem nem sequer o número de alunos nessa escola pública, que em fevereiro somou R$ 1,75 milhão em pagamentos do Pé de Meia.
Em Porto de Moz (PA), as duas escolas somam 1.382 alunos, mas o governo pagou para 1.687 (22% a mais). E o MEC diz que o município tem 3.105 estudantes de ensino médio. Como assim, se as duas escolas, somadas, têm 1.687? Natalândia (MG) tem uma escola, com 317 alunos. O MEC diz que está pagando para 326 e que, na verdade, o município tem 600 estudantes. É muito preocupante isso, pois quer dizer que a estatística está mostrando mais alunos do que realmente estão na escola. Não está batendo, e é dinheiro dos nossos impostos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/estudantes-fantasmas-pe-de-meia/


Desvios no tal Pé de Meia: quem poderia imaginar isso num governo Lula?

Se existe uma coisa com a qual você pode contar com certeza, cada vez que o governo Lula fala em “programa social” é que, quinze minutos depois, haverá desvios. Não falha nunca. Do Bolsa Família ao programa do arroz barato, que nem conseguiu entrar em vigor por ladroagem grosseira demais, do “Desenrola” ao novo “Empréstimo do Lula”, que transferem bilhões de reais do Erário Público para o caixa dos bancos, é sempre a mesma história – se Lula está falando em dar algum trocado para o povão, é porque a companheirada inventou mais um jeito de ganhar com isso.
O último assalto é o tal de “Pé de Meia”, que se propõe a doar R$ 1.000 para “estudantes” que precisam de “ajuda” para “continuar estudando”. Parece piada, mas mal o programa foi lançado, como parte dos esforços do novo ministro da Propaganda para melhorar a “imagem” do governo Lula, a roubalheira já está rolando solta. Segundo revelou uma reportagem de O Estado de S. Paulo, já há cidades no Pará, na Bahia e em Minas Gerais onde o número de beneficiados do “Pé de Meia” é maior que o número de alunos matriculados nas escolas. Outra coisa a notar: das dez cidades onde há mais gente recebendo o benefício, em nove Lula teve mais votos na eleição de 2.022. É tudo no Nordeste.
Parece piada, mas mal o programa foi lançado, como parte dos esforços do novo ministro da Propaganda para melhorar a “imagem” do governo Lula, a roubalheira já está rolando solta
Que iam atacar o “Pé de Meia” era óbvio, e o governo só confirmou o apronto. “Programa Social” de Lula é isso mesmo: um biombo para esconder o que está atrás, e o que está atrás é sempre a privatização do Tesouro Nacional em favor da escumalha que se amontoa no PT e nas gangues políticas que lhe dão apoio. É um cardume de piranhas. Seu último ataque, antes do Pé de Meia, foi um furto qualificado de marmitas em São Paulo: receberam o dinheiro, mas não entregaram as marmitas. Quem? ONGs que servem como “laranjas” do PT – os condutos pelos quais eles transferem para os próprios bolsos o dinheiro que você pagou de imposto.
Além da certeza de que haverá desvios, a cada vez que anunciam um “programa social”, há uma outra, mais certa ainda: não vai acontecer nada com os ladrões. Não aconteceu no leilão do arroz, não aconteceu nas merendas, não vai acontecer nunca. É claro que não: o STF, por força de sua própria jurisprudência, transformou o Brasil no único país do mundo em que a corrupção deixou de ser crime, desde que praticada no governo Lula e no seu entorno. Pense por 30 segundos: você acha que um Dias Toffoli, a mero título de ilustração, faria alguma coisa contra o roubo no “Pé de Meia”? Ele devolveu para a Odebrecht e J&F R$ 20 bilhões em dinheiro roubado – isso com os ladrões tendo confessado o roubo. Toffoli e o resto do STF anularam toda a Lava Jato. Sergio Cabral, condenado a 400 anos de cadeia por corrupção, está solto por decisão do nosso altíssimo judiciário – e por aí se vai, do zero ao infinito. Resultado: vão continuar roubando até o fim da vida.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/desvios-no-tal-pe-de-meia-quem-poderia-imaginar-isso-num-governo-lula/
Tour de Janja na França rende R$18 mil em diárias a assessores

Assessores que acompanharam Janja na viagem que a primeira-dama fez à França ganharam R$18 mil em diárias. O tour da mulher de Lula foi entre os dias 26 e 30 de março. O pagamento foi realizado pela Presidência da República a quatro funcionários.
Lula escolheu Janja para representar o Brasil na Cúpula Nutrição para o Crescimento N4G, em Paris.
Acompanharam Janja os seguintes funcionários: Taynara da Cunha, Edson Pinto, Julia Silva e Claudio Souza. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.
A assessoria da primeira-dama foi procurada pelo jornal, mas não respondeu ao contato.
Além da ida à França, os mesmo quatro assessores estiveram com Janja em outra viagem internacional, estiveram em Roma em fevereiro deste ano.
MPF denuncia 13 por fraude às Americanas, mas livra os donos

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia contra 13 ex-executivos e ex-funcionários da Americanas, nesta segunda (31), acusados de fraudes que produziram lucros fictícios estimados em ao menos R$ 22,8 bilhões. Beneficiados pelo esquema que distribuiu parte dos lucro fraudados a acionistas, os controladores da companhia Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles não são alvo da denúncia do MPF. Eles dettêm 31% das ações.
Os principais alvos da denúncia são Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas), Anna Saicali (ex-CEO da B2W) e os ex-vice-presidentes Thimoteo Barros e Marcio Cruz. Além dos ex-diretores Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Correa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Fabiano, Luiz Augusto Saraiva Henriques, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira e Anna Christina da Silva Sotero.
Os denunciados são acusados de crimes de falsidade ideológica, manipulação de mercado e associação criminosa. Sendo nove deles acusados de informação privilegiada.
Veja as penas que o MPF defende como penas para os denunciados, em caso de condenação futura:
- Gutierrez e Saicali: entre 15 e 69 anos de prisão.
- José Timotheo, Marcio Cruz, Anna Sotero, João Guerra e Jean Pierre: entre 11 e 49 anos de prisão.
- Luiz Augusto Saraiva, Carlos Padilha, Murilo Correa e Fabien Picavet: entre 6 a 29 anos de prisão.
- Maria Christina Ferreira e Raoni Lapagesse: de 8 a 39 anos de prisão.

Líder
Após comandar as Americanas por 20 dos quase 30 anos de carreira na companhia, Miguel Gutierrez é acusado de ser principal líder da associação criminosa, planejando, ordenando e executando as fraudes, e tendo ascendência hierárquica sobre todos os denunciados.
O MPF acusa o ex-CEO de executar, em 28 ocasiões, manobras fraudulentas para aumentar ou manter em alta a cotação e o preço de valores mobiliários da Americanas S.A., B2W e Lojas Americanas. Esquema iniciado em fevereiro de 2016, ano da primeira prova apontada, e finalizado em dezembro de 2022, com a saída de Gutierrez da gestão das Americanas, também resultava em vantagem indevida ou lucro, e causava danos a terceiros.
Mensagens como provas
A denúncia do MPF não foi comentada pela defesa de Gutierrez, que em outros processos alegava que nunca teria havido provas.
Porém, a peça acusatória cita e-mails entre os executivos debatendo sobre fraudes e ajustes nos resultados financeiros, comparando os resultados reais e os divulgados ao mercado com maquiagem financeira. E ainda diálogos em WhatsApp entre os executivos detalhando formas de esconder dados de auditorias.
Um dos e-mails, de agosto de 2022, época da troca de comando nas Americanas, foi enviado a Gutierrez com um arquivo com o histórico financeiro de 2013 a 2022, que o MPF afirma “que não deixa nenhuma dúvida sobre sua participação e ciência de tudo que ocorria”. A mensagem também foi recebida por Anna Saicali, Timótheo Barros, Marcio Cruz e Fábio Abrate com o citado arquivo.
“Não resta nenhuma dúvida que Miguel Gutierrez tinha pleno conhecimento das fraudes praticadas dentro do grupo Americanas. O arquivo não deixa nenhuma dúvida sobre a origem e extensão dos problemas enfrentados pelo grupo, e que ele sabia de todas as manobras fraudulentas praticadas, incluindo as verbas fictícias de VPC [verba de propaganda cooperada] e as operações não declaradas de risco sacado”, diz o MPF, na denúncia.
Fora do alvo
Não citados na denúncia, Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles sequer foram chamados para depor na CPI das Americanas, na Câmara dos Deputados.
Com o calote de mais de R$45 bilhões resultantes do escândalo, foram demitidos cerca de 100 mil funcionários, e outros 17 mil pequenos fornecedores e os acionistas minoritários foram prejudicados.
URGENTE: Vaza áudio de ex-assessor de Moraes e revela ‘fuga para não morrer’ (veja o vídeo)

Um documentário denominado “The Fake Judge” (O Falso Juiz) está em sua fase final de produção, para ser apresentado em todo o mundo.
Será lançado em maio, em inglês, e está sendo produzido pelo jornalista português Sergio Tavares.
Ele conta ‘a história de uma nação nas mãos de um psicopata’.
O jornalista, que já amealhou inúmeros depoimentos, anunciou que recebeu um áudio de um ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes e agora acaba de revelar.
No áudio, o ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, conversa com o jornalista exilado Oswaldo Eustáquio. Fica claro o plano de fuga do ex-assessor, que chega a citar medo de morrer.
Assista:
Moraes autoriza e “peça-chave” do famigerado inquérito do golpe vai viajar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL), viaje para São Paulo entre os dias 1º e 7 de abril para acompanhar a filha, que será premiada pela Confederação Brasileira de Hipismo como campeã na categoria Jovem Cavalheiro. A premiação acontecerá no dia 1º de abril, e a filha de Cid receberá a homenagem em evento no qual a juventude do hipismo brasileiro se destaca.
Durante esse período, Cid será hospedado no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, mas permanecerá sob as medidas cautelares que lhe foram impostas pela Justiça. A decisão de Moraes ainda inclui uma ordem para que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) monitore o ex-ajudante de ordens e forneça um relatório detalhado sobre o acompanhamento de sua viagem.
Em sua solicitação ao STF, a defesa de Cid argumentou que o cliente foi impedido de participar de eventos importantes em 2024 e que é injusto que ele seja excluído de presenciar a consagração de sua filha no esporte. A defesa ressaltou que, após quase dois anos cumprindo medidas cautelares, é razoável permitir que Cid acompanhe esse momento significativo, especialmente após as dificuldades pessoais e familiares enfrentadas durante as investigações.
Além da premiação, Cid acompanhará uma competição no Jockey Club de São Paulo, entre os dias 2 e 7 de abril, onde campeões de 2024 disputarão mais uma vez o reconhecimento no esporte.
A defesa também garantiu que, ao retornar de sua viagem, Cid se apresentará à Justiça, conforme determinado por Moraes.
VAMOS CELEBRAR O 1º DE ABRIL !!!

FONTE: JBF https://luizberto.com/vamos-celebrar-o-1o-de-abril/
Preços dos medicamentos podem subir até 5% a partir desta segunda, 31

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu o novo teto de preços dos medicamentos vendidos em farmácias e drogarias. A partir desta segunda-feira, 31, o ajuste máximo no valor será de 5,06%. O Diário Oficial da União (DOU) publicou a decisão.
O reajuste tem como base a Lei n° 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico e prevê a possibilidade de mudança anual nos valores comercializados dos produtos. Com a resolução, desde que respeitado o teto, é facultativo às empresas que têm registro e comercializam medicamentos definirem um eventual novo preço de cada produto.
Recomposição de preços não é imediata
O aumento incide sobre a maioria dos medicamentos à venda no país, cujos valores estão sujeitos a regulação. No entanto, a recomposição de preços não ocorre de forma imediata. O reajuste pode ser aplicado progressivamente até março de 2026, quando a CMED definirá o próximo reajuste.
A decisão considera a inflação acumulada dos últimos 12 meses. Em fevereiro, o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 5,06% em 12 meses. Além disso, também são levados em consideração fatores como a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação e concorrência de mercado.
Em 2024, o órgão estabeleceu 4,5% como teto para o reajuste. Foi o menor patamar desde Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a lei prevê um reajuste anual do teto de preços. Assim, o governo espera proteger os consumidores de eventuais aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população.
Além disso, o cálculo que a lei estabelece busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção. Dessa forma, acredita a Anvisa, as empresas asseguram sustentabilidade econômica no fornecimento ao mercado.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/economia/precos-dos-medicamentos-podem-subir-ate-506-a-partir-desta-segunda-31/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola

Câmara pode parar se Motta não pautar anistia

A oposição ameaça uma “obstrução” das comissões permanentes e do plenário da Câmara dos Deputados caso o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) não paute a votação do PL da Anistia na próxima semana.
Uma reunião entre Motta e demais líderes nesta terça-feira, 1° de abril, deve servir como termômetro. Caso não haja um aceno positivo do presidente para a anistia, os parlamentares de direita devem intesificar a obstrução na Casa.
Na manhã desta segunda-feira, 31, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou a Oeste que confia no “compromisso” feito por Motta nas eleições para a presidência da Casa. O parlamentar garantiu o apoio da legenda ao garantir a tramitação da anistia.
“Temos uma expectativa positiva para pautar” afirmou Sóstenes. “O Motta tem palavra e compromisso conosco de pautar a anistia e nós confiamos nisso. Assim como sabemos que ele tem apoio a pedidos do PT, não relacionadas à essa proposta, temos a perspectiva de que ele vai cumprir seu compromisso conosco.”

Oposição quer um posicionamento de Motta sobre a anistia
Ainda de acordo com Sóstenes, serão apresentados dois documentos de apoio ao PL da Anistia para Motta nesta semana. Um com as assinaturas dos líderes partidários que apoiam a proposta e, o segundo, com os deputados que devem votar a favor.
O líder do PL afirmou que já contabiliza mais de 310 votos favoráveis para a proposta – sendo necessários 257 para aprovação e seguimento da matéria para o Senado Federal.
Para a líder da minoria na Câmara, deputada Carol De Toni (PL-SC), “já passou da hora de pautarmos o PL da Anistia”. “Não recuaremos em relação à proposta”, garantiu. “Temos apoio popular, respaldo de diversos partidos e seguimos em obstrução – assim permaneceremos até que o projeto seja votado” afirmou. “Anistia não é questão política, é questão de justiça. Quem tem o mínimo de compaixão e conhecimento jurídico sabe: não há democracia quando opositores são perseguidos de forma tão cruel. Seguiremos firmes.”
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail noponto@revistaoeste.com.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/no-ponto/camara-pode-parar-se-motta-nao-pautar-anistia/
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