Nunca se viu tanta incompetência, velhacaria e cretinice em um governo

J.R. Guzzo
Lula é aprovado por apenas 24% dos brasileiros, segundo nova pesquisa Datafolha. (Foto: EFE/Andre Coelho)

Uma das partes que o público mais esperava, nas comédias do Gordo e o Magro, era a hora em que os dois armavam algum plano absolutamente estúpido, iam em frente e, depois, ficavam chocados com o fato de que não tinha dado certo. É um retrato do Brasil de hoje neste terceiro ano de governo Lula. O presidente, seus ministros, seus aspones e até a sua mulher fizeram, desde o primeiro dia, coisas que nem o Gordo e o Magro aprovariam.

Nunca se viu, na história da República, um concentrado igual de incompetência, velhacaria e cretinice em estado bruto, 24 horas por dia, fora a roubalheira – estão roubando até marmita. Está na cara que só pode dar mesmo num desastre com perda total. Mas quando vem o desastre, todo mundo se espanta: Santo Deus de Misericórdia, o que está acontecendo com o Brasil?

Está acontecendo o que tinha de acontecer, só isso – aliás, da forma que muita gente vem dizendo desde o primeiro dia, como a Gazeta do Povo e uns poucos outros. Se você esquenta uma chaleira no fogo, a água vai ferver quando chegar aos 100 graus; não há nenhuma outra possibilidade. O governo Lula está assando a batata dele antes mesmo de assumir, quando montou a sua patética “equipe de transição”, com mais de 1000 pessoas, para “preparar” a administração. (Na área do “combate à fome”, para se ter uma ideia, colocaram uma chefe de cozinha.) Desde então, só tiveram ideias péssimas, ou não tiveram ideia nenhuma, e só tomaram decisões erradas. A água ferveu.

É um retrato do Brasil de hoje neste terceiro ano de governo Lula. O presidente, seus ministros, seus aspones e até a sua mulher fizeram, desde o primeiro dia, coisas que nem o Gordo e o Magro aprovariam.

O presidente, mal tinha posto o pé no palácio, saiu viajando freneticamente para mostrar o mundo à mulher nova – uma coisa ridícula, ofensiva e estupidamente cara. Não consegue manter de pé uma ponte sobre o Rio Tocantins, mas se mete a falar no “genocídio dos palestinos”, dá palpites que ninguém ouve e quer o fim do dólar como moeda mundial de troca. Com o Rio Grande do Sul devastado pelas enchentes, a única coisa que lhe passou pela cabeça foi fazer marketing. Tentou organizar um leilão inútil e demagógico para importar arroz e distribuir “ao povo” a preço “justo”. Não conseguiram, sequer, fazer o primeiro pregão – descobriu-se que já tinha gente querendo roubar.

Num país chocado pelo disparo dos assassinatos para roubo de celular, Lula continua sustentando que acha “inadmissível” a punição de “jovens” que matam porque querem tomar uma “cervejinha” com o fruto dos homicídios que cometeram. Seu governo persegue fanaticamente as polícias estaduais (salvo as dos estados governador pelo PT), a quem acusam de “massacrar” criminosos que no seu entender não são criminosos, e sim “vítimas da sociedade”.

Inventa um falso “pleno emprego”, ao contar como “empregados” os 54 milhões que recebem o Bolsa Família. Os juros caminham para 15% ao ano. A inflação está roncando nas prateleiras dos supermercados. Sua mulher se exibe com dancinhas, palhaçadas e shows que torram dezenas de milhões em dinheiro público; acha que assim está ajudando a “imagem do governo”.

O governo Lula tem uma causa só – combater a anistia. O presidente da República, impaciente, diz que não haveria inflação se o brasileiro não fosse irresponsável e insistisse em comprar coisas caras. O governo socou impostos em cima das compras de até 50 dólares na internet, voltou a cobrar Imposto Sindical, que estava morto, e fez do real uma das moedas que mais se desvalorizou no mundo em 2024. Meteu-se numa horrenda tentativa de “fiscalizar” o Pix. O ministro da Fazenda diz que “desacreditar” medidas do governo “é crime”. Lula diz que está comendo ovos de pata, de jabuti e de ema – e acha que o povo deve fazer como ele. Não há vestígio de uma coisa útil, uma só, que o seu governo tenha feito.

Daí vem as pesquisas de opinião e dizem – até elas – que a popularidade de Lula está indo cada vez mais rápido para o diabo, e o que acontece? Os analistas políticos, que em mais de dois anos inteiros vem se recusando terminantemente a admitir que o governo Lula é um filme catástrofe, pelo descrito acima e muito mais, entram em transe para dar explicações e falar sobre “cenários”. Vão falar tudo, menos que os direitos autorais do desastre são de Lula, de ponta a ponta. Lula não erra. Só comete “deslizes”, ou “equívocos”, ou “leituras incorretas” e o resto dessa idiotice toda. O resultado está aí.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/governo-lula-incompetencia-velhacaria-cretinice/

A esquerda em crise de nervos

Preparem-se para conviver pelos próximos quatro anos, pelo menos, com um ódio novo em folha, inegociável e urgente — o ódio a Donald Trump, a Elon Musk, e a tudo o que os dois pensam, dizem e fazem na vida. Saem os ódios a Bolsonaro, à direita e à anistia – ou melhor, esses continuam para a eternidade, mas entra o ódio da hora, contra o novo presidente dos Estados Unidos e um dos homens-chave, até agora, do seu governo.

Você já sabe quem está odiando: o consórcio Lula-STF, a mídia em geral e o intelectual brasileiro padrão. Seu problema com Trump e Musk não tem solução aparente na experiência histórica.

Ambos assustam à esquerda mais do que qualquer outra coisa, talvez, que ela já tenha conhecido. Desta vez, o que tira todos eles do sério é algo que vai muito além da sua antipatia mecânica por qualquer coisa diferente do que está predeterminado nas regras do seu Alcorão. O que perturba todos eles, agora, sao os atos concretos que provavelmente vão resultar, ou já estão resultando, das decisões de Trump e de Musk. Não se trata mais da neurastenia-padrão de comentarista da Globo diante da direita. É pânico com a percepção de que pode acontecer de fato o que prometem – e, pior ainda, de que ambos podem estar certos.

Não há nada que desperte tanto ódio no regime brasileiro, hoje, do que ver os Estados Unidos fazendo exatamente o contrário do que fazem aqui – e que isso vai deixar cada vez mais claro quem está fazendo o certo e quem está fazendo o errado. É o eterno problema do bom exemplo. Você tem de negar que o exemplo seja bom, se a última coisa que quer na vida é se comportar direito. O que a junta Lula-STF realmente quer, e a mídia fica automaticamente querendo junto com ela, é o mau exemplo. Quer muita ditadura, muito imposto e muito crime – quer miséria, Bolsa Família e gente na sua dependência. É só isso.

Trump e Musk podem deixar óbvio, como são óbvios os preços ridículos da picanha, do café e de quase tudo que está hoje numa prateleira de supermercado, que a razão está com eles – se o assunto é como se deve governar um país. Não é coisa do mundo das ideias, e sim do mundo dos fatos: o que começam a fazer, na maioria das vezes, tem toda a chance de dar objetivamente certo, enquanto tudo o que o governo Lula faz dá errado. Vai ser uma comparação cada vez pior. Os Estados Unidos vão mostrar que sabem defender os seus interesses, a lei e a lógica. Lula vai continuar dizendo que a culpa da inflação é do povo.

O que o brasileiro vai ver daqui para a frente – nas redes sociais e em publicações independentes, como a Revista Oeste? Vai ver de um lado um governo que enfim reage às agressões de seus inimigos, protege a sua economia com as mesmas tarifas de importação utilizadas por outros países e não reconhece, legalmente, que homens possam ficar grávidos e parir bebês. De outro lado vai ver um governo que soca imposto nas “bruzinhas”, que vive em lua de mel com juízes e desembargadores que vendem sentenças (até a prazo) e com um condenado por corrupção passiva na Presidência da República.

Que tal, só para começar? Dá para ficar escrevendo aqui até o fim da vida sobre as possíveis comparações entre o governo de Trump e o governo de Lula. Lá o governo, a cada meia hora, está baixando medidas concretas e matadoras para acabar ou reduzir ao máximo a roubalheira na administração pública – coisas que qualquer cidadão racional já teria feito há anos, como cortar doações para ONGs ladras e que agem contra os interesses nacionais. Aqui o governo solta dinheiro para ONGs petistas que roubam marmitas. Lá o governo expulsa do país condenados pelo crime de imigração ilegal. Aqui o governo propõe “desencarcerar” os bandidos. Lá é Trump. Aqui é Lula.

Quem você acha que está se dando melhor em matéria de governo: o americano ou o brasileiro? A história pode ficar por aí, e tanto a esquerda como a imprensa julgada profissional (por ela mesma, pelo Psol e pelo ministro Alexandre de Moraes) sabem muito bem disso. É por essa razão que você não vai ler no jornal, ver na televisão ou ouvir no rádio nada que o informe, de fato, sobre a nova realidade americana. Dizer a verdade vai deixar cada vez mais óbvia a patética diferença entre um governo que entrega o que prometeu para o eleitorado e um governo que não suporta o povo do seu próprio país.

É indispensável, para essa gente toda, construir um inferno imaginário nos Estados Unidos de Trump, e no resto do mundo afetado por suas decisões, para continuar escondendo a falência geral de órgãos no Brasil de Lula e do STF – da alta de preços à corrupção desesperada, da ausência de sinais de vida no governo à abolição dos direitos civis pelo Judiciário. É preciso falsificar a realidade de lá para ocultar a miséria daqui. O que Trump, Musk e outras casas de força mentais como eles podem trazer para os Estados Unidos e outros lugares é algo que a esquerda tem de censurar a qualquer preço: a inovação real no modo de governar um Estado moderno.

Este, sim, é o verdadeiro pesadelo para o “progressismo” mundial — a demonstração indiscutível de que os governos não precisam, absolutamente, ser aquilo que são hoje. Na verdade, têm de ser outra coisa para retomarem contato com o que o povo realmente quer deles: que sejam úteis, que não roubem e que tornem mais cômoda a vida das pessoas. Têm de servir para outros fins, funcionar de outro jeito e entregar outros resultados. É isso que aterroriza a esquerda. Não há nada que queiram tanto quanto manter a estrutura da máquina estatal do jeito que está, sem mudar nada. É o sistema que serve a eles, e só a eles.

Trump e Musk podem significar o maior passo já dado até hoje no rumo de construir o “Estado necessário” — não o “Estado mínimo”, , como acusa a esquerda indignada, mas o Estado com o tamanho que a população precisa. É algo mais simples do que parece. Para o regime Lula-STF, o Estado tem de ser “forte” para cumprir as virtuosas “funções sociais” que lhe atribuem. Na prática, o que querem é o Fundo Partidário de R$ 5 bilhões, a Lei Rouanet de doações aos artistas e os salários de R$ 500 mil mensais, ou só Deus sabe quanto, para procuradores, juízes e desembargadores. Querem as emendas “parlamentares” de R$ 50 bi.

O “Estado Forte” de Lula é essa trapaça gigante, e a comparação cada vez mais inevitável entre o que está acontecendo nos Estados Unidos e o que acontece no Brasil todos os dias promete ser um desastre permanente para a esquerda nacional. É por isso, para embaçar as diferenças, que a mídia em peso vai lhe dizer dia e noite que Trump e Musk estão acabando com os Estados Unidos, com o comércio mundial e com a “Palestina”, fora o resto. Vai ter genocídio de negros, de imigrantes, de transgêneros, de “mulheres”, cientistas do clima, de gordas, de feias. A civilização vai ser varrida da face da Terra.

O problema com tudo isso é que as misérias prometidas pela mídia terão de acontecer, mais cedo ou mais tarde, para alguém acreditar nelas — e não vai acontecer nada. É como na história das novas regras do Pix, ou da encíclica de Lula sobre a falta de educação de um povo que não sabe comprar comida. Os jornalistas estão até agora tentando fazer o público acreditar que o caso do Pix era “fake news”, , e que a recomendação de não comprar comida cara foi apenas um “mal-entendido”. É óbvio que não colou. Por que, então, alguém levaria a sério os anúncios de que Trump optou por destruir o mundo?

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/revista/edicao-256/a-esquerda-em-crise-de-nervos/

Tombo na popularidade coloca Lula em risco e governo tenta reagir com mais populismo 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: EFE/André Coelho)

O “derretimento” da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado por pesquisas de diferentes institutos nos últimos dias, acendeu um alerta no governo sobre o futuro do PT para as eleições de 2026. Faltando menos de dois anos para a próxima disputa presidencial, o Palácio do Planalto pretende agora uma reação por meio de uma série de medidas com o intuito de tentar recuperar a competitividade do petista. 

O apoio de influenciadores petistas na divulgação de programas do governo, o projeto para isentar do pagamento de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil por mês, distribuição de gás para a população de baixa renda e alguma “solução” para baixar os preços dos alimentos estão na pauta do Palácio do Planalto, que já está de olho no pleito presidencial do próximo ano.

Divulgada na sexta-feira (14), a pesquisa Datafolha mostrou que aprovação de Lula é de apenas 24%, o menor patamar registrado nos três mandatos do petista. O número registrado neste mês de fevereiro representa uma queda de 11 pontos percentuais em comparação com a pesquisa de dezembro do ano passado, quando a aprovação era de 35%. 

Segundo a série histórica do Datafolha, o menor patamar de aprovação do governo Lula havia sido registrado entre outubro e novembro de 2005, quando a pesquisa registrou 28% de “ótimo ou bom”, no auge da crise do mensalão, durante seu primeiro mandato.

Além disso, outro levantamento divulgado no sábado (15), do instituto Ipec, mostrou que 62% dos eleitores responderam que o atual presidente Lula não deveria concorrer à reeleição em 2026. 

Questionados sobre o principal motivo para Lula não disputar a reeleição, a maioria dos entrevistados (36%) diz que ele não está fazendo um bom trabalho. Outros 20% alegam que o petista é “corrupto, ladrão ou desonesto”, e 17% citam a idade avançada do presidente. 

Na semana passada, o próprio Lula abordou a questão da sua idade e disse que vai precisar analisar o seu quadro de saúde até 2026. “Se eu tiver com 100% de saúde, com a energia que tenho hoje. Se eu tiver legal e achar que devo ser candidato, posso ser candidato, mas não é a minha prioridade agora. Quero governar 2025, eu quero andar esse país”, disse em entrevista à rádio Clube do Pará. 

Apesar dessa sinalização, dentro do PT a candidatura à reeleição de Lula é dada como certa e avaliação entre os aliados é de que o presidente precisa, desde já, entrar “no modo campanha”. Além de uma série de viagens pelo país, a receita desenhada pelo Palácio do Planalto envolve ainda a implementação de medidas que tenham relação direta com o consumo e a renda. 

Influenciadores petistas vão divulgar programas do governo 

Para tentar induzir o discurso nas redes sociais, uma das estratégias do ministro das Comunicações, Sidônio Palmeira, envolve reunir influenciadores alinhados ao governo para a divulgação dos programas de Lula. A primeira ofensiva vai ter como objetivo justamente disseminar a gratuidade de aproximadamente 40 medicamentos do programa Farmácia Popular. 

A ampliação da lista dos medicamentos distribuídos de forma gratuita foi anunciada na semana passada, e a expectativa é de que Lula grave conteúdos com os influenciadores para divulgação nas redes sociais. O mesmo modelo será testado em outros programas, como o Pé de Meia e a ampliação do Gás para Todos. 

“Estamos discutindo um projeto, já está quase tudo pronto… Para a gente entregar gás de graça para 22 milhões de famílias nesse país. Porque para nós, o gás faz parte da cesta básica. O gás sai da Petrobras por R$ 36, a Petrobras entrega o gás para essas distribuidoras a R$ 36. Ele chega aqui por R$ 150. Não é possível”, afirmou Lula.  

Paralelamente, o governo ainda busca uma solução para a alta no preço dos alimentos, um dos principais fatores da queda de popularidade de Lula, segundo as últimas pesquisas. Os resultados dos levantamentos ampliaram a pressão por parte dos integrantes do Planalto por uma solução rápida para essa crise. Apesar disso, assessores do Executivo admitem que essa “fórmula” ainda não foi desenhada pelos articuladores do governo. 

Desde o começo de fevereiro, Lula tem dado diversas declarações controvérsias a respeito do preço dos alimentos. O petista chegou, inclusive, a sugerir um “processo educacional” para que as pessoas optem por “similares” e não paguem por produtos mais caros. 

“Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai no supermercado aí em Salvador e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que ele acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar [o preço] para vender, porque se não vai estragar”, afirmou Lula. 

A fala rapidamente foi alvo de reações por parte da oposição. “Lula, que, na campanha, prometia farinha com uma picanha com gordurinha, depois apareceu com uma abóbora. De repente, só sobra para o povo brasileiro o ovo de galinha. Agora até o preço do ovo de galinha aumentou 40%”, comentou o deputado André Fernandes (PL-CE). 

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o preço dos ovos de galinha apresentou alta de até 40% desde a segunda quinzena de janeiro.

Para tentar contornar a crise, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse estar muito confiante de que a safra desse ano será muito forte, por todos os relatos que têm ouvido do “pessoal do agro”. “E isso também vai ajudar”, declarou durante agenda no Planalto. 

Isenção do imposto de renda vira “bala de prata” para Lula 

Lançada ainda durante a campanha presidencial de 2022, a promessa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil virou a grande aposta do governo para tentar dar fôlego à reeleição de Lula. A avaliação entre os deputados e senadores petistas mais otimistas é de que essa proposta e o peso da máquina na campanha serão suficientes para garantir um novo mandato para o petista em 2026. 

“Se eles não gostam que o povo tenha dinheiro na mão, vão ficar com mais raiva de mim […] Nós vamos fazer agora entrar com um projeto de lei, e eu tenho certeza que vai ser aprovado, que quem ganha até cinco mil reais por mês não pagará mais Imposto de Renda nesse país”, disse Lula na semana passada durante visita ao Amapá. Como mostrou a Gazeta do Povo, o petista tem rodado o país para tentar ampliar a popularidade

Neste momento, o projeto está sendo desenhado pelo ministro Fernando Haddad, que precisa apresentar ao Congresso Nacional as formas de compensação para a ampliação da isenção. A avaliação dentro do governo é de que a proposta empareda a oposição, pois esses parlamentares teriam dificuldade de votar contra a medida.  

“Os programas sociais voltaram e é isso que incomoda a Oposição. Eles vão se incomodar. E, enquanto eles se incomodam, enquanto eles reclamam, vamos discutir isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, defendeu o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). 

Outra aposta dentro do governo para recuperar a popularidade de Lula tem como pano de fundo a isenção de impostos das carnes, ovos e pães. Esse benefício fiscal foi incluído na reforma tributária e passa a valer a partir de 2026.  

“Agora temos que virar esta página, cuidando dos problemas reais do nosso povo, especialmente do preço dos alimentos, como determinou o presidente Lula. Implantar o programa da distribuição de gás, a isenção do IR até R$ 5 mil e as novas linhas de crédito acessível para a população, que Lula já anunciou. Vamos virar o jogo, fazendo a disputa política com uma oposição que torce contra o Brasil, mostrando o que foi, o que está sendo e o que ainda vai ser feito”, defendeu a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), que é presidente do PT e está cotada para assumir a Secretaria-Geral da Presidência na reforma ministerial discutida por Lula.  

Queda na popularidade de Lula mobiliza oposição para o 16/3

A queda na popularidade do petista também mobiliza a oposição para os atos de 16 de março, que vão pedir o “Fora Lula” e a anista aos presos do 8 de janeiro de 2023.

O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou nesta segunda-feira (17) um vídeo convidando a população para o ato, que vai ocorrer em várias cidades do país. “Eu, Silas Malafaia e outras lideranças estaremos em Copacabana, Rio de Janeiro”, disse.

Além do ex-presidente, outros parlamentares também estão mobilizados para os atos de 16 de março. “Aprovação de Lula recua 15 pontos entre os mais pobres. 16/03 é o começo do fim desse governo”, escreveu o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais.

O senador Flávio Bolsonaro também comentou sobre a queda de popularidade de Lula, criticou a alta dos preços dos alimentos e avaliou que o petista não deverá ser reeleito em 2026.

“Lula derreteu! Diante de inúmeras declarações desastrosas, política de governo irresponsável da disparada no preço dos alimentos, é impossível que esse cara ganhe até para síndico!”, postou o parlamentar no X.

Já o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) ironizou o resultado da pesquisa que apontou o tombo na avaliação do petista. “Lula com 24% de aprovação, segundo DataFolha. Achei muito alta”, comentou na mesma rede social.

Metodologia das pesquisas citadas 

A pesquisa Datafolha ouviu presencialmente 2.007 pessoas, de 16 anos ou mais, entre 10 e 11 de fevereiro. A margem de erro geral do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

O Ipec entrevistou 2 mil pessoas em 131 municípios entre os dias 6 e 10 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança utilizado é de 95%. 

FONTE:: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/tombo-na-popularidade-coloca-lula-em-risco-e-governo-tenta-reagir-com-mais-populismo/

“Deep State” vira principal alvo da nova administração de Donald Trump

Equipe do presidente dos EUA, Donald Trump, trabalha para erradicar o chamado Deep State (Foto: EFE/EPA/Aaron Schwartz / POOL)

Desde que assumiu o segundo mandato presidencial, Donald Trump e integrantes de seu governo, como o empresário Elon Musk, têm responsabilizado o “Deep State” (ou Estado Profundo, em português) pelo caos nas instituições públicas americanas, marcado pelo excesso de burocracia, abuso de poder e falta de transparência.

O termo, que vem sendo muito usado pela nova gestão e é sugerido como “conspiratório” pela esquerda, se refere a uma espécie de governo paralelo formado por uma rede de burocratas, políticos e líderes de agências federais que operam nos bastidores da política para preservar seus próprios interesses, sem necessariamente estarem alinhados com a agenda do povo e do governante.

Para Trump e seus aliados, o Deep State é ainda sinônimo de corrupção e manipulação pública, que tem impedido a liberdade e prosperidade da nação.

Na semana passada, Musk sugeriu em uma resposta a uma publicação na rede social X que esse Estado Profundo teve influência no resultado das eleições no Brasil em 2022, nas quais concorreram o atual presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente de direita Jair Bolsonaro.

Os republicanos também apontam uma forte interferência dos democratas da gestão anterior nas agências de inteligência americana, inclusive com acusações de que a administração de Joe Biden esteve à frente de uma política censória dentro e fora do país, no chamado “complexo industrial da censura”, termo usado primeiramente pelo jornalista Michael Shellenberger.

Antes mesmo de vencer as eleições presidenciais em novembro do ano passado, Trump já vinha defendendo o desmantelamento da burocracia federal, algo que vem tentando colocar em prática, desde a posse no dia 10 de janeiro, com a ajuda de Musk e seu Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).

De acordo com o portal conservador Daily Signal, essa pressão da nova administração tem recebido resposta concreta de aliados desse Estado Profundo, com organizações e ativistas de esquerda, impulsionados por alguns sindicatos que seguem a agenda woke, por meio de ações judiciais para bloquear as ordens de Trump – algumas com sucesso na hora de convencer juízes.

Um magistrado suspendeu temporariamente, na sexta-feira, uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump que congelou por um período de 90 dias o financiamento de ajuda externa do país.

Outro exemplo dessa atuação do Deep State é justamente por meio dos sindicatos. O governo federal emprega mais de 2 milhões de pessoas, sem contar os militares da ativa e os funcionários do Serviço Postal.

A Constituição dos Estados Unidos define uma subordinação de todos esses funcionários ao presidente como chefe do poder executivo. No entanto, os sindicatos ganharam força com o passar dos anos, principalmente os do setor público, dificultando a demissão por mau desempenho, por exemplo. Essa é uma das formas do Estado Profundo atuar.

Um dos principais golpes da gestão Trump contra essa força paralela envolveu a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, mais conhecida pela sigla Usaid, apontada como a grande patrocinadora dos projetos woke ao redor do mundo ao longo dos anos. Inclusive, a agenda da entidade americana começou a provocar efeitos no Brasil há muitas décadas.

A Usaid também foi acusada de patrocinar o terrorismo no Oriente Médio, com o repasse de dinheiro para organizações que apoiam o Hamas.

Segundo o departamento de Musk, já foram cortados cerca de US$ 1 bilhão de gastos públicos ao cancelar contratos e programas que promovem a diversidade, a inclusão e a equidade (DEI) no governo e também com um plano para demissões em larga escala na administração federal, que enfrenta obstáculos na Justiça.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/deep-state-vira-principal-alvo-da-nova-administracao-de-donald-trump/

Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

Agora é hora de Hugo Motta cumprir as promessas da posse

Hugo Motta ergue Constituição ao assumir presidência da Câmara dos Deputados.
Hugo Motta ergue Constituição ao assumir presidência da Câmara dos Deputados. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Vou falar de novo de Hugo Motta, novo presidente da Câmara. Muita gente nas redes sociais diz que estou elogiando Hugo Motta. Não, muito ao contrário: eu estou cobrando. Vou lembrar as promessas e compromissos importantes que ele assumiu no discurso de posse, quando ergueu a Constituição imitando o Doutor Ulysses. Eu revi o discurso algumas vezes e anotei aqui algumas coisas que os jornais não deram, que a televisão não deu, a rádio não deu, e de que eu ainda não havia falado

Citando Ulysses, Motta disse: “São governo o Executivo e o Legislativo. Repito o que disse Ulysses: ‘São governo o Executivo e o Legislativo’”. Ele não está citando o Supremo, porque o STF não tem a representatividade do povo. É um órgão técnico, ao contrário do que tem dito o presidente do Supremo. Luís Roberto Barroso já disse que o STF é um órgão político, que se transformou… não sei como se transformou, porque a Constituição não foi alterada. Outra frase dele, também citando Ulysses: “Muitos têm maior probabilidade de acertar que um só”. Quem é o “um só”? O presidente da República. Quem são os muitos? Os 594 congressistas, 81 senadores e 513 deputados. Isso é parlamentarismo, é aquela proposta do paranaense Luiz Carlos Hauly, que chamaram de “semipresidencialismo”, mas na verdade é parlamentarismo.

Mais uma frase do discurso: “O primeiro sinal de todas as ditaduras é minar e solapar todos os parlamentos”. O que ele está dizendo? Que quem está tentando tirar força do parlamento quer ditadura. Motta disse também que “não há democracia sem imprensa livre e independente” – no caso, “imprensa” não é a imprensa que imprime jornal, é um sinônimo de jornalismo, comunicação, informação. O jornalismo precisa ser livre e independente, ou isso não é democracia: é censura, que está proibida na Constituição.

“Todo poder emana do povo”, está escrito na Constituição. Motta leu essa frase e disse: “‘Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido’. Não se disse ‘quase todo poder’, ‘algum poder’, ‘uma parte’”. Não, a Constituição disse “todo poder emana do povo”. É uma fala profunda, a dele. E depois menciona a cooptação do parlamento pelo toma-lá-da-cá. Um “arrendamento”, ele chama, do Legislativo pelo Executivo. E vi um vídeo do Gustavo Gayer dizendo também isso, que o governo está comprando os votos do Congresso com emendas, liberação de emendas.

“Fazemos parte, todos nós, todas as senhoras e todos os senhores fazem parte da solução e não do problema”, ele ainda disse. Está sacudindo todo mundo lá dentro. “Sou o primeiro na fila da transparência” em todos os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Transparência… isso é necessário em todos os poderes, transparência na apuração da eleição, transparência nos processos, nos inquéritos sigilosos, ou nos dados de gente do Palácio do Planalto, que estão cobertos de proteção por 100 anos.

“Vamos lutar pela Constituição.” Uau! “Estamos no ponto de partida onde nos colocaram os constituintes.” Começar tudo de novo para impor a Constituição a esse país. Isso é importantíssimo, porque estão rasgando a Constituição. Passou o tempo do dedo na cara, é hora de olho no olho. O nome disso é respeito. É uma rebelião comandada pelo presidente da Câmara. “Ninguém é dono da Constituição. Todos somos seus devotos defensores e todos, sem exceção, devemos a ela obediência. A Constituição está acima de todos, e nada ou ninguém, acima dela”, ele disse. Esse discurso é um compromisso gigantesco de democracia, de Constituição, de devido processo legal, mas sobretudo de democracia. Para voltarmos aos quadros constitucionais vigentes, temos de resgatar a Constituição. E Motta pegou essa bandeira, a bandeira da Constituição.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/hugo-motta-promessas-discurso-posse/

Sergio Moro
Sergio Moro

O Plano Pena Justa é a cultura “woke” nos presídios

Plano Pena Justa
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, no lançamento do Plano Pena Justa. (Foto: Fellipe Sampaio /STF)

O Plano Pena Justa, apesar de suas declaradas boas intenções, segue a linha de que o criminoso é uma vítima da sociedade e identifica a “cultura do encarceramento” como o grande problema do combate ao crime. São 260 páginas e páginas sobre racismo estrutural e sobre o direito penal opressor de minorias vulneráveis.

O plano escorrega no início ao citar 851 mil presos para ilustrar o problema da superlotação carcerária, mas deixando de ressalvar que, destes, cerca de 220 mil estão em prisão domiciliar, mesmo considerando a própria fonte de informação utilizada pelo plano.

Algumas propostas constantes no texto são ilegais e injustificáveis. Atualmente, o preso que trabalha ou estuda consegue abater parte de sua pena. Um dia de pena por três de trabalho, por exemplo. É a remição de pena. O plano propõe remição de pena mesmo para quem não trabalhar ou estudar quando não houver essa oportunidade no presídio. Ora, oportunizar trabalho e estudo ao preso é uma política pública que custa dinheiro e esforços, e tem de ser implementada na medida do possível. O preso, mesmo sem estudar ou trabalhar, não pode ser premiado com abatimento automático da pena só porque o Estado ainda não conseguiu providenciar essa oportunidade.

Também propõe compensação penal com redução da pena por dias de prisão em más condições do cárcere. Essa medida também não tem qualquer previsão legal e não passaria no Congresso. Se vier por criatividade interpretativa, será mais um caso de ativismo judicial contra a lei.

Os presídios precisam ser reformados, a disciplina precisa imperar para que não sejam escolas para o crime, mas a resposta irracional do Plano Pena Justa é abrir as portas das celas e das cadeias

Essas propostas extravagantes para abater penas sem causa legal ignoram os direitos das vítimas à justiça, bem como os mecanismos de prevenção específica e geral. Resolver o problema penal abrindo as portas da cadeia reforçará a impunidade e fragilizará ainda mais o combate ao crime no Brasil.

Há até algumas propostas boas, como a capacitação de profissionais em engenharia prisional e ações de reabilitação, mas o foco em reduzir as prisões para solucionar o problema criminal representa uma opção política que não cabe ao Judiciário.

Algo que chamou a minha atenção foi a falta de referência no plano ao contrabando de celulares e drogas para dentro de presídios, a falta de previsão de medidas necessárias para isolar líderes de facções, a falta de referência à necessidade de restabelecer a disciplina nos ambientes prisionais. Não são eles problemas a serem enfrentados em um plano destinado à reforma das prisões brasileiras? Essas omissões reforçam a percepção de que o objetivo central do plano consiste em evitar mais prisões e soltar os presos condenados o mais rapidamente possível.

No fundo, o Plano Pena Justa se assemelha muito ao movimento “Defund the Police” nos Estados Unidos. Diante do assassinato por abuso policial de George Floyd, a resposta irracional defendida por certos grupos foi a de retirar recursos e financiamento dos órgãos policiais, como se a segurança pública estivesse toda contaminada pelo abuso ou como se não fosse ela necessária para proteger a comunidade. Já aqui no Brasil, os presídios precisam ser reformados, a disciplina precisa imperar para que não sejam escolas para o crime, mas a resposta irracional do Plano Pena Justa é abrir as portas das celas e das cadeias. Alguém imagina que essa medida diminuirá a criminalidade?

O Plano Pena Justa veio ainda em momento infeliz, de escalada de violência. Nas últimas semanas, o país assistiu ao vídeo de um ciclista sendo morto em São Paulo por causa de um celular, tiroteios à luz do dia no Rio de Janeiro e, também na mesma cidade, o ataque do crime organizado a uma delegacia para resgate de um preso.

O Executivo e o Judiciário deveriam dialogar com o Congresso para buscar soluções e não optar simplesmente pelo desencarceramento em massa na errada ilusão de que isso reduzirá a criminalidade no Brasil. Falo com experiência de 22 anos de magistratura e de ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no período de maior redução do número de crimes no Brasil, quando também adotamos políticas eficientes contra o crime organizado, como o confisco alargado e o isolamento das lideranças em presídios federais.

Rigorosamente, devem o Judiciário e o Executivo aplicar a lei determinada pelo Congresso. Não podem anular ou impedir prisões e penas previstas na lei porque concluíram, erroneamente, que o problema da criminalidade reside no excesso de encarceramento.

No Senado, especificamente na Comissão de Segurança, estaremos abertos ao diálogo, mas igualmente vigilantes contra medidas ilegais que enfraqueçam o combate ao crime, deneguem justiça às vítimas e deixem a sociedade desprotegida.

FONTE: GAZEAT DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/sergio-moro/plano-pena-justa-cultura-woke-presidios/

A revolta de Kakay: A pressa para pular do barco…

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O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, que tem um apelido fofo como manda o figurino da high society brasileira, enviou uma mensagem crítica a Lula para um grupo de WhatsApp que inclui 5 ministros do governo Lula, incluindo Fernando Haddad. Para quem frequenta o STF de bermudas, fazer parte de um grupo de WhatsApp com ministros do governo é o de menos.

A mensagem não deixa dúvida: Kakay é íntimo do poder petista. E não é de hoje. Ele próprio conta que, no primeiro governo Lula, Zé Dirceu, então ministro da Casa Civil, marcou um almoço com um senador recém empossado a um pedido seu. Saudades do gênio político de Zé Dirceu, que dialogava com todos os políticos e conseguia convencê-los a votar com o governo só com a sua disponibilidade para almoços e seu conhecimento sobre os Estados de origem dos políticos, conforme relato de Kakay em sua mensagem.

Na mensagem, Kakay reclama que o mundo que conhecia já não existe mais. Lula e seus ministros mais próximos se tornaram estranhos. Onde está aquele presidente que recebia os meus políticos amigos, pergunta o criminalista, angustiado.

Kakay não deixa dúvida sobre o seu lado: a democracia contra o fascismo. Afinal, os amigos de Kakay são todos democratas, ele não tem amigos fascistas e não consegue exercitar a sua influência em um governo fascista. Motivo de comemoração, pois, foi a volta da democracia.

Mas todo esse mundo está em risco, porque Lula não é mais o mesmo e não preparou o seu sucessor. Kakay torce para que, pelo menos, se for para perder o poder, que seja para uma direita civilizada, não para os fascistas. Uma direita com quem se possa ter conversas agradáveis em almoços arranjados para políticos amigos. Kakay é, antes de tudo, um democrata.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/67477/a-revolta-de-kakay-a-pressa-para-pular-do-barco

Sem “criatividade”, PF entrega os pontos contra magistrado aposentado, algoz de Xandão

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A Polícia Federal não encontrou qualquer evidência financeira que ligue o desembargador aposentado Sebastião Coelho aos atos de 8 de janeiro de 2023. Mesmo assim, ele continua sendo alvo de perseguição implacável por parte do sistema.

As movimentações bancárias de Coelho foram esmiuçadas desde agosto de 2022 até janeiro de 2023, por ordem do então corregedor do CNJ, Luis Felipe Salomão. O motivo? Uma retaliação política disfarçada de investigação. O magistrado, crítico ferrenho do ministro Alexandre de Moraes, tornou-se alvo após declarar sua oposição ao autoritarismo do STF e renunciar ao cargo de corregedor eleitoral poucos dias antes de Moraes assumir a presidência do TSE.

Mas o que a investigação encontrou? Nada. Nenhuma movimentação suspeita, nenhum centavo que o ligue a qualquer esquema ilegal. Apenas gastos pessoais, como compras no cartão, TV por assinatura e despesas médicas. Mesmo assim, a caça às bruxas continua.

Doutor Sebastião Coelho teve sua privacidade violada, seus sigilos quebrados e sua vida revirada única e exclusivamente por questionar o poder absoluto do STF. Sua participação em manifestações e discursos foi tratada como um crime, quando, na realidade, manifestar-se contra o abuso de autoridades é um direito garantido pela Constituição e pelos Direitos Humanos das Nações Unidas.

O desembargador não financiou atos, não participou de vandalismo e não cometeu crime algum. Mas, mesmo assim, seu Processo Administrativo Disciplinar (PAD) segue aberto, e ele corre o risco de ter sua aposentadoria cassada, tudo porque se recusou a abaixar a cabeça diante de uma Suprema Corte cada vez mais autoritária.

O Doutor Sebastião Coelho entrará para a história como um verdadeiro herói nacional – um homem que, com coragem e integridade, ousou desafiar o autoritarismo dos que se julgam acima da lei. Sua valentia e profundo conhecimento jurídico jamais foram contestados, nem mesmo pelos “guardiões da justiça” que hoje transformaram a Suprema Corte em um tribunal inquisitório contra opositores políticos.

Enquanto muitos se curvam ao medo e à censura, o Doutor Sebastião Coelho permaneceu firme, defendendo a Constituição e os direitos fundamentais que estão sendo rasgados diante dos olhos de toda a nação. Seu nome será lembrado como um símbolo de resistência e dignidade, enquanto seus algozes serão vistos como traidores da justiça.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/67475/sem-criatividade-pf-entrega-os-pontos-contra-magistrado-aposentado-algoz-de-xandao

‘Possível’, ‘suposto’, ‘hipotética’, ‘teria’… 207 condicionantes enfraquecem inquérito do ‘golpe’

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)Cláudio Humberto

O uso impressionante de expressões condicionantes ao longo das 884 páginas do relatório final do “inquérito do golpe”, da Polícia Federal, revela uma certa insegurança sobre a narrativa oficial. Palavras como “possível” e suas variantes são vistas 207 vezes no documento. Somente a expressão “possibilidade” pode ser lida 47 vezes. “Teria” ou “teriam”, usadas pelos que não têm certeza sobre a ocorrência de algum fato, aparecem 107 vezes. “Hipótese” ou “hipotética”, 25 significativas vezes.

Lembrando Porcina

A palavras “golpe” é a mais usada no inquérito que tenta incriminar Jair Bolsonaro. A referência àquilo que foi sem ter sido aparece 372 vezes.

Parece, mas não é

Por 25 vezes a PF usou “suposta”, “suposto” ou “supostamente” no inquérito. “Que parece que” ou “ao que parece”, três vezes.

Só do Judiciário

Curiosamente, a palavra “ditadura” foi citada apenas uma vez, e para se referir a “ditadura do Judiciário”.

Nomes ao vento

O sobrenome Bolsonaro acumula 535 registros. É mais do que “Lula”, 190 vezes, e “Alexandre de Moraes”, 189 repetições.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/possivel-suposto-hipotetica-teria-207-condicionantes-enfraquecem-inquerito-do-golpe

‘A sensação é de alívio’, diz integrante da família Bettim

O fim de ano angustiante da família expulsa da própria fazenda pelo Incra de Lula

Durante uma live com o deputado estadual Lucas Polese (PL-ES), Viviane Bravim Bettim, integrante da família Bettim, falou pela primeira vez desde que foi anunciada a suspensão da desapropriação da fazenda da família por 30 dias.

Segundo Viviane, a sensação é de alívio. “Não é uma decisão definitiva”, relatou a produtora rural. “Mas é tempo suficiente para que possamos continuar lutando.’

https://www.instagram.com/reel/DGG3aafyLDe/?utm_source=ig_embed&ig_rid=1c40bdf5-4d9e-4046-88f9-17dc58da346a

Na transmissão, também foram esclarecidas algumas dúvidas gerais sobre o processo de desapropriação movido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Espírito Santo desde 2010, sob a alegação de que a fazenda seria improdutiva.

Conforme Oeste registrou nas últimas semanas, dois recentes laudos desmentem a tese de que a terra dos Bettim é improdutiva. Em análise de janeiro, a Secretaria de Agricultura de São Mateus, cidade do norte do Espírito Santo, classificou a fazenda como “grande propriedade produtiva”. No mesmo mês, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural falou em produção “bem acima da média estadual”

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/agronegocio/a-sensacao-e-de-alivio-diz-integrante-da-familia-bettim/?logged

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