O empresário Elon Musk, que lidera o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), sugeriu nesta quarta-feira (12) que o governo americano interferiu no resultado das eleições de 2022 no Brasil, que deram vitória ao petista Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato.
Segundo Musk, o “deep state” americano (estado profundo, em inglês) teria influenciado o pleito, desfavorecendo a reeleição de Jair Bolsonaro.
O líder do DOGE deu a declaração em resposta a uma publicação do senador republicano Mike Lee, de Utah, que questionou uma suposta interferência da Casa Branca nas eleições do Brasil, após uma reunião com o deputado Eduardo Bolsonaro, em Washington D.C.

“Se o governo dos EUA financiasse a derrota de Bolsonaro por Lula, isso o incomodaria? Eu ficaria lívido. Quem está comigo nisso?”, publicou o político do Partido Republicano no X. Em resposta, Musk escreveu: “Bem, o estado profundo dos EUA de fato fez isso”.
No ano passado, o empresário – que agora integra o governo de Donald Trump – se envolveu em uma disputa legal no Brasil que teve, entre outros resultados, o encerramento temporário de sua rede social, o X, no país, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A publicação original repostada pelo senador era do perfil @laderechadiario, que está banido no Brasil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/elon-musk-sugere-interferencia-deep-state-dos-eua-nas-eleicoes-de-2022-no-brasil/
A Usaid, o joio e o trigo

Entre os principais alvos dos cortes de gastos implementados neste início de mandato pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a ajuda do bilionário Elon Musk e seu Departamento de Eficiência Governamental (Doge), está a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). A ordem executiva assinada por Trump em 20 de janeiro revoltou setores da opinião pública norte-americana e mundial já propensos a criticar Trump por quaisquer de suas ações, mas a repercussão negativa faz questão de ignorar que parte significativa da ação da agência tem pouco ou nada a ver com a ajuda humanitária que caracterizou sua atuação inicial.
Repasses a órgãos de imprensa de países desenvolvidos (incluindo os próprios Estados Unidos), financiamento de iniciativas de caráter identitário, políticas de controle populacional e incentivo à promoção ou legalização do aborto em países pobres, e até mesmo convênios com o objetivo de fomentar o controle da informação e da liberdade de expressão, inclusive no Brasil, e repasses para entidades ligadas a grupos terroristas como o Hamas – absolutamente nada disso pode ser considerado como “ajuda humanitária” nem mesmo pelo mais frouxo dos critérios. Trata-se de ação de caráter ideológico com o uso do dinheiro do contribuinte norte-americano, e que um governo tem todo o direito de suprimir. Se a isso acrescentarmos a possibilidade de que recursos da Usaid tenham sido empregados para desequilibrar disputas políticas em alguns países – como chegou a afirmar Michael Benz, ex-chefe de informática do Departamento de Estado dos EUA no primeiro governo de Donald Trump, a respeito do Brasil –, as ações de Trump se tornam ainda mais justificadas.
Apesar de seu desvirtuamento, a Usaid não deixou de lado iniciativas realmente humanitárias, como o envio de alimentos e medicamentos a áreas atingidas pela miséria, pela guerra e por desastres naturais
No entanto, em meio a todo esse joio, também há trigo. Apesar de seu desvirtuamento, a Usaid não deixou de lado as iniciativas realmente humanitárias, como o envio de alimentos e medicamentos a áreas miseráveis do globo, ou a países devastados por guerras e desastres naturais, bem como a oferta de bolsas de estudo para estudantes de países pobres. Não se pode esquecer que a Usaid foi importante no desenvolvimento da Embrapa, que por sua vez foi vital para que o Brasil se tornasse a potência agrícola que é hoje. Felizmente, ao menos parte dessas iniciativas segue em curso: em 28 de janeiro, o Departamento de Estado norte-americano publicou uma lista de exceções, afirmando que a assistência humanitária com o objetivo de salvar vidas deve continuar em funcionamento. Isso inclui envio de medicamentos e assistência médica (mas não a oferta de abortos, contracepção ou terapias de mudança de gênero), alimentos, abrigo e auxílio à subsistência.
Bem sabemos que a criação da agência, em 1961, por John Kennedy, não foi motivada por altruísmo puro e simples; ela se deu em um contexto de Guerra Fria, em que era preciso atrair o máximo possível de nações para a órbita de influência norte-americana. A Guerra Fria terminou, mas o componente geopolítico continua a existir, e também deveria estar no radar de Trump: se os Estados Unidos abrirem mão da atuação humanitária, seus adversários no tabuleiro global ocuparão esse espaço – especialmente a China, que também tem uma agência similar à Usaid, mas que age de forma totalmente opaca e submetida aos interesses do Partido Comunista Chinês. Um exemplo recente é o do Camboja, onde o governo chinês já se prontificou a substituir a Usaid no financiamento dos esforços de remoção de minas terrestres e bombas não detonadas deixadas no país na década de 1970.
Muito mais relevantes que o fator geopolítico, no entanto, são as obrigações morais envolvidas e que são essenciais para a cooperação internacional. A primeira delas é a obrigação de as nações desenvolvidas ajudarem os países que sofrem com miséria, doenças e desastres; a segunda, relacionada à primeira, é o de honrar compromissos assumidos, especialmente quando uma reviravolta súbita pode ter consequências brutais para populações vulneráveis. Os Estados Unidos respondem, hoje, por quase metade de toda a assistência humanitária em todo o mundo; trata-se de dinheiro que não pode simplesmente desaparecer sem lançar populações inteiras no completo desespero.
A ordem assinada por Trump prevê um congelamento de 90 dias nas atividades da Usaid (com as exceções já mencionadas) para que seja realizada uma revisão total das atividades da agência. Terminado este prazo, Trump não pode jogar fora o bebê com a água do banho. Um futuro desmantelamento da Usaid, se tem a vantagem de interromper o fluxo de dinheiro para programas de cunho ideológico e que muitas vezes atentam contra a dignidade humana, por outro lado também paralisaria inúmeras ações que de fato podem fazer a diferença entre a vida e a morte para inúmeras pessoas em áreas pobres ou conflagradas. Direcionar a agência para a verdadeira ajuda humanitária, com total transparência, é a melhor forma de atender os interesses dos Estados Unidos e de toda a comunidade internacional.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/usaid-joio-trigo-ajuda-humanitaria/
Sebastião Coelho diz que “Moraes foi desmascarado” ao relator da OEA

O desembargador aposentado Sebastião Coelho, que atua na defesa de presos do 8 de janeiro, afirmou nesta terça-feira (11) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi “desmascarado” na reunião com o Pedro Vaca Villareal, relator especial para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele participou do encontro acompanhado dos advogados dos presos do 8 de janeiro e de Daniel Silveira, além de familiares dos presos.
“O senhor Pedro sai dessa reunião com a certeza de que no Brasil, nós temos uma ditadura imposta pelo STF, tendo à frente o senhor ditador abusador Alexandre de Moraes”, disse em um vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Sebastião, foram apresentados na reunião “o relato real das vítimas, das pessoas que foram presas, torturadas, e dos advogados que tiveram a sua liberdade de expressão e seu direito de defesa cerceado pelo STF”. Na ocasião, o desembargador pediu ao relator da CIDH que visite o ex-deputado Daniel Silveira e Filipe Martins, por ambos estarem presos e censurados.
“Ele [Pedro Vaca] teve a oportunidade de conhecer a verdade do que está acontecendo no Brasil. Se ele não se comover com essa verdade, então seria uma desesperança. Mas eu creio que sim”, afirmou Sebastião.
“Sangue nas mãos”
Ainda no diálogo com o Pedro Vaca, Sebastião Coelho também afirmou que “há sangue nas mãos” do ministro Alexandre de Moraes, em referência a morte do Cleriston Pereira, o Clezão, preso do 8/1 que morreu vítima de mal súbito na Papuda, em 2023.
O desembargador aposentado ressaltou que houve uma “inércia” do STF na morte de Clezão, que completou um ano no dia 20 de novembro de 2024. Segundo ele, foram apresentados laudos médicos que comprovaram os problemas de saúde do Clezão, mas o ministro Alexandre de Moraes não levou em conta.
Clezão sempre negou ter cometido crimes dos quais era acusado. Ele estava em prisão preventiva, há mais de 10 meses, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após ser preso no Senado no dia das manifestações.
Nos autos, não constam provas das acusações feitas contra ele pelo Ministério Público Federal e acatadas por Moraes
Nos pedidos de liberdade, aos quais a Gazeta do Povo teve acesso e Moraes negou, os advogados alertavam sobre a situação de saúde do empresário e apontavam a “situação insalubre e degradante” do sistema carcerário onde o réu se encontrava preso.
Ao relator da OEA, a filha de Clezão, Luiza Cunha, também denunciou o caso do pai como tortura. “Meu pai foi morto injustamente e torturado na cadeia. Meu pai não é criminoso. É um homem íntegro, bondoso e exemplo de brasileiro. Minha família não merece isso. Estamos [sendo] torturados até hoje. Não é fácil viver isso no Brasil. Por favor, nos ajude”, declarou.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/sebastiao-coelho-diz-que-moraes-foi-desmascarado-ao-relator-da-oea/
Operação mira mandante do homicídio de delator do PCC no aeroporto de Guarulhos

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a operação Gritzbach, que busca prender o mandante do homicídio do empresário que dá nome à ação, Vinicius Gritzbach, que ficou conhecido como delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Gritzbach foi morto a tiros no dia 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A operação cumpre mais de 20 mandados de busca e apreensão na capital paulista e região metropolitana, mobilizando mais de 100 policiais, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Para o fim da tarde está prevista uma entrevista coletiva do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, para divulgar os resultados da operação.
De acordo com apuração da Gazeta do Povo, o principal suspeito de ser o mandante do crime é um integrante do PCC. Caso a operação tenha êxito, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve participar da divulgação com o balanço final.
Presos na operação vão para delegacia sob investigação
Os detidos na operação Gritzbach estão sendo levados para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o empresário havia denunciado um esquema de extorsão envolvendo um delegado e investigadores. A Secretaria da Segurança Pública escolheu a delegacia para a apresentação dos presos como estratégia de tentar recuperar a imagem da unidade, abalada após denúncias de corrupção.
Antes da operação desta quinta-feira, 26 suspeitos haviam sido presos no caso, incluindo pessoas apontadas como membros do PCC, além de policiais civis e militares e pessoas ligadas a Gritzbach, como a namorada dele. A lista inclui:
- 17 policiais militares
- 5 policiais civis
- 4 pessoas civis
A Gazeta do Povo apurou que o número de presos suspeitos de ligação com o crime cometido no aeroporto de Guarulhos deve dobrar até o fim da operação desta quinta-feira, incluindo agentes de segurança e membros considerados integrantes do alto escalão da facção criminosa.Veja Também:
PF indicia delegado e policiais por envolvimento com delator do PCC
Na quarta-feira (12), a Polícia Federal (PF) indiciou 14 pessoas, incluindo um delegado, um investigador e policiais civis, por suspeita de participação em um esquema criminoso ligado ao PCC em São Paulo. O relatório final da PF, enviado à Justiça, recomenda a prisão preventiva de oito investigados.
As acusações surgiram no contexto da operação Tacitus, deflagrada em dezembro do ano passado, que revelou um esquema de extorsão e corrupção policial. Os indiciados são acusados de exigir dinheiro e bens de Gritzbach, que colaborava com as investigações contra a facção criminosa antes de ser assassinado.
O delegado Fábio Baena, um dos indiciados, já havia sido preso em dezembro do ano passado após ser citado na delação premiada de Gritzbach ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O investigador Eduardo Monteiro também está entre os suspeitos.
As investigações apontam um esquema sofisticado de corrupção, que incluía vazamento de informações sigilosas para criminosos e venda de proteção a membros do PCC. Há indícios de que a rede beneficiava operações de lavagem de dinheiro da facção.
A defesa de Fábio Baena e Eduardo Monteiro classificou o indiciamento como arbitrário. “Na calada da madrugada, a autoridade policial concluiu o inquérito sem analisar as provas solicitadas por esta defesa, que desmentiriam as alegações feitas por Gritzbach”, disse a defesa em nota.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sao-paulo/operacao-policia-civil-mira-mandante-homicidio-delator-pcc/
FAB abate avião venezuelano que invadiu espaço aéreo brasileiro carregando drogas

A Força Aérea Brasileira (FAB) abateu uma aeronave venezuelana que invadiu o espaço aéreo brasileiro com um carregamento de drogas. A ação se deu em cooperação com a Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Ostium, nesta terça-feira (11).
De acordo com informações da FAB, além da droga, dois homens que pilotavam a aeronave venezuelana foram encontrados mortos no local da queda, em uma região de floresta nas proximidades de Manaus (AM).
Ao observar a entrada da aeronave sem identificação no espaço aéreo brasileiro, a FAB adotou os procedimentos para forçar o pouso sem precisar disparar contra a fuselagem.
“Não atendendo aos procedimentos coercitivos descritos no Decreto nº 5.144, a aeronave foi classificada como hostil e, dessa forma, submetida ao Tiro de Detenção (TDE), que consiste no disparo de tiros, com a finalidade de impedir a continuidade do voo. Essa medida é utilizada como último recurso, após a aeronave interceptada descumprir todos os procedimentos estabelecidos e forçar a continuidade do voo ilícito”, disse a FAB em um comunicado.
Os procedimentos de abordagem envolvem contato com o avião para desvio da rota até um aeródromo determinado pelas autoridades brasileiras. A aeronave abordada não atendeu à determinação, o que a fez ser classificada como “hostil”.
A quantidade da droga encontrada no avião ainda não foi divulgada.
Operação Ostium
A Operação Ostium é uma operação de reforço na vigilância do espaço aéreo na região de fronteira do Brasil, realizada de forma permanente pela FAB. O objetivo da operação é impedir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.
A vigilância do espaço aéreo brasileiro é realizada 24 horas por dia por meio de uma rede de radares que cobre todo o território continental do país, além de partes do Oceano Atlântico.
Além disso, são utilizados aviões-radar E-99, baseados em Anápolis (GO) e operantes em todas as regiões.
Os informações colhidas pelos radares são reunidas em Brasília (DF) no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) que pode, de acordo com a necessidade, acionar aeronaves de caça em qualquer parte do País.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/fab-abate-aviao-venezuelano-que-invadiu-espaco-aereo-brasileiro-carregando-drogas/

A hipocrisia de Lula, que pede aos prefeitos o que ele mesmo não faz

O governo federal organizou um Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas em Brasília. Consta que vieram quase 4 mil prefeitos, provavelmente à custa dos nossos impostos. Mas o total, dizem, era de 20 mil pessoas, porque vieram também funcionários, representantes, secretários etc. O encontro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, fechou o Eixo Monumental, que é uma das principais vias de Brasília. Foi uma catástrofe no trânsito brasiliense. E aí os eleitores brasilienses, que já são majoritariamente contra o PT, ficaram mais furiosos ainda.
O marqueteiro Sidônio Palmeira diz que Lula tem de se expor mais, falar mais. Não sei se isso é vantagem. Vocês viram o que o presidente fez um dia antes? Passou pito nos prefeitos! Criticou os prefeitos cujos filhos estão na escola particular e não na escola pública, dizendo que assim nunca vão resolver o país. É um absurdo, disse ele. Na cabeça de Lula, os prefeitos são subordinados ao presidente da República. Não são; os prefeitos são subordinados aos eleitores dos seus municípios. O presidente da República é chefe do Poder Executivo da União Federal. Não tem nada a ver com os municípios. Nós estamos em uma república federativa. Eu sei que é mambembe, mas ainda vamos defender a federação.
E Lula critica os prefeitos que põem os filhos nas escolas particulares e não nas escolas públicas, mas eu mesmo já ouvi o ministro da Educação de Lula, Camilo Santana, dizendo que “meus filhos estudam em escola particular porque eu pago, eu posso pagar”. O próprio Lula, quando tem problema na cabeça, vai ao SUS? Não, ele vai ao Sírio-Libanês, que é o hospital mais caro do país. Então, como é que ele diz isso para os prefeitos?
O ato falho de Lula, tratando oposição como crime e pedindo voto
Lula ainda quis dizer que não discrimina prefeitos e não conseguiu. Eu anotei aqui, mas está registrado se vocês quiserem conferir: “Nenhum prefeito será descriminalizado por não ser do meu partido”. E repetiu: “nenhum prefeito será descriminalizado por não votar em mim. Nenhum prefeito será descriminalizado por ter falado mal de um ministro meu”. Isso pressupõe que na cabeça dele é crime não ter votado nele, falar mal do ministro dele, não ser do partido dele? É o tal “ato falho”.
Sem falar que, no dia anterior, ele disse para os prefeitos que “quando terminar o meu terceiro mandato, vocês vão pedir ‘Lulinha fica’”. Isso não é pedir voto fora de época? Segundo a legislação eleitoral, fazer campanha, pedir voto, é só depois de 5 de julho de 2026. Antes disso é ilegal. Eu imagino que a oposição vai mexer com isso.
Governo atual desfez tudo de bom que veio dos anteriores, diz governador de São Paulo
O Adalberto Piotto, na Oeste, entrevistou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O governador lembrou que no governo Jair Bolsonaro o endividamento era de R$ 700 milhões por dia. Agora está em R$ 3 bilhões por dia. Ou seja, está num ponto em que a dívida não fica administrável. Já lembrei aqui que, pelo cálculo do FMI, o Brasil está com quase 87% do PIB de dívida. Pelo cálculo do Banco Central, é só 76%. E Tarcísio ainda disse que tudo aquilo que foi feito de bom nos governos Temer e Bolsonaro, o teto de gastos, as reformas, foi desfeito. Era bom e funcionava, mas agora o que fizeram é ruim e não funciona, ele afirmou. Como é que vai dar certo?
FONTE: GAZETA DO POVOhttps://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/hipocrisia-lula-prefeitos-escola-publica/
Dívida pública brasileira é a 3ª maior entre 20 principais emergentes

A dívida pública do Brasil se tornou uma questão central na economia, figurando como a terceira maior entre os 20 principais países emergentes. Essa situação gera desconfiança entre investidores, impacta o valor do dólar e as taxas de juros. Segundo agências de classificação de risco, esse fator é um dos principais obstáculos para o país melhorar sua nota de crédito e recuperar o grau de investimento.
Nos últimos dez anos, a dívida brasileira cresceu significativamente, passando de 54% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2014, para 76% do PIB, em 2023, conforme dados do Banco Central (BC). Entre as economias em desenvolvimento, o Brasil fica atrás apenas de Bolívia e Argentina, em termos de endividamento.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) calcula que a dívida do Brasil tenha alcançado 87% do PIB, índice consideravelmente superior ao de países como México (57,7%), Colômbia (55,8%) e Chile (41%). A metodologia do FMI difere da do Tesouro Nacional, resultando em valores mais elevados — o que é extremamente relevante para comparações internacionais.
Apesar disso, o Brasil, ao lado da Turquia, é um dos poucos países onde a proporção da dívida em relação ao PIB não aumentou desde 2019, mesmo depois da tendência de alta global a partir de 2020, em razão dos efeitos da pandemia de covid19.
O FMI concluiu que a dívida pública brasileira se manteve praticamente estável desde o período pré-pandemia. A variação foi de 87,1% do PIB, em 2019, para 87,6% em 2024 – diferença absoluta de 0,5%.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/economia/divida-publica-brasileira-e-a-3a-maior-entre-20-principais-emergentes/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
Mesmo na ruína, estatais patrocinam evento-palanque milionário para Lula

Tecnicamente quebrados, com rombo de R$500 milhões só em janeiro, como revelou esta coluna, os Correios desperdiçaram R$1,3 milhão para patrocinar um evento que nada tem com sua atividade, o “Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas”, que ocorre esta semana em Brasília. Mas não foi a única estatal a bancar um comício fora de época para o petista. Também Banco do Brasil, Caixa, Serpro e Petrobras foram obrigadas a bancar o evento promovido por entidade presidida por prefeito petista.
É dinheiro público
Os Correios estão sangrando. Sob a presidência do advogado Fabiano Silva dos Santos, o prejuízo chegou a R$3,2 bilhões em 2024.
Pau no trabalhador
O desperdício irritou funcionários dos Correios, muitos com salários atrasados ou com 13º confiscado para bancar dívidas do fundo Postalis.
Grana na gringa
Requerimento na Câmara cobra critérios para patrocínios como os R$600 mil jogados fora na Feira do Livro de Bogotá, Colômbia.
Rasga dinheiro
As demais estatais que bancam o evento-palanque, como a Petrobras, ainda não revelaram quanto torraram para patrocinar o evento.
PF apura ‘contrato de propina’ de 6% sobre emenda de deputado do PDT

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal deflagrou a Operação EmendaFest nesta quinta-feira (13), para buscar provas de crimes de desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, envolvendo emendas parlamentares destinadas a um hospital do município gaúcho de Santa Cruz do Sul. Entre os alvos da investigação sobre indícios de ter sido firmado um “contrato de propina” de 6% dos recursos captados, está um assessor parlamentar do deputado Afonso Motta (PDT-RS).
Os agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal, em Brasília e em cinco municípios do Rio Grande do Sul. E o ministro Flávio Dino, que autorizou a operação, ordenou o afastamento do cargo e das funções públicas de dois investigados, Cliver André Fiegenbalfm, diretor Administrativo e Financeiro da Metroplan, subosrdinada à pasta do Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Rio Grande do Sul; e Lino Rogério da Silva Furtado, secretário parlamentar do deputado Afonso Motta. Além do bloqueio de valores de contas de pessoas físicas e jurídicas.
Na decisão de Dino, o ministro dá como “exemplo de consistentes indícios do desvio de recursos públicos” trechos do contrato de prestação de serviços cuja cláusula primeira indica o objetivo de “captação de recursos através de indicação de emendas parlamentares”. E terceira cláusula estabeleceu que, “em contrapartida aos serviços prestados, o Contratado recebera 6% (seis por cento) sobre o valor por ele comprovadamente captado”.
Os investigados foram flagrados em conversas extraídas do celular de Cliver André Fiegenbalfm, em que propõe ao assessor de Afonso Motta a destinação de emendas pelo deputado federal em favor de uma unidade hospitalar, em troca de propina.
Os mandados de buscas ordenados pelo Supremo são cumpridos na capital federal e nos municípios gaúchos de Estrela, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Lajeado.
O Diário do Poder enviou questionamentos ao deputado e aguarda respostas e seu posicionamento sobre o caso.
Hackers mudaram dados do CNJ para liberar presos de alta periculosidade

A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão, em Goiânia, nesta quinta-feira (13), para obter provas contra um grupo criminoso que atuou para libertar presos de alta periculosidade, fraudando o acesso e os dados dos sistemas de execução penal e de mandados de prisão, geridos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Operação Data Change foi provocada pelo alerta do próprio CNJ, que detectou alterações indevidas rapidamente e acionou a PF e adotou as providências necessárias para segurança dos referidos sistemas.
Segundo a PF, o grupo criminoso integrado por hackers beneficiou com as fraudes bandidos condenados a mais de 60 anos de prisão e integrantes de facção criminosa. Ao menos 15 processos de execução foram identificados com indícios de fraude. Montante que pode ser ampliado a partir da investigação em andamento.
“A investigação revelou que as fraudes consistiam em alterações de dados relacionados às penas e inserção de documentos falsos, havendo ainda indícios da participação de alguns advogados. Essas alterações indevidas tinham por finalidade adiantar as datas para progressão de regime dos apenados, de modo que estes pudessem progredir, de forma fraudulenta, mais rapidamente do regime fechado para o semiaberto, quando então rompiam a tornozeleira, tornando-se foragidos da justiça”, detalha a PF.
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