Monark recupera perfis, mas os censores não recuam

Nos últimos dias, várias personalidades que haviam sido censuradas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes tiveram seus perfis desbloqueados. Na sexta-feira, dia 8, Moraes devolveu ao influenciador Monark dezenas de perfis e contas que ele administrava em várias mídias sociais. No dia seguinte, voltaram ao ar os perfis do empresário Luciano Hang (no caso, um que havia sido suspenso em 2020) e dos jornalistas Guilherme Fiúza e Bernardo Küster. Mas apenas os brasileiros (e estrangeiros) mais desavisados haverão de acreditar que Moraes, o censor-mor da República, foi acometido de um surto súbito de consciência a respeito da liberdade de expressão no Brasil, e basta ler uma das decisões, aquela que desbloqueou as redes de Monark, para percebê-lo.

Com uma ligeireza assustadora, o ministro limita-se a afirmar que “no atual momento da investigação, entretanto, não há necessidade da manutenção dos bloqueios determinados nas redes sociais”, e basta. Não há nenhuma admissão, da parte de Moraes, de que houvesse algo de errado com as medidas anteriores adotadas por ele, por mais que a suspensão sumária de perfis em mídias sociais não esteja prevista no Marco Civil da Internet, e que esse tipo de medida não passa de censura prévia. Em outras palavras, eram decisões completamente arbitrárias, ilegais e inconstitucionais, tomadas sob a alegação de que Monark estaria espalhando “fake news”, algo que nem sequer é crime no ordenamento jurídico brasileiro.

Ao devolver as contas de Monark, Hang, Fiúza e Küster, Moraes não fez avançar um milímetro sequer a liberdade de expressão no Brasil, pois segue convencido de que a censura continua a ser plenamente justificada

Como lembrou o ex-procurador e ex-parlamentar Deltan Dallagnol ao comentar a recente reviravolta de Moraes, “Monark foi censurado, multado e punido sem crime algum”. Aliás, é significativo que até o momento não tenha havido nem sequer uma denúncia oferecida contra o influenciador pela Procuradoria-Geral da República a esse respeito – até hoje, só pesa contra Monark (hoje radicado nos Estados Unidos) uma condenação por injúria proferida contra o ministro do STF Flávio Dino. E, para que não ficassem dúvidas a respeito da certeza censora de Moraes, na mesma decisão em que desbloqueou as redes de Monark ele impôs multa de R$ 20 mil em caso de publicações que caracterizarem “grave e ilícita desinformação e discursos de ódio”, dois conceitos que não estão definidos na legislação; na prática, Moraes determina uma “obrigação de não fazer” algo que não está vedado por lei, violando frontalmente o inciso II do artigo 5.º da Constituição, assim como fizera quando bloqueou o X e impôs multa a todos os brasileiros que usassem VPNs para acessar a rede de Elon Musk.

Esse modus operandi de Moraes, em que ele anula de forma quase que casual as verdadeiras barbaridades antidemocráticas cometidas por ele mesmo contra cidadãos brasileiros, não é novo. Já havia ocorrido, por exemplo, no arquivamento da investigação contra um grupo de empresários por conversas privadas no WhatsApp, ou quando ele levantou o bloqueio ao X. E por esse motivo não há como tratarmos o episódio com condescendência. Ao devolver as contas de Monark, Hang, Fiúza e Küster, o ministro não fez avançar um milímetro sequer a liberdade de expressão no Brasil, pois segue convencido de que a censura, quando se trata de uma alegada “defesa da democracia”, continua a ser plenamente justificada. Ele continua a ser o mesmo liberticida que tem sido ao menos desde 2019; se reverte decisões anteriores de censura, o faz motivado apenas por um juízo de conveniência, como atesta no próprio texto da decisão relativa a Monark.

Conveniência, aliás, que nos leva a invocar um timing que não passou despercebido por muitos brasileiros genuinamente preocupados com o estado terminal da liberdade de expressão no Brasil. Neste domingo, Pedro Vaca Villareal, relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) iniciou uma visita ao Brasil, durante a qual ouvirá “autoridades dos três poderes do Brasil e o Ministério Público, membros de organizações de direitos humanos, jornalistas, representantes de plataformas digitais, a imprensa e a academia” para “compreender a diversidade de perspectivas e experiências em relação à situação do direito à liberdade de expressão”. Estaria Moraes querendo passar uma imagem de normalidade às vésperas dessa visita, devolvendo a voz a quatro brasileiros censurados por ele mesmo?

Se Moraes está apenas usando Monark, Hang, Fiúza e Küster para iludir um visitante estrangeiro, ou se tudo não passa de uma enorme coincidência, o fato é que não há nada a normalizar, como se fosse possível concluir que “está tudo bem” agora que as contas foram restabelecidas. Quem cair nesta armadilha estará ajudando a transformar em algo corriqueiro aquilo que é sintoma evidente de um regime ditatorial. Nenhuma democracia faz o que está sendo feito no Brasil atual, em que cidadãos são calados sumariamente nas mídias sociais sem terem cometido crime algum. Sem violar a lei, sofrem punições que não estão na lei. Para cada Monark que tem suas contas restabelecidas, dezenas de outros, famosos e anônimos, seguem censurados por um magistrado que, a despeito de ter a responsabilidade de proteger a Constituição e as liberdades e garantias democráticas, atropela-as todas com total convicção de estar fazendo a coisa certa.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/alexandre-de-moraes-devolucao-contas-monark/

“O Brasil é dos brasileiros”: invenção de Sidônio Palmeira lembra slogan fascista

O presidente Lula vestiu o boné azul com o slogan criado por sua equipe, “O Brasil é dos brasileiros”. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Em uma tentativa de lançar algo semelhante ao famoso boné vermelho usado pelo atual presidente americano, Donald Trump, com a frase “Make America Great Again” (em português, “Faça a América grande de novo”), a base governista de Lula passou a vestir um boné azul com os dizeres: “O Brasil é dos brasileiros”.

Criada como estratégia para se opor aos bolsonaristas que apoiam Trump – inclusive adotando a cor azul, associada ao Partido Democrata nos EUA –, a campanha encabeçada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, contou com a adesão de diversos políticos. O presidente Lula, inclusive, apareceu em um vídeo usando o boné.

A ideia, no entanto, pode representar mais um revés do ministro na tentativa de melhorar a imagem do governo.

Isso porque, além de críticas de que a ação estaria servindo como cortina de fumaça para problemas mais graves, como a inflação dos alimentos, a frase, criada por Sidônio flerta com o fascismo alemão e italiano.

Slogans nacionalistas na Alemanha de Hitler

Michel Gherman, professor de Sociologia da UFRJ e coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos (NIEJ), explica que o slogan étnico nacionalista “Alemanha para alemães” (“Deutschland den Deutschen”) surgiu na década de 1930, após acontecer uma grande ocupação de turcos e árabes na Alemanha.

Estes imigrantes estavam fugindo da Síria depois que a Grande Revolta (1925 a 1927) da população fracassou contra as forças francesas que dominavam o país na época. O slogan também foi usado pela juventude hitlerista.

Deutschland den Deutschen unter deutscher Führung! (Alemanha para os alemães sob liderança alemã Juventude): Apresentação Hitlerista sobre as consequências da Primeira Guerra Mundial e a ascensão do nazismo. Crédito: Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos / Stephen Glick (Foto: Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, cortesia de Stephen Glick)

Itália para os italianos

Na mesma linha nacionalista, milhares de turistas visitam anualmente Predappio, cidade onde o ditador fascista Benito Mussolini nasceu e está enterrado. A peregrinação fomentou a economia do fascismo no local.

Lojas na cidade vendem camisetas, canecas, isqueiros, vinhos com imagens do “il Duce”, como o líder italiano era chamado. Hitler também é homenageado em peças vendidas na região.

Além do “Eu te amo, Duce”, os souvenirs são impressos com a frase: “L’Italia agli Italiani” (Itália para os italianos). O slogan foi o mesmo adotado, em 2018, pelo Forza Nuova, uma coalizão composta por partidos políticos de extrema direita na Itália, tendência política que os petistas tentam associar a Bolsonaro, mas que agora virou fonte de inspiração para seu boné.

Desviar o foco

Na análise de Marcelo Vitorino, professor de marketing político da ESPM Rio, a campanha do “boné azul” no Brasil deu certo dependendo do ponto de vista publicitário.

“Se o objetivo é tirar o foco da mídia das questões mais relevantes, então, está sendo bem-sucedida, pois distraiu a imprensa e a população do gosto ruim que foi causado pela perda de reputação com a história do PIX”, diz.

“Agora, se for para gerar engajamento, é inócua, pois tem pouco efeito prático no mundo real. A campanha está se valendo pela polêmica e não pelo mérito do conteúdo. Ou seja, [abre mão] de discutir pautas importantes para falar de política partidária ideológica”, avalia.

Quanto à mensagem, Vitorino acredita que, de fato, a frase tem “tendência fascista”. “Mas não acho que a população tem o domínio para entender esse movimento. O brasileiro não vai fazer esse vínculo direito”.

Para além do sentido da frase, a “briga dos bonés” ganhou um tom de disputa quase juvenil.  Depois do vermelho e azul, Ciro Gomes surgiu com um amarelo escrito “Vão trabalhar vagabundos”. E deputados do PL usaram bonés nas cores verde e amarelo com a frase “Comida barata novamente, Bolsonaro 2026”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-brasil-para-os-brasileiros-invencao-de-sidonio-palmeira-lembra-slogan-fascista/

8 de janeiro: ministro de Lula, Múcio diz que cabe ao Congresso decidir sobre anistia

josé mucio; lula

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, defendeu, nesta segunda-feira, 10, no Roda Viva, a individualização de condutas dos manifestantes do 8 de janeiro de 2023, penas proporcionais, liberdade para os inocentes e enfatizou que a discussão sobre anistia cabe ao Congresso Nacional. Para o ministro do governo Lula, soltar inocentes ou aqueles com menor envolvimento ajudaria a pacificar o país.

“Tem gente que quebrou uma cadeira, tem gente que armou esse movimento, ou golpe, como você diz. Se for se for tudo comprovado que este pague. Se foi um golpe, quem organizou que pague. Agora, e aqueles que tomaram seus ônibus e estavam lá tirando foto de celular? Tem os que entraram quebrando, tem os que ficaram do lado de fora, tem todo tipo. Você não pode condenar uma pessoa da mesma pena quem armou, quem financiou, a uma pessoa que foi lá encher o movimento. Foi isso que eu defendi. Isso é uma decisão que pertence ao Congresso Nacional”, declarou Múcio.

Ele também disse que soltar os inocentes pode pacificar o país. “Eu acho que na hora que você solta um inocente ou uma pessoa que não teve um envolvimento muito grande [no 8 de janeiro], é uma forma de você pacificar lo pais]”, disse o ministro da Defesa. “Este país precisa ser pacificado. Ninguém aguenta mais esse radicalismo. A gente vive atrás de culpados.”

O ministro também deixou claro que o suposto golpe ainda não foi comprovado e enfatizou que não viu armas na suposta tentativa de golpe – item considerado indispensável para caracterizar uma verdadeira ameaça à democracia, segundo entendimento de juristas — e garantiu que as três Forças não participaram do ato. Segundo ele, apenas civis estiveram presentes.

“Sou capaz de dizer que quem organizou aquilo [invasão às sedes dos Três Poderes] não foi”, declarou o ministro. “Quem desejava aquilo desistiu, desapareceu. Ficou só aquele enchimento que fez aquele quebra-quebra todo.

FONTE: REVISTA EOSTE https://revistaoeste.com/politica/8-de-janeiro-ministro-de-lula-mucio-diz-que-cabe-ao-congresso-decidir-sobre-anistia/

A impressionante velocidade com que Lula está construindo o maior rombo da história

Imagem em destaque

Mesmo para os que conheciam o potencial destrutivo do PT de Lula e não votaram nele, avisando sobre o futuro previsível, a velocidade com que Lula está conseguindo demolir este país é impressionante.

Nunca dantes em terras brazucas a incapacidade crônica, a irresponsabilidade e o atraso da gestão esquerdista fizeram tantos estragos.

O rombo nas estatais federais e estaduais, de 8 bilhões, é um recorde absoluto e histórico na série que começou em 2001.

A ‘ministra’ Dweck tenta tapar o sol – ou o rombo -com peneira velha, mas não consegue afirmar muito mais do que um ‘o rombo não é rombo.’

Claro que não, ‘ministra’.

Rombo pode até ser bom, como diria sua colega Míriam Porcão.

Não estão incluídas aí, no rombo, estatais como a Petrobras, Eletrobrás, e bancos públicos como a Caixa Econômica Federal.

O que, é claro, pode ser bom ou ruim, como diria novamente a tia Míriam, que não acerta uma.

Porque, se incluídas, provavelmente o resultado seria mais tenebroso ainda.

Os Correios, cerne de muitas questões cabeludas -como o mensalão – é responsável por 50% do déficit histórico em 2024.

Significativamente, o rombo começou a aumentar em 2019, ano da posse de Lula da Silva.

Daí pra frente, só desastre, como era de se esperar.

Mas a responsabilidade, no malabarismo petista e sua imprensa, é do governo anterior, que deixou o país sem déficit.

A exemplo do balbuciante Haddad, o desgoverno Lula não tem capacidade sequer pra inventar algo razoável pra explicar seu fracasso.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/67287/a-impressionante-velocidade-com-que-lula-esta-construindo-o-maior-rombo-da-historia

Brasil tem a pior colocação da história em ranking de percepção de corrupção

Brasil tem pior nível de percepção de corrupção da história sob governo Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil ficou na 107ª posição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), da Transparência Internacional, em 2024. O país empatou com Nepal, Argélia, Malauí, Níger, Tailândia e Turquia. Esse é o pior desempenho na série histórica, iniciada em 2012. De acordo com o relatório da entidade, a queda na pontuação do Brasil foi influenciada por fatores como o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à pauta anticorrupção. Além disso, também contribuiu para o resultado a permanência do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, no cargo, mesmo depois do indiciamento pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa.

Desde 1995, o IPC avalia 180 países e territórios. O índice atribui notas de 0 a 100 para medir o nível de integridade no setor público com base na percepção de acadêmicos, juristas, empresários e especialistas. Os países mais bem avaliados foram Dinamarca (90 pontos), Finlândia (88 pontos), Cingapura (84 pontos) e Nova Zelândia (83 pontos).

O relatório também menciona a volta da influência de empresários que confessaram irregularidades com o governo. São citados os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo J&F, que participaram de uma reunião no Palácio do Planalto em maio, com a presença de Lula.

Percepção de corrupção no Brasil caiu ao longo dos últimos anos | Foto: Divulgação/Transparência Internacional

Outro ponto destacado no documento são as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que anularam sanções previstas em acordos de leniência. As beneficiadas foram a empreiteira Novonor (antiga Odebrecht), que se livrou de pagar R$ 8,5 bilhões, e o Grupo J&F, que teve a multa de R$ 10,3 bilhões anulada.

Há ainda menção a “episódios reiterados de conflito de interesse de magistrados, principalmente em julgamentos que envolvem bancas de advogados de parentes e em eventos cada vez mais frequentes de lobby judicial”. Em 2023, investigações apontaram para a atuação de lobistas e advogados em tribunais para a compra de sentenças, o que levantou suspeitas até sobre ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Mapa de percepção de corrupção no mundo em 2024 | Foto: Divulgação/Transparência Internacional

O relatório critica a “institucionalização da corrupção em larga escala”, , com a continuidade da distribuição de recursos via emendas parlamentares sem transparência e rastreabilidade, mesmo depois de o STF considerar esse mecanismo inconstitucional. Apesar do desempenho negativo no ranking, a Transparência Internacional reconhece avanços na agenda anticorrupção, como a decisão do STF de proibir emendas parlamentares sem transparência. Além disso, cita o Plano de Integridade e Combate à Corrupção, lançado pela Controladoria-Geral da União (CGU), e o reforço na fiscalização ambiental, que contribuiu para a redução do desmatamento e da exploração ilegal do ouro.

A organização também destacou a Operação Overclean, deflagrada em dezembro, que evidenciou o impacto dos escândalos de corrupção no meio ambiente. A investigação revelou que uma organização criminosa movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de fraudes em licitações e desvios de emendas parlamentares no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/brasil-tem-a-pior-colocacao-da-historia-em-ranking-de-corrupcao/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification

Haddad teve de desmentir mentira que não divulgou

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom-ABr).
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom-ABr).Cláudio Humberto

O Planalto se apressou em desautorizar a bravata infantil, atribuída ao Ministério da Fazenda, de que estaria preparando retaliação aos Estados Unidos em caso de taxação do aço e outros produtos, e que avaliaria até se antecipar a Donald Trump, taxando de véspera os produtos norte-americanos. Era fake news de aliados do PT na imprensa, tentando “dar idéia” ao governo. Sobrou para Fernando Haddad a tarefa de negar a mentira a fim de não provocar a onça, Donald Trump, com vara curta.

Ninho de víboras

Há muito não se ouviam tantos palavrões de Lula. Mas, na Casa Civil, houve ímpetos de soltar foguetes por mais esse desgaste para Haddad.

Tratativas por um fio

A notícia mentirosa poderia sustar as negociações que o Brasil tentava estabelecer com Trump, para evitar uma guerra de taxações.

EUA têm até isenção

O Brasil admitiu rever taxas de mais de 50%, mas lembrou ao governo Trump que produtos como etanol de milho, dos EUA, têm alíquota 0%.

Melhor negociar

Formado e doutorado em negociação, Lula sabe que o Brasil não está em condições de fazer bravatas: melhor um acordo que um mau negócio.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/haddad-teve-de-desmentir-mentira-que-nao-divulgou-sobre-retaliacao-aos-eua

‘Governo Lula está completamente doido’, diz Paulinho

Presidente do Solidariedade, Paulinho da Força. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).Mael Vale

O presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força Sindical, afirmou nesta segunda-feira (10) que o governo Lula (PT) “está completamente doido”.

Apoiador da campanha do petista nas eleições de 2022, o político tem feito diversas críticas à gestão Lula.

“O governo está completamente doido. E a equipe é ruim. Não tem diálogo, o presidente não fala com ninguém. O presidente se trancou em casa”, criticou em entrevista à CNN.

De acordo com Paulinho, ele nunca mais vai apoiar o petista.

“Se depender de mim, é um partido, né? Tem que ouvir todo mundo, mas, se depender de mim, eu nunca mais apoio o Lula. […] Acho que esse tipo de governo não tem mais futuro. A eleição presidencial está longe ainda, mas eu não voto mais no Lula. Eu gostaria muito de construir uma candidatura mais ao centro”, ressaltou.

O político avaliou ainda que Lula não vai conseguir se reeleger nas eleições de 2026, caso o petista lançar campanha.

“Se ele não for [candidato], o PT vai ter quem? […] Acho muito difícil o Lula não ser candidato. Agora, também acho difícil ele ganhar a reeleição”, ponderou.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/governo-lula-esta-completamente-doido-diz-paulinho-da-forca

As acusações pesadas contra a USAID são assustadoras

Imagem em destaque

A notícia é tão escandalosa que o assunto deveria se manter na capa dos principais jornais por dias seguidos, mas a mídia brasileira… Bom! A mídia brasileira…

Você já ouviu falar na USAID? Uma agência americana com finalidade de promover o desenvolvimento econômico internacional. Fundada por John Kennedy em 1961, a ideia inicial era boa, mas a jornada modificou os interesses da entidade. As acusações contra a USAID são graves atingindo diretamente o Brasil.

A fala do Mike Benz, um ex funcionário do Ministério das relações exteriores do EUA, que o diga: Se a USAID não existisse, Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil. Ou seja, Mike, afirma com segurança que houve interferência no resultado eleitoral de 2022. Para piorar a situação, parece simples, mas não é: o TSE, participou de ações em conjunto com a organização em 2021. Tem mais…

No perfil X, de Maurício Galante, um vereador brasileiro eleito pelo Texas, no EUA, as notícias são de arrepiar. Para você ter ideia, Maurício supõe com fundamentos a seguinte possibilidade: as manifestações em frente aos quartéis, as idas para Brasília, até o fatídico dia 8, foram atos organizado e patrocinado pela USAID. Ou seja, tudo foi orquestrado e não passou de perfeita armadilha contra a direita.

Não para por aí. Elon Musk afirma que a USAID era usada para lavar dinheiro a favor da esquerda mundial. Musk, não se intimida, diz mais: a USAID é uma organização criminosa, é ninho de vermes.

Nesse aspecto, não é de estranhar a severidade com que Donald Trump está agindo contra a organização. Dos dez mil funcionários, apenas 611 serão mantidos. E Trump, foi claro sobre o que pensa: a USAID é administrada por um bando de lunáticos radicais.

Essas notícias bombásticas e catastróficas parecem simples para mídia brasileira, quando falam sobre o assunto defendem a USAID. Não fosse a mídia digital, jamais se ouviria no Brasil o Mike Benz, ou Elon Musk. Para mídia brasileira, a USAID é um bem que o malvado Trump está perseguindo. Porém, ao que tudo indica, a USAID é o terror imperial que está chegando ao fim. E você, leitor, o que tem a dizer?

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/67285/as-acusacoes-pesadas-contra-a-usaid-sao-assustadoras

Jornalista exilado comemora: “Vencemos Alexandre de Moraes” (veja o vídeo)

Imagem em destaque

Uma decisão da Justiça espanhola foi bastante comemorada pelo jornalista brasileiro Oswaldo Eustáquio. Ele pediu asilo politico naquele país.

O ministro Alexandre de Moraes requereu a sua extradição.

Porém, o julgamento do caso que estava previamente marcado para quinta-feira (6), foi suspenso.

Diante da suspensão, a defesa do jornalista entendeu que o pedido de prisão preventiva perdeu o objeto. Eustáquio tem dois mandados de prisão preventiva no Brasil.

Os advogados baseiam-se no artigo 312, do Código de Processo Penal brasileiro, que prevê as condições para que se determine a prisão preventiva. O instrumento pode ser utilizado só em casos de crimes contra a ordem pública ou econômica, ou quando há risco de fuga ou de obstrução da justiça.

Eustáquio não se encaixa em nenhuma dessas condições.

“Sendo uma pessoa que está à disposição da Justiça espanhola, colaborando com as autoridades públicas do país, e com residência fixa para que seja encontrado, não é necessário que ele seja preso por nenhuma razão”.

Veja o vídeo:

https://twitter.com/i/status/1888371116659421445

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/67278/jornalista-exilado-comemora-vencemos-alexandre-de-moraes-veja-o-video?utm_source=truvid&utm_medium=truvid_player&utm_campaign=truvid_article_recommendation_video#google_vignette

Bombril entra com pedido de recuperação judicial

Bombril

A Bombril ajuizou nesta segunda-feira, 10, em conjunto com outras sociedades do seu grupo econômico, pedido de recuperação judicial perante a 1ª Vara Regional Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da 1ª Região Administrativa Judiciária de São Paulo. O pedido foi autorizado nesta mesma data pelo conselho de administração da companhia.

“Tal medida está sendo tomada, no melhor interesse da companhia, para conduzir, de forma organizada, um procedimento abrangente de negociação com todos os interessados para adequação de sua estrutura de endividamento”, explica a Bombril em fato relevante divulgado na segunda-feira. Fato Relevante – Pedido de Recuperação Judicial

Baixar O pedido de recuperação judicial ocorre cerca de dois anos depois de a empresa negar essa possibilidade, quando precisou recorrer a uma transmissão de direitos creditórios no valor de R$ 300 milhões, acendendo o sinal amarelo do mercado na época.

Com a recuperação judicial ajuizada, a companhia afirma que “será capaz” de manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo, por meio de um “processo célere” e com o “menor impacto” possível aos direitos dos credores e às atividades operacionais. Tal medida, segundo a administração, “está em linha” com os esforços de gestão do passivo da Bombril, que vêm sendo feitos nos últimos anos, e de recuperação da lucratividade de suas atividades, o que garantiu, nos últimos trimestres, a obtenção de resultados contábeis positivos.

“A companhia confia que, por meio da recuperação judicial, será possível atingir uma estrutura de endividamento saudável, que permitirá um novo ciclo de crescimento e novos investimentos, em benefício da coletividade dos stakeholders”, conclui a Bombril.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/economia/bombril-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification

Lorenzo Carrasco
Lorenzo Carrasco

USAID: controle demográfico e ecofascismo

Na mira de Trump, Usaid financiou ao menos 25 ONGs brasileiras nos últimos dois anos. (Foto: Will Oliver/EFE/EPA)

Em sua segunda semana de governo, o presidente Donald Trump aplicou mais um duro golpe na estrutura de poder do ramo estadunidense do Establishment oligárquico anglo-americano, com o fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Desde a sua fundação, em 1961, a USAID elevou quase à categoria de arte a habilidade dos EUA para disfarçar como ajuda humanitária, proteção do meio ambiente, e outras pautas legítimas, a sua capacidade de exercer influência política em países-alvo da sua agenda hegemônica, com mais eficiência do que os métodos mais diretos empregados por agências de inteligência como a CIA, com a qual, aliás, a USAID mantinha uma estreita cooperação.

Tais eram os casos do controle demográfico (disfarçado de planejamento familiar), proteção ambiental, do identitarismo e da democracia, além de outros, com o objetivo geral de manter sob controle as perspectivas de desenvolvimento dos países-alvo, em especial, daqueles ricos em recursos naturais.

Nas palavras do ex-deputado federal Ron Paul, em um artigo publicado em 3 de fevereiro:

“A USAID é um componente-chave das operações de ‘mudança de regime’ do governo dos EUA em todo o mundo. A USAID gasta bilhões de dólares todos os anos apoiando ‘ONGs’ no exterior que funcionam como governos paralelos, corroendo governos eleitos que os intervencionistas dos EUA querem derrubar. Por trás da maioria dos desastres da política externa dos EUA no exterior, veremos as impressões digitais da USAID. Da Ucrânia à Geórgia e muito além, a USAID está se intrometendo nos assuntos internos de países estrangeiros – algo que enfureceria os estadunidenses se estivesse acontecendo conosco.”

As reações esquizofrênicas de parte da mídia brasileira, principalmente, a que se apresenta como progressista, denotam a eficiência do disfarce, como esta manchete do Brasil247 (05/02/2025): “Em blitz fascista, Musk demite mais de mil funcionários de agência estadunidense”.

No Brasil, a USAID sempre dedicou grande atenção a duas pautas-síntese da agenda hegemônica estadunidense, o controle demográfico e a instrumentalização política da proteção do meio ambiente, que muitos chamam ecofascismo. Um relatório interno de 1997, reiterava os objetivos da agência:

“O programa da USAID se concentra em assuntos globais chave de meio ambiente e saúde, que também são prioridades para o Brasil. O programa também reflete as preocupações tradicionais dos EUA com a dignidade humana e o bem-estar, apoiando a sociedade civil em lidar com a juventude em risco. Igualmente, este período da estratégia presenciará a finalização do bem-sucedido programa de planejamento familiar da USAID, com responsabilidades assumidas por instituições brasileiras. (…)” 

Na pauta demográfica, a agência foi importante apoiadora da Sociedade de Bem-Estar Familiar (BEMFAM), braço nacional da International Planned Parenthood Foundation (IPPF), entidade financiada pela família Rockefeller para promover o controle demográfico. A BEMFAM foi alvo de várias acusações sobre esterilizações forçadas de mulheres pobres em estados do Nordeste, que a acompanharam até meados da década de 1990.

A partir da década de 1990, a USAID passou a concentrar-se nas agendas ambiental e indigenista

Em 2005, a surgiu a Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica (ABCI, em inglês), com o propósito de coordenar ações de diversos grupos ambientalistas e indigenistas nacionais e estrangeiros, provendo-os dos recursos e instrumentos de “governança ambiental” para o controle efetivo das formas de ocupação da região, visando a obstaculizar o desenvolvimento do Brasil e seus vizinhos amazônicos, insidiosamente apresentado como uma ameaça à integridade do meio ambiente da região.

O programa contava originalmente com um orçamento de 65 milhões de dólares, a serem aplicados ao longo de cinco anos. 

Em maio de 2007, em um artigo publicado no boletim eletrônico Resenha Estratégica do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa), expus o programa em uma edição que circulou rapidamente por todo o país e catalisou uma firme resposta à ABCI por parte de setores do governo brasileiro, via Itamaraty e Ministério da Defesa. 

O “mal-estar diplomático” com a embaixada dos EUA, como o qualificou o jornal Correio Braziliense, forçou uma paralisação do programa, que foi posteriormente convertido na Iniciativa para Conservação da Amazônia Andina (ICAA), já sem o Brasil, que era o seu objetivo principal.

Mas a agenda “verde-indígena” da USAID no Brasil prosseguiu, embora com um perfil mais baixo, com a Parceria para a Conservação da Biodiversidade da Amazônia (PCBA), que passou a receber a maior parte dos seus desembolsos no país. Em 2024, foram cerca de US$ 14 milhões dos US$ 22,6 milhões do seu orçamento do ano.

Na PCBA, a USAID tinha como parceiras importantes ONGs integrantes do aparato ambientalista-indigenista que opera no Brasil. Entre elas: Instituto Socioambiental (ISA); WWF-Brasil; Fundação Amazônia Sustentável (FAS); Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB); Imazon; Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE); Conselho Indígena de Roraima (CIR); Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN); e outras.

O anúncio do fechamento da torneira estadunidense para essa máquina de intervenção política espalhou desalento entre os seus integrantes.

Na verdade, só podemos lamentar que as suas insidiosas atividades tenham persistido por tanto tempo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lorenzo-carrasco/usaid-controle-demografico-e-ecofascismo/

Grupos terroristas receberam milhões da Usaid, aponta relatório

Terroristas das brigadas Ezz al-Din Al-Qassam, a o braço armado do Hamas (Foto: EFE/EPA/MOHAMMED SABER)

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) forneceu mais de R$ 800 milhões para grupos extremistas vinculados a organizações terroristas, segundo revelou um relatório do think tank americano Middle East Forum.

“O estudo plurianual do Fórum do Oriente Médio sobre os gastos da Usaid e do Departamento de Estado descobriu US$ 164 milhões em subsídios aprovados para organizações radicais, com pelo menos US$ 122 milhões destinados a grupos alinhados com terroristas designados e seus apoiadores”, informou o documento publicado no último dia 4.

O relatório observou especificamente os fundos da Usaid e do Departamento de Estado que acabaram sendo desviados para grupos e organizações que apoiam o terrorismo.

Um dos casos descobertos pelo Middle East Forum está relacionado a uma “instituição de caridade” de Gaza chamada Bayader Association for Environment and Development, vinculada ao Hamas, que recebeu doação de mais de US$ 900 mil (aproximadamente R$ 4,5 milhões) da Usaid.

Segundo o relatório, o patrocínio da organização começou em 2016, e o repasse mais recente foi feito poucos dias antes do Hamas atacar Israel em 7 de outubro de 2023, de mais de US$ 15 mil.

Uma das denúncias do fórum aponta que “autoridades da Usaid elogiaram o trabalho de Bayader nas mídias sociais e até visitaram seus escritórios, onde um alto funcionário da Usaid, Jonathan Kamin, teria recebido um prêmio da instituição de caridade ligada ao terrorismo”.

Outra entidade que recebe financiamento da agência de ajuda externa é a Agência Americana de Refugiados do Oriente Médio (American Near East Refugee Agency – Anera, em inglês). A organização é uma das maiores beneficiárias da Usaid, segundo o documento.

No ano passado, a Anera recebeu cerca de US$ 12,5 milhões dos Estados Unidos. De acordo com o relatório, a agência atua lado a lado com a Bayader Association for Environment and Development e outras organizações ligadas direta ou indiretamente ao Hamas em Gaza.

De acordo com o think tank americano, funcionários da Anera apoiaram repetidamente o massacre do Hamas contra israelenses nas redes sociais, com a divulgação de “ideias violentas, sem censura aparente, inclusive dos principais funcionários da instituição de caridade”.

Alguns comentários defendiam um “clamor a Deus para apagar os judeus” do mundo, enquanto outros expressaram apoio aos “bravos prisioneiros” nas prisões israelenses durante a guerra Hamas-Israel, descrevendo o 7 de outubro de 2023 como uma “bela manhã”.

Outro exemplo que recebeu destaque no relatório do think tank é o da Agência de Ajuda Islâmica (Islamic Relief Agency – ISRA), classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista desde 2004 por suas ligações com Osama bin Laden.

No entanto, mesmo com a classificação, a agência recebeu cerca de US$ 125 mil (R$ 628 mil) em 2015, por meio da ONG World Vision, que é acusada de negligenciar as regras de verificação de parceiros.

O Middle East Forum denuncia que a Usaid atua com total falta de transparência, o que contribui com o destino de milhões de dólares a beneficiários classificados como “anônimos” em zonas de conflito, como Gaza e Síria, muitas vezes diretamente vinculados a atores terroristas. O relatório denuncia que a agência de ajuda externa dos EUA opera com práticas de monitoramento deficientes, dados inconsistentes e obstrução de informações.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/grupos-terroristas-receberam-milhoes-da-usaid-aponta-relatorio/

Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

Dívida pública não para de subir

Déficit fiscal, arrecadação, dívida pública
Dívida pública está em 76% do PIB nas contas do Banco Central e 86% de acordo com o FMI; critérios de cálculo são diferentes. (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Os preços estão subindo e o boletim Focus – em que o Banco Central ouve mais ou menos 100 instituições do mercado financeiro – prevê inflação subindo bem acima da meta. Neste ano de 2025, a previsão até está baixa: 5,58% de IPCA. E o crescimento econômico será de 2%, o que é pequeno.

O que está crescendo com força, isto sim, é a dívida pública federal. O governo gasta muito. O Banco Central faz um cálculo que deixa fora da dívida pública os títulos do Tesouro que estão em poder do Banco Central. Teoricamente, como o governo é o próprio credor do governo, não teria problema, não conta. O levantamento do FMI é diferente. Pelo levantamento do FMI, a dívida pública federal é hoje de 86,8% do PIB. Para um país emergente como é o Brasil, isso é terrível. Os números do Banco Central falam em 76% do PIB, uma diferença de 10 pontos porcentuais. Em valores, a dívida está em R$ 8,9 trilhões. Está muito perto do total do nosso PIB.

E se os americanos ouvirem o Lula e pararem de comprar nosso aço?

Estão todos falando da taxação do aço. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de aço, exportamos quase 10 milhões de toneladas por ano, o que dá quase US$ 8 bilhões. Metade do aço brasileiro é exportado para os Estados Unidos; imaginem se a indústria automobilística americana, que compra o aço brasileiro, resolve ouvir o Lula, “se estiver caro não compre”. O aço brasileiro está 25% mais caro? Então não vamos comprar mais o aço brasileiro. Imaginem se levarem isso ao pé da letra, como tanta gente está dizendo “a eletricidade ficou cara, eu não vou pagar mais a eletricidade, vou comprar de outro”. Mas quem me vende outra eletricidade? São esses problemas que temos por aqui.

Até o presidente da Câmara diz que preço alto é culpa do governo 

Agora o próprio presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta, está explicando o que todos já sabem: preço alto não é culpa do supermercado, é culpa do governo. O governo que desvaloriza a moeda, gastando demais, se endivida, puxa o juro para cima, e todos têm de pagar mais juros por causa disso. O governo atrapalha quando deveria ser o servidor da nação. O governo existe para servir a nação, e não para atrapalhar, nem para empobrecer a nação. Quando o governo causa inflação, ele está empobrecendo a nação. O dinheiro que está no bolso dos cidadãos se desvaloriza.

Governo que prometeu “fome zero” em 2003 continua tentando até hoje

Esse governo que está aí, aliás, é o mesmo que em 2003 falava em “fome zero”. Mais de 20 anos depois, se olharmos os lugares que estão abaixo da linha de pobreza, é muita coisa. Agora, a primeira-dama e o ministro Wellington Dias vão para Roma para tentar que o Brasil vença a eleição da tal Aliança Global de Combate à Fome. Desde 2003 estão nisso e ainda não conseguiram; já o Milei conseguiu, em um ano, mudar a economia da Argentina.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/divida-publica-nao-para-de-subir/

Marcel van Hattem
Marcel van Hattem

Censura internacional: a interferência do governo Biden nas eleições e liberdades no Brasil

Joe Biden (Foto: Chris Kleponis/EFE/EPA/POOL)

Temos muitos inimigos internos para combater no que diz respeito àqueles que promovem a censura e o abuso no Brasil. A posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, no entanto, revelou um importante ator externo que também vem interferindo nas nossas liberdades – e muito: o próprio governo americano. Sob a administração do ex-presidente democrata Joe Biden, a USAID (United States Agency for International Development) – uma agência que deveria ser um canal para o desenvolvimento econômico de outros países – foi instrumentalizada para interferir até mesmo nos processos eleitorais de outras nações, incluindo no Brasil.

A USAID, em conjunto com entidades como o Fundo Nacional para a Democracia (NED), o Atlantic Council e o Departamento de Estado dos EUA, teria não apenas financiado como também arquitetado um plano de destruição do conservadorismo no Brasil. Utilizando a justificativa de “combate à desinformação”, essas entidades despejaram dinheiro em ONGs e “checadores de fatos”. Contribuíram, dessa forma, para o silenciamento de críticas ao establishment e ao petismo, que evidentemente se confundem como tenho repetido aqui à exaustão.

Os Estados Unidos, sob o comando de Joe Biden, não apenas incentivaram, mas financiaram e organizaram um aparato de censura no Brasil. Isso é uma afronta à soberania nacional e um ataque ao direito dos cidadãos de escolherem livremente seu futuro político

O envolvimento da USAID nesse esquema de censura não foi uma coincidência. O próprio governo Biden, desde o início, fez questão de demonstrar seu interesse em moldar a política no Brasil. A Cartilha da Desinformação, publicada pela agência em 2021, ainda enquanto o Brasil era presidido por Jair Bolsonaro, tratava a liberdade de comunicação como uma ameaça. O resultado? A censura aberta e descarada nas redes sociais: bloqueios de contas, derrubada de perfis e a suspensão de aplicativos usados majoritariamente pela direita para se organizar e disseminar informações. Tudo isso com a mão forte, abusiva e injusta do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista a Steve Bannon, antigo conselheiro de Donald Trump, o ex-funcionário do departamento de Estado americano, Mike Benz, deu sua opinião de forma categórica: não fosse a interferência do governo americano no Brasil, Bolsonaro não teria deixado a Presidência da República. Também o empresário Elon Musk tem se pronunciado publicamente sobre o assunto e investigado internamente, agora que integra o governo de Trump, até onde os tentáculos da administração democrata alcançaram, tanto no Brasil, quanto em outros países.

Documentos revelam que a USAID financiou iniciativas como o TruthBuzz, operado pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), e a parceria com o Comprova, um consórcio de checagem de fatos que trabalhou diretamente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para influenciar o processo eleitoral de 2022. O alvo? Um, apenas: a direita. Líderes, influenciadores e políticos conservadores foram perseguidos, calados e, em muitos casos, criminalizados apenas por se oporem ao regime petista.

Não à toa, salvo exceções como a Gazeta do Povo, dificilmente você lerá notícias sobre esse caso na grande mídia brasileira. Todos os meios de comunicação de grande circulação firmaram parcerias com “agências de checagem” como a Lupa, que seria outra beneficiada indireta com dinheiro do governo Biden (pela via da National Science Foundation e a ONG Meedan), para financiar suas atividades, segundo indícios.

A aliança das nossas altas cortes com interesses estrangeiros é ainda mais grave. O DFRLab, braço do Atlantic Council financiado pela USAID e pelo Departamento de Estado dos EUA, foi citado no plano estratégico do TSE para as eleições. Já o FBI e o Departamento de Justiça americano participaram de reuniões com o TSE para definir estratégias de censura, sob o olhar atento do governo Biden, que fez da “luta contra a desinformação” um pretexto para eliminar a oposição conservadora e liberal no Brasil, como lemos no primoroso artigo publicado nesta Gazeta por Eli Vieira.

Portanto, os Estados Unidos, sob o comando de Joe Biden, não apenas incentivaram, mas financiaram e organizaram um aparato de censura no Brasil. Isso é uma afronta à soberania nacional e um ataque ao direito dos cidadãos de escolherem livremente seu futuro político. Além disso, tanto nos EUA como no Brasil, a liberdade de expressão é direito constitucional e autoridades que o subvertem negam ao povo a garantia dos seus mais elementares preceitos fundamentais

A informação abundante que tem vindo dos EUA precisa ser devidamente dissecada no Brasil. Por esse motivo, já assinei a CPI proposta pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) para investigar esse tema a fim de encontrarmos e ligarmos todos os elos desta corrente internacional de censura e opressão política. A vitória de Donald Trump nas eleições americanas já está trazendo resultados positivos no combate aos abusos de autoridade e à censura no Brasil e em todo o mundo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/marcel-van-hattem/censura-interferencia-governo-biden-eleicoes-liberdades-brasil/

Be the first to comment on "Monark recupera perfis, mas os censores não recuam"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*