“Sabemos o que o vil metal significa para certo tipo de pessoas. Ainda assim, ao que tudo indica, ele está pedindo para perder algo mais. Pode ficar tranquilo. Não faltarão almas pias para fazer a sua vontade”. Publicada na primeira página do jornal a Hora do Povo, em 27 de abril de 2007, a ameaça era dirigida contra o jornalista Diogo Mainardi, então colunista da revista Veja.
O jornal foi fundado em 1979 pelo grupo MR-8, o Movimento Revolucionário Oito de Outubro. Como ficou claro no episódio de ataque a Mainardi, o gosto pela violência não acabou, mesmo depois da redemocratização do país.
Famoso em todo o país pelo sequestro do embaixador americano Charles Elbrick em 1969, o MR-8 contou em seus quadros com nomes como Carlos Lamarca, Iara Iavelberg, Fernando Gabeira, Franklin Martins, Cid Benjamin, Stuart Angel Jones, Daniel Aarão Reis Filho, Vera Silvia Magalhães, Franklin de Mattos, Alfredo Iser e João Manoel Fernandes.
A partir do final dos anos 1970, aliou-se ao MDB e tornou-se braço político de apoio do político paulista Orestes Quércia. Ainda hoje, mantém vínculos com o movimento estudantil. O MR-8 chegou a fundar uma agremiação própria em 2009 — o Partido Pátria Livre (PPL) lançou João Goulart Filho à presidência em 2018, mas na sequência foi incorporado ao Partido Comunista do Brasil (PcdoB). Sinal de que, para os integrantes do grupo, a luta pelo socialismo continua.
Nome repetido, data errada
As origens do MR-8 datam de 1964, quando universitários do antigo estado da Guanabara criaram um grupo dentro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Dissidência Comunista da Guanabara (DI-GB). Em 1966, romperam formalmente com o PCB e passaram a apoiar abertamente a luta armada como a única estratégia viável para combater o regime militar. Vladimir Palmeira, um dos líderes estudantis mais conhecidos do país na época, fazia parte do grupo.
Em 1969, a DI-GB foi rebatizada quando do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. O grupo tinha duas exigências para devolver o representante do governo dos Estados Unidos com vida: a libertação de 15 guerrilheiros presos e a divulgação de um manifesto. Enquanto o texto era elaborado, seus autores decidiram provocar o governo, adotando o nome de um grupo que já havia existido.
Meses antes, o MR-8 original, fundado em Niterói, foi desmantelado, um feito muito comemorado pela ditadura. O “oito de outubro” fazia referência ao dia da morte de Che Guevara – a data, na verdade, estava errada, já que o guerrilheiro argentino foi morto no dia 9.
“Depois da captura do embaixador, os militantes e dirigentes do MR-8 sofreram grandes golpes da repressão. Mas continuaram com a realização de operações armadas como roubos ou assaltos a bancos e supermercados, principalmente no Rio de Janeiro”, descreve a historiadora Eladir Fátima Nascimento dos Santos em artigo acadêmico sobre o grupo.
A organização, ela acrescenta, “ampliou seu trabalho junto aos setores populares. Passou a estabelecer contatos em fábricas e em áreas rurais. Em 1971, o MR-8 publicou textos sobre experiências de trabalho político em áreas rurais e urbanas, nos quais mostrava-se como uma das organizações mais sólidas da esquerda revolucionária”.
Entre o final do ano e ao longo de 1972, suas lideranças começaram a se mudar voluntariamente para o Chile, então governado por Salvador Allende. Naquele momento, os movimentos armados haviam perdido força e estava claro que não tinham condições de implementar a tão desejada ditadura do proletariado. A partir do final da década, a aliança com o MDB se solidificou, o que gerou outros atritos internos que levaram muitos dos dirigentes a abandonar o grupo.
Na prática, o MR-8 nunca deixou de existir, ainda que tenha perdido relevância. A ação que destacou o movimento e fez sua fama, entre tantos outros grupos guerrilheiros da época, acabou sendo mesmo o sequestro de Elbrick.
“Guerra revolucionária”
Como relata o historiador Higor Codarin, na tese defendida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre o grupo e posteriormente publicada na forma de um livro, as primeiras ações armadas do MR-8 começaram em fevereiro de 1969. Primeiro, no dia 15, tomaram uma metralhadora de um sentinela do Hospital da Aeronáutica, no Rio de Janeiro (RJ). “De posse da metralhadora, no dia 24 do mesmo mês, realizaram a segunda ação, quando expropriaram o Bar Castelinho. Por fim, exatamente um mês depois, fizeram a primeira ação de expropriação de agência bancária, no banco Crédito Territorial, localizado em Bonsucesso”.
Num momento inicial, os assaltos eram realizados com grande facilidade, aponta Codarin. “O sucesso e a facilidade das primeiras ações geravam a impressão de que este era, realmente, o caminho da revolução, o caminho que os levaria a, como se dizia, construir a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do exército revolucionário”.
Mas a imprensa não noticiava os crimes dos quais os militantes tanto se orgulhavam. Foi quando surgiu a ideia de fazer uma ação de maior impacto midiático. “O sequestro de Elbrick foi a mais espetacular das ações praticadas pela luta armada brasileira”, argumenta Elio Gaspari no livro “A Ditadura Escancarada”. “Seu efeito político foi desmoralizante para o regime, tanto pela publicidade que a audácia do lance atraiu como pela humilhação imposta aos chefes militares, que, tendo atropelado a Constituição, se viram encurralados por alguns jovens de trabuco na mão”.
O texto que os militantes conseguiram que fosse divulgado em rádios, TVs e jornais dizia: “Grupos revolucionários detiveram hoje o sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural”.
A ação ainda estabeleceu um novo procedimento para os demais guerrilheiros: o sequestro de diplomatas se repetiria outras três vezes em 1970, em março (com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Nobuo Okushi), junho (o embaixador alemão Ehrenfried von Holleben) e dezembro (o embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher).
Filme indicado ao Oscar
Marcada por improvisos, como o aluguel de uma casa de grande porte poucos dias antes do rapto, sem que houvesse tempo de os vizinhos se acostumarem com a nova movimentação, ainda assim a operação alcançou seus objetivos. Em menos de 24 horas as forças policiais já sabiam onde o representante do governo americano estava sendo mantido, mas optaram por não colocar sua vida em risco. Estavam certos em adotar uma linha cautelosa. Como já declarou, em entrevista de 2014, um dos sequestradores, Cid Benjamin, que tinha 21 anos em 1969, “nós o teríamos matado se as exigências não fossem atendidas”.
O feito fez a fama dos 13 envolvidos e levou um deles, Fernando Gabeira, a escrever o livro “O Que é Isso, Companheiro”, adaptado para os cinemas em 1997, com Fernanda Torres em um dos principais papeis e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Mas, como analisa Gaspari, também deixou claro que a luta armada passava por dificuldades.
“A vitória dos sequestradores é um divisor na história do surto terrorista brasileiro. De um lado, marca o seu ápice. De outro, revela na sua própria finalidade os ingredientes do resgate que a corroía. Manobra ofensiva bem-sucedida em relação ao efeito externo, a ação foi concebida como instrumento de defesa, destinada a libertar militantes presos. A audácia dos sequestradores indicava o desassombro do grupo, mas a razão que os moveu estava ligada à luta por sobrevivência”.
De fato, alguns dos envolvidos com o rapto de Elbrick, como o próprio Gabeira, seriam posteriormente presos – e enviados ao exílio por ocasião dos sequestros realizados meses depois. A partir de 1972, o MR-8, assim como todos os demais grupos guerrilheiros, já tinha perdido o fator surpresa. Seus integrantes estavam mortos, presos ou exilados. Ao ressurgir, no final da década, já atuavam como um braço de apoio a Orestes Quércia. Hoje, seus líderes são apoiadores incondicionais do governo Lula – o jornal Hora do Povo, o mesmo que publicou a ameaça contra Mainardi, segue produzindo textos favoráveis às pautas do Partido dos Trabalhadores (PT).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/grupo-guerrilheiro-mr-8-sequestrou-embaixador-americano-charles-elbrick/
O congelamento da USAID por Trump é um golpe para a esquerda global

A administração Trump está dinamitando o estado profundo, e os democratas estão apopléticos.
Na terça-feira (04), o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou quase todos os funcionários da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) baseados no Distrito de Columbia em licença. De acordo com o site Politico, isso equivale a cerca de 1.400 pessoas, além dos 600 funcionários que já haviam sido afastados desde domingo (02).
Essa medida vem após a administração Trump congelar por 90 dias toda a assistência estrangeira.
Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e o empresário Elon Musk — que dirige o recém-criado Departamento de Eficiência Governamental — passaram os últimos dias criticando a USAID por desperdiçar milhões de dólares dos pagadores de impostos em projetos ineficazes ou até prejudiciais ao redor do mundo.
O secretário de Estado Marco Rubio explicou os problemas da USAID em entrevista à Fox News na segunda-feira (03).
“Eles evoluíram para uma agência que acredita não ser parte do governo dos EUA, mas sim uma instituição de caridade global. Pegam o dinheiro dos contribuintes e o gastam como tal, independentemente do interesse nacional.”
Rubio destacou que embaixadas ao redor do mundo frequentemente reclamam da falta de cooperação da USAID e até mesmo de sua postura prejudicial em relação aos governos com os quais os EUA desejam trabalhar. Ele argumentou que a agência opera como se sua lealdade fosse ao “globo” e não aos Estados Unidos, afastando-se do propósito original de sua criação.
Agora, com a USAID sob sua autoridade, Rubio afirmou que o governo tentou reformá-la, mas encontrou “insubordinação em altos escalões”. Segundo ele, muitos funcionários da agência agem como se trabalhassem para si próprios, e não para o povo americano ou seus representantes eleitos.
É por isso que a administração teve que tomar medidas drásticas para congelar temporariamente a agência, explicou Rubio. É um golpe significativo que surpreendeu os democratas, que não estão acostumados com os republicanos desafiando a máquina administrativa irresponsável da esquerda tão diretamente.
Os democratas agora tentam transformar essa suspensão da USAID em um problema político contra Trump. O senador Chuck Schumer (Democrata-NY) alertou que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e o governo Trump podem não parar na USAID e poderiam investigar… o IRS [Internal Revenue Service, a Receita Federal dos EUA].
Ah, não! Não o IRS!
A esquerda aposta que essa paralisação pode gerar indignação popular contra o governo Trump. No entanto, essa estratégia pode não funcionar, já que a medida afeta principalmente um nicho específico de funcionários federais, sem grande impacto na vida cotidiana dos americanos.
Além disso, a #Resistência do chamado “Estado Profundo” já não tem a mesma força que tinha em 2017. E, talvez mais importante, depois que os americanos descobriram como a USAID tem sido administrada, dificilmente ficarão chateados com sua reformulação.
A USAID é um produto da Guerra Fria, durante a qual os EUA estavam envolvidos em uma batalha global contra as forças do marxismo internacional. Foi criada por meio de uma ordem executiva de 1961 pelo presidente John F. Kennedy como uma ferramenta do governo federal para auxiliar o soft power americano influenciando outras nações com assistência financeira e humanitária.
Contudo, com o fim da Guerra Fria e da ameaça soviética, a agência mudou de rumo. A política externa dos EUA passou a priorizar uma vaga promoção da “democracia” humanitária, o que fez com que a USAID se inclinasse cada vez mais para a esquerda, apesar de seu suposto caráter apartidário.
Organizações como a USAID se tornaram instrumentos de um império global progressista, desviando-se dos interesses americanos e da contenção do comunismo internacional. Em vez disso, passaram desviar dólares dos contribuintes dos EUA para vários projetos de esquerda, muitos dos quais são mal recebidos até mesmo nos países que deveriam ser supostamente beneficiados.
Na prática, a USAID se transformou em um cabide de emprego para ativistas progressistas dos EUA.
Nos últimos dias, tem havido um escrutínio crescente sobre o que a USAID tem financiado. Os defensores da agência frequentemente apregoam que ela fornece medicamentos que salvam vidas para países em desenvolvimento, mas essa é a fachada para todos os outros projetos explicitamente ideológicos em que está envolvida.
Por exemplo, o jornal The Washington Free Beacon relatou que em 2023, sob o presidente Joe Biden, a USAID gastou US$ 1 milhão “em um projeto para ajudar pessoas com deficiência no país da Ásia Central do Tajiquistão a se tornarem ‘líderes climáticos'”.
O governo Biden sobrecarregou os esforços da USAID e do Departamento de Estado para promover objetivos sociais de extrema esquerda. Por exemplo, de acordo com o The Wall Street Journal, o Departamento de Estado estava financiando “subsídios culturais” para promover apresentações de drag queens no Equador. Enquanto isso, a China estava investindo pesadamente na produção de mineração de cobre do país.
O Free Beacon também relatou que a USAID gastou milhões de dólares em vários projetos de diversidade, equidade e inclusão, incluindo um programa criado para “engajar instituições lideradas por indígenas para implementar um programa de tecnologia de linguagem indígena” na Guatemala, onde mais de 95% das pessoas falam espanhol.
Também gastou dinheiro em grupos que elogiavam terroristas.
“Em novembro de 2022, a USAID destinou US$ 78.000 ao Community Development and Continuing Education Institute (CDCEI), um grupo ativista palestino na Cisjordânia. Os líderes dessa organização elogiaram um terrorista que assassinou um adido militar dos EUA, chamando-o de ‘combatente heróico'”, relatou o Free Beacon.
O senador Tom Cotton, republicano do Arkansas, enviou uma carta à USAID em outubro de 2024 dizendo que parte dos mais de um bilhão de dólares usados para ajuda humanitária em Gaza provavelmente estavam sendo canalizados para terroristas.
“Como previ que aconteceria desde o início, relatórios confiáveis indicam que terroristas do Hamas desviaram essa ajuda; evidências indiscutíveis demonstram que a ajuda sempre correu alto risco de desvio”, escreveu Cotton, de acordo com a Fox News.
Além disso, sob Biden, a USAID financiou abortos na África por meio de programas promovidos como iniciativas de combate à AIDS, segundo a Fox News.
Os defensores da agência argumentam que sua atuação é crucial para combater a influência da China. No entanto, enquanto Pequim investe em infraestrutura e mineração, a USAID direciona recursos para palestras sobre ideologia de gênero.
Talvez o aspecto mais condenável seja que a USAID canalizou dinheiro para organizações chinesas que trabalham em pesquisas sobre o coronavírus, incluindo o infame Instituto de Virologia de Wuhan.
E para completar, como meu colega Tyler O’Neil relatou, a USAID trabalhou em estreita colaboração com o Instituto Open Society, de George Soros, ao longo dos anos.
O fato de os Estados Unidos terem uma agência como a USAID não é inerentemente ruim. Há benefícios em poder entregar ajuda a potenciais parceiros internacionais e promover valores americanos no exterior.
No entanto, a versão atual da USAID não está realmente fazendo isso. Em vez disso, está operando como uma agência desonesta, promovendo um projeto ideológico de esquerda que é impopular tanto dentro quanto fora dos EUA.
Desferir um golpe na USAID — e, no mínimo, forçá-la a se concentrar em sua missão principal original — será uma grande bênção para os EUA e um golpe para a esquerda. É uma situação ganha-ganha e indicativa da seriedade de Trump em perseguir o deep state em sua segunda volta à Casa Branca.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/congelamento-usaid-trump-golpe-esquerda-global/
Cartas do PCC em presídio revelam plano para matar agentes

Um processo do Ministério Público (MP) de São Paulo, ao qual a Gazeta do Povo teve acesso reúne mais de 1,7 mil páginas e inclui cartas apreendidas no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau (SP). Nos manuscritos, um dos líderes da facção, Luis Alberto dos Santos Aguiar Júnior, ordena a execução de policiais penais e autoridades.
O documento também menciona ONGs que apoiam a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), protestos contra a “opressão do sistema” e detalhes sobre a estrutura da organização criminosa. As primeiras cartas foram encontradas em novembro de 2023 na penitenciária de Presidente Venceslau, que abriga diversos membros do PCC.
Cada cela tem um líder, e o espaço onde os manuscritos estavam era comandado por Aguiar. Segundo depoimentos de policiais penais, ao perceber a abordagem, ele tentou engolir os documentos, mas não conseguiu destruir todos. Após a apreensão, Aguiar confirmou ser membro da facção, contrariando sua defesa em outros processos.
“Eu corro com a facção, aqui é o crime e já era”.Fala de Luis Alberto dos Santos Aguiar Júnior ao ser flagrado com as cartas.
Os manuscritos detalham medidas para enfrentar a “opressão do sistema”. Duas semanas após a apreensão, uma manifestação ocorreu em frente à penitenciária para exigir melhores condições para os presos.
Integrante da chamada “sintonia” — o alto comando do PCC —, Aguiar determina nas cartas o “apoio da externa”, termo usado para designar a ajuda de membros da facção em liberdade aos que estão presos. Em um dos trechos, ele exige uma “resposta de sangue ao sistema”.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o plano envolvia o assassinato de agentes públicos, incluindo funcionários da penitenciária. O MP também investiga a possibilidade de que a ordem envolvesse a execução de uma autoridade, já que a carta menciona “três respostas de sangue”.
Estatuto do PCC é citado nas cartas
Criado em 1993, o estatuto do PCC contém 16 regras. Para mobilizar os faccionados, Aguiar faz referência à “injustiça do sistema opressor”, frase que marcou a fundação da organização criminosa nos anos 1990. “Chegou ao extremo, parceiro com costela quebrada, braço quebrado, mais de quatro agressões em um mês. Opressão psicológica, física, derramamento de sangue de irmão nosso. Injustiça, patifaria, tudo que eles podem fazer contra o crime, tão fazendo”, escreve Aguiar.
No trecho que reforça a tese de um plano de homicídio, Aguiar afirma: “Então vamos mandar pros irmãos tá fazendo três nomes e pedir a baixa”, sugerindo a execução de três agentes penitenciários. Ele ainda cobra urgência e exalta o poder da facção.
“Estamos prontos para o que vier, pois o crime está vivo aqui e em todo lugar do planeta. Somos a maior organização criminosa do mundo e não iremos aceitar isso dentro do nosso estado. Enquanto eles tentam nos massacrar, nossos irmãos vão focar em dar baixa em três tiranos. Temos quem nos apoia para que isso aconteça, e o tratamento irá mudar. Eles verão o PCC como devem”, continua o condenado.
Após ser flagrado com as cartas, Aguiar demonstrou preocupação com possíveis retaliações do Estado contra as lideranças do PCC nas penitenciárias de Presidente Venceslau I e II.

“Gravatas”, saúde e reivindicações: carta revela setores estratégicos do PCC
O material apreendido no presídio de Presidente Venceslau detalha setores estratégicos do PCC. O documento menciona o setor de “gravatas”, que é composto por advogados que defendem integrantes da facção e facilitam a comunicação entre presos e o exterior; o setor de saúde, formado por médicos e dentistas que auxiliam detentos e suas famílias; e o setor de execução, responsável por homicídios e pelo controle do tráfico de drogas.
Os advogados do setor de “gravatas” também recrutam médicos e dentistas para a facção. No dia 28 do mês passado, o Ministério Público denunciou três advogados suspeitos de ligação com o PCC e de atuar no recrutamento de profissionais da saúde para a organização criminosa. O setor de reivindicações, liderado por uma ONG, também é citado na carta como essencial para influenciar a opinião pública e reforçar as demandas do grupo.

Carta do PCC cita apoio de ONGs à facção criminosa
No início do documento, Aguiar sugere acionar ONGs. “Iremos escrever nos lençóis socorro, injustiça e opressão, descaso com a saúde. Tudo que estamos passando aí. Como as unidades vão estar paradas em uma só voz, os profissionais irão acionar a mídia, os direitos humanos, as ONGs e a Corregedoria”, escreveu.
Quarenta e dois dias após a apreensão da carta, a ONG Pacto Social & Carcerário — suspeita de ligação com o PCC — organizou uma manifestação em frente à unidade regional do Departamento Estadual de Execução Criminal. Policiais civis infiltrados no protesto relataram a presença de membros da facção entre os manifestantes.
Na véspera da manifestação, dois homens foram presos no interior de São Paulo: Michael Douglas Anjos Coelho de Oliveira e Luan Vitor Siqueira de Jesus. Na casa onde eles estavam foram apreendidos radiocomunicadores, armas, coletes balísticos e faixas em defesa dos presos.

A carta também orientava sobre como o protesto deveria ocorrer. “Além dos lençóis, iremos fazer bateria, gritar ‘socorro’, aí a mídia e as ONGs de direitos humanos vão querer entrar na unidade. Isso tudo sincronizado. Temos poder e força para causar esse impacto e mostrar o que estamos passando dentro desse regime tirano e ditador”, dizia o texto.
A reportagem da Gazeta do Povo procurou a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo para comentar a apreensão das cartas e a repressão à comunicação de membros do PCC com quem está fora do presídio. Em nota, a pasta afirmou que “por meio da Polícia Penal do Estado de São Paulo, combate diuturnamente o crime organizado, utilizando inteligência e tecnologia e atuando em estreita colaboração com o Ministério Público e as demais forças de segurança do Estado”.
ONG suspeita de ligação com o PCC é alvo de operação em São Paulo
No último dia 14, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram uma operação para prender líderes da ONG Pacto Social & Carcerário, suspeita de envolvimento com o PCC. A investigação tem como base as cartas apreendidas em 2023 na penitenciária de Presidente Venceslau.
Batizada de “Scream fake” (falso grito), a operação cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra advogados e dirigentes da ONG, que atuava no apoio a presos e ex-detentos. Os mandados foram cumpridos nas cidades paulistas de São Paulo, Guarulhos, Presidente Prudente, Flórida Paulista, Irapuru, Presidente Venceslau e Ribeirão Preto, além de Londrina, no Paraná.
Ao todo, 12 pessoas foram presas, incluindo três advogados, além da presidente e do vice-presidente da ONG, suspeitos de ligação com o PCC. Por determinação judicial, a entidade, com sede em uma comunidade de São Bernardo do Campo (SP), teve as atividades suspensas. A reportagem da Gazeta do Povo não localizou a defesa dos investigados. O espaço segue aberto para manifestações.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sao-paulo/cartas-pcc-presidio-revelam-plano-para-matar-agentes/
O IBGE sob a ingerência do lulopetismo

Saudado por grupos de esquerda, como as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, por seu “compromisso com a construção das instituições comprometidas com o projeto popular para o Brasil”, Márcio Pochmann, nomeado por Lula em julho de 2023 para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumula provas de que não deveria estar à frente do instituto, ainda que seus companheiros petistas insistam no contrário.
Pochmann já havia presidido de forma desastrosa o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) durante o segundo governo Lula e metade do primeiro mandato de Dilma Rousseff. Nos seis anos à frente do Ipea, o petista ficou conhecido pelos atritos constantes com pesquisadores e funcionários, que reclamavam da pressão política exercida por ele. No IBGE, Márcio Pochmann segue a mesma cartilha e coloca em xeque a confiança nas pesquisas e levantamentos feitos pelo instituto.
Um instituto responsável por dados de importância vital para o país, como o PIB, a inflação e a taxa de desemprego, precisa passar total credibilidade, transparência e confiança, sob risco de tornar-se irrelevante. E isso começa com ter um presidente que transmita essas mesmas qualidades
Em setembro do ano passado, funcionários do IBGE já alertavam sobre a falta de diálogo com Pochmann. A crise ganhou mais força no início de janeiro, com o escalonamento das reclamações e denúncias dos servidores. Um dos pontos principais foi a Fundação IBGE+, de caráter público-privado, que, segundo os servidores, foi criada “de forma sigilosa e sem consulta aos servidores, em julho de 2024”. O estatuto da nova entidade permitiria a realização de trabalhos para organizações públicas e privadas, o que levou a fundação a ser apelidada de “IBGE paralelo”.
A presidência do IBGE defendeu a iniciativa, que supostamente busca captar recursos para o órgão de outras fontes, como estatais e bancos públicos, mas nunca divulgou detalhes sobre como se daria o financiamento ou como funcionaria o IBGE+. Usando a tática comum aos agentes do governo lulopetista, que jamais reconhecem a legitimidade das críticas que recebem, o presidente do IBGE atribuiu os questionamentos sobre o IBGE+ a uma “forte campanha de desinformação”, e afirmou que a criação do órgão teria sido aprovada para “permitir a busca de recursos não orçamentários essenciais para a urgente e imprescindível modernização e fortalecimento tecnológico” do IBGE. Na semana passada, o IBGE+ acabou sendo engavetado, ao menos provisoriamente, para tentar controlar a crise. Mas esse não é o único ponto controverso da gestão de Pochmann.
Numa carta aberta divulgada na semana passada, servidores da área de comunicação do instituto denunciaram que Pochmann mantém uma relação hostil com a imprensa nacional e local, recusando-se a atender demandas e pedidos de entrevistas, limitando-se a responder aos questionamentos da imprensa por meio de notas publicadas tardiamente no portal oficial do IBGE. Ele também estaria, segundo os funcionários, utilizando-se do cargo para autopromoção, priorizando a divulgação de suas agendas e viagens em vez dos dados produzidos pelo instituto.
A postura de desprezo ao trabalho dos jornalistas condiz com o que o próprio Pochmann havia defendido poucos meses após assumir o IBGE, quando reclamou das entrevistas coletivas com técnicos do órgão, capazes de explicar e destrinchar os números e responder às perguntas (às vezes incômodas) da imprensa. “A comunicação do passado era aquela que (sic) o IBGE produzia as informações e os dados, fazia uma coletiva e transferia a responsabilidade para o grande público através dos meios de comunicação tradicionais (sic). Isso ficou para trás”, disse Pochmann em novembro de 2023.
Ainda na semana passada, a divulgação de uma publicação do IBGE trouxe mais desconfiança em relação à gestão de Pochmann. Entre os prefácios do anuário O Brasil em Números há um texto escrito pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), uma das poucas integrantes do partido que declarou boas relações com o governo Lula, e que está sendo cortejada para migrar para o PSD, que faz parte da base governista.
No texto, a governadora cita e elogia programas criados por ela – o que estaria em desacordo com as boas práticas institucionais e comprometeria a imparcialidade do instituto. Publicado desde 1992, O Brasil em Números nunca teve um prefácio escrito por políticos, justamente para manter sua credibilidade e transparência. Pochmann, porém, não viu problemas em publicar uma peça de propaganda política em uma publicação oficial e disse que o prólogo de Lyra foi uma “contrapartida pela ajuda financeira da gestão pernambucana para viabilizar sua veiculação na forma impressa”, mas não deu detalhes sobre qual teria sido o valor recebido pelo IBGE.
A gestão errática e pouco transparente de Pochmann tem causado problemas sérios de credibilidade ao IBGE. De fato, é difícil acreditar nos dados divulgados por um órgão cujo presidente é criticado pelos próprios servidores por ingerência. Um instituto responsável por dados de importância vital para o país, como o PIB, a inflação e a taxa de desemprego, usados para o acompanhamento das ações e políticas públicas dos governos, e que orienta a ação do mercado e dos investidores, precisa passar total credibilidade, transparência e confiança, sob risco de tornar-se irrelevante. E isso começa com ter um presidente que transmita essas mesmas qualidades, o que não é o caso de Pochmann.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/ibge-ingerencia-marcio-pochmann-lulopetismo/
Centrão e oposição se unem para mudar regra da inelegibilidade que pode beneficiar Bolsonaro

Com a volta dos trabalhos no Legislativo, parlamentares da oposição buscam o apoio de partidos do Centrão para avançar com um projeto de lei que esvazia a Lei da Ficha Limpa ao reduzir o prazo de inelegibilidade de oito para dois anos. Nos cálculos dos aliados de Jair Bolsonaro (PL), a medida poderia liberar os direitos políticos do ex-presidente para que ele pudesse concorrer à presidência em 2026.
Bolsonaro foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2023, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação após levantar dúvidas sobre a credibilidade das urnas eletrônicas. Posteriormente, ele foi condenado novamente à inelegibilidade, dessa vez por abuso de poder político e econômico por suposto uso eleitoral das cerimônias do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022.
Com base na legislação atual, Bolsonaro está proibido de disputar um cargo público por oito anos e, caso não consiga reverter a decisão, ele só poderá disputar uma eleição em 2030. Diante desse cenário, ganhou força nesta semana uma articulação por parte dos aliados do ex-presidente para que o projeto apresentado pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS) seja aprovado pelo Congresso Nacional ainda neste ano.
Essa não seria a primeira vez que parlamentares buscam mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010 como projeto de iniciativa popular para barrar a candidatura de políticos com condenações em tribunais. No ano passado, por exemplo, um projeto da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, chegou a ser aprovado na Câmara, mas ainda não passou pelo Senado. Esse texto previa uma mudança na forma como o prazo de inelegibilidade seria contado, mas mantinha o período de até oito anos.
Para Bibo Nunes, no entanto, o prazo de oito anos serve apenas para tirar da vida política pessoas competitivas e não para punir criminosos. Segundo o parlamentar, seu texto não tem interesses “casuísticos”, mas ele reconhece que tratou sobre o tema com o ex-presidente Bolsonaro.
“Existe a justiça comum, o Código Penal, a lei de improbidade administrativa, entre outras, para punir políticos criminosos. Não é por tempo de ficar inelegível que se pune um político criminoso. Oito anos é muito tempo e serve para punições políticas e não criminosas”, argumentou o deputado à Gazeta do Povo.
Entre outros pontos, o projeto de Bibo Nunes estabelece que a contagem para o período de inelegibilidade será de dois anos “subsequentes à eleição” em que houve o crime eleitoral. No caso de Bolsonaro, a inelegibilidade contaria apenas entre outubro de 2022 e outubro de 2024. Ou seja: se a proposta estivesse em vigor, o ex-presidente já estaria elegível.
Apoio do Centrão pode acelerar aprovação da proposta na Câmara
Atualmente, o projeto de Bibo Nunes está sob a relatoria do deputado Filipe Barros (PL-PR) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que até o final do ano passado era comandada pela deputada Caroline De Toni (PL-SC). O colegiado, no entanto, deverá ser presidido neste ano por um partido do Centrão e líderes do União Brasil e do MDB tentam um acordo para isso.
A expectativa é de que a instalação dos colegiados aconteça após o carnaval, no começo de março. O apoio de parlamentares do Centrão é visto como estratégico por parte da oposição para que o projeto que altera o prazo da inelegibilidade avance.
Líderes de partidos como União Brasil, PP e Republicanos ouvidos pela reportagem admitem, reservadamente, que a proposta pode ganhar força, desde que haja a escolha de um novo relator para viabilizar a admissibilidade da proposta na CCJ.
Na avaliação dessa ala do Centrão, um nome mais pragmático em comparação ao de Filipe Barros poderia reduzir eventuais resistências por parte da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por exemplo.
Assim como Bolsonaro, outros políticos podem se beneficiar pela medida, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, cassado em 2016 e que, pela regra atual, está inelegível até 2027. Além de outros nomes como os ex-governadores José Roberto Arruda (DF) e Antony Garotinho (RJ).
Segundo Bibo Nunes, diversos outros parlamentares já o procuraram para subscrever o seu texto. O projeto já traz a assinatura de 73 deputados, a maioria do PL, mas também do MDB, Patriota, PP, PSD e Republicanos, partido do novo presidente da Câmara, Hugo Motta.
“Deputados de diferentes partidos já me procuraram para dar apoio ao texto, a sinalização do presidente Hugo Motta nesta semana mostrou que podemos avançar com o texto”, disse o parlamentar gaúcho.
Nesta semana, em entrevista à CNN Brasil, Motta disse que considera 8 anos um período longo para o político ficar inelegível, mas que essa discussão também depende dos líderes partidários. “Oito anos são quatro eleições, é um tempo extenso na minha avaliação”, disse Hugo Motta sobre a Lei da Ficha Limpa.
De acordo com o presidente da Câmara, o Brasil se adaptou ao contexto da lei, mas o Congresso é soberano para propor mudanças.
“Se houver interesse de algum partido, de algum parlamentar em discutir isso, e aí entra o cenário de 26, que começou a falar para tratar a inelegibilidade de Bolsonaro, aí o Congresso vai discutir, o Congresso é soberano. Esse não foi um tema, um assunto, que eu dialoguei com os líderes para sentir o ambiente sobre a necessidade ou não de uma mudança na Lei da Ficha Limpa”, afirmou Motta.
Base do governo Lula ainda acompanha movimentação da oposição
Procurados, líderes da Câmara e do Senado que integram a base do governo Lula admitiram que ainda avaliam a repercussão do projeto encampado pela oposição junto ao Centrão. Apesar disso, o PT, partido do presidente, apoiou no ano passado a articulação para que o projeto da deputada Dani Cunha avançasse no Congresso.
O próprio Lula disse, em 2022, antes de voltar à presidência, que o modelo atual da Lei da Ficha Limpa é “uma bobagem” e defendeu que a norma fosse rediscutida.
“Acho que foi uma bobagem a gente fazer a Lei da Ficha Limpa tal como ela foi feita. Você muitas vezes pune uma pessoa e, três meses depois, essa pessoa readquire o seu direito de ser candidata. É preciso a gente dar uma rediscutida na Lei da Ficha Limpa”, disse o petista à rádio Super, de Belo Horizonte, na ocasião.
Nas eleições de 2018, Lula foi impedido de concorrer por conta da Lei da Ficha Limpa. O então candidato havia sido condenado na Operação Lava Jato e só recuperou os seus direitos políticos em 2021, quando suas condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta semana, em entrevista a diversas rádios mineiras, Lula ironizou ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer à reeleição contra Bolsonaro em 2026.
“Se a Justiça entender que ele pode concorrer às eleições, ele pode concorrer. E se for comigo, vai perder outra vez. Não há possibilidade de a mentira ganhar uma eleição neste país”, afirmou Lula.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/centrao-e-oposicao-se-unem-para-mudar-regra-da-inelegibilidade-que-pode-beneficiar-bolsonaro/

“Se estiver caro, não compre!”: a solução de Lula para a inflação

— Ô, Janja. Jââânjá! Vem jantar, meu bem. Vem que hoje tem picanha — chama Lula pelos corredores do Alvorada.
— Só um minutinho, benhê! Tô aqui terminando uma ligação — grita ela, voltando a falar ao telefone: — Sei………. Ahã……….. Sim, claro!……… Não é possível!………. Um absurdo mesmo!…….. Então tá, a gente vai se falando. Tchau.
Janja se senta à mesa e lá encontra Lula abrindo o apetite com uma dose do que pode ser Biotônico Fontoura, licor de jenipapo ou algum suco fermentado de cana. Vai saber.
— Tem picanha mesmo? — pergunta ela. — Hoje eu tô com fome. Acho que a semaglutida não fez efeito.
— Não tem. Falei só pra te provocar. A picanha tá cara.
— A picanha, o café, a laranja…
— E, se tá caro pra nós, imagina pro povão.
— Pois é… A gente precisa tomar uma providência, Lula.
— Providência não dá. Providência acabou — diz ele.
E para entender essa piada, não tem jeito, você vai ter que clicar no link. Mas vai e volta correndo, hein? Eu espero.
Patuscada
— Aliás, com quem você tava falando? — pergunta Lula. — Por acaso não era com o Silvio Almeida, era?
— Não. Eu tava falando com o Popov, acredita?
— Ah, é? E como é que ele tá?
— Tá bem. Mandou um abraço. Disse que sempre reza por você e que tá com saudade das suas… Como foi que ele disse? Patuscadas.
— Ele falou isso mesmo? Patuscada? O que significa isso?
— Deixa eu ver aqui no DeepSeek. Ah, aqui está: substantivo feminino. Conjunto de pessoas que se reúne para uma festividade, para festejar, beber e comer. Por exemplo: o governo tem gastado milhões em patuscadas.
— Ah, esse Popov. Só pensa em comer. Mas por que você tava falando com ele? Ele não é… inimigo?
— Ordens do Sidônio, né, meu bem? Ele disse que eu preciso estar em evidência e que nossas conversas sempre fazem o maior sucesso na Gazeta do Povo. É a tal coisa: só existe uma coisa pior do que falarem da gente.
— O quê?
— Não falarem.
Bonés
— Uau. Que bonito isso. Essa frase é dele?
— Não, é da Clarice Lispector — responde Janja. Parece, mas ela não está sendo grosseira. Ela realmente acha que a frase é da Clarice Lispector.
— Grande atriz! — diz Lula. — Deveria ganhar um Oscar como a nossa Fernandinha. Sobre o Sidônio… Eu não te disse que ele era um gênio? Bem melhor do que o Felipe Neto.
— Se bem que a ideia do cavalo Caramelo foi boa, vai.
— Foi. Mas o negócio agora é outro. O negócio agora é boné — diz Lula, botando o azulzinho na cabeça.
— Nem me fale! Viu como o Randolfe ficou bonitinho com um desses? Parecia um menininho. E o slogan, então? “O Brasil é dos brasileiros”. Será que foi ideia do Sidônio?
— Também achei que fosse. Soa como frase que um Ministro da Propaganda criaria, né? Mas eu perguntei e ele disse que a frase não é dele, não. É de um tal de Paulo José Gôbeus.
— Taí. O PT bem podia chamar esse tal de Gôbeus pra sua campanha em 2026.
— Verdade. Até porque você vou precisar de um marqueteiro muito bom.
Nosso
— Que nada! Já tá tudo… Deixa pra lá! Me diz o que mais você combinou com o Sidônio, Janja. Fazia tempo que eu não te via assim tão empolgada.
— Ah, um monte de coisa legal! Combinei de gravar um vídeo elogiando a música da Margareth Menezes, por exemplo. Pra dar assim um up no carnaval. E na militância também. O pessoal anda meio borocoxô por causa da vitória do Trump.
— Mas é sério que você vai ter que ouvir aquilo? Axé com consciência social é dureza, hein?
— Ouvi e até já gravei o vídeo. Deve estar rodando lá nas redes sociais fascistas.
— O que a gente não faz pelo poder, né, amor?
— Nem me fale. Eu casei com você… — Janja nem se dá conta do que diz. Lula, animadinho, ri. Mas no fundo ele está se perguntando: “Onde é que eu fui amarrar meu bode?”. Janja continua: — E agora eu vou andar pelo país com os ministros, pra mostrar os resultados do seu governo.
— Nosso governo.
— Seu, nosso. Tanto faz. Tudo o que é meu é seu, amor — diz ela.
— Mas o que é que você vai mostrar de bom? Vai mostrar o que a gente tá fazendo pra conter a criminalidade? Vai mostrar a defesa da democracia? Vai mostrar nossa maravilhosa diplomacia?
— Você sabe que sou exibida. Vou mostrar tudo o que der pra mostrar. E mais um pouco.
— Só não mostra a inflação, meu bem.
Deixa comigo
— Por quê? Você acha que eu não entendo nada de economia? Só porque eu sou mulher?
— Não é isso, meu chuchuzinho. É que o Sidônio falou pra deixar a inflação comigo.
— Tá bom. Se o Sidônio falou, tá falado. Mas o que você vai fazer quanto a essa tal de inflação? É um problemão, hein? Vai pedir pro Pochmann mudar umas vírgulas de lugar? Vai pedir pro Haddad cortar gastos?
— Primeiro que eu não peço, Janja. Eu mando. Afinal, ainda sou o presidente desta joça. Mas, respondendo à sua pergunta, não e não. Vou gravar um vídeo.
— Tipo aquele do Nikolas sobre o Pix?
— Que nada! Muito melhor. Vou gravar um vídeo pedindo a ajuda… do povo.
— Faz isso! Você é bom nessas coisas! E o povo já tá fu—
— Ei, ei. Lembre-se de que este é um jornal de família.
— Verdade. O povo já tá piiiiiiiiiiiii mesmo. Um sacrifício a mais ou a menos não vai fazer diferença. No mais, eles te amam.
— Foi o que o Sidônio disse.
— O Sidônio, as pesquisas, a imprensa…
— Tá, mas… O que você vai dizer nesse vídeo aí? Tô curiosa.
— Olha só que genial. Vou falar pro povo não comprar comida quando a comida estiver cara. Assim, os comerciantes vão ser obrigados a baixar os preços e a inflação vai diminuir.
(Se este texto fosse um desenho animado, neste momento uma lâmpada se acenderia sobre a cabeça de Lula).
— É por isso que eu te amo, Lula! Você sempre tem uma solução simples para os problemas mais complicados. Quer saber? Vou ligar pro Popov agora mesmo e pedir pra ele escrever sobre isso. Vai ser um sucesso!
— Vai, sim. Claro que vai. Como tudo em que a gente mete a mão — diz Lula.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/lula-inflacao/

Ministério da Gestão corta contrato milionário: fraude ou incompetência?

Alguns assuntos de interesse de todo mundo, do nosso bolso.
Uma grande empresa milionária – uma empresa de milhões, porque tinha contrato de milhões com o governo – é a mesma empresa que fornecia mão de obra terceirizada para o presídio de segurança máxima, de Mossoró, de onde fugiram dois do Comando Vermelho.
Bom, está sendo investigado que o dono dessa empresa mora numa casinha simples, é um técnico em contabilidade, que tinha R$ 527 no banco e pediu auxílio da pandemia e tem um carrinho velho. E os parentes dele nem sabem que ele era milionário. É o laranja. Aí está sendo investigado.
Quando veio à tona a investigação, o Ministério da Gestão cortou o contrato de R$321 milhões para fornecer mão de obra para todo o governo federal. O TCU também pediu para a Secretaria de Comunicação cortar um contrato de R$200 milhões. É muito dinheiro! E é o dinheiro de onde? Seu, meu. É aquele dinheiro que quando você faz qualquer compra, vira imposto. Você está pagando imposto embutido nas compras. Pois é, como agora a gente está pagando imposto embutido no combustível.
A volta do imposto sindical
Tem mais, tem o famoso imposto sindical, que para não dizer que é imposto, mudou de nome. No governo Bolsonaro era proibido. Não pode exigir que a pessoa que não queira se filiar a um sindicato, tenha que pagar o sindicato. Só que eles conseguiram uma saída, uma emenda nisso tudo, em que a pessoa para não pagar tem que entregar uma carta pessoalmente no sindicato, ou seja, dificultaram, tem filas enormes aqui em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Bahia, em toda parte. Isso é um absurdo!
Está na hora de dar uma sacudida no Congresso Nacional e parar com isso. Os sindicatos que sobrevivam com os seus filiados, aqueles que quiserem se filiar ao sindicato. Assim como o partido político é a mesma coisa. Os meus impostos vão para todos os partidos políticos, inclusive para aqueles dos quais eu discordo. É um absurdo!
Prioridades do Governo no Congresso
Mas o que acontece? Haddad levou lá no Congresso uma agenda com 25 prioridades. Eu digo que quem tem 25 prioridades, não tem nenhuma. A prioridade deveria ser cortar gastos. O Lula não permite, porque para ele todo gasto do governo é investimento. Com Bolsonaro, o País sobreviveu à pandemia com tudo fechado, sem recolher imposto, sem gerar imposto, com 22 ministérios. Por que tem que ter 39 ministros? Porque se funcionou com 22, funcionava com 12, funcionava com 8. Basta olhar a história da República.
Agora, o governo federal, Haddad, deixa bem claro que para cumprir metas – e não estão cumprindo, a meta de inflação não está sendo cumprida, os juros estão lá em cima porque o governo está cada vez mais endividado, porque gasta mais do que arrecada – é preciso arrecadar mais.
Rombo na previdência do Banco do Brasil
E aí tem mais, tem mais um susto agora. Um ministro do TCU, do Tribunal de Contas da União, autorizou uma auditoria urgente na gigantesca Previ, a caixa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil. O ministro Walton Alencar expressou ao pedir gravíssima preocupação, porque só em 11 meses do ano passado deu R$14 bilhões de prejuízo num tal Plano 1 e um baixíssimo rendimento em seus investimentos.
O presidente da Previ é indicado pelo presidente da República, por Lula, e ele é ligado à CUT através da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/ministerio-gestao-corta-contrato-milionario-fraude-incompetencia/

O pior ainda está por vir, prevê um dos maiores bancos do país

Terceiro maior banco do país, o Bradesco costuma ser comedido em suas análises sobre a economia. O tom dos relatórios e declarações à imprensa tende a ser sóbrio, cauteloso. Não é o caso, porém, do boletim em que o banco anunciou a revisão de suas projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB), publicado na quarta-feira (5).
Desta vez, o texto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) não faz rodeios. Já nos primeiros parágrafos, afirma que:
“Sem perspectiva de ajustes adicionais, o país segue desancorado, na essência do que o termo representa.”
Isso significa que os preços de ativos – câmbio, ações, juros futuros etc – “respondem substancialmente a cada nova informação do cenário”. Sobem e descem ao sabor do vento e das correntes. Uma notícia mais ou menos ruim já é capaz de mandar cotações lá para baixo. E o oposto.
Mais:
“Os próximos meses marcarão a pior combinação entre inflação e atividade dos últimos períodos.”
De acordo com o Bradesco, os índices de preços ainda responderão à desvalorização do real nos últimos meses, à inércia (ou seja, o efeito da inflação passada sobre os preços futuros) e “às surpresas com o crescimento”.
Por isso, o banco decidiu elevar sua projeção para a inflação de 2025, de 4,9% para 5,7%. Bem acima do IPCA medido no ano passado (4,8%) e do teto da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%), e um pouco além da mediana das apostas do mercado (5,5%). Se confirmado, será o pior número desde 2022.
Ao mesmo tempo em que a inflação sobe, o PIB perde vigor. O Depec diz que os sinais de desaceleração se acumulam e o fazem “ganhar convicção no quadro de recessão na segunda metade do ano”. “Apenas a agropecuária apresentará resultados consistentes”, diz o relatório.
Daí que a expectativa para o crescimento do PIB foi reduzida de 2,2% para 1,9%. Bem menos que o resultado de 2024 (o dado oficial não saiu, mas o banco calcula algo próximo de 3,4%) e ligeiramente abaixo da mediana do mercado (2,1%). Seria o pior resultado desde 2020, primeiro ano da pandemia.
Os economistas do Bradesco acreditam que o país ainda cresce bem neste primeiro trimestre, graças à safra agrícola, mas desacelera em seguida e entra em recessão na segunda metade do ano.
Ou seja: aparentemente, o ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic) – que já chegou a 13,25% ao ano, após quatro reajustes seguidos – finalmente esfriará a economia.
Na avaliação do Depec, o juro alto vai prejudicar o investimento produtivo, que vem de forte aceleração em 2024. O consumo das famílias ainda terá o suporte da massa salarial, mas deve avançar menos por causa de aumento do desemprego e menor expansão do crédito.
O Bradesco acredita que a Selic ainda vai subir mais 2 pontos porcentuais, chegando a 15,25% em meados do ano, para depois recuar um pouco e fechar dezembro em 14,75%.
O aperto deve continuar fazendo efeito em 2026, ano de eleição presidencial. Nesse caso, o Depec até revisou um pouco para cima a projeção de crescimento do PIB, de 1% para 1,3%. Ainda assim, seria o mais fraco do atual mandato de Lula.
A previsão para a inflação no ano que vem, enquanto isso, passou de 3% para 3,4%. Apesar da revisão, continuaria sendo o menor índice em oito anos, caso o palpite se mostre certeiro.
(Para quem está chegando agora ao mundo das projeções econômicas, vale o aviso: elas estão sujeitas a erros, para mais e para menos. Um exemplo. Em sua última ata, ao comentar “sinais incipientes” de moderação no crescimento econômico, o Comitê de Política Monetária do Banco Central fez questão de notar: “No passado também houve dados que sugeriam desaceleração, percepção que foi revertida em meses subsequentes, refletindo apenas volatilidade nas séries, sem alteração na tendência de crescimento, que mostrou notável resiliência”. Feito o alerta, seguimos.)
Inflação, PIB, juros: dívida pública é o fator determinante do cenário, diz Bradesco
O fator determinante para o cenário construído pelo Bradesco é a trajetória da dívida pública. Como as contas públicas não saem do vermelho, ela vem subindo desde o início do governo Lula, ainda que o crescimento econômico mais alto que o esperado (em 2023 e 2024) e a venda de reservas internacionais (em dezembro passado) tenham impedido avanço maior.
O problema, mais que o tamanho da dívida ou o tanto que ela já aumentou, é que pouca gente fora do governo acredita que ela vai parar de subir tão cedo. Na projeção do Bradesco, a reação entre endividamento e PIB, de 76,1% ao fim de 2024, subirá para 80,3% neste ano e 85,9% em 2026.
“Enquanto não houver clara perspectiva para sua estabilização, os preços de ativos, as expectativas e a própria economia estarão sujeitas a forte volatilidade”, diz o banco.
O relatório diz que “o arcabouço fiscal até cumpriu o papel de trazer a despesa pública para o nível anterior ao da pandemia” e que “o impulso fiscal em 2025 será menor do que nos anos anteriores”.
Ainda assim, ressalta que a velocidade da consolidação “é percebida como insuficiente”, e que não há perspectiva de ajustes adicionais. Não mesmo: dias atrás, o presidente da República avisou que, no que depender dele, não haverá novas medidas. E disse que quem passou o ano falando em déficit deveria pedir desculpas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nesta quinta (6), voltou a culpar Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, pelos males da economia.
Apesar disso tudo, o Bradesco decidiu manter a premissa de uma taxa de câmbio estável em R$ 6 por dólar até o fim de 2026. “Essa escolha também se apoia na hipótese de que o arcabouço fiscal será cumprido até o final do atual mandato, o que nos parece uma condição necessária, ainda que não suficiente, para que a taxa de câmbio possa de fato se estabilizar”, diz o relatório.
O mundo ficou mais imprevisível com Trump. Pior para quem não faz a lição de casa
Como não faz a lição de casa, o Brasil fica mais vulnerável ao que ocorre lá fora. E as notícias do exterior não são exatamente boas. As ameaças protecionistas e vaivéns tarifários de Donald Trump, contra inimigos e amigos, tornaram o cenário internacional “errático”, nas palavras do Bradesco.
“O aumento da incerteza pode implicar em menor crescimento da economia global, na medida em que as decisões de investimento das empresas são postergadas até que o cenário se torne mais claro”, diz o texto.
Com mais risco de inflação no curto prazo, por possíveis choques de oferta associados às tarifas de Trump, o banco passou a esperar menos cortes de juros nos EUA. O que não é bom para países emergentes como o nosso.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/fernando-jasper/inflacao-pib-juros-pior-esta-por-vir-preve-banco/

Lula humilha os pobres

Errar é humano, mas insistir no erro… Podemos perdoar quem votou no PT uma vez, mas e quem votou duas, três ou até quatro vezes? Depois de tudo que o governo lulista fez, teve mesmo gente que acreditou em chuva de picanha? É preciso um grau de alienação realmente espantoso para cair nessa ladainha.
E eis que, agora, o presidente Lula humilha seus eleitores mais pobres. Enquanto libera bilhões de uma Rouanet recorde para companheiros artistas, ou coloca sigilo de cinco anos em documentos sobre os irmãos Batista da JBS na Venezuela, o recado que Lula dá para o eleitor mais humilde é o seguinte:
“Se você vai no supermercado aí em Salvador, e você desconfia que tal produto tá caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência de não comprar aquilo que ele acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, porque senão vai estragar”.
Eu queria comprar um Porsche, mas estava caro demais, então comprei um Fusquinha 1976. Chupa, Porsche! Agora a montadora alemã vai ter que reduzir o preço na marra e vou me dar bem! Aprendi economia com o professor Lula
Já tivemos ministros lulistas recomendando a substituição de produtos melhores por piores, e agora Lula resolve dar um passo extra e recomendar a fome como estratégia de combate à inflação! Depois de prometer picanha, Lula recomenda que o povo deixe o produto na prateleira se estiver caro. Nem só de pão vive o homem, não é mesmo?
Eu queria comprar um Porsche, mas estava caro demais, então comprei um Fusquinha 1976. Chupa, Porsche! Agora a montadora alemã vai ter que reduzir o preço na marra e vou me dar bem! Aprendi economia com o professor Lula…
Isso tudo, vale lembrar, num contexto de arrecadação recorde do governo! Ou seja, o problema é mesmo o rombo fiscal, a gastança descontrolada, a corrupção, um governo perdulário e irresponsável que precisa alimentar as boquinhas famintas de seus comparsas enquanto esmaga deliberadamente as classes média e baixa.
E Fernando Haddad quer mais impostos! “O que nós vamos procurar fazer é, sem aumentar a carga tributária, porque isso é um compromisso com o Congresso Nacional, equilibrar o jogo entre os pobres e os ricos, porque os ricos pagam, proporcionalmente, muito menos impostos do que os pobres. Essa é a distorção que está sendo resolvida.” Ninguém acredita que não haverá aumento de carga, aliás…
O Brasil voltou. Ação do governo Lula contra a fome abastece ONGs de petistas que não entregam refeições previstas, diz jornal. As marmitas invisíveis que enchem os cofres dos companheiros, mas não a barriga do pobre.
Enquanto o Brasil segue desmoronando em corrupção, censura e autoritarismo, os iluminados de toga lançam… acessórios de moda. Como resumiu a advogada Fabiana Barroso, o STF agora é boutique de luxo, mas a mercadoria principal continua sendo a destruição das liberdades individuais. O seu dinheiro pagou gravatas e lenços com o símbolo do STF para ministros darem de presente.
É muita humilhação do consórcio lulista para com seus eleitores pobres. Ainda tem gente que realmente acredita no petismo?
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/lula-humilha-os-pobres-inflacao/
Ramagem propõe derrubar decisões do governo que ‘romantizam condutas criminosas’

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) quer derrubar duas portarias do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Segundo o parlamentar, as normas “são fundamentadas na romantização de condutas criminosas”. O projeto de decreto legislativo (PDL) de sua autoria derruba as portarias 855/2025 e 856/2025, do dia 17 de janeiro. Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que as diretrizes, “sob a justificativa de garantir direitos humanos, acabam por fragilizar o combate ao crime organizado, além de criar um cenário de insegurança jurídica para os profissionais de segurança pública”.
O texto diz ainda que o viés das portarias é “excesivamente garantista e de proteção a criminosos” e cria uma “realidade distorcida, em que os policiais ficam na posição de vilões e os criminosos, de heróis”.
Ramagem argumenta que as portarias colocam em risco a eficácia do combate ao crime organizado e desconsideram as vítimas da violência no país. O projeto também menciona os riscos impostos aos agentes de segurança.
“Ademais, as portarias n° 855/2025 e n° 856/2025 criam um complexo sistema de regras que coloca os profissionais de segurança pública em uma posição extremamente vulnerável”, diz o texto. “Esses profissionais, que já enfrentam os riscos diários de sua profissão, agora são ainda mais pressionados, temendo a excessiva responsabilidade jurídica decorrente de suas ações. Caso sejam forçados a agir, os policiais precisarão a arcar com custos altos de defesa, sem contar os riscos de responderem a processos judiciais que podem ser baseados em interpretações distorcidas e parciais.”
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/ramagem-propoe-derrubar-decisoes-do-governo-que-romantizam-condutas-criminosas/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
Oposição expõe ‘cinismo’ de Lula em declaração sobre inflação dos alimentos

Depois de dizer que os consumidores brasileiros deveriam evitar comprar alimentos caros e de outras recentes declarações desastradas sobre a inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de críticas da oposição.
Nas redes sociais, parlamentares ironizaram as falas do petista e lembraram de promessas não cumpridas, como a mais básica de todas: proporcionar comida a todos os brasileiros. Lula chegou a prometer picanha, mas o que se vê é alta generalizada dos preços de produtos básicos, como arroz e café.
A inflação, sobretudo a dos alimentos, disparou em razão de alguns fatores macroeconômicos, mas, principalmente, segundo especialistas, devido ao desajuste fiscal do governo Lula, que elevou sobremaneira as despesas nos últimos dois anos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que publicou um vídeo com um trecho da entrevista na qual Lula diz para os brasileiros não comprarem produtos caros, criticou o petista pelo excesso de gastos do governo. “Nada de cortar gastos nos ministérios, colocar gente competente nas estatais ou gerir melhor a economia.”
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) também fulminou o aumento de gastos do governo Lula. “Para Lula, a população, para combater a inflação, não deve comprar o produto se estiver caro. Já quando os gastos são do Lula, o céu é o limite.”
O senador pelo Piauí e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, também criticou Lula por não cortar gastos. “Nada de cortar gastos nos ministérios, colocar gente competente nas estatais ou gerir melhor a economia. Para o governo, basta que os brasileiros parem de comer, beber e se deslocar que os preços caem.”
Outros parlamentares também engrossaram as críticas, como Nikolas Ferreira (PL-MG).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi sucinto.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/oposicao-expoe-cinismo-de-lula-em-declaracao-sobre-inflacao-dos-alimentos/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
Lula está perdido e desconectado da realidade, diz Estadão

A retomada do circuito radiofônico de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é, sem dúvida, parte da estratégia para tentar estancar a queda de popularidade. Mas as primeiras entrevistas do ano mostram o presidente perdido ao avaliar a inflação, o problema que atualmente mais aflige a população. O assunto é destaque no editorial do jornal O Estado de S. Paulo.
Conforme o veículo, a tática tem sido terceirizar responsabilidades, com argumentos que colocam o governo como vítima da alta de preços, e não como um de seus principais causadores, numa narrativa absolutamente desconectada da realidade.
Primeiro, a ouvintes de Minas Gerais, Lula buscou passar a ideia de que o governo leva “muito a sério” a inflação, que, segundo ele, “está razoavelmente controlada”. No dia seguinte, para rádios baianas, jogou a culpa do descontrole dos preços sobre o Banco Central (BC), acusando a gestão passada da instituição – sob o comando de Roberto Campos Neto – de ter armado “uma arapuca” para seu governo.
Essa armadilha, segundo o petista, não pode ser desmontada “de uma hora para outra”. Difícil convencer a audiência de que a inflação está “razoavelmente controlada” diante do avanço dos preços de alimentos, afirma o Estadão. Levantamento divulgado no fim de janeiro pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostrou aumentos significativos em itens como leite longa vida (18,83%), carne. Todos esses produtos integram a cesta básica, ou seja, ao menos em teoria são imprescindíveis a todas as famílias.
“Tampouco é irretorquível o discurso sobre a seriedade com que o governo Lula da Silva trata a estabilidade inflacionária”, afirma o jornal. “Por óbvio, efeitos climáticos extremos têm prejudicado a agricultura e a pecuária com reflexos nos preços, mas considerável parcela dessa escalada se deve, como é notório, a uma demanda que cresce acima da capacidade econômica do país.”
Esse sobreaquecimento, por sua vez, é causado por políticas de governo sustentadas na expansão de gastos e no incentivo desmesurado ao crédito. Lula diz que sua preocupação maior é evitar que o preço dos alimentos “prejudique o povo” e, para que isso não aconteça, tem feito “reuniões sistemáticas com os setores”.
“Ora, qualquer consumidor sabe que a inflação dos alimentos é sentida mais fortemente pela população mais carente, que despende maior parcela do orçamento mensal para custear a alimentação”, afirma o Estadão. “E não serão reuniões com varejistas ou agricultores que derrubarão preços. Afinal, não há como o governo intervir em preços livres, e o passado recente demonstrou da pior forma para o consumidor a ineficácia de congelamentos.”
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/imprensa/lula-esta-perdido-e-desconectado-da-realidade-diz-estadao/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification#google_vignette
Banco do Brasil devolverá mais de R$ 20 milhões a clientes por cobranças indevidas

O Banco do Brasil terá de reembolsar R$ 20,6 milhões a clientes por causa de cobranças indevidas relacionadas a operações com cheque especial e cartões de crédito e débito. A decisão faz parte de um termo de compromisso firmado com o Banco Central (BC) na segunda-feira 3.
A maior parte da devolução – mais de R$ 14 milhões – refere-se à cobrança irregular de tarifas pela emissão de segunda via de cartões. Esse problema afetou mais de 1,5 milhão de clientes entre 2013 e 2024.
Além disso, o BB precisará restituir R$ 6,5 milhões a 15,4 mil microempreendedores individuais (MEIs). Eles pagaram juros acima do limite máximo de 8% em operações de cheque especial entre 2020 e 2022.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/economia/banco-do-brasil-devolvera-mais-de-20-milhoes-a-clientes/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
Governo deve gastar mais de R$ 400 mil com grades

O governo Lula deve gastar pouco mais de R$ 400 mil para alugar 20 mil grades de proteção, durante um ano. Conforme o pedido, os objetos serão usados “no controle de público em eventos ou em manifestações populares, nas instalações ou proximidades do complexo de instalações da Presidência da República”
De acordo com o pedido, as barreiras ajudarão a manter a segurança das edificações, bem como as do presidente e de seu vice. “Em um contexto democrático, é comum a realização de manifestações populares em frente a instituições governamentais”, observou o Executivo. “A presença de grades de segurança, barricadas e tapumes contribuirá significativamente para controlar e garantir a segurança durante tais eventos, protegendo tanto os manifestantes quanto as instalações da Presidência.”
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/no-ponto/governo-lula-deve-gastar-mais-de-r-400-mil-com-grades/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
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