Nesta quarta-feira (07), a Nicarágua, sob comando do ditador amigo de Lula, Daniel Ortega, determinou a expulsão do embaixador brasileiro Breno Souza da Costa na capital Manágua.
Segundo informações, o governo local se queixou depois que o Brasil não enviou representante para o aniversário da Revolução Sandinista, celebrada em 19 de julho. Além disso, houve um “congelamento” das relações diplomáticas entre Brasil e Nicarágua.

O governo brasileiro ainda não confirma a expulsão, mas, segundo um fonte do Itamaraty, as relações entre Brasil e Nicarágua tinham se tensionado havia algumas semanas. Há uma semana, a embaixada brasileira recebeu uma queixa formal do governo nicaraguense e a ameaça de expulsão do embaixador. Foi dado um prazo de 15 dias para que Breno Souza da Costa deixe o país.
Pelo visto, a relação de Lula e Ortega azedou de vez…

A expulsão de um embaixador é um gesto grave nas relações diplomáticas entre dois países.
Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro de um movimento de esquerda dos anos 1970, está no comando da Nicarágua há 17 anos. Antes, governou o país entre 1979 e 1990.
Com a crueldade de um típico ditador comunista, Ortega é acusado de nepotismo, perseguição a cristãos e outros absurdos.
URGENTE: PL descobre ameaça de morte contra Bolsonaro

Informações que surgiram recentemente dão conta de que a cúpula do PL identificou uma ameaça de morte a Jair Bolsonaro.
Nas redes sociais, um criminosa afirmou que vai “pegar uma peixeira (facão) para o ex-presidente”, sem dar mais explicações. Há também uma imagem da faca. Com base nisso, o partido vai pedir a Polícia Federal que identifique a origem da ameaça e tome providências imediatas na segurança de Bolsonaro.
O ex-presidente já está em Pernambuco para cumprir agendas e a segurança está em alerta total. A preocupação aumentou também após o episódio envolvendo Donald Trump. O ex-presidente americano discursava na Pensilvânia quando foi alvejado na orelha. Duas pessoas morreram.
URGENTE: Produtores rurais lotam Porto Alegre para “tratoraço” gigante contra Lula (veja o vídeo)

O deputado federal Luciano Zucco acaba de publicar em suas redes sociais:
“Produtores rurais estão chegando na Capital do RS para protestar contra o Governo Federal e o Governo Estadual, ágeis em prometer mas inertes para cumprir.
Já são mais de 90 dias de muita promessa e enrolação. Não sobrou alternativa para os produtores gaúchos senão protestar. O tratoraço deste dia 8 de agosto é exatamente isso, a indignação de um dos setores mais pujantes da economia nacional, responsável por colocar comida na mesa de todos os brasileiros.
Lula e o ministro da Enrolação, Paulo Pimenta, seguem insensíveis para com os agricultores. As perdas são enormes e precisamos de uma solução estrutural para manter as pessoas no campo produzindo. A catástrofe levou embora o solo, destruiu silos e armazéns, matou animais e provocou a quebra na safra de grãos.
Mais de 10 mil produtores são esperados em Porto Alegre para esse grande movimento. Eu quero dizer que estarei junto com todos vocês nesse grande ato público. E aqui reafirmo meu compromisso com a votação do Projeto de Lei 1536, de minha autoria, que concede anistia e prorroga as dívidas rurais. A proposta já foi aprovada na Câmara e está pronta para ser analisada pelo Senado.
Essa mobilização não é só dos produtores rurais, mas de toda a sociedade gaúcha que ficou rouca de tanto gritar por socorro.”
Confira:
Decisão do TCU no caso dos relógios de Lula pode beneficiar Bolsonaro no inquérito das joias

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu na tarde desta quarta-feira (9) que não lhe compete legislar sobre a destinação dos presentes recebidos por presidentes da República. A decisão, que permite que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantenha em seu acervo pessoal dois relógios de luxo recebidos durante seu primeiro mandato, pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito sobre as joias sauditas, segundo analistas ouvidos pela Gazeta do Povo.
O advogado Adriano Soares da Costa avalia que, com essa decisão, o TCU está dizendo que não existe norma sobre o tema e que, por sua natureza, não pode legislar a esse respeito. Na prática, ao declinar da competência, o tribunal deixou de entrar no cerne na questão, o que torna claro um aspecto relevante: fosse um ilícito a incorporação, por certo o TCU se pronunciaria, entendendo tratar-se de bem público. Não foi o caso.
A decisão desta quarta-feira mudou entendimento anterior do TCU a respeito dos presentes recebidos por presidentes da República. Em setembro de 2016, o tribunal determinou à Secretaria de Administração da Presidência da República e ao Gabinete Pessoal do Presidente da República que incorporassem ao patrimônio da União todos os documentos e presentes recebidos, pelos presidentes da República, a partir da publicação do Decreto 4.344/2002, excluindo apenas os itens de natureza personalíssima ou de consumo próprio.
Na ocasião, o TCU determinou que fossem identificados e localizados 568 bens recebidos por Lula em seus dois primeiros mandatos, e 144 itens recebidos pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Todos estavam listados no Sistema de Gestão de Acervos Privados da Presidência da República (Infoap) e deveriam ser incorporados ao acervo público.
Os relógios de que trata a representação julgada agora pelo TCU foram excluídos da lista por se tratar de presentes entendidos como personalíssimos. A representação que levou à nova decisão pelo plenário do Tribunal foi apresentada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) em agosto do ano passado.
Em seu pedido, Sanderson solicitou ao presidente do TCU, Bruno Dantas, que fosse “apurada a legalidade da ausência de registro na lista de presentes oficiais da Presidência da República de relógio dado ao Brasil, em 2005, pelo então presidente da França, Jacques Chirac, em comemoração ao Ano do Brasil na França, bem como, liminarmente, seja determinada sua imediata devolução ao acervo público”.
Defesa de Bolsonaro solicitou mesmo tratamento dado a Lula no caso dos relógios
Na semana passada, a defesa de Bolsonaro pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que arquive o inquérito que investiga o caso das joias. Os advogados do ex-presidente pediram que ele tivesse o mesmo tratamento dado ao presidente Lula, que teve arquivado um pedido de investigação sobre os relógios de luxo.
A defesa de Bolsonaro afirmou que Lula “manteve consigo relógios de luxo recebidos de presente em seu primeiro mandato – como um Piaget recebido do então presidente francês Jacques Chirac avaliado em R$ 80 mil e um Cartier Santos Dumont de cerca de R$ 60 mil dado pela própria fabricante”.
Em novembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes arquivou o pedido de investigação feito pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE). Ele solicitava que Lula fosse investigado, pela posse dos relógios de luxo e de um colar de ouro branco, juntamente com Bolsonaro no caso das joias.
Decisão do TCU não determina e nem vincula decisões do Judiciário
Antonio Carlos de Freitas Jr, mestre em Direito Constitucional pela Universidade de São Paulo, admite que a decisão do TCU pode beneficiar a defesa de Bolsonaro no caso das joias. No entanto, dada a natureza do tribunal, que é um órgão com a função de acompanhar a execução orçamentária e financeira do país, suas decisões não têm o poder de vincular quaisquer outras decisões da justiça.
Deste modo, a interpretação do TCU de que não há uma lei específica e explicativa sobre o que pode ficar o que não pode ficar no acervo pessoal quando um presidente da República recebe um presente, não necessariamente precisa ser seguida por órgãos do judiciário, como o STF, por exemplo, e que, por essa razão, a interpretação de que o TCU “liberou geral” não procede.
O jurista ainda lembra que, no caso das joias, Bolsonaro é acusado não somente de manter os itens em sua posse, mas há outras condutas envolvidas no inquérito, como a venda, a não declaração de alguns itens, entre outros pontos. No entanto, ele avalia que mesmo que a nova interpretação do TCU não afaste totalmente a ilicitude no caso das joias, pode diminuir sua gravidade.
A defesa de Bolsonaro já se pronunciou afirmando que usará o novo entendimento do TCU em prol do ex-presidente. O advogado Paulo da Cunha Bueno, que representa Bolsonaro no caso das joias, afirmou ao jornal o Estado de S. Paulo, pouco depois do julgamento, que irá utilizar a decisão.
“É uma decisão acertada, vamos usar, sim [na defesa de Bolsonaro no caso das joias]. Não há legislação específica e o TCU estava legislando, como bem pontuou o ministro Jorge Oliveira”, disse ao jornal.
Entenda como foi o julgamento no TCU
O julgamento do relógio de Lula no TCU havia sido iniciado em março deste ano e foi interrompido devido ao pedido de vista do ministro Walton Rodrigues, que queria mais tempo para analisar o caso.
Em maio desse ano, a área técnica do TCU divulgou parecer no qual defendeu que Lula deveria ficar com o relógio. O parecer considerou que, em 2005, ano em que Lula recebeu os presentes, a regra que obrigava o presidente da República a esperar o fim do mandato para ficar com os chamados itens personalíssimos ainda não existia.
Na tarde desta quarta-feira, o primeiro a ler seu voto foi o relator, ministro Antonio Anastasia, que não acatou a representação. Ele destacou a necessidade de “razoabilidade e da moralidade administrativa”, segundo as quais, diante do alto valor dos presentes em questão, avaliou que os relógios deveriam ser declarados de posse do Estado, de acordo com o acórdão de 2016.
No entanto, por terem sido recebidos em 2005 e pela irretroatividade do acordão de 2016, o ministro não acatou a representação, permitindo que Lula mantivesse os relógios em seu acervo pessoal. A procuradora-geral do MP junto ao TCU, Cristina Machado de Costa e Silva, também se manifestou endossando o entendimento do relator.
O segundo ministro a votar, Walton Alencar, revisor do caso e relator do acórdão de 2016, destacou a decisão unânime do plenário do Tribunal naquela ocasião. Ele afirmou que, desde então, não houve mudanças que justifiquem a adoção de um entendimento diferenciado daquele.
“A Constituição Federal é a mesma, o princípio da moralidade administrativa é o mesmo, a legislação é a mesma, só mudaram mesmo os presidentes da República”, afirmou. O ministro acatou a representação e afirmou que não só Lula deveria devolver os relógios, assim como todos os ex-presidentes deveriam incorporar presentes recebidos ao acervo da Presidência da República.
O terceiro ministro a votar, Jorge Oliveira, apresentou uma terceira proposta. Veio dele o entendimento de que não existe uma lei específica sobre presentes personalíssimos recebidos por presidentes da República. Por essa razão, ele afirma que não cabe ao TCU decidir a respeito e estabelecer uma norma.
Em seguida, o presidente do tribunal, Bruno Dantas, afirmou que, de acordo com o regulamento do órgão, diante das três propostas apresentadas, todos os ministros deveriam optar por uma delas, sendo vencedora a que obtivesse a maioria dos votos.
O ministro Marcos Bemquerer Costa seguiu a proposta do ministro Anastasia. Todos os demais, ministros – Jhonatan de Jesus, Vital do Rêgo, Aroldo Cedraz e Augusto Nardes – seguiram a decisão de Jorge Oliveira e não acataram a representação por falta de competência do TCU para decidir a respeito do caso.
Mesmo que não vincule outros órgãos do Judiciário a suas decisões, o novo entendimento do TCU não deixa de ser um referendo importante para dar peso e consistência a qualquer argumentação teórica em favor do ex-presidente.
Antônio Carlos relembra que no caso de Bolsonaro, as acusações não se restringem a manter os bens, mas que, nesse ponto, a interpretação do TCU pode ser utilizada por sua defesa em busca de uma resolução mais favorável.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/decisao-do-tcu-no-caso-dos-relogios-de-lula-pode-beneficiar-bolsonaro-no-inquerito-das-joias/
Ata do Copom envia mensagem firme

A divulgação da ata da última reunião do Copom, em que os nove membros do colegiado decidiram, de forma unânime, manter a taxa Selic nos atuais 10,5% ao ano pela segunda vez seguida, oferece mais detalhes sobre os elementos que os diretores do Banco Central levaram em conta para tomar sua decisão. Ainda que ela não leve em consideração o pânico global que tomou conta dos mercados no início desta semana – a ata foi divulgada apenas nesta terça-feira, mas a reunião ocorrera na semana passada –, a verdade é que o choque não chega a introduzir elementos novos à discussão, mas potencializa alguns aspectos que o Copom levou em consideração.
O câmbio é um deles, e foi mencionado em quatro dos 17 parágrafos da seção sobre “cenários e análise de riscos”. O Copom diz não haver “relação mecânica (…) entre a taxa de câmbio e a determinação doméstica da taxa de juros”, mas também afirma que as depreciações das moedas de países emergentes criam cenários desafiadores e que “movimentos cambiais mais abruptos” pedem “maior cautela na condução da política monetária doméstica”. Por fim, menciona “uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada” como fator de risco para a elevação da inflação. E desvalorizações abruptas do real têm se tornado frequentes; a última delas, que deixou o dólar próximo dos R$ 5,90, teve causas externas, mas outras são produto genuinamente nacional, especialmente quando o presidente Lula abre a boca para deixar claro que sua política fiscal continuará na direção diametralmente oposta da política monetária. Não à toa o real tem um dos piores desempenhos de 2024 em um pacote com moedas de economias desenvolvidas e emergentes.
A insistência governamental em esticar ao máximo a gastança, enquanto faz apenas alguns cortes insuficientes para cumprir as metas do arcabouço, eleva as expectativas de inflação futura
Este, no entanto, está longe de ser o único, ou mesmo o principal fator que pede maior vigilância da autoridade monetária. Ao listar os elementos que podem puxar a inflação para o alto, o Copom menciona uma “desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado” e “uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário”. A esse respeito, os diretores do BC afirmam que “a percepção mais recente dos agentes de mercado sobre o crescimento dos gastos públicos e a sustentabilidade do arcabouço fiscal vigente, junto com outros fatores, vem tendo impactos relevantes sobre os preços de ativos e as expectativas”. A linguagem do BC é diplomática, mas para bom entendedor meia palavra basta: a insistência governamental em esticar ao máximo a gastança, enquanto faz apenas alguns cortes insuficientes para cumprir as metas do arcabouço, eleva as expectativas de inflação futura.
E o recado do Banco Central é claro, por mais que Lula e outros petistas críticos do BC, como Gleisi Hoffmann, esperneiem à vontade: se a política fiscal não começar a colaborar para a redução das expectativas de inflação, a política monetária precisará se manter no terreno contracionista por muito tempo – uma avaliação compartilhada por todos os diretores do BC, inclusive os quatro escolhidos por Lula. Nem mesmo uma elevação da Selic fica descartada em um cenário como este, embora o consenso atual do mercado financeiro aponte mais para a direção de uma manutenção dos juros em 10,5% até o fim do ano.
A postura do Copom – não apenas pela decisão tomada, mas também pela unidade de discurso entre seus membros – reforçou a credibilidade do Banco Central e demonstrou que ainda existe, no Brasil, uma instituição firmemente empenhada em conter a inflação, um dos grandes males econômicos, cruel especialmente com os mais pobres ao destruir seu poder de compra. Essa credibilidade, no entanto, fica na corda bamba à medida que se aproxima o momento em que Lula escolherá o sucessor de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central e terá, então, indicado a maioria dos membros do comitê. A diferença entre um BC subserviente e um BC de fato autônomo será crucial para o futuro do esforço de preservação do valor da moeda.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/ata-copom-combate-inflacao/
Justiça federal derruba liminar e Campos Neto será investigado por offshore

Por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou uma liminar obtida pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que havia impedido a Comissão de Ética Pública da Presidência de investigar se o presidente do BC manteve offshore durante parte do exercício do seu cargo.
A informação sobre a empresa offshore de Campos Neto foi tornada pública pela série de reportagens Pandora Papers, em 2021, que foram baseadas em investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), do qual fazem parte os veículos brasileiros Poder360, Metrópoles, Piauí e Agência Pública.
A investigação contra Campos Neto foi arquivada em dezembro de 2021 pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou que não houve crime da parte do presidente do BC por ele ter declarado às autoridades brasileiras a existência da offshore e da conta bancária no exterior vinculada a ela.
Offshores são sociedades ou contas bancárias abertas no exterior, fora do país de domicílio dos proprietários, em geral sujeitas a regimes tributários mais vantajosos.
Em 2023, enquanto Campos Neto virava alvo de ataques do presidente Lula e do PT por causa da política econômica do BC, o processo voltou a andar.
Foi então que Campos Neto conseguiu uma liminar para impedir que a Comissão de Ética Pública da Presidência julgasse o caso.
Segundo Campos Neto, a instauração de procedimento disciplinar contra ele por órgão vinculado ao Poder Executivo “viola frontalmente a autonomia administrativa, gerencial e organizacional conferida ao BC”.
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com um pedido para derrubar a liminar alegando que a Comissão tem competência para analisar o suposto conflito de interesses e eventual desvio ético do presidente do BC.
Ao comentar sobre a decisão do TRF-1, nesta quinta-feira (8), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, questionou a motivação de Campos Neto para pedir a liminar contra a investigação.
“O Banco Central autônomo além de garantir independência política de seu comando está assegurando também liberdade para seus negócios? Se não devia nada porque entrou na Justiça para se livrar da Comissão de Ética?”, escreveu Gleisi no X.
FONTE: GAZEA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/justica-federal-derruba-liminar-e-campos-neto-sera-investigado-por-offshore/

Depois de autorizar feticídio, STJ resolve preservar a vida de um feto doente

Por autorização de uma ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi morto no ventre de uma mãe de 13 anos, num hospital federal de Uberlândia, o Vinícius, com 7 meses de gestação. Pois agora o mesmo STJ toma uma decisão absolutamente contrária, em outro caso. E uma das ministras, que votou impedindo o aborto, relatou que ela própria foi mãe de um bebê com 29 semanas de gestação que ficou 62 dias na UTI, e por isso votava sentindo o que a mãe do processo sente hoje.
Trata-se de uma mulher de 40 anos que está com 31 semanas de gravidez – mais de 7 meses. O bebê foi diagnosticado com síndrome de Edwards, uma má-formação generalizada do sistema nervoso, coração, pulmões, rins, mãos, pés, sem muita chance de vida. Mas não está previsto em lei: não é anencefalia, não houve estupro e não há risco de vida para a mãe. Então, por unanimidade, a turma de cinco ministros do STJ, contrariando o Ministério Público, disse que não podia dar salvo-conduto para se fazer um aborto.
Um dos votos – do relator, se não me engano – dizia também que não podemos recorrer à eugenia, que é a eliminação de crianças que nasçam com distúrbios incorrigíveis. Como ainda acontece entre algumas tribos, em que bebês com algum tipo de deficiência são imediatamente mortos.
Fogo no Pantantal queimou a língua dos artistas que viviam protestando
O fogo no Pantanal continua queimando como nunca. Já queimou o equivalente a um Líbano inteiro ou a uma Irlanda do Norte inteira, só para compararmos: são 1,3 milhão de hectares. Os relatos dão pena. A onça está no topo do sistema biológico do Pantanal; pois apareceu uma onça adulta morta – provavelmente não conseguiu fugir e ficou cercada pelo fogo –, bem como filhotes de onça. E filhotes de muitos outros animais também não conseguem escapar: tatu, veados, antas, aves no ninho, cobras que não têm velocidade; é terrível o estrago.
Tenho mostrado aqui que essas queimadas cresceram justamente quando se meteram na natureza, dizendo que não podia mais haver pasto; o capim cresce e fica seco. E aí qualquer coisa cria uma queimada. Eu não acredito muito em histórias sobre queimadas causadas por raios, ou que surgiram repentinamente, mas já vi pneu de trator ser derretido, já que os discos do trator são côncavos e concentram a luz do sol, queimando o pneu. Mas também há a irresponsabilidade do homem. Agora, é interessante o silêncio que ouvimos de artistas que sempre fizeram campanhas. Parece que o fogo queimou a língua deles.
Se Lula pode manter relógio, regra tem de valer para Bolsonaro
O TCU tomou uma decisão, já que não há lei a respeito, afirmando que Lula não precisa devolver o relógio Cartier de R$ 60 mil que recebeu do presidente da França em 2005, por ser considerado item “personalíssimo”. Se o relógio é personalíssimo, são também personalíssimos, em consequência disso, os presentes que Michelle e Jair Bolsonaro ganharam: caneta, um anel, relógio, colar, brincos. O Estado brasileiro não tem orelhas, não tem pescoço, não tem pulsos, não tem dedos para usar nada isso. Então, é personalíssimo. Decisão do TCU por 5 votos a 3, criando orientação. E, com ela, cessa tudo o que a musa anti-Bolsonaro tem cantado por aí.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stj-aborto-sindrome-de-edwards/

Cada democracia é diferente, mas toda ditadura é igual

As semelhanças entre Venezuela e Brasil são cada vez mais impressionantes e geram grande desconforto à esquerda brasileira. Parafraseando Tolstoi, cada democracia é feliz à sua maneira, mas toda ditadura se parece. A perseguição aos opositores, a censura imposta pelo estado, o aparelhamento do Judiciário, o pretexto de combater os “fascistas”, tudo isso configura um repertório comum e imitado em toda tirania socialista.
O vereador de Curitiba pelo Novo, Rodrigo Marcial, que é professor de Direito, ironizou: “EXTRA! O Ministro Venezuelano responsável por supervisionar as eleições, Benito González, afirma ‘Misión dada es misión cumplida’ para o presidente do órgão eleitoral Venezuelano, Alejandro de los Morales, em posse de Maduro para novo mandato. Coisa de democracia inabalada!”
A gente ri para não chorar. Adriano Tomasoni foi na mesma linha: “É inacreditável como a cada dia que passa o discurso do ditador Nicolás Maduro se assemelha com discursos de alguns ministros da suprema corte. E não venham com malabarismo… a única diferença é o espanhol”. Não dá para negar. Até a quantidade de presos – cerca de 1200 – e o tempo de prisão prometido a eles – de 15 a 20 anos – parecem copiados diretamente da experiência da suprema corte brasileira.
Mas Maduro faz o que faz para “salvar a democracia“, não é mesmo? E a ditadura dos aiatolás iranianos ainda completa o teatro farsesco condenando a “interferência estrangeira” na Venezuela. Seria cômico se não fosse tão trágico. E pensar que o governo Lulista está ao lado dessa corja de um dos regimes mais nefastos do mundo. Ele mergulhou o Brasil de vez no eixo do mal, enquanto cínicos esquerdistas alegam que Maduro é de… direita!
O mundo todo democrático condena a farsa eleitoral na Venezuela e declara a oposição vencedora no pleito. Mas o nosso Itamaraty vê ‘erro’ em carta da oposição sobre proclamar González presidente. A chancelaria brasileira avalia que comunicado de candidato e líder oposicionista dificulta saída negociada para a crise no país vizinho. Saída negociada? Diálogos? Conversa de bar com cerveja, aquela que ia acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia?
Muita gente temia que o Brasil virasse a Venezuela, e hoje vemos que a Venezuela adotou traços claros do nosso modelo
Até as pedras sabem que Maduro perdeu e, até as mesmas pedras, sabem que Lula vai sempre apoiar seu companheiro socialista, que não virou ditador agora, vale lembrar. O envio de Celso Amorim já era prova cabal disso: o assessor é ligado umbilicalmente a Maduro, ao Foro de SP, e não poderia haver um “árbitro” mais parcial. Bem, talvez Alexandre de Moraes nas eleições brasileiras.
Enquanto isso, o Estadão escreve um editorial em que diz que quem é democrata não se junta a Bolsonaro, criticando Ricardo Nunes pela aliança em SP. O Estadão é a “virgem de bordel”, como disse Flávio Gordon. Finge uma pureza democrática, afetando superioridade moral e ignorando que, na prática, aliou-se indiretamente ao maior bajulador de ditadores do planeta. Fez isso para “salvar a democracia”, como tantos tucanos. Bolsonaro é “golpista”; Lula é… democrata!
Cada democracia é diferente, tem sua própria dinâmica, seu estilo. Mas as “democracias relativas” são todas iguais: apelam para as mesmas táticas para matar a verdadeira democracia. Sempre fazem isso sob o pretexto de salvá-la, pois tiranos são invariavelmente hipócritas, sonsos. Muita gente temia que o Brasil virasse a Venezuela, e hoje vemos que a Venezuela adotou traços claros do nosso modelo. Quem inveja quem?
Como um irônico desfecho, George Orwell fecha “A revolução dos bichos” num tom de decepção com os “revolucionários”. Os porcos aparecem andando sobre duas patas, contrariando um dos mandamentos do início da Revolução, onde “quatro patas bom, duas patas ruim”. E, finalmente, os porcos unem-se definitivamente aos humanos, bebendo uísque, rindo juntos, a ponto de se tornarem indistinguíveis. Assim são todos os “salvadores democratas”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/cada-democracia-e-diferente-mas-toda-ditadura-e-igual/
PF cumpre mandados de prisão e busca contra esquema de financiamento do terrorismo

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (8) a segunda fase da Operação Trapiche, que investiga um esquema de financiamento a atos de terrorismo em território nacional. É um desdobramento da primeira etapa desencadeada em novembro do ano passado que prendeu dois suspeitos de ligação com o grupo libanês Hezbollah, que estaria tentando recrutar brasileiros para ações contra edifícios da comunidade judaica no Brasil, como sinagogas e outras estruturas.
De acordo com as primeiras informações da PF, a investigação descobriu que um homem, o principal investigado, se aproveitava da “situação de vulnerabilidade de imigrantes e refugiados”, em que utilizou dados pessoais para abrir contas bancárias e empresas por onde circulou recursos de origem ilícita. Ele se utilizava do comércio ilegal de cigarros eletrônicos e tabacarias para financiar as atividades.
Ao todo, são cumpridos um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e sequestro de valores e bloqueios de contas bancárias, bem como a suspensão da atividade econômica de empresas nas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia (MG), Contagem (MG), São Paulo e Brasília.
“As evidências reunidas no inquérito policial indicam que passagens aéreas utilizadas pelos brasileiros recrutados para viajarem ao exterior, onde foram entrevistados a fim de serem selecionados pela organização terrorista, foram financiadas com proventos do comércio ilícito de cigarros eletrônicos contrabandeados e vendidos em lojas de tabacarias no Brasil”, completa a PF.
A Polícia Federal afirma, ainda, que parte dos recursos do contrabando foi destinada a contas bancárias de empresas de fachada que fazem parte do esquema – apontado como “bilionário” – de evasão de divisas e lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Colossus, também deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano e que apurou uma movimentação de mais de R$ 1,4 bilhão.
“Após uma sucessão de transferências entre contas de empresas de fachada, os recursos ilícitos foram convertidos em criptoativos e destinados a carteiras sancionadas por apresentarem vínculos com organizações terroristas”, completa a PF.
Os envolvidos, diz a autoridade, podem responder pelos crimes de contrabando, integração de organização terrorista, atos preparatórios de terrorismo, financiamento ao terrorismo e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas, se somadas, chegam a 75 anos e 6 meses de reclusão.
Segundo a PF, mandados de busca e apreensão foram cumpridos também em tabacarias, como esta interditada pela autoridade:
Serviço secreto israelense ajudou na primeira fase
Na época da deflagração da primeira fase da Operação Trapiche, o serviço secreto israelense – a Mossad – auxiliou na investigação contra o esquema. Em uma nota na internet, o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou que “os serviços de segurança brasileiros, juntamente com o Mossad”, e outras agências de segurança internacionais, “frustraram um ataque terrorista no Brasil, planejado pela organização terrorista Hezbollah, dirigida e financiada pelo Irã”.
“O Mossad agradece às autoridades brasileiras por seu papel na prisão da célula terrorista operando sob ordens do Hezbollah, que pretendia lançar um ataque contra alvos da comunidade judaica no Brasil”, diz o comunicado. “Tendo como pano de fundo a guerra em Gaza contra a organização terrorista Hamas, o Hezbollah e o regime iraniano continuam a operar em todo o mundo para atacar alvos israelenses, judeus e ocidentais”, ressaltou o gabinete.
A operação também foi realizada nos mesmos três estados alvos nesta quinta (8), com o cumprimento de dois mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Um deles foi um homem preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, vindo de uma viagem ao Líbano – país base do Hezbollah.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/pf-mandados-esquema-financiamento-terrorismo/

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