
O PT está vivendo mais um dos seus grandes momentos como PT – o partido eternamente fascinado em examinar os erros que cometeu no passado para repetir cada um deles no presente, em edição revista e piorada. A palavra “erro”, naturalmente, se aplica aos interesses da população brasileira, a quem o partido de Lula sempre escala para o papel do “mané” que perdeu e tem de sustentar, com seu trabalho e com seus impostos, a prosperidade dos gatos gordos da máquina estatal.
Para o PT, cada erro é uma alegria: o brasileiro quebra a perna, mas eles enchem o bucho. Está acontecendo mais uma vez agora, com a guerra que as lideranças do partido declararam ao projeto de déficit zero para o orçamento de 2024 – meta, pelo menos nos discursos, do próprio governo e do ministro da Economia, Fernando Haddad.
Na vida real o dinheiro da dívida vai direto para o bolso dos condes, barões e marqueses da máquina estatal – esses que ganham a partir de 30 mil reais por mês.
O Brasil já sofreu, no delírio do governo de Dilma Rousseff, os efeitos da hostilidade ao equilíbrio fiscal: recorde de desemprego, recorde de retrocesso e recorde de recessão – a pior da história econômica do Brasil. O PT, com seu ataque ao projeto Haddad, acha que está na hora de começar tudo outra vez. O lema que inventaram, agora, é: “Déficit é vida”. Vida para eles. Para o cidadão é suicídio.
Rombo fiscal, para quem está na fila do ônibus às 5 horas da manhã, significa só mais desemprego, mais inflação, mais recessão, juro mais alto, menos consumo. Não se pode esperar resultado diferente, porque a ideia do atual comando partidário se baseia numa mentira dupla – é mais uma dessas coisas que não dão certo porque não podem dar certo.
Antes mesmo de começar seu governo, Lula arrancou do Congresso e do STF uma permissão fraudulenta para gastar 170 bilhões a mais do que poderia em 2023.
A primeira mentira é que o déficit vai se traduzir “em obras” para a população – o governo, segundo dizem, fica devendo, e com o dinheiro da dívida constrói casas para os pobres etc. etc. etc. Mas não se faz “obra nenhuma”, nunca. Anunciam que vão gastar com o “PAC” e outras miragens. Na vida real o dinheiro da dívida vai direto para o bolso dos condes, barões e marqueses da máquina estatal – esses que ganham a partir de 30 mil reais por mês e acham uma miséria.
A segunda mentira é que a redução do déficit público só interessa ao “mercado financeiro”. É exatamente o oposto. Desordem fiscal é juro alto, direto na veia; quanto mais o governo deve, mais caro os detentores de dinheiro vão cobrar para “rolar” suas dívidas. Por acaso algum banqueiro já reclamou, por uma vez que fosse, do déficit público no Brasil? Claro que não; acham que déficit “é vida”.
O ministro Haddad deu um argumento matador em defesa do déficit zero em 2024: nos últimos dez anos, o Brasil acumulou 1,7 trilhão de reais (isso mesmo, trilhão) em déficit, e o país não cresceu, não gerou mais emprego, não construiu mais obras e, acima de qualquer outra coisa, mantém o pobre tão pobre como sempre foi. Segundo o próprio Lula, há “33 milhões de pessoas passando fome no Brasil”. Mas o déficit público já não deveria ter acabado com esse horror? Pois é – não acabou. Nem seria preciso falar em 10 anos. Basta ver o que aconteceu neste ano em estamos vivendo.
Antes mesmo de começar seu governo, Lula arrancou do Congresso e do STF uma permissão fraudulenta para gastar 170 bilhões a mais do que poderia em 2023. Fez o que com essa montanha de dinheiro? Torrou em 15 viagens pelo mundo em onze meses, ficando em suítes de 500 metros quadrados. Sua mulher comprou lençóis, roupões de banho e sofás. O resto está na nuvem.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/pt-quer-reviver-rombo-fiscal-dilma-agradar-baroes-maquina-estatal/
Jornalista Allan dos Santos revela quem é o homem mais perigoso do Brasil (veja o vídeo)

Exilado nos Estados Unidos, com prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, o jornalista Allan dos Santos aponta quem é, em sua opinião, o homem mais perigoso do Brasil.
Engana-se quem imagina que a resposta é Alexandre de Moraes.
O homem mais perigoso do Brasil na atualidade, segundo o jornalista exilado, é um dos responsáveis por um rombo bilionário dado recentemente no mercado financeiro brasileiro.
O nome da figura: Jorge Paulo Lemann.
Saiba o motivo, assistindo o vídeo, logo após a publicidade.
“O PT depende da pobreza para continuar existindo”, admite Lula (veja o vídeo)

Em reunião com a militância petista, Lula admitiu que as pessoas que ganham acima de cinco salários mínimos têm dificuldades em votar no PT.
Para Lula, quem vota no PT são pessoas que ganham até dois salários mínimos.
Inclusive, segundo o próprio descondenado, mesmo um metalúrgico de São Bernardo, berço político do partido, quando passa a ganhar bem, “já não quer mais votar no PT”.
Esse ataque de ‘sincericído’ do ex-presidiário, fez com que Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, fizesse uma perfeita reflexão em suas redes sociais.
“Lula admite publicamente o que todos já sabemos: o PT DEPENDE da pobreza para continuar existindo.
Aqueles que conseguem prosperar na vida com o suor do seu trabalho não votam no PT.
Diante dessa confissão, você realmente acha que Lula e o PT querem tirar o Brasil da pobreza?”
Veja o vídeo:
Janones tem novo esquema de corrupção denunciado, em conluio com a ex-namorada

O castigo parece que virá bem mais rápido do que se imaginava.
Surge uma nova denúncia contra o deputado falastrão, André Janones.
Ele estaria metido em falcatruas envolvendo shows milionários em Ituiutaba (MG), seu reduto eleitoral.
O município é comandado pela prefeita Leandra Guedes, ex-assessora e ex-namorada de Janones.
Os shows eram bancados por dinheiro público, sem licitação.
A denúncia foi feita a PGR por um ex-assessor do deputado.
Segundo a denúncia, a prefeitura contratava atrações musicais por valores milionários, por meio de emendas parlamentares, sem transparência, destinadas por André Janones.
Um grupo privado ligado a Janones, com vínculo familiar, teria lucrado com a venda de ingressos e bebidas em megaeventos organizados pela prefeitura e que contaram com artistas do quilate de Gusttavo Lima.
“Metade do espaço para assistir aos shows era gratuito. No outro, ingressos eram vendidos como se fosse um camarote”, disse o ex-assessor.
A comercialização não poderia ocorrer, uma vez que tais eventos foram realizados com verba pública.
Janones inundou a prefeitura comandada por sua ex-assessora com emendas parlamentares. No total, foram R$ 58,4 milhões que ajudaram o município a promover shows para lá de badalados.
No ano passado, questionado sobre a destinação de valores tão altos para a realização de shows, Janones afirmou:
“As pessoas têm direito de se divertir, elas têm direito a lazer, têm direito a entretenimento. O pobre quer ter prazer, quer ter diversão igual a gente. Parece uma coisa meio óbvia, talvez até populista, mas pobre é gente. Ele quer se divertir”.
Um cara de pau, que sempre acreditou na impunidade.
“Lula e Maduro são só joguetes nas mãos da China e da Rússia”, analisa jornalista (veja o vídeo)

O premiado jornalista Julio Ribeiro revelou os interesses internacionais por trás dos conflitos e movimentações políticas na América Latina, que vão muito além de Lula e Maduro:
“A Rússia tem interesse no petróleo da Guiana, assim como tem interesse no gasoduto na Patagônia, que vai sair, inclusive com algum dinheiro brasileiro, e Milei vai permitir.
Hoje Lula e Maduro são só joguetes nas mãos dos grandes interesses internacionais, da China, da Rússia… Lula ficou do lado errado da história. E como a gente sabe disso, a Casa Branca também sabe.
Os Estados Unidos vão montar uma base militar na Guiana, e quero ver Maduro se meter de pato a ganso”, ironizou o jornalista, durante participação no canal Fator Político BR.
Veja o vídeo:
A perigosa Janja: “O submundo foi elevado e subiu às vistas de todos”

Uma pequena declaração dessa revela muito a respeito do que é o Brasil hoje.

É um país onde quem está no poder objetiva unicamente extirpar e aniquilar toda e qualquer oposição política, botando na cadeia seus adversários.
E a declaração mostra, também, o poder político que essa mulher chamada janja tem, ao atuar nos bastidores, comandando estratégias decididas muitas vezes em salas fechadas e com pouquíssimas pessoas.
Para os que se recusam a enxergar isso, e preferem fazer piada sobre o que essa janja representa, sugiro que reflitam e mudem o jeito de pensar.
Ela é a verdadeira “eminência parda” em torno de lula.
Certamente ele não dá um passo sem consultá-la.
E se ela, janja, quer a prisão do Bolsonaro para sedimentar de vez a hegemonia política petista, o calamaro fará de tudo para viabilizá-la.
O submundo, o subsolo, o subterrâneo, e tudo mais que estava em uma camada abaixo, inferior, oculta, na sociedade brasileira, hoje foi elevado e subiu às vistas de todos.
URGENTE: Idosa, 62 anos, diabética e com três cirurgias na coluna acaba de ser presa pelos atos de 8 de janeiro

Na noite de sábado (9), Marlúcia Ramiro, mais conhecida como Lucinha, foi presa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moradora de Guarulhos, SP, ela tem várias comorbidades, fez três cirurgias de coluna para colocação de placas e é diabética.
Lucinha foi recolhida à delegacia de Buritizal na noite de sábado, mas já se encontra na cadeia pública de Franca, onde permanece isolada numa cela.
A previsão é de que até o final da tarde desta terça-feira (12), ela seja transferida para a Penitenciária Feminina de Guariba.
A advogada Valquiria Durães, que está atendendo Lucinha gratuitamente, explica que o caso dela é idêntico a todos os processos dos demais patriotas presos. É o que a advogada chama de ‘copiar e colar’.
Ela diz ainda que já se passaram mais de 48 horas da prisão e a audiência de custódia ainda não foi realizada.
A advogada, extremamente preocupada, acrescenta:
“Marlúcia precisa se tratar, não pode dormir em colchões comuns e está em estado de sofrimento há muito tempo. Falam muitas bobagens a respeito dela, mas o fato é que se trata de uma pessoa muito humilde e não fez nada de errado que justificasse sua prisão”.
Cristãos se tornam “público-alvo” da campanha de Dino ao STF; Gonet vê caminho livre para a PGR

Para garantir a confirmação de sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), tem concentrado os seus últimos esforços para desconstruir a imagem de “comunista”. Ele precisa do apoio de ao menos 41 senadores, em votação secreta no plenário, na quarta-feira (13).
A longa militância no PCdoB e a defesa de temas caros à esquerda, sobretudo a regulação da internet, vêm sendo apontadas pela oposição como justificativas para rejeitar a ida do ministro ao STF. Essa foi, inclusive, a mensagem mais destacada pelos manifestantes que foram às ruas no domingo (10) para protestar contra ele.
Como contraponto a essas críticas, Dino tem prometido em entrevistas e em visitas a senadores nos seus gabinetes abandonar o perfil político após “vestir a toga”. Ele também tem enaltecido a sua condição de “católico praticante”.
Não por acaso, o ministro reuniu-se com religiosos, na última sexta-feira (8), na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Eles indicaram torcer pela confirmação do nome de Dino para o STF. O encontro, mediado por dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, foi divulgado em vídeo nas redes sociais de Dino, que destacou símbolos cristãos e falas e gestos de apoio de bispos.
Eleito senador pelo Maranhão no pleito de 2022, Dino se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministro da Justiça. No fim de novembro, após dois meses de especulações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a indicação para a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Rosa Weber.
Em ritmo acelerado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), conterrâneo e aliado de Dino, fez a leitura na quarta-feira (6), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do relatório favorável à indicação. Se Dino for aprovado na sabatina da CCJ na próxima quarta-feira, haverá votação à noite no plenário do Senado. O relator estima aprovação com mais de 50 votos.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), afirmou estar convicto da aprovação de Dino com votação acima de 50 votos favoráveis. De toda forma, ele vem atuando nos bastidores para convencer senadores ditos indecisos a votarem em favor do ministro, juntamente com a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que atua para fazer a ponte com a Frente Evangélica, onde há mais resistência.
Desde a semana passada, ela está tentando agendar uma reunião do indicado com o grupo de 15 senadores desse grupo, que também tem católicos. Empenho pessoal pela aprovação de Dino também tem se verificado com o próprio presidente Lula e por ministros do STF, com destaque para Gilmar Mendes, que já se enalteceu publicamente o currículo do ministro da Justiça.
Senadores ditos indecisos tendem a votar em Dino
No placar na internet criado pela oposição (comovotasenador.com.br) para monitorar manifestações de voto sobre a indicação de Dino, 41 senadores figuram ainda como indefinidos, sem declarar sua posição. A tendência, contudo, é de mais da metade desses se somarem aos 15 que já declararam apoio ao ministro. Outros 25 manifestaram repúdio ao nome de Dino para o Supremo.
Da tribuna ou nas redes sociais, senadores reagiram prontamente à indicação do ministro da Justiça com igual tom. Para Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Cleitinho (Republicanos-MG), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Magno Malta (PL-ES), Luís Carlos Heinze (PP-RS) e Izalci Lucas (PSDB-DF), o indicado de Lula contraria o desejo da maioria da população.
Além do perfil ideológico e das ligações com o governo, Heinze questionou as omissões do ministro da Justiça durante os atos do dia 8 de janeiro, o esforço dele para ocultar evidências desse comportamento e a sua articulação juntamente com ministros do STF, visando integrar a Corte e possivelmente perseguir rivais.
Magno Malta (PL-ES) avisou que não receberá Dino em seu gabinete, e afirmou não acreditar em mudança de postura do ministro ao assumir o posto no STF. “O Senado precisa rejeitar essa indicação”, disse.
Dino é o primeiro senador indicado para o STF desde 1994. Se for aprovado, ele se juntará a outros 12 magistrados da Suprema Corte que também tiveram assento no Senado. Antes dele, o último senador indicado foi Maurício Corrêa (1934-2012), eleito pelo Distrito Federal e indicado pelo ex-presidente Itamar Franco.
Gonet vê caminho livre para a PGR
Conforme mostrou matéria da Gazeta do Povo, o subprocurador Paulo Gonet, indicado por Lula para chefiar a Procuradoria-Geral da República (PGR), já convenceu a oposição de que o foco na sabatina deverá recair sobre Dino, com os questionamentos mais duros e a articulação para que seu nome seja rejeitado. Não haverá esforço para desgastar a indicação de Gonet.
Gonet tem proximidade com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e pode esperar uma aprovação fácil. Ele tem sido bem recebido pela oposição. Conta a seu favor o fato de que também foi cogitado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2019, para a PGR. No meio político, o subprocurador é visto como alguém moderado e simpático. Seus maiores opositores estão na esquerda, que o consideram “conservador” por ser católico.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/cristaos-se-tornam-publico-alvo-da-campanha-de-dino-ao-stf-gonet-ve-caminho-livre-para-a-pgr/
O dinheiro público a serviço do projeto de poder do PT

Se tiver que fazer déficit, vamos ter que fazer. Senão a gente não ganha a eleição em 2024.” A frase do líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), sintetiza perfeitamente a forma como o petismo enxerga todas as instituições: como meros apêndices a serviço do partido, que pode usá-los – e ao dinheiro que eles administram – como bem entender. A fala veio em um encontro nacional do PT realizado no fim de semana para discutir estratégias para as eleições municipais do ano que vem, e a mensagem quase unânime é a de que a explosão do gasto público é essencial para turbinar as chances de vitória dos candidatos petistas em outubro de 2024.
Guimarães faz parte da ala do petismo que adotou como dogma o “gasto é vida” dilmista e defende uma revisão da meta que o próprio governo Lula determinou para cumprir em 2024: zerar o déficit primário, com uma banda de tolerância para cima ou para baixo sem risco de ter de adotar medidas de austeridade. O passe livre para a gastança é defendido também pela presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, que no mesmo evento falou em déficit de até 2% do PIB – oficialmente, Gleisi e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) tentaram mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para contemplar um déficit de 0,5% do PIB. Mas esta batalha, ao menos por enquanto, está sendo vencida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que trabalha pela manutenção da meta atual.
Como a solução do problema do Brasil atrapalha a solução do problema do PT, Guimarães já anunciou sua escolha: sacrifique-se o país em nome do sucesso eleitoral em 2024
“É claro que o governo Lula tem uma responsabilidade fiscal, mas temos um problema”, acrescentou Guimarães logo após defender o déficit. De fato, o partido tem um problema: quer conquistar o máximo possível de prefeituras, especialmente nas capitais estaduais e cidades importantes, para si ou para seus aliados. O Brasil também tem um problema: precisa crescer, oferecer confiança aos investidores, preservar o valor de sua moeda e evitar que a inflação escape novamente do controle, e isso só é possível com responsabilidade fiscal. Como a solução do problema do Brasil atrapalha a solução do problema do PT, Guimarães já anunciou sua escolha: sacrifique-se o país em nome do sucesso eleitoral em 2024.
Não deixa de ser curioso que declarações explícitas em defesa da gastança sejam feitas às vésperas de uma nova reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). Nesta semana, o colegiado provavelmente aprovará uma nova redução de meio ponto porcentual na Selic, mas sempre aproveita os comunicados e atas para analisar a situação atual e explicar as condições necessárias para que a inflação se mantenha sob controle e permita que os juros continuem caindo. O Banco Central foi uma das unanimidades no encontro eleitoral do PT, pois tanto Gleisi quanto Haddad criticaram o órgão. Ignorando que foi o acerto da política monetária do BC que permitiu ao Brasil trazer a inflação para níveis menos preocupantes, Haddad afirmou que atual diretoria do BC é “durona” e “pouco arejada”.
Como em muitos outros assuntos, o que é bom para o PT é ruim para o Brasil. Para que os candidatos petistas e aliados tenham algo a mostrar a seus eleitores no ano que vem, José Guimarães e boa parte do petismo defendem que as torneiras sejam todas abertas e que o governo gaste como nunca. Mas, para isso, o Brasil terá de se endividar ainda mais, tendo de pagar juros mais altos como prêmio para quem ainda quiser emprestar dinheiro a um país perdulário, enfraquecendo sua moeda, diminuindo a confiança e afastando investimentos que geram emprego e renda. Com um país em desaceleração econômica, Lindbergh Farias ainda tem a capacidade de ir ao X (antigo Twitter) e dizer ser “inquestionável que estímulos fiscais em situações de baixo crescimento como devemos enfrentar em 2024 têm sim um papel enorme no crescimento do PIB”. Mas a gastança governamental como motor do PIB já foi testada poucos anos atrás pelo petismo, e o resultado ainda está fresco na memória dos brasileiros.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/deficit-2024-pt-eleicoes/
Quem é Irfaan Ali, o presidente da Guiana que enfrenta a ameaça da Venezuela

A briga entre Venezuela e Guiana pela região guianense do Essequibo, disputa que vem desde o século 19, mas que ganhou temperatura com um referendo venezuelano para anexação da área, colocou em evidência na imprensa internacional um personagem desconhecido: Irfaan Ali, o presidente guianense.
Sua postura firme na defesa do Essequibo ganhou apoio internacional, de potências como Estados Unidos e Reino Unido, principalmente depois de um contestado referendo realizado no último dia 3, no qual a população venezuelana aprovou a anexação da região, correspondente a 70% do território guianense.
Desde então, a ditadura de Nicolás Maduro anunciou medidas como a criação de uma zona de defesa integral na Guiana Essequiba, como Caracas chama a região disputada, e de um estado venezuelano na área e ordens para que estatais do país explorem e emitam licenças para exploração de petróleo e outros recursos na região.
O governo venezuelano também divulgou um mapa em que o Essequibo consta como parte do território da Venezuela.
Em outubro, quando Maduro anunciou a realização do referendo, Ali divulgou comunicado no qual disse que a consulta e outras ações do ditador venezuelano ameaçavam “a segurança do Estado da Guiana e, por extensão, da região do Caribe”.
O presidente guianense recorreu à Corte Internacional de Justiça (CIJ), onde tramita um processo sobre a disputa pelo Essequibo, para que o tribunal suspendesse a realização do referendo.
Dias antes da consulta, a CIJ deliberou que “a República Bolivariana da Venezuela deve se abster de quaisquer ações que possam modificar a situação que prevalece atualmente” e que “as duas partes devem se abster de quaisquer ações que possam agravar ou estender a disputa ou torná-la ainda mais difícil de resolver”.
A Venezuela, que nega a competência da CIJ para arbitrar a disputa, apontou que a decisão não proibia expressamente a realização do referendo, e seguiu adiante com o processo.
Após a consulta e as medidas anunciadas por Maduro, Ali recorreu ao Conselho de Segurança da ONU, que discutiu o assunto na sexta-feira (8), mas não divulgou declarações sobre a questão. Além disso, o presidente colocou “em alerta máximo” as Forças de Defesa da Guiana, que fizeram exercícios conjuntos com os Estados Unidos na região.
No fim de semana, foi anunciado que Maduro e Ali farão uma reunião na quinta-feira (14), em São Vicente e Granadinas, para tentar resolver o impasse.
Presidente já foi alvo de denúncias
Jovem (tem apenas 43 anos), Mohamed Irfaan Ali é apenas o segundo muçulmano a ser chefe de Estado na história das Américas. Ele estudou direito empresarial, gestão de negócios e finanças e fez doutorado em planejamento urbano e regional. Em 2006, foi eleito para a Assembleia Nacional da Guiana.
Integrante do partido de esquerda Partido Progressista Popular/Cívico (PPP/C), ele foi ministro da Habitação e Recursos Hídricos entre 2009 e 2015.
Eleito presidente da Guiana em março de 2020, teve que esperar meses para a confirmação da vitória e sua posse, devido a questionamentos na Justiça e uma recontagem dos votos.
Ali já foi alvo de denúncias: em 2018, a Unidade Especial de Crime Organizado da polícia da Guiana apresentou 19 acusações contra ele por supostas fraudes durante o período em que foi ministro da Habitação e Recursos Hídricos.
Segundo a denúncia, entre setembro de 2010 e março de 2015, terras de um projeto habitacional teriam sido vendidas por preços muito abaixo do valor de mercado, o que teria beneficiado seis membros do governo da época, entre eles, o então presidente Bharrat Jagdeo, hoje vice de Ali.
Em 2019, Ali foi acusado de ter falsificado seu currículo acadêmico para ser aprovado no mestrado de uma universidade indiana, apontando ter diploma de uma instituição fictícia. O hoje presidente guianense apontou motivações “políticas” nas denúncias, que não foram levadas adiante.
Crescimento vertiginoso
Em 2015, a empresa americana ExxonMobil descobriu grandes reservas de petróleo no mar territorial guianense, riqueza cuja exploração está fazendo a pequena ex-colônia britânica de menos de 800 mil habitantes apresentar as maiores taxas de crescimento do PIB do mundo.
No ano passado, a economia da Guiana cresceu 62%, e para 2023, o Fundo Monetário Internacional projeta um incremento de 38%. Foram justamente esses recursos que reavivaram o interesse da Venezuela pelo Essequibo.
Em entrevista ao Financial Times, Ali afirmou que está desenvolvendo ações para evitar que o país sofra a “maldição do petróleo”, ou seja, não conseguir traduzir a riqueza da commodity em diversificação econômica e desenvolvimento social.
“Não estamos apenas investindo em saúde e educação para atender às necessidades dos guianenses, mas também como importantes geradores de moeda estrangeira no futuro para que a Guiana possa se tornar um centro de saúde e educação para a América do Sul, o Caribe e a enorme diáspora que reside na América do Norte”, declarou.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/perfil-irfaan-ali-guiana-disputa-com-venezuela/
Padilha promete abrir os cofres e pagar R$ 7,6 bilhões em “emendas PIX” para aprovar medidas fiscais

O ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, prometeu aos parlamentares que vai liberar os cofres dos ministérios para pagar R$ 7,6 bilhões em transferências especiais – as chamadas “emendas PIX” – para aprovar os projetos econômicos do governo no Congresso até o final do ano.
A declaração, dada na noite de segunda (11) após uma reunião com líderes partidários, ocorre em um momento decisivo para o governo, que tem que aprovar nesta semana e na próxima medidas para incrementar a arrecadação de impostos e tentar atingir a meta de zerar o rombo das contas públicas no ano que vem.
“Não vamos deixar calote. Nossa orientação para os ministérios é acelerar as execuções. Esse ano tinha cerca de R$ 7 bilhões de reais, nós empenhamos 100% e vamos pagar. Já pagamos 75% e vamos, provavelmente, até a próxima semana, pagar 100% das emendas de transferência especial que foram empenhadas”, disse Padilha.
Além do pagamento das emendas, parlamentares também pressionam o governo para negociar a análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a projetos importantes para o Congresso, como a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos até 2027, o marco temporal de demarcação das terras indígenas, entre outros. Os vetos devem ser analisados na sessão do Congresso nesta quinta (13).
Além dos vetos, os congressistas pedem ao governo que execute o pagamento de emendas pendentes desde 2019. Padilha mencionou um decreto do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que prorrogou essas emendas, ressaltando a necessidade de análise criteriosa dos projetos indicados:
“Os restos a pagar desde 2019 continuam sendo analisados para o pagamento, são pagos à medida que as obras e serviços vão acontecendo, passam por uma análise técnica rigorosa pelos ministérios. Aquilo que é autorizado, vamos continuar passando. Estamos mostrando mais uma vez a vontade do governo de executar aquilo que foi deixado pelo governo anterior, desde que sejam obras analisadas tecnicamente”, completou o ministro.
Entre os principais projetos que o governo precisa fazer avançar no Congresso, estão a tributação de empresas beneficiadas pelo ICMS e as apostas online — as chamadas “bets”. A previsão é arrecadar R$ 47 bilhões, mas o montante pode ser reduzido após as alterações feitas pelos congressistas nos projetos originais.
A medida provisória que trata da subvenção do ICMS é vista como uma potencial fonte de R$ 35 bilhões para os cofres públicos. Além disso, a mesma medida contempla mudanças no pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP), inicialmente estimado em R$ 10 bilhões, mas cujo montante ainda não possui uma nova projeção de arrecadação.
Quanto às apostas online, a expectativa inicial de R$ 2 bilhões em 2024 está sujeita a alterações em decorrência de modificações propostas por senadores.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/padilha-emendas-pix-7-6-bilhoes-aprovar-medidas-fiscais/

Maduro não precisa passar por Roraima para invadir Essequibo

O ministro da Defesa, José Múcio, garantiu que a Venezuela não passará pelo território de Roraima para invadir a Guiana, se estiver mesmo disposta a realizar um ataque. A Venezuela certamente não vai querer passar por não desejar guerra com o Brasil. Se quisesse, certamente passaria, porque o Brasil não está preparado para conter uma invasão por lá; falta o calibre, falta o canhão, a última razão dos reis. Nós temos artilharia, mas é coisa fraca. Mas depois os venezuelanos acabariam perdendo.
Não sei por que o grosso dos blindados brasileiros continua no sul, quando a Argentina não é mais o nosso inimigo potencial, e muito menos inimigo de exercício bélico. O perigo está na Venezuela já há bastante tempo, desde 1958, eu diria. Não deram muita bola, mas Marcos Pérez Jiménez teria invadido a Guiana se não tivesse sido derrubado, porque os militares venezuelanos não quiseram. Então, se desde aquela época já existia uma invasão planejada para tomar um território como o Essequibo, não me digam que não havia planejamento logístico para aproveitar os mais de 500 quilômetros de fronteira seca entre Guiana e Venezuela.
Mesmo assim, estamos carentes. A parte social do Exército estava na vanguarda e fazendo um excelente trabalho na Operação Acolhida, mas a função primária de uma força armada é a defesa da soberania nacional.
Servidor da PGR trabalhava para as principais facções criminosas do país, diz PF
É gravíssima a descoberta, feita pela Polícia Federal, de que um servidor importante da Procuradoria-Geral da República (PGR), ou seja, do Ministério Público Federal, Wagner Vinícius de Oliveira Miranda, que ganha R$ 20.650 por mês, era um elo financeiro, um lavador de dinheiro com empresas fictícias para o tráfico de armas. Segundo a PF, seu envolvimento inclui a compra de 43 mil armas. Isso dá para armar uma boa parte do Exército Brasileiro, ou 43 mil militares. As armas eram compradas por meio de um argentino no Paraguai, que as trazia de Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.
Um servidor público, portanto, estava envolvido no abastecimento do crime, porque as armas iam para o Comando Vermelho e para o Primeiro Comando da Capital, as duas principais facções criminosas do país. A lei penal não é suficiente para isso; existe a agravante de crime cometido por funcionário público, mas a agravante não é suficiente neste caso, que é muito mais grave. Estamos falando de alguém que tinha acesso aos processos do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, da capital do país!
Sabatina dupla é decisão sob medida para poupar Flávio Dino
Quarta-feira é o dia da sabatina dupla e simultânea dos indicados para as vagas de procurador-geral da República e de ministro do Supremo, Paulo Gonet e Flávio Dino. Serão os dois juntos; agendaram assim para aliviar Dino enquanto perguntam a Gonet, assim os senadores não se concentram em Dino. A sabatina será na Comissão de Constituição e Justiça do Senado; depois, havendo tempo, vão todos para a votação no plenário. São 81 senadores; com metade mais um, eles passam. O voto é secreto, como diz a Constituição, para proteger aquele que escolhe o juiz, que mais tarde poderá julgá-lo. Mas aqueles que não querem Dino estão abrindo o voto para que o público saiba que quem não abriu o voto foi a favor de aprovar Dino.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/venezuela-guiana-essequibo-roraima/#:~:text=O%20ministro%20da%20Defesa%2C%20Jos%C3%A9,desejar%20guerra%20com%20o%20Brasil.

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