Na contramão do alívio no exterior, o mercado financeiro teve um dia de nervosismo em meio à indefinição sobre a equipe econômica do futuro governo e após o discurso do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva.
O dólar disparou e subiu mais de 4%, aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa de valores teve a maior queda diária desde setembro de 2021.
O dólar comercial fechou esta quinta-feira (10) vendido a R$ 5,397, com alta de R$ 0,215 (+4,14%). A cotação chegou a desacelerar para R$ 5,26 por volta das 10h45, mas ganhou força e fechou próxima das máximas do dia.
A moeda norte-americana está no maior nível desde 22 de julho, quando tinha fechado a R$ 5,50. No restante do planeta, o dólar teve um dia de queda após a divulgação de dados que mostram a desaceleração da inflação nos Estados Unidos, o que reduz as pressões para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) mantenha os juros altos por longo tempo.
O nervosismo também se manifestou no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.775 pontos, com queda de 3,35%. O indicador está no nível mais baixo desde 29 de setembro, na semana anterior à realização do primeiro turno das eleições. No pior momento do dia, por volta das 16h30, o indicador chegou a despencar 4,46%.
A bolsa brasileira também se descolou do exterior. As bolsas norte-americanas tiveram o maior ganho diário em cerca de dois anos com a queda da inflação nos Estados Unidos.
Ao sair do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, no fim da tarde, Lula criticou a reação do mercado.
“Nunca vi o mercado tão sensível como o nosso”, respondeu Lula, ao ser questionado por jornalistas sobre o nervosismo no mercado financeiro.
O dólar e a bolsa começaram o dia pressionados após Lula ter anunciado que só começará a anunciar os ministros após o retorno da viagem que fará ao Egito. A situação piorou no fim da manhã, quando o presidente eleito, em discurso a deputados da base aliada, criticou o teto federal de gastos e disse que o limite de despesas deveria ser discutido em pé de igualdade com as questões sociais.
“Por que pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos? Por que a gente não estabelece um novo paradigma?”, questionou Lula no discurso.
À tarde, a volatilidade aumentou após o anúncio de que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega participará do grupo da equipe de transição que discute o orçamento, o planejamento e a gestão administrativa.
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43716/apos-discurso-caotico-de-lula-dolar-dispara-e-bolsa-despenca-sem-parar
AO VIVO: A convocação extraordinária de oficiais generais (veja o vídeo)

Nesta quinta-feira (10), o Brasil foi surpreendido com a convocação de uma reunião extraordinária do Presidente Bolsonaro com oficiais generais do alto-comando das Forças Armadas.
A reunião ocorreu um dia após a entrega do relatório do Ministério da Defesa sobre o processo eleitoral e a segurança das urnas eletrônicas no pleito de 2022.
A principal conclusão do relatório é que as urnas são passíveis de violação.
A tensão em Brasília continua alta e há a expectativa de uma resposta mais contundente por parte das Forças Armadas nos próximos dias.
O silêncio do Presidente Bolsonaro também tem incomodado muita gente.
Comentários: Anderson Oliveira e Julliene Salviano
Apresentação: Emílio Kerber
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43723/ao-vivo-a-convocacao-extraordinaria-de-oficiais-generais-veja-o-video
Mais um senador perde a paciência e clama pelo impeachment de Moraes

O senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) deu voz a milhões de brasileiros que tem se sentido oprimidos pelo sistemático desrespeito ao código de direito civil, ao código de direito penal e até à constituição.
Em discurso no plenário do Senado, ele criticou a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, que, segundo ele, “extrapolou todas as barreiras institucionais e legais”, com a censura aos veículos de comunicação.
Ele também pediu que o Senado inclua na pauta o pedido de impeachment do ministro.
“Não podemos admitir que um único homem empossado em cargo público promova a submissão aos Poderes à sua santa vontade. As instituições de estado precisam agir de forma isenta, precisam aplicar a legislação vigente.
Quem ocupa um cargo de ministro da Suprema Corte não pode fazer escolhas pessoais baseadas em entendimentos unilaterais. (…) Alguém aqui consegue negar que presenciamos atos de censura? Isso não é mais do que suficiente para que seja colocado em pauta o pedido de impeachment?”, indagou.
De acordo com o senador, sentenças “questionáveis” estão sendo publicadas pelo ministro Alexandre de Moraes sem que o assunto seja discutido no Senado.
“Uma afronta aos mais basilares direitos das liberdades individuais, uma escalada de atos abusivos que chega, com direito a aplicação de ‘censura prévia’, que é algo inconcebível no regime democrático de direito”.
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43718/mais-um-senador-perde-a-paciencia-e-clama-pelo-impeachment-de-moraes
Após relatório das FFAA, povo continua nas ruas e recebe apoio de valorosos patriotas (veja o vídeo)

O relatório sobre o processo eleitoral entregue pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (9), não só serviu para mostrar que ainda há muitas inconsistências que precisam de urgentes esclarecimentos, como ainda deixou um fio de esperança no coração do povo patriota que segue lutando nas ruas, em defesa da liberdade e da democracia.
Em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e no Distrito Federal, além de todas as capitais do país e ainda de dezenas de cidades importantes em várias regiões, o povo segue na porta dos quartéis.
Os acampamentos, longe de sinalizarem um fim, na verdade estão crescendo e recebendo mais e mais apoiadores.
E parte desses apoiadores, vejam só, são pessoas já com seus cabelos brancos e décadas de experiência de vida e de política.
Senhores e senhoras que vivem o Brasil desde a década de 40, ou até antes, e que viram, ouviram e experimentaram todos os tipos e formas de governo.
As cenas, gravadas e que percorrem as redes sociais, são impactantes.
Há ainda um espetacular depoimento de uma senhora, em uma das manifestaçõe, pedindo para que o povo não esmoreça e que não imaginava que ela também estaria ali, de novo lutando por democracia, no ano de 2022.
Vale a pena assistir, nos vídeos abaixo:
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43715/apos-relatorio-das-ffaa-povo-continua-nas-ruas-e-recebe-apoio-de-valorosos-patriotas
AO VIVO: A reunião de emergência dos Generais / Moraes quer projeto para regular mídias (veja o vídeo)

Generais fizeram uma reunião de emergência, e isso aconteceu no dia seguinte à entrega do relatório das Forças Armadas sobre as eleições.
O que pode acontecer daqui para frente?
Para falar sobre esses e outros assuntos, o Jornal da Noite recebe o advogado Henrique Oliveira e jornalista Alex Canuto.
Em pauta também a reunião de Alexandre de Moraes com Lula, onde o ministro pediu ao presidente eleito que faça um projeto para regulamentar as plataformas digitais.
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), junto com outros 13 congressistas que integram a base de apoio de Bolsonaro, entraram com uma representação junto à PGR para que o órgão retome as investigações sobre possíveis fragilidades no processo eleitoral.
Termine o dia bem informado com o Jornal da Noite!
Assista, compartilhe, contribua para que o Jornal da Cidade Online continue sendo a sua voz.
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43721/ao-vivo-a-reuniao-de-emergencia-dos-generais-moraes-quer-projeto-para-regular-midias-veja-o-video
Em encontro com Lula, Gilmar libera mais de R$ 5 milhões em bens de Marisa Letícia retidos pela Lava-Jato

Os advogados de Lula (PT) pediram ao ministro do STF, Gilmar Mendes, o desbloqueio de R$ 5 milhões que estão retidos no Bradesco Vida e Previdência, pela Receita Federal com base no compartilhamento de informações da Operação Lava-Jato.
O valor se trata de um seguro de vida feito em nome da falecida esposa de Lula, Marisa Letícia, no total de R$ 5,5 milhões; sendo que 80% da quantia deverá ser repartida entre os quatro filhos do casal e 20% são do ex-presidente.
Na tarde desta quarta-feira (09), Lula esteve pessoalmente no STF para uma reunião e, antes mesmo do fim do encontro, Gilmar Mendes determinou o desbloqueio dos bens de Maria Letícia.
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43687/em-encontro-com-lula-gilmar-libera-mais-de-r-5-milhoes-em-bens-de-marisa-leticia-retidos-pela-lava-jato
Após apoio, Armínio Fraga diz que ideias do governo Lula estão se afastando daquilo que acredita

O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga disse que as ideias do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a área econômica estão se afastando daquilo que ele acredita e por isso ele não aceitaria um eventual convite para fazer parte da próxima administração federal. As afirmações foram feitas à CNN, na quinta-feira (10), após o discurso de Lula, presidente eleito, que contribuiu para a queda da bolsa de valores e para a alta do dólar.
Fraga declarou apoio ao ex-presidente no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, apesar de já ter a intenção de optar pelo PT, a eleição de um Congresso conservador foi o que o motivou a divulgar publicamente o voto em Lula.
Na quinta-feira (10), o petista mais uma vez tratou do furo ao teto de gastos, da estabilidade fiscal e questionou a necessidade de cortar despesas. “Por que pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos?”, afirmou.
Além das declarações do presidente eleito, a alta da inflação e as incertezas quanto à montagem da nova equipe econômica colaboraram para a reação negativa do mercado financeiro.
Lula comentou o “nervosismo do mercado” e disse que nunca viu um tão sensível quanto o brasileiro. “Eu nunca vi um mercado tão sensível como o nosso. É engraçado que esse mercado não ficou nervoso com quatro anos do Bolsonaro”, disse o petista ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição.
Já o vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB), tentou amenizar a situação e disse que a responsabilidade fiscal não é incompatível com a questão social.
“Se alguém teve responsabilidade fiscal, foi Lula. Isso não é incompatível com a questão social. O que precisa é a economia crescer, esse é o fator relevante. Essas oscilações do mercado no dia de hoje tem inclusive questões externas além da questão local”, comentou Alckmin.
FONTE: Gazeta do Povo https://www.gazetadopovo.com.br/economia/apos-apoio-arminio-fraga-diz-que-ideias-do-governo-lula-estao-se-afastando-daquilo-que-acredita/
Com mercado em polvorosa, Meirelles se arrepende de apoio a Lula e abandona o barco em meio à tempestade

“Lula dilmou”.
Essa foi a conclusão do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante encontro com clientes do banco BTG Pactual, em evento realizado nesta quinta-feira (10).
A notícia reproduzida pelo portal O Antagonista traz mais detalhes do que foi dito por Meirelles, como o motivo pelo qual Lula havia se recusado, até hoje, a falar de economia:
Hoje, começou a falar. Aí, ele começou a sinalizar uma direção à Dilma. Estou pessimista, não tenha dúvida, só posso dizer uma coisa a todos vocês: boa sorte”, disse Meirelles, segundo o Antas.
As críticas a Lula sinalizam, no abandono do barco do futuro governo, que já começa à deriva e com muitas tempestades à frente, o arrependimento de quem percebeu o desastre que está por vir.
No encontro que teve com parlamentares, Lula foi claro ao dizer que não pretende respeitar a continuidade do ajuste fiscal, segundo ele, porque o seu governo ‘tem que combater a fome’ e vai precisar de dinheiro para tanto.
Uma falácia que vai na contramão dos índices recentes divulgados, por exemplo, pelo Banco Mundial, que apontou o recuo da miséria no Brasil ao patamar mais baixo de sua história, desde a República.
Lula, que ainda não teve ‘a coragem’ de anunciar o nome de seu ministro da Fazenda, chega ao governo de transição praticamente exigindo que se fure o teto de gastos em R$ 200 bilhões, só para cumprir suas promessas de campanha.
Vale lembrar que o governo Bolsonaro, vejam só, só foi fazer o mesmo, utilizando R$ 240 bi além do orçamento, e com o apoio do congresso, para ter como enfrentar dois anos de pandemia, na mais séria crise social, de saúde e econômica dos últimos 100 anos.
E o fez com maestria, tendo ao seu lado um extraordinário time de ministros sob a batuta de Paulo Guedes, o superministro da Economia.
Após esse período, o país se recuperou e superou o período pré-pandemia, gerou empregos, captou investimentos recordes, levou as estatais a lucros estratosféricos e conseguiu dar um auxílio emergencial a milhões de famílias.
Lula, entretanto, precisou de alguns poucos minutos e uma fala desastrosa para detonar a Bolsa, na queda de 3,61%, explodir o dólar, que fechou em quase R$ 5,40 e causar pessimismo nos investidores, que ampliaram os juros futuros para a casa dos 13,65%.
Não são só os investidores que precisarão de sorte, Sr. Henrique Meirelles…
Essa sorte terá que estar ao lado também do pobre e iludido povo brasileiro que acreditou nas promessas do petista.
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43712/com-mercado-financeiro-em-polvorosa-meirelles-se-arrepende-de-apoio-a-lula-e-abandona-o-barco-em-meio-a-tempestade
O desafio das estradas

Entre as áreas nas quais o governo de Jair Bolsonaro mais se destacou nesses quatro anos está a da infraestrutura. Tarcísio de Freitas pode ser tranquilamente listado como um dos ministros mais bem-sucedidos da equipe de Bolsonaro, e agora terá pela frente o governo do estado de São Paulo, para o qual foi eleito em 30 de outubro. O Ministério da Infraestrutura comandou um programa de concessões e privatizações que só não foi mais amplo devido à desorganização econômica causada pela pandemia de Covid-19; se o petismo não se empenhar em desfazer esse trabalho, teremos boas novidades, especialmente em modais ainda subaproveitados no país, como as ferrovias e a navegação de cabotagem.
No entanto, ainda há muitas razões para preocupação em relação ao principal modal de transporte do país. A nova edição do relatório anual da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta para uma deterioração da malha rodoviária brasileira, inclusive nos trechos já concedidos à iniciativa privada – que, apesar disso, continuam muito superiores em qualidade às rodovias administradas diretamente pelos governos federal ou estaduais. Enquanto 69% da malha concedida é considerada “ótima” ou “boa”, esse porcentual cai para 24,7% no caso das rodovias sob gestão pública; na outra ponta, enquanto apenas 5,2% da extensão concedida é considerada “ruim” ou “péssima”, 30,5% das rodovias administradas pelo governo foram assim classificadas. A avaliação inclui pavimento (desgaste, trincas e buracos na pista, por exemplo), sinalização (como placas e pintura de faixas) e geometria (canteiros centrais ou proteções, faixas adicionais em subidas, acostamento etc.).
Pisar no freio do programa de concessões rodoviárias, agora, é condenar os brasileiros e o setor produtivo a conviver com autênticas “rotas do queijo suíço”
Apenas o mau estado de boa parte das rodovias já seria razão suficiente para alerta: as rodovias classificadas como “ruins” e “péssimas” correspondem a 27,8 mil quilômetros, dos 110,3 mil km avaliados pela CNT. O quadro fica ainda pior quando se percebe que a qualidade das estradas vem caindo. O “ótimo/bom” das rodovias com gestão pública era de 32,5% em 2019; caiu para 28,2% em 2021 (não houve pesquisa em 2020 devido à pandemia) e agora está em 24,7%. No caso das rodovias concedidas, o “ótimo/bom” caiu de 74,2% no ano passado para os atuais 69%. De acordo com a CNT, o país precisaria de R$ 72 bilhões apenas para reconstruir e recuperar estradas com pavimento danificado ou destruído, e mais R$ 22,7 bilhões para manutenção de rodovias desgastadas, para impedir que se deteriorem ainda mais. A título de comparação, todo o orçamento do Ministério da Infraestrutura previsto para 2023 no Projeto de Lei Orçamentária Anual é de R$ 17 bilhões – e apenas uma parte disso vai para as rodovias.
O prejuízo causado por estradas ruins é enorme e amplamente conhecido: o principal está nas vidas perdidas em acidentes causados pela má condição das pistas, aliada ao mau comportamento dos motoristas. Mas também existe impacto econômico e ambiental: segundo a CNT, o custo com acidentes supera há muitos anos o investimento feito nas estradas – em 2022, até agosto, os gastos estimados com acidentes são de R$ 8,3 bilhões, contra R$ 3,9 bilhões investidos nas rodovias. Estradas ruins elevam o consumo de combustível e encarecem o frete, e a CNT estima que 1 bilhão de litros de diesel poderiam ter sido economizados se ônibus e caminhões trafegassem em rodovias boas ou ótimas, em vez de enfrentar pavimentos aos pedaços; os R$ 4,9 bilhões gastos com esse combustível extra teriam servido para a compra de 6 mil caminhões mais novos e menos poluentes, ou para reflorestar 103 mil hectares, pouco menos que toda a área do município de Belém (PA).
O setor de infraestrutura brasileiro se beneficiou, nos últimos quatro anos, de um governo que tinha a convicção sobre o necessário protagonismo da iniciativa privada. O próximo governo, sabe-se, não compartilha dessa crença. As concessões das eras Lula e Dilma Rousseff foram quase que uma imposição da realidade, diante da aproximação de megaeventos e da evidente disparidade entre o investimento necessário e os recursos estatais disponíveis. Mesmo assim, elas ainda traziam o ranço estatista em modelagens ruins, como a dos leilões de aeroportos, felizmente abandonada no governo Michel Temer.
Pisar no freio do programa de concessões rodoviárias, agora, é condenar os brasileiros e o setor produtivo a conviver com autênticas “rotas do queijo suíço”. Os desafios são muitos: a economia mundial segue fragilizada e os trechos ainda por conceder já não são os mais atrativos. Mas o Brasil acumula décadas de experiência em concessões rodoviárias, e tem especialistas capazes de distinguir o que funciona do que não deu certo. Reduzir a dependência brasileira das estradas por meio do incentivo aos outros modais não significa descuidar da malha rodoviária nacional. Mas será preciso abandonar os preconceitos estatistas e usar toda a inteligência necessária para atrair os investidores.
FONTE: Gazeta do Povo https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-desafio-das-estradas/?#success=true

Lembra dos 33 milhões de famintos no Brasil? Foi só Lula vencer e eles sumiram
Onde teriam ido parar, à esta altura do jogo, os “33 milhões” de brasileiros que passam “fome?” Eles foram um tema de grande sucesso na propaganda eleitoral de campanha – afinal, segundo o PT, o presidente Jair Bolsonaro era pessoalmente responsável por este horror, e não se pode votar num candidato que impede as pessoas de comer, não é mesmo? O problema, naturalmente, iria sumir a partir de 1º. de janeiro de 2023 com o começo do governo Lula; no mesmo dia, na hora da janta, já estaria todo mundo de bucho cheio. Claro que sim – prepare-se para passar os próximos anos ouvindo que o Brasil não tem problema nenhum, de qualquer tipo, e se tiver algum a culpa será da “herança maldita” de Bolsonaro etc. etc. etc. Mas, neste caso, não foi preciso nem esperar a posse: o problema já não existe mais, pela excelente razão de que nunca existiu.

Quem afirma isso não é nenhum marqueteiro bolsonarista – é o Banco Mundial, considerado a autoridade pública mais realista na avaliação de questões ligadas à miséria. Segundo o seu último relatório, que acaba de ser divulgado, a extrema pobreza no Brasil caiu em 2020 para o patamar mais baixo da série histórica dessas medições, iniciadas em 1980. Os brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, considerada o marco básico para a medição da fome, caíram para menos de 2% da população – 1,9%, mais exatamente, o que equivale a pouco mais que 4 milhões de pessoas. Em relação ao ano anterior, 2019, mais de 7 milhões de brasileiros saíram da miséria – pelos critérios do Banco Mundial, a situação de quem ganha 2,15 dólares por dia, ou algo como 330 reais por mês. De 2020 para 2022, o número de miseráveis caiu mais ainda, com o começo do pagamento do “Auxílio Brasil”, de 400 reais por mês. Ou seja, no mundo dos fatos: nunca o Brasil teve um número tão baixo de pessoas vivendo na pobreza extrema e, portanto, sujeitas à fome. É exatamente o contrário da “verdade” revelada por Lula e pelo PT durante toda a campanha eleitoral.
O fato, auto evidente desde sempre pelo raciocínio lógico, é que o número de “33 milhões” de mortos de fome jamais fez sentido nenhum; é resultado do boletim de uma ONG, nada mais que isso, e sem a mais remota comprovação ou fundamento técnico. Não é uma informação do IBGE, ou de qualquer entidade séria, brasileira ou internacional – sempre foi uma invenção de militantes de esquerda, com objetivos claramente políticos. Como poderia, aritmeticamente, haver 33 milhões de pessoas passando fome no Brasil? Em maio deste ano, segundo os números do Cadastro Único do Ministério da Cidadania, havia cerca de 185.000 moradores de rua no país – um número que ajuda muito a definir as dimensões da miséria nacional. Este número está subestimado? Não inclui os miseráveis que não moram na rua, ou que vivem em áreas rurais? Muito bem: multiplique-se a cifra por dez. Vai dar menos de 2 milhões de pessoas. Ainda não está bom? Então que se multiplique por vinte. Vai dar menos de 4 milhões – o que está perto dos números do Banco Mundial. Num caso e no outro, o que esses totais têm a ver com os “33 milhões” do PT? Não têm absolutamente nada a ver.
Nunca o Brasil teve um número tão baixo de pessoas vivendo na pobreza extrema e, portanto, sujeitas à fome. É exatamente o contrário da “verdade” revelada por Lula e pelo PT durante toda a campanha eleitoral
Ainda bem que com a volta de Lula ao governo essas e quaisquer outras desgraças vão desparecer. Não vai mais haver fome, nem gente pobre, todo mundo vai ter carro, morar num apartamento com varanda e viajar de avião. Está tudo resolvido.
FONTE: Gazeta do Povo https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/lembra-dos-33-milhoes-de-famintos-no-brasil-foi-so-lula-vencer-e-eles-sumiram/

Tentaram colocar palavras na boca do Ministério da Defesa
As fake news continuam. Vejam só: o Ministério da Defesa, na quarta-feira, soltou uma nota explicando, em resumo, que durante a eleição houve acesso à rede na hora que estavam distribuindo o código-fonte e gerações de códigos binários. Portanto, não é possível assegurar que o sistema está isento de códigos maliciosos e, por isso, o Ministério da Defesa recomenda investigar o ocorrido com o código-fonte e analisar códigos binários que foram executados nas urnas. Mas o jornalismo de hoje em dia abriu manchete dizendo: “o Ministério da Defesa confirma que não houve fraude”.

Então, o Ministério da Defesa teve de soltar outra nota para repetir o que havia dito na primeira nota. Parece que não entenderam; é claro que não quiseram entender. “O Ministério da Defesa não descartou a possibilidade de fraude, porque o TSE restringiu o acesso ao código-fonte dos aparelhos e às bibliotecas do software das urnas. Não é possível, então, assegurar que os programas executados nas urnas estão livres de inserções maliciosas que alterem seu funcionamento”, diz o ministério, que pediu uma comissão para estudar isso. Só que o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, parece que cortou o barato; já disse que este assunto se encerrou, usando o passado.
Enquanto isso, o presidente eleito Lula, antes de visitar o Supremo, fez um discurso dizendo que o presidente Bolsonaro humilhou as Forças Armadas ao pô-las para fiscalizar as eleições, quando quem devia fiscalizar era a sociedade civil. Ele sabe, você sabe, eu sei que não foi o presidente Bolsonaro quem fez isso; foi o TSE que pediu para as Forças Armadas integrarem aquele mutirão de fiscalizadores que tinha OAB, partidos políticos, TCU etc. Então, o que o futuro presidente fez foi tentar jogar as Forças Armadas contra Bolsonaro. Como assim? Já estamos nas tentativas de jogar uns contra os outros? Estranho…
MDB na transição e Lula no Egito
A transição tem mais duas pessoas importantes, notáveis, e que você conhece. O MDB anunciou, para integrar a equipe de transição – que agora tem 13 partidos –, dois grandes nomes do partido: Renan Calheiros e Jader Barbalho. Pois é… enquanto isso, Lula vai para o Egito, a Sharm El Sheikh, numa pontinha do Mar Vermelho, para a conferência mundial do clima. Vão com ele Janja, Marina Silva, Simone Tebet, Celso Amorim, Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e mais 20 deputados e 13 senadores, inclusive o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o mesmo que vem segurando os requerimentos sobre ministros do Supremo. A ex-corregedora do Superior Tribunal de Justiça, ministra Eliana Calmon, disse na Jovem Pan, em entrevista da qual eu participei, que o Supremo segura inquéritos envolvendo parlamentares, e os parlamentares seguram os requerimentos do Supremo. Aquela história de uma mão lava a outra.
Mas falando em Egito, vocês todos lembram que em 2011 o povo foi para a rua e não saiu de lá até que, no 18.º dia de protesto, caiu o ditador Hosni Mubarak, que estava havia 30 anos do poder. Foi parte da Primavera Árabe.
FONTE: Gazeta do Povo https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/relatorio-ministerio-defesa-urnas-eletronicas/
URGENTE: Comandantes das Forças Armadas se unem e lançam forte nota após a reunião

Ontem, quinta-feira (11), o povo recebeu com surpresa a informação de que Generais/Oficiais das Forças Armadas se reuniram.
A expectativa para saber do que se tratava a reunião era enorme.
E eis que surge a primeira manifestação das Forças Armadas após o encontro.
Uma nota assinada pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, endereçada à imprensa, onde – com palavras firmes – os militares reafirmam o compromisso com o povo e com a soberania do Brasil.
Leia a nota na íntegra:
Às Instituições e ao Povo Brasileiro
Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.
A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.
Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.
Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.
A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.
Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.
A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.
Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.
Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.
Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS
Comandante da Marinha
General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES
Comandante do Exército
Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR
Comandante da Aeronáutica
FONTE: Jornal da Cidade Online https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/43725/urgente-comandantes-das-forcas-armadas-se-unem-e-lancam-forte-nota-apos-a-reuniao
Coordenação de Alckmin na transição causa ciúmes e reações no PT
Experiente no exercício do poder, Alckmin não dá confiança à cúpula petista

O protagonismo do ex-tucano Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, já produz rusgas entre os políticos da velha guarda do PT, que, enrolados na Lava Jato, foram duramente criticados pela turma do vice-presidente eleito.
Lula teve de mediar a confusão. Um sinal desse desconforto pôde ser visto na coletiva de Alckmin, terça (8), ao anunciar integrantes de comissões técnicas da Equipe de Transição. Ele fez questão de assinar o ato diante dos jornalistas, sem submetê-lo antes ao comando do PT. A informação é da coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Alckmin já respondia a repórteres, quando Gleisi Hoffmann o interrompeu para pedir o papel assinado, como para conferir alguma “surpresa”.
Gleisi mostrou o papel a Aloizio Mercadante com expressão contrariada, cochichando algum detalhe sobre os atos assinados.
Cioso de suas prerrogativas, até pela experiência como ex-governador de São Paulo, Alckmin ignorou de Gleisi. Mas isso piorou o clima.
FONTE: Diário do Poder https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/coordenacao-de-alckmin-na-transicao-causa-ciumes-e-reacoes-no-pt
Desaba confiança do empresário da indústria no futuro, aponta CNI
Apesar disso, indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos


O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 8,5 pontos entre outubro e novembro de 2022 e está em 51,7 pontos. A piora foi mais intensa quando se avalia o futuro da economia nos próximos seis meses, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
É o segundo mês consecutivo de piora da confiança, após sucessivos avanços de otimismo do setor industrial ao longo do ano. Apesar da forte queda, os empresários da indústria seguem confiantes, pois o indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, que separa um estado de confiança de um estado de falta de confiança.
Segundo a CNI, a piora foi mais intensa quando se avalia o futuro da economia nos próximos seis meses. O Índice de Expectativas, um dos dois componentes do Icei, caiu de 59,3 pontos para 45,9 pontos, atravessando a linha divisória dos 50 pontos. “Nesse caso, o setor industrial migrou do otimismo ao pessimismo”, explica a CNI.
Economia
Já o Índice de Condições Atuais, outro componente do Icei, recuou 3,7 pontos para 53,2 pontos. Ao permanecer acima dos 50 pontos, o índice continua apontando melhora das condições atuais da economia brasileira e das empresas em relação aos seis meses anteriores.
“Na avaliação dos empresários, contudo, a percepção de melhora se mostra mais fraca e menos disseminada que no mês de outubro”, explicou a CNI, em comunicado.
Foram consultadas 1.578 empresas, entre 1º e 8 de novembro de 2022, sendo 620 de pequeno porte, 590 médias empresas e 368 de grande porte. (ABr)
FONTE: Diário do Poder https://diariodopoder.com.br/dinheiro/ttc-dinheiro/desaba-confianca-do-empresario-da-industria-para-o-futuro-aponta-cni
TJ do Rio revoga dois mandados de prisão e Cabral pode até ser solto
Lewandowski opina para revogar outro mandado de prisão de Cabral

Os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), revogaram nesta quinta-feira (10), dois mandados de prisão preventiva contra o ex-governador Sérgio Cabral.
Nessas ações, Sérgio Cabral é acusado de ter pagado R$ 7,2 milhões em propina para o ex-procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, com objetivo de blindar o governo das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Cabral está preso desde novembro de 2016, por isso, a defesa do ex-governador alegou que não há mais razão para a continuidade da prisão, tendo em vista o tempo decorrido dos supostos atos criminosos, e também pelo fato do ex-procurador, Cláudio Lopes estar respondendo aos mesmos processos em liberdade. Os desembargadores concordaram, de forma unânime, com os argumentos e deferiram o pedido.
Entretanto, Cabral continua preso devido a um mandado de prisão preventiva, expedido pelo ex-juiz federal Sergio Moro sobre o pagamento de propinas na obra de construção do Complexo Petroquímico do Rio, da Petrobras.
O caso está sendo analisado pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento dois ministros votaram, Edson Fachin a favor da manutenção da prisão e Ricardo Lewandowski pela revogação. O julgamento está suspenso devido a um pedido de vista do ministro André Mendonça. Os ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques também irão votar.
FONTE: Diário do Poder https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/sta-brasil/tj-do-rio-revoga-dois-mandados-de-prisao-preventiva-contra-cabral

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