O presidente Jair Bolsonaro acaba de fazer seu discurso mais forte à frente do Executivo.
Citando por duas vezes que é o “chefe das Forças Armadas”, o presidente subiu o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Bolsonaro citou a recente decisão da segunda turma do STF que anulou a decisão Nunes Marques, voltando a cassar o mandato do deputado Francischini, do PR, que questionou a “transparência do sistema eleitoral”.
“Eu sou chefe das Forças Armadas. Nós não vamos fazer o papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir.
Tenho jogado dentro das quatro linhas, não acho uma só palavra minha, gesto ou ato fora da constituição”, disse o presidente.
Bolsonaro prosseguiu:
“Será que três do STF pode continuar achando que podem tudo?
Eu não vou viver como um rato! Tem que haver uma reação.”
Subindo o tom, o presidente não parou por aí:
“O que é isso, se não um arbítrio? Um estupro à democracia. […]
Tenho a família toda perseguida… Minha esposa processada…
CANALHAS! Vem para cima de mim se são homens!”
Sem papas na língua, Bolsonaro disparou:
“Eu fui do tempo que ‘decisão do Supremo não se discute’. Não sou mais!”
Confira o forte discurso de Jair Bolsonaro:
Fonte: Jornal da Cidade
URGENTE: 2ª turma do STF derruba a decisão de Nunes Marques e mantém cassação de Francischini

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (7), por três votos a dois, derrubar a decisão do ministro Nunes Marques que tinha devolvido o mandato ao deputado Fernando Francischini (União-PR).
Francischini foi cassado pelo TSE por “propagar fake news contra o sistema eleitoral”.
O ministro André Mendonça pediu vistas no processo que estava sendo analisado pelo Plenário do STF e, com isso, o caso começou a ser analisado pela Segunda Turma.
Agora, com a nova decisão, fica restabelecida a decisão original do TSE e a cassação de Francischini.
Além de Nunes Marques, André Mendonça também votou para manter a decisão, ou seja, confirmar o mandato de Francischini.
Já os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes discordaram do relator e formaram maioria para restaurar a cassação de Francischini.
A luta não é fácil.
Fonte: Jornal da Cidade
Bolsonaro não se cala perante decisão do STF que mantém a cassação do deputado Francischini (veja o vídeo)

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta terça-feira (7) a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a cassação do mandato do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR).
Uma decisão liminar (provisória) anterior, proferida pelo ministro Kássio Nunes Marques, anulava a cassação e devolvia o mandato do político paranaense. No julgamento desta tarde, Nunes Marques manteve sua decisão e foi acompanhado pelo ministro André Mendonça.
Os votos para revogar a decisão monocrática de Nunes Marques foram dados por Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, terminando em três votos a dois pela manutenção da condenação.
A decisão também mantém a inelegibilidade de Francischini por oito anos.
“Aqui, do outro lado da Praça dos Três Poderes, uma turma do tribunal, por três votos a dois, mantém a cassação de um deputado acusado em 2018 de espalhar fake news.
Esse deputado não espalhou fake news, porque o que ele falou na live eu também falei pra todo mundo: que estava tendo fraudes na eleição de 2018″, afirmou Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto.
O presidente argumentou que “não existe tipificação penal para fake news” e que a decisão do TSE que determinou a cassação do mandato teria o objetivo de “criar jurisprudência” como forma de perseguição.
Bolsonaro ainda afirmou que confia na máquina, em referência à urna eletrônica, mas que não confia em quem está atrás dela.
Assista ao forte discurso do presidente:
Fonte: Jornal da Cidade

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