Lideranças do PT e potenciais aliados na corrida presidencial aumentaram a pressão sobre a coordenação de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva após o ex-presidente fazer algumas declarações polêmicas. A avaliação no entorno do petista é de que, a partir de agora, a margem para erros está reduzida e é preciso centrar o discurso no que realmente importa, como o controle da inflação, a geração de emprego e a defesa da democracia.
O mesmo entendimento foi repassado a Lula por senadores do MDB e de outros partidos aliados em jantar oferecido pelo ex-senador Eunício Oliveira, na segunda-feira (11), em Brasília. No encontro, Lula foi alertado pelos parlamentares que terá de moderar o discurso para sua candidatura não ficar restrita às siglas de esquerda e atrair partidos de centro.
Além disso, ele foi cobrado pela demora no lançamento de sua pré-candidatura, já que seria o único nome que ainda não está oficializado na disputa. O PT reconhece o “atraso” e já anunciou que fará um evento com essa finalidade no dia 7 de maio, em São Paulo.
O lançamento ocorreria no próximo dia 30, mas o partido teve de adiar os planos em uma semana a pedido do Psol e do PSB. Nesse dia estão marcados para ocorrer a Conferência Eleitoral do Psol e o encerramento do Congresso Nacional do PSB. Com o adiamento, o PT espera reunir todos os aliados no mesmo palanque em torno de Lula no dia 7.
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