JOÃO ESTENIO CAMPELO BEZERRA

Por Rosane Santos

Há homens que nascem com a febre da conquista e da glória. E esta febre não é a coragem inconsciente, a simples exploração de uma força impulsiva e, às vezes, manifestação de animalidade grosseira. A verdadeira febre da coragem é aquela que traça o caminho de si próprio com responsabilidade e determinação, sem desanimar diante das adversidades. E estes homens raras vezes acabam lentamente consumidos pela velhice e pela moléstia, numa cama ensopada do suor da agonia, amargurando a família e os amigos com o triste espetáculo do bruxulear de sua razão e o esmaecer das suas forças.

A história de um deles se assemelha aos outros na sua trajetória biográfica, onde nos deparamos somente com mais uma narrativa de um jovem adolescente, sexto filho de uma prole de onze, ávido por maiores estudos, que migrou para a nova capital do país, recém-inaugurada e ainda sem maiores estruturas urbanas. O enredo comum finda neste minúsculo parágrafo.

Na pequena mala de viagem que João Estenio Campelo Bezerra portava, sua bagagem maior era fruto da educação infantil que recebera, onde dignidade, honra, determinação e humildade excediam o peso da normalidade. O propósito era objetivar o caminho do labor incansável, preservando os conceitos da estrutura familiar de profunda religiosidade, cujo embasamento maior era o respeito por seus semelhantes e o orgulho de sua raiz, a família gerada pelo casal João Amaro Bezerra e Raimunda Campelo Bezerra, na pequena cidade de Crateús, estado do Ceará.

Completa a formação acadêmica no curso de Direito da primeira turma de bacharéis do então CEUB e acentua sua liderança como primeiro presidente do diretório acadêmico.

Foi o começo de uma caminhada árdua de trabalho e dedicação aos seus propósitos. Em consequência, João Estenio tornou-se cidadão do mundo, condecorado, homenageado, renomado em seu trabalho ininterrupto na área de advocacia, pós-graduação nas universidades mais conceituadas do Brasil e do exterior. Não havia como não galgar a Sorbonne e, lá estava este homem, buscando a extensão cultural que constava de seus anseios.

Seu desempenho profissional exímio levou-o a ser constantemente citado em mídias, onde seus dados biográficos apresentaram-no como homem extremamente bem sucedido.

É fato! É veracidade! O que a mídia não nos conta é que dentro da alma deste grande homem há ainda um menino sonhador em estado latente, sorriso aberto, franco, organizado, amigo dos amigos, humilde, disposto a exercitar intensa e responsavelmente esta sua febre de vida que, em absoluto contrário ao passar dos tempos, aumenta de forma mais pulsante.

Agregue-se a isso um fator familiar estruturado, onde a latência do amor, da amizade e do carinho é o sentimento que envolve os irmãos Campelo Bezerra.

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