O desarmamento nuclear da Ucrânia: Tragédia anunciada

O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta quarta-feira (23), uma lei que permite que os cidadãos portem armas em público em razão do estado de emergência criado pela ilegal invasão da Rússia.

Antes havia uma proibição, mas tudo mudou com a ameaça existencial representada pelas tropas de Vladimir Putin.

O país possui 700 mil proprietários registrados de armas e nas últimas semanas as vendas de armamentos, incluindo AR-15, AK-47, munições e rifles de precisão, cresceram avassaladoramente. 

Entre 1994 a 1996, no entanto, o governo ucraniano, uma ex-República Socialista Soviética, por pressão do então presidente americano Bill Clinton e do Reino Unido, renunciou à sua condição de potência nuclear entregando todas as ogivas que possuía à Rússia em troca de uma promessa de não agressão a qualquer tempo.

A decisão não poderia ter sido mais equivocada, já que hoje seu território é invadido por uma potência nuclear (que ficou com suas armas) sem que a Ucrânia possua qualquer recurso dissuasório efetivo, como bombas nucleares.

Hoje a Ucrânia, uma democracia eleitoral que busca voltar-se cada vez mais ao Ocidente, desarmada, encontra-se à mercê de uma potência nuclear vizinha comandada por um autocrata que não admite a sua soberania e busca anexá-la a seu território. Essa tragédia já estava anunciada. Agora a população tem que correr às lojas para assegurar a sua própria existência porque os recursos bélicos que realmente importam foram entregues docilmente ao inimigo.

Declaro toda minha solidariedade ao povo ucraniano que tem sua soberania agredida e território invadido por um regime autoritário e que busca reconstruir o “império do mal soviético”, como chamava Ronald Reagan o regime de opressão comunista.

Marcel van Hattem. O autor é deputado federal.

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Fonte: Jornal da Cidade

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